Oi, oi povo!!!
Pois bem, como havia prometido... Hoje o informante será revelado e como brinde uma leve NC, ficarei esperando a reação de vocês, mas já antecipo que vou me divertir muito com um certo comentário....rsrs
Nana: Aí flor relaxa, o site é meio do contra.
E como sempre o morcegão consegue arrancara as mais diversas sensações das leitoras... rsrs
Nossa quando li a primeira vez a história eu tinha vontade de pegar ele e dar uns tapas, nossa como ficava com raiva nesses momentos, por mais que entendesse os motivos dele...
Agora sobre ver neguinho se rastejando... Olha, só lembra que estamos vendo uma boa briga com dois teimosos... E, como sempre gosto de afirmar, cabeças-duras!rs
Carla Cascão: Né? Tenho essa vontade também... É como disse pra Nana, tem horas que fico muito nervosa com ele, nossa eu já teria perdido a paciência!!rsrs
Quem sabe um dia não nos encontramos né? Eu adoraria! ^^
Carla Ligia: Sim!! Seria legal uma associação de Carlas!rsrs Quem sabe não aparecem mais?
Também dou razão à Hermione e Dumbledore, sobre o restante do seu comentário... Bem apenas leia o capítulo! ^_~
Tonks: Sim, sim, é por demais complicada essa situação, o pai do Snape fez um trabalho muito bem feito, pra fazê-lo acreditar nisso tudo, vamos ver o que a Hermione consegue fazer para reverter isso...
Lolita: Só pra variar um pouco né?rsrsrs Morcegão é sempre o morcegão, rsrs
E o pai dele é um miserável de marca maior... E eu também não teria a força dele, acho que teria desistido no meio do caminho...
Sobre o passado sórdido dele, bem... Para nós pode até não ser tão absurdo assim, mas para a sociedade em que ele vive ainda mais da maneira como ele vive... Acho que não ajuda muito...
Bom queridas, bom divertimento, uma boa leitura, bjinhos para minha beta...
Boa Leitura!
*****
Durante cinco dias, Hermione quase não saiu de casa, revivendo cada detalhe da cena no quarto de Snape. Pesava os argumentos dele, enquanto tentava encontrar um modo de convencê-lo do contrário. Vestia-se, comia e fingia dormir, mas sua mente permanecia presa num circulo vicioso que se repetia incessantemente.
No sexto dia, decidiu cavalgar no Hyde Park. No passado, um galope desenfreado conseguia afastar suas depressões e ela pouco se importava se os londrinos iriam se horrorizar com sua falta de compostura. Ao chegar à cavalariça, encontrou Dumbledore escovando a montaria, que o duque mandara preparar para seu uso.
— Foi em uma cocheira que comecei a trabalhar, milady — explicou ele, ao ver o olhar interrogativo da jovem. — Entendo tão bem de cavalos quanto de cavalheiros.
— E como chegou à posição de valete de um duque? — perguntou ela, rindo.
— Bem... foi uma das loucuras do velho Snape. Ele tirou-me das cavalariças e levou-me para o quarto do filho mais novo. Sei que a intenção dele era a de insultar o garoto. Só que eu e o menino nos entendemos as mil maravilhas desde o primeiro dia.
O senhor ajudou Hermione a montar e estava prestes a entregar-lhe as rédeas, para que pudesse partir, quando mudou de idéia e continuou a mantê-las nas mãos.
— Nós voltaremos para casa amanhã... para a mansão Avon. Ele diz que já está bem o suficiente para poder ir.
Chocada, Hermione só conseguia pensar que nunca mais o veria e subitamente, a manhã clara de outono pareceu-lhe sombria e gelada.
— Obrigada por ter me avisado, Senhor Dumbledore. — Ele a viu afastar-se, esperando junto do portão até perdê-la de vista entre as árvores do parque.
— Idiota! — resmungou ele, sem saber exatamente a qual dos três estava se referindo.
No final da tarde, o valete havia terminado de arrumar as malas com os poucos pertences que trouxera consigo. Não voltara a tocar no nome de Hermione depois de receber a ordem de não permitir-lhe a entrada no quarto do duque. Se algo existira entre os dois, estava encerrado e ele conhecia bem demais aquele homem obstinado. Vira o mesmo olhar de fanática determinação muitas vezes e também a capacidade dele em realizar as tarefas impossíveis a que se propusera. Nada o faria mudar de rumo.
Mas, de qualquer forma, deixaria o caminho livre naquela noite.
— Vou dormir em meu quarto hoje, milorde. Estou velho e meus ossos doem por causa da umidade.
— Eu lhe disse para não dormir no chão, mas você é um velho teimoso. Apesar dos dois últimos acidentes, ainda sei cuidar de mim mesmo e, decididamente, ainda não preciso de um guarda-costas.
Snape estava sentado na mesa junto da janela, examinando os papéis enviados por Harry, há muitas horas. Dumbledore suspeitava que ele olhava na direção do quarto de Hermione e não para os papéis.
— Então... até amanhã, milorde.
Sem esperar pela resposta de seu patrão, o velho valete saiu rapidamente do quarto. Ele fizera tudo o que podia ser feito.
Já passava da meia noite e, após a partida de Dumbledore, Snape já não precisava fingir que os papéis o interessavam. Continuou sentado à mesa, deixando que as imagens ocupassem sua mente, pois jamais se transformariam em realidade.
Sabia que havia tomado a decisão mais certa e, na verdade, a única possível. Também não ignorava que condenara os dois a um inferno em vida.
Finalmente, ele levantou-se e, ao aproximar-se da cama, avistou um vulto junto à porta. Hermione usava uma modesta camisola de algodão, mas seus cabelos caíam sobre os ombros como um manto de seda acobreada.
— O que está fazendo aqui? — Ela aproximou-se, com um sorriso nos lábios.
— Vim porque quero apenas o que você puder me dar, querido. Descobri que não sou tão orgulhosa como pensava... Aprendi até a implorar.
— Não tem o menor sentido...
— E muito simples, Severus — interrompeu ela. — Estou lhe oferecendo meu corpo. Você disse que eu era muito inexperiente e tinha razão, mas desejo-o demais, querido. Também te amo muito e não lhe pedirei nada em troca de uma noite de paixão.
— Não — declarou ele, sem desviar os olhos do rosto da bela jovem. — Uma noite só poderia nos causar ainda mais sofrimento.
— Não acredito que possa haver um sofrimento maior. Só uma noite e juro que nunca mais lhe pedirei nada.
— Seu pai é meu amigo e eu sou um hóspede na casa dele.
— Mas o que existe entre nós não tem nada a ver com meu pai. Além disso, amanhã você irá embora desta casa.
Hermione aproximou-se mais e Snape sentiu o perfume de rosas que emanava dos cabelos brilhantes e finos como seda. Ele tentou controlar a respiração a fim de não revelar o quanto lhe custava conter o desejo.
— Por favor, vá embora, Hermione.
— Só esta noite, meu amor.
— Não! — Ele recuou, afastando-se até encostar na parede do quarto.
— Oh, Deus! Como eu odeio o seu pai! — explodiu ela, sem controlar a raiva. — Você diz que me ama. O que vê nos anos vazios à nossa frente? Diga! Em quem pensará quando deitar em sua cama, sozinho?
— Farei o que faço agora. Pagarei para uma bela mercenária me servir de companhia em minha cama.
Incapaz de conter a raiva, a jovem deu um tapa no rosto do duque e só então ele percebeu a que ponto a insultara.
— Não pode ser assim. Não desta forma — murmurou ele, tomando-a nos braços, como a uma criança.
Hermione chorou por um longo tempo até que, finalmente, erguendo o rosto, fitou-o com olhos tristes.
— E o que eu farei meu amor? Deseja o mesmo para mim? Quer que eu peça a Ronald para ocupar o seu lugar em minha cama?
A expressão de Snape demonstrou a Hermione que ela o vencera, por amá-lo muito, teve vontade de dizer que jamais aceitaria outro homem, mas estava determinada a usar todos os ardis necessários para alcançar seu objetivo e se calou.
Parada no centro do quarto, a bela lady começou a desabotoar o corpete da camisola. Antes que pudesse terminar, ele apagou o lampião e a conduziu para a cama. Deitados lado a lado, Snape completou o que ela iniciara.
A luz da lua que se infiltrava pela janela aberta, o corpo de Hermione tinha a luminosidade de uma pérola preciosa. Ela sentiu as mãos dele deslizarem sobre sua pele e depois o calor ardente de seus lábios, refazendo o mesmo caminho e despertando ondas sucessivas de intenso prazer.
— Nunca se esqueça, querida — murmurou ele, beijando o rosto delicado que se entregava às suas carícias. — Durante todos os anos do resto de minha vida, você estará sempre dentro de mim.
As mãos dele voltaram a explorar o corpo de Hermione, tentando gravar na memória, através do toque, as curvas suaves da cintura, a delicada doçura dos quadris e a linha esguia e sedosa das longas pernas.
A jovem também queria tocar o corpo de Snape, ainda vestido, mas não conseguia raciocinar, entregue a sensações novas e inebriantes. As carícias dele despertavam desejos desconhecidos e que nunca imaginara existirem.
— Severus... eu também quero acariciar você... — Ela percebeu que seu pedido o surpreendera.
— E por que não o faz?
— É que... não sei como...
— Basta seguir os seus impulsos, meu amor. — Ainda timidamente, ela tocou os ombros largos, maravilhando-se com os músculos rijos que pareciam se mover sob seus dedos.
— Deixe que eu a guie, querida.
Snape buscou os seios amplos e mergulhou o rosto na pele macia e cálida. Seus lábios acariciaram os mamilos, que se enrijeceram, pedindo mais carícias, e depois seguiram adiante. Ele explorou a suavidade do ventre, procurou o contorno rijo das coxas e ainda não se deteve em sua viagem de volúpia intensa.
Os suspiros de prazer que escapavam dos lábios de Hermione ecoavam no quarto silencioso. Sons doces que haviam atormentado seus sonhos noite após noite.
Tantas mulheres haviam se movido sob seu corpo, procurando dar-lhe o prazer mais intenso e que as tornaria únicas. Todas buscando prendê-lo pela força do desejo que tentavam despertar com sua maestria em agradar os homens. E nenhuma delas jamais alcançara o que a mais inexperiente conseguia sem sequer se esforçar.
Ela respondia às carícias sem qualquer artifício, não se concentrava em lhe dar prazer. Hermione se deixava prender pela magia que ele criava, tocando-o sem consciência do motivo de seus gestos de volúpia, buscando apenas a satisfação extrema de tocar o corpo do homem amado.
Quando ele finalmente a penetrou, movendo-se na suavidade do corpo feminino, ouviu-a murmurar seu nome, extasiada com o mundo que ele lhe revelava.
Pela primeira vez, Hermione alcançou o êxtase e sentiu que guardaria para sempre esse presente valioso e se lembraria dele nas noites de um futuro solitário.
Ele a manteve nos braços, sabendo que encontrara seu porto seguro, seu refúgio das tormentas, seu verdadeiro lar. Um paraíso que nunca mais voltaria a visitar...
Snape queria que Hermione guardasse a lembrança daquela noite pelos anos ainda por vir. Não importava quem mais a viesse a tocar no futuro, porque seriam sempre as mãos dele que ela sentiria em seu corpo, o rosto dele que surgiria quando ela fechasse os olhos, saciada.
A jornada para o mundo do prazer se iniciara com ternura e leveza. Mas, antes do sol tingir o horizonte ainda mergulhado nas sombras, ele lhe revelou o lado intenso da paixão, a força misteriosa da volúpia e recantos secretos da alma que ela não suspeitava sequer da existência. Nas poucas horas de uma única noite, transformou-a em uma outra mulher que sempre guardaria a marca de seu desejo.
Deliberadamente, usou toda a sua experiência e sensualidade para prendê-la na rede da paixão, dominando-a com o toque de suas mãos, de seus lábios e com sua potência. Enfim, voltou a seduzi-la com ternura, afeto e prazer, falando também à alma da mulher, depois de ter aprisionado-lhe o corpo. De manhã, quando ele acordou, Hermione já havia ido embora.
Nas últimas semanas de agosto, os homens redobraram seus esforços para descobrir a identidade do traidor. Harry continuava a examinar a correspondência que chegava às mãos de Snape, enviada por suas fontes de informação na França e na Espanha. Seguia o percurso desses documentos dentro de Whitehall para descobrir que detalhes haviam sido adulterados ao chegar até Kingsley.
As notícias vindas de Leipzig e Bayonne aumentaram seu desespero em eliminar aquele vazamento desastroso de informações. Pela primeira vez, Snape sentiu que, apesar de seus esforços máximos, iriam falhar naquela missão.
Numa noite de dezembro, ele estava sentado no quarto de Harry, vendo-o marcar os nomes de suas intermináveis listas para depois compará-las com outros e recomeçar novamente, até agora sem nenhum resultado.
Embora ele tivesse se mantido afastado da casa do general durante algum tempo, acabara voltando, pois era o único lugar onde podia trabalhar com o rapaz. Descobrira que Harry tinha uma determinação à altura da sua, além de um temperamento compatível e uma mente igualmente rápida.
Na última meia hora, esquecera-se dos problemas de trabalho, imaginando Hermione em sua cama. Estaria dormindo ou saberia de sua presença no quarto do irmão? Pensaria nas horas de intenso prazer que passara em seus braços?
A voz excitada de Harry interrompeu seu devaneio, trazendo-o de volta à realidade.
— Maldito! Agora sei quem você é! E pensar que esteve aqui, bem diante do meu nariz o tempo todo!
— Está dizendo que encontrou o traidor? — perguntou Snape incrédulo. — Pode prová-lo?
— Quer saber se posso provar para você? Por Deus! E claro que posso!
O rapaz calou-se, olhando para o amigo pois sabia que iria colocar uma enorme responsabilidade sobre os ombros dele.
— Infelizmente, não seria possível provar que ele é um traidor diante de um tribunal. Nosso homem é esperto demais para deixar pistas que o incriminem e todos nós o subestimamos.
— Tem certeza absoluta, Harry? Não pode restar a menor das dúvidas.
— Não tenho nenhuma dúvida, Severus. E lhe demonstrarei por que estou tão convencido. Ele deixou sinais claros como pegadas nos papéis e nos comunicados que nós examinamos tantas vezes, sem nada ver.
Com gestos calmos, Harry arrumou os papéis na ordem certa a fim de mostrar ao duque o caminho que vinha seguindo há meses e acabara levando-o até esse homem, o traidor a quem teriam de destruir com a mesma obstinação letal com que o haviam caçado durante tantos meses.
— Mostre-me o nome dele, Harry — disse Snape, em voz perigosamente baixa. — Quero o nome do traidor.
Sem condições de imaginar as implicações de seu gesto, o rapaz entregou uma ficha ao homem e viu a emoção transfigurar o rosto de seu amigo.
— O que vai fazer agora, Severus? — perguntou ele, ansioso. Pálido, Snape amassara o papel em suas mãos sem o perceber.
Quando voltou a falar, Harry assustou-se com seu tom de voz e sentiu um arrepio gélido percorrer-lhe a espinha. Seria o responsável pelo ódio de seu amigo pelo traidor?
— Eu o destruirei. — Finalmente Snape voltou a encarar o amigo. — E vou sentir um enorme prazer em matar esse bastardo!
Apesar da noite muito fria, o Três Vassouras estava cheio e, nos anos que se seguiram, muitos homens diriam ter presenciado a cena no elegante salão de jogo do clube, apesar da sala não comportar tantos freqüentadores.
Só dois participantes tinham consciência plena dos acontecimentos que os conduzira até aquele ponto. Nenhum dos dois pretendia revelar o ódio que sentiam um do outro diante de uma audiência curiosa e ávida por ouvir cada palavra da conversa fatal.
Snape chegara cedo a fim de não perder a entrada de sua presa. Jogara algumas partidas com a perícia costumeira, sempre calmo e com as mãos muito firmes. Então, ouviu a voz que esperava e levantou-se da mesa de jogo.
Muitos pares de olhos acompanharam o percurso do duque de Avon através do salão, mas apenas os olhos azuis sabiam da importância dos passos que vinham em sua direção.
Pelo menos, Ronald Weasley teve coragem de não fugir ao ver o duque se aproximar dele, como um felino que ronda sua presa. Pressentiu que fora desmascarado e, se Snape tivesse provas concretas, ele seria preso. Trabalhara muito para chegar à posição em que estava e não pretendia entregar-se sem luta. Sabia como aquele homem lidara com outros no passado... sem a menor piedade.
Finalmente, o duque se deteve junto da mesa de Weasley que estava jogando com um grupo de amigos.
— Acabei de lembrar-me que você e seus companheiros acharam algo muito engraçado quando passei junto de sua mesa, em minha última visita ao clube.
Ninguém se moveu e, desta vez, nem um deles ousou sequer sorrir. Vários amigos de Weasley sentiram um arrepio de medo e o visconde Dean Thomas teve certeza de que Snape estava sedento de sangue e deu graças a Deus por não se encontrar no lugar de Ronald.
— É claro que não aconteceu isso, milorde. — Apesar de um ligeiro rubor, Weasley enfrentou o olhar gélido do duque, sem demonstrar medo.
Ronald conhecia os métodos de seu inimigo e não cairia naquela armadilha. Não lhe entregaria sua cabeça em uma bandeja!
— Se julgou de forma errônea as nossas risadas, foi por erro meu e nós lhe pedimos desculpas. Não tínhamos intenções de ofendê-lo.
Algumas cabaças se moveram, concordando em silêncio, mas Snape continuava a olhar fixamente para Weasley, ignorando os outros ocupantes da mesa.
— Então, é covarde demais para admitir que meu defeito físico o diverte? — Se fosse possível, a voz do duque parecia ter se tornado ainda mais fria e perigosa.
A palavra que jamais é falada entre cavalheiros acabava de ser pronunciada e a única opção seria um duelo. Considerando-se a reputação de Snape, os amigos de Ronald se sentiram testemunhas de um crime premeditado.
Weasley respirou fundo e voltou a enfrentar o olhar letal de seu oponente.
— Não sou um covarde, mas não lhe facilitarei nada, milorde. Escolha outro para participar de seus jogos fatais, porque pouco me importo com o que diz sobre mim. Todos os presentes sabem que está me provocando para que eu o desafie. E claro que você pode me desafiar e, nesse caso, a escolha de armas seria minha. O que acha de adagas ou espadas... aleijado? — Ronald fitou o duque com um olhar de desprezo. — Não tem agilidade para esse tipo de combate, certo?
Snape não tinha a menor intenção de perder aquela parada. Esperara por aquele momento por tempo demais e controlava-se com muito mais facilidade do que Ronald poderia imaginar. Ainda lhe restava um trunfo a ser utilizado, uma arma que atingiria o ponto mais fraco na armadura de seu oponente. Preferia não usá-lo diante de tantos homens curiosos, mas viera para vencer e não lhe importava a que custos.
— Realmente, falta-me agilidade para duelar com espadas — continuou Snape, com o mesmo tom de desprezo de Weasley — Não cavalgo ou danço valsas, mas a minha deficiência física não atrapalha em nada o meu desempenho em situações mais íntimas. Na verdade, elogiam minha capacidade e talento nessa área.
Weasley sentiu o estômago se contrair quando, finalmente, compreendeu o sentido das palavras do duque.
— Maldito mentiroso! Você nunca... — Ronald calou-se ao lembrar que chegara a imaginar Hermione colada ao corpo daquele aleijado.
— Ah... eu disse apenas a verdade — murmurou Snape, com um sorriso.
Não havia necessidade de ouvir as palavras daquele homem, porque Ronald vira o brilho triunfal dos olhos negros e tivera certeza de que ele não mentira. Erguendo-se da mesa num salto, bateu no rosto de Snape com a luva.
Embora o duque estivesse esperando pelo golpe que significava a concretização do desafio, teve de segurar-se no espaldar de uma cadeira para não cair com o impacto da agressão, justamente em seu momento de triunfo.
— O meu padrinho entrará em comunicação com o seu — disse Snape, limpando o sangue da boca.
— Dean? — murmurou Freddy, muito pálido e ainda transtornado com as imagens sugeridas pelas palavras do duque.
— Sim, é claro — respondeu o visconde, automaticamente e sem olhar para Snape.
Nenhum dos dois disse mais nada e todos no salão silencioso acompanharam com os olhos a saída do duque de Avon. O porteiro já o esperava com o sobretudo e a cartola nas mãos, conduzindo-o até a carruagem parada na entrada do clube.
O silêncio absoluto só foi rompido quando a porta se fechou após a partida da figura implacável que o cansaço fazia mancar mais acentuadamente.