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22. Capítulo 22


Fic: The Hearts Desire


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Antes de qualquer coisa, espero que todas vocês tenham passado um ótimo final de ano. Desejo a todos que lêem a adaptação um 2012 repleto de realizações, conquistas, saúde e muitas fic maravilhosas para ler!!!! \o/



Enfim chegamos ao último capítulo, mas tenham calma, porque ainda vai ter o epílogo. Muita coisa que ainda precisava ser resolvida acontecerá aqui, não pensem que me esqueci de algum personagem, todos eles terão uma recompensa no final. ^^



Carla Cascão: Flor, finalmente você vai descobrir quem foi a “ave rara” que os interromperam!!rsrs
Espero que goste do capítulo.



Lolita: Siiimm, finalmente uma conversa de verdade!!! \o/
Te entendo perfeitamente e concordo com você, mas também não tiro toda a razão do Dumbledore, por mais que não tenha gostado da atitude dele, mas ele age como um pai que vê o filho sofrendo, qual pai não agiria assim? Sou muito apegada a Hermione assim como com o Morcegão, então fica meio difícil de tomar partido só de um...rsrs
Sim... Muito constrangedor, mas se você pensar um pouco, vai saber quem foi, não foi a primeira vez que ele fez isso...
Ps¹: \o/  Fico feliz que a raiva tenha passado, rsrsrs
Ps²:rsrsrsrs XD



Nana: Rsrsrs, bom acho que seus cabelos estão seguros agora!!
*_* Morcegão lindo e maravilhoso na sua fic!!! Ficarei esperando ansiosamente, aliás, ele já apareceu naquela sua adaptação e fiz um carnaval de felicidade lá no comentário!!rsrsrs



Carla Ligia: Isso é uma cruel verdade, nunca vi casal mais azarado do que eles!!!rsrsrs
Espero que goste desse capítulo. ^^



Taina: Você vai descobrir quem é o intrometido nas primeiras linhas desse capítulo, se quiser, pode bater nele, eu deixo!!!rsrs ^^



Tonks: Sim, finalmente um acerto... Espero que goste do capítulo.

Muitos bjs e uma boa leitura!!! ^^




PS: Gente, nada da autora se comunicar comigo, tentei falar até com o pessoal da moderação, mas nada infelizmente. Está acontecendo uns rolos por lá e eles nem viram ou conseguiram me responder.
Bom, semana que vem vou abrir um novo link para a adaptação e postar o resumo, aviso vocês por aqui.


 


*****


 


O choque de Dumbledore foi tão grande quanto o de Hermione, que estremeceu nos braços do marido.
— Milorde?
— Saia deste quarto — ordenou Snape, com o tom de comando tomando o lugar dos sussurros de amor de momentos atrás.
— É lorde Sirius Black — balbuciou Dumbledore, aflito por se justificar. — Ele está lá embaixo...
— Pois eu não me importaria nem se fosse Voldemort e Shacklebolt na mesma sala. Vá embora, Albus!
— Mas ele diz que precisa vê-lo para falar-lhe sobre...
— Não quero saber o que ele diz. Diga-lhe que minha resposta é não, independentemente do que possa ser.
— Também tem uma mensagem para a sua esposa, milorde — insistiu Dumbledore, teimosamente. — Enviada pelo general Potter.
Hermione moveu-se nos braços de Snape, até poder ver seu rosto.
— O general Black? — murmurou ela, no ouvido do marido.
— Exatamente — respondeu Snape, esforçando-se arduamente para controlar o desejo e recuperar a lucidez para resolver aquela situação importante, mas inesperada. — Ele poderia ser o portador de uma mensagem de seu pai?
— Com toda a certeza. — Agora o medo se tornava evidente na voz de Hermione. — Se for Harry...
— Não se trata de nada sobre seu irmão ou eu teria sido avisado.
— Ele disse que precisa conversar sobre a conferência em Viena, milorde — apressou-se a interferir Dumbledore, reconhecendo a chance de falar. — Não quer ser visto por ninguém e está esperando na dispensa de Hagrid.
— Então, vá buscá-lo e o faça subir pela escada dos criados. Ah, Albus... há mais um detalhe.
— Sim, milorde?
— Quando retornar, traga minhas pistolas Manton.
— As... Manton, milorde? — perguntou o valete, chocado. — Mas é evidente que não precisará delas pois lorde Black...
— Traga as pistolas! — repetiu o duque, finalmente voltando-se para encarar o valete. — Pretendo atirar na primeira pessoa que abrir a porta de meu quarto sem minhas ordens expressas! Compreendeu?
— Por certo, rapaz — declarou Dumbledore, com familiaridade. Hermione ouviu a porta fechar-se e viu os olhos negros rindo para ela.
— Tem certeza que permitirá essa interrupção?
— Por favor, Severus! E a primeira vez que meu pai se comunica comigo depois de eu ter deixado a casa dele. Talvez seja apenas o primeiro passo e preciso saber do que se trata.
Com relutância, ele soltou a esposa e tentou cobrir-lhe os seios nus com o que restara do corpete do vestido.
— Céus! Não posso acreditar que fiz isso! Eu nunca... — Percebendo que iria mencionar seu passado libertino, Snape mudou o rumo de suas palavras. — Peço-lhe perdão, amor. Eu não conseguia esperar e havia uma infinidade de botões.
Rindo, Hermione beijou o marido que tentou prendê-la novamente nos braços.
— Preciso ir, querido. Não quero ser surpreendida pelo general na mesma situação comprometedora em que Dumbledore nos encontrou.
— Como você é minha esposa e este é o meu quarto, só Albus tem motivos para se sentir embaraçado. Entretanto, não espero que ele sinta qualquer arrependimento. Conheço-o bem demais e sei que já se convenceu de que a sua presença aqui se deve à intervenção dele.
Enquanto se esgueirava de volta ao seu quarto, Hermione imaginou, subitamente, se Dumbledore não estaria certo.
Luna a ajudou a colocar um vestido de musselina verde que Snape escolhera para ela, logo ao chegarem a Paris. Embora Hermione tivesse a impressão de que levara uma eternidade para trocar de roupas, ainda não havia chegado nenhum recado do marido apesar de já estar pronta. Inquieta, andava de um lado para o outro do quarto, imaginado que mensagem o pai enviaria por um de seus melhores amigos, o general Black.
Foi Hagrid quem veio à procura dela, recusando-se a entrar no quarto quando Luna lhe abriu a porta.
— Sua excelência pede que se reúna a ele, no andar térreo.
— Como assim? — indagou Hermione, sem acreditar no que ouvira. — Pensei que fossem subir...
— O duque de Avon a espera na... bem, ele está na dispensa, milady.
Notando o espanto de Luna, Hermione agiu como se não houvesse nada de anormal naquele pedido.
— Na despensa, é claro! Gostaria que me indicasse o caminho, Hagrid.
— Sem dúvida, milady. Siga-me — pediu ele, sentindo-se profundamente aliviado por não ter de explicar por que o duque exigiria a presença da esposa em um lugar tão absurdo.
Hermione o acompanhou pelas escadas estreitas e em caracol, usadas pelos criados. Hagrid procurava manter a mesma postura digna que teria no vestíbulo, ao receber visitantes de grande importância. Finalmente, abriu a porta da dispensa e a anunciou, como se estivesse na parte nobre da casa.
— Sua excelência, a duquesa de Avon.
Ela por sua vez entrou e não conseguiu ler nada na expressão dos dois homens que a fitavam. Snape estava encostado em uma prateleira com sacos de farinha e ela mal conseguiu conter o riso. Seu marido não gostaria de manchar de branco as impecáveis calças negras ou a elegante casaca de lã fina.
— O general pediu-me permissão para falar-lhe a sós, querida — disse ele, segurando a mão da esposa. Pedi-lhe desculpas pela rusticidade deste lugar, mas achei que aqui pode-se ter privacidade.
Mais uma vez, Hermione quase começou a rir, diante da referência velada do marido sobre as constantes interrupções no momento de sua reconciliação.
— Eu esperarei por vocês na sala de refeições. Poderemos tomar o café da manhã quando terminarem de conversar.
Snape voltou-se para Black e estendeu-lhe a mão. Hesitante, o general a apertou, sem disfarçar o desapontamento.
— Tem certeza de que não poderei convencê-lo a mudar de idéia, milorde? — perguntou o homem mais velho.
A única resposta do duque foi um ligeiro movimento de cabeça, negando aquela possibilidade.
— Então, espero que lorde Flitwick o consiga.
— Garanto-lhe que nem o príncipe de Gales teria essa capacidade — disse Snape, rindo.
— Eu não havia pensado no príncipe regente! Quem sabe...
— Eu quis apenas fazer uma brincadeira, general.
— Que pena! Por um momento, pensei que pudesse fazer alguma diferença no resultado de nossa conversa. Como não será possível, eu me despedirei agora, pois meus compromissos me impedem de reunir-me a vocês para tomar o café da manhã. Sei que haverá um reconhecimento oficial, mas gostaria de ser o primeiro a lhe oferecer os mais sinceros agradecimentos do governo britânico por tudo que realizou.
— Mas a gratidão deve ser na direção oposta, lorde Black. Sou eu quem precisa lhes agradecer por esses anos que devotaram à derrota dos franceses e...
Snape parou de falar quando o general, rindo, ergueu a mão.
— Disseram-me que suas fontes de informação eram lendárias, mas como poderia saber o quanto odeio agradecimentos? Nunca suportei ser cumprimentado por ter cumprido meu dever!
— Concordo plenamente, lorde Black. — Então, o duque aproximou-se da esposa e falou apenas para ela, em voz muito baixa — Não importa qual seja a mensagem, lembre-se que você é minha vida e não há nada que não possamos superar, se estivermos juntos.
Ao ver a expressão da jovem após as palavras sussurradas do marido, o general Black começou a ter menos dúvidas sobre o casamento dela com o notório duque de Avon, célebre por sua libertinagem e sua arrogância fria.
Quando ficaram a sós, após a saída de Snape, Hermione e o general abandonaram a postura formal e se abraçaram com velhos amigos.
— Como vai, Sirius? É tão bom encontrá-lo de novo e em circunstâncias bem mais agradáveis. A última vez que nos vimos foi na Espanha e creio que tinha sofrido um ferimento de sabre.
— Acho que tem razão, querida menina.
 O general nunca se casara e Hermione fora tratada como a filha que ele nunca tivera, assim como os irmãos, a quem o general até castigava após alguma ultrajante travessura.
— Seu pai enviou-me com uma mensagem para você. — embora temesse o que iria ouvir, a jovem não suportava mais a expectativa.
— E qual é a mensagem dele?
— Sir James gostaria de lhe dizer que, caso tivesse lhe pedido para escolher um pretendente à sua altura, um homem capaz da cuidar e tratar você como ele o faria, não escolheria ninguém melhor do que Snape. Arrependeu-se de sua oposição inicial e do afastamento que isso criou. Espera que vá, junto com seu marido, levar para a Inglaterra o neto a quem anseia por conhecer. E o mais breve possível!
Abraçando o velho amigo, Hermione sorria entre as lágrimas.
— Não sabe o quanto essa mensagem significa para mim! Eu tinha esperanças de que ele acabasse por ficar feliz com meu casamento.
—Snape é um bom homem, menina. Eu gostaria de ter podido contar com ele sob meu comando, na Espanha. O destino porém foi mais sábio do que nós, pois sabia onde ele seria de um valor inestimável. Se ele não fosse...
O general hesitou, procurando uma palavra que não fosse ofensiva para descrever o defeito físico do duque.
— Eu entendo o que quer dizer, Sirius. Se fosse diferente do que é, não aceitaria o caminho para o qual tem um talento excepcional.
— E você quer que eu leve alguma mensagem especial para seu pai, menina?
— Só lhe diga que estaremos em casa muito em breve. Assim que Snape terminar seu trabalho em Viena.
— Mas ele... — o general calou-se, sorrindo maliciosamente.
— Não há mais nenhum recado a enviar?
— Diga a Harry que estou morrendo de saudades dele e agradeça o que fez. Meu irmão entenderá. Ah! Conte a meu pai que seu neto recebeu o nome de James.
Depois de levar o general Black até a cozinha, onde Hagrid o esperava para conduzi-lo até a carruagem, Hermione foi ao encontro do marido na sala de refeições.
— A mensagem de Black trazia boas notícias de seu pai para você, querida?
— É um primeiro passo — murmurou ela, sorrindo com um resquício de temor. — Ele espera que possamos ir logo para a Inglaterra, pois quer conhecer o neto. Pedi a Black para avisá-lo que levaremos Jas para ser apresentado ao avô quando a conferência terminar. Ou você tem outros planos sobre a data de nosso retorno?
— Na verdade, eu tenho. — Ele sorriu ao ver os olhos cor de mel da esposa revelarem surpresa. — Realmente alterei meus planos e preciso tomar novas providências. Será capaz de me perdoar se, mais uma vez, o meu trabalho exigir que me ausente de casa esta tarde?
— Claro que o perdoarei. — ela sorriu, mas não disfarçava a incompreensão. Como o marido podia pensar em algo além do delírio que apenas se iniciara naquela manhã? — Sei que muitas pessoas dependem de sua Orientação. Fui egoísta em esperar que os desertasse, pois contam com você desde muito antes de meu aparecimento em sua vida.
Snape deu uma gargalhada alegre, que soou estranha aos seus próprios ouvidos. Ele jamais rira assim!
— Não banque a vítima, Hermione. Esse papel não combina com você. Conceda-me o dia de hoje e estaremos em casa dentro de uma semana.
— E como? Você assumiu um compromisso! Eu juro que, finalmente, compreendi isso, Severus.
Apesar de suas palavras, Hermione sentiu esperança e ao mesmo tempo culpa por desejar que o marido realmente estivesse falando a verdade.
— Avisei Black que não irei mais a Viena. Decidi que o mundo continuará girando sem a minha intervenção e é mais importante levar minha esposa e meu filho de volta ao lar, na Inglaterra. Por esse motivo, preciso do dia de hoje para resolver os problemas que serão provocados por minha ausência.
— Oh, Severus! — A alegria dela era sem limites, mas ainda precisava da segurança de promessas. — Jura que estará em casa à noite?

O dia passou com uma lentidão exasperante, apesar das inúmeras providências a tomar, diante da nova data de partida da família para a Inglaterra. A tarde deu lugar à noite e Snape não voltava para casa. Já eram mais de dez horas quando Hagrid bateu à porta do quarto de Hermione.
— Trouxe-lhe uma mensagem do duque de Avon, milady.
Um pressentimento funesto apertou o coração da jovem. Ele teria mudado de idéia mais uma vez? Decidira que o sentimento entre ambos não deveria crescer e transformar seu casamento em uma verdadeira união de corpos e almas?
— Espere enquanto redijo a resposta, Hagrid.
— Ele disse que a senhora deveria ir dar-lhe a resposta pessoalmente, milady. — o mordomo sorriu, sem disfarçar a satisfação. — Avisou-me para não esperar e deixá-la em paz.
Ainda sorrindo, o senhor se retirou e Hermione nem esperou que ele fechasse a porta para sair rapidamente pelo corredor, em direção ao quarto do marido.
Dumbledore a esperava parado diante da porta. Temendo estragar sua noite ao confrontar aquele homem que a odiava, Hermione hesitou em forçar a passagem. Deteve-se ao lado de quem lhe parecia ser uma sentinela implacável e esperou.
— Devo lhe pedir desculpas, milady. Não lhe coube culpa alguma no que aconteceu naquela noite, apesar de minhas palavras serem de acusação contra a sua pessoa. Só posso justificar minha atitude imperdoável pela raiva que sentia dele por não evitar o perigo e os riscos de aventuras insensatas. Também estava com ódio de mim mesmo, porque não encontrava uma forma de ajudá-lo, pois tudo que eu fazia não dava resultado algum.
O velho valete calou-se, mas Hermione percebera o sofrimento e o amor que sentia pelo patrão em sua voz comovida.
— Eu não sabia que ele havia se machucado naquela missão sobre a qual não me contou nada. Tem de acreditar que minha atitude seria diferente se...
— Mas eu não ignorava que a senhora não sabia de nada. Ele jamais lhe contaria, como nunca permitiu que ninguém tivesse sequer idéia de seus problemas pessoais. Era por isso que convenceu-se a não se casar, compreende? Seu pai o fez acreditar que aquela perna defeituosa o tornava uma criatura incapaz de despertar o amor em pessoa alguma no mundo. O meu pobre menino aprendeu essa dura lição cedo demais e a mensagem se gravou para sempre.
Subitamente, Dumbledore sorriu para a jovem, piscando maliciosamente.

— E tudo mudou por causa do bebê! A senhora armou-lhe, involuntariamente, uma armadilha da qual não havia escapatória. Sua honra e a dele estavam em um dos pratos da balança e a falta de valor e capacidade para ser amado no outro. O que pesaria mais? Eu tomei a maior bebedeira de minha vida na noite em que ele saiu para encontrar um padre para celebrar o casamento! Espero que o velho duque, em algum lugar bem ruim do inferno, seja informado sobre sua derrota. O filho acabou vencendo.
Novamente a expressão do valete voltou a demonstrar preocupação.
— Mas a situação não funcionou da forma que eu esperava. Ele convenceu-se de que a senhora não poderia amá-lo se o visse como realmente é. E então, a ânsia de aceitar os mais arriscados desafios voltou a inquietá-lo. — Dumbledore hesitou, antes de revelar algo que jamais contara a mais ninguém. — O perigo sempre foi um modo de provar que seu pai estava errado. Tinha de demonstrar que era capaz das mais incríveis proezas apesar de sua deficiência física. Mas a última delas...
— Juro que não sabia de nada, Dumbledore. Eu o amo muito.
— E eu sei disso, menina. Por não ignorar o seu sentimento, deixei-a ouvir quais eram seus verdadeiros sentimentos e o traí por considerar você a pessoa ideal para ele. Conheço-o bem demais e percebi que a amava antes mesmo dele admitir a si mesmo esse amor. Conto com sua ajuda para acabar de apagar os danos que o maldito pai causou.
— Muito obrigada por sua confiança, senhor. Eu senti muito medo de ter perdido a sua amizade e prometo-lhe que jamais se arrependerá de haver me dado essa oportunidade.
— Não tenho a menor dúvida, milady! Agora, se me der licença — ele piscou maliciosamente para Hermione — eu e Rubeus vamos comemorar!
Com uma dignidade à altura da postura de Hagrid, ele fez uma reverência diante de Hermione e dirigiu-se para as escadas.
Ao entrar no quarto do marido, ela sentiu que dava seu primeiro passo de um longo caminho de felicidade. Finalmente, haviam sido removidos os obstáculos e o amor podia florescer. Na verdade, a paixão física que nascera na primeira troca de olhares parecia crescer sem freios, atingindo limites inesperados. E era a ternura que adoçava os momentos de saciedade, quando a conversa se tornava íntima e quase sem sentido.
Hermione foi amada com a paixão que conhecera apenas por uma noite e Snape descobriu a força do amor em transformar um ato de prazer em uma experiência mística.
Já amanhecia quando ela tocou o rosto do marido, fascinada com seus traços perfeitos.
— Você é tão lindo que chega a ser injusto! Como terei condições de guardá-lo só para mim?
— É uma compensação — murmurou ele, repetindo um refrão consolador de sua infância.
— Como?
— Minha mãe sempre dizia que meu rosto era uma compensação pela outra parte de mim... tão imperfeita.
— Quero que me diga a verdade, Severus. Ainda acha que seu defeito pode influenciar meu amor por você?
Ele hesitou antes de tomar uma decisão que o apavorava.
— Só há um modo de saber. Olhe e diga se continuará achando que pode me amar a despeito de minha deformidade.
— Não há a menor necessidade de se expor, querido.
— Talvez seja desnecessário para você, Hermione. Não o é para mim.
Cuidando para não revelar nenhuma emoção negativa, ela olhou para as pernas do marido, pela primeira vez à luz do dia. O que ele lhe escondera por tanto tempo era agora revelado.
Os músculos da coxa direita tinham se desenvolvido excessivamente, a fim de compensar o osso curvado para dentro abaixo do joelho. Na verdade, a deformidade seria bem menos nítida se não fosse a perfeição da outra perna, esculpida como a de um deus grego. Hermione nunca se dera conta desse detalhe, porque Snape nunca usava as calças justas preferidas pelos aristocratas que seguem a moda, como Ronald.
— É tão bonita...
— E a outra tão repulsiva, não é verdade? — perguntou ele, com a voz novamente amarga.
— Não foi isso que eu quis dizer, querido!
— Não importa. Não precisa se explicar — insistiu ele.
— Que inferno, Severus! Você sempre consegue que eu me sinta desajeitada. Nunca consigo pensar com rapidez suficiente Para antever de que forma interpretará uma palavra minha, talvez não a Idea, mas a única que me ocorreu no momento. Sei que existem poucos homens com a sua inteligência brilhante, mas estou me cansando de ser obrigada a me explicar a todo momento!
— Hermione...
— Pare de falar e me escute um pouco, se é que conseguirá ficar de boca fechada! Eu te amo muito e a sua perna... Droga! Nunca encontro as palavras certas quando você me olha assim, antecipando o que vou dizer e tirando sua conclusão antes de me escutar! Droga!
Incapaz de se exprimir, Hermione curvou-se e começou a beijar a perna deformada dele. Ela só se deteve ao ouvir um som que parecia-se muito com um soluço sufocado e evitou olhar para o marido. Após alguns minutos, ergueu a cabeça para tocar-lhe os lábios e fingiu não ter notado a umidade suspeita no rosto mais lindo que ela já vira em toda a sua vida.
A última barreira fora derrubada pela força do amor. Já não haveria mais aquela sombra sinistra, criada por uma vida trágica. Hermione vencera os fantasmas do passado e libertara o homem que amava.

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Comentários: 5

Páginas:[1]
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Enviado por Lolita Haze em 04/01/2012

Como não imaginei que seria o Dumbledore? Com um timming dos diabos como esse, só poderia ser ele. Se não fosse a conversa que teve com Hermione nesse capítulo, eu ficaria muito zangada com ele.

Gostei da maneira como inseriu Sirius na história, me pareceu bem digno dele. Confesso que tenho uma pequena (pequena!) queda por ele, mas não se compara de maneira nenhuma ao que sinto pelo morcegão ^^

E fico feliz que o general aprove o casamento, bem ou mal, família é tudo. Então o pequeno Jas na verdade é James! Hehehe, como não pensei nisso antes? Era meio óbvio. 

Um feliz 2012 pra você também, doce de coco! Que realize todos os teus sonhos, você merece. Posso não te conhecer, mas agradeço por ter me feito tão feliz com essa fic linda.

Até o epílogo então. Vou esperar ansiosamente (leia-se: chorando em posição fetal) pela próxima - e ultima - atualização. :'(

Nota: 5

Páginas:[1]
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Enviado por Carla Balsinha em 03/01/2012

Olá querida morgana!

Estou a adorar a sua história,que pena já está no fim!Logo duas pistolas,para mandar "a próxma ave rara ir dar uma volta",o Severus não o faz por menos,eh!!eh!!

E,cá espero a sua nova história,vou segui-la ansiosamente!

Um feliz Ano de 2012!

Um beijo enorme

Carla Cascão

Nota: 1

Páginas:[1]
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Enviado por Carla Ligia Ferreira em 03/01/2012

E as barreiras caem.. Por um momento pensei que o Severus ia levar a Hermione para a despensa de novo, hahahahahahaha. Adorei a participação do Sírius, e vamos ver o que vai acontecer com o reencontro da Hermione com o pai. Beijos e feliz 2012.

Nota: 5

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Enviado por taina cullen em 02/01/2012

Won *-*

 

Nota: 5

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Enviado por Nana-moraes malfoy em 02/01/2012

Lindooooooooooooo! cap lindo! Adoro essa fic. Até que enfim. Esses dois se entenderam, caramba que coisa! Morgana minha flor, eu não podia deixar de escrever uma fic em homenagem a você e a nossa amiga portuguesinha. Garanto que vai gostar. Já estou escrevendo os capitulos, como é um estilo de época estou tomando alguns cuidados necessários, para não entrar tanto em confronto com a historia. Porém, sou apaixonado por esse estilo. E está sendo muito prazeroso pra mim. Então vou manter a essencia dos personagens. Somente os rostinhos que vão mudar. Imaginei um Severo bem mais novo, digamos estilo Ben Barnes ( lindo). Bem detalhes só na fic. 

Beijãoooo! Espero que tenha passado um natal feliz e um ano novo também.

nana

Nota: 5

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