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25. Cap 22: Por trás da máscara


Fic: Harry Potter e o Encontro das Trevas - por Livinha


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 22


Por trás da máscara


 
Eu lembro de você...
Eu lembro do cheiro da sua pele
Eu lembro de todos os movimentos
Eu lembro de tudo


(Please forgive me - Bryan Adams)



O dia mal nascera e ele já estava sentado à mesa da cozinha, encarando sua xícara de chá como se ela fosse lhe dar todas as explicações de questões que pipocavam em sua cabeça. Um cantinho de seu cérebro que não o deixava apagar a visão e discussão que tivera na noite anterior, juntamente com o bom senso e todos os anos de convivência com Ariadne, travavam uma batalha árdua em sua cabeça.


Charlie sempre tivera certeza de que conhecia sua amiga, de que tudo o que ela lhe dissera nesses seis anos de amizade era realmente verdade. Ela era uma vampira sim, mas que lutava a cada dia para manter a sanidade e afastar-se das trevas, o contrário do que Sebastian queria quando finalizou a seita no dia do nascimento de Nicola, na França. E Charlie sempre presenciou essa luta. Por isso mesmo, ver Ariadne abrigando Snape e Draco, além de junto dos comensais ter atacado sua casa, era como uma bola grande e amarga que ficava entalada em sua garganta.


Ainda não entendia o motivo por ela estar agindo dessa maneira. Ou será que não enxergava o que estava acontecendo, mesmo estando debaixo do seu nariz? Charlie soltou um suspiro cansado, levando então a xícara à boca. Contudo, teve que cuspir o chá fora, pois já estava gelado. Nem se dera conta de que ficara realmente muito tempo pensando.


Levantando-se da mesa, foi até o fogão para encher sua xícara com chá quente. Deu uma bebericada, sentindo seu corpo aquecer e seu cérebro pareceu funcionar melhor. As sobrancelhas formaram uma linha única em seu rosto quando olhou para o relógio da cozinha. Sem pensar duas vezes, colocou a xícara ainda cheia na pia e foi até o mancebo à porta do hall de entrada da casa de Bill e Fleur. Colocou seu casaco e saiu; alcançou o fim do perímetro protegido da propriedade e desaparatou.


O lugar em que ele apareceu estava lotado. Não era para menos, afinal, o trem deveria sair dali cinco minutos. Lançou um olhar para o número da plataforma para certificar-se de que estava no lugar certo e, ao verificar afirmativamente, tratou de procurar quem queria. Entretanto, no meio daquela algazarra, seria complicado. Então, sem se preocupar com as expressões de reprimenda que receberia, Charlie subiu num dos bancos desocupados da Estação King’s Cross, na plataforma onde partiria o Expresso Intercontinental.


Seus olhos começaram a passear avidamente pelo lugar, tentando localizar Ariadne e Nicola. Ou ao menos Ariadne. Desde a noite anterior - ou até antes, não saberia dizer -, cogitou que a única razão que faria a amiga mudar de lado, seria Nicola. Sabia que ela nunca deixaria o filho longe, mesmo confiando em Alexey para proteger o garoto.


Entretanto, Charlie não a viu. Ainda esperou o trem partir, a estação começar a esvaziar, mas nem sinal da mulher. E só desceu do banco quando um dos guardas da estação pigarreou atrás de si, mandando-o descer com o olhar.


Não ver Ariadne na estação só reafirmava a suspeita de Charlie. A amiga nunca deixaria Nicola embarcar sozinho, se esse fosse o caso realmente. Ele já a vira embarcar o garoto uma vez, e a mulher sempre esperava o trem sumir na curva das colinas antes de ir embora. E ainda podiam-se ver os últimos vagões do trem, minúsculos àquele momento, assim como toda a extensão vazia da estação King’s Cross.


Sentou-se no banco em que antes estivera em pé, soltando a respiração pesadamente e passando a mão pelo rosto e cabelo. Naquele momento, voltava à sua mente as discussões que tivera com Ariadne e perguntas que lhe fizera, mas que ficaram com respostas tortas ou sem nenhuma.


Por que está abrigando um comensal da morte em sua casa, Ariadne?


Eu tenho meus motivos, Charlie...


Por favor, confie em mim, Charlie. Você precisa aparatar daqui.


Por que eu confiaria em você, Ariadne? Como os comensais conseguiram passar pelas proteções da minha casa?


- Ah, droga, isso está tão estranho, mas...


Charlie olhou ao redor, confuso e frustrado. Ele queria realmente confiar em sua amiga. Seis anos de amizade não poderiam ser falsos; as conversas, os olhares cúmplices que eles tinham, a facilidade de ler o olhar de cada um, perceber os sentimentos... Essa transparência que ambos tinham e sentiam não fora forjada. Não poderia ser!


Apoiando os cotovelos nas pernas, segurou o rosto com as mãos. Sua cabeça parecia que iria estourar. Percebia que estava chegando perto da mais provável das soluções. Contudo... Seria realmente verdade que Ariadne apenas ficara ao lado de Voldemort para proteger Nicola, ou ela só estava se mostrando como era verdadeiramente? Mas, Charlie sabia, ficar ali sentado apenas pensando não adiantaria nada. Ele sabia o que deveria fazer, mesmo que isso colocasse todo o seu autocontrole à prova.


Quando o rapaz aparatou em frente à casa de Ariadne, o sol já estava generoso em sua luminosidade, embora o mesmo não ocorresse com o seu calor. O frio parecia ter piorado, ajudado pelo vento. Charlie ainda hesitou alguns segundos antes de transpassar os portões, mas, já que estava ali, não voltaria em sua decisão. Abriu os portões com facilidade e, sem nem bater, entrou na casa.


Estava tudo silencioso, o que pareceu forçá-lo a esperar mais algum tempo. Mas não fora para ficar olhando a sala de estar de Ariadne que ele fora até ali, portanto, logo subia as escadas à procura de Severus Snape. E após passar por duas portas, pelo corredor do primeiro andar, o encontrou.


O homem de pele macilenta estava saindo do quarto, com a varinha firme. Severus se levantara e fora verificar o som que escutara, pois Ariadne saíra há poucos minutos, portanto, ele logo pensou que alguém estava invadindo a casa. Mas, ao ver Charlie, sua boca formou uma careta em esgar.


- O que faz aqui, Weasley? Trouxe a cavalaria?


Porém, Charlie, sem demonstrar ter ouvido a pergunta de Snape e mantendo sua varinha tão firme quanto a do outro, perguntou seco:


- Desde quando Voldemort está com Nicola?


xxx---xxx


A noite atingira Hogwarts como se fosse um manto. Todos os alunos que voltaram das férias de Natal já estavam dormindo em seus respectivos aposentos, descansando depois do primeiro dia de aula. Os monitores não faziam mais rondas pelos corredores, pois já havia passado da meia-noite. Contudo, há alguns minutos, duas pessoas andavam pelo castelo, aparentemente indo direto para a torre da diretora. Pouco tempo depois, mais três pessoas. E, em meia hora, já havia passado pelas gárgulas cerca de uma dúzia de bruxos. A última vez que elas se abriram, no entanto, ninguém pareceu passar por elas, porém, foi só a escada em forma espiralada começar a girar para alcançar a sala da diretoria, que Harry retirou a capa da invisibilidade que cobria tanto ele quanto Ron e Hermione.


- Nossa... Não estava agüentando mais ficar sufocada aí dentro - Hermione resmungou num muxoxo enquanto ajeitava seus cabelos.


- Será que não tem algum feitiço para aumentá-la? - Ron perguntou esperançoso.


- Acho que não... - replicou Harry.


Os garotos olharam para Hermione, que ergueu as sobrancelhas, dando de ombros em seguida. Mas, ao ver que ambos ainda a encaravam, rolou os olhos.


- Tá bem, eu procuro alguma coisa na biblioteca.


Os garotos sorriram, já Hermione apenas abriu a porta da sala, finalmente chegando para mais uma reunião da Ordem da Fênix.


Entretanto, a reunião não trouxe tantas notícias novas acerca de Voldemort e seus planos. Ninguém sabia exatamente por que ele ainda não investira definitivamente contra Hogwarts para acabar logo com Harry e a esperança dos que lutavam contra o bruxo das trevas. Também não era necessário dizer quem havia morrido, pois isso ainda era cabido ao Profeta Diário, mesmo que de forma torta ou até sem importância.


O Ministério da Magia ainda exercia grande influência no jornal para que ele não mostrasse a guerra como verdadeiramente acontecia, pois, das atrocidades que ocorriam, nem metade eram mostradas devidamente por eles.


A única notícia boa, realmente, foi a volta de Sirius. Ele aparecera na reunião surpreendendo a todos. Alguns custaram a acreditar na volta do homem, mesmo vendo-o sorrir diante deles, e não gostaram da falta de explicação. Os únicos que ali sabiam como Sirius realmente voltara eram Ariadne, Remus, Charlie e o senhores Weasley.


Molly ficou muito irritada quando Remus lhe pedira para não contar a ninguém tudo o que sabia. A matriarca dos Weasley pensava que todos deveriam saber como tudo realmente aconteceu, e não ficar enchendo-os de informações inúteis. Contudo, Remus gentilmente lembrou a Molly que ela apenas ficou sabendo porque Charlie falou o que não devia, já que, como ele não participara realmente do planejamento, não sabia que deveria ficar de boca fechada. Charlie concordou com Remus.


E somente após algumas discussões, pessoas sentindo-se ofendidas por não terem as informações integralmente, a reunião terminou.


Ariadne imediatamente levantou-se de sua cadeira, intencionando sair daquela sala o mais rápido possível. Ela chegara atrasada na reunião, justamente para não dar tempo de Sirius aproximar-se dela. Não lhe lançara sequer um simples olhar, mesmo sentindo o olhar do homem queimando-a. Quando ela falava, tentava soar impassível, não deixando que ninguém percebesse sua voz soar trêmula. E quando ele falava, ela faltava tapar os ouvidos para que não saísse de lá gritando. Ouvir aquela voz depois de tanto tempo, e ser direcionada para várias pessoas e não apenas para ela, parecia uma tortura obscena. Ariadne realmente não saberia o que fazer caso Sirius se aproximasse dela.


Entretanto, à medida que saía da sala, sentia mais alguém a encarando. Este olhar ela não poderia negar, por isso, assim que viu Charlie afastar-se deliberadamente, aproximou-se dele.


- Eu posso falar com você?


- Sobre o quê? - ele perguntou indiferente.


- Eu... Ahm... - Ela desviou o olhar. - Queria agradecer por ter dito a sua mãe não insistir no assunto do salvamento do Black.


- Estou apenas pagando minha dívida, Ariadne - ele falou friamente.


- Como assim? Isso não tem nada a ver e...


- Tem sim. - Charlie evitou encará-la enquanto falava. - Como eu te disse, alguns bruxos da Ordem desconfiam de você, e se eles soubessem como realmente entrou naquele Arco, ficariam de olhos bem abertos. Talvez, fossem fazer uma visita surpresa em sua casa, e então veriam o seu priminho por lá. Então, fazendo minha mãe não insistir, foi uma forma de guardar seu segredo. E cumprir minha parte da dívida.


Ariadne queria que o chão se abrisse e a engolisse por inteiro. Ela sentia vergonha do seu egoísmo, do que estava fazendo a Charlie. A explicação que ele dera era totalmente sem pé nem cabeça. Ela sabia que o comportamento do rapaz fora apenas o que qualquer amigo faria. Ela queria tanto que aquela guerra acabasse logo para... Para quê? Ariadne duvidava muito que Charlie fosse querer algo com ela novamente depois do que estava fazendo a ele. E não poderia culpá-lo.


- Mesmo assim, obrigada - falou suavemente. E saiu. Mas, assim que passou pela porta que levava à sala da diretora, alguém a segurou pelo braço. Sentiu que seu coração sairia pela boca. Não poderia ser ele, poderia?


- Eu gostaria de falar com você também.


Ariadne soltou a respiração aliviada ao ouvir a voz de Charlie. Virou-se então para ele e, ao ver o olhar do amigo, já sabia sobre o que seria a conversa. Ela logo falou:


- Por favor, não pergunte mais nada, Charlie. Não há o que responder e...


- Eu sei de tudo.


Ele preferira jogar logo na cara dela a que fazer rodeios. Sabia que Ariadne o impediria, caso demorasse logo a dizer. Ela sempre conseguia enrolá-lo, mas, daquela vez, seria diferente. Muito diferente.


- Tu-tudo? Como assim, tudo? Do que você está falando?


- Sobre Nicola.


- Quem... O que tem o meu filho? O que você sabe sobre ele?


Ainda segurando a amiga firmemente pelo braço, Charlie a levou num canto longe da porta e, em murmúrios, falou o que sabia.


- Eu fui à sua casa ontem de manhã e Snape me contou tudo. Qual o seu problema, Ariadne? Por que não confiou isso a mim? Eu já lhe provei muitas vezes que mereço a sua confiança, que sou um amigo leal... Mas você preferiu cobrar essa divida de uma maneira absurda, me fazendo sentir raiva de você, me fazendo duvidar!


- Eu... - Ariadne começou, mas não sabia o que dizer. Charlie aproveitou.


- Eu queria realmente que você tivesse confiado essa situação a mim, Ariadne, do mesmo jeito que eu queria que você tivesse me chamado para ajudá-la a resgatar o Black.


- Não é que eu não confiasse em você para salvar o Sirius! - ela falou aflita. - Eu só não queria que você fosse prejudicado. Que seu pai fosse prejudicado!


- Mas e o Lupin? Ele, você não liga de prejudicar, é isso?


- Claro que ligo!


- Então me explique por que você o chamou.


- Porque... Eu...


- Por que você confia mais nele do que em mim? - ele perguntou desgostoso.


- Não é isso! Eu confiaria minha própria vida a você, Charlie. Eu... Eu só pensei que... Eu só pensei que, caso falhássemos, o Remus saberia lidar com a situação melhor e...


Ariadne desviou o olhar. Era preferível falar a verdade, mesmo que isso não agradasse seu ego. Era um preço pequeno que ela pagaria, mas que significaria muito para Charlie.


Charlie a soltou, no que ela respirou profundamente antes de continuar; sua voz saindo num sussurro dolorido.


- Eu apenas não queria que você viesse me consolar depois disso. Se você não soubesse o que eu iria fazer, não viria com seus olhares penosos, caso eu não conseguisse trazer Sirius de volta. Você sabe que eu não suporto que sintam pena de mim, eu...


- Eu sei o quão arrogante e orgulhosa você é, Ariadne.


Ela olhou espantada para ele, devido o tom indiferente que Charlie usara, pensando que tudo já estava perdido. Mas, ao ver que o olhar dele não era indiferente, sentiu um crescente alívio tomar conta de seu peito.


- Eu... Eu sinto muito. Mesmo.


- Eu também, Ariadne. Principalmente por você ter cobrado a dívida que tenho com você, dessa maneira.


- Mas é que... Eu nunca cobraria essa dívida! Nunca! Só que é o meu filho, Charlie! Meu alicerce, você entende? Eu não posso colocá-lo em risco, arriscar contar a alguém para que fizessem uma loucura ao tentarem salvá-lo!


- Que eu fizesse uma loucura, você quer dizer.


- Sinto muito... - ela murmurou.


Por mais que Ariadne sentisse que Charlie tinha o direito de não perdoá-la, também sentia que precisava muito ouvir essas palavras do amigo. Porém, o que ouviu do rapaz não chegava nem perto do que queria:


- Você realmente estava disposta a me matar àquela noite?


Ariadne ergueu os olhos para o amigo ao ouvir aquela pergunta sair sussurrada. Ela não pensou que, quando reencontrasse Charlie, ele fosse lhe perguntar isso. Mas, o que ela responderia? A mais óbvia das respostas, que seria um não? E por que ela estava pensando antes de responder e apenas encarava os olhos do amigo que pareciam lhe perfurar de tão intenso que ele a encarava? Ela preferiu desviar o olhar.


- Quando Voldemort me mandou matar quem estivesse na sua casa, senti uma enorme vontade de acabar com ele, mas... Mas eu precisava me controlar. E quando chegamos à Toca, eu não sabia o que fazer. - Ela o olhou novamente. - Os comensais começaram a revirar sua casa, destruindo o que viam na frente.


- Eu ouvi mesmo.


- Só que eu continuava numa apatia que não conseguia pensar ou fazer qualquer coisa. Se eles colocassem você na minha frente, naquele momento, eu não saberia o que fazer.


- Eu entendo. - Charlie então deu um suspiro cansado, e viu Ariadne baixou os olhos. - Vou te ajudar com Nicola, não importa como, mas vou.


Ela então voltou a olhar para seu amigo e, pela primeira vez, não soube decifrar toda a expressão de Charlie, mesmo que algumas parecessem latentes à primeira vista. Contudo, uma certeza a invadiu, e sem pensar, já falava:


- Eu nunca te mataria. Nunca te prejudicaria, Charlie. - Ele a olhou. - Eu realmente não sei até agora o que eu faria caso eles te colocassem na minha frente. Mas uma certeza que eu tenho, e sei que sempre terei, é que eu nunca lhe faria mal.


Ela preferiu parar de olhá-lo, pois estava sentindo uma ardência nos olhos que a deixava constrangida. Apertou suas mãos de maneira nervosa. Num sussurro, com voz contida, confessou:


- Eu não sei sequer o que vou fazer daqui a um segundo. Sinto-me perdida como nunca estive em toda a minha vida.


- Pois saiba que você não está sozinha - Charlie falou, depositando as mãos nos ombros da amiga. - Não mais.


Ariadne o olhou, e ao ver que agora conseguia decifrar a expressão do amigo, sentiu-se aliviada.


- Acho que não preciso mais disso. - Charlie levou as mãos ao crucifixo que Ariadne lhe dera, com a intenção de retirá-lo, mas ela o impediu.


- Não. Os vampiros estão do lado de Voldemort, Charlie, e você precisa proteger sua mente!


- Eu não acho que Sebastian queira invadir minha mente, Ariadne. O que ele ganharia com isso?


- Ora essa! Além de saber o que você pensa, ele pode te manipular. E... - Ela engoliu a seco. - Você não faz idéia do quão cruel ele consegue ser.


- Por ele ter se aliado a Voldemort e olhando para você agora, sei muito bem do que ele é capaz.  


E o olhar que Ariadne lançou ao amigo foi tão cheio de arrependimento e dor, que Charlie logo perdoou o que ela fizera e a envolveu num abraço reconfortante. Não poderia ser diferente. Ele conhecia todos os fantasmas de Ariadne, o medo que a perseguia sempre. Desde que ela voltara definitivamente para a Inglaterra, a mulher sentia o perigo cada vez mais perto, os fantasmas cada vez mais sólidos. Deus, ele não queria nem imaginar caso acontecesse o pior com Nicola. Sua amiga com certeza se perderia. E Charlie não saberia dizer se conseguiria fazer o certo caso Ariadne se perdesse.


Mas, mais do que isso, Charlie confiava em sua amiga e em sua honestidade.


O som de vozes e passos o tirou desses pensamentos, e ele logo sentiu Ariadne se retesar. Ninguém percebeu, além dele e Remus, que também saíra da sala de reunião, o ar ficar tenso naquele lugar quando os olhos de Ariadne encontraram-se com os de Sirius.


Ariadne havia lançado um olhar para a porta na esperança de não ver ninguém passar por ela, mas essa esperança foi por água abaixo quando seu olhar cruzou com o de Sirius. E ter aqueles olhos a perfurando daquela maneira a deixou sem saber reagir de imediato. Contudo, foi só perceber que ele dava um passo na direção em que ela estava, que se soltou de Charlie.


- Eu vou indo. A gente conversa depois - ela falou num murmúrio, custando desviar seus olhos dos de Sirius.


- OK. E Ari... vai dar tudo certo.


- Eu espero que sim...


A sala dela nunca estivera tão longe quanto àquela noite.


xxx---xxx


O resto da semana passou de maneira turbulenta. Charlie ainda voltara a Hogwarts, insistindo à amiga que abrisse o jogo para a Ordem da Fênix a fim de que tentassem salvar Nicola e, assim, ela não precisaria mais ficar ao lado de Voldemort. Mas Ariadne estava irredutível. Ela sabia que a proteção do lugar era praticamente intransponível, e chegar até a cela do filho demoraria tanto que, até lá, já teriam feito o pior com o garoto.


Além disso, ainda havia Sirius. Deus, ela tinha vontade de se trancar em sua sala e jogar a chave fora, ou então prender-se em correntes que a impedissem de aparatar em Hogwarts. Todas as vezes que pensava nele já sentia suas pernas querendo caminhar até o quarto do quinto andar, onde ele estava escondido. Suas mãos queriam movimentar o quadro de Paracelso, o Alquimista, para lhe dar passagem. Mas ela não tinha coragem. Sabia o que significaria ficar cara a cara com Sirius. Significava explicações. E Ariadne não estava preparada para isso ainda.


Como ela explicaria que tinha um filho de Sirius? Que não contara a ele quando o homem fugira de Azkaban e ela já sabia que ele era inocente? Será que ela seria capaz de ocultar que Dumbledore lhe enviara uma carta, há três anos e meio, contando da inocência de Sirius? Será que conseguiria ocultar que era uma mulher condenada, uma vampira?


A volta a Hogwarts realmente parecia piorar a cada dia. Ariadne sabia o que a esperaria dentro daquelas paredes, sabia que seus problemas não a abandonariam, entretanto, ficar ouvindo alunos comentando sobre os presentes que receberam no Natal, reclamando do parente chato que apertou suas bochechas, da tia que lhe deu roupa, sendo que havia pedido o último disco das Esquisitonas... Aquilo tudo só fazia somar com sua frustração. Tudo parecia tirar-lhe a paciência.


Nessa primeira semana, ela já conseguira tirar ao menos cinqüenta pontos dos seus alunos, além de ter mandado dois para detenção. Estava insuportável ficar ali, naquela escola, enquanto Nicola ocupava sua mente. Como ela poderia ver rostos de crianças felizes, se o seu filho estava preso nas masmorras de Voldemort? E por mais que ela pensasse numa maneira de tirá-lo de lá, não conseguia encontrar um jeito. A vontade de descontar suas frustrações e desespero no primeiro infeliz que aparecesse em sua frente estava difícil de conter.


Mas as coisas não terminavam por aí. Ainda havia Severus e Draco, que continuavam em sua casa. Kika ficara incumbida de protegê-los. Ninguém ainda desconfiava de que eles estavam sãos e salvos em sua casa. E era melhor que fosse assim até tudo se ajeitar. Pois, como explicaria para qualquer um que seu primo não era culpado? Que fez apenas o que Dumbledore pedira? O que já estava combinado há muito tempo?


Seria difícil fazer alguém acreditar que Dumbledore estava morrendo àquela noite, na Torre de Astronomia, e Severus apenas não deixara o velho sofrer. Afinal, era mais fácil aceitar que Severus era um traidor, a entendê-lo.


E como se tudo isso fosse pouco, ainda aparecia Harry para lhe cobrar ajuda nas Horcruxes. Isso acontecera ao fim da aula de DCAT, antes do fim de semana. Todos os alunos haviam saído da sala, restando apenas ele, Ron e Hermione.


- Professora? Podemos falar com a senhora?


- O que foi, Harry? Alguma dúvida sobre a aula de hoje?


- Ahm... Não, professora. É que... A senhora não me chamou mais para conversarmos. Como faremos para descobrir se Voldemort fez outra Horcrux com o Cetro de Ravenclaw?


Ariadne faltou mandar o garoto para o inferno. Com todos os problemas que ela estava enfrentando, ainda tinha que ajudar aquele garoto a acabar com aquela maldita guerra. Mas ela não poderia negar-lhe ajuda quando já lhe prometera isso. A ele e a Dumbledore.


Lançando um feitiço imperturbável na porta de sua sala, Ariadne falou:


- Eu estou dando um jeito nisso. - E ao ver o espanto na expressão do garoto, além do ceticismo na de Hermione, ela completou: - Como te disse, Harry, tenho minhas fontes. Eu tenho certeza que o cetro ainda não se transformou em Horcrux, e, se tivermos sorte, essa guerra vai acabar antes que Voldemort a faça.


- E quanto a Nagini?


- Eu ainda estou vendo isso. Mas... A gente não pode ficar conversando isso agora. Tenho mais o que fazer e vocês têm aula também.


Ficara então combinado de que eles marcariam uma reunião. Contudo, Ariadne não estava tão preocupada em se encontrar logo com os garotos. Tinha mais coisas em sua cabeça naquele momento, e não se sentia culpada em cuidar de seus tormentos particulares primeiramente em vez da guerra.


E foi por estar pensando em tudo o que estava acontecendo naqueles dias que Ariadne nem percebeu que era observada por alguém naquele corredor escuro em que caminhava. Para falar a verdade, nem percebia por onde andava, já que tinha a certeza de que não depararia com um aluno fora da cama por já ser quase uma hora da manhã, em pleno domingo. Mas ela era observada sim. Por um par de olhos azuis irritados.


Talvez, se ela tivesse percebido que havia passado dois andares de sua sala, não estaria naquela situação. Mas, como seu cérebro estava ocupado até demais naquele momento, não percebeu que suas pernas eram guiadas pelos instintos. Ou que a desculpa de estar sem sono era apenas uma forma do destino agir.


- O que... - Ariadne acordou de seus devaneios quando sentiu seu braço ser segurado e seu corpo puxado para uma passagem secreta.


Olhou então para frente, quando seu corpo encostou-se na parede, e em meio à penumbra daquele corredor atrás do que ela percebeu ser o quadro de Paracelso, o Alquimista, conseguiu enxergar Sirius a encarando. A intensidade daquele olhar fez sua respiração ficar ofegante, e daquela vez, sim, seu coração sairia pela boca.


- O que você pensa que está fazendo? - perguntou irritada e também se praguejando por não perceber por onde estava indo.


- Eu te pergunto a mesma coisa - falou Sirius, secamente.


- Oras! Faça-me o favor! - resmungou Ariadne.


Ariadne virou-se para a saída, mas nem saiu do lugar, pois Sirius colocou a mão na parede, usando o braço para impedi-la de fugir.


- Acho que já chega de fugir de mim, Ariadne. Precisamos conversar. Na verdade... nós vamos conversar.


- Pois eu não quero e não vou - ela retrucou entre os dentes, semicerrando os olhos.


Então, empurrando o braço dele, a mulher virou na direção da saída.


- Isso é o que nós vamos ver - Sirius falou. Agarrou-a pela cintura e a jogou por sobre seu ombro, indo com ela na direção de outra porta naquele corredor, a qual estava aberta e mostrava um cômodo muito bem iluminado.


- Me põe no chão, seu imbecil! - vociferou Ariadne, tentando soltar-se dele, debatendo-se infantilmente.


Porém, Sirius não a soltou. E só o fez quando entrou no aposento, o qual se mostrou um quarto circular com as paredes acarpetadas em vermelho, e em cima de uma cama bem ao centro do lugar. Ariadne o xingou mais ainda.


- Seu imbecil! O que você pensa que eu sou? Um saco de batatas?


- Acho melhor você se acalmar, Ariadne. Deixe de agir feito uma criança e vamos conversar como dois adultos que somos!


- Conversar? - vociferou Ariadne, recompondo-se e descendo da cama. - Vá se ferrar, Black!


- Por que você tem me evitado? - ele perguntou, como se Ariadne não lhe tivesse dito nada.


- Não estou te evitando - ela retorquiu irritada, mas sem encará-lo. - Não seja idiota.


- Está sim! E está fazendo agora.


Ariadne o olhou, parecendo irritar-se mais ainda.


- Então, se você pensa assim, por que me trouxe para cá?


- Porque precisamos conversar - Sirius disse frustrado.


- Não temos nada para conversar. - E tentou passar por ele, mas Sirius ficou na sua frente.


- Temos que conversar sim, Ariadne - ele falou sem se importar com a expressão irritada dela. - E você sabe disso.


- Eu não sei de nada... E saia da minha frente agora! - ordenou.


Mas ele não saiu. Ariadne sentia sua cabeça ferver, seu sangue borbulhar; a vontade de socar cada parte do corpo de Sirius apitava muito em sua mente frustrada e desesperada, assim como a vontade de acabar com aquela distância entre os dois e fazer o que seu coração também tanto gritava para fazer.


- Eu não te entendo, sabia? – Sirius falou, dando um passo à frente.


- E daí? - perguntou debochada, soltando um risinho e também cruzando os braços de maneira prepotente. E, disfarçadamente, afastou-se um pouco dele. - Não precisa mesmo.


- O que há com você? - perguntou com a testa franzida, mostrando que estava tão irritado quanto perdido pelo deboche que ela demonstrava. - Você não era assim.


- Eu não mudei, Sirius. Continuo a mesma.


- Não - ele falou, meneando a cabeça como se isso firmasse o que dissera. - Você não era tão amarga, não tinha... Não tinha esse ódio no olhar.


Ariadne então desviou seus olhos dos de Sirius, respirando fundo em seguida. Se quisesse sair daquele encontro sem dizer muita coisa, teria que se acalmar. Mas como conseguiria? Sabia que aquele encontro não seria fácil, tanto é que fugira dele durante toda aquela semana.


Não se permitira passar por aquele corredor nem durante o dia. E muito menos à noite, o que poderia permitir a Sirius uma caminhada pelo corredor. Mas seu cérebro e pernas traidores a enviaram para lá. Só esperava que seu corpo não a traísse... ainda mais.


- Já se passaram mais de dezesseis anos, Sirius, sendo que doze deles você viveu em Azkaban. Que recordações você tem para afirmar isso?


- Eu lembro muito bem o quanto você era arredia, teimosa... Mas também era doce.


- Eu era uma menina que não conhecia tudo da vida.


- E o que você conheceu a transformou?


- Exato - Ariadne respondeu sem conseguir se conter.


Sirius ficou olhando-a por um tempo, como se apenas naquele momento a visse realmente, percebendo então algumas mudanças. Como os olhos de Ariadne que estavam dourados, a pele dela mais pálida, a boca mais vermelha sem maquiagem alguma.


- O que você conheceu - começou Sirius, incerto - tem algo a ver com aqueles sonhos, não tem?


- Não aja como se conhecesse os meus problemas, Sirius - sibilou.


- Então por que você não os conta para mim? - perguntou irritado.


- E por que eu faria isso?


- Não sei, Ariadne - exasperou com sarcasmo. - Talvez pelo que vivemos?!


- Isso mesmo. Agora você disse algo certo, Sirius. VIVEMOS. Passado.


- Se é passado, por que você me salvou do Arco? De Hécate?


- Ora, “por que”... Pra que você quer saber? - Ariadne perguntou, sabendo que soara infantil, entretanto, precisava pensar, ganhar tempo para controlar o nervosismo que aquelas perguntas lhe proporcionavam.


- Eu preciso saber, Ariadne - ele falou, aproximando-se dela e a segurando pelos ombros, quase a chacoalhando em frustração. - Por que você me tirou de lá?


Porém, Ariadne não respondeu. O fato de Sirius a estar tocando, mesmo sobre sua camisa, misto a proximidade dele, parecia entorpecê-la, impedindo-a de respirar. Do mesmo jeito que antigamente. Era difícil respirar com aquele cheiro, aquele calor, aqueles olhos... E foram os olhos dele, tão expectantes e esperançosos, que a fizeram voltar à realidade. Pois, em vez de ver os olhos de Sirius, viu os de Nicola, e lembrou-se que foi pelo fato dela estar dentro do Arco que proporcionou a vantagem para Sebastian seqüestrar seu filho. Isso a encheu de uma repentina insensibilidade àquelas sensações tão saudosas.


- Por causa da Lily - Ariadne respondeu finalmente e soltando-se dele, mas também tomando o cuidado de ficar numa distância segura, além de não encará-lo. Assim seria mais fácil. - Ela me fez prometer, quando fui à casa dela uma vez, que caso ela e James não sobrevivessem à guerra, eu não deixaria o Harry sofrer.


- Mas... Que droga isso tem a ver comigo?


- Deixa de ser burro, Sirius! - Ariadne virou-se para ele, irritada, embora essa irritação fosse mais por ela estar conversando com ele do que pela pergunta que lhe fora feita. - Por acaso você não sabe que é tudo o que restou de uma família, ao Harry? Aquele garoto o tem como um pai, irmão, sei lá... Foi a única maneira que consegui encontrar para cumprir minha promessa.


- E por que não consigo acreditar numa palavra sua? - perguntou duramente.


- Pergunte ao Remus, então! Quem sabe a verdade fica melhor na voz dele, como sempre?


- Se essa é a verdade, por que você demorou tanto tempo para me dizer?


Ariadne o viu arquear as sobrancelhas, e ainda se lembrando o que aquele gesto significava, falou:


- Ah, qual é? Se você não acredita, o problema é seu!


Ela então circulou a cama com a intenção de deixar o quarto, mas, mal deu cinco passos, Sirius a segurou pelo pulso, puxando-a de encontro a si, para, no instante seguinte, a segurar firmemente pelos braços.


- Por que você me tirou de lá, Ariadne? - perguntou entre os dentes.


- O que foi? O Arco da Morte afetou a pouca inteligência que tinha? Torrou seus miolos? – Ela tentou se soltar, o que foi impossível. Então, aproximando seus rostos e deixando seus narizes quase se tocando, completou venenosa: - Eu já respondi por que te tirei de lá. Isso não tem nada a ver conosco ou seu ego incrivelmente inflado, Black.


- Eu não acredito em você.


- E eu já disse que isso é problema seu. Quer fazer o favor de me soltar?


Sirius engoliu a seco. Ver aqueles olhos tão brilhantes e sentir aquela boca quase roçar na sua não lhe permitiam acreditar em nenhuma palavra de Ariadne. Seu coração não se permitia acreditar, e não deixava sequer seu cérebro pensar decentemente. Porém, suas sinapses pareciam agir furiosamente, procurando uma solução para aquilo. Um plano começava a ser formulado em sua mente, mas ele não sabia se daria certo. Entretanto, no passado sempre deu. Ele resolveu arriscar a última cartada que tinha e que sempre conseguia vencer aquela mulher teimosa que ele sempre amou.


- Só se você me provar o que está dizendo. Que não me tirou de lá apenas por Harry.


Ariadne gargalhou gostosamente, embora gritasse por dentro, e sentiu as mãos de Sirius apertarem mais forte ainda seus braços demonstrando que sua irritação só aumentava, enquanto também percebia que seus corpos roçavam um no outro. Ela precisava acabar com aquilo.


- Como sempre, o Black mimado querendo dar a última palavra. Eu não tenho que provar nada a você. Nunca tive.


- Então prove a si mesma.


E antes que Ariadne tentasse fazer alguma coisa, Sirius já encostava sua boca na dela, apertando, machucando. Ela não soube se foi pelos braços dela reclamarem por causa da dor, ou se foi apenas uma reação de defesa; Ariadne só sabia que sua mão, que antes tentava empurrar Sirius, já ia na direção do rosto dele, o que interrompeu o beijo e libertou seus braços.


- Você não tinha o direito, seu idiota. Não tinha! - rosnou, finalmente indo na direção da porta.


Contudo, mais uma vez, Sirius a alcançou, e antes que Ariadne sequer alcançasse a maçaneta, ele a empurrou quase bruscamente contra a parede.


- Me solta! - ela falou, quase gritando. Ela só queria catar seus pedaços e sair dali o quanto antes. Era pedir demais?


Mas Sirius não a soltou, pelo contrário. Segurando os pulsos de Ariadne, ergueu os braços dela e os prensou na parede sobre suas cabeças, fazendo também o mesmo com o corpo dela, embora para este usasse o seu próprio.


- O que você pensa que está fazendo? - ela perguntou, seus olhos emitindo chispas de raiva, enquanto seu cérebro começava a gritar “perigo”.


- Quero que você responda minha pergunta!


- Eu já respondi. E não tenho que provar nada!


- Você me deve respostas, Ariadne!


Ela tentou se soltar, mas Sirius era mais forte que ela, ao menos enquanto Ariadne se recusasse em usar sua força adquirida com o vampirismo. Ele colou seus corpos mais ainda e apertou os pulsos de Ariadne, que acabou soltando um leve gemido de dor.


- Me solta, Sirius. Ou você vai se arrepender.


- Pois não solto. Eu posso estar sendo mimado, como você disse, mas você está sendo infantil. Idiotamente infantil.


- Não me ofenda, seu imbecil! Você não sabe de nada. Nunca soube.


- Porque você nunca quis me contar.


- E o que você vai fazer? Me forçar a te dizer? - E num átimo de raiva e desespero por ainda ter o corpo dele pressionando o seu, completou: - Vai me violentar?


- Não - Sirius falou, sentindo raiva pela última pergunta.


Ficaram se olhando por um tempo indeterminado e, quando Sirius percebeu que Ariadne não lutava mais, embora o olhar dela continuasse duro, ele entrelaçou suas mãos nas dela, mas ainda mantendo-as firmemente na parede, sobre suas cabeças. E com uma insegurança que nunca pensou que iria sentir, desceu seu rosto, deixando os lábios há milímetros de distância dos de Ariadne, que virou o rosto quase violentamente. E mesmo que ela conseguisse manter seu olhar duramente impassível, ele sentia a respiração dela começando a ficar ofegante.


Sirius sabia que tinham muito que conversar. Perguntas e respostas eram necessárias, mas... Sentir Ariadne tão perto fazia todos os seus sentimentos por ela voltarem com força total. Paixão, amor... Muita saudade. Ele sentia tanta falta daquela mulher... Sempre sentira.


Segurando-a pelos pulsos novamente, mas com apenas uma mão, Sirius deslizou a outra pelo braço dela delicadamente, sentindo-o arrepiar. Percebeu a respiração de Ariadne ficar mais pesada e profunda, como se ela quisesse forçar a normalizá-la. Os olhos fixados ao longe, ainda demonstrando a irritante imparcialidade. Todavia ele também percebeu que o queixo dela se retesou. Ariadne estava, claramente, lutando contra o desejo, a paixão que ela sentia por Sirius.


Ainda descendo a mão pelo corpo da mulher, Sirius alcançou as costas dela e, quando alcançou a base da coluna, forçou um contato mais íntimo entre seus quadris. E Ariadne, sem conseguir se conter, acabou oscilando por míseros segundos, o que Sirius percebeu ao ver os olhos dela se fecharem para depois as pálpebras tremerem levemente. O corpo mais tenso ainda. Ele sorriu.


- Eu nunca a forçaria a nada, Ari - ele sussurrou no ouvido dela, e percebeu que os pêlos na nuca da mulher eriçavam.


Sirius então levou a mão para o rosto de Ariadne, fazendo com que o encarasse. Mas ela tinha os olhos fechados. Não queria encará-lo. Tinha medo de que, se visse aqueles olhos que tanto a fizeram imaginar uma vida a dois maravilhosa, e fazendo-a se sentir a mulher mais feliz de todo o mundo por isso, perdesse sua razão. E ela não poderia perdê-la. Não com tudo o que estava acontecendo a sua volta. Mas, por outro lado, ela também tinha que forçá-lo a parar com as carícias em seu rosto. Quando o olhou em definitivo, foi com a intenção de mandá-lo ir para o inferno, porém foi impossível ao ver tanto medo naqueles olhos que outrora mostravam tanta coragem e determinação.


- Não me force, Sirius. Por favor...  – pediu quase chorosa. Precisava sair dali. Precisava se esconder.


- Nunca.


E a beijou. E embora fosse apenas um encostar de lábios, serviu para reacender tudo o que, um dia, ambos pensaram estar devidamente contido. Mas Ariadne logo tratou de separar seus lábios dos dele.


- As coisas não podem ser mais como antes, Sirius - ela falou praguejando-se por estar permitindo tal situação.


- Eu sei que não - Sirius retorquiu, encarando-a com suas testas coladas. Embrenhou sua mão livre pela blusa de Ariadne, sentindo a pele dela se arrepiar, assim como os músculos de seu abdômen se contraindo. - Mas, ao menos por um momento, podemos esquecer tudo.


- Eu não sou mais a mesma, Sirius. Aconteceram coisas e... Ainda estão acontecendo - ela insistiu. Não podiam continuar.


- Eu não vou me arrepender - ele falou, vendo aquelas orbes douradas brilharem mais que nunca, enquanto as bochechas de Ariadne mostravam-se coradas. - E você... Você pode me parar quando quiser.


Sirius então desceu sua boca na direção da de Ariadne, mas ela ainda conseguiu reunir forças para desviar, mesmo com a mão quente dele acariciando sua cintura sob a camisa. Isso era a única coisa que conseguia, contudo só fez com que, neste movimento, desse livre acesso ao seu pescoço para a boca de Sirius, oportunidade que ele não desperdiçou. Passou levemente os dentes pelo pescoço de Ariadne, ouvindo-a soltar um lamento, o que serviu para instigá-lo.


E enquanto sentia seu corpo queimar por causa da boca de Sirius em sua pele, Ariadne forçava a sua razão voltar, o que já estava se tornando quase impossível.


- Sirius, você... Você diz que não vai se arrepender. Mas diz... - E ela respirou fundo para controlar um tremor de expectativa quando sentiu a mão de Sirius subir. - Você diz isso agora, Sirius.


E teve que morder o lábio inferior com força para conter um gemido quando a mão de Sirius alcançou seu seio sobre o sutiã.


- Sirius, por Deus... Pára... - pediu chorosa. – Me deixa sair daqui... Eu não posso... Eu preciso...


Sirius a encarou, apreciando as reações que provocava em Ariadne enquanto a acariciava. A impotência dela perante o desejo o excitando cada vez mais.


- Do que você precisa? Diz!


Contudo, Ariadne não disse. Talvez não quisesse dizer, ou realmente não podia. Sirius tentou aproximar suas bocas a fim de, mais uma vez, calá-la com um beijo. Ariadne, entretanto, conseguiu desviar o rosto novamente.


- Isso não... não é certo - ela falou, tentando desprender seus braços da mão de Sirius, mas foi inútil, pois isso só serviu para ele apertar mais seus corpos. Ariadne já segurava os gemidos com muito custo enquanto a boca dele passava por seu colo, denunciando os primeiros botões abertos de sua camisa. Ela ofegou: – Preciso tirar...


- Eu vou tirar... Pode deixar que eu vou tirar...  – falou Sirius entre mordidas e beijos.


- Preciso tirar... de mim... suas mãos....


Porém Sirius fingiu não escutar o que ela disse. Talvez não estivesse escutando mesmo. E quando terminou de desabotoar toda a camisa de Ariadne, soltou os pulsos dela. A mulher ainda tentou empurrá-lo, mas Sirius foi mais rápido e, ao tirar a camisa, fez com que os braços de Ariadne ficassem presos às costas dela, restando à mulher soltar apenas um lamento choroso, enquanto a boca dele ocupava-se em beijar cada parte que lhe ia revelando. E Ariadne só percebeu que Sirius usara um feitiço para livrá-la do sutiã, quando a mão dele o acariciava sem o empecilho da peça de roupa.


- Ãh... - Ariadne gemeu alto, sentindo o último resquício de lucidez abandonando-a; a boca de Sirius ainda ocupada com seu pescoço, e a mão estimulando seu seio. - Sirius... p-pára... me solta... amanhã... arrepender... - tentou articular, mas não conseguia mais, e se ele não a estivesse prensando contra a parede, suas pernas teriam cedido. – Me deixa... ir... Sirius, não...


- Ari... - ele a chamou ofegante e com a voz rouca, obrigando-a a olhá-lo. - Pelo amor de Merlin, cale a boca!


E antes que Ariadne ralhasse com ele por aquela ordem, Sirius foi mais rápido, finalmente conseguindo beijá-la na boca.


Toda e qualquer lucidez que ainda teimava em permanecer, esvaiu-se da mente de Ariadne em instantes assim que ela sentiu a boca exigente de Sirius sobre a sua, a língua dele explorando, buscando... E Ariadne logo a satisfez. Finalmente livrou suas mãos das de Sirius, mas a vontade de sair dali já tinha sido esquecida. Sair? Nem que ela fosse louca! E sem se importar que a camisa continuava presa em seus pulsos, passou os braços pelo ombro dele, apertando, trazendo-o para mais perto. Se entregando ao beijo por completo.


Desceu as mãos para a cintura de Sirius até alcançar a barra da camiseta dele e, enquanto a puxava, passava as unhas pelas suas costas, sentindo-o arrepiar-se. Sentindo o prazer que era fazê-lo tremer sob suas carícias. E a camiseta, ao ser retirada, fez com que eles cessassem o beijo. Ariadne estava apenas esperando que ele colasse suas bocas novamente, mas ao invés disso ele apenas a olhava, toda ação esquecida, embora as mãos de Sirius continuassem no mesmo lugar: a das costas, parada; e a outra, apenas o polegar de Sirius a acariciava, deslizando vagarosamente pelo seio de Ariadne. Ela queria gritar, chorar, pois o desejo a estava consumindo a um ponto que Sirius não tinha o direito de parar o que estava fazendo. Ela queria mais que uma tosca carícia em seu seio... precisava de mais, muito mais.


Ela precisava de Sirius o quanto antes.


Mas a única coisa que ela viu depois desses pensamentos foi Sirius sorrir, para, em seguida, morder seu queixo e descer a boca, entre mordidas leves e beijos, até seu seio. Ele envolveu-o com sua boca quando o alcançou, ouvindo Ariadne ofegar e gemer cada vez mais alto enquanto o beijava e chupava, da mesma maneira que fizera com a boca dela anteriormente.


As pernas de Ariadne oscilaram mais uma vez, no que Sirius percebeu e, cuidando disso, apenas prensou o corpo dela mais ainda contra a parede. Ela enlaçou o quadril de Sirius com uma perna, trazendo-o para mais perto, mais intimamente, percebendo a excitação em que ele se encontrava. Ariadne ainda tentava conter seus gemidos, não permitindo que eles saíssem altos demais, mas não conseguia, e eles vinham acompanhados de sua respiração cada vez mais ofegante, mais pesada. E percebeu que logo, logo perderia suas forças. Ou já as havia perdido há muito tempo?


Ariadne então mordeu o lábio inferior, o que não impediu que um gemido gutural escapasse de sua boca. Jogou a cabeça para trás quando sentiu a mão de Sirius embrenhar-se dentro de sua calcinha, agarrando sua bunda, enquanto também tratava de beijar seu outro seio e aproveitava a mão livre para acariciar o seio que liberara, usando sua saliva para estimulá-lo languidamente. Ele parecia tirar mãos de onde não existia!, Ariadne pensou quase desesperada. E como ele conseguia manter o corpo dela de pé só com o corpo dele?


Ela sentia seu coração disparar, seu corpo queimar... Um frenesi que Ariadne nunca sentira e sabia disso. Era uma vontade quase animal, um instinto que, se ela não seguisse, iria acabar explodindo de tanto que o sentia. Ela não fazia idéia de onde ele tinha vindo. A única coisa que sabia que tinha que fazer para que não entrasse em combustão era saciar este instinto, saciar uma nova e intensa vontade de... morder.


E ela quase arregalou os olhos quando se deu conta do que estava sentindo e do que queria fazer, e, se pudesse olhar seus olhos naquele instante, veria o quão vermelhos eles estavam. A única percepção que tinha de que o vampirismo estava querendo apossar-se dela eram seus caninos que estavam ligeiramente pontudos. Tentou segurar essa vontade, mas estava se tornando cada vez difícil.


Enfiar suas unhas nas costas de Sirius não estava adiantando. Puxar os cabelos da nuca dele também não, pois isso só fazia com que ele prensasse seu corpo contra a parede mais forte ainda, esfregando seu quadril no dela, fazendo movimentos que deveriam estar sendo feitos sem as roupas para atrapalhar. E isso só fazia com que Ariadne percebesse o quanto ele já estava excitado, pronto para finalizar aquele ato sem as malditas roupas, o que enlouquecia a ambos. E, juntando a isso, a boca dele ainda fazia um maravilhoso trabalho em seu seio.


- Sirius... Ah, Deus...


Ele a calou com um beijo que começava a tomar não só o ar, mas também o controle de Ariadne sobre seu instinto. Já não sabia até quando conseguiria se segurar. Seu instinto estava querendo assumir o controle cada vez mais. Ela queria mordê-lo. Precisava enfiar seus dentes naquele pescoço forte, naquela pele... Sentir o gosto de Sirius.


Desviou sua boca da de Sirius, levando-a então até o pescoço dele, mas oscilou. Ariadne enterrava suas unhas nas costas dele mais ainda, tentando se controlar. O apertava contra seu corpo para impossibilitá-lo de lhe dar mais prazer do que já sentia, mas isso parecia fazer com que acontecesse o contrário. O corpo dele tão perto do seu não deveria funcionar melhor que carícias, deveria? O fato dele puxar o cabelo dela para lhe dar mais acesso no pescoço, a mão dele passeando pelo seu corpo, descendo até seu quadril e encaixando no dele... Ela já estava perdida... Caindo no abismo... E já não tinha mais certeza se abria o pára-quedas ou se deixava cair no infinito.


Não estava funcionando mais nada. Deslizar seus dentes pelo pescoço dele só a atiçava mais, só aumentava a vontade. Ah, Deus, por que ele não parava de brincar com o corpo dela? Isso era pedir demais? Sim... era pedir muito. Fazê-lo parar era o mesmo que brecar a Terra.


Só que ela precisava brecá-la. Mas, será que queria?


E só foi ouvir um gritinho mínimo de sua razão, que ela decidiu.


Sirius então soltou um gemido longo quando sentiu a mão de Ariadne tocar-lhe intimamente, sob suas roupas. Passou seus braços em volta do corpo dela, apertando, enquanto mergulhava seu rosto na curva do pescoço de Ariadne. E os únicos momentos em que ele não beijava o pescoço dela ou sentia aquela pele se arrepiar sob seu toque, eram para soltar gemidos ou respirar pesadamente e, quando acontecia isso, apertava Ariadne mais ainda. Ele sentia que, com aquelas carícias, atingiria o orgasmo rapidamente. Mas Sirius não queria isso. Bem, ele queria sim chegar ao ápice sob efeito de Ariadne, mas não sozinho.


Queria sentir junto com ela, fazer tudo com ela, delirar e viajar com ela. Matar a saudade junto com ela. Além de também querer apreciar a resposta que suas carícias proporcionavam no corpo daquela mulher de quem ele tanto sentira falta.


E foi com certa relutância que retirou a mão dela de dentro de suas calças e, mais uma vez, erguera os braços dela sobre sua cabeça. Ariadne o olhou sem entender, mas as perguntas ficariam para depois, bem depois... Sirius voltou a beijá-la na boca, colando seus peitos nus e sentindo os bicos dos seios de Ariadne excitados contra sua pele. E segurando os braços dela apenas com uma mão, desceu a outra, que logo se embrenhou na saia dela.


Como sua calcinha foi parar no chão, Ariadne não sabia dizer. Mas essa pergunta se esvaiu de sua mente quando ela sentiu uma intromissão deliciosa, fazendo com que sentisse algo novo, embora as sensações só se intensificassem. E o gemido que Ariadne soltou foi tão alto quando sentiu que Sirius a estimulava com os dedos que, se alguém tivesse passado pela passagem secreta que levava àquele quarto, a escutaria tranquilamente. Talvez até Paracelso, o Alquimista, houvesse abandonado o quadro, escandalizado.


Ariadne sentiu, pouco a pouco, a vontade insana de minutos atrás voltar, e se Sirius continuasse com o que estava fazendo ela não se seguraria, disso tinha certeza. Mas para que ela queria se segurar? Que fosse para o inferno tudo aquilo. Ela sabia muito bem o que queria, do que precisava... Do que sentira falta. Ela queria deixar-se incendiar e derreter nas mãos de Sirius. E as conseqüências? Que também fossem ao inferno. Então a única coisa que fez quando as carícias se intensificavam foi gemer e pedir por mais, mais, mais... O que Sirius parecia obedecer com prazer.


- Olha para mim, Ari. - Sirius praticamente ordenou, no que Ariadne o obedeceu.


Se ele ficou surpreso quando viu os olhos dela totalmente vermelhos, não demonstrou. Continuou com o trabalho que fazia em sua intimidade, estimulando-a. Ariadne já livrara seus pulsos das mãos de Sirius, pois precisava segurar-se no homem para que não desfalecesse naquele chão. Uma de suas mãos estava fechada no ombro dele, apertando, enquanto a outra segurava os cabelos dele, quase machucando. Mas só foi sentir que ela poderia atingir o orgasmo com suas carícias, que Sirius parou o que estava fazendo.


- O que... por que...?


Ariadne foi calada com outro beijo. Um beijo tão intenso que ela sentia seu ar começar a faltar e as sensações de seu corpo se intensificar mais ainda, se fosse possível. Uma necessidade que teria que ser saciada naquele instante, sem espera, sem demora.


Suas mãos desceram mais uma vez para as calças de Sirius, a peça de roupa que ainda insistia em permanecer, atrapalhando e incomodando... E rapidamente elas já estavam no chão, esquecidas. Sirius então ergueu uma perna de Ariadne, retirando a bota dela quase violentamente, fazendo o mesmo com a outra. Ouviu a mulher gemer diante daquele contato mais íntimo, tendo que se segurar o máximo ao sentir uma leve fricção de suas intimidades. E enquanto Ariadne tratava de fazer sua saia deslizar pelas pernas, Sirius retirava a camisa dela por completo. No momento em que as peças de roupa se juntaram no chão, ele a segurou pelo quadril e a ergueu, no que Ariadne, sem pestanejar, rodeou a cintura dele com suas pernas.


Olharam-se por um tempo. Os rostos afogueados, as respirações pesadas e descompassadas, os olhos brilhando de excitação e expectativa. Os de Sirius mais cinzas que o normal, e os de Ariadne tão vermelhos quanto sangue. E ainda a olhando, Sirius a penetrou. Devagar, percebendo o corpo de Ariadne tremer, os olhos dela se fechando, as mãos apertando seu ombro, enquanto ela erguia levemente o corpo para ajudá-lo naquela deliciosa união. E isso só fazia com que Sirius se sentisse mais excitado, sabendo que estava, sim, fazendo o certo. Que forçá-la foi a melhor decisão realmente. Como sempre.


Mas também era uma tortura para Ariadne a lentidão com que ele se movimentava. Queria mais força, que ele fosse mais profundamente, que ele a tomasse desenfreadamente. Sentiu então Sirius se movimentar, realizando o vaivém que ela tanto queria, que tanto sentira falta. As costas de Ariadne batiam contra a parede áspera, mas ela sequer notava isso. Apenas sentia seu corpo se esquentar, seus músculos se contraírem, as pernas envolvendo Sirius mais ainda enquanto ele a sustentava, ofegava em seu pescoço, aumentando a força e a velocidade das estocadas.


Ela gemia contra o ouvido dele, pedindo cada vez mais. Suas mãos passeando pelas costas de Sirius, sentindo cada músculo se contrair, ou então sentindo a maciez e o cheiro daqueles cabelos que eram tão dele. Percebia que era a parede e apenas uma mão de Sirius que a sustentava, juntamente com suas pernas que pareciam tão treinadas, pois com a outra mão ele lhe apertava o corpo, sentindo sua maciez, sua forma, percebendo que Ariadne não mudara em praticamente nada.


E Ariadne então sentiu a necessidade anterior lhe tomar com força total. Ela precisava, necessitava mordê-lo, sentir a pele dele, o gosto de Sirius. Mas o que aconteceria se, no meio de todo aquele frenesi, ela surpreendesse Sirius com uma mordida em seu pescoço? Jogando a cabeça para trás e mordendo o lábio inferior, tentou controlar seu desejo, mas estava difícil. Muito difícil. Principalmente porque, quando arqueou seu corpo daquela forma, a boca de Sirius alcançou seu seio, as mãos a sustentando pelo quadril. E ele o chupava, lambia, subindo a boca então pelo seu colo, pescoço...


As bocas se encontraram num beijo furioso, acompanhando o ritmo de seus quadris. A mesma força, a mesma necessidade, o mesmo desejo... Os gemidos não davam mais para serem contidos, a necessidade aumentando cada vez mais, fazendo com que Ariadne praticamente gritasse para que ele fosse mais forte, mais rápido, mais profundamente...


E só foi sentir os primeiros sinais do orgasmo, as deliciosas contrações, que Ariadne fechou os olhos mais forte ainda, mordendo o lábio inferior e sentindo seus caninos a machucando. Precisava se segurar, era necessário... Mas não estava conseguindo. Não mais. Ouviu a voz distante de Sirius, mas não entendia o que ele estava dizendo. Precisava se controlar, precisava... Ah, Deus, precisava acabar com aquilo!


- Olha para mim, Ari.


Ela então entendeu o que ele tanto lhe falava. Sentiu que ele a segurava pelos cabelos quase dolorosamente, mas Ariadne não tinha como negar. Seu coração estava disparado, quase não cabendo dentro do peito. E só percebeu o que estava fazendo quando já era tarde.


Ariadne agarrou os cabelos de Sirius, puxando-os para que o pescoço dele se mostrasse completamente para ela. Alcançou o pescoço dele com sua boca, raspando os dentes levemente, contudo, só foi sentir o orgasmo atingi-la que não resistiu. O mordeu enquanto aquela saudosa sensação atingia a ambos, num orgasmo tão intenso quanto da primeira vez que fizeram amor. Os dentes não foram tão fundos, pois ao menos isso ela conseguira controlar, e ouvir o homem gemer, num misto de dor por causa da mordida e prazer, a fez atingir um grau de frenesi que não sabia calcular.


Ficou sem ar, sentiu uma deliciosa contração seguida de espasmos, e um torpor que, se Sirius não a estivesse segurando, a faria desfalecer naquele chão de tão anestesiado que estava seu corpo. Ela beijou aonde o mordera, limpando o sangue com sua língua, como se quisesse anestesiar aquela dor repentina que ele sentira.


O gosto de Sirius era melhor do que ela se lembrava.


Ariadne sentiu suas pernas ficarem moles, porém, só não deixaram a cintura de Sirius porque ele a sustentava, os copos ainda unidos. Rapidamente sua boca foi assaltada pela língua dele, num beijo apaixonado, um beijo que só foi interrompido pela falta de ar.


- Senti tanto sua falta - ele falou, sentindo a respiração ofegante de Ariadne entrar em choque com a sua. Beijou-a novamente, num beijo lento, preguiçoso, enquanto separava seu corpo do de Ariadne, entretanto, sem permitir que ela retirasse as pernas de sua cintura.


- Eu preciso ir embora... – Ariadne murmurou contra a boca de Sirius, embora ela não tivesse mexido um centímetro.


- Não, não precisa. Você nem quer, Ari...


- Eu preciso, Sirius. Não posso ficar aqui.


- Pode sim... – falou enquanto desfazia a trança já frouxa dos cabelos dela.


Os lábios de Sirius passearam pela pele do pescoço de Ariadne, mas tomando o cuidado de segurá-la na mesma posição, enquanto sua mão se embrenhava nos longos cabelos soltos. Não lhe daria chance de fugir. Não de novo. Ele precisava senti-la mais, recordar aquele corpo...


- Eu preciso lembrar como você era – falou a encarando.


E ele viu mais uma vez os olhos de Ariadne brilharem como se fossem duas pedras de ouro enquanto sua mão fazia carícias pelo corpo dela, alcançava-lhe os seios e os encaixavam com perfeição em sua mão. Tudo igual... ela não mudara em nada, realmente... O corpo dela ainda respondia às suas carícias, os olhos dela ainda brilhavam quando se encaravam... E ela ainda suspirava quando suas testas se colavam.


- Sirius, não... de novo não... - Ariadne sentia seu corpo voltar a responder as carícias de Sirius, mas ela não podia se render novamente... não devia... não queria...


- Você não pode negar, Ariadne  - ele falou, afastando um pouco seus troncos apenas para vislumbrar o corpo da mulher ainda apoiado pela parede. Viu suas mãos arrepiarem aquela pele enquanto deslizava por ela, o corpo demonstrar através dos seios intumescidos que a excitava novamente. E percebeu que seu corpo também voltava a demonstrar todo o desejo e paixão que sentia por ela.


- Sirius, não faz isso comigo... Eu não quero...


E embora tais palavras deixassem a boca de Ariadne, a voz dela estava trêmula, e mesmo com Sirius usando as mãos apenas para acariciar-lhe o corpo, esquecendo de sustentá-la ou mantê-la segura perto de si, as pernas dela continuavam tão firmes quanto antes, em volta dele, e as mãos estavam tão firmes quanto as pernas, nos ombros de Sirius.


- Não é o que seu corpo diz... Não é o que seus olhos dizem, meu amor.


Ele a beijou novamente, num beijo voraz como se estivesse buscando pela alma daquela mulher. Colando seus corpos, a mão lhe apertando todas as curvas que encontrava. O corpo traidor de Ariadne se tornando brasa mais uma vez... Seu cérebro traidor não pensando mais.


- Você sabe o que quer, Ariadne? Sabe realmente?


- Eu...


Deus, como ela poderia raciocinar com aquelas mãos a apertando, sentindo Sirius excitar-se novamente de encontro com sua intimidade, roçando, provocando... A única coisa que ela sabia naquele momento era que, mais uma vez, precisava ter Sirius dentro dela, senti-lo intensamente, senti-lo devagar... Contudo, teria que dar um jeito de cuidar das conseqüências. Mas só quando elas viessem... Não naquele momento.


- Sei o que quero agora – disse rouca, mordendo o lóbulo da orelha de Sirius.


- Então a gente sabe o que fazer, não sabe?


Ele tentou beijá-la, mas Ariadne desviou o rosto.


- Eu também sei o que quero depois, Sirius. Por isso, não pense que vai ter algo mais depois desta noite... Pois não vai...


Sirius apenas sorriu tratando de capturar os lábios da mulher, que logo retribuía o beijo enquanto percebia que Sirius a carregava para a cama e a deitava, sentindo o peso do corpo dele sobre o seu.


A vontade de ir embora, mais uma vez, se esvaindo da sua mente. Os gemidos tomando conta do quarto, junto com o esquecimento do que o dia seguinte poderia trazer aos dois.


 


Go on, go on


(Continue, continue)


Leave me breathless


(Me deixe sem fôlego)


Come on


(Vamos)


x


The daylight's fading slowly


A luz do dia está enfraquecendo lentamente


But time with you is standing still


Mas o tempo com você está parando


I'm waiting for you only


Só estou esperando por você


The slightest touch and I feel weak


O mais leve toque e me sinto frágil


x


I can not lie


Eu não consigo mentir


From you I can not hide


De você, eu não consigo me esconder


And I'm losing the will to try


E estou perdendo a vontade de tentar


Can't hide it, Can't fight it


Não consigo me esconder disso, não consigo fugir disso


x


So go on, go on,


Então continue, continue


Come on leave me breathless


Venha me deixar sem fôlego


Tempt me, tease me


Me tente, me provoque


Until I can't deny this lovin' feeling


Até que eu não consiga negar este adorável sentimento


Make me long for your kiss


Me faça almejar seu beijo


Go on, go on, yeah


Continue, continue, sim


Come on


Vamos lá


x


And if there's no tomorrow


E se não houver amanhã


And all we have is here and now


E tudo o que nós temos é aqui e agora


I'm happy just to have you


Estou feliz apenas por ter você


You're all the love I need somehow


Você é todo o amor que eu preciso de qualquer modo


x


It's like a dream


É como um sonho


Although I'm not asleep


Embora eu não esteja dormindo


And I never want to wake up


E eu nunca quero acordar


Don't lose it, Don't leave it


Não perca isso, não deixe isso


x


So go on, go on,


Então continue, continue


Come on leave me breathless


Venha me deixar sem fôlego


Tempt me, tease me


Me tente, me provoque


Until I can't deny this lovin' feeling


Até que eu não consiga negar este adorável sentimento


Make me long for your kiss


Me faça almejar seu beijo


Go on, go on, yeah


Continue, continue, sim


Come on


Vamos lá


x


And I can't lie


E eu não consigo mentir


From you I cannot hide


De você, não consigo me esconder


And I've lost the will to try


E estou perdendo a vontade de tentar


Can't hide it, Can't fight it


Não consigo me esconder, não consigo lutar


x


So go on, go on,


Então continue, continue


Come on leave me breathless


Venha me deixar sem fôlego


Tempt me, tease me


Me tente, me provoque


Until I can't deny this lovin' feeling


Até que eu não consiga negar este adorável sentimento


Make me long for your kiss


Me faça almejar seu beijo


Go on, go on, yeah


Continue, continue, sim


Come on leave me breathless


Venha e me deixe sem fôlego


Go on, go on


Continue, continue


 


xxx


 


O que o acordou foi o som de alguém chorando, mas o que o despertou foi a voz de Ariadne falando em seu ouvido, num murmúrio assustado, apenas uma palavra: Nicola.


Sirius tentou acordá-la, mas, ou sono estava pesado, ou então ela não queria abandonar o sonho enquanto não encontrasse esse tal Nicola. Ariadne se remexia e ele já sentia as unhas dela apertando sua pele.


- Ari... Shh... - murmurou, apertando-a mais em seus braços e passando as mãos nos cabelos da mulher, tentando acalmá-la.


Ele ainda a sentia se debater, querendo sair de seus braços como se quisesse fugir, a respiração ficando pesada enquanto soltava palavras a esmo, cada vez mais assustada, o que estava preocupando Sirius.


- Não... - ele ouviu Ariadne murmurar. - Nicola... não...


- Shh... - continuou Sirius, não sabendo o que fazer, pois não conseguia acordá-la. - Está tudo bem... Eu estou aqui, Ari...


- Dikós giós... den... Nicola... den, den...


- Está tudo bem, Ari... Por Deus, meu amor, acalme-se! Estou aqui, estou aqui...


Ele sentiu o corpo de Ariadne tremer, retesar, para em seguida relaxar. Os olhos dela ainda bem fechados, mas ao menos ela se acalmou. Sirius então velou seu sono, não deixando de mantê-la em seus braços e acariciar seus cabelos até que percebeu que sua respiração tranqüilizara. Não tinha entendido nada. Quem era Nicola? E por que Ariadne parecia estar num pesadelo com esse homem?


Mas a respiração dela, ritmada, o entorpeceu, fazendo com que também dormisse e se esquecesse das perguntas.


Ariadne só acordou quando os primeiros raios de sol começaram a aparecer timidamente. Ela sentia um contraste de sensações que a deixava sem saber o que fazer. Se suspirava ou se chorava.


O sonho que tivera durante a noite, com Nicola, ainda estava fresco em sua mente, embora a palavra “sonho” talvez não fosse a melhor explicação pelo que acontecera. Suas defesas estavam baixas naquela noite, e, provavelmente, Sebastian aproveitara isso e entrara na mente da mulher, prendendo-a, e fazendo com que tivesse visões de seu filho ou sendo morto ou então mordido por Katrina. Era um sinal claro do que aconteceria se ela não seguisse as ordens de Voldemort. Ou se não aceitasse os caprichos do vampiro.


Ela se remexeu quase timidamente, sentindo seu corpo protestar com o movimento. Os braços de Sirius a envolveram mais ainda pela cintura, o que a fez sorrir. Ali estava o que a livrá-la de Sebastian. Ela conseguiu ouvir, mesmo que ao longe, a voz de Sirius a chamando enquanto Sebastian a torturava com aquelas visões, e foi sentir o toque e ouvir a voz dele que lhe deu forças para livrar-se do vampiro.


Deixou-se ficar mais um pouco com seu corpo colado no de Sirius, ambos nus sob a grossa coberta que os aquecia. Mas ainda havia um problema. Sirius poderia acordar dali a pouco e Ariadne não estava pronta para encará-lo. Certo que ela se deixara levar pelo que sentia por aquele homem, afinal, ela nunca resistiu aos toques e carícias de Sirius, mas ainda não era tempo para uma conversa, ainda não conseguiria acertar-se com ele. Tinha tantas coisas para falar, para explicar... Sabia que feridas iriam ser abertas quando as perguntas fossem respondidas e, naquele momento, Ariadne não tinha forças.


Só que apesar de tudo, apesar de saber o que a esperava do lado de fora daquele quarto, ela não deixou de soltar um suspiro tranqüilo. E era isso que ela sentia quando era abraçada por Sirius, sempre foi. Tranqüilidade, proteção... Uma proteção que apenas um homem apaixonado sabia passar para uma mulher, uma proteção que a fazia sentir vontade de nunca deixar aqueles braços, vontade de ficar ali, deitada com ele pelo resto de seus dias. Fazendo amor com ele sempre que tivesse vontade, sempre que um singelo desejo aparecesse. Talvez não como na noite anterior. Ou talvez sim, pensou Ariadne, soltando um risinho pelo nariz.


Ainda sentia seu corpo formigar, suas pernas moles e, se pensasse por apenas um segundo, seu corpo tremeria só em se lembrar das sensações que tivera ao fazer amor com Sirius três vezes naquela noite. A primeira daquela maneira saudosa, um relembrando o que fazia o outro gemer, pedir mais, mas ainda relutante. A segunda de uma maneira calma, como se quisessem ter a certeza de que eles estavam ali, juntos, vivendo tudo o que sempre quiseram viver. E a terceira... Bem, acho que basta dizer que eles terminaram no chão, enrolados e presos na coberta, não sabendo se riam ou beijavam-se.


Ainda que fosse apenas por uma noite, Ariadne conseguira diminuir toda a tristeza e frustração que sentia desde que Nicola fora seqüestrado. Mas esquecer? Era impossível, pois era só olhar Sirius que se lembrava do filho. Não havia como não fazer essa associação. Os dois tão parecidos fisicamente, as personalidades tão iguais...


E foi com relutância, e também sentindo seu corpo protestar pelo frio que sentira, que Ariadne soltou-se dos braços de Sirius, sentando na cama. Olhou pelo quarto, vendo suas roupas jogadas pelo chão juntamente com as de Sirius e, ao lado de sua saia e perto da porta, sua varinha. Com certeza ela havia caído enquanto Sirius a carregava feito um saco de batatas, nas costas. Meneou a cabeça, pensando o quão tonta fora por não perceber que havia perdido sua varinha naquele meio tempo.


Levantou-se e foi até o amontoado de suas roupas, vestindo-se rapidamente, embora também fosse de maneira automática. Ajeitou depois seu cabelo da melhor forma possível e caminhou até a cama novamente, e com a varinha na mão.


Não conseguiu conter um suspiro quando se sentou ao lado de Sirius, embora não soubesse exatamente o real motivo de ter suspirado. Arrependimento? Talvez, mas mais pelo que iria acontecer dali para frente do que realmente aconteceu.


Esticou suas mãos, tocando no pescoço de Sirius nos lugares onde lhe marcara. Ariadne bem que tentou se segurar, mas foi impossível, assim como na primeira, como na terceira vez que fizeram amor, pois eles fizeram sexo de uma maneira quase insana, o que atiçou seus instintos vampíricos mais que nunca. Talvez, mesmo se não fosse uma vampira, seria difícil resistir em mordê-lo daquela maneira. Meneou a cabeça ao sentir seu corpo se arrepiar, apontando então a varinha para as marcas no pescoço dele.


- Episkey - murmurou.


Viu Sirius mexer-se levemente ao sentir as ações do feitiço, percebendo também que ele a procurava na cama, mas ela tocou levemente seu rosto, murmurando palavras ininteligíveis, o que o fez se acalmar e voltar a dormir.


- Vai ser melhor para nós dois, Sirius - falou num sussurro quando ele voltou a dormir profundamente.


Abaixou-se devagar, porém, parou seu rosto a milímetros dos lábios dele. A mão ainda acariciava o rosto e os cabelos de Sirius, mas Ariadne acabou relutando. Levantou da cama rapidamente e saiu do quarto sem nem olhar para trás.


 


As luzes se apagam, está escuro


É tudo que eu desejava não saber


 


xxx---xxx


 


(1) - Nosso filho... não... Nicola... não, não... - em grego.


N/B: Bom, depois de matar essa saudade, e muito bem matada, diga-se de passagem, ainda estou assim... tontinha. Haja fôlego! Rsssssss Não preciso dizer muito, porque o capítulo já fala por si. Show demais, maninha. Eu acho que me apaixonei pelo Sirius. Ai...


 


NA: E não é que consegui escrever uma NC?rsrs... Achei que travaria, que a coisa não sairia ou que, se saísse, seria estranho... Mas até que me agradou..rsrs.. embora que grande parte dela já tivesse sido escrita e quase aprovada pela minha beta..rs.. Além disso, com eu mesma já disse para ela: se está na chuva, é para se molhar. E eu não poderia pagar o mico de mandá-la fazer e não ouvir meu próprio conselho, né Geo?hihihi...


Bem, é isso. E assim como a NC dos dois, tudo andou como realmente deveria andar. Espero que todos tenham gostado.


Quanto às músicas, me foram totalmente difíceis em escolher apenas uma, pois achei todas, de um jeito ou de outro, realmente perfeitas para o capítulo. Então, optei pelas três..rsrs... Acho que elas completam a necessidade do que se passa aqui... São respectivamente:


Bryan Adams - Please forgive me


The Corrs - Breathless


U2 - Vertigo


Todas estão no meu Multiply, tanto a música quanto a letra, cujo link está no meu perfil.


Agradecimentos mais que especiais:


Ari Duarte: bom, o Charlie descobriu, né, afinal, ele não é nenhum bobo.rs.. e a  Ari não tinha mais como esconder. Obrigada pelo coment, e espero que tenha gostado do capítulo! Beijos.


Mary: que bom que gostou! Obrigada pelo elogio! E espero que tenha gostado deste capítulo também! ;)


Michy: adorei seu comentário!! E essa tristeza vai ter fim..rs.. não digo quando, mas vai, afinal, sou adepta a “finais felizes”...rsrs... Mas, enfim, espero que tenha gostado deste capítulo! Beijos. (e mantenha os cabelos, amore!!rs)


Bianca Evans: bem, algumas de suas expectativas foram sanadas, né?..rs..Mas outras, só daqui alguns capítulos... espero que tenha gostado deste! Beijos.


Amanda Regina Magatti: o Sirius realmente é demais.. *.* E você estava certa, o Charlie aprontou..rs..fez o que devia! Espero que tenha gostado do capítulo! Beijos.


Priscila Louredo: foi uma luta interna, não matá-lo..hihihi.. mas, depois, meu lado perverso e serial killer se aquietou..rs.. obrigada pelo coment, mana! Beijo grande!


Anniepaulie: que bom que gostou! E espero que tenha gostado deste capítulo. ;-D


And GW: obrigada pelo seu coment! E espero que tenha gostado deste capítulo! Beijos e até o próximo.


Kelly: aihm, o capítulo anterior me doeu mesmo ao escrever... mas que bom que consegui passar a angústia e que entrou na sua lista de favoritos...E pode continuar consolando o Charlie, embora que ele não precise mais, mas..é você quem sabe..rs.. Espero que tenha gostado. Beijos! (E acalme-se mulher!!rsrsrs)


Lola Potter: sim, o Alex foi de grande ajuda... obrigada pelo comentário, e espero que tenha gostado deste capítulo também. Beijos.


 


Beijos a todos,


Livinha


 

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