8º Capitulo
A Casa dos Clearwater
O mês de novembro passou tão depressa pelo castelo que a maioria dos alunos já faziam suas lista de presente para o Natal. A decoração foi cuidadosamente colocada pelos professores e os elfos do castelo. No salão principal as doze arvores de natal, enfeitadas com delicados pingentes de gelo, já estavam presentes no inicio de dezembro. Os teste estavam chagando ao final e um alivio com a chegada do feriado já tomava conta entre os alunos. Penélope tentava escrever algo no seu diário, mas toda vez que a tinta tocava o papel, desaparecia. Clearency espiona a amiga por cima do copo de suco de abóbora e deixa sair uma risadinha abafada.
-Acho que esse diário está com defeito! – Disse Penélope emburrada, jogando o diário na mesa.
Clear pega o diário e o examina como se esperasse alguma reação.
-Talvez precise de algum feitiço para você ler.
-Eu não pensei que fosse tão seguro assim. – Penélope brincou, dando uma garfada de bolo de frutas.
Angelus e Andrew se aproximaram da mesa para falar com as garotas.
-E ai? Prontas para o Natal? – Andrew sentavasse ao lado de Clear.
-Ah...Acho que esse Natal, eu vou passar aqui em Hogwarts – Clear falou com desanimo – Meus pais vão viajar para a Rússia para ver um jogo do Brian, contra os Ballycastle Bats.
-Então está convidada a passar o Natal lá em casa, certo? – Penélope sorria alegremente para a amiga que a abraçou dizendo “obrigada”.– E você, meninos. Vão passar o Natal onde?
-Em casa, suponho. Se meu pai não inventar nenhuma festa de Natal com os Ministérios da Magia. – Disse Angelus com um ar de total reprovação. – Odeio festas no Ministério, sempre ganho coisas estúpidas! – Angelus se sentou à mesa da Corvinal olhando para os lados como se estivesse fazendo algo de errado.
-Bem, eu vou passar horas me entupindo de doces que a minha mãe faz, aqueles bolos, pudins de Natal...Um...! Delícia! – Andrew falou como se estivesse sonhado com tudo aqui que falou, e todos davam risadas das caretas que ele fazia para cada guloseima.
-Hei, Natal não é só presente e comida sabia? – Clearency falou com deboche. Mas nesse instante uma reboada de corujas irromperam o salão principal, quatro corujas pararam em frente aos garotos que retiraram as cartas que estavam presas em suas patas e começaram a ler as correspondências.
-He – Disse Clearency para Penny – Acho que sua mãe já avisou aos meus pais e mandaram algumas roupas minhas para lá. Legal!
Penélope ficou sem ação e mudou de assunto.
-Parece que meus pais vão dar um a festa de Natal para todos os amigos da família... – Ela continuou lendo a carta correndo os olhos como se procurasse algo. –...Vai ter uma festa de Reveillon este ano... – Ela se animou –...A fantasia! – Ela olhava para os amigos com os olhos brilhando – E eles estão dizendo “Pode convidar seus amigos para passar o feriado com nós. Beijos, Mãe”.
-Oba! Festa? To dentro! – Disse Angelus Todos animada.
-Eh...Mas eu acho... – Penélope tentava dizer algo, mas foi abafada pelos comentários alegres dos amigos.
-Ah! Você vai adorar o pai da Penélope, ele adora essas coisas de trouxas. Ah! A casa fica perto de uma cidadezinha de trouxa, muito legal! – Clearency falava entusiasmada para Andrew.
-A gente vai quando? – Angelus perguntou para Penélope, agora ele estava sentado ao seu lado, espiando a carta por cima do ombro dela.
-Não sei. – Ela se virou para ele. Agora estavam tão próximo que seu pode ver a cor dos olhos dele nitidamente. Sentiu seu rosto queimar, e como num passe de mágica ficou vermelha de vergonha, e voltou a cravar os olhos na carta, mas pode perceber que Angelus sorria. “Talvez seja de mim” pensou ela. – Eh...Bem, acho que é no dia 24 de dezembro, não?
-Ótimo! Falta uma semana. Até lá! – Angelus foi saindo do salão e falando com o amigo que o acompanhava – Temos que bolar uma fantasia fantástica...
Clearency voltou a atenção para Penny e falou:
-Vai ser esquisito, mas muito interessante. – Ela falou com um ar desafiador.
-O que vai ser esquisito?
-Você e Angelus, na sua casa, conhecendo sua família, ele conhecendo tudo que você gosta? Não sei, não... – Disse Clearency desconfiada.
-E você não acha que a minha mãe já sabe? Claro né!
-Acho que isso cheira a namoro...
-Acho que você está com o nariz entupido! – Penélope se levantou violentamente da mesa, com reprovação. Clearency a alcançou para irem a aula de Transfiguração.
Era véspera de Natal, Penélope e Clearency já esperavam com seus malões ao pé da escadaria do saguão principal, elas trajavam roupas de trouxas, pois sabiam que a viagem teria de ser feita por trem comum. Vários alunos apinhavam o saguão, mas puderam ver as Cabeças de Angelus e Andrew se aproximarem delas. Penélope pode observar que os garotos trajavam suas veste familiares (ou seja, vestes de bruxos), As duas começaram a rir descontroladamente, até que um deles se irritou:
-O que vocês estão rindo? Essa é minha melhor capa! – Angelus falou, mas elas continuaram rindo – Querem parar de rir!
-É que, nós vamos andar em um trem onde só tem trouxa, e quando eles virem você assim, vão achar que você é maluco! Há! Há!Há! – Penélope levou a mão à boca tentando abafar o riso. Então os garotos tiraram suas capas e colocaram um suéter. – Agora esta melhor, mas vamos! Vamos pegar essa carruagem.
E os quatros embarcaram na carruagem. A viagem foi tranqüila, o trem de Hogwarts estava enfeitado com guirlandas que cantavam cantigas de natal e os doces tinham o formato de presentes ou pinheiros. A chegada à estação de King´s Cross foi repleta de surpresas. Catrina, irmã mais velha de Penélope, a esperava na estação com o marido, Albert e o filhinho de um ano chamado Jonathan.
-Penny! Penélope! Aqui! – Catrina segurava o garoto no colo, enquanto sacudia a outra mão para o ar – Meu Deus! Como você cresceu!- ela se virou para Clearency agora e notou a presença dos dois garotos. – Clearency! Você está linda! E quem são você?
-Este é Angelus – Penélope apontou para ele – E este é Andrew, namorado de Clearency. – Ela apresentou o garoto com mais cerimônia.
-Oi Penélope! – Albert a cumprimentou com entusiasmo...
-Albert! – A garota foi abraça-lo. – Vocês vão passar o Natal lá em casa?
-Vamos, querida. – Disse Catrina – E acho que nós vamos nos atrasar para o trem.
E todos embarcaram no trem que levava até o povoado de Stoatshead, a viagem foi um pouco preocupante, os garotos tentaram consertar um vidro da cabine que estava quebrado, mas foram impedidos por Catrina, que avisou que os bruxos não deviam se meter nos problemas dos trouxas. As garotas riam das perguntas sobre o por que eles estarem viajando de trem, sendo que pó de flu é muito mais rápido. Catrina explicou que os Clearwater já chamavam atenção demais, pelas roupas e hábitos “estranhos” para os trouxas, e que foram aconselhados pelo ministério da magia a suar meio de transporte dos trouxas para disfarçar o movimento de pessoas. Angelus não entendia o porque dessa complicação e afirmava que o pó de flu era mais viável e rápido, já Andrew adorava cada sacolejo que o trem dava e remexia todos os botões e alavancas que tinham na cabine, causando risadas em Albert, que já estava acostumado a aquela reação.
A viagem foi longa e cansativa para todos, mas quando chegou a estação do vilarejo, Penélope pode ver na plataforma da estação, Seu pai, e sua irmã Diana, que era quatro anos mais nova que Catrina, acenando para a cabine onde ela estava. Quando o trem parou, eles saíram carregando seus respectivos malões, Andrew percebeu que uma senhora se questionava sobre o brasão da escola “Onde será que fica essa escola?” “Nunca ouvi falar!” Disse a outra que se aproximava. O pai de Penny achou mais prudente todos se apresentarem em casa, para não chamar a atenção dos trouxas locais, um carro grande e preto estava estacionado no pátio da estação. Andrew e Angelus se entreolharam, mas antes que eles falassem Penélope abriu a porta traseira do carro, para os dois entrarem e pode ver que havia muito espaço lá dentro, era capaz de caber umas 20 pessoas sentadas confortavelmente. Mais uma vez eles embarcavam em um transporte trouxa, para o descontentamento de Angelus e felicidade de Andrew, que foi conversando sobre artefatos trouxas com o Sr. Allan Clearwater.
A chegada na casa dos Clearwater foi uma tremenda surpresa para os garotos, nunca poderiam imaginar que Penélope morasse numa mansão. Angelus deixou o queixo cair para a satisfação de Penélope, que falou orgulhosa:
-Papai é arquiteto de casas para bruxos. Ele mudou a fachada para o Natal.
-Mas e os trouxas ? Eles não perguntam quando a casa muda de forma? – Perguntou Angelus com um tom desafiador.
-Claro que não! Os trouxas só vêem o que querem. – Falou rindo.
Na porta da casa estava uma senhora alta, muito branca, de cabelos lisos na altura do pescoço, parecia muito séria, mas suas roupas diziam o contrario, usava uma saia longa cigana preta com pequenas fores azulada, uma blusa masculina preta com colares de lápis-lazúli, um cinto largo negro muito apertado à cintura e um xale étnico (parecia africano). Logo depois duas empregadas vestidas com um uniforme cheio de babadinhos apareceram para ajudar a retirar as bagagens do carro, pareciam acostumadas ao carro, pois sabiam abriram e fecharam sem problemas a mala. A senhora abraçou o Sr. Clearwater e falou com preocupação.
-Sabe que não gosto quando você anda nessa coisa! – Ela deu um beijo terno e voltou seus olhos para Penélope – Penny!
-Mãe! – Penélope a abraçou – Esses são Angelus e...
-Eu sei quem são, querida. Agora vamos entrar e tomar uma xícara de chocolate quente, em? – Ela interrompeu Penélope, mas essa pareceu não se importa.
Todos entraram na casa que estava bem aquecida, no hall de entrada podia-se ver um grande lustre de cristal que iluminava o 1º e o 2º andar, uma escadaria curva que acompanhava o ambiente circular branco, com um grande espelho que mirava a porta de entrada da casa. Penélope se sentiu mais relaxada e resolveu mostrar os quartos para os hóspedes.
-Bem, como Clearency é praticamente da família, papai resolveu adaptar um quarto para você. – Falou ela entusiasmada, agora se virava para Angelus e Andrew – Andrew você pode ficar aqui. – Penélope abriu a porta de um dos quartos onde o cômodo era muito branco. Ela olhou e viu que ele observava o quarto um pouco assustado – Não se preocupe, ele pode mudar para a cor que você quiser. – Ela caminhou para o quarto enfrente ao de Andrew e abriu a porta. – Este é seu Angelus, pode também mudar a cor. – ela viu que ela a observava da porta do quarto e entrou no quarto à frente do dele “Você vai dormir nesse ai?” Ele perguntou. Ela se virou e o mirou com malícia – Claro, é o meu quarto! Ah! E não se esqueça. Lá embaixo em meia hora tá? – ela fechou a porta do quarto.
A visão que Penélope tinha da sala de estar de sua casa era a mais interessante que ela poderia imaginar. Sua irmã, Cassandra, quatro anos mais velha que ela, jogava uma partida de snap explosivo com Clearency e Angelus, que parecia retribuir com sorrisos a cada elogio que a sua irmã fazia. Aquilo pareceu mexer com ela, sentiu uma pontada na garganta e seus lábios avermelhados se contraíram. Penny desceu as escadarias de corrimão dourado, atravessou a hall e entrou decidida na sala.
Uma grande lareira de mármore branco aquece o ambiente, podia-se ver pelos janelões o jardim repleto de uma neve muito branca. O Sr. e a Sra. Clearwater conversavam algo um tanto divertido (para eles) sentados em um sofá de quatro lugares que ladeava a lareira, muito confortável, bebericando um chá. Diana observava a partida de snap acomodada em uma das três poltronas de cabeceira alta que se encontrava de fronte a lareira, conversando com Andrew sobre seu trabalho no Ministério da Magia no setor de criaturas Mágicas. Assim que Penélope entrou, Diana a cumprimentou, mas não houve resposta. Ela se sentou em um sofá de dois lugares que ficava de frente pra o outro, podendo observar (ou fuzilar com olhar) os jogadores, seu rosto estava contraído, mas conteve para não interromper.
-O que houve? – Perguntou Diana
Nessa hora, todos voltaram os olhares para Penélope, que ficou com o rosto corado com a súbita atenção e respondeu displicente.
-Nada. – Olhando fuzilante para Angelus.
Cassandra deu um olhar de flerte para o rapaz, que a retribuiu com um sorriso, mas deixou que as cartas em sua mão explodissem, espalhando as cinzas no tapete branquíssimo onde jogavam. Penélope Bufou e falou irritadíssima para Angelus:
-Cuidado com o tapete! – Elase ajoelhou do lado dele pegando as cinzas do que fora um baralho e cochichou para ele – Se você parasse de ficar dando em cima da minha irmã, taçvez não colocasse fogo na casa!
Angelus se voltou para a garota e a olhou como se analisasse aquela cena e por fim deu um sorriso malicioso que sempre a irritava.
-Não percebi que você ficava olhando. – E deu uma risada curda.
Penélope jogou as cinzas nele e já estava decidida a sair da sala, quando sua mãe a chamou.
-Penélope – A Sra. Clearwater bebericava o chá e o pousou no pires, se dirigindo a ela com uma voz profunda e etéria – Você poderia ir a estalagem do Sr. Lodge para mim, acredito que sua avó Marie já tenha chegada. – Helena Clearwater parecia respirar profundamente qundo repousou a xícara na mesinha ao lado do sofá, todos faziam silencia para ouvi-la – Você poderia mostrar a cidade ao seus amigos.
Penélope confirmou com a cabeça, mas Cassandra a interrompeu.
-Ótimo, estou precisando de alguns ingredientes para a poção de Veritassium... – Disse se levantando.
Penélope deu um olhar de “eu não acredito” para a irmã, mas Helena se antecipou.
-Não querida, eu preciso de ajuda na cozinha para o jantar. – Sra. Clearwater falou bondosamente, mas Penny pode jurar que ela piscara para ela – Pode deixar que Madeleine ira leva-los até lá.
Os quatro amigos se levantaram, apanharam seus casacos de inverno que estam pendurados no Hall de Entrada e saíram até o carro, onde a empregada estava dirigindo. Todos já estavam bem acomodados indo em direção ao vilareijo onde iriam buscar a avó de Penélope, Sra. Marie Clearwater. A hospedaria do Sr. Elgin Lodge era uma casa simples, mas muito bonita, suas paredes brancas combinavam com as janelas azul celeste e um pequeno jardim que contornava a casa de portão baixo. Dentro, havia uma lareira emoldurada com tijolinhos pintados de branco e azul, com pequenas flores pintadas, haviam algumas poltronas forradas de uma espécie de veludo escuro que na verdade não se conseguia destingir a cor. Alguns hóspedes (trouxas) estavam sentados e algumas das poltronas lendo o jornal do dia. Angelus pareceu que fora o único que não se importou de examinar o ambiente, parecia estar intrigado com alguma coisa que não podia esperar até chegar em casa. Puxou Penélope pelo braço, como se quisesse chamar sua atenção e cochichou.
-Como sua mãe sabia que sua avó já tinha chegado?
Penélope olhou para o garoto como se maquinasse um plano maligno.
-Um...Não sabia que você era tão curioso assim.
-Eu não sou curioso, apenas estou...Intrigado – ele fez uma cara displicente e saiu deixando Penélope com um sorriso vitorioso.
Uma senhora de óculos azul cobalto com pequenos brilhantes ladeados, mas muito extravagante, foi de encontro a Penélope. Era visível que não poderia ser uma mulher trouxa, nenhum trouxa usaria o cabelo lilás e um vestido verde, que mais parecia um camisolão. Possua grandes anéis multicoloridos e pulseiras grossas que pareciam serem feitas de vidro. A mulher carregava uma gato preto de olhos amarelados, e parecia não querer larga-lo por nada.
-Estava com saudades de você, mon petit. – Disse a senhora Marie depois de abraçar Penny.
-Vovó, seis meses na França não te fizeram francesa, né? – Ela brincou.
-Ah! Claro que não! – Falou a avó colocando as mãos na cintura e dando uma boa risada. – Ora, eu torço pelos Puddlemere United.
Todos riram. Até que a senhora pousou os olhos em Clearency e fez um cara de sobressalto.
-Não pode ser... – Levou a mão à boca e se aproximando da garota – A pequena Clear? Por todos deuses! É você? – Abraçou Clear e depois ficou examinando a – Por Merlin, seus pais devem estar com dores de cabeça de tantas corujas, com pedidos de casamento, não é querida! – O comentário a fez corar.
-Vovó esses são Andrew Herman, namorado de Clear. – Penélope apontou para Andrew.
-Um...bem que eu falei! – ela apontava para Clearency – Garoto de sorte.
-Este é Angelus... –Penélope apontou para o garoto como se desejasse que ele não estivesse ali – Angelus Morgan.
-Por Merlin! Um Morgan – A avó se sobressaltou, pareceu perder o ar, depois continuou – Você é neto de Nicolas? Nicolas Morgan?
-Eh...sou, muito prazer. – Angelus tentou sorrir mas a vontade era de que ela não ficasse olhando-o daquela forma. – A senhora é amiga dele?
-Ô meu querido, fui amiga de seu avô em Hogwarts. – ela ficou pensativa e falou – Ele sim era um bom partido... – Olhou de volta para Penny e tentou se corrigir – Não que seu avô não fosse, meu bem, mas Nicolas Morgan era o sonho de qualquer garota do meu tempo. Mas ele se casou com uma mulher... como posso dizer... – Ela olhou emocionada para Angelus e suspirou - ...Fantástica! Eu nunca mais vi um casal tão apaixonado como eles dois – Ela pareceu acordar de um transe e falou – Mas que bobagem a minha! Eu aqui tagarelando enquanto temos tanto a fazer. Ande meninos, me ajudem com as malas.
Os garotos apanharam as malas e as levaram para a porta malas do carro. Quando chegaram em casa, Cassandra brincava com o pequeno Jonathan na sala de estar, enquanto Diana,Catrina e a Sra. Clearwater preparavam o jantar de natal na cozinha. O sr. Clearwater e Albert, degustavam uma taça de vinho enquanto conversavam na cozinha junto com as mulheres. Marie Entrou animada no recinto.
-Aha! Então é aqui que vocês estão se escondendo! – Ela gesticulava com os braços para o alto, fazendo as mangas de seu casacão sacudir e deixando aparecer as pulseiras multicoloridas. – Helena, minha querida! – Ela abraçou a Sra. Clearwater – Cuidando bem do meu tesouro? – Ela apertou as bochechas do Sr. Clearwater que pareceu não se importar.
-Marie, o seu tesouro já tem 44 anos e não me obedece mais. – Helena sorriu ironicamente para o Allan, que fez uma cara de “O que foi que eu fiz?” – Mas eu gostaria que você tivesse uma conversinha com Cassandra. Ela anda meio desajuizada... – Cassandra acabara de irromper na cozinha com Jonathan no colo.
-Um...Será que eu ouvi bem? Desajuizada? – Ela deu um olhar sedutor para Angelus quando passara pela porta da cozinha.
-Mas o que foi que minha Cassandra fez? – Marie abraçou a garota pelo ombro
-Anda partindo corações...- Cassandra olhou desafiadoramente para a mãe que continuou a falar. - ...E você não ouse me interromper mocinha! O garoto vive lhe mandado flores, sapos de chocolates, cartas e mais cartas de desculpas, por uma coisa que ele não teve culpa!
-Mamãe! Na frente dela não! – Cassandra apontava para Clear desesperada.
-É obvio que ela merece saber, Cassandra! É o irmão dela! – Helena se posicionou na frente de Clear.
-O que tem o meu irmão? O que aconteceu? – Clearency falou confusa para Penélope.
-Cassandra namorou seu irmão por três meses e só terminou porque ele foi escalado para uma jogo na Rússia, onde ele ira se encontrar com uma ex-namorada dele. Brian a convidou, mas ela rejeitou na mesma hora. Ela sabia que a ex-namorada dele estaria recepcionando o jogadores de fora do país e não aceitou. Então,foi por essa bobagem que...
-Nossa! Cassandra com ciúmes? Essa eu to pra ver! – Clearency falou com um sorriso irônico e a cozinha mergulhou em rizinhos.
-Bem, agora você é realmente da família Clearency. Você é cunhada da minha irmã, nossa! –Penélope deu um risinho.
-É, a Clear o Andrew já são da família, não é? Agora, maninha só falta você desencalhar. –Cassandra deu um olhar sugestivo para Angelus, que pareceu gostar do comentário. Já Penélope parecia ser o ultimo lugar que ela gostaria de estar. Saiu correndo porta afora e subiu para o quarto.
Uma mulher muito parecida com a Sra. Clearwater,entrou esbarrando com Penélope na porta da cozinha. Suas veste de bruxo e fuligem nos ombros mostravam que ela havia chegado de pó de Flu. Ela tinha longos cabelos negros como todos na Família Clearwater, exceto pelo longo, por que Diana era a que tinha o cabelos mais curto que todas as mulheres da família.
-Tia Norah! – As três irmãs Clearwater foram abraça-la fazendo um tumulto na cozinha.
-Mas quanta gente! O que foi que aconteceu com Penny? – Norah examinava Andrew e Angelus – E vocês quem são?
-A Penélope ouviu certas coisas que não estava preparada para ouvir. – Helena Olhou com severidade para Cassandra,e foi de encontro para abraçar a irmã. – Que saudades! Nesse natal mais gente para comemorar. Estes são Andrew e Angelus, são amigos da Penny e da Clear.
-Andrew é o namorado da Clearency! – Cassandra adicionou.
-Cassy! Cala a matraca! – Falou Catrina ameaçando com uma colher de pau.
-Um...Parabéns! – Norah quase gritou, se aproximou de Clear e cochichou – Ele é muito bonito.
-Ah! O Angelus é o ... – Cassandra não conseguiu terminar de falar, foi interrompida pela mãe.
-Ah! Essa cozinha esta cheia demais! Fora! Fora, todo mundo! Vão já se trocar para o jantar! – A sra Clearwater expulsou todos da cozinha.
Cada um subiu para seus quartos na intenção de se arrumarem para o jantar de natal. Três horas depois, a mesa de jantar estava posta, cada lugar tinha um tipo de louça diferente, a louça de Penélope, tinha pequenos raminhos de amores-perfeitos desenhados na borda do prato. Já a louça que a Srª. Clearwater usava tinha um grande dente-de-leão pintado bem no centro. O Sr. Clearwater possuía uma louça com uma mistura de desenhos de cravos brancos com trevos-de-quatro-folhas, já a Sra.Marie parecia não se importa com o lírio majestoso desenhado em seu prato. Cassandra tentava enfeitar sua louça reproduzindo um narciso, deixando a Sra. Clearwater profundamente irritada.
-Já disse a você para não modificar, não já? – Ela retirou a varinha das vestes e deu um pancada de leve no prato dela. Fazendo revelar o desenho de uma orquídea. – Eu nem parece que sabe que a casa reproduz o seu verdadeiro “eu”.
-As orquídeas são tão entediantes... – Cassandra falou para a mãe.
-Pois saiba que não quero narcisos em minha casa.
Helena encerou a conversa, voltando-se para Angelus e Andrew que eram os últimos a chegarem a mesa. Havia dois lugares vazios à mesa, um ao lado de Clearency, que Andrew se adiantou e foi se sentar junto da namorada, restando apenas um lugar entre Cassandra e Penélope. Angelus pareceu não se importar, pelo contrario, gostou da situação. Penélope parecia ignorar o garoto no jantar, mas Cassandra investia vários elogios a ele, que sorria maliciosamente a cada elogio um deles e dava uma espiada para Penélope. O jantar pareceu adivinhar o gosto de cada um dos integrantes da casa. Mas um farfalhar de asas, fez com que todos voltassem os olhares para uma das janelas da sala. Era uma coruja negra, de feição carrancuda. A empregada abriu a janela e pegou a correspondência. A coruja era para Diana, que pareceu muito feliz de ler a carta, deu um longo sorriso e voltou à mesa.
-Filha, de quem era a carta? – O Sr. Allan perguntou com um sorriso – De algum namorado?
-Um...- Ela sorriu mais ainda – Digamos que foi de um noivo.
-Ah Diana! Que lindo, vocês ficaram noivos quando? – Catrina falou emocionada.
-Ontem. Era pra ser uma surpresa. – Ela sorria sonhadora. – Ele disse que vem a festa de reveillon para oficializar e que esta louco pra conhecer todos.
-Um... e quem é o louco? – Disse Cassandra,recebendo um olhar de censura da mãe.
-Pois fique sabendo que ele é um exímio domador de dragões. – Diana falou orgulhosa.
-Eu não falei que ele era louco! – Cassandra falou acompanhada de algumas risadas.
-Sim, mas o candidato tem nome? – Perguntou Albert, se inclinado para enxergar Diana na ponta da mesa.
-O nome dele é Efram, e por favor sem mais perguntas, se não na festa não terá assunto constranger-lo. – Diana falou irônica.
-Pelo menos nós conhecemos a família dele, querida? – O senhor Allan de perguntou solene.
-Ah, sim! A família dele mora em Malmesburry Hill. É muito conhecida na região, parece que o pai dele é um criador de animais mágicos raros, Talvez o senhor o conheça, pai! O nome dele é August Matdroff.
Ouve um silêncio na mesa, o Sr.e Sra. Clearwater olhavam pálidos para a filha, não conseguiam soltar um só ruído. A avó estava tão pálida quando dos dois e o seu queixo estava tremulante, parecia estar tento um ataque e desmaiou. Catrina e Albert levantaram a Sra. Marie com cuidado, tentando coloca-la de volta à cadeira. Ata que o Sr. Clearwater falou com uma voz etérea.
-Diana, como você conheceu esse rapaz?
-Numa reunião do meu departamento. Dumbledor estava a procura de um professor para as aulas de Tratos de Criaturas Mágicas e acabou me apresentando ele como seu novo professor. O que tem ele? – Diana ficou assustada, mas Penélope tentava acalma-la.
-A família dele permaneceu do leal a Você-Sabe-Quem na guerra. Dóris Matdroff, foi uma das mulheres mais impiedosas ao lado do Lord das trevas, a família dele não tem uma boa reputação no mundo mágico – Helena tirou o olhar profundo e sorriu para a garota – Mas não tenha medo, eu sei que ele gosta muito de você, e ele não é igual a mãe. – ela se voltou para o sr. Clearwater – Ele é um bom rapaz Allan, não se preocupe.
-Já que você diz... – O senhor Clearwater sorriu. – Mas, o que você queria falar?
-Ah! Eu tenho um comunicado a fazer. – A Srª. Clearwater ficou de pé – Bem, eu sempre me dediquei as minhas meninas, e agora que vocês já estão crescidas, cada uma tem a sua vida. Catrina tem o seu filhinho e o Albert para cuidar – Ela olhou carinhosamente para eles – Diana esta noivando, Cassandra continua dando dores-de-cabeça – Helena olhou para as filhas com um sorriso divertido – E Penélope esta em Hogwarts, e tem os seus amigos.
-Mãe! Fala logo! – Penélope falou ansiosa.
-Er...Sempre foi um desejo secreto de seu pai, de perpetuar o nome da família, e também o de Marie. Então, eu gostaria de dizer, sem mais rodeios que estou esperando um bebê. E será um menino.
-Helena! Um Neto! Oh Merlin! – Marie abraçou a Sra. Clearwater, quase se desmanchando em lágrimas.
Todos aplaudiam felizes com a notícia. O sr. Clearwater dizia alguns nomes de meninos para a Sra. Clearwater, que ria com da feição abobalhada do marido. Angelus e Andrew deram os parabéns, e ficaram fazendo piadinhas para Penélope sobre perder o posto de caçula da família, para a diversão de Cassandra. Depois do jantar, todos estavam demasiadamente sonolentos, e Sra. Clearwater aconselhou aos garotos a irem se deitar, pois amanhã iriam acordar muito cedo, e sem coragem (preguiça) de perguntar, Penny, Angelus, Clear e Andrew, subiram para seus quartos.
-Adorei sua família! – Angelus falou, dando um bocejo, enquanto subiam as escadas.
-Você vai adorar amanhã. – Penélope deu um sorriso.
-Acordem cedo amanhã, não vão quer perder a manhã de natal. - Clearency abraçou Andrew e deu um beijo.
-Estou louco pra saber o que vou ganhar nesse natal. – Angelus deu um sorriso e parou na porta do quarto de Penélope, estava quase entrando.
-Onde você pensa que vai? – Penélope o censurou, mas Clear e Andrew o puxaram para dentro do quarto.
O quarto de Penélope era amplo, tinha uma janela que ia do chão ao teto, que iluminava o quarto de um tom de amarelo suave. As paredes possuam alguns desenhos de girassóis que se mexiam magicamente, havia também uma estante com livros e alguns frascos para poções e uma escrivaninha ao lado da cama. No canto oposto do quarto, havia um guarda roupa no tom de madeira clara que seguia o mesmo tom da cama. Clearency entrou no quarto e se dirigiu até a estante, remexendo em alguns frascos. Andrew acompanhava os movimentos da namorada como olhar atento, já Angelus observava sentado na cama o quarto.
-Você conseguiu fazer a poção do ronco? – Diz Clearency examinado um frasco cor de laranja.
-Não é “poção do ronco”, se chama “poção do silêncio” – Penélope foi em direção a Clearency tomando o frasco da mão da garota e colocando no lugar. Clearency apanhou uma revista bruxa e se jogou na cama da amiga. – E dessa vez tem que dar certo!
-Dar certo, o que? – Angelus falou curioso, observando a enorme estante cheia de livros.
-É que, lá no nosso dormitório nós temos um pequeno problema com o silêncio...- Clearency parou um segundo para pensar – Bem, é que a Livingood. Vocês conhecem a Bonnie Livingood, não conhecem?
-Claro que conhecemos! Ela não é uma garota que possamos dizer que foi beneficiada pela beleza. Mas, no meio de trasgos ela passa despercebida... – Angelus falou com um sorriso debochado.
-Você não tem um pingo de sentimento, não? Ela tem problemas de desvio do septo quando dorme... – Penélope tentou parecer indiferente – Então eu, Clear, Lisa e Sophie nos juntamos para fazer essa poção para a Bonnie.
-Espera ai! Você esta me dizendo que a Livingood ronca? – Andrew pareceu um ar divertido.
-Vocês não entenderam nada, na foi? Nós estamos fazendo um bem para ela e para nós! Só isso! – Penélope cruzou os braços e tentou ignorar.
-Ela não acredita que ronca, então ela não sabe que estamos fazendo essa poção...Mas, prometam que não vão falar pra ninguém! – Clearency falou ameaçadoramente para os garotos.
-Vamos tentar.Vai ser difícil, mas vamos tentar. – Angelus falou olhando divertido para Andrew. –Mas mudando de assunto. Não sabia que gostava tanto de ler. – O garoto pegou um exemplar na prateleira que estava a seu alcance – Nossa! “A Simbologia das Runas Antigas”, “O Livro de Feitiços Celtas” e “Os 100 aurores que mais influenciaram a civilização bruxa” Hum...Alguém anda fazendo o dever de casa.
Sem perceber, Angelus estava a poucos centímetros de Penélope, segurando o livro sobre aurores. Sua respiração quase se perdia nos olhos semi-serrados da garota, quando foram interrompidos por um barulho de risadas.
-Acho melhor a gente ir dormir...Vamos Andrew – Clear arrastou o garoto para fora do quarto, deixando os dois ali parados, um olhando fixamente para o outro. Quando a porta do quarto se fechou, foi como se Penny tivesse despertado de um sono, quando viu Angelus ali para em sua frente, tomou o das mãos do garoto e disse.
-Esse livro é importante para mim, cuidado! – Penélope falou preocupada.
-Incrível! Você gosta estudos antigos da magia. – Angelus voltou a atenção para a estante.- Você fala francês?
-Minha avó me ensinou quando pequena, dizia que era a linguagem do amor...- Penélope falou envergonhada.
-Bem, acho que esta ficando tarde é melhor eu ir...Sabe, dormir. – Angelus fez menção de abrir a porta, mas continuou falando. – Acho que vai gostar do seu presente.- Saiu do quarto.
Penélope não podia acreditar em seus ouvidos, Angelus havia comprado um presente para ela, e ela mal tinha notado que não havia nenhum presente para ele, mas dentro dela, um calorzinho em seu peito dizia que já havia gostado do presente.
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