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Descrição: No escuro, vaguei horas a fio. Imersa em um vazio, que não sabia explicar. Em meio a dor, tentei encontrar lugares, onde eu enfim poderia ficar longe de todo o sofrimento... Fechei os olhos, mas minha imaginação não era mais o meu refúgio. Ela não existia. A inocência também não. O vazio perpetrava, e meu coração ainda não sabia confiar, nem amar. Ele só conhecia a maldade dos homens. A indiferença. Uma brisa soprava incessante dentro de mim, renovando-me, assim como o tempo lá fora, o qual já anuncia-se cinzento. E diante da eminente tempestade, a brisa, já não mais vive em mim. Aqui dentro corre apenas um profundo rio, com torrentes de águas sem fim que me carregam para as tempestades em dias de frio.
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