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─ 08:50 ─ Uma musiquinha ─ ♪ TÃÃÃÃÃRÃTÃTÃTÃÃÃTÃRÃTÃTÃ ♪ ─ Bom dia! Está no ar o: “Feiticeiro de Plantão”. Hoje mostraremos uma entrevista feita com o famoso Gregory House, conhecido no Brasil como Dr. House, ele é um médico tão bom que prevê as doenças antes de acontecerem. Ele tortura os pacientes como se estivesse dizendo: “Essa é a doença mais esquisita que você pode ter?” e então dá alguns remédios errados para que a doença fique cada vez pior e misteriosa somente por prazer próprio. Ele também mantém uma equipe especialmente treinada para ser humilhada por ele.
Como todos sabem Gregory House não gosta de entrevistas, pois acha tudo isso uma falsidade. Então para entrevistá-lo, tivemos que intoxicar um dos membros de nossa equipe com uma mistura de Gardenal, Arsênico, Mercúrio e Água Sanitária. Após perceber que somos tão loucos quanto ele, Dr. House decide nos conceder uma entrevista, mas antes ele foi até uma sala cheia de pacientes a serem atendidos por ele e diz em alto e bom som: “Eu sou o diretor do departamento de doenças infecciosas, com dupla especialização em doenças infecciosas e nefrologia. Eu também sou o único doutor empregado nesse hospital que é obrigado a estar aqui contra sua vontade. Mas sem preocupações, afinal a maioria de vocês poderia ser tratado por um macaco com um frasco de analgésicos. E por falar nisso, vocês talvez vejam eu tomando comprimidos. É Vicodin, é meu, não é para vocês. E eu não tenho um problema com administração de dor, e sim um problema com dor. Mas quem sabe? Talvez eu esteja errado. Talvez eu esteja doidão demais para saber. Então, quem quer ser atendido por mim?”. Ninguém se manifestou e com um sorriso jocoso, ele nos chama até a sua sala.
Boa tarde, Dr. House...
Corta esse papo-furado e vamos logo para a entrevista.
Tudo bem. Por que o senhor resolveu seguir a carreira de médico?
Eu escolhi ser médico por causa do filme Patch Adams!
Por que o senhor aprecia ironia?
Ironia é um jeito divertido de provar para os outros que eles estão errados!
O senhor já errou alguma vez?
Hmm, deixa eu ver... Não.
O que o senhor acha do Hospital Seattle Grace?
Recebi várias propostas. Todos me querem... mas Meredith Grey não é tão "boa" quanto a Cameron. A Grey veio atrás de mim um dia desses... Mas isto não te interessa.
Por que o senhor sempre explica suas idéias através de metáforas?
As pessoas são naturalmente burras, e isso é um fato. Assim, através de metáforas me faço entender mais facilmente.
E quem é aquele paciente em coma?
Ah, ele é um cara que foi atropelado por um caminhão faz um tempo. Esperamos que ele acorde daqui uns 3 anos, e que tenha adquirido poderes paranormais.
E sua equipe, o que acha dela?
São todos muito bons, mas descartáveis, são muito emotivos.
Então o senhor tem alguma coisa contra emos?
Emo é um tipo de doença sem cura.
Falando em doenças sem cura, você já perdeu algum paciente?
Uma coisa não tem nada haver com a outra, mas sim, já perdi um paciente.
Como foi isso?
Ele estava no quarto 0.11.24 aí eu fui no banheiro quando voltei não estava mais lá, ele esta perdido até hoje.
É verdade que você pode diagnosticar um paciente só de olhar para ele?
O seu câmera-man está com uma taquicardia leve e com as pupilas dilatadas, assim como está apoiando a câmera menos firmemente com a mão direita, o que indica que ele esteve fazendo uma visitinha ao banheiro recentemente. O microfonista tem retinoblastoma no globo ocular esquerdo, o que explica a posição incorreta do microfone perto de mim e sua mulher esta te traindo, o que explica esse amassado em sua camisa, pois ela chegou 4h da manha, e que ela dormiu muito mal não tendo forças para passar sua camisa.
Nossa entrevista acabou. Gostaria de fazer alguma consideração final?
Se acabou, então não tenho que dizer mais nada, então DÊEM O FORA DO MEU ESCRITÓRIO!
─ Este foi mais um “Feiticeiro de Plantão” ─ ♪ TÃÃÃÃÃRÃTÃTÃTÃÃÃTÃRÃTÃTÃ ♪. |