Capítulo 14º
O segredo do Paxá
Nas poucas nuvens que tinham no céu, o sol se mostrava pleno, mas não tina forças para aquecer o dia, que permanecia com ar gélido dos dias de inverno.
No hall da casa Clearwater, já se encontrava o malão de Penélope, enquanto na grande escadaria, o sr Clearwater abraçava sua mulher tentando acalmá-la.
-Tudo vai ficar bem. – O sr. Clearwater depositou um beijo na testa de sua mulher.
-Allan, eu sei que Dumblendor tem planos para os dois e ele confia no dom de Penélope, mas você sabe... – Helena parou dando um longo suspiro e olhou nos olhos do marido – Eu não queria que tudo isso acontecesse tão cedo.
-Angelus é um bom rapaz... – Allan sorriu para Helena – Lembre-se que fui eu que tive que aceitar o namoro dela com o rapaz muito antes dela nascer. – Falou com um tom divertido.
A sra. Clearwater sorriu e o beijou nos lábios.
-É... Tudo vai dar certo querido... Tudo vai dar certo.
Nesse momento Penélope, Diana e Madeleine desciam as escadas para o hall de entrada para se encontrar com os demais.
-Posso saber pra que essa mochila mocinha? – Falou a sra. Clearwater abraçando a filha.
-Eu comprei algumas poções no empório na cidade, mãe. Eu queria evitar ir ao Beco Diagonal depois das notícias nos jornais.
-Bem... – Olhou Helena desconfiada – Se for por esse motivo... – Lançou mais um olhar desconfiado para a garota – Não tem nenhuma poção da Cassandra, não?
-Er...– deu um sorriso – Do que adianta mentir se você pode muito bem descobrir num piscar de olhos. – Penélope sorriu divertidamente e continuou a caminhar na direção da porta.
-É melhor nós irmos, se não a plataforma vai estar um caos. – Disse o sr. Clearwater caminhando na direção da porta.
A mesma peregrinação tinha de ser feita todas as vezes que Penélope ou suas irmãs voltavam para a escola. Todos iam até a estação de trem da cidade e de lá, seguiam para a estação de King´s Cross, exatamente para a plataforma 9 ¾ . Tudo isso para que os trouxas locais não percebam movimentação estranha pela cidade. Na grande estação de Londres o movimento era mínimo, apenas um ou dois casais de bruxos que passavam pela plataforma e cumprimentavam o Sr e a Sra Clearwater. A família atravessou o portal até chegar a plataforma mágica que já se encontrava apinhada de bruxos.
Entre vários casais de pais que se aglomeravam em frente a janelas dos vagões do trem, uma jovem senhora loira se desvencilhou do grupo e caminhou na direção dos pais de Penélope. Suas feições era muito parecidas com Clearency, era alta e possuía o mesmo brilho quando sorria.
-Helena ! – A mulher balançava um dos braços no ar tentando chamar a atenção – Allan! – A voz da mulher agora já estava bem próxima, sendo que em poucos passos já estava frente a frente ao Sr e a Sra Clearwater.
-Melinda . – Sorriu a Sra. Clearwater para a mulher indo cumprimenta-la.
-Helena, oi! – A senhora loira cumprimentou animadamente a Sra. Clearwater – Onde está Penélope? Ela vai se atrasar para o trem.
Depois de driblar um multidão de pais que entravam e saiam pelo portal mágico na estação, Penélope era ajudada pela irmã a arrastar o pesado malão. Melinda deu um largo sorriso quando a viu.
-Olá Sra. Witman. – Penélope sorriu para a mãe de Clearency, mas seu pensamento já se alegrava em vê-la ali em sua frente. E como se aquela senhora praticasse oclumência à vários anos, disse com um olhar preocupada mais amigável.
-Ô! Penny! Clearency estava procurando você. – Falou Melinda.
-Eu já vou Sr. Witman. – Penélope falou com um sorriso encabulado para ela.
Depois de se despedir de todos na estação, Penny ainda procurava por Angelus no meio da multidão do lugar. A viagem de tem foi tranquila, mas até chegar ao castelo, alguns frizbis-dentados deram certo trabalho para os monitores a bordo. O castelo ainda estava decorado com lindos enfeites de natal e uma mesa farta esperava os alunos.
-Andrew, você viu o Angelus? – Penélope conseguiu interceptar o garoto antes que ele sentasse na mesa da Grifinória.
-Não... – Ele olhou meio confuso e continuou - ...Sabe, agora que você me perguntou, eu não o vi desde o embarque na plataforma 9¾.
-Como assim, “você não o viu”? – Penélope olhou surpresa para o garoto.
-Eu achei que ele estava com você. – Disse Andrew.
-Err...não ele não estava comigo.
-Não se preocupe, daqui a pouco ele parece por ai. – Sorriu Andrew tentado amenizar a tensão de Penélope. – Relaxe!
Andrew voltou a caminhar na direção da mesa da Grifinória e a cumprimentar seus colegas. Penélope deu mais uma olhada na mesa, mas não havia sinal de Angelus. Seu coração parecia pequeno e cada vez mais angustiado que antes de entrar no trem para Hogwarts. Se perguntava cada vez que dava uma garfada em seu jantar “por que ele havia sumido dessa forma?”. Sua cara de desanimo foi logo notada por Clearency.
-Se continuar assim, não vai precisar de um feitiço de “alohomorra” para abrir a porta, vai passar pela fechadura. – Clearency terminara de comer seu pudim de natal e se dedicou a olhar para amiga. – Anda, come alguma coisa.
Penélope empurrou o prato, fazendo uma cara de desgosto.
-Estou sem fome, obrigada.
-O que foi? – Olhou Clearency preocupada tentando sussurrar– O que está acontecendo com você?
-Não é nada Clear. – Penélope falou já se preparando para se levantar.
-Nada? – Clearency já acompanhava os passos da amiga pelo salão. – Não sabia que nada fazia um estrago desse com você,- Lançava olhares irônicos para a amiga - imagine alguma coisa importante.
-Por... favor Clearency, me deixa ficar sozinha ...um pouco.
Penélope tentou controlar a emoção, para não ser grossa com a amiga. A última coisa que queria ela perder uma amiga, mas agora ela precisava pensar, se isolar um pouco, não queria que todos a vissem daquela forma. Afinal, tinha esperado tanto pelo momento em que encontraria Angelus e diria a ele como o que sentia, mas ele sumiu.
Os corredores do colégio estavam desertos por causa do jantar de boas-vindas no Salão Principal, sendo assim, a jovem corvinal podia se dedicar a olhar os quadros, mesmo que fosse incapaz de dedicar um sorriso para eles. As altas janelas dos vitrais, mostravam que a neve caia devagar do lado de fora do castelo, dando ao corredor um ar fantasmagórico. Seus passos ecoaram mais uma vez pelo chão de pedra, até ela perceber que já não estava mais sozinha, pode ver o vulto de algum aluno sentado nos primeiros degraus da escadaria.
“fora do Salão Principal, na hora do jantar?” Desconfiou Penélope em seus pensamentos “Só pode estar aprontando alguma coisa.”
Adiantou alguns passos até o suposto aluno, mas viu que já não estava com o uniforme da escola. Quando se preparava para aplicar uma detenção acompanhada de uma pequena perda de pontos. Seu rosto ficou pálido quando a figura se fez presente na luz, permitindo ver o seu rosto claramente. Era Angelus.
-Vo... v...
As palavras não saiam perfeitamente da boca de Penélope, ela deu alguns passos para trás fazendo o seu pé vacilar em uma fenda das pedras do corredor. Quando já se desequilibrava, pronta para atingir o solo, ele a segurou. Angelus não falou nada, não precisava falar nada, ele olhou nos olhos esverdeados daquela garota, que ele tanto pensou naqueles míseros dias que havia passado longe dela e viu que já não era suficiente só estar ao seu lado, precisava pelo menos toca-la, sentir o seu coração bater mais rápido e desejar com todas seus forçar beija-la. Como se essa ação fosse algo tão necessário quanto: comer, dormir ou jogar quadribol. Coisas que já não faziam tão bem quanto antigamente. Antes de conhecer Penélope.
Depois de um curtíssimo tempo de aproximadamente dez minutos, eles se dedicaram à um beijo que parecia recuperar todo o sopro de vida que fora tirado desde o dia em que se separaram, as angustia se esvaiu, já não sentiam tanta triste nos olhos, apenas um brilho radiante que os denunciavam, estavam juntos. Não importavam se eram por quinze minutos, uma semana ou um ano, o tempo já não era tão importante assim. Já não lembravam das brigas incessantes ou do passado alheio que os rondavam. Eram apenas eles. Até ouvirem as portas do Salão Principal serem abertas e os passos apressados dos alunos para chegarem até os dormitórios.
Como uma força maior, o rosto da garota se ruborizou, mesmo que fosse escondido por Angelus quando alguns alunos passaram. Uma profusão de palmas tomou os corredores, os alunos tanto da Corvinal quanto da Grifinória aplaudiam e assobiavam, dando os parabéns. Seriam uma cena belíssima, duas casas unidas por um casal, mas não foi. Angelus dava sorrisos e acenos para os alunos, enquanto Penélope escondia cada vez mais o rosto entre as mão.
-Penny, eles estão aplaudindo. – Angelus falou com um sorriso, enquanto ao poucos a multidão ia se despersando.
Penélope olhou indignada para Angelus.
“Afinal, ele não havia mudado.” Pensou.
Não contendo as lágrimas, empurrou Angelus e saiu correndo para os dormitórios da Corvinal. Alguns riam, outros não entendiam nada do que havia acontecido, até Clearency e Andrew aparecerem no meio da multidão e falar com Angelus.
-O que foi que aconteceu? – Clearency não tinha visto a amiga e estava confusa –Cadê a Penny?
-Vocês se encontraram, não foi? – Andrew já deduzirá o que havia acontecido.
-Foi, mas a gente só se beijou, daí apareceu esse monte de alunos e ela saiu correndo. – Angelus falou indignadamente confuso. – Não sei o que deu nela, pra sair correndo daquele jeito.
Clearency seria capaz de matar Angelus com o olhar mas se conteve.
-O que você tem nessa cabeça, hein? Um grindylow descerebrado?
-Calma, Clear. – Andrew segurava suavemente o braço da garota, tentando acalma-la.
-Calma? Olha só! – Clear sacudia o dedo debilmente para Angelus falando com ironia – Ele diz pra quem quiser ouvir que morre de amores pela Penny. O senhor perfeito. Capitão do time de quadribol, senhor impecável! Pois saiba que ela morreu de preocupação por você, me escreveu umas cinco cartas em dois dias, dizendo que gostava de você e quanto se preocupava com seu sentimento e olha só o que você faz: expõe ela para escola, sem perguntas ou alguma certeza.
-Foi só um beijo! - Angelus falou mais alto que o normal, mas logo se controlou. – E a sua sorte, é que os corredores estão desertos agora, porque se ela soubesse que você fala essas coisas aos berros pra quem quiser ouvir, acho que você iria perder uma amiga.
Angelus deu as costas para a corvinal exaltada, que era segurada pelo namorado pra não voar no pescoço de grifinório.
-Vamos Clear, você está muito nervosa, amanhã você conversa com mais calma, de cabeça fria. – Andrew praticamente arrastava a namorada pelos corredores - Vamos, esquece isso. Eu vou te levar até a escadaria Oeste, está bem?
-Eu não acredito! – Clear resmungava pelos corredores – Como ele foi capaz de uma coisa dessas? Você viu o que ele fez? Ai de você se fizer uma coisa dessas comigo.
Na manhã seguinte todos em Hogwarts comentavam, e por onde Penélope passava havia cochichos e risinhos. Quando descia as escadas em direção a estufa n.º 5, Quase tomou um susto quando foi abordada por um grupinho de garotas quartanistas da Corvinal, que pareciam extremamente curiosas, apesar de nunca ter dirigido a palavra à ela.
-Clearwater. – Chamou uma garota ruiva com um rosto inchado.
-Pois não. - Falou Penélope desconfiada.
-E ai? Como anda o namoro? – Perguntou a garota ruiva com um displicente.
-Como? Desculpe...eu não entendi? Que namoro? – Penélope argumentou.
-Arre... todo mundo já sabe que você está namorando com o Morgan da Grifinória, ou não está? – Perguntou outra garota baixinha e magricela que tinha a voz extremamente chata.
-Não, não estou. – Falou Penélope como se tivesse ouvido um desaforo. – E mesmo que estivesse... – Empurrou uma das garotas para dar passagem - ...isso não seria da sua conta.
O máximo que Penélope pode ouvir foram os resmungos das garotas que caminharam na direção oposta à ela. Na estufa, não se podia evitar os olhares para ela, principalmente por que a aula era também com a turma da Grifinória. A profª Sprout logo percebeu a tensão no ar e tentou ocupar rapidamente a turma fazendo todos colher fluxweed o que certamente tomou muito tempo, por ser uma erva muito delicada.
Tendo toda a tarde livre, Penélope foi até a biblioteca para terminar os deveres que os professores haviam passado no primeiro dia de aula desde que a volta das festividades e também para se esconder. Clearency procurava por cada canto da biblioteca, tentando encontrar Penélope, quando percebeu uma voz familiar entre as sessões de Herbologia e Poções. Atrás de uma pilha de livros entreabertos, cheios de notinhas de rodapé e alguns rolos de pergaminho, a pena de repetição rápida rabiscava com agilidade enquanto Penélope lia algo sobre poções com nabos tibetanos anti-gravitacionais.
-Penny! – Falou Clearency contente de ter encontrado a amiga. – Finalmente eu te encontrei.
Penélope olhou à amiga por cima do livro, com desinteresse.
-Você sabe que quando tenho tempo livre, eu venho à biblioteca.
-Tá bom, é verdade. – Falou Clearency já puxando uma cadeira e sentando ao lado da amiga. – Mas dessa vez você praticamente estava se escondendo.
-Digamos que... sim. – Falou Penélope deixando o livro de lado e assim fazendo a pena de repetição rápida voltar para o estojo sozinha. – O que foi?
-O que foi! – Olhou Clearency espantada tentando manter a voz o mais baixa possível. – Você quer um resumo ou na íntegra?
Penélope apenas deu um sorriso sem graça e a amiga continuou a falar.
-Bem... Eu discuti com Angelus pelo que ele fez com você, a escola não fala em outro assunto, eu pedi desculpa pelo que fiz com Angelus e ele tá te procurando faz um tempão... Ah! A profª Minerva pediu par você ir à sala dela.
-Obrigada Clear. – Penélope sorriu fechando o livro e guardando seu material na mochila.
-Só isso que tem pra me falar? – Clear continuou a olhar perplexa para a amiga. – Você não quer conversar? Por favor? O que está acontecendo Penny?
-Por enquanto, é melhor eu não te contar nada,- Penélope falou se levantando e indo em direção a saída da biblioteca – Eu ainda estou muito confusa...
-Mas eu sou sua amiga, sua melhor amiga – Falou Clear acompanhado Penélope pelos corredores. - Sua melhor amiga.
-Clear, por favor. Depois eu te conto tudo. – Falou Penélope deixando a amiga parada no meio do corredor sem entender nada, quando ela se esbarra em alguém.
-Oh, Penélope, que bom que te encontrei. – Uma garota bem parecida com Penélope sorria para ela e consertando os óculos redondos, alheia aos acontecidos.
-Sophie. – Sorriu Penélope sem graça.
-A profª Minerva pediu que você vá a sala de Dumblendor o mais rápido possível. – Sorriu Sophie para amiga. – Bem, deixe-me ir, tenho trabalho de poções para fazer, tchauzinho.
Penélope deu meia volta no corredor e lá estava Clearency, parada no meio como ela havia deixado. A morena deu um sorriso e segurou no braço da amiga falando.
-Você não queria saber o que estava acontecendo? Agora é a chance.
Em meio ao corredor do 7º andar do castelo, estava a profª. Mc Gonagall, caminhando de um lado para o outro, nervosamente batendo o pé. Ao perceber a presença das duas garotas, a professora se pôs a caminhar em sua direção com os lábios extremamente contraídos, um sinal de reprovação direto.
-Clearwater, o prof. Dumblendor já está a sua espera.
-Desculpe o atraso professora. – Falou Penélope.
-Witman, sinto muito mas o professor quer apenas a srtª Clearwater. – A profª. estreitou os lábios e olhou severamente – Enquanto isso, volte para o salão comunal, sim?
-Sim professora. – Disse Clearency.
O gigante pássaro de pedra girou, revelando uma grande escadaria até uma porta de madeira maciça. Dentro da sala, o diretor abriu a porta para que as duas pudessem passar, podendo ver a exótica sala. A professora Minerva acompanhou a jovem Clearwater até uma cadeira de espaldar alto, em frente a mesa do diretor. Com uma voz serena e até paterna o diretor se pronunciou.
-Srtª. Clearwater, sente-se por favor.
Penélope logo se acomodou para dar início a conversa com o diretor.
-A senhorita sabe por que está aqui? – Falou o diretor
-Não, senhor. – Falou Penélope confusa.
-Muito bem, acredito que os últimos acontecimentos tenham abalado um pouco a senhorita, não?
-Sim senhor. – Penélope falou um sorriso amarelo – mas eu ainda não entendo por que o senhor me chamou aqui?
-Não sou eu que vou dizer isso, mas sim o sr. Morgan.
Naquele momento Angelus saiu de um ponto mais escuro da sala e foi se sentar em uma cadeira ao lado de Penélope. A raiva no olhar da garota pode ser notado por todos naquela sala. Angelus tentou sorrir mas pensou que Penélope poderia arrancar as entranhas de uma vez só. A corvinal se levantou com calma e falou como se medisse todas suas palavras.
-Senhor, eu não tenho nada para falar com ele.
-Penélope. – falou Angelus – Você precisa saber da verdade.
-Que verdade? – Falou já perdendo o controle da voz. – Que você só quer se aparecer, que eu vou ser como as outras...
-Penny... – Sussurrou Angelus com o olhar triste
-Não me chame de Penny! – Falou Penélope, quase gritando.
-Senhorita Clearwater, sente-se! – Falou a Profª. MGonagall – O que estamos tratando aqui é algo mais sério que um namorico entre adolescentes!
-Obrigada Minerva – falou o diretor – Penélope, acredite quando nós dizemos que vocês dois são peça-chave para uma desenrolar de uma misteriosa tradição que vem entre as duas famílias.
Penélope não entendeu o que sua família teria haver com o namoro dele com Angelus, muito menos o que ela teria haver com um mistério em sua família. O diretor esperou que ela já estivesse devidamente sentada na confortável cadeira e continuou o discurso.
-Os Morgan sempre tiveram em seu poder um artefato raríssimo, mas porem perigoso. O seu bisavô Alastair Morgan, possuía muitos negócios no mundo trouxa e foi com essa influência que eles ajudam as negociações com os dois mundos até hoje. Mas uma vez, quando viaja pela Índia, um Paxá muito famoso por seus estudos sobre astronomia o convidou para ficar em seu palácio. Dias e dias, Alastair continuou em uma hospedado em uma parte do castelo que era isolada de tudo, mas possuía a vista mais bela da Índia e tinha tudo que precisava, água e comida. Por sua vez, ele não aguentou a solidão daquele lugar luxuoso, mesmo sendo um homem de posses. Quando colocou seus pé para o lado de fora dos portões do palácio, lá estava o Paxá, esperando sorridente por ele. – O diretor se levantou e começou a caminhar pela sala, sendo acompanhado pelos olhares curiosos de todos. – Ele pediu perdão por ter fugido de seu palácio , mas o rico indiano apenas sorria. Alastair perguntou porque ele não havia mandado os guardas irem atrás dele, mas o indiano sorriu novamente e pediu que tivesse um pouco de paciência, pois ele estava recebendo uma visão. O Paxá contou que a muito tempo, sonhava com uma jovem e um rapaz, que era por sinal muito parecido com Alastair e lhe contou sua visão. Depois de uma longa conversa, o indiano percebeu que suas previsões não falavam sobre o jovem inglês que estava em sua frente, mas sim de alguns de seus herdeiros. O jovem estrangeiro recebeu uma caixa que continha uma luneta, que possuía poderes inimagináveis, sua energia quando alinha com o planeta certo seria capaz de trazer um espectro em um ser vivo. – Dumblendor fez uma pausa para observa a curiosidade de ambos.
-Mas professor, então o ataque foi por causa dessa luneta? –Penélope olhava assustada para o diretor.
-Veja bem, depois de muitas guerras, muitos artefatos mágicos sagrados foram perdidos ou escondidos a sete chaves. Essa luneta, foi devolvida pelo seu avô ao novo Paxá, logo que a guerra começou. Depois foi sendo esquecida, até quando seu avó,Angelus – O diretor olhou para o garoto sentado em sua frente – recebeu uma carta anunciando que o Paxá estava em seu leito de morte e pediu que ele resgatasse o que era dele por direto. Depois daí, você já conhece a história, ou melhor, vocês fazem parte dessa história.
Os dois alunos estavam visivelmente confusos, cada um perdido em seus pensamentos sobre aquela história que havia sido narrada para eles. Penélope ainda olhou de volta para o diretor, que parecia esperar pacientemente por alguma pergunta.
-Senhor, se me permite - Penélope fez menção de se levantar e vasculhar suas veste, depois de alguns segundos retirou a luneta do bolso e colocando em cima da mesa – Então, as visões que o primeiro Paxá teve, na verdade foi com nós dois, não foi?
-Queremos acreditar nisso, srtª Clearwater. – Sorriu Dumblendor paternalmente – mas ainda não temos certeza.
-Mas as chances são grandes de serem vocês. – Falou Minerva determinada.
-E até nós não termos certeza, o desejo do Paxá precisa ser cumprido. – Dumbledore apanhou a luneta de sua mesa e colocou nas mãos de Penélope – “A quem for escolhido para possuí-la, deverá ser o guardião até o verdadeiro dono esteja pronto para revelar o seu segredo.”
-Então, qualquer um pode usar o seu poder? – Perguntou Penélope voltando a examinar a luneta que reluzia em suas mãos.
-Eu não teria tanta certeza – Falou Dumbledore com um sorriso misterioso – Apenas aqueles que receberem de boa vontade, poderão usar o seu poder. Caso contrário, não gostaria de estar na pele de quem usasse de má vontade.
O direto deixou escapar um sorriso e logo a atmosfera da sala se tornou mais leve. Penélope já não pensava mais no que havia acontecido no dia anterior e Angelus já não se sentia tão culpado assim, mesmo a profª McGonagall que anda se mostrava relutante deixou escapar um sorriso.
-Isso é tudo por hoje, - continuou Dumbledore – mas quero que entendam que juntos vocês dois são mais fortes.
Angelus e Penélope saíram da sala do diretor, enquanto ele pedia que a profª McGonagall para acompanha-los e explicasse sobre as próximas atividades que eles teriam juntos. Em frente a escadaria de pedra, que era guarda por uma gárgula em forma de águia, estava Clearency extremamente aborrecida ela demora da conversa, mas quando ela viu que Penélope estava acompanhada por Angelus, seus olhos se arregalaram de profunda surpresa. Quando a garota já se preparava para perguntar algo sobre o que teria acontecido na sala do diretor, Penélope se antecipou. Segurou o braço da amiga e tratou de apressar o passo.
-Agora eu não posso explicar nada – sussurrou Penélope – Vamos para o salão comunal.
-Mas... o que.. – Clearency insistiu.
-Clear! – falou Penélope entre dentes. – depois, aqui não.
Distante delas, Angelus apenas observava as duas se afastarem. Ele sabia que a raiva de Penny havia passado, restava apenas tentar mudar a idéia que ela tinha sobre ele. Sua vontade era correr atrás dela, de pedir que ficasse e que tudo seria diferente, mas ele precisava ser racional, se fosse atrás dela de qualquer forma poderia piorar a situação. Seu coração se tornava pequeno a cada passos que ela se distanciava dele.
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