_Tudo bem James… - o garoto de cabelos escuros e muito lisos comeu um biscoito próximo – Continue descrevendo tudo… Estamos esperando.
O garoto de óculos ajustou os mesmos e se arrumou na cama, ele pegou um pequeno objeto da cama e chocoalhou-o algumas vezes, além de dar uns tapas no objeto.
Os dois marotos se encararam desconfiados e depois eles encararam o objeto em si. A luz vermelha que estava logo ao lado da parte furadinha ficou mais forte.
_James... – os olhos azuis acinzentados estavam esbugalhados e o maroto se levantou em um pulo.
James entendeu o recado e abriu a mão deixando o objeto quicar algumas vezes na cama. O objeto fez um barulho estranho de rebobinação e a luz vermelha piscou, fazendo com que os marotos suspirassem aliviados.
_ Bom trabalho Progs!
O maroto abriu um sorriso de superioridade e passou a mão nos cabelos.
_Isso aqui não é nada de mais Sirius... – ele deu um tapinha no objeto fazendo com que ele rolasse na cama – Não há o que temer objetos trouxas modificados, são completamente inofe...
Mas ele fora interrompido por um chiado alto e picado. Os dois engoliram em seco e encararam o objeto na cama novamente. A luz vermelha estava ligada .
_James... – Sirius disse pausadamente e colocando a mão no bolso – Afaste-se devagar...
Ele obedeceu, dando passos para trás, mantendo os olhos no objeto de luz vermelha. Sirius dava passos para frente com sua varinha em punho. Os dois se encontraram no meio do caminho, nesse momento a varinha de James já se encontrava em sua mão. Os dois lançaram olhares de aprovação.
_Com qual começamos? – perguntou Sirius com a varinha apontada para o objeto.
_Vamos tentar desarmar... É mais seguro! – James esboçava um sorriso amarelo. – No três? 1... 2... 3!
_Finitto!- os dois disseram ao mesmo tempo. A luzinha vermelha piscou, mas voltou a acender ainda mais forte.
_Pontas... – Sirius disse fracassando em esconder um certo receio em sua voz. – Acho que estamos ficando sem tempo. Vamos explodir!
_Estamos falando de minha cama Almofadinha! Minha cama!
_Melhor a cama que o quarto todo Progs! – o moreno passou os dedos nos cabelos e encarou o amigo – Lembra o que aconteceu no verão do 4º ano.
Não era preciso dizer mais nada. James lembrava exatamente o que tinha acontecido, ele suspirou e engoliu em seco logo em seguida. Sentia os pingos de suor em sua testa escorrer. Sirius estava certo. Não existia outra alternativa. Tinham que explodir aquilo.
_No três? – perguntou o maroto novamente. – 1...
_Espera! – Sirius se virou para encarar o amigo – Vai ser ‘ 1...2...3.. e Já?’ ou ‘1...2...3!’?
_Qual a diferença?
_Temos que canalizar nossa força!
_Certo... Você está certo! ‘1...2...3!’ então!
_Eu prefiro ‘1...2...3... e Já!’
_Almofadas! Estamos sem tempo!!
_Ok! Ok! Eu conto!
_Você tem certeza?
_Por que? Você quer contar?
_Não... Não... estou muito nervoso para isso...
_OK! 1... 2... 3...
_Expelliarmus! – Remo em um movimento tirou a varinha dos dois amigos. – Vocês estão loucos?! Foram 3 anos para adaptar esse gravador! TRÊS anos! – o rosto vermelho, a expressão de raiva, os olhos levemente escuros. Tudo isso era indicativo de duas coisas:
Uma: Remus estava prestes a se transformar em um lobisomem ou; Dois: ele realmente estava muito irritado com alguma coisa.
Como ainda era 6 horas da manha, Sirius e James puderam respirar aliviados por evitar mordidas pelo corpo logo antes de ir a um treino de quadribol.
_Aluado... – James começou suavemente antes que por algum distúrbio da natureza o amigo se transformasse em meio a Lua Nova e durante o dia! – Nós não tivemos a intenção...
Remus revirou os olhos e andou em direção ao pequeno objeto sem cima da cama. Sirius e James deram passos grandes para trás sem ligar em tropeçar em diferentes sapatos ou o próprio tapete.
O garoto não hesitou em pegar o objeto. Ele mantinha uma sobrancelha levantada e encarou os amigos com um sorriso maroto nos lábios.
No primeiro momento ele não avistou ninguém no cômodo, deu alguns passos na direção que os amigos se encontravam da ultima vez e ele teve que semicerrar os olhos para realmente enxergar dois pedaços de cabeça escondidos trás da cama de Sirius.
_Não podemos ficar aqui James... – Sirius sussurrou para o amigo.
_Você está certo... Remus não deve se machucar sozinho... – o moreno respondeu em um sussurro.
_Você está louco?– ele parecia um pouco mais exaltado, mas logo se recompôs – Temos que sair do quarto!
_Sair do quarto? – James achou estranho – E abandonar um maroto para tras?
_Você provavelmente está certo... – Sirius pensou mais um pouco- Você é mais são em momentos como estes...
_Certo... certo... –ele ajeitou os oculos e voltou a encarar o amigo- Teremos que nocautea-lo... Como anda seu punho direito?
_Quase 100%... Temo pelo nariz de Rem...
_Hem hem...– Remus limpou a garganta o mais alto que foi possível, interrompendo os planos dos amigos.
A reação provocada dos dois projetos de homens foi imediata. James rolou para debaixo da cama mais próxima gritando “FIREEEEEEE” e Sirius pulou desengonçadamente em direção ao banheiro, derrubando seu kite de poções no quarto. Aluado agüentou o máximo que pode, mas aquela cena era simplesmente hilária demais para se segurara mais do que alguns minutos.Ele teve que se encurvar e apoiar na cama, sua barriga doía e seus olhos lagrimejavam de tanta gargalhada que soltava.
_Vo.. vocês...–Remus dizia pausadamente entre gargalhadas altas–Es... estavam com com medo de um... um... gravador?
James julgou apropriado sair debaixo da cama. Seus lábios exibiam um sorriso amarelo igual ao de Sirius, a única diferença era que Sirius ainda mantinha uma distância segura do objeto.
_Remus... – James engoliu em seco, o olhar estava fixo no pequeno objeto, mais precisamente na pequena luz vermelha piscante – Você não deve ter reparado... Mas... A luz vermelha... – ele disse apontando.
Aluado encarou o objeto. Sua expressão era de total confusão e ainda maior quando encarou os amigos.
_Pelo amor de Deus! – Almofadinhas reclamou jogando os braços para o ar. – Nós nos conhecemos a muito tempo para ter descoberto que luz vermelha é um mau sinal... – James simplesmente concordou com um aceno de cabeça – Semáforos...
_Bombas caseiras...
_Laser’s...
_Objetos inflamáveis...
_Torradeiras modificadas...
_Sons modificados...
_Ar-consticionado...
_É ar-condicionado Padfoot... – Aluado corrigiu tomando um ar sério, apesar q em sua boca brincava um sorriso maroto – E para um gravador, a luz vermelha significa estar ligado!
_Oh!
Os dois coçaram a nuca ao mesmo tempo soltando uma risada de alivio e constrangimento. Moony apenas riu e enfiou o objeto na bolsa de James sem mais delongas.
_Vamos? – Ele disse se aproximando da porta do dormitório. – Vocês vão perder a sua própria seleção... Lily já foi para o vestiário Pontinhas...
Magicamente, ou ironicamente, James se pos em pé em um pulo. Ele recebeu a sua mochila das mãos de Remus ainda meio desconfiado, mas ele tinha pensamentos mais importantes vagando sobre sua mente. Lily no vestiário se trocando. Ou ainda : Lily no vestiário tomando banho.
_Jay... – Sirius continuava na porta do banheiro, a porta do mesmo agora se tornara um grande e imponente escudo de madeira, ou pelo menos foi isso que Almofadinhas pensava – Não acho que estamos seguros...
Remus revirou os olhos e James demorou alguns minutos analisando a face do amigo, procurando traços de marotagem.
_Não seja Sonserino Sirius. Estamos atrasados!
O moreno se limitou a revirar os olhos um pouco descontente. Ele caminhou em passos pesados em direção aos seus pertences e rumou para perto dos amigos que já se localizavam na porta do dormitório. Black não tentou disfarçar um singelo bico de indignação e não foi surpresa quando o mesmo ficou o mais longe possível do artefato de luz vermelha.
O salão comunal estava vazio, a não ser por algumas garotas, que provavelmente estavam emburradas demais com Sirius ou James para ir a seleção dos jogadores, e alguns primeiro anistas que estavam chateados por não poderem participar do time.
_Isso foi um completo exagero! – Exclamou Sirius passando a mão em sua bochecha direita, tentando amenizar as marcas de dedo de Nathalie, uma linda garota de cabelos loiros cacheados que acabara de dar um sonoro tapa no maroto, antes de subir chorando para o dormitório feminino, acompanhado de mais algumas amigas. – Hora nenhuma eu prometi exclusividade!
Remus se limitou a revirar os olhos e James sorriu pouco interessado.
_Não é por mal Almofada! – disse Remus tomando uma pose séria de monitor – Mas quando uma garota termina um namoro de 2 anos por sua causa, ela meio que espera exclusividade.
Sirius esboçou um sorriso maroto enquanto coçava a nuca. Ele se virou acompanhando uma quartoanista da Corvinal passar dando risadinhas e sussurrou um ‘ Gracinha’ para ela.
_
O quê?- perguntou atônico quando James lhe deu um tapa na nuca.
_Ela é do quarto ano!Tenho um mínimo de respeito a sua idade, Padfoot! – o maroto ajeitou os óculos e passou para a parte externa da Escola. Ele avistou ao longe o campo de quadribol e conferiu seu relógio de bolso. Estavam 5 minutos atrasados.
_Não banque o puritano Prongs! Ela é mais velha do que nós quando começamos a sair com garotas! – Ele deu um sorriso malicioso e abraçou Remus pelos ombros – Até mesmo o Moony se desfrutava dos prazeres da carne nessa idade!
Sirius soltou uma gargalhada rouca ao reparar no tom de vermelho que o rosto de Aluado havia adquirido. Até mesmo James sorriu, mas logo tomou uma postura mais séria.
Era sempre assim. A cerca de 5 metros do campo de quadribol Potter sentia a responsabilidade em suas costas. Sua postura ficava mais ereta, seu vocabulário mais culto, o passo firme.
Não. Ali não era local para esse tipo de brincadeira. Se Almofadinhas tentasse elaborar algum plano milaborante contra sonserinos nesse momento, ele ia se frustar totalmente.
Ali, no campo de quadribol. James Potter não era mais um maroto.
Ali James Potter era um capitão!
E foi com essa postura que ele rumou para o vestiário, ele não se apegou a encarar o que havia dentro do mesmo, ele preferia encarar Sirius. Visualizar seu rosto quando recebesse a advertência que ele não era mais Prongs!
_Pode ser! Mas você não acha que ela no mínimo merece alguém que não seja tão... tão...
Mas o final da frase se perdeu.
Percebendo que Sirius tinha entendido que ele se tornara O Capitão, James se sentiu seguro de encarar o interior do vestiário, e ele estava em duvida se estava se criticando por ter feito isso, ou não.
O aparelho de som antigo tocava uma musica animada e dançante, enchendo o local de alegria. Sentia-se o cheio doce de perfume feminino que Pontas tanto gostava no local, deixando-o meio tonto.
Mas nada daquilo se comparava ao que ele via na sua frente.
Dançando solta. ( De uma maneira que Pontas julgou muito sexy.) Os cabelos amarrados em um rabo de cavalo solto. Com uma blusinha branca colada, delimitando sua cintura fina. E o que pareceu um short muito curto (provavelmente para ser usado por baixo dos uniformes de quadribol) rosa, com os dizeres em branco Friday!
Lily dançava tão entregue que não reparara na presença deles no local.
James ficou adimirando o quão linda ela era. Graciosa demais. Ele poderia jurar que ela nunca iria ser tão perigosa como na verdade era.
O barulho de uma ducha sendo fechada despertou o maroto. Fazendo-o balançar o rosto.
_Lily! James ainda não chegou?! – a voz era feminina e suave – Eles estão atrasados!
A dona da voz apareceu no campo de visão dos garotos enrolada em uma toalha.
Os cabelos negros de Scarlet escorriam em seu ombro. Ela era uma garota bonita. Tinha uma estatura mediana, olhos grandes e arredondados, uma boca saliente. Talvez bonita demais.
Ela abriu um sorriso grande quando viu a amiga dançando e os três marotos parados na porta.
James encarando Lily minuciosamente.
Sirius encarando Scarlet descaradamente.
E Remus desconfortavelmente sem graça.
_Acorda Lil’s! – Scarlet estalou os dedos.
Mas Lily estava empolgada demais. Subiu em um dos bancos e ao som do refrão da musica dançou mais ainda, ao mesmo tempo em que soltava os cabelos.
James jurou sentir aquele perfume de rosas invadi-lo e ele teve que se segurar para não fechar os olhos e suspirar.
Foi em uma pirueta mal feita que a ruiva reparou em seus espectadores. Ela exclamou um sonoro “oh!” antes de escorregar em seu próprio meio giro.
Se fosse qualquer outra pessoa. Qualquer outra.Existiriam dúvidas se ela iria sair ilesa da queda. Mas Lily Evans contava com uma coisa muito além das suas habilidades como uma ótima artilheira de quadribol. Por que acreditem, ela é fantástica!
Mas alem disso.
Evans tem em sua proteção o melhor Apanhador de Hogwarts.
E não foi difícil para James prever o que iria acontecer depois daquele ‘oh’. Ele deu uns passos firmes e pegou Lily no colo. Como um grande bebê. Ou talvez como recém casados seria a comparação mais apropriada a se fazer.
Lily sorriu e balançou os cabelos ruivos quando se sentiu segura nos braços de seu capitão.
O perfume de rosas de seu cabelo deixou James ainda mais perturbado, ou melhor, ele não conseguia se decidir qual das coisas estava lhe perturbando mais.
Seria Lily Evans em seus braços, usando roupas que colocavam mais pedaços do seu corpo a exposição do que qualquer outra coisa?
Seria o seu perfume tão marcante?
Ou ainda a respiração da boca dela que batia em seu pescoço quando ela suspirava e achava graça de sua posição?
_Boa pegada Jamie... – ela sorriu para ele.
James se achou muito desesperado, pois parecia malicia naquela voz e naquele meio sorriso que ela lhe dava.
Mas sem dizer uma palavra que fosse, ele soltou as penas da ruiva delicadamente. Ela continuava a sorrir e encarar-lhe nos olhos.
_Scar! – disse a ruiva por fim quebrando o contato dos olhos – Eu te disse que apesar de ser um apanhador Jamie tinha músculos...
Ela passou a mão rapidamente pelo peitoral do maroto e rumou para a amiga que ria abertamente, com um Sirius grudado nela ainda de toalhas.
_Qual é Sirius! Você me encarando tanto não vai fazer essa toalha cair! – Scarlet disse ainda rindo. Lily a acompanhou, a ruiva agora vestia as calças do uniforme vermelho de quadribol.
_Oh! Não brinque comigo Scar... – Sirius mexeu-se um pouco desconfortável.
As amigas riram. Scarlet rumou para o fundo do vestiário e antes de estar completamente fora de alcance de visão ela fez questão de arrumara a toalha em seu corpo, abrindo-a e fechando.
Ninguem realmente viu o corpo da garota, mas Sirius suspirou.
Lily não segurou um risinho, mas mordeu o labio tentando evidar maiores gargalhadas. Ela lançou um olhar sedutor para James que ainda a acompanhava com os olhos.
_Espero te ter sempre por perto quando para me pegar, capitão Jamie – ela disse em meui sorriso quando passava do lado do mesmo a caminho da amiga.
Houve um silêncio momentaneo.
James achou seguro falar apenas quando ouviu risadas no fundo.
_Vocês viram?! – sussurrou James para os amigos ao mesmo tempo que retirava seu uniforme da mochila.
_O que? – perguntou Sirius saindo de um transe momentanêo – A Sscarlet? Ui, eu queria ver mais!
_Não seja idiota, Almofadas... – James lançou a camisa que ele acabara de tirar do corpo no amigo. – Eu tô falando da maneira com que a Lily me tratou...
Sirius revirou os olhos e lançou a camisa de volta para o amigo.
_Você está se tornando desesperado demais, Jamie!
_Não me chame assim... – pediu James entredentes.
_Porque? – Almofadinhas retirava a calça da escola – Lily lhe chama assim e eu não vejo nenhuma veia saltada no seu rosto como agora...
_Ela é diferente!
Sirius revirou os olhos. Remus que estava se recuperando das imagens que a pouco tinham visto, soltou uma risadinha cumplice. Os amigos e encaram desconfiados, mas o amigo lobo apenas deu de ombros e saiu do vestiário, provavelmente rumando para a arquibancada.
_Qual a história do’Jamie’ mesmo? – perguntou Sirius terminando de colocar a calça do uniforme do time.
James não respondeu de imediato, seus pensamentos vagaram para bem longe daquele vestiário, e dele mesmo segurando a blusa de capitão.
_Foi no dia que eu beijei o Jamie, Sissi! – Lily voltou a companhia dos companheiros de time com uma Scarlet muito bem vestida. – A partir do dia que eu beijei o Jamie, que passei a chama-lo assim... Não é ?!
Ela bagunçara os calebos do moreno ainda mais enquanto ele empalidecia.
Ela o encarava com um sorriso brincando nos lábios, mas um olhar triste.