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8. Reencontro


Fic: O Passado de Dumbledore - Cap 26 postado!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Gina e Hermione estavam sentadas na beirada da encosta onde o castelo havia sido construído. Ao lado delas, um pouco mais abaixo, podiam ver o grande lago transbordando formando uma bela cascata e uma brisa fresca e úmida acariciava o rosto das garotas.


 


- Mione... O que você está achando de tudo isso? Você anda muito quieta ultimamente. – Perguntou Gina sem tirar os olhos da cascata, mas com o cenho levemente franzido.


 


- Eu ainda estou absorvendo tanta informação.  – Respondeu Hermione observando a amiga atentamente. Gina parecia estar querendo dizer alguma coisa. – Mesmo tento entrado no mundo bruxo há tanto tempo e ainda assim começar a acreditar que quase tudo era possível... Bem, a existência de Elfos, o casamento do diretor, essa proposta de treinamento da Tári e, ainda esse comportamento dela com relação ao Harry...


 


- O que você acha disso? – Perguntou Gina finalmente se virando para encarar a amiga.


 


- Do comportamento dela? Estranho... Principalmente porque alguma coisa me diz que ela, de alguma maneira, gosta dele. Não sei...  – Hermione suspirou pesadamente e concluiu sacudindo a cabeça voltando os olhos para a cascata. – Nunca me senti tão confusa... Não dessa maneira.


 


- Sabe Mione, eu sinto a mesma coisa. De alguma maneira, eu entendo o porquê do professor Dumbledore ter se casado com ela... Mesmo com todas as coisas que iam contra. – Disse Gina observando a amiga atentamente. – Eu não consigo imaginar o quão difícil deveria ser... Esposa do diretor? Ele sempre foi meio onisciente e manipulador, de certa forma. Porém ela tem um jeito de olhar que me lembra muito o dele...


 


- Sim... É isso mesmo... – Respondeu Hermione voltando os olhos para a amiga. Não sabia muito bem como explicar o que estava sentindo. – Quando ela olha nos meus olhos é como se ela passasse uma mensagem de paz e segurança, porém as suas atitudes são tão antagônicas... É como se lhe faltasse equilíbrio, o que seria natural depois de ficar viúva.


 


Gina ficouem silêncio. Sabiasobre o que a amiga estava falando e sentia a mesma coisa desde o dia em que a Senhora de Mithlien apareceu na Toca. Gina tinha certeza que o sonho fora mandado por Tári, mas não sabia o que poderia fazer com essa informação. Mesmo sabendo tanto, Harry jamais iria querer que ela participasse da tal busca que Mione lhe falou...


 


- Gina? Onde você está? – Hermione acenou rapidamente com as mãos em frente aos olhos da amiga tentando chamar sua atenção.


 


Gina não queria falar sobre aquilo com a amiga naquele momento e resolveu então disparar uma pergunta que sempre martelava em sua cabeça cada vez que via Mione e Rony juntos.


 


-Como você e Rony estão?


 


-Quê? – Perguntou Hermione confusa com a mudança drástica de assunto.


 


-Desculpa Mione. Prometi a mim mesma que não ia me meter e iria dar todo o tempo do mundo para vocês, mas por que vocês ainda não assumiram o namoro?


 


-Nã... Não... Nada... Por que você quer saber isso? – Perguntou Hermione ansiosa. – A gente ainda está vendo se vai dar certo!


 


- Hermione, honestamente! Você? Se você não sabe o que quer, quem vai saber? – Gina sabia que havia alguma coisa acontecendo. – Se você não tem certeza de seus sentimentos pelo meu irmão, então seria melhor vocês conversarem. Nunca o vi tão empolgado.


 


Foi a vez de Mione de se afundar em seus próprios pensamentos. Como poderia explicar seus problemas para Gina? Ela sabia todos de cor e como resolvê-los... Mas estava tão difícil conseguir por tudo em prática. É muito mais fácil resolver problemas quando os sentimentos não atrapalham tanto. Desde quando se tornara tão insegura?


 


-Mione? – Gina chamou um pouco preocupada.- Você está bem?


 


-Não, Gina... Eu não estou. – A preocupação da amiga disparou algo dentro de si. Hermione queria desabafar, mas achava que não devia. Havia tanto outros problemas mais imediatos para resolver... – Nunca fui insegura, nunca fiquei sem respostas, isto é, quando não as tinha sabia onde procurar. Estou perdida, preocupada e completamente enrolada. Não sei o que pensar, por onde começar e nem nada. E como se já não fosse o suficiente, todos esses problemas relacionados a Voldemort, ainda... – Algumas lágrimas começaram a escorrer dos olhos da garota.


 


-Mione... Nossa, eu sabia que você não estava bem... Mas... Vamos, fala comigo. – Abraçou a amiga com ternura e preocupação. Quando Mione conseguiu se acalmar um pouco, Gina recomeçou. – Mione, que tal começar pelo começo? Eu sei que os problemas com Voldemort você não tem dificuldades de lidar. O Rony é o seu problema agora. Deixa eu te ajudar como você me ajudou há alguns anos? – Gina pediu com ternura e um sorriso tímido apareceu nos lábios das duas.


 


Hermione ficou em silêncio por mais alguns minutos. Ainda segurava as mãos da amiga, mas não a encarava. Quando finalmente resolveu olha-la nos olhos, disse.


-Eu... Eu recebi uma carta, uns dois dias antes do aniversário do Harry. Uma carta do... Do Vitor.


 


- Sim, você me disse. Qual o problema?


 


- Ele vai se casar no fim do ano... Com aquela moça que te falei, Mary alguma coisa.


 


-Sim, Hermione, você me contou tudo isso, mas no dia você não estava abalada. Você recebeu outra?


 


-Não, Gina, eu não te contei tudo. Depois que eu e ele terminamos, bom, eu terminei... De qualquer maneira, eu já sabia que gostava mesmo do Rony e resolvi investir... Mais ou menos, você entende, né?


 


-Sim, do jeito que você disse para eu fazer com o Miguel. E daí? Você está tendo uma queda pelo Vitor de novo?


 


-Sim e não.


 


-Nossa, Hermione, eu acho que nem mesmo eu já fiquei tão confusa!


 


-Bom, lá vai. Lembra quando o Rony começou com a Uon-Uon? – Perguntou Hermione fazendo uma careta e revirando os olhos.


 


Gina deu uma gargalhada que acabou contagiando o rosto entristecido da amiga.


 


-Claro que eu lembro... Quem poderia esquecer aquilo?


 


-Bom, eu fiquei muito irritada e o Vitor continuava a me mandar cartas e tal. A partir desse momento comecei a meio que me deixar levar pelo jogo dele. Eu estava... – Respirou fundo e admitiu. – Carente! E ele cheio de elogios e tudo o mais... Ele já estava namorando, ou melhor, noivo da tal moça. Mas mesmo carente nunca deixei claro para ele que eu daria alguma chance ou coisa parecida... Mas na tal carta, Gina, ele me fez uma proposta. – Olhou para alguns elfos perto do lago e continuou. – Ele me disse que deixaria a noiva e tudo que eu pedisse se eu aceitasse me casar com ele assim que terminasse meus estudos.


 


-COMO É QUE É? – Gina estava boquiaberta. – O que foi que você respondeu?


 


- Bem, eu não tive coragem de responder de imediato, nem que sim e nem que não... E aí, dois dias depois, o Rony finalmente toma coragem e...


 


- E o quê? Você ficou dividida? Mione, eu não acredito! Você sabe que não gosta do Krum como gosta do meu irmão! Não precisa ser legimens para isso! Por que você vai continuar com isso?


 


-Não sei, NÃO SEI!! Eu estou confusa... Eu amo seu irmão... Eu sei disso e sei que não seria feliz ao lado do Krum, mas... A situação é muito confusa... Eu sei que deveria fazer o que você diz, mas eu... Não consigo! É como se, de repente, eu fosse mais valorizada do que em toda a minha vida... – Hermione terminou com a voz tremida, bem baixa.


 


Gina ficou olhando para a amiga. As lágrimas de Mione haviam voltado a brotar copiosamente. Ela estava confusa, mas não como Gina supunha e agora ela via isso. A amiga jamais fora vista como uma garota bonita, como alguém por quem os garotos disputassem entre si. Nunca fora alvo desse tipo de atenção e talvez tenha desejado isso em seu íntimo por mais que lutasse contra. E agora a oportunidade estava aí. Um cara extremamente disputado por mulheres em todo mundo, famoso, rico e educado que a adorava contra tudo e todos. Que faria uma loucura sem tamanho, indo contra família e tudo mais que se opusesse só para tê-la como companhia. E do outro lado, o garoto pelo qual sempre manteve uma paixão secreta, bonito, e apesar de bonachão, a amava verdadeiramente.


 


A ruiva voltou a abraçar a amiga, o que deixara Hermione muito feliz. Tinha medo de perder a amizade da outra por causa disso e, portanto, não o contara na primeira oportunidade que teve.


 


- Mione, eu entendo você. Não sei se posso dizer que já me senti assim, mas com certeza já me senti tão confusa quanto e você me ajudou a ver o melhor caminho. – Soltou-a lentamente e olhou-a nos olhos. – Responda sem pensar: Se o meu irmão tivesse proposto uma loucura como o Krum fez e você estivesse namorando o búlgaro, quem você escolheria?


 


-Sim... Eu já havia pensado n...


 


- Responda Mione! – Ordenou severamente a amiga.


 


-Seu irmão. – Encarava desalentada a ruiva. – Eu sei que é bobagem, eu sei, eu juro. Mas eu não consigo controlar... Eu não sei... Fico pensando se o Rony... Se ele seria capaz...


 


-De te amar desse jeito? Você tem medo de que você acabe amando mais ele do que ele amando você? Que você o valorize mais do que ele te valoriza? – Gina sorria abertamente. – Nós já tivemos essa conversa, não? Só que os interlocutores se inverteram.


 


Hermione encarou a amiga. Sim, elas já haviam tido aquela conversa... Um pouco diferente, mas a idéia geral era a mesma.


 


-Olha Mione, eu não sou muito boa para aconselhar como você, mas você acha que seria justo com o Krum o que você estaria fazendo se aceitasse a proposta dele? É justamente a posição que você não quer estar que você oferecerá a ele, não? Nem você e nem eu temos dúvidas de que você ama meu irmão e que ele te ama, mas ele e você também precisam abaixar um pouco a guarda. Ele deu o primeiro passo quando chegou em você.


 


-Não! Eu dei o primeiro passo com aquele... ataque... de ciúmes, lembra?


 


-Que você atacou ele com passarinhos? – E deu outra gargalhada. – Claro que eu me lembro, o Harry... – A lembrança do momento em que Harry lhe contara doeu em seu coração. Estava nos braços dele, sob uma sombra a beira do lago em Hogwarts... Melhor não pensar nisso agora! – O Harry me contou.


 


-Pois é. – Disse Hermione sem perceber a leve mudança de humor da amiga. – Quando ele chegou já sabia que não ia levar um fora. Eu já tinha dado todos os sinais do mundo!


 


-Sim... Mas o mais importante é você perceber que o Krum deve ser deixado de lado. Manda logo a carta para ele dizendo para ele ser feliz e pronto. O Rony é outra conversa. Temos ainda uma guerra pela frente... Muitas provas de amor podem acontecer. – E deu uma piscadinha para a amiga.


 


- É, quando voltarmos, mandarei... Muito obrigada, Gina. Muito obrigada mesmo!


 


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Harry estava sentado bem próximo ao lago. A sombra fresca de uma bela árvore o cobria. Era uma frondosa árvore com o caule estranhamente acinzentado, exalava um perfume suave e parecia cantar-lhe aos ouvidos. Havia ali perto, um pequeno grupo de cavalos que se refrescavam a beira do lago e Harry acompanhava seus movimentos numa tentativa de desviar seus pensamentos para coisas mais amenas... O dia já terminava, o céu já assumia aquela coloração avermelhada e as águas do lago, ondulando com a brisa que soprava morna, parecia uma grande fogueira em uma imensa clareira.


 


Por que ela já havia ido?


 


Não conseguia tirar da cabeça e do coração aquela sensação de culpa que por tantas vezes o incomodou. Tári, logo após o almoço, havia voltado para Mithlien e para ocupar seu lugar, há apenas algumas horas, havia chegado seu pai, Lúthien.


 


Harry gostara de Lúthien assim que pôs seus olhos sobre ele. Era um elfo nitidamente poderoso e com a sabedoria de tantos e tantos séculos – milênios talvez – estampada em seus olhos. Por quantos períodos de guerra e paz ele não deveria ter enfrentado, liderado e até mesmo se responsabilizado? Alguma coisa nos olhos do elfo trouxe a Harry um sentimento de confiança, de admiração e de respeito. Eles ainda não haviam tido a oportunidade de conversarem, apenas foram apresentados por Camthalion.


 


Como será que havia sido a convivência entre dois seres tão parecidos? Lúthien e Dumbledore? Sim, Lúthien lhe transmitia uma sensação de segurança muito parecida com a que o bom e velho diretor sempre lhe havia passado.


 


Foi em meio a esses seus devaneios que Harry ouviu risadas e alguns pequeninos passos se aproximarem. Balrin e Baldur chegavam conversando animadamente. O garoto gostara muito daqueles anões, e não se importou nem um pouco quando se aproximaram e sentaram ao seu lado.


 


-Um belo lugar que você escolheu para devanear, jovem bruxo. – Disse com um belo sorriso Mestre Balrin.


 


- Sim, foi um dos lugares mais atraentes que encontrei para descansar. – Respondeu o garoto com um sorriso.


 


-E bem debaixo dessa bela árvore, não? Essa é uma daquelas árvores da antiga floresta de Lothlorien, não, meu pai? – Perguntou Baldur observando a árvore em questão.


 


-Sim, meu filho... Já ouviu falar de Lothlorien, Harry Potter?


 


-Não senhor Balrin, mas, por favor, me chame de Harry.


 


-Pois não, jovem Harry! Então você não conhece muito sobre a história dos elfos? – Perguntou o anão mais velho com um meio sorriso nos lábios.


 


-Não... – Harry pensou em dizer que não fazia muita questão, mas resolveu permanecer em silêncio.


 


Baldur e Mestre Balrin se olharam e deram uma boa gargalhada. Harry, contagiado pela alegria com que riam acabou rindo também.


 


-Não há porque esconder de ninguém o seu desinteresse pelos elfos. Depois de tudo que você fez e ouviu, não poderia imaginar você gostando deles realmente. – Disse animadamente Baldur.


 


-Sim, meu filho fala a verdade, porém já aprendeu que viver entre os elfos requer alguns cuidados assim como entre vocês humanos e nós anões. Na verdade, no convívio com qualquer sociedade diferente da nossa. Devo alertá-lo que ter Tári como inimiga jamais foi bom negócio, mas mesmo assim, poucos foram aqueles que não se redimiram. Ela é poderosa e sábia, mas não foi só por isso que ganhou a confiança do Grande Conselho Élfico tão nova e também assumiu a liderança de todo um clã.


 


“E isso é uma coisa que o senhor, jovem Harry, deve se perguntar quando for enfrentá-la novamente. – Disse Mestre Balrin mais seriamente. – Já se perguntou como um homem como Alvo Dumbledore pode ter sido dobrado por alguém tão altiva e imperiosa quanto ela? Se não se perguntou, sugiro que o faça.”


 


Harry ficouem silêncio. Nãoqueria conversar sobre esse assunto com ninguém. Desejava não ter que pensar mais sobre isso e, como se atendesse aos seus pedidos, Rony apareceu rindo, brincando com alguns dos lobos que os acompanharam na chegada.


 


- Olá, Harry. Senhor Balrin e senhor Baldur. – Disse o ruivo animadamente.


 


-Olá, Ronald Weasley! – Disse Mestre Balrin, com um grande sorriso.


 


-Ora, meu pai, esses jovens preferem ser chamados pelos seus primeiros nomes. O jovem Ronald pode chamar de Rony, não é mesmo?


 


-Claro Baldur! – E respondendo a uma pergunta silenciosa de Harry, emendou. – Eu e Baldur conversamos muito essa tarde... Ele que me ajudou a fazer amizade com os lobos.


 


-Ah, sim! Sabe Harry, o Rony aqui tem muito jeito com animais.


 


Um dos lobos que havia chegado junto com seus amigos se aproximou de Harry e sentou-se ao seu lado, encarando-o. Imediatamente a lembrança de Sírius veio a mente do garoto e com muita simpatia e ternura acariciou a cabeça do lobo. Ele ainda não sabia, mas havia feito um amigo.


 


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-Camthalion, diga-me, o que aconteceu entre Harry Potter e minha filha?


 


-Meu Senhor Lúthien, o garoto é extremamente arrogante e desrespeitoso. Sempre que teve oportunidade, não deixou de proferir palavras ríspidas, irônicas ou ainda sarcásticas para minha Senhora. É desequilibrado e em nenhum momento, alguém com tamanha falta de educação, se dirigiu a Senhora de Mithlien sem retaliação. Eu...


 


- Meu caro Camthalion, sei que se dedica fielmente a proteção de minha filha e de nosso povo. Sei que é um dos melhores Comandante que tive o prazer de conhecer, mas você não tem o direito de julgar as atitudes de Tári. Essa promessa foi feita por ela, que está fazendo de tudo para poder cumpri-la... Talvez não da melhor maneira, mas ainda assim está fazendo o que lhe foi pedido.


 


- Meu Senhor! Perdoe-me, mas é uma afronta levar um ser sem o menor respeito pelos nossos costumes e pelo nosso povo para nosso lar! Ele servirá de exemplo para que outros venham a se sentir confiantes para dizerem o que bem querem para a minha Senhora.


 


- Tenho certeza que não há motivos para nosso povo se revoltar contra minha filha, há Camthalion? – O outro aquiesceu, sem mudar a expressão dura que deformava seu rosto. Então, Lúthien continuou, porém com um toque de pesar em suas palavras. - Tári não perdeu apenas o marido com a morte de Dumbledore... Mas esse assunto não é para ser discutido agora. Como está Elladan? Teve notícias?


 


- Sim, meu Senhor. – Respondeu resignadamente. – Elladan está praticamente recuperado.


 


Um barulho desviou a atenção dos dois elfos. A porta havia sido aberta por Ringëril.


 


- Meu Senhor Lúthien, eu tenho um recado da senhora Tári.


 


-Pode dizê-lo.


 


- Ela pede para o senhor prepará-los para partirem depois de amanhã. Ela disse também para que o senhor ofereça a eles uma autorização para irem até suas casas buscar o que precisarem, se precisarem, e voltarem o quanto antes.


 


- O recado está dado, Ringëril. Reúna-os para daqui uma hora, um pouco antes da ceia.


 


- Sim, senhor.


 


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Severo Snape estava sentado em sua poltrona velha, empoeirada. A sala da pequena casa em que estava morando estava mergulhada no breu, o cheiro de mofo tomava ainda conta do ambiente. Por mais quanto tempo vou ter que suportar isso? Isso precisa acabar, o quanto antes!


 


Uma pequena labareda a sua frente o tirou de seus devaneios. Como uma lufada de vida e calor, Fawkes pousou na perna do bruxo que, apesar de muito discreto, sorriu.


 


- Sim, Fawkes, eu posso recebê-la. Apenas me dê alguns minutos...


 


Da mesma maneira que apareceu, a bela ave se foi.


 


Severo levantou-se, realizou um feitiço em toda a sala para impedir que qualquer palavra que fosse dita ali pudesse ser ouvida do lado de fora. Saiu da sala e foi até a cozinha mal-cheirosa onde Rabicho comia uma comida mal feita e muito engordurada. Sem que o bruxo imundo percebesse, colocou em um copo de suco de abóbora algumas gotas de uma poção para sono profundo. Acordaria somente dali algumas horas. De maneira muito sutil, enquanto Rabicho se esticava para pegar outro pedaço de carne numa tigela do outro lado da mesa, Severo fez o copo que Rabicho estava usando se quebrar, e com um rápido meneio com a varinha, trocou os cacos do copo de Rabicho pelo copo que havia preparado.


 


- Deixe de ser tão desastrado, Rabicho. Dê-me a jarra de suco. – Enquanto Severo enchia um copo para ele mesmo, Rabicho bebia do seu. Em apenas dois minutos, já dormia sobre o prato de comida a sono solto. – Idiota!


 


Deixou o copo vazio sobre a mesa e se encaminhou para a porta de entrada a fim de se certificar de que tudo estava trancado.


 


Quando entrou na sala, trancando-a logo em seguida, mal podia se conter de ansiedade. Havia se passado tantos anos...


 


Uma labareda maior que a anterior trouxe para a sala a bela fênix e a Senhora de Mithlien, Tári. O bruxo e a elfa se encararam por alguns segundos antes que Severo tomasse coragem e se aproximasse, então, com uma alegria que há muito não sentia a abraçou com saudade. Ficaram assim por alguns minutos, em silêncio, como se mutuamente quisessem adiar o momento de falar qualquer coisa.


Com um sussurro, entrecortado por emoção e dor, angústia e medo, Severo desabafou.


 


- Perdoa-me!


 


Tári não pode lhe falar, não conseguiria. Seu coração estava comprimido, mas de alguma forma aliviado por poder confirmar que não havia se enganado confiando no bruxo em seus braços. Como resposta, apenas conseguiu abraçá-lo ainda com mais força. Finalmente, ali, poderia aliviar toda a sua dor, todo seu sofrimento. Deixou suas lágrimas, há tanto tempo presas, suprimidas, rolarem livremente lavando sua alma e seus receios. Somente ali, entre os braços de Severo, encontraria alguém que fosse capaz de entender e compartilhar plenamente seu pesar.


 


Muito tempo depois, tempo que seriam incapazes de precisar, soltaram-se e puderam novamente se encarar. Severo ofereceu a ela o sofá a sua frente e sentou-se no outro que estava na sala. Conjurou, então, uma bandeja com copos com água para que pudessem se refazer e finalmente conversar.


 


-Creio que esse tipo de demonstração de afeto nunca fez muito o seu gênero, Severo. – Disse Tári com um sorriso terno e com o olhar perdido.


 


-Ela nunca fez e não faz. Creio também que não faz parte do seu. – Disse com um sorriso levemente irônico. Assumindo, então, um ar de preocupação, ele perguntou. – Como está Elladan, Tári? Você ministrou-lhe a poção que preparei?


 


- Sim, meu filho, e como você mesmo disse a melhora está sendo bastante rápida. Ele ainda está com as pernas imóveis, mas já consegue sentir dor e pressão.


 


- E o... Potter? – Cuspiu o nome do ex-aluno sem fingir que não lhe desagradasse tocar no assunto.


 


- O Harry é exatamente aquilo que Alvo falava e talvez por isso seja tão difícil lidar com ele. Há muito minha paciência com o garoto atingiu um limite perigoso... Se não tivesse feito àquela promessa há tantos anos...


 


- Alvo... Sempre nos enredando em seus jogos com promessas e compromissos de fidelidade...


 


Um silêncio incômodo se instalou entre eles e eles voltaram a se encarar. Ela precisava saber, mas achava indelicado perguntar. Ele gostaria de falar, mas temia não ser o momento apropriado.


 


- Severo, - Tári começou tomando coragem – quando foi que você e Alvo decidiram que seria melhor VOCÊ matá-lo? Eu consigo entender que ele tenha achado que morrer era mais apropriado, não que eu vá algum dia aceitar essa opção, mas matá-lo? E logo você, Severo?


 


- Peço desculpas, Tári, mas esse assunto permanecerá em segredo com ele desejava. Mais uma vez ele provou conhecê-la muito bem, muito melhor até do que eu imaginava.


 


- Ele sabia que eu viria questioná-lo, não? – E com um brilho de fúria crescente nos olhos – EU PODERIA TÊ-LO SALVADO! Você sabia disso!


 


- Na verdade, você somente poderia mantê-lo vivo...


 


- Mas teria tempo para desenvolver algo para curá-lo depois! Você não tinha esse direito! ELE NÃO TINHA ESSE DIREITO!


 


As lágrimas da elfa voltaram a rolar com força total. Severo ficara estático. Ela havia colocado em palavras o que vinha em sua mente. Eu não tinha o direito... Tinha que ter negado!


 


Mas quem teria o direito de fazer algo assim?


 


E como de costume, acabou escondendo atrás de sua máscara e de todas as suas barreiras possíveis qualquer sentimento, ressentimento ou ainda arrependimento. Era a sua maneira de se defender e sempre seria assim.


 


 Afastou-se da elfa, que também já conseguia retomar o controle, em direção à janela que dava para a rua. Puxou levemente a cortina. A luz dentro da casa era praticamente nada perto da luz do poste que ficava exatamente a frente dessa janela. O vidro estava tão sujo que mal se podia ver através dele, mas ainda assim, Severo pode observar três silhuetas aproximarem-se de sua porta. Trajavam roupas e capas negras com capuzes que não permitiam ver o rosto de quem os vestia.


 


Tári precisava ir, mas ele não podia permitir que vissem que havia tomado o cuidado de se precaver contra a aproximação deles. Virou-se para Tári.


 


- Tom está aqui. – Disse a elfa com sua voz metalizada e os olhos fuzilando em direção a porta.


 


-Vá agora! – Sibilou Snape enquanto desfazia silenciosamente o feitiço da porta da frente. – Vá!


 


Antes que pudesse expressar qualquer reação, Tári se aproximou, colocou em sua mão um pouco de um líquido transparente e inodoro e disse antes de desaparecer na labareda de Fawkes.


 


- Prontifique-se a retirar e guardar a capa de Tom. Passe sua mão algumas vezes perto do fecho da capa e na roupa se tiver chance. Cuide-se, meu garoto.


 


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Enquanto isso...


 


Lúthien já havia conversado com os bruxos sobre o recado de Tári. Eles ainda não haviam decidido quem iria ficar, mas Harry teve uma boa idéia de quem seria pelos olhares observadores que Lúthien lançava entre eles. Rony e Hermione iriam com certeza... Porém Gina... Gostaria que ela fosse também, até porque lá ela estaria muito mais protegida e sendo assim, uma preocupação a menos para ele. A quem ele queria enganar?


 


O som de conversas e passos apressados do lado de fora do salão chamaram a atenção dos presentes. A porta foi aberta por dois elfos que vinham a frente de Camthalion e Tári.


 


- Perdoe-me, minha Senhora, mas minha responsabilidade é pela sua segurança pessoal. Não posso deixá-la aqui com...


 


-Camthalion, já basta. O seu dever é obedecer ao Senhor de Mithlien, que no caso sou eu, portanto vai voltar para Mithlien agora. Preciso de alguém de confiança em meu lugar enquanto passo os dias de hoje e amanhã aqui.


 


- Sim, Senhora. Se for isso que deseja, assim será feito.


 


Quando o elfo começara a dar as costas para preparar sua ida, Tári pousou a mão em seu ombro e lhe disse com um sorriso.


 


- Não se zangue, meu amigo. Sei que se preocupa comigo, mas estou segura. Preciso de você lá, com o pulso firme e de olhos bem abertos. Ainda estou temerosa pela segurança de nosso povo.


 


 


Ele respirou fundo, olhou rapidamente a sua volta parando por frações de segundos em Harry, e então, encarando-a novamente aquiesceu com um pouco de relutância, mas com os olhos e a alma mais calmos.


 


E virando-se para seu pai.


 


– Meu pai, os preparativos já foram feitos? O senhor já os informou de quando e como será a viagem?


 


- Sim, minha querida filha. Porém, nossos convidados ainda não se decidiram sobre quem deverá ir.


 


Trocaram olhares por alguns segundos até que Tári resolveu falar.


 


- Perdoem-me minha falta de educação. Não os cumprimentei quando entrei. Temos alguns problemas para resolver em nossa terra e ainda tenho algumas decisões para tomar por aqui. Infelizmente não posso me sentar e conversar com todos como desejo. Mas, por favor, fiquem à vontade. – E respirando profundamente completou. – Harry Potter, quando tiver terminado sua ceia venha me encontrar no terraço onde conversamos da última vez. – E olhando para o grupo – Será uma reunião particular.


 


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É isso aí pessoal....espero que tenham gostado....foi bastante difícil postar ele, não tem muita ação mas era importante para mostrar mais algumas coisinhas... hehehehe


Agradecimentos mais que especiais a toda a força e dicas dados pelo Rubeo e pela Suzana Barrocas! Novamente, esse capítulo sai graças a força e as dicas de vocês!!!!!


Quero agradecer também ao apoio e estímulo dados por vocês que estão lendo, tanto os quietinhos (fui quietinha também por muito tempo, acreditem!!!)


Expert 2001: Muito obrigada pelo elogio, infelizmente ainda não foi nesse cap que rolou aquela emoção...mas prometo mais ação no próximo.....hehehehe... Muito obrigada mesmo!


Ginny Weasley Potter: Sim, o Harry foi muito grosso no outro cap....mas as coisas começam a se acertar (hummm..devagar, hehehe). Ele e Tári terão uma conversa que provavelmente vai ajudar no quesito...nervosismo dele. Obrigada por você não me matar por estar sendo um pouquinho má com ele...hehehehe...Continue comentando, por favor!!!


Lis Strange: Que ótimo que você gostou...esse cap vai para você que pediu um maior....


Hauhauhauhauahuauahuah....Que bom que você gostou da cena da T´ri....eu conseguia ver bem o que ela ia fazer e tudo como ia acontecer mas estava com um pouco de dificuldade de passar para o texto. A ação vai para o próximo junto com quem vai com ele...hehehe. Desculpe, mas achei que iria ficar grande demais colocar isso tb...pode me xingar! 


Priscila Louredo: Fiquei muito feliz em ver mais uma nova leitora! Muito obrigada mesmo pelo elogio. Realmente a cena para acertar Harry e Gina está demorando...mas chega ( hahaha...ainda não vai rolar uma cena....hum..inapropriada...mas mas p/ a frente, quem sabe?)!!!! Realmente o Harry tah precisando relaxar e vou dar uma folga p/ ele ( na verdade eu já perdi o domínio do menino...ele tem uma voz própria na minha cabeça, pode???) Obrigada novamente pelo elogio.


Gente, além de vocês que comentaram tiveram algumas outras pessoas que me deram uma forcinha esses dias. O Cláudio Souza, a Gall ( que está preparando uma capa p/ mim, yes!!!), a Molly que mesmo não lendo ainda de vez enquando nos falamos. Beijos para vocês e muito obrigada pela força


 


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