Capítulo 13
Quando as Pedras Cantam
(...)A sua voz, eu ainda me lembro.
Do teu sorriso lindo como flor.
Não sei como ainda estou vivendo,
Voando contra o vento...
...Se você não está comigo
(Mais uma noite – Medida Provisória)
Ao contrário do mês de outubro, novembro parecia teimar em passar de tão lento que estavam seus dias, embora estes fossem devidamente preenchidos com aulas e muitos deveres que os professores passavam.
Durante esse tempo, Voldemort também parecia querer mostrar o quão poderoso se tornara e que, independentemente da esperança que o povo mágico depositava em Harry Potter, nada poderia segurar sua crueldade e sede de poder. Os artigos que saíam no Profeta Diário, sempre que acontecia um ataque - os quais estavam se tornando mais freqüentes que na Primeira Guerra -, deixavam sempre nas entrelinhas a dúvida quanto aos poderes e chance de Harry em derrotar o Lorde das Trevas mais uma vez. Rita Skeeter parecia estar fazendo, como sempre, um excelente trabalho.
Quando ele, Harry, iria finalmente ficar cara-a-cara com Você-Sabe-Quem? Quanto tempo mais ele esperaria? Será que o garoto tinha, realmente, poder bastante para derrotar o Lorde das Trevas?
Essas eram perguntas que, desde que Dumbledore fora morto, começavam a formular entre a sociedade bruxa. E por mais que muitos bruxos ainda tivessem fé no Menino-Que-Sobreviveu, era difícil acreditar que um simples garoto, que nem terminara o sétimo ano na escola, pudesse derrotar Voldemort.
Era fácil perceber os olhares que os alunos de Hogwarts lançavam à mesa da Gryffindor, a procura de Harry, sempre que se tinha notícia de um ataque. Alguns alunos lhe lançavam olhares pressurosos, outros amargurados e alguns de pena. Era difícil saber, realmente, quem apoiava Harry ou entendia verdadeiramente o que o garoto iria enfrentar quando deixasse a proteção das paredes daquele castelo.
Mas por mais que Harry soubesse que tinha uma profecia a ser cumprida, que ele era a última opção do mundo mágico e que havia no mínimo três Horcruxes de Voldemort para serem encontradas e destruídas, ele não conseguia se concentrar em nada disso. Ao menos não nesses últimos dias.
Desde o baile do Dia das Bruxas que Harry se encontrava absorto. A única coisa que ele sabia era que havia passado vários dias desde então, pois, saber dizer por quanto tempo ele ficara naquela sala abandonada depois que Ginny saiu, era impossível. Talvez alguns minutos ou horas... Ainda não sabia precisar. A única lembrança que tinha era que ficara em pé com a blusa de seu pijama nas mãos, encarando a porta por onde Ginny passara. Nem lembrava também se fora o vento frio entrando na janela que o despertara, ou então o fato de ter ouvido barulhos de passos acompanhados de uma respiração asmática que o forçara a voltar para a torre de Gryffindor sob a capa da invisibilidade.
A única certeza que ele realmente tinha era de que deixara mais uma vez seu orgulho vencer. Deixara a raiva falar mais alto, mesmo que sua vontade não fosse aquela. Na verdade, enquanto olhava Ginny andar na direção daquela porta, sua vontade era de correr até ela, abraçá-la, voltar a beijá-la como estavam fazendo antes... Mas Harry hesitou. Não disse e não fez nada. Absolutamente nada. Deixou-a sair daquela sala como se saísse de sua vida.
Ela o olhara com um brilho nos olhos quando chegou à porta, como se fosse uma última esperança, um último chamado. Contudo, Harry não se mexeu. Continuou olhando-a, sentindo o ciúme o consumindo mais uma vez, tomando espaço em seu coração, formando palavras em sua boca. Mandando que ele a destratasse, que saísse daquela situação com seu orgulho restabelecido. Que dissesse que poderia muito bem ficar com o maldito acidente chamado “Jimmy Peakes” e o esquecesse.
Só que ele também não disse isso. Não conseguiria dizer essas palavras tão cruéis a Ginny, embora fosse mais cruel com ele do que para com ela. Não agüentaria mais ver tanta dor naqueles olhos âmbar que tanto amava, que tanto sentia falta. Aqueles mesmos olhos que lhe deram tanta força quando ele mais precisou. Não conseguiria colocá-la para longe de sua vida mais uma vez, não suportaria a distância que seu cérebro o mandava impor. Seu amor e sua saudade começavam a ganhar a batalha contra o medo. Ele não conseguiria, por mais que seu cérebro ordenasse, aproveitar essa briga para que Ginny ficasse em segurança.
No entanto, ele agiu como não queria. E ainda não conseguia entender o por quê.
Será que ele ainda conseguiria colocar a desculpa na segurança dela? No medo de vê-la morta, perdê-la pelas mãos de Voldemort?
A bendita segurança. O maldito medo.
Por mais que ele não quisesse acreditar nas palavras da garota, elas eram verdadeiras e tinham fundamento. Ela não ficaria mais segura se eles não ficassem juntos. Não com toda sua família fazendo parte da Ordem da Fênix e sendo adoradores de trouxas, como Voldemort dizia. Além disso, não tinha como mudar uma decisão que já estava tomada há muito tempo, mesmo que nenhum dos dois soubesse.
E agora, como faria para que Ginny o perdoasse pelo que dissera e fizera?
Ele sentia tanta falta de conversar com alguém como nunca sentira, de colocar suas dúvidas e apreensões na frente de uma pessoa que pudesse ajudá-lo. Claro que ele tinha seus amigos, mas... Se conversasse sobre isso com Ron, o amigo bateria nele e o chamaria de idiota, afinal fora o que ele prometera que faria no dia do baile. Já Hermione lhe lançaria um olhar misto de pena e exasperação.
Ele não suportaria nenhum dos dois. Ou melhor, não estava suportando os olhares que Hermione já lhe lançava. E sabia que Ron só não batera nele, porque a namorada sabia segurá-lo.
A única coisa que ele sabia que poderia fazer para que sua cabeça relaxasse o mínimo possível era voar. Por isso que, sempre que tinha tempo e o campo de quadribol estava livre, pegava sua Firebolt e ia para lá. E era isso que ele fazia neste momento, pois, por mais que Harry fugisse dos olhares de todos aqueles alunos de Hogwarts, era impossível fingir o tempo todo que nada o afetava.
O afetava, e como o afetava. Às vezes, sua vontade era de sair daquele castelo, procurar Voldemort e destruí-lo, mesmo que não tivesse a certeza de que todas as Horcruxes estavam destruídas. Ao menos assim, todos ficariam em paz, principalmente ele, mesmo que fosse por um tempo. E as Horcruxes? Bem, aí ele poderia, com mais tranqüilidade, procurá-las e destruí-las. Embora ele soubesse que a tranqüilidade nunca o alcançaria enquanto tudo o que sobrasse de Voldemort não fosse verdadeiramente destruído.
Harry olhou para baixo, na direção do campo, e pôde ver alguns pontos vermelhos chegando. Olhou no relógio e se surpreendeu ao ver que já estava na hora do treino que ele havia marcado, o que já lhe proporcionava novas preocupações: de que o treino passasse rapidamente e sem turbulências.
Mas, mais uma vez, os desejos de Harry não foram atendidos.
O treino foi - na falta de palavra melhor - uma porcaria. Ron deixara passar várias goles que, num dia qualquer, ele pegaria com facilidade. Jimmy estava mais preocupado em lançar olhares apreensivos a Harry do que impedir que os balaços atingissem os jogadores, o que rendera trabalho extra para Ritchie que estava ficando cada vez mais irritado com a falta de atenção do companheiro de time. Mas o que mais incomodava Harry era a vontade que Ginny estava demonstrando no treinamento, além da perfeição com a qual ela realizava as jogadas junto de Demelza e Carrie, embora nenhuma dessas atitudes transpassasse em seu rosto apático.
E então, quando não estava agüentando mais ver tantas caras emburradas, balaços passando a milímetros de seus jogadores e xigamentos pelo mau desempenho do time, Harry apitou, indicando o fim do treino. Logo todos desceram até o gramado, caminhando desanimadamente até os vestiários, pois, como era costume depois dos treinos, Harry sempre passava alguma estratégia de jogo ou apenas motivava o time. Os únicos que falavam enquanto andavam eram Ritchie, que bronqueava com Jimmy pela sua desatenção, e Demelza e Carrie, que também olhavam de esguelha para Ginny que ia logo atrás delas. Harry e Ron, calados, carregavam a caixa de bolas à frente.
Ficaram ainda algum tempo no vestiário, mas em silêncio, o que Ritchie não agüentou.
- Então? Você vai falar alguma coisa para gente, Harry? Tenho um trabalho de Poções para fazer.
- Não - ele disse, como se apenas naquele momento se desse conta de que o time o havia seguido. - No próximo treino a gente conversa sobre estratégias.
E ainda resmungando, Ritchie saiu do vestiário junto de Demelza e Carrie, as quais também não estavam entendendo nada. Ginny saiu assim que Harry respondera “não” à pergunta de Ritchie. Jimmy tratou de sair dali rapidamente também.
Se Harry não estivesse tão concentrado ou, simplesmente, avoado enquanto olhava o armário onde guardava a caixa de bolas, perceberia que Ron também ficara no vestiário e o encarava com os braços cruzados na altura do peito, e com uma cara nada agradável.
- Agora sou apenas eu e você, cara.
Harry soltou o ar que estava em seus pulmões com os olhos fechados, demonstrando seu cansaço. Fechou a porta do armário e olhou para o amigo.
- Ron, hoje não, ’tá legal?
Mas foi só Harry dar um passo na direção da porta, que Ron o empurrou de costas para o armário.
- Hoje sim, Harry. Eu te avisei, não avisei, de que se fizesse alguma coisa para Ginny, iria se ver comigo? Então... Só estou cumprindo o que prometi.
Ron ergueu o punho direito, uma vez que com o braço esquerdo ainda prensava Harry contra o armário, e levou-o na direção do rosto do amigo, mas Harry conseguira desviar. E isso fez com que Ron acertasse o armário, só não urrando de dor porque a raiva era maior.
- Nada disso compete a você, Ron - falou Harry, mantendo-se numa distância segura do amigo. - Você não tem que se intrometer em nada disso.
- Ah, é mesmo? Então me diz uma coisa, Harry - vociferou. - O que você quer que eu faça, quando minha irmã está tão apática como nunca esteve na vida, e o responsável por isso está bem na minha frente?
- Nada. Quem tem que resolver alguma coisa é a Ginny e eu. Não você - respondeu Harry, começando a se irritar.
- Certo, então. Mas se eu não posso fazer você enxergar a burrada que está fazendo, ao menos posso descontar a raiva que estou sentindo.
E então Ron puxou a varinha e, pela raiva que sentia do amigo, lançou um feitiço sem que pronunciasse nada. Harry agradeceu, mentalmente, as habilidades adquiridas pelo quadribol quando conseguiu desviar por pouco daquele facho de luz roxa, puxando sua varinha em seguida.
- Ron, pára com isso - exasperou com a varinha erguida na direção do amigo. - Eu não quero duelar com você!
- Sem problemas. Eu faço isso por nós dois.
Outro facho de luz, mas vermelho, saiu da varinha de Ron quando ele falou outro feitiço. Harry desviou mais uma vez, mas esse facho de luz passou raspando em seus cabelos. Não queria mesmo duelar com Ron. Entretanto, se o amigo continuasse com aquilo, seria obrigado a lançar um feitiço paralisante ao menos.
Porém, antes que esse duelo chegasse ao extremo, a porta do vestiário foi aberta por Hermione. Apenas por um momento a garota sentiu seus pés colados ao chão ao ver aquela cena, mas no instante seguinte já ficava entre os dois.
- O que é isso?! - esganiçou a garota.
- Sai da frente, Hermione.
- Não, Ron! Parem com isso. Vocês são amigos, pelo amor de Deus!
- Nós somos mesmo - falou Ron, ainda encarando Harry. - Mas eu avisei que esqueceria isso por um momento, se ele fizesse algo a Ginny.
- E eu te disse que isso não te interessa, Ron - retorquiu Harry.
- Harry, não complica - pediu Hermione olhando suplicante para o amigo e então voltando seu olhar para o namorado. - Ron, abaixa essa varinha, por favor.
Mas Ron não abaixou um milímetro, no que Hermione, num misto de raiva e desespero ao ver os dois melhores amigos duelando, foi até o namorado, fazendo com que a varinha dele quase se encostasse a um ponto abaixo de seu pescoço.
- Ron, por favor.
Ron então olhou a namorada pela primeira vez e se surpreendeu por não ter percebido Hermione estar tão perto. E mesmo relutante, acabou fazendo o que ela pedia.
- Se você não fizer alguma coisa, Harry - Ron falou, apontando o dedo para ele -, vai perder a Ginny de vez, e não vai ser por causa de Você-Sabe-Quem. - E saiu quase empurrado por Hermione, que ainda lançou um olhar condescendente para o amigo, embora também apoiasse as palavras do namorado.
Olhando a porta aberta do vestiário, Harry pensou que até que demorou para Ron estourar de vez com ele. E embora aquelas últimas palavras do amigo o fizessem sentir pior do que já estava, sabia que apenas de uma maneira poderia reverter tal situação. Mas ele ainda não sabia como fazê-lo, e isso era o que mais o frustrava. Pois, uma vez que Ginny era quem parecia correr dele no momento, sua frustração só fazia uma coisa: aumentar irritantemente.
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O castelo estava em silêncio. Com certeza todos já estavam dormindo, já que o horário só permitia que os monitores andassem pelos corredores àquele horário, pois Filch apenas realizava suas rondas quando os mesmos iam dormir. Hermione olhou para seu relógio, constatando que ainda tinha quinze minutos de ronda até voltar para a torre de Gryffindor e ao aconchego de sua cama quentinha. Os outros monitores estavam fazendo ronda pelas masmorras, isso era certo, pois era um casal de slytherins e estes, sim, se limitavam em verificar apenas os possíveis infratores que ficavam nas masmorras.
Hermione fora dar uma última olhada na Torre de Astronomia, mas com certeza não haveria casais por lá. Desde que todos souberam que Dumbledore fora morto naquela torre, parecia que o lugar perdera sua popularidade que tanto atraía aos casais. Contudo, o clima romântico continuava, constatou Hermione ao ver que o céu estava belamente estrelado, e abandonar aquele lugar lhe parecia um crime. Porém, meneando a cabeça e esvaindo tais pensamentos, ela deu meia volta com a intenção de ir para a torre de Gryffindor, mas acabou dando de cara com Ron que estava no primeiro degrau da escada, observando-a.
- Ron! - esganiçou, levando a mão direita ao peito e sentindo o coração acelerar. - Você me assustou.
- Desculpe - ele falou sorrindo enquanto caminhava até a namorada. - O que você tanto pensava?
Hermione fez uma careta irritada para ele, mas depois acabou sorrindo. Não era a primeira vez que ela pegava Ron a observando. No entanto, decidiu caminhar até uma das janelas daquela sala, apoiando os braços nela quando a alcançou, e passou a apreciar o céu.
- É uma pena que um lugar tão romântico fique marcado, não é? - ela falou num murmúrio que Ron só ouviu por causa do silêncio que estava o lugar. - Ainda mais pela morte.
Ron não disse nada. Apenas alcançou Hermione e passou os braços pela cintura da namorada, dando um beijo em sua cabeça. E Hermione, aproveitando, encostou sua cabeça no ombro dele, enquanto seus braços pousavam nos de Ron, como se abraçasse a si mesma. Ficaram em silêncio por um tempo, aproveitando aquela tranqüilidade que há tempos não sentiam. O pensamento de que um ano tranqüilo em Hogwarts estava fora de cogitação, apitando mais que nunca em suas mentes.
Ron então ouviu Hermione soltar um suspiro cansado.
- Por um momento - ela disse depois de um tempo -, eu pensei que você estava realmente com ódio do Harry.
E ouvindo Ron resmungar, ela continuou.
- Você não sabe o susto que levei quando vi vocês se encarando daquela maneira, Ron. Parecia até...
- O quê? - perguntou Ron quando Hermione hesitou.
- Parecia até quando vocês encaravam o Draco, quando ele falava mal de sua família ou de Harry ou então de mim.
- Verdade? - indagou Ron, não acreditando muito.
- É... Bem, não quanto ao sentimento de raiva, sabe? Tinha mais era a determinação em transformar o outro num verme - falou com uma careta que Ron não viu, mas ele sentia que ela brincava com a barra de camisa dele.
- Eu queria mesmo transformar o Harry num verme - ele falou, rindo. - Um verme verde e cego com pintinhas roxas. Imagina só que gracinha iria ficar.
- Ron! - ralhou Hermione, virando-se no abraço para olhar o namorado nos olhos. - Por favor, me prometa que não vai mais brigar com o Harry dessa maneira.
- Mione, você sabe muito bem como a Ginny está!
- E sei também como o Harry está, Ron. Você acha que é fácil para ele lidar com tudo isso? Ele não teve amor na casa daqueles tios horrorosos, não aprendeu a lidar com sentimentos. Ele só conheceu desprezo em toda sua vida.
- E é por isso que ele despreza minha irmã? - Ron perguntou irritado e se soltando de Hermione.
- Claro que não! Ron, você sabe que ele não despreza a Ginny. - Hermione aproximou-se do rapaz. - Mas você também tem que entender que o Harry ainda não conseguiu descobrir que, quando a gente está com quem a gente ama, é mais fácil para enfrentarmos nossos medos – ela disse, acariciando o rosto dele com a ponta de seus dedos. - E também todas as pessoas que ele ama, uma hora ou outra, acabam morrendo, e tudo por causa de Voldemort. É por isso que ele não quer se envolver com a Ginny, Ron. É dessa maneira que ele consegue mostrar que a ama, e não enfrentando o medo de perdê-la.
Ron afastou-se de Hermione novamente e ficou de costas para ela, ainda irritado. Certo que o que a namorada dissera tinha fundamentos, mas... Poxa, era a irmã dele, a caçula de todos, a única garota na família! Era normal que ele quisesse protegê-la, e que se fosse o caso de brigar com seu melhor amigo para isso, ele faria.
- Nós conhecemos o Harry, Ron - Hermione falou. - E você sabe que ele preferia mil vezes enfrentar Voldemort, a ver a Ginny sofrer. Ou pior: vê-la morta.
Ron ainda continuou de costas, não querendo admitir que a garota tivesse razão. Mas havia um problema: ele era um Weasley, e, como os homens de sua família sempre terminavam por dar o braço a torcer quando suas respectivas mulheres falavam com razão, com ele não foi diferente. E o pensamento de que esses homens – nos quais ele estava incluído - eram um bando de bundões, o fez sorrir. Porém, quando olhou Hermione, o sorriso tinha mudado de divertido para resignado.
- Eu sei disso, Mione - ele falou. - Mas é que...
- Ela é sua irmã - ela o cortou, enquanto o abraçava. E, encarando-o, completou: - Eu te compreendo, meu amor.
- É por isso que te amo - ele falou sorrindo e a abraçando mais forte, para depois lhe dar um beijo na têmpora.
Ron então deixou sua cabeça repousar na curva do pescoço de Hermione, soltando um suspiro. Ele também já estava cansado de toda aquela guerra. Achava injusto que eles, garotos que nem deixaram a escola ainda, tivessem que se preocupar com um sociopata atrás daqueles muros, e que Harry, depois de ter passado por tudo o que a vida colocou na frente dele, tivesse que ser o responsável para derrotá-lo.
Mas mesmo que Ron apenas quisesse descansar sua cabeça e colocar as idéias no lugar, não conseguiu. Era estranho, na falta de palavra melhor, como ele não conseguia resistir ao cheiro da pele de Hermione. Sempre que se encontravam sozinhos, compartilhando qualquer momento, ele não resistia a ficar apenas apreciando a presença dela. Era como se o calor do corpo da garota contra o seu o forçasse a sentir o sabor dela.
Portanto, sem que pudesse se segurar, beijou o pescoço de Hermione, sentindo-a arrepiar e se encolher levemente em seus braços, ao mesmo tempo em que também sentiu o ar escapar da boca dela, batendo em sua pele. Ron a beijava lentamente, como se, em vez de estar beijando o pescoço, fosse a boca de Hermione.
As mãos de Hermione já tinham abandonado a cintura de Ron, onde o abraçara, e já subira pelas costas dele, alcançando seus ombros a fim de se sustentar, pois suas pernas já estavam bambas com aquelas carícias. Também era difícil para ela se segurar quando estavam sozinhos. Ela sentia, assim como Ron, uma vontade louca de fazer com que o tempo perdido fosse recuperado, que as lembranças das brigas e das mágoas fossem encobertas pelo calor dos beijos e pela sofreguidão das mãos dele em seu corpo, abraçando-a de forma possessiva e apaixonada. O ar sempre lhe faltava quando ele a apertava contra seu corpo forte, independentemente da força daquele abraço.
Hermione gemeu fracamente quando Ron puxou seus cabelos de leve, fazendo com que sua cabeça inclinasse e seu pescoço ficasse com mais acesso aos lábios dele. Percebeu que logo, logo não poderia mais se sustentar sobre suas pernas. Precisava de um apoio urgentemente. E como se lesse sua mente mais uma vez, Ron já prensara Hermione contra a parede, enquanto começava a beijá-la na boca.
Ela nem se importou quando a voz da razão gritou por seu nome, ordenando-a que impedisse o namorado, que fizesse ele parar de descer a mão por suas costas, que não o deixasse alcançar lugares que ela não deixaria caso estivessem em outro lugar. A única coisa que ela fez foi apertar sua boca na de Ron, aprofundando o beijo, buscando, intensificando... enquanto a mão dele alcançava o destino desejado sob sua saia.
- Ron... - Hermione gemeu contra a boca dele quando Ron juntou seus quadris.
Ela sentia que seu peito iria explodir de tão descompassada que estava sua respiração mista ao seu coração que batia intensamente. E com certeza seu corpo iria carbonizar-se tamanho fogo que ela sentia percorrer por ele todo, enquanto as pernas... Deus! Pareciam feitas de gelatina!
E esse gemido serviu como uma autorização para Ron, que saboreava e aproveitava cada sensação que a língua macia da namorada lhe proporcionava. No entanto, logo ele abandonava a boca de Hermione mais uma vez, descendo seus lábios pelo pescoço e garganta dela, beijando, chupando, mordendo... Marcando a pele da garota que parecia brasa junto da dele. Levou a outra mão, que antes estava no pescoço de Hermione, para os botões da capa e em seguida aos primeiros botões da camisa dela, abrindo-os. E, com isso, baixou a camisa dela, deixando livre acesso ao ombro, rumando seus lábios por cada pedacinho de pele que ele ia revelando.
Hermione sentia que se desfaleceria se continuassem daquela maneira. Mas ela também percebeu que as conseqüências que aquelas carícias teriam não seriam apenas suas pernas ficando feito gelatina, ou então uma deliciosa dificuldade em respirar. E a voz da razão estava voltando com força total e quase de maneira irritante, a qual lembrava-lhe, e muito bem, a voz de sua mãe. Porém, ela ainda oscilava, principalmente quando os lábios de Ron foram chegando em seu colo e quase alcançando seus seios, ainda sob o sutiã, enquanto sentia-se pressionada na parede.
Mas Hermione era razão. Pura razão e, naquele momento, por mais que ela amasse Ron e o desejasse, sentia que não era a hora certa para que avançassem no namoro. A razão a mandava esperar mais.
Então, delicadamente, mas decidida, Hermione tirou a mão dele que estava na junção de sua coxa e quadril, entrelaçando seus dedos nos dele, enquanto, também de maneira delicada, levava sua outra mão ao rosto dele, forçando-o a encará-la. Eles se olharam durante um bom tempo, cada um mostrando os rostos incrivelmente corados e a respiração ofegante.
Vendo Ron olhando-a com tanto desejo, entretanto, Hermione sentiu-se fraquejar, mas enquanto a vozinha insistisse em gritar em sua mente, ela não conseguiria deixar-se levar apenas pelo sentimento. Ainda não...
- Ron... - a voz dela estava rouca, então ela pigarreou, enquanto procurava toda sua força de vontade. - Acho... Acho melhor voltarmos. Já passou da hora de nossa ronda.
- Por que a gente não fica aqui? Ninguém vai subir, Mione...
Ele tentou beijá-la, mas Hermione desviou o rosto.
- Acho melhor voltarmos, Ron - ela falou, mordendo o lábio inferior nervosamente. Queria tanto quanto ele, principalmente sentindo a excitação em que ele se encontrava, o corpo fervendo de encontro ao dela e como o dela. Mas, mesmo assim, Hermione não conseguia prosseguir.
- Certo - resignou-se Ron, colocando a camiseta dela no lugar. Contudo, quando foi fechar os botões, achou melhor não fazê-lo, pois, com certeza, perderia o controle que estava tentando segurar. Preferiu se afastar uns bons e seguros dois metros. - Vá na frente, então.
- Na frente? - estranhou Hermione.
- É. Acho melhor você ir primeiro... Sem mim...
- Sem você? Mas... Você ficou bravo comigo?
Ron quase riu de nervoso ao ouvir a pergunta insegura de Hermione, mas não o fez. Estava, realmente, mais preocupado em não voltar a agarrá-la naquela sala, vendo que o simples fato da garota abotoar tão lentamente sua camisa o deixava com mais desejo ainda, misto às suas bochechas coradas e seu cabelo revolto, a boca inchada de tanto que ele a beijara... Decidiu enfiar as mãos nos bolsos da calça, mãos que estavam fechadas firmemente e as unhas o machucando, e então desviar o olhar daquela garota que, naquele momento, lhe era pura tentação; um ímã humano de desejo.
- Não, Mione. Claro que não. É que... Se eu voltar com você, talvez não consiga me segurar e te agarre em pleno corredor. O que estou segurando também para não fazer agora... Além disso, não seria bom se algum monitor me pegasse... bem... assim.
Automaticamente os olhos de Hermione desviaram-se do rosto de Ron e baixaram para onde ele se referia, no que ela corou mais ainda. Abriu a boca e a fechou algumas vezes, sem saber o que dizer ou fazer. Deus, por que ela estava tão insegura dessa maneira? E por que ela escutava tanto sua razão a azucrinando?
Entretanto, desviando os olhos para um ponto atrás de Ron, perdendo a coragem de encará-lo, falou:
- Sinto muito, Ron, eu... Bem...
Ela então terminou de abotoar a blusa e pegou sua capa que estava no chão. E ainda sentindo olhar intenso de Ron sobre si, o que a fazia sentir as pernas trêmulas e um calorzinho no baixo ventre, Hermione deixou a sala, mesmo que seu corpo gritasse para dar meia volta, mandar a razão às favas e agarrar aquele ruivo sem se importar com as conseqüências.
E depois de pedir a Deus que não houvesse nem monitor e muito menos Filch pelos corredores, Hermione chegou ao seu dormitório, dez minutos antes de Ron. E a primeira coisa que, tanto ela quanto o namorado fizeram quando chegaram em seus respectivos dormitórios, foi ir para o banheiro e tomar um banho gelado, mesmo que do lado de fora já se pudesse ver os primeiros flocos de neve anunciando o fim do outono.
Mas talvez nem fosse necessário que Ron ou Hermione se preocupassem com Filch que estava em seu escritório, ou nos monitores da Slytherin que já estavam no salão comunal. O castelo continuava com seu silêncio e sossego. Até Madame Nora deixara de fazer sua busca por infratores. Havia apenas uma pessoa caminhando pelo castelo. Ou melhor, um homem, sendo que há dois minutos ele caminhava pelos jardins, mas, mesmo que alguém olhasse através das inúmeras janelas daquele castelo, não o veria.
Alexey conseguia, há muito tempo, passar despercebido se ele quisesse, principalmente entre os trouxas. Caminhava tranqüilo e seguramente pelos corredores, cuidando que todas as pessoas que ele percebia acordadas ficassem bem longe dos lugares que ele passaria até alcançar seu destino. Ele permitia-se até cantarolar baixinho uma música qualquer.
Em menos de dez minutos já alcançava os aposentos de Ariadne, no terceiro andar.
- Você vem, não vem?
Foi o que Alexey ouviu numa voz masculina perguntar quando passou pela porta do aposento, sem bater.
- Claro que vou - disse Ariadne, e ele percebeu que a voz dela estava entre aborrecida e divertida. - Mas ainda faltam três semanas!
- Eu sei - retorquiu o homem tranquilamente. - Então eu te espero quando as aulas terminarem, ok?
- Tudo bem.
Alexey retirou sua capa, colocando-a no mancebo ao lado da porta e foi se sentar numa poltrona ao lado da lareira, o que chamou a atenção de Ariadne. Ela então o olhou, lançando-lhe uma careta, enquanto o homem voltava a falar. E ao conseguir ver claramente a cabeça do homem flutuar na lareira, Alexey o reconheceu quase imediatamente. Charlie Weasley.
- Mas me diga... Está melhor? - Charlie perguntou.
- Claro! - respondeu Ariadne, como se a pergunta fosse sem fundamento algum. - Por que não estaria?
- Talvez, quem sabe, por causa do que aconteceu depois daquela reunião em outubro...
- Nossa, Charlie! Já tem eras que aquela reunião aconteceu.
- Se você diz... Então a gente se vê aqui em casa?
- A-ham.
- Tchau.
- ’Té.
Imediatamente após a cabeça do amigo desaparecer, Ariadne esqueceu o tom amistoso com que o tratava e virou-se irritada para o primo.
- Eu odeio quando você faz isso, sabia?
- Isso o quê? Entrar no seu quarto sem bater? - perguntou Alexey da forma mais inocente que encontrou.
- Usar seus poderes para não perceberem sua presença. Se o Charlie tivesse algo importante para me dizer e você não pudesse escutar, o que iríamos fazer?
- Você está de segredos para mim, Dina? - indagou Alexey, fazendo Ariadne continuar com sua carranca.
- Ah, Alexey... Dá um tempo – ela retorquiu irritada, pois Alexey sabia, e muito bem, que Ariadne não tinha mais segredos para ele há muito tempo.
O homem apenas sorriu enquanto via Ariadne ir até uma mesinha onde tinha uma bandeja de chá. E ela praticamente enfiou a xícara nas mãos do primo quando voltou.
- O que aconteceu? - ele perguntou, quando ela abriu a boca para dizer alguma coisa. - Por que o Weasley estava preocupado com você?
Ariadne não respondeu, preocupando-se mais com seu chá.
- Você não vai me dizer? - insistiu Alexey.
- Acho que você até sabe o que é.
- Aquele homem de novo? O tal Black? - Agora foi Alexey quem apresentou uma careta de desgosto.
- Sim, o “tal Black” - Ariadne falou impassível.
- Não sei o que me deu para te emprestar aqueles pergaminhos, sabia? Até com ele longe, você fica mal.
Ariadne apenas fez uma careta com o lábio.
- Você está bem melhor sem ele, Dina, sabia disso? Além disso, ele...
- Ele o quê? - Ariadne o cortou, mas com um meio sorriso, apreciando os cuidados do primo.
- Ele é egocêntrico, metido... E vocês viviam brigando. Eu lembro quando te visitava nas férias e você vinha se queixar comigo.
- Ah, meu Deus! O que foi? O Ark te apareceu em sonhos, é isso? - perguntou divertida.
- Engraçadinha.
Ariadne soltou um suspiro fingido.
- Sabe? Eu não sei o que tenho que os homens sentem uma necessidade enorme em me proteger. Ark, você, Charlie... Até o Nicola quer dar uma de pai para cima de mim, de vez em quando. Acho que ele esquece, e faz questão disso, que a ordem das coisas é totalmente inversa.
Alexey conseguiu sorrir e meneou a cabeça. Talvez fosse por isso que Ariadne dava tão certo com o tal Black; pensou. Ambos egocêntricos, achando que tudo e todos viviam para eles e em volta deles. Olhou então para Ariadne, esquecendo-se momentaneamente de seu chá, e percebeu que ela, sim, parecia muito concentrada na xícara que tinha nas mãos, o sorriso sumindo do rosto, que assumiu uma expressão taciturna e cansada.
- O que foi?
- Ele me faz perguntas - ela falou quase num suspiro, e ao ver uma ruga na testa de Alexey em sinal de desentendimento, esclareceu. - Nicola. E também percebo que ele não é tão feliz, principalmente no Natal.
- Então você está fazendo isso “apenas” por ele?
- Claro! - respondeu imediatamente.
- Você lhe contou tudo? - Alexey perguntou, percebendo que as bochechas de Ariadne ficavam levemente rosadas.
- Só o essencial. Ele também fala que eu sabia que o pai dele tinha fugido da prisão e que podia ser inocente. A gente também brigou feio, há um ano e meio, quando ele atravessou o arco.
Ariadne então se levantou e, quando olhou Alexey novamente, seu rosto tinha uma expressão desgostosa e de raiva.
- Nicola me disse que eu fiz isso de propósito, porque sou egoísta, e por isso não contei nada a ele. Como se isso fosse impedi-lo de bancar o herói no Ministério. Nicola não sabe de nada, aquele mimado.
Alexey preferiu não discutir. Entendia perfeitamente as razões de Ariadne, mas se falasse que Nicola também estava certo, iria se indispor com a prima e, naquele momento, não era a melhor coisa a se fazer. Além disso, ele sempre preferiu Ariadne bem humorada à irritada. Mas antes que decidisse se realmente expressava o que estava pensando ou não, Ariadne cortava o silêncio.
- Mas vamos ao que interessa - falou secamente e se sentando. - O que veio fazer aqui?
- Por quê? Não sou bem vindo? - perguntou sem resistir.
Ariadne revirou os olhos, contando mentalmente até dez. Mas só foi ela abrir a boca, que Alexey falou.
- O encontrei.
- Olivanders?
- Não, o Papai Smurf! Ele é mesmo baixinho e azul, sabia?
- Lex... - rosnou, no que Alexey riu levemente.
- O velho é esperto. Se eu usasse chapéu, tiraria o meu para ele.
- Onde ele está? - insistiu Ariadne, odiando que o primo fizesse ronda antes de falar.
Alexey olhou para os lados como se, a qualquer momento, alguém pudesse sair escondido de algum lugar.
- É seguro aqui? - No entanto, vendo Ariadne erguer as sobrancelhas com desdém, completou: - Sei. Pergunta idiota a se fazer. Bem, eu não sei onde ele está.
- Lex, isso já está me cansando.
- Não, falo sério! Eu realmente não sei o lugar exato em que ele está, mas eu sei como chegar.
- Como assim?
Alexey então acenou com sua mão levemente, fazendo com que sua xícara fosse para a mesa, ao lado do bule.
- Ele está numa casa que está bem escondida na floresta – falou. - O lugar é bem protegido, mas tem um caminho para percorrer até chegar à casa, mas de resto... Não vou saber te falar com exatidão a localização da floresta, já que não saí investigando.
- Por quê?
Alexey revirou os olhos e soltou um suspiro pesado e entediado.
- Duas palavras para você, meu amor: Samantha e Aimèe.
E ao ver a feição mista de curiosidade e espanto de Ariadne, Alexey continuou.
- Elas estavam me seguindo. Agora o motivo, eu não vou saber te falar - completou ao vê-la abrir a boca.
- Mas elas não lhe disseram?
- Não. Elas sequer se mostraram. E só percebi que estava sendo seguido quando cheguei na tal floresta. E é por isso que não saí investigando, porque não fiquei a fim de dar a localização exata também para elas de onde eu estava. Independentemente do que elas quisessem.
- Que estranho...
Eles ficaram em silêncio por um tempo, até Alexey verbalizar sua dúvida:
- O que será que ele quer?
- Sebastian? Não faço idéia, mas... Esse não foi o único fato estranho.
- Por quê?
- Ele está entrando demais na minha mente, por essas semanas.
- Como é? - Ariadne percebeu os olhos do primo escurecendo, assim como a voz saindo num sibilo rouco.
- Se acalme, Lex - ela pediu. - Ele não está entrando para vasculhar, embora tenha feito isso uma vez. Mas o que ele está fazendo está me deixando bem irritada.
- Sonhos?
- Exato.
- Mas... desde que ele te transformou, que ele não faz mais isso - falou, estranhando.
- E sei. É que... São sonhos com Nicola. Transformado.
Ariadne se levantou da cadeira novamente, indo colocar a xícara, a qual já estava vazia, na mesa. Mas na verdade ela não agüentava ficar sentada com a cabeça fervendo em especulações. Nunca conseguia.
- Eu até já escrevi para ele, perguntando se estava tudo bem, se tinha percebido algo estranho - ela continuou. - Mas a vontade que eu tenho é de tirá-lo de Beauxbatons. Confio na Madame Maxime, mas...
- Quer que eu fique de olho nele, para você?
Ariadne olhou para Alexey, sentindo-se tentada a responder que sim. Mas depois pensou melhor, deduzindo que sua preocupação era exagerada apenas por estar se tratando de seu filho.
- Não. Acho que não tem necessidade. Minha proteção é bem feita. - E completou, mais segura: - Eles não poderão tocá-lo, e mesmo que Sebastian esteja envolvido com Voldemort, como eu creio, não acho que eles consigam burlar a segurança da escola e minha proteção ao mesmo tempo.
- Se você prefere assim.
- Prefiro - falou, sorrindo para o primo. - E não acho que Nicola vá gostar também.
- Dina... – o homem disse cansado. – Você não tem que agradá-lo só para vocês não brigarem.
- Eu sei, mas não estou fazendo por isso. E não estamos brigando faz um bom tempo.
- Claro. Você está aqui e ele lá na França.
- Engraçadinho. Você entendeu o que quis dizer.
Ambos riram levemente, mas Alexey percebeu que Ariadne mordia o lábio inferior em sinal claro de dúvidas.
- O quê foi? - ele perguntou.
- Vou precisar que você o proteja quando eu entrar no Arco.
- Sem problemas. - Mas pensando por um momento, Alexey continuou: - Você acha que Sebastian vai aproveitar esse momento para fazer algo a Nicola?
- Não tenho certeza, mas... É que não sei quando vou conseguir executar meu plano, mas se for quando ele estiver na escola, vai ser mais fácil pegá-lo, se esse for mesmo o plano de Sebastian.
- Eu fico de olho no pestinha.
- Obrigada - ela falou, rindo. - Mas voltando ao assunto...
- Certo. Para chegar até a floresta, vai ter que ir para County Cork, na Irlanda.
- Irlanda? Tem certeza?
- Sim, por quê? E por que você está sorrindo desse jeito?
- Nada, é que... Acho que minhas perguntas estão começando a ser respondidas - ela disse, ainda mantendo o singelo sorriso que tinha nos lábios.
- Sei... Mas concluindo. Terá que ir até County Cork.
- County Cork? Ah... Drombeg?
- Exatamente – confirmou Alexey com um sorriso. – Já foi lá?
- Uma vez, com Arktos. Mas o que o círculo tem a ver com isso?
- Bem... É lá que está a passagem para levar onde o Olivanders está.
- E como se chega nessa passagem?
- É no altar mesmo... Tem que dar um pouco de magia para o portal abrir.
- Hum...
Mas sem pensar em como que teria de dar magia para o altar a fim de abrir a tal passagem, Ariadne foi até o mancebo, retirando sua capa de viagem e jogando em cima do corpo.
- Vamos?
- Agora?
- Sim. Não sei o que Sebastian quer, mas sei que Voldemort está atrás do Olivanders. E se Sebastian contar a ele como encontrá-lo, pode ser que a gente perca a pista do bruxo de novo. E seja tarde demais.
- Então vamos - animou-se Alexey, afinal, não era todo dia que ele tinha a possibilidade de estragar os planos de Sebastian.
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Aquilo já estava virando rotina. Uma insuportável e estressante rotina, mas que Harry não conseguia mudar.
Ele estava deitado há um bom tempo e culpava sua insônia pelos roncos de Neville, os quais estavam ficando cada vez mais altos. Pensou seriamente em se levantar e lançar um feitiço nas cortinas da cama do amigo para o som não transpassá-las. Mas no momento em que ia executar seu plano, ouviu a porta do dormitório se abrir, o que fez com que ficasse em absoluto silêncio, pois sabia que era Ron quem estava chegando.
Não estava disposto a ver o amigo. Na verdade não o via desde que ele saíra do vestiário, de manhã. Harry tinha ido almoçar na cozinha, para deleite de Dobby e tristeza de Kreacher, sendo que este só servira seu jovem amo por ser seu dever, e não por vontade própria. Mas isso só fez com que os dois elfos começassem uma briga na cozinha, pois segundo Dobby, Kreacher queria jogar alguma coisa estranha no suco de abóbora do garoto.
Com muito custo, Harry conseguiu separar os elfos que, toda vez que se olhavam, tinham vontade de fazer algo dolorido no outro. E somente quando Harry ordenou a Kreacher que não brigasse mais e pedira a Dobby que relevasse as atitudes do outro elfo, que o garoto saiu da cozinha, ainda ouvindo os impropérios que os outros elfos diziam por Kreacher não respeitar seu amo.
A tarde foi passada na casa de Hagrid, o que fez com que Harry quase se arrependesse de ter brigado com o amigo no momento em que, sem perceber, acabara comendo um dos bolinhos do gigante. Ficou quase uma hora tentando desgrudar os dentes com o chá enquanto ouvia Hagrid falar que ele e Ron não podiam brigar, afinal eram grandes amigos.
Entretanto, até que o sermão teve seu lado bom, pois este assunto acabou puxando um que Hagrid contou, entre risos, quando James e Sirius brigaram, no primeiro ano deles, quando ainda não tinham formado o grupo dos Marotos, pois tanto um quanto outro queriam chamar a atenção com todo o tipo de brincadeiras. E saber o que seu pai fazia na escola quando estudou por lá fez com que Harry se sentisse um anjo, além de dar razão à implicância que sua mãe tinha dele.
Harry soltou um riso pelo nariz lembrando-se da história, agora deitado em sua cama. Aconchegou-se melhor debaixo das cobertas e tentou dormir, pois seus planos era acordar cedo no dia seguinte para fazer os deveres que ainda estavam pendentes. Só que ele ainda não conseguia. Mas agora sua vontade não era de lançar um feitiço nas cortinas da cama de Neville, e sim andar pelo castelo. Parecia que alguém o estava chamando e que ele, Harry, não poderia demorar um segundo sequer.
Então ele se levantou e, quase sem perceber o que fazia, vestiu uma roupa qualquer, pegou sua capa da invisibilidade e, segurando firmemente tanto ela quanto a varinha em cada uma das mãos, desceu. Jogou a capa por cima do corpo quando ainda estava nas escadas e, um tempo depois, o retrato da Mulher Gorda abriu e fechou, não mostrando ninguém passando por ele.
Harry só despertou do transe em que se encontrava quando terminou de descer as escadas movediças e entrou numa sala qualquer.
- Olá, Harry. Pode tirar a capa, por favor?
Ele teve que piscar várias vezes para se localizar, e ao olhar para a Profa. Lakerdos bem à sua frente, não entendeu nada do que estava acontecendo.
- O que... como vim parar aqui? - perguntou, percebendo que aquela era a mesma sala em que ele e Ginny haviam brigado no dia das bruxas.
- Eu queria conversar com você.
- Mas como vim parar aqui? - ele insistiu.
- Isso não vem ao caso, garoto - falou Alexey, chamando a atenção de Harry para ele pela primeira vez. - Vamos, Dina?
- Só um momento, Lex - ela falou um pouco impaciente e virou para Harry. - Harry, depois eu te explico como você veio parar aqui. - E sem dar chance dele interrompê-la, continuou. - Você se lembra que eu falei que daria um jeito de encontrar Olivanders? Bom, sei como chegar até ele.
- Onde ele está?
- Bem, melhor dizendo... Alexey irá nos levar até ele.
- Alexey?
- Alexey Catcher - falou o vampiro com uma leve reverência, mas sorrindo em escarninho. - Mas não estou a seu dispor.
- Como ele sabe onde o Olivanders está? - perguntou Harry, não levando em consideração o sarcasmo do homem.
- Foi a ele que eu pedi para procurar o bruxo, Harry - esclareceu Ariadne. - Agora vamos. Temos que chegar logo.
Mas quando chegou à porta, Ariadne hesitou, virando-se para Harry.
- Cubra-se com a capa.
Harry não estava muito a fim de seguir sua professora sem maiores explicações, principalmente por ter alguém desconhecido junto, mas pensando que daria um jeito de obter suas respostas quando saíssem do castelo, não tardou em passar a capa sobre seu corpo mais uma vez, seguindo o casal. E somente quando chegou aos jardins que voltou a falar.
- Como vamos ao lugar? Aparatando?
- E você consegue aparatar para um lugar que não conhece, sabichão? - retorquiu Alexey, fazendo com que Harry olhasse feio para ele, enquanto Ariadne meneava a cabeça.
- Lex, não começa.
- Mas o que você quer que eu fale? - perguntou divertido.
- Limite-se em ficar quieto, meu bem. E não, Harry, não vamos aparatando.
Eles pararam há uns três metros da Floresta Negra e Harry viu Ariadne retirar uma colher de dentro das vestes. Ele então entendeu que usariam Chave de Portal, o que não o deixou muito animado.
- Nem vem! - falou Alexey entre indignado, mas no meio de uma risada irônica. - Eu não vou usar nada bruxo para chegar até lá. Te encontro em County Cork.
E a única coisa que Harry viu depois dessa declaração, foi uma leve fumaça cinza-chumbo tomar o lugar de onde Alexey estava, além de um cheiro não muito agradável.
- Ele nunca gostou de Chaves de Portal - falou Ariadne, dando de ombros, e como se falasse do tempo. - Vamos, Harry, toque na colher.
E ainda sentindo que tudo estava passando depressa demais para sua cabeça recém-entorpecida, Harry tocou na colher, sentindo logo depois a familiar puxada no umbigo.
O garoto ainda tentou. Fez todo o possível usando o equilíbrio que ele aperfeiçoara nesses sete anos de Quadribol, mas não conseguiu. Harry acabou estatelado no chão antes que percebesse. E estaria tudo bem, se o tal Alexey não fizesse tanta questão em deixá-lo constrangido, demonstrando que estava segurando-se para não cair na risada.
- Tudo bem aí, Harry? – Ariadne perguntou num meio sorriso.
- Tudo – ele retorquiu dignamente, enquanto ajeitava as roupas e olhava ao seu redor, mas não se permitindo olhar novamente para Alexey. – Onde estamos?
- Este lugar, meu caro – falou Alexey –, é County Cork.
- Estamos na Irlanda, Harry – esclareceu Ariadne ao ver a feição de dúvida do aluno.
- É aqui que o Sr. Olivanders está?
- Não. Alexey?
- Venham comigo.
À medida que seguia o homem, Harry começou a realmente reparar onde estavam.
Era um lugar isolado, sem dúvida alguma, mas, mesmo assim, Harry sentia-se cercado. Não ventava, mas ele parecia escutar o vento ciciando em seu ouvido, trazendo algumas vozes junto dele, cantando; a melodia o acalmando e, ao mesmo tempo, o incitando. Sua vontade era caminhar até encontrar a fonte daquela música e ficar por lá, escutando, apreciando... deixando aquela tranqüilidade envolvê-lo enquanto sentia seu corpo fluir de acordo com o que a melodia pedisse.
A neblina do lugar não os deixava ver mais do que cinco metros à frente, mas Harry não sentia medo ou receio em caminhar até o destino que desejava. Queria alcançá-lo, pois uma voz dentro dele parecia gritar que, se não o fizesse, sua viagem até aquele lugar teria sido em vão.
A primeira barreira que ele enxergou foi uma pedra que não devia ter mais que meio metro, tanto em altura quanto em diâmetro. E à medida que se aproximava, foi percebendo outras, a maioria com alturas entre um metro e um metro e setenta, e chatas. Não foi difícil perceber que elas formavam um círculo, o qual cujas pedras tinham a distância de uma pessoa magra em relação à outra. Harry nem pensou duas vezes em adentrar àquele círculo e, à medida que o fazia, percebeu a neblina dentro dele começar a se dissipar, enquanto a música parecia soar mais alta, mais estimulante... E foi com assombro que ele percebeu que a fonte daquela música eram as pedras.
- Mas... Como...? – ele balbuciou, olhando ao redor.
- Círculo de Pedras de Drombeg. A magia é incrível, não é?(1)
Mas Harry mal escutou as palavras de sua professora, embora tenha entendido perfeitamente. E sim. A magia daquele lugar era incrível, e até ele, um simples estudante, conseguia senti-la sem nem se esforçar.
- A melhor época para se vir aqui – Ariadne continuou num murmúrio quase reverente – é no solstício de verão, quando tem o dia mais longo do ano. Parece até que o círculo agradece por essa longevidade. Em Stonehenge se sente a mesma coisa, mas como o Círculo de Drombeg é menor, fica mais intimista. Eu adoro a mágica daqui. É tão tranqüilizadora, tão...
- Instigante – Harry completou.
Então, como se o Círculo de Pedras quisesse confirmar o que os bruxos conversavam, o vento ficou um pouco mais forte enquanto Harry sentia seus dedos formigarem, como se estivesse passando magia por eles. Ele espalmou as mãos ao lado do corpo, sentindo o vento ficar mais forte e seu corpo todo formigar somado a um calor confortante. O garoto nem percebeu que o casal de primos se olhou nervosamente ao ver que, ainda somado a isso, uma aura dourada parecia percorrer o garoto junto do vento.
- Acho... Ah... – Alexey gaguejou – A aula mítica está interessante, de verdade, mas temos que ir. Dina?
- Eu sei – falou Ariadne, não sabendo se continuava a olhar o primo ou admirava a magia que Harry, sem perceber, estava fazendo.
Ela então viu Alexey caminhar até o Altar Druida, o qual ficava entre as pedras mais altas do lugar, e percebeu que já estava na hora de saírem dali. Precisava encontrar Olivanders antes que Voldemort o fizesse. Caminhou até Harry, mas apenas o mais próximo que conseguiu chegar do garoto sem permitir que uma eletricidade a atingisse fortemente. E foi com custo que conseguiu fazer com que seu aluno “voltasse” à Terra e, resignado, a seguisse até onde Alexey os esperava.
Perceberam que o vampiro olhava uma figura difusa que ficava ao centro do altar. E, sem se segurar, Harry acabou perguntando:
- Como iremos chegar ao Sr. Olivanders?
- O altar precisa de uma oferenda – Alexey falou e Harry percebeu que o tom jocoso dele havia desaparecido.
- Oferenda? De que tipo? – insistiu Harry receoso, pois automaticamente se lembrara da “oferenda” que Dumbledore e ele tiveram de dar, também a uma pedra, na caverna onde conseguiram a Horcrux falsa.
- Mágica.
Harry pensou em perguntar como ofertariam magia para uma pedra e para quê era necessário, mas achou que, se o fizesse, sua professora e Alexey iriam perder a paciência, e não estava a fim de irritar ninguém. Mas percebendo a feição do rapaz, Ariadne não se importou em falar.
- O altar precisa de magia para abrir a passagem, Harry. E essa passagem é que vai nos levar até onde Olivanders está escondido. Como se fosse a passagem da Estação King’s Cross, entende? Mas aqui, ela precisa ser aberta de outra maneira.
- Só é necessário colocar a mão bem aqui...
Então, seguindo as próprias palavras, Alexey depositou sua mão sobre a figura que Harry vira anteriormente, mas que, só agora, conseguira perceber o que realmente era: uma árvore de grosso tronco e espaçosas folhagens.
- Um carvalho? – murmurou Harry sem entender ou perceber, e se admirou quando sua resposta veio também num murmúrio, por Ariadne.
- Oak e wid. “Aquele que tem a sabedoria do carvalho”. A mais antiga árvore de uma floresta. – Harry olhou para Ariadne, ao ouvi-la. – Quem tem a sabedoria do carvalho, possui a sabedoria de todas as outras árvores. Uma metáfora, obviamente... – E dando uma piscadela, Ariadne completou: - Mas são das metáforas que o mundo mágico é feito.
- Agora o Altar faz todo o resto – Alexey murmurou, passando, então, a respirar ritmada e suavemente.
Quase imediatamente, uma luz azul-perolada envolveu a mão direita de Alexey, que estava sobre a imagem do carvalho. A luz foi aumentando à medida que a respiração do homem se intensificava, e quando ele parecia ofegante, ela se apagou por completo, fazendo com que Alexey cambaleasse e fosse amparado por Ariadne.
- Uau... Dessa vez pareceu pior.
- Você está bem? – ela perguntou preocupada.
- Sim, estou bem. – Alexey se soltou da prima, e sorriu. – E “voilà”.
Os três então olharam para a pedra que ficava à esquerda do altar – ou à direita deles –, de onde uma imagem começou a se formar, mas feita de luz.
- Agora, Harry, você vê – Ariadne falou – que o motivo do brasão da casa de Ravenclaw ser uma águia, não é à toa.
E foi com assombro que Harry viu a luz da pedra tomar a forma de uma águia imponente.
E uma frase, dita por Ariadne na escola no começo do ano letivo, apareceu como um raio em sua mente, fazendo com que ele olhasse para sua professora, surpreso.
- O que a senhora me disse no começo do ano... sobre Olivanders...
- Peça a Deus que minhas suspeitas sejam reais, Harry, e que Olivanders não seja apenas inteligente demais, como sua amiga Granger.
- Vamos – Alexey falou, no que os três atravessaram a pedra.
E no momento em que eles a cruzaram, a águia feita de luz se apagou e o círculo emitiu sua última nota, o qual mais pareceu um lamento.
(1) Círculo de Pedras de Drombeg localiza-se na Irlanda, a oeste de Rosscarbery, em County Cork, como disse. E é um círculo de 17 pilares de pedra e de 9m de diâmetro. Talvez o mais famoso da Irlanda. Se alguém se interessar em ver mais dados e fotos do lugar, além do Altar Druida, é só acessar meu espaço no Multiply, cujo link está no meu perfil.
(2) Oak> e Wid, na verdade, são duas palavras que originam a palavra Druida, que eram pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, tarefas jurídicas e filosóficas dentro da sociedade Celta. Oak é “carvalho” e Wid é uma raiz indo-européia que significa “saber”, logo: “Aquele que tem a sabedoria do carvalho”, como Ariadne disse. Segundo o Chapéu Seletor, no primeiro ano: “Quem sabe será a velha e sábia Corvinal / A Casa dos que tem a mente sempre alerta / Onde os homens de grande espírito e saber / Sempre encontraram companheiros sem iguais”.
E só pra esclarecer: de acordo com fontes via sites, o país de origem de Rowena Ravenclaw é a Irlanda.
Teorias e mais teorias...rsrs
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N/B: É como eu sempre digo, nada como um toque de realidade pra temperar uma fiction. Dá pra ver o quanto você pesquisou, o quanto tem pesquisado desde que começou a escrever (EU SEI !!!). E o resultado só podia ser este, uma caminhada deliciosa pelos medos e aventuras de Harry, Ari, e claro, pelos amores que envolvem a vida de cada um deles. Já te disse que tenho uma resistência em me derreter com R/H, mas no seu caso... Incrível, querida. Um beijo enorme e satisfeito (muito satisfeito). Te adoro, Lili-bússola, a que indica os rumos.
N/A: Eita capitulozinho custoso pra sair! Mas acho que é essa dificuldade que fez com que valesse a pena escrevê-lo... No começo nem pensava que essa história iria, mesmo que singelamente, passar informações que “prestassem”...rs... Achei que seria apenas uma fic pra se ler ou escrever enquanto o livro 7 não saía. Mas até que está divertido, pra não dizer interessante, descobrir coisas sobre esse mundo místico que tanto gostamos!
As coisas estão começando a aparecer, as personagens tomando seus respectivos rumos, embora alguns mistérios estejam ainda para serem desvendados, enquanto outros só aparecerão mais pra frente... Um já será no próximo capítulo. Mas não se esqueçam: “teorias e mais teorias...”
Mais uma coisa: Priscila Maria! A cena R/H foi pra ti, mana!
♥ Agradecimentos Especiais ♥
Amanda Regina Magatti: ah, sim, as palavras vão fazer efeito, Amanda... mas não as da Mione..hihi.. e embora essa situação seja resolvida mais pra frente, pode ficar tranqüila que não vai demorar taaaaaanto assim..rsrs.. E sim, Harry TDB!! Espero que tenha gostado do capítulo! Bjos..
Carolz: garota, esquece o traidor!!huahauhauhaua... quem sabe a maldição que o Voldemort deixou na escola seja apenas intriga da oposição?!rss... Fico feliz que esteja gostando da fic! *.* E pode estar certa que o que é dessas personagens, está bem guardadinho na minha manga...hihi.. Muito obrigada pelos elogios! Estou sem palavras para agradecer! Beijo grande!
Lili Negrão (Liz): muito cabeças-duras mesmo..rsrss... mas pode deixar que tudo se ajeita, como sempre! E da cena R/H deste capítulo? Gotou?! Muito obrigada pelo elogio, Liz... e pode ter certeza que passo nas suas fics, sim! É só eu conseguir me desatolar no trabalho! Aihm... Beijos...
Bianca Evans: ah, muito obrigada pelos elogios, linda! E eu também não vejo a hora do Harry e da Gina se acertarem, mesmo os fazendo sofrer desse jeito.. Espero que tenha gostado da cena R/H, e do capítulo também..e quando eu me desatolar aqui, passo nas suas fics sim. Beijos.
Priscila Lourdeo: hahaha... eu não esqueci de você não, mulher! Foi você quem esqueceu de mim sim, pois não deixou nem um Beijo quando leu o capítulo anterior. Mas eu te perdôo, pois sei como é fim de semestre pra você. (E tenha certeza disso, pois minha mãe trabalha em creche!) Quantos banhos foram agora, depois do amasso entre o Rony e a Mione?rsrs... Estava escrevendo e pensando o quanto que você ia gostar dessa cena, sua “louca por Ron Weasley”!hehe... E sim, a Elley merece um Avada bem dado naquela fuça dela..rsrs.. Mas aguarde, aguarde..rsrs.. Espero que tenha gostado do resto do capítulo, pois a cena R/H, eu tenho certeza!! Huahuahuahuaha... Beijo grande!
Renata Loveggod: ah, quanto a noite de amor H/G, ainda estou pensando... estou destravando agora pra escrever NC’s... mas toda vez que penso, preciso me acalmar e agradecer o ar condicionado da sala do computador..hihi.. Tesão reprimido..hum, algo a se considerar, não?! E acho que, quanto a R/H, esse capítulo respondeu sua pergunta...e eu também AMO esse casal, tanto é que a tela do meu monitor, é uma art dos dois..muito fofo!! Espero que tenha gostado do capítulo! Obrigada pelos bons fluídos! Beijos...
Yumi Morticia Voldemort: que bom que está gostando da fic! Espero que esse capítulo também tenha te agradado! Beijos...
E pra quem acompanha a fic, mas a Preguicite Aguda ainda insiste em atacar...rss..
Espero que tenham gostado do capítulo.
Beijos a todos,
Livinha