FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

2. Amanhecer de um novo dia.


Fic: Os seis sentidos- DHr


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo 2 – Amanhecer de um novo dia.







-Que problema? Como assim? Conte-me por favor! - Pediu Hermione, em tom de súplica.

-O que você viu? - Perguntou Draco, em tom sério.

-Eu vi fogo, pessoas correndo, ouvi muitos gritos... Gente queimando... - Hermione disse as últimas palavras com certa dificuldade.

-O ataque à vila trouxa. - Draco disse, mais para si mesmo do que para ela.

-O que? O que você disse?

-Você lembra de como conseguiu esse corte? - Perguntou Draco, apontando para a barriga da castanha.

-Foi a Belatriz... Ela me feriu com um punhal. - Disse Hermione, pensativa.

-Exatamente... Aquele punhal estava enfeitiçado com Magia negra.


-Magia negra? - Perguntou Hermione, permitindo que as lágrimas escorressem por sua face. - Que tipo de magia negra?

-O nome desse feitiço é Noriatus. É forte, mas não o suficiente para matar a pessoa na hora. Na verdade, essa é uma das principais características dele. Ele vai matando a pessoa aos poucos, fazendo-a sofrer assim como todos à sua volta.O feitiço vai sugando à vida da vítima à medida que o autor do feitiço faz algo que é contrário aos princípios e/ou atitudes do portador. - Disse Draco, pensativo.

-Eu não estou entendendo nada! Me explique, Malfoy! - Hermione se exaltou, ainda mais desesperada.

-Simples Granger, Esse é o feitiço que estava no punhal. Ele está te matando aos poucos, e à medida que a minha tia Belatriz faz algo ruim, alguma maldade, suas forças são sugadas, invisivelmente. Você está morrendo e não há nada que possa fazer quanto à isso. - Disse Draco, indiferente.

Hermione demorou um tempo para processar as informações. Estava em estado de choque. Como Malfoy conseguia ser tão desprezível? Falar tudo aquilo pra ela sem demonstrar nenhum tipo de emoção! Mas o que mais ela poderia esperar dele? Ele era Draco Malfoy que a odiava desde sempre.

-E o que eu vi? Onde entra nisso tudo. - Perguntou Hermione, reunindo o pouco de forças que ainda tinha, para depositar nas palavras fracas.

-Ai é que está. Tenho certeza que minha tia Belatriz não esperava isso acontecer... As visões são um tipo de efeito colateral do feitiço. - Disse Draco, pensativo.

-Visões? - Perguntou Hermione, confusa.

-Sim, isso que você acabou de ver foi uma visão do que ela está fazendo agora. Preste atenção, Granger. Quando o autor do feitiço e a vitima são extremamente diferentes, ou seja, totalmente opostos, as mentes podem ficar interligadas, conectadas por alguma linha invisível, transmitindo visões das ações do autor do feitiço para a vítma. Mas isso só acontece quando sentimentos opostos pela mesma pessoa ou coisa, habitam no coração das duas pessoas. Ou você ama muito algo que ela realmente odeia, ou você odeia extremamente algo que ela ama incondicionalmente. O que se tratando de vocês é fácil de presumir, o tamanho do seu ódio por Voldemort é exatamente igual ao tamanho do amor que Belatriz nutre por ele. Ou então vice e versa, mas com relação ao Potter. Você o ama tanto quanto ela o odeia. Deu pra entender?

-Eu amo muito algo que ela odeia com mesma intensidade ou o inverso disso, por isso nossas mentes estão de alguma forma conectadas? - Confirmou Hermione.

-Muito bem, Granger. Eu sabia que você não era uma CDF à toa. - Disse Draco, com ironia.

-Não tem como reverter isso? - Perguntou Hermione, com os olhos arregalados.

-Não. - Disse Draco, de forma fria e seca.

-Então quer dizer que cada vez que a Belatriz fizer alguma maldade eu vou ver de primeira mão? - Perguntou, apavorada.

-Exatamente... Ou seja, sempre! - Disse Draco, esboçando um de seus sorrisos sarcásticos.

-E cada vez que eu tiver essas visões, eu morro um pouco... Oh meu Deus, Por quê? - Perguntou Hermione, soluçando.

-Não seja tão dramática, Granger! - Disse Draco, revirando os olhos em impaciência.

-Não ser dramática? Você mesmo acabou de dizer que não há nada pra fazer quanto à isso. - Disse Hermione, fitando-o com certa raiva.

-Eu disse que você não pode fazer nada quanto à isso, ainda. - Disse Draco, com uma das sobrancelhas levantada. - Eu estou pesquisando sobre isso... Pelo menos eu já descobri que se a Belatriz morrer antes de você se livrar da maldição, você morre também...

-Oh que ótimo! Você realmente está me animando com tudo isso! - Disse Hermione, irônica.

-Fico feliz em ajudar! - Ele respondeu no mesmo tom.

-A propósito, como sabe isso tudo? - Perguntou Hermione, desconfiada.

-Da mesma maneira que você aprendeu tudo que sabe! - Rebateu Draco.

-Eu nunca li sobre isso em livro algum . - Disse Hermione, pensativa.

-Esses não são livros do tipo que se encontra na biblioteca de Hogwarts, nem mesmo na sessão restrita. - Disse Draco, malicioso.

-Onde os conseguiu?

-Isso não é da sua conta. - Disse Draco, fazendo uma expressão de desapontamento surgir na face de Hermione.



Ficaram alguns minutos em silêncio. Hermione digerindo tudo que acabara de ouvir e Draco pensando no que faria com relação a isso. Ainda havia tanta coisa pra perguntar a Draco, como onde estavam realmente, quem a limpou e trocou suas roupas - apesar de ter certo medo da resposta - o que tinha acontecido na guerra, mas tudo que conseguia pensar era em sua morte próxima.


-Não tem mesmo jeito, não é? Eu estou mesmo morrendo. - Disse Hermione, em baixo tom, olhando para o canto oposto ao que ele estava.

-Ainda há esperança, Granger... Vai que por algum milagre a minha querida titia resolva parar de fazer maldades... Você poderá viver feliz para sempre! - Disse Draco, debochado.

-É sério, Malfoy... E eu nem tive tempo de me despedir dos meus amigos. - Continuou Hermione, deixando uma lágrima solitária rolar de seus olhos.


Ao ver tanta tristeza no olhar dela, Draco sentiu um bolo se formar em sua garganta. Não gostava dela, isso era fato, mas vê-la ter que aceitar a própria morte era demais até mesmo pra ele. Se sentia cada vez mais impotente, durante os dias de pesquisa sem nenhuma solução, nenhuma luz... Apenas encontrara algumas poções que diminuíam os ataques e amenizavam as dores, mas não eram a cura.


-Quem me trocou, Malfoy? - Perguntou Hermione, temerosa. Analisou as roupas que vestia, uma calça de moletom preta e uma camiseta de malha e mangas curtas, também preta. Provavelmente, eram dele pois estava um pouco largas na castanha, ainda mais agora que ela estava visivelmente mais magra.

-Um elfo doméstico. - Respondeu Draco, indiferente. Hermione suspirou aliviada com a resposta, temia que tivesse sido ele.

-Onde estamos exatamente?

-Eu já disse, em minha casa. - Ele insistiu, mas ao ver o olhar qüestionador de Hermione, percebeu que ela não desistiria fácil. - Minha mãe me deu no meu aniversário de 16 anos. Satisfeita agora?

-E não vem ninguém aqui ? - Hermione perguntou, curiosa.

-Não. Somente eu e minha mãe sabemos da existência e da localidade desta casa. Um elfo doméstico comandado por mim toma conta daqui quando eu não estou... - Disse Draco, impaciente.

-Hum...


Hermione observou novamente o quarto, agora mais atentamente. Devia ser noite pois não passava absolutamente nenhuma claridade pela cortina. Seu olhar recaiu sobre a mesinha de cabeceira, que abrigava vários frascos com líquidos de cores diferentes e algumas seringas também.

-O que é tudo isso? - Ela perguntou, apontando para a mesinha.

-São suas poções. - Draco respondeu, displicente.

-Pra que exatamente elas servem? Já que eu não tenho salvação?

-A azul é revigorante. A vermelha é para curar seus machucados... A transparente é para dor e a amarela é para limpar as feridas... São tradicionais em Hogwarts... Mas a negra serve pra controlar as suas reações... Ela corta sua visão no meio, evitando que você perca muita força, mas não impede que mesmo assim uma porção de sua vitalidade seja tirada de você toda vez que Bella faz alguma maldade. - Explicou Draco. - Isso só retarda os efeitos da maldição, não a cura totalmente.

-Ou seja, ela adia a minha morte. - Constatou Hermione, sem nenhuma esperança.

-Exatamente. - Disse o rapaz, indiferente.

-Quanto tempo, mais ou menos, eu fiquei desacordada?

-Cinco dias.

-Isso tudo? - Sobressaltou-se Hermione.

-Vocês estava muito ferida, Granger.... Eu achei que não fosse sobreviver.

-Isso seria bom pra você, não é? Menos uma sangue ruim no mundo! - Falou Hermione, com amargura.

-Se fosse assim eu não a teria te trazido pra cá. - Draco retrucou, seco.


Hermione ficou sem fala diante do comentário dele. Não entendia absolutamente nada das atitudes de Malfoy. Por qual motivo ele tinha salvado sua vida? E agora, uma resposta curta e muito esquisita. Então ele não a queria morta... Mas por que? No instante seguinte, o estômago de Hermione fez um barulho tão alto, que foi impossível de Draco não escutar.


-Parece que temos alguém faminto por aqui. - Ele comentou, divertido, enquanto Hermione baixava o rosto envergonhada. - Case! - Ele chamou, e no instante seguinte um elfo doméstico de aparência cansada se materializou no quarto. - Traga algo para comermos! - Draco disse, seco e logo o elfo sumiu.


Hermione não gostou nem um pouco da maneira como Draco tratou a pequena criatura, mas não se atreveria a falar nada, afinal de contas, ela devia muito a ele agora. Infelizmente. A última coisa que ela precisava, era dever algo a Draco Malfoy. E aquela história toda ainda não estava totalmente esclarecida, mas ela não tinha mais forças para perguntar nada. Alguns minutos depois, o pequeno elfo reapareceu carregando uma bandeja repleta de pães, sucos, bolos.... Parecia até muito pesada para ele que era tão pequenino e magro.

-Deixa aqui em cima. - Draco disse, se referindo à cama onde Hermione estava deitada e onde ele se sentou. A criatura obedeceu imediatamente, e com uma reverência e um novo estalo, desapareceu.

-Coma Granger. Já está sendo difícil o suficiente cuidar de você... Não gostaria de ter que fazer isso com a ajuda de uma anemia. - Disse Draco, seco, servindo-se de um pouco de suco e um sanduíche.

Hermione imitou-o. Tinha que admitir que estava com muita fome, pois não comia há cinco dias, segundo Draco. Mas como será que o corpo dela se sustentara durante esse tempo? Algum tipo de alimento teria que haver, caso contrário ela já teria morrido. Decidiu que deixaria essas perguntas para depois, estava muito cansada e queria evitar alguma discussão com ele. Comeram em silêncio até que a bandeja ficou quase vazia, senão por uns farelos e restos dos sanduíches e bolos. Draco recolheu a bandeja, colocando-a na escrivaninha perto dos livros.

-Durma, Granger! Precisa descansar... - Disse ele, com sua voz arrastada.

-Você vai dormir onde? - Perguntou temerosa.

-Do seu lado! A cama é grande o suficiente para nós dois! - Disse ele em tom seco. Hermione esboçou uma expressão de descontentamento e susto ao mesmo tempo.

-Brincadeira, Granger! Vou dormir no chão. Mas não se preocupe, ainda tenho coisas a fazer... Não vou dormir agora. - Disse Draco.

-Vai sair? - Perguntou Hermione. Seu tom de voz era estranho, como se estivesse com medo.

-Medo de ficar sozinha? - Draco perguntou, divertido.

-Sim... - Hermione disse baixo, mas ele ouviu perfeitamente. Draco se espantou com a sinceridade da castanha, nunca imaginara que ela admitiria estar com medo, principalmente para ele. Realmente, ela deveria estar muito assustada. Ele esboçou um sorriso divertido e disse.

-Não se preocupe, Granger. Vou apenas terminar minha leitura. - Disse ele, apontando para a escrivaninha.



Hermione assentiu com a cabeça e fechou os olhos devagar, respirando profundamente. Seu corpo pedia por uma boa noite de sono. Draco se afastou, indo direto de encontro aos livros. Estava cansado, mas precisava pesquisar sobre aquela maldição. Não gostava de fracassar em desafios, então iria salvá-la de qualquer maneira.


-Malfoy? - A voz fraca de Hermione despertou-o de seus devaneios.

-Sim?

-Por que fez tudo isso por mim? - Perguntou, ainda de olhos fechados.



Ele se virou para ela e sorriu.

-Você faz perguntas demais, Granger. - Disse, ainda sorrindo.


Hermione suspirou frustrada, mas não abriu os olhos. Estava sem forças até para isso.

-De qualquer maneira, obrigada! - Ela disse, e então adormeceu.


Draco sorriu mais uma vez antes de se virar para os livros. Aquele certamente seria o maior desafio de sua vida, mas até que ele estava começando a gostar daquilo.





--------------------------



O local era escuro e assustador... No centro da sala havia um garoto ajoelhado. Muito sangue escorria das vestes do rapaz de incríveis olhos verdes...

-O mestre vai ficar imensamente feliz em ver o que eu trouxe pra ele! - A voz esganiçada de Belatriz se fez presente, seguida de uma gargalhada estridente. - Anda Pottinho, me diga! Quem é o eleito agora? Hein? - Mais uma gargalhada.

-Você nunca vai conseguir o que quer! Pra ele você é só mais uma marionete... Enquanto tiver utilidade, ele te manterá viva, mas depois ele vai te descartar como ele faz com todos os outros! - Disse Harry.

-Cale a boca moleque insolente! - Disse Belatriz, aproximando-se de Harry e dando-lhe um chute na altura do estômago. O rapaz cuspiu uma quantidade considerável de sangue, e desabou no chão frio de pedras.

-Você sabe que eu digo a verdade. - Ele disse, com a voz fraca.

-Eu já mandei você calar a boca! CRUCIO! - Berrou Belatriz, apontando a varinha para ele enquanto ele se contorcia de dor.



-Granger! Granger, acorda!


Hermione abriu os olhos assutada deparando-se com os azuis acinzentados de Draco. Lágrimas escorriam pela face pálida da castanha, enquanto soluços incessantes tomavam conta de sua respiração.


-O Harry! Ela o pegou, Malfoy! - Disse Hermione, por entre os soluços.

-Hey calma, Granger! Ela quem? - Perguntou Draco.

-Belatriz! Eu tive outra visão! Ela pegou o Harry! Ela vai matá-lo! - Disse Hermione, entrando em desespero.

-Foi só um pesadelo, Granger! Acalme-se.

-Não! Eu vi! Ela estava torturando-o! Eu vi, Malfoy! - Insistiu ela, debatendo-se na cama.

-Não, Granger! Isso não foi uma visão como das outras vezes! Foi apenas um pesadelo! Acredite em mim! - Disse ele, tentando tranqüilizá-la.

-Como você pode ter tanta certeza? - Perguntou Hermione, limpando algumas lágrimas com as costas das mãos.

-Porque eu estava aqui todas as outras vezes que você teve as visões! Foi diferente agora... Você estava falando e chorando enquanto dormia, mas não se debatia nem gritava como da vez passada. E além disso, se minha tia tivesse realmente pegado o Potter, creio que já teríamos sido chamados para uma reunião urgente. - Disse Draco, apontando para a marca negra em seu braço esquerdo.

-Mas foi tudo tão real. - Disse Hermione, um pouco mais controlada, mas ainda chorava.

-Eu sei... O que eu te disse sobre a maldição também funciona com pensamentos. Por isso esse pesadelo tão real.

-Não entendi. - Confessou Hermione.

-O que eu quero dizer é que se Belatriz tiver pensamentos muito ruins, muito ódio contra o que você ama, isso pode se transformar em pesadelos pra você. Provavelmente, ela estava pensando no Potter agora e em como seria prazeroso pra ela torturá-lo e matá-lo. Entendeu?

-Ainda mais essa agora. Será que não vou ter paz nem enquanto durmo? - Perguntou Hermione, chorando descontroladamente.

-Acalme-se, Granger! - Pediu Draco, impaciente.

-Você diz isso porque não é com você! Você não sabe o que é ter que ver as pessoas que ama sofrendo! Mesmo que em sonho! - Berrou Hermione. Mais lágrimas escorriam pela face da castanha.

-Não diga o que não sabe, Granger! - Ele disse, irritado e se levantou da cama, afastando-se dela.



Hermione observou-o se afastar dela. Ele parecia estar com bastante raiva. O que será que Draco Malfoy escondia? Uma dor aguda, vinda do local onde o punhal havia acertado-a fez com que ela parasse de pensar nos motivos de Draco e gemesse baixo.

-Malfoy... - Disse num fio de voz. - Tem alguma coisa errada. - Continuou pressionando sua mão contra o local, enquanto fechava os olhos tentando suportar a dor.


Draco imediatamente se virou para ela. Havia pavor em seus olhos quando eles encontraram os de Hermione, encoberto por lágrimas. Ele se aproximou rapidamente da cama, vendo-a se contorcer cada vez mais. No local onde a mão dela estava, havia muito sangue escorrendo e sujando as mãos da castanha e as cobertas.

-Merda, Granger! Você está sangrando! - Disse, levantando-se outra vez para procurar algo na mesinha de cabeceira.


Hermione deitou novamente, procurando uma posição que aliviasse a dor que estava sentindo. Draco logo se voltou para ela, com algumas gazes e um vidro com uma poção nas mãos. Com cuidado, ele levantou a camiseta preta que Hermione vestia, revelando o corte profundo coberto de sangue. Ele molhou uma das gazes com a poção e começou a limpar o local, enquanto Hermione soltava gemidos de dor e se agarrava às cobertas. Repetiu a ação mais algumas vezes até não haver mais sangue no local. Em seguida, pegou um outro vidro com uma poção de cor vermelha e começou a passar no local. Aos poucos, a ferida ia cicatrizando, deixando apenas uma linha avermelhada no local. Com a varinha apontada para o corte, Draco proferiu alguns feitiços para reforçar a cicatrização. A respiração de Hermione foi voltando ao normal, à medida que a dor diminuía.

-O que ta acontecendo? - Perguntou Hermione, com a voz cansada.

-O ferimento abriu. A magia que está dentro de você mão está permitindo que ele cicatrize direito... Vou ter que fazer outra transfusão de sangue. - Respondeu Draco, jogando as gazes no lixo.

-Outra? Como assim? Já houve uma primeira? - Perguntou Hermione, assustada.

-Sim. Assim que chegamos aqui tive que fazer uma... Você tinha perdido muito sangue e se não recebesse mais, teria morrido.

-Onde aprendeu tudo isso? - Perguntou Hermione, curiosa.

-Minha mãe. Ela estudou para ser curandeira, mas meu pai não permitiu que ela exercesse. - Disse Draco, sem nenhuma emoção. - Acho melhor trocar essa blusa, está suja de sangue. - Disse Draco, oferecendo uma camiseta branca para ela.

-Pode se virar por favor? - Pediu Hermione, com a camiseta nas mãos.


Draco revirou os olhos, mas fez o que ela pediu. Virou-se enquanto ela trocava as camisetas.

-Onde eu coloco essa suja? - Perguntou a castanha.

-Deixe em um canto qualquer. Pela manhã eu mando o elfo lavar. - Disse Draco, indiferente.



Em passos lentos, ele se aproximou novamente da cama, trocando as cobertas sujas por novas retiradas do guarda-roupas de cor escura. Hermione agradeceu com a cabeça e se aconchegou melhor na cama, sentindo o sono dominá-la novamente. Draco deitou no colchão conjurado por ele, bem ao lado da cama, e se enrolou nas cobertas, esperando um sono que não vinha. Desde que tinha salvado Hermione, ele não dormia direito, ora por causa dos "ataques" dela durante as noites, ora por causa de suas pesquisas sem descanso. Seu corpo meio que tinha se acostumado a noites sem dormir, e agora quando ele precisava descansar, seu sono simplesmente desaparecia. Fechou os olhos forçando a si mesmo a dormir, enquanto ouvia a respiração serena de Hermione. Finalmente, ela estava descansando.




--------------------------




Quando Hermione acordou na manhã seguinte, Draco já não estava mais dormindo. O colchão que ele havia conjurado na noite anterior também não estava mais no chão ao lado da cama. As cortinas negras estavam abertas, deixando a claridade de uma manhã fria entrar no quarto, quebrando o ar sombrio que este tinha. Sentindo suas forças parcialmente recuperadas, a castanha levantou-se da cama, cambaleando, e caminhou pelo quarto se escorando nos móveis e paredes. Precisava de um banheiro. Queria escovar os dentes e tomar um banho relaxante, mas não fazia a menor idéia de onde teria um, já que no quarto não havia nenhuma porta indicando que este fosse uma suíte.

Vagarosamente, ela saiu do aposento, deparando-se com um curto corredor de piso escuro. Nele havia mais duas portas além da do quarto que ela estivera e ao término deste, ela pôde visualizar a silhueta de um sofá, indicando que havia uma sala ali. Então, presumiu que uma daquelas portas fosse o banheiro, mas antes que pudesse tentar uma delas, ouviu uma voz arrastada atrás de si.

-O que pensa que está fazendo fora da cama, Granger? - Draco perguntou, não muito contente em encontrá-la ali.

-Eu também tenho necessidades fisiológicas, lembra? - Disse Hermione, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

-Por que não me chamou?

-Você estava no quarto por acaso? - Ela rebateu.

-Muito afiadinha pro meu gosto! - Disse Draco.

-É sério, Malfoy! Além disso, eu preciso de um banho e escovar meus dentes! - Ela pediu, quase numa súplica.

-Está bem, Granger! Tem toalhas extras no banheiro e uma muda de roupa limpa em cima da pia. Pode usar a escova de dentes branca, é pra você mesmo! - Ele respondeu, displicente, enquanto Hermione o fitava com o olhar questionador. - Eu já imaginava que você iria pedir isso! - Disse ele, respondendo à pergunta muda de Hermione.

-Obrigada! - Disse Hermione, direcionando a mão à maçaneta.

-Granger, é a outra porta! - Disse Draco, divertido, apontando para a porta ao lado.

-Ah sim... - Disse ela, um pouco confusa, entrando no banheiro, em seguida.



----------------------------------------



Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Fernanda Toledo em 13/06/2012

Fofo o Draco cuidando da Hermione...

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.