Título: Doce Insanidade Disclaimer: Os personagens, lugares e citações que forem reconhecidos como sendo da obra Harry Potter, são pertencentes a J.K Rowling, como vocês bem sabem.
“Aaah...aah...” Rodolphus Lestrange gemeu entre dentes, suas mãos encontrando a curva da cintura da mulher em cima de si. Sua mulher. Não por muito tempo..., mas disso ele não sabia.
Bellatrix desceu mais uma vez; os quadris movendo-se em um compasso sensual, desta vez suave; queria prolongar o prazer de Rodolphus... o seu também, claro. Afinal, essa seria a última vez que o homem abaixo de si desfrutaria de tal prazer. Mas disso ele não sabia. Não... ainda não.
Pegou as mãos que seguravam o seu quadril incitando-as a ir mais rápido. Encaro-o, um sorriso malicioso brincando nos olhos negros. Levou a mão direita do marido até os lábios, passeando com sua língua sobre a palma enquanto continuava a olhá-lo; mordiscou levemente; mais forte; mais um gemido fazendo-se ouvir na penumbra do quarto onde se encontravam, reverberando pelo cômodo escuro.
Desceu as mãos dele fazendo-as deslizar pelo seu próprio corpo, pousando-as sobre seus seios; ele apertou, brincou com os mamilos rijos; ela deixou a cabeça cair para trás, um gemido de deleite escapando dentre os lábios. Voltou-se novamente para ele, sua cabeça descendo em direção ao pescoço... clavícula, mordeu com força o local, sorriu ao ouvir o som de dor e prazer percorrer o corpo estendido sobre os lençóis amarrotados.
Geralmente eles faziam um sexo frenético; desenfreado. Mas não hoje. Não agora. Agora era um sexo lento... compassado... terrivelmente devagar... doloroso e prazerosamente prolongado. Gostava disso. Um sorriso formou-se no canto dos lábios. Ela sentia o corpo dele retesar-se, a ereção pulsando mais e mais dentro de si enquanto ela contraia-se em seu entorno arrancando-lhe frases inarticuladas. Sentia o gozo percorrer o corpo de Rodolphus Lestrange, contraiu-se ainda mais ao seu redor extraindo-lhe um gemido de satisfação. O último.
Ele ainda se manteve um tempo dentro dela antes de retirar-se. O braço descansando sobre os olhos por um momento antes de colocá-lo para trás da cabeça. Um sorriso malicioso brotando nos lábios.
Ela sorriu de volta. Riu. Ele riu também, sem saber ao certo do que estava rindo. Talvez a adrenalina ou algo o induzisse a fazê-lo. Mas ela riu. Riu quando pegou a varinha e encostou próximo ao pescoço do marido e continuou a rir quando lançou a maldição que eliminaria a vida dele. Riu enquanto os olhos arregalados do homem a baixo de si a encarava. Vítreos.
Ela parou de rir. “Espero que tenha apreciado a noite, querido.”. Ronronou, beijando-o uma última vez enquanto retirava-se de cima dele.
Milorde apreciaria sua atitude. Ele saberia que era o único homem em sua vida. Ela estava ali para servi-lo. Pertencia-o. E somente a ele. Seu mestre. Sim, Milorde apreciaria o que fizera.... Virou-se. O seu reflexo no espelho a encarava através da porta entreaberta do banheiro. Ela encarava-o de volta. Olhos negros. Loucos. Mas ela não via a demência neles. Não. Afinal, um louco não reconhece a própria insanidade.