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21. Voltando pra casa.


Fic: Marotos e Garotas.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Voltando pra casa.

-Eu também te amo cachorrinho. – Senti ele sorrir, e peguei no sono.


 


Umas semanas se passaram desde o nosso momento fofinho, e estamos muito bem, obrigada por perguntar. Amanhã vamos pegar o trem de volta pra casa e depois férias! E eu vou ficar mofando em casa, como sempre.


Estávamos todos lindos e felizes sentados no salão comunal, eu abraçada no meu cachorro Sirius, Lily ruiva deitada no colo do veado dela, Dora fazendo cafuné num lobinho quase dormindo, Emmy abraçada com o Luke dela. Umas garotas ficavam secando descaradamente os nossos Marotos, mas eu já tava acostumada com isso, já que era assim praticamente todos os segundos do dia.


-Jimmie, pode me ajudar no dever de Transfiguração? – Uma loira oxigenada, com um decote do tamanho do ego do Sirius (que é bem grande, digo por experiência própria), uma saia que não cobria nem a bunda direito, e enrolando uma ponta do cabelo no dedo, chegou pro James. Ela olhava pra ele como se o Jammie fosse um pedaço de carne. A ruiva já tava quase no limite.


-Desculpa, Clair. – Ele engoliu em seco! – Mas... Acho que o Joe entendeu melhor essa matéria do que eu... – ELA SORRIU!!!!!!!


-Tudo bem Jimmie. Obrigada mesmo assim.


Ela se curvou de um jeito que dava pra ver tudo dentro do decote e deu um beijo no cantinho da boca dele. Eu vi o Sirius se esticando pra ver melhor e bati na cabeça dele.


-Ei! – Sussurrou com a mão onde eu tinha batido. Mostrei a língua pra ele.


-CHEGA POTTER! – Olhei pro Sirius tipo: “Ah não.” Ele mordeu o lábio.


-CHEGA O QUE RUIVA? Hein?


– Eu não aguento mais esse monte de pessoas do sexo feminino (ou não, porque eu juro que vi um garoto da Corvinal) olhando pra você desse jeito! E ainda chegam na maior cara de pau e fazem essa ceninha ridícula. Chega.


-Eu te amo Evans! Eu não olho pra nenhuma dessas pessoas do sexo feminino (ou não, porque eu também vi o garoto da Corvinal), eu tento todos os dias te fazer a mulher mais feliz do mundo, não ligo pras pessoas que me assediam sexualmente, e o que você faz?? EXPLODE COMIGO, DE NOVO! E por um motivo totalmente ridículo.


-MOTIVO RIDICULO? ESSAS VADIAS DANDO EM CIMA DE VOCÊ DESCARADAMENTE, QUANDO VOCÊ TÁ COMIGO, É UM MOTIVO RIDICULO? Você me faz feliz, sim. Mas eu não consigo ficar com você enquanto todas as garotas de Hogwarts te olham como se você fosse um pedaço de carne! Já teve uma garotinha do PRIMEIRO ano me ameaçando no banheiro do terceiro andar, que se eu não “largasse o Potter dela” ela iria me azarar até meu cabelo virar uma cenoura! Você tem noção do que é ser ameaçada por garotas de qualquer série, todas as vezes que se sai do Salão Comunal? Tem Potter? Não!


Ele pareceu um pouquinho chocado com isso, mas retomou a expressão de fúria de antes.


-E daí? Você pode acabar com qualquer uma delas em um minuto! Você é inteligente o suficiente pra isso. E se você tivesse me falado, eu podia ter conversado com elas, e elas teriam nos deixado em paz.


-Essa sua mania de tentar resolver TUDO SOZINHO me irrita!


-Essa sua mania de achar que pode aguentar QUALQUER COISA calada é que me irrita! Quer sabe ruiva? EU CANSEI. CANSEI. Eu não quero tentar sozinho, por nos dois.


-VOCÊ NÃO TENTA SOZINHO! EU ME ESFORÇO PRA CARAMBA! Eu quero isso!


-Não Evans, você não quer. Se você quisesse, você entenderia que eu te amo, você não ligaria pra esse monte de gente me olhando como um pedaço de carne, você ficaria do meu lado sempre, você se esforçaria mais ainda pra me entender e ficar comigo não importa o quanto as outras pessoas odeiem isso, o quanto elas odeiem nós dois juntos.


Ele saiu do salão. A ruiva desabou no sofá e começou a chorar, todo mundo cochichando.


-CALEM A BOCA VOCÊS! NÃO TEM NADA DE INTERESSANTE AQUI! CIRCULANDO. – Eu gritei indo pro lado da ruiva e a abraçando.


-Lene, quer ir falar com o Potter e eu fico com a ruiva?


-NÃO! Ela é minha amiga, minha irmã, e eu não vou deixá-la sozinha quando ela mais precisa de mim. Vai atrás do Potter se quiser. Eu vou ficar.


-A sua “irmã” simplesmente acabou com TUDO o que o meu irmão sonha desde os onze anos, por egoísmo e ciúmes. – A frieza na voz dele me assustou.


-Cala a boca!


-Não calo! Você vai ouvir. NÃO QUER OUVIR PORQUE SABE QUE É VERDADE! PORQUE É FRACA E NÃO VAI AGUENTAR.


-FRACA? FRACA?! EU AGUENTO CALADA MUITO MAIS DO QUE VOCÊ AGUENTARIA GRITANDO, BLACK! PORQUE NÃO EXPERIMENTA ME CONTAR, AHN? O QUE ACHA QUE EU FARIA?


Eu tinha ficado de pé, o encarava furiosamente, ele me encarava de volta. Remo e Luke tinham saído atrás do Potter e a Dora e Emmy consolavam minha ruiva.


-A VERDADE É QUE A RUIVA NÃO AMA O POTTER, ELA SÓ TAVA USANDO ELE PRA FICAR “POPULAR”.


Lancei minha mão com toda a força que eu tinha na cara dele. Uma marca apareceu no rosto dele.


-NUNCA MAIS. OUSE INSINUAR. UMA COISA DESSAS. ENTENDEU? VOCÊ NÃO CONHECE A RUIVA, VOCÊ NÃO SABE DE METADE DA HISTÓRIA, ENTÃO CALA ESSA SUA BOCA DE MERDA, QUE NÃO SERVE PRA NADA, E NÃO SE METE.


-BOCA DE MERDA QUE VOCÊ NÃO CONSEGUE FICAR SEM.


-SOME DA MINHA FRENTE BLACK. SOME.


-NÃO! EU VOU FICAR AQUI ATÉ QUE VOCÊ ADMITA QUE O QUE EU DISSE É VERDADE. VOU FICAR ATÉ QUE VOCÊ PERCEBA QUE EU TO CERTO.


-VOCÊ SEMPRE TÁ CERTO NÉ BLACK? SEMPRE, JÁ PERCEBEU? A RUIVA NUNCA FARIA ISSO! E VOCÊ É UM IDIOTA SÓ POR PENSAR QUE ELA USARIA O JAMES. AGORA SAI DA MINHA FRENTE. – Eu já tinha que me segurar pra não chorar. – SAI DAQUI BLACK.


-FARIA SIM, DO MESMO JEITO QUE VOCÊ FARIA.


Merda. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto mesmo eu tentado me segurar. Ele arregalou os olhos vendo o que fez. Esticou uma mão e tentou enxugá-la. Eu bati na mão dele.


-SAI DAQUI. SE VOCÊ ACHA QUE EU TE USARIA, É PORQUE NÃO ME CONHECE, NÃO SABE QUEM EU SOU. VOCÊ É UM NOJENTO EGOCENTRICO GALINHA QUE MERECE SOFRER E DEPOIS MORRER SOZINHO! SOME. DA MINHA. FRENTE.


-Lene...


-VAI EMBORA!


Ele saiu correndo, eu abracei minha ruiva e nós duas subimos. Sentei na cama dela, e ficamos abraçadas, ela chorava soluçando, e eu apenas a abraçava, as lágrimas escorrendo pelo meu rosto sem parar, meu peito doendo.


-Vai ficar tudo bem Lil...


-Lene, eu não acredito... Não acredito que você brigou com o Six por minha culpa!


-Não, não se preocupe, se ele achava tudo aquilo mesmo de nós, quero que ele morra.


Ela sorriu, ainda chorando.


-Vocês dois se amam Len...


-Você e o Potter também.


Ela soluçou e ficou calada. Eu a soltei algum tempo depois e fui tomar banho. Deitei, e adormeci em pouco tempo, meu travesseiro molhado de lágrimas.


 


Acordei cedo no dia seguinte, meu travesseiro úmido. Acabei meu quinto ano. Foi... Bom. Muito bom, mas ainda sim, teve suas partes ruins. Tomei um banho, tentando desamassar meu rosto. Joguei minhas coisas no malão e desci pro café. Emmy e Luke choravam juntos em um canto. Fui até lá.


-Hey, o que houve? – Perguntei baixinho. Eles me entregaram dois pergaminhos meio molhados, e eu li.


Eram duas cartas. Uma dos pais do Luke, e outra dos pais da Emmy. Elas diziam que eles iriam se mudar. Iriam pra França, estudar na Beauxbatons. Os pais deles tinham conseguido uma transferência no Ministério, e iriam pra lá, pois era “mais seguro”.


“Emmy, querida, eu sei que vai sentir falta de tudo ai, mas lá a situação está melhor, ficaremos mais seguros. E quando tudo acabar, você pode voltar.”


“Luke, é difícil deixar os amigos pra traz, eu sei disso, todos nós aqui em casa vamos sacrificar algo também. Mas quando tudo isso acabar, você vai ver que valeu a pena.”


-Isso não é verdade, é? – Eu não posso perdê-los! Eles assentiram, ainda chorando silenciosamente. – Vocês não podem ir! Por que agora? Porque não depois que a gente terminar Hogwarts?


-Eu não sei Lene! – Emmy respondeu abraçando Luke. – Eu não sei! Não quero ficar longe de vocês, eu não consigo.


Uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Perdi o meu Maroto, e agora vou perder Emmy e Luke.


-Não! Vocês não podem! Não, não, não, não, não! Quer dizer, como a gente vai ficar sem vocês?! Marotos sem o Luke, nós sem a Emmy! Isso nunca daria certo! Nunca! Por favor, diz que isso é só uma brincadeira de mal gosto de alguém...


Eu abracei os dois, quando o resto dos meninos e das garotas chegaram.


-O que houve? – Estendi as cartas pra eles, que leram em silencio. – NÃO!


-VOCÊS NÃO PODEM IR! Como a gente fica? E os marotos? O Remo? Cara! – Sirius negava, andando de um lado pro outro e James sentou no sofá, olhando fixamente pra frente. – Não! Marotos são quatro, não três. Se você for, vamos ficar só três, e isso tá errado! Vocês não podem ir!


-Por quê? – James perguntou, um sussurro quase inaudível.


-Minha mãe diz que é mais seguro, ela tem medo de ficar aqui quando toda a guerra estourar... – Emmy sussurrou me abraçando.


-Ela acha que na França vocês vão estar seguros? – Lily perguntou sentada ao lado do Potter. Emmy assentiu. – Mas quando a guerra estourar não vai fazer diferença se estão aqui ou lá...


-Eu sei Lil! Eu sei... Mas ainda assim ela acha melhor... –Emmy soluçava nos nossos braços, Dora acariciava seus cabelos levemente. Luke sumiu nos braços dos Marotos.


-A gente não pode fazer nada? – Dora perguntou. Emmy negou com a cabeça.


-Já está decidido faz tempo Dora. Só nos contaram ontem a noite pra que nós não pudéssemos fazer nada. A gente vai ter que ir e pronto. Sem opções, ou chances de ficar.


Nós oito ali, naquele canto afastado do Salão Comunal, abraçados, talvez a ultima vez que veríamos Luke ou Emmy. Ninguém dizia nada, as lágrimas e o silêncio faziam isso por si mesmas.


-Eu... Eu preciso fazer as malas... – Emmy se soltou delicadamente de nós e subiu correndo. Nós três abraçamos o Luke e subimos correndo pra fazer o mesmo.


Jogávamos as coisas dentro dos malões sem falar nada. As lágrimas escorriam sem parar pelo meu rosto, e eu não conseguia parar de soluçar.


 


20 minutos depois, nós oito estávamos sentados em baixo da nossa arvore, em frente ao lago. Emmy aconchegada nos nossos braços, Luke sentado entre os meninos. Ninguém falava nada e o silencio era carregado de dor.


-Emmy, Luke, - Eles olharam pra mim confusos, todos os outros olhando também. – Prometam que não vão desistir? Não vão desistir de nós, e que a gente vai se ver de novo assim que isso acabar, e que não vamos ficar mais de uma semana sem notícias?


Eles sorriram.


-Eu prometo Lene. Nunca desistiria de vocês. – Emmy abriu mais o sorriso e me abraçou.


-Muito menos eu. Acham que vão se livrar de mim assim, tão fácil? – Eu sorri e abracei Luke.


Ficamos mais um tempo ali, os meninos tentando aliviar a tensão fazendo piadas. Ajudava um pouco...


-Que tal a gente jogar Quadribol? –Perguntei.


-Vou buscar as vassouras. – James levantou de um pulo e saiu correndo, Sirius logo atrás.


Alguns minutos depois, eu sobrevoava o campo em busca do pomo. Eu, Dora, Remo e Luke, jogávamos contra Sirius, Emmy, James e Lily (que tínhamos convencido a jogar depois de dizer que essa poderia ser a ultima coisa que faríamos juntos).


Eu montava na minha Nimbus, apenas um modelo atrás da de James, e nós sobrevoávamos o campo atrás da bolinha dourada, enquanto Sirius, Remo, Luke e Dora tentavam fazer gols na Lily e na Emmy. Lily era consideravelmente boa no gol, mas ainda assim, ganhávamos por 20 pontos.


Avistei um rápido bater de asas douradas no pé da Lily apenas um segundo antes de James. Voei pra lá, colando meu corpo na vassoura. Passei meus dedos em volta da bolinha dourada, e senti James se chocando contra mim. Rolamos juntos na grama, eu ainda apertava o pomo.


-Ai James, sai de cima de mim! – Ele riu. – É, parece que você encontrou alguém que pode superar o Grande Potter!


-Nhaá – Ele fez um gesto de descaso com a mão enquanto me ajudava a levantar. – Sorte de principiante. – Eu ri.


-Revanche? – Soltei o pomo enquanto ele montava na vassoura e os meninos ficavam em posição.


 


Duas horas depois, nós oito amontoados no salão comunal, comendo torradas que os meninos haviam pego na cozinha, já que não tínhamos ido almoçar.


-Então Jimmie, ainda acha que foi sorte de principiante? – Perguntei rindo enquanto ele abraçava o Remo.


-Hm... Não. Eu te deixei ganhar. – Ele colocou as mãos na boca, com os olhos arregalados. – Ops, não era pra ter te falado.


-Claro Potter, claro. Deixou que eu ganhasse sim. – Respondi enquanto a ruiva se aconchegava no meu colo.


Nós riamos juntos das gracinhas dos marotos quando Sirius apareceu com uma câmera um tempo depois.


-JUNTA TODO MUNDO AÍ PRA GENTE FOTOFRAGAR ESSE MOMENTO FELIZ PRA TODO SEMPRE!


-É fotografar Sirius. – Lily disse sorrindo. – E isso não é um momento feliz.


-Tanto faz. Vamos fotofragar esse momento TRISTE pra todo sempre. – Ele disse virando os olhos e ela riu de novo.


Sirius se jogou no sofá em cima de nós e bateu uma foto. Eu peguei o papelzinho que saiu da câmera e sorri. O James da foto empurrava o Sirius da foto pro lado, enquanto ele empurrava a Marlene da foto pra fora da moldura. Ela voltava e batia nele.


Começamos a tirar várias fotos de nós mesmos. Os Marotos dançando, nós dançando, Remo e Dora se beijando, Emmy e Luke, James e Sirius fingindo que se beijavam, eu e Lily olhando chocadas pra foto. Subimos pro dormitório dos meninos e continuamos a tirar fotos lá. Sirius e James brigando pelo Remo, eu, Dora e Emmy brigando pela Lily que ria num canto da foto. Eu ria quando meus olhos passaram pelo relógio. Três horas. O trem parte em 20 minutos. Nossa ultima viagem juntos. Meu sorriso morreu e eu ouvi Luke perguntando:


-Lene? O que foi?


-Três horas... O trem. – Eu ouvi as risadas morrendo. Começamos a descer em silêncio, toda aquela sensação de perda de antes voltando pra nós. Eu e as meninas subimos e pegamos nossos malões. Coloquei algumas fotos que tiramos dentro da minha bolsa e nós descemos.


-Prontas? – Remo perguntou quando chegamos perto deles. Mordi o lábio e nós negamos com a cabeça. – Vai dar tudo certo.


 


Algum tempo razoável depois, nós oito amontoados em uma cabine. A fase das lágrimas já havia passado, nós estávamos meio que num torpor de aceitação. O silêncio reinava na cabine, quebrado apenas por alguns suspiros eventuais.


-Só eu acho que em vez de a gente ficar nessa depressão toda, a gente tinha que fazer algo pra essa ser a melhor viagem de todas?


-Parabéns Black. Pela primeira vez você disse algo útil. – Ele ergueu a sobrancelha pra mim. Antes que pudesse responder, os sonserinos entraram na nossa cabine.


-Olá priminho! – Alguém ai sabe por que a voz da Bellatrix tem que ser tão irritante?


-Oi Bella. – Sirius tinha no rosto sua melhor expressão de “Alguém também sentiu o fedor de gente Sonserina aqui dentro?”.


-Estão tristes? Por quê? Meu priminho terminou o namoro com o Potter?


-É, é isso mesmo Bella. Agora será que você poderia ir embora? – Ela puxou a varinha do bolso e eu fiz o mesmo. Rodolfo, Rabastan, Snape, Malfoy e sei lá mais quem estava ali imitaram o movimento e em pouco tempo, dezesseis adolescentes se encaravam ferozmente. Remo e Lily nada podiam fazer a não ser duelar, mesmo sendo monitores.


-Sectu...


-ESTUPEFAÇA! – Gritei antes que o babaca do Snape conseguisse terminar aquele maldito feitiço.


Foi o que bastou pra que todo mundo começasse a gritar feitiços pra todo lado. Minhas costas coladas com as de Sirius, os cabelos ruivos de Lily voando enfurecidamente do meu lado. Estuporei Malfoy e Bellatrix entrou na frente dele. Ouvi Lily caindo do meu lado e Dora correndo pra substituí-la. Bellatrix lutava com ferocidade, rindo descontroladamente a cada feitiço pronunciado. Eu só me defendia, procurando alguma brecha na defesa dela.


-Expelliarmus! – A varinha dela voou longe e eu sorri. – Estupefaça.


Bellatrix caiu e eu olhei em volta. Malfoy e Snape não estavam em nenhum lugar visível, os outros sonserinos estavam estuporados no corredor. Algumas cabeças curiosas apareciam pra ver o que estava acontecendo, mas nós apenas sorriamos. Rapidamente, Remo, James e eu colocamos os corpos estuporados em uma cabine vazia. Fizemos Lily e Luke flutuarem pra nossa cabine e nos trancamos ali.


-Enervate. –Murmurei apontando a varinha pra Lils e Remo fez o mesmo com Luke.


-Era disso que eu tava falando! – Sirius disse enquanto a Lils se sentava ao seu lado. – Uma luta no trem pra nos lembrarmos disso pra sempre. É, eu gostei. – Nós rimos.


A mulher do carrinho de doces passou um tempo depois e nós passamos a nos entupir com sapos de chocolate. Nós apenas brincávamos juntos e riamos, o clima tinha ficado mais leve.


-Estamos chegando... – James disse depois de algumas partidas de Snap Explosivo.


Eu mordi o lábio e nós voltamos pros nossos lugares em silêncio. Dez minutos depois, o trem foi diminuindo gradualmente de velocidade, até que parou.


-Chegamos. – Emmy sussurrou.


Pegamos nossas coisas ainda em silêncio, eu tinha que segurar minhas lágrimas, e fomos saindo do tumulto do trem lentamente. Passamos pela plataforma e entramos no mundo dos trouxas. Logo avistei meus pais sorrindo pra mim. Mais atrás, os pais de Lily, junto com Ted Tonks, o pai da Dora. Uma cabeça branca e olhos castanho-esverdeados me mostraram o Sr. Potter, que ia levar os meninos embora. Num canto mais afastado ainda, vi os olhos de Luke em uma mulher alta, acompanhada da mãe de Emmy. Nós fomos chegando perto dos meus pais, e todos os outros se juntam a eles. Eu deixei minhas coisas com meu pai e me virei pra abraçar Emmy uma ultima vez. Sinti as lágrimas dela se misturando com as minhas.


-Vou sentir sua falta Vance. – Eu sussurro pra ela.


-Vou sentir a sua também McKinnon. Muita.


-Lembre-se do que prometeu ok? Eu te amo.


-Vou lembrar. Não deixe de dar notícias, e pare com essa palhaçada de brigar com o Sirius ok? Vocês foram feitos um pro outro. Na próxima carta que me mandar, quero ler que vocês voltaram. E eu te amo também.


-Não foi minha culpa! – Ela sorriu. – Mas eu vou tentar. Parar de brigar com ele, quero dizer.


A aperto mais forte contra mim, tentando guardar um pedacinho da minha melhor amiga comigo. Nos soltamos e eu puxo Luke pra perto.


-Cuide bem da minha menina ouviu Rabicho?


-Só se você prometer cuidar do Almofadinhas por mim. – Ele sussurrou de volta.


-Vou tentar Luke, eu vou tentar.


Me soltei dele e ouvi Emmy dizendo pra Lily parar de ser tonta e voltar pro Potter. Eu ri baixinho e vi a minha Emmy se despedir de cada um, Luke fazendo o mesmo. Nos abraçamos de novo, todos juntos dessa vez, a dor da despedida se tornando mais real a cada segundo.


-Não se esqueçam que prometeram escrever sempre! – Dora disse. Os meninos apenas ficavam em silêncio.


-Não vamos esquecer. – Luke respondeu.


-É melhor nós irmos querido. Vocês vão se ver ainda. – A mãe do Luke disse e ele apenas concordou com a cabeça. Pegou o malão que estava jogado no chão e estendeu uma mão pra Emmy que abraçava James uma ultima vez.


-Vou sentir falta de vocês. – Os meninos sorriram.


-Vai logo Rabicho! E não se esqueça de aproveitar as francesinhas por mim. – Sirius disse tentando sorrir.


-Ele tem namorada, Sirius. – Emmy respondeu olhando pro Luke ameaçadoramente. Ele riu.


-É, eu tenho namorada. Mas você pode ir nos visitar e aproveitá-las você mesmo, né mãe?


-Claro querido. Estão todos convidados pra aproveitarem as férias conosco.


Nós sorrimos.


-É melhor vocês irem logo, antes que a gente resolva que ainda da tempo de praticar um sequestro aqui. – James disse sorrindo, enquanto passava um braço pela minha cintura.


Emmy chorava descontroladamente, e eu via que Luke precisava se segurar pra não fazer o mesmo.


-Vamos ficar bem. – Eu disse. – Não se preocupem. Só fiquem vivos tempo o suficiente pra nossa visita nas férias ok?


Eles riram. Pegaram os malões e foram de afastando de nós devagar.


-Adeus Luke, adeus Emmy. – Eu disse baixinho. – Nós amamos vocês.


James me apertou contra ele e eu puxei todo mundo pra um abraço. Lily soluçava e Dora tinha uma aparência cansada. Remo se agarrava a ela como se ela fosse a ultima pessoa do mundo. Sirius chorava silenciosamente, ao lado de James. Fomos nos afastando aos poucos, eu olhei pros lados e meus pais seguravam as lágrimas.


-Vai ficar tudo bem querida. – Meu pai disse e eu assenti.


-É... Melhor a gente ir. Vou ficar com saudades. Não se esqueçam de escrever. – Me desvencilhei dos meus amigos suavemente. Peguei meu malão e foi pro lado dos meus pais.


-Tchau Len.


-Tchau meninos.


Pousei um beijo suave no rosto de cada um, parando segundos a mais no meu Maroto, e depois virei pra ir embora também. Não olhei pra trás enquanto caminhávamos em silêncio. Entrei no carro e finalmente deixei que as lágrimas escorressem levando minha dor, enquanto eu olhava a chuva pela janela.



                               FIM DA PRIMEIRA TEMPORADA.
(N/A: Não me matem! HAHHA')

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Comentários: 3

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Enviado por Marcela Malfoy em 17/07/2012

Juliaaa que capitulo meloso e molhado mulher que isso!!! mais enfim ameiiii >.<
 

Nota: 5

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Enviado por Lana Silva em 09/07/2012

OMGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG MOrri aqui como essim eles foram embora ? Tô super passada aquiiiiiiiiiiiiii OMG mesmooooooooooooooooooo
beijooos! 

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Natalie Mayer Black em 23/02/2012

FIM DA PRIMEIRA TEMPORADA? COMO VOCÊ ESPERA QUE EU REAJA??????????????????

Nota: 5

Páginas:[1]
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