A Batalha final.
_ Nota da autora_ neste capitulo haverá quatro faixas temporais, pois serão quatro grupos agindo diretamente na batalha. Primeiro teremos a discrição do começo da batalha por um prisma central, a visão dos membros da ordem e de Harry, logo após, voltarei a mostrar a visão do começo da batalha, pela visão do grupo liderado por Hermione e Draco, Sirius e o pessoal todo, depois mostrarei a luta entre Bellatrix e Tom Riddle, depois haverá pelo prisma da Moira, que estará meio que dando a visão dos comensais morte? Pois como bem sabe acontecem simultaneamente em pontos separados da batalha e o que ocorre em um lugar terá ações correspondidas no outro como um espelho. _Toda vez que houver uma mudança de narração colocarei duas vezes uma quebra de linha que vocês reconheceram por ser o nome da fic: --_***Secretus***_--
Um grito iniciou a batalha final, e durante muito tempo depois não seria muito bem lembrado de que lado este grito partira, se do lado da ordem da fênix, e dos bruxos que lutavam pela paz, e por suas vidas, ou se das bestas que Fenrir comandava, ou de algum dos comensais da morte, mas isso acabou perdendo sua importância, pois em segundos os brilhos de cores diferentes cortavam o ar assim como as vozes que proferiam os feitiços, alguns poucos de proteção outros tantos de ataques...
Fred e Jorge lutavam lado a lado, com Angelina e Katie Bel, sentindo que suas vidas jamais seriam as mesmas, Lino Jordan, Alicia, e muitos outros amigos lutavam com força e coragem, lutando para preservar suas almas dos ataques dos dementadores, lobisomens lutava contra lobisomens, mas era infelizmente evidente a superioridade numérica dos comensais da morte.
Harry que lutava tendo Rony ao seu encalce dava passos decididos em direção aonde vira Voldemort, ele nunca vira um ataque desta proporção, e se assustou ao ver que seus golpes não faziam efeitos em estranhos bruxos, cujos olhos opacos e tez branca eram assustadores, os dois amigos ouviram de algum lugar uma voz gritando que estavam enfrentando criaturas sem alma, frutos dos beijos dos dementadores, a pior espécie de vampiros, que obedeciam cegamente a Moira Snape.
Foi quando os dois amigos foram interceptados por Fenrir, este já em sua forma lupina, era descomunal sua força e ambos foram atingidos por um golpe deste.
Rony foi parar longe de Harry e antes que pudessem chegar até ele, outros comensais da morte se colocaram em sua frente.
Enquanto Rony lidava com dificuldade com os comensais, Harry sentiu sua garganta ser apertada, ele se debatia entre as garras de Fenrir, mas diante da força do lobisomem Harry praticamente não podia fazer nada, ainda segurando fortemente sua varinha Harry conseguiu atingir Fenrir com um feitiço, mas este apenas balançou a cabeça e voltou a atacá-lo.
Harry que nunca vira Fenrir, daquele jeito ao não ser quando o oponente era Lupin, se assustou, porém logo recuperou a capacidade de se defender e atacou Fenrir...
Este voltou à forma humana e pegou sua varinha.
- não é que o testa rachada aprendeu a se defender... – o tom irônico na voz de Fenrir enfureceu Harry assim como a lembrança de que ele estivera com Gina...
Parecendo adivinhar os pensamentos de Harry ou lê-los o que não era impossível, Fenrir gargalhou de escárnio.
- esta se perguntando o que eu fiz com sua garota? – ele abriu a boca e mostrou suas presas, já avermelhadas com o sangue de algum membro da ordem. – sinto lhe dizer, mas realmente não houve carne mais saborosa do que a dela, e o sangue.... – Fenrir imitou um ar apaixonado e pensativo, brincando com os sentimentos de Harry. – porém sinto lhe dizer que durou muito pouco poderia ter brincado mais com ela, e com o rebento que nem chegou a nascer. Mas eu aproveitei imensamente do presente que Draco possibilitou ao lord me dar... – Fenrir riu ao ver que o atingiu com a mentira descarada e como era tolo este arremedo de herói.
Ao ouvir da boca de Fenrir o que mais temia Harry sentiu sua mente falhar, não conseguia pensar claramente, e agiu por impulso, jogando todos os feitiços que passavam por sua mente, mas não foi suficiente Fenrir, se protegia com eficiência.
Harry apenas o fitava, com raiva, quando Fenrir ia dar o ultimo golpe em Harry, subitamente parou...
- deixarei você vivo por ora Potter, para ver de camarote seu sangue sendo jogado neste gramado...
Fenrir se afastou e Harry tentou chegar até ele para terminar com a luta, porém outra coisa lhe chamou a atenção.
Bellatrix Black duelava com Voldemort, e Harry podia ver que ela o levava para a direção oposta ao centro da batalha.
Harry foi naquela direção.
--_***Secretus***_--
--_***Secretus***_--
Hermione, Sirius, Bellatrix, Remus, Gui, Carlinhos e Tonks, que acabava de aparatar, no campo de Hogwarts, viram o céu cinzento chumbo e os gritos de pavor indicando que a batalha já começara, todos ergueram os olhos em direção ao céu e observaram, Moira flutuando, uma imensa energia a rodeando como um campo de força, seus olhos outrora azuis celestiais estavam escuros pela força mágica que ela comandava, seus cabelos vermelhos estavam revoltos pelo vento e vários dementadores a rodeavam, todos perceberam que ela tomava o cuidado de controlar os dementadores para atacar somente os inimigos, e poucos membros da ordem e aurores, estavam sendo feridos por eles, porém não era o mesmo que os comensais que caiam de forma grotesca de violenta sob os dementadores...
Porém mesmo assim eles podiam ver que alguns dementadores acabavam por roubar a alma dos bruxos da ordem e a força muito mais numerosas de comensais estava balançando o pendor em favor de Voldemort, eles trocaram um olhar rápido.
- eu irei trazer Voldemort, até o local exato do ritual, Draco, Mione, estejam preparados. – ela se virou para os demais. – Cissy, Tonks, Andie e Sirius, vocês serão à base do ritual, como já foi explicado, - ela olhou para Remus, Gui e Carlinhos. – tratem de não deixar que ninguém atrapalhe o ritual, temos que agir rápido...
Com isso Bellatrix entrou na batalha enquanto Draco e Hermione se colocavam um em frente ao outro, tendo apenas o espelho de ojesed ao lado deles, nas mãos de Hermione estava sendo segurado com força uma capa bordada com vários encantamentos.
Eles olhavam Sirius, Andie, Cissy e Tonks, começarem a preparar o ritual.
A voz grave de Sirius foi ouvida e o ritual se iniciou.
- Senhora de Avalon, protetora de minha casa, permita que eu seu servo, proteja com minha vida, não somente os que amo, mais a todos, esta guerra que não nos traz nada ao não ser rancor e destruição permita que eu seja o condutor de seu desejo e de sua força...
A voz de Sirius era forte e em um tom sério, juntos as suas palavras uma energia estupenda emanava dele e ia criando um circulo de magia, passado dele para Andie, que também murmurava palavras mágicas antigas de seu clã, indo para Cissy, que em silencio orava as sacerdotisas de sua linhagem. Tonks que pela primeira vez participava de um ritual, no começo, tremia, mas logo foi inundada por uma força mágica nunca antes imaginada, e quando viu sua voz acompanhava a dos demais em uma prece.
“Audiatme, Morgana, priestess de Avalon, defedo dos Blacks”...
Ouça-me Morgana, sacerdotisa de Avalon, protetora dos Blacks... Ouça meu pedido e nos proteja...
Ouça-me morgana, princesa da Cornualha, criadora do clã, líder de minha casa, eu que cujo sangue vem de ti, lhe rogo proteção.
Ouça-me Morgana, sacerdotisa de Avalon, e protetora dos Blacks, crie com suas forças a lendária proteção que só de ti és capaz de surgir...
Ouça-me Morgana, sacerdotisa de Avalon, protetora dos Blacks. Ouça meu apelo e nos torne um diante do perigo...
Ouça-me Morgana, sacerdotisa de Avalon, protetora dos Blacks. Traga as brumas para a nossa proteção.
As brumas envolveram os bruxos e logo se dissiparam deixando somente uma forte energia os envolvendo
Draco viu ao longe Moira enfrentar Harry Potter, e temeu pela alma da mulher que amava, apenas olhando para ela, que lutava ali bem perto ele sussurrou: “Não se entregue a isso meu amor, você é muito melhor que ele...”.
E viu Moira sorrir para, ele e dar as costas para Harry.
Trocando um olhar com Hermione eles sentiram a força mágica.
Draco e Hermione estavam envolvidos na energia mágica, e ao verem que o ritual de proteção fora completado começaram o de selamento.
Se colocando um diante do outro, tendo apenas o espelho entre eles, suas vozes ecoaram juntas; como uma canção antiga e muito ansiada por ser cantada novamente.
- Senhor das mentes astutas, dos magos e da magia, eu que venho de tua linhagem em cujas veias, não há toque de impureza, eu venho aqui, para como vos eliminar meu oponente, permita não só mata-lo, pois a morte é boa demais para aquele que eu desprezo, dê-me a habilidade de destruir sua alma, de aprisioná-la, em seu pior medo...
Foi quando o casal olhou nos olhos de Lord Voldemort, que os olhava, com ódio e desprezo.
Fora do circulo mágico Remus, Carlinhos e Gui lutavam com coragem jamais vista, lutavam, com graciosidade, defendendo com suas vidas os amigos. Foi Carlinhos o primeiro a ver os olhos de Harry... Ele correu na direção de Moira, seu coração sentindo uma sensação fria e terrível...
--_***Secretus***_--
--_***Secretus***_--
Bella andou calmamente pelo campo de batalha não se importando nem sequer em se proteger de eventuais ataques, ela emanava uma aura mágica, deslumbrante, seus cabelos negros estavam soltos e caiam como uma moldura pelo seu rosto alvo, segurava a varinha com graciosidade, ela ainda podia ver o ritual sendo feito e ali parou perto o suficiente do ritual e esperou, não precisou esperar nem mais um segundo para vê-lo.
Tom Riddle sentira a magia de Bella, e passou como um furacão pelo campo de batalha, matando sem piedade todos que estavam em seu caminho, aliados e inimigos.
Seus olhos estavam brilhando perigosamente, e seu sangue fervia, ele podia até mesmo já sentir em seus lábios o gosto agridoce do sangue de Bella e seu coração não acostumado a bater de felicidade doía.
E ele a viu, assim como há anos atrás, pela primeira vez, parada pronta para um combate e seu desejo aumentou. Um desejo que ele achava que estava morto, substituído por outro, porém ainda vivo em seu ser... Um desejo que ele teria que matar ou o mataria...
Ele gargalhou...
A mataria, e depois teria o que queria, ele se assustou pela primeira vez, ao perceber que não a mataria, pois a desejava ainda mais, depois de sua traição, até mesmo mais do que a Hermione.
Tom Riddle sorriu para Bellatrix, que também compartilhava com ele o desejo pela batalha, porém ela o queria morto.
Os dois deram passos calculados na direção um do outro a varinha riste ao corpo, os pensamentos fervilhando, e os olhos brilhando.
Não seria uma luta rápida, não seria uma luta justa, mas seria uma luta linda...
Isso eles sabiam.
Não trocaram nenhuma palavra, nenhuma ofensa, não era necessário, bastava se olharem...
Sabiam o que o outro pensava, o nojo, que ela emitia em sua alma, o “amor” deturpado e inegavelmente pútrido que ele sentia por ela.
E se atacaram...
- Sectumsempra! – a voz de Voldemort ressoou, enquanto na voz melodiosa e firme de Bellatrix o som de um outro feitiço ecoava.
- Fio Vitae.
Ambos também foram atingidos em cheio, o rosto de Bellatrix foi manchado com seu próprio sangue, fazendo um contraste entre o alvo e o escuro vermelho, ela cambaleou para trás com a força do feitiço, e levou uma das mãos até a altura de seu peito, onde um grande corte, vertia seu próprio sangue, mas ela não se importou com o machucado e usando seu auto controle e força, se reerguer se preparando para o próximo ataque que ela sabia que virias sem demora, viu com uma certa felicidade, Voldemort, se levantar, também este tinha um grande ferimento, que deixava, fluir uma grande quantidade de sangue, este mais viscoso e escuro do que o normal, demonstrando que também por dentro a escuridão de sal alma o afetara, ele exalava uma fúria incontrolável, e seu sangue não parava de verter.
- crucio. – eles disseram ao mesmo tempo, e seus feitiços, se encontraram se ricocheteando, Bella teve dificuldade para se proteger do contra ataque, enquanto Tom apenas suportou o ataque, e continuou a avançar em direção de Bella, esta vira que seu corte aumentara e a deixava a cada instante mais fraca.
Bella caminhou na direção onde os outros estavam, ainda olhando nos olhos de Tom, este tentava, descobrir as intenções de Bella, porém ele tinha que admitir jamais houvera uma mulher como ela.
Os dois duelavam, com maestria, usando feitiços, e até mesmo sua própria força física, Tom agarrou Bella, e esta o chutou com força o atacando de novo, agora com o próprio veneno de Tom.
- Sectumsempra!
O feitiço chicoteou e abriu outro grande ferimento e Tom, que somente agora parecia notar seu sangue fluindo abundantemente resultando do primeiro ataque que Bella lhe infligira.
Ele esbofeteou Bella com força a jogando no chão, o sangue dela, era brilhante e ele a segurou pelos cabelos, a varinha de Bella que fora jogada longe com a queda, vinha aos poucos na direção da dona, que debatia nos braços de Tom, este passou a língua com desejo em seu rosto trazendo para si o gosto do sangue dela.
Bella o atingiu com outro feitiço desta vez sem usar a varinha, que o pegou de surpresa.
Os dois se afastaram e voltaram a se olhar com raiva, Bella, já não estava mais pálida, seu rosto corado, e manchado de sangue, e seus olhos ferviam de dor e raiva, mas ela não desistiu.
- domínio corpórea.
Bellatrix gritou, e Tom pela primeira na batalha, não reconheceu o feitiço, e este foi seu erro, quando viu uma imensa força o arremetia, dentro do circulo mágico que os outros criaram. E este foi seu segundo erro, não perceber que fazia exatamente os passos que Bella desejava...
Bella caiu no chão deixando seu sangue banhar a grama verde, que agora já atingia o tom vermelho de seu sangue...
Enquanto Tom Riddle se deparava com Draco e Hermione.
A certeza da traição não o perturbava, mas a certeza, que também sua neta seu sangue, o traia, isso sim o perturbava. Olhou para os dois bruxos seus olhos amarelados mais parecia uma fenda de tanta maldade que possuíam...
Ódio...
Draco e Hermione cujas almas, brilhavam, pois estavam no ápice de toda sua magia, não foram atingidos pelo olhar sanguinário de Voldemort, e continuaram o ritual.
De aprisioná-la, em seu pior medo... Despedace, separe, destrua, o sele, em cada coração, cuja, alma bondosa demais não possa ser corrompida, o sele em milhares de corações, em pedaços infinitamente despedaçados, que jamais ele possa ressurgir, dê aos puros a condição de proteger o mundo do mal que os tortura, livre a mim, que sou como Ti, do mal que impacienta, que se julga melhor do que nós...
Voldemort, ouvia as frases e temeu como nunca em sua vida ele conhecia aquele feitiço...
Tentou se mexer, tentou se defender, mas sua magia estava obstruída, ouviu as vozes dos outros, a voz de Sirius, Narcissa e outras que não lhe eram conhecidas, elas lhe usurpavam o poder, foi quando algo aconteceu, Hermione, levou a mão ao coração, e seus olhos brilharam deixando cair lágrimas de desespero, ela desviou a atenção de Voldemort para o campo de batalha, e nunca vira tanta tristeza em seu olhar.
Tom Riddle se sentiu capaz de mover-se novamente, e sem sequer pensar suas mãos envolveu o pescoço delicado de Hermione que perdia as forças ao aumentar a força com que ele a estrangulava.
Draco cujos olhos estavam presos na mesma direção dos de Hermione, sentia seu coração dividido, algo o compelia a abandonar tudo e sair dali, sua alma, implorava, mas um brilho em outro olhar o encorajou, mas já era tarde, também sentia o ataque de Voldemort, que conseguia usar toda a sua escuridão interna para atingi-lo com força total, assim como Hermione seus joelhos fraquejaram a seu corpo foi atingido por uma imensa dor.
Draco e Hermione eram torturados, com força total por Voldemort, enquanto Sirius trocava um olhar com os demais, se saísse do circulo mágico, destruiriam o ritual, se deixassem eles morreriam, mas foi outra pessoa que atingiu Voldemort, que caiu, sem forças, possibilitando que Draco e Hermione se reerguessem, seus corações estavam apertados e havia lágrimas em seus olhos...
--_***Secretus***_--
Moira flutuava sobre o caos da batalha, usando seu dom de controle, os dementadores, atacavam sem piedade os comensais da morte, e os partidários das trevas, os gigantes sucumbiam, diante dos dementadores, e os homens negros sem alma, a serviço de Moira, brutalizavam, com desdém e rapidez os Lobisomens a serviço de Fenrir.
Da onde estava Moira podia ver a batalha entre Bellatrix e Voldemort, era absurdo, porém ela nunca vira batalha mais bela que aquela, dois fabulosos bruxos lutando com todas as suas forças, cada um defendendo seus sonhos, uns de paz, outros mesquinhos e cruéis, mas sonhos, Bellatrix levou vantagem jogando Voldemort no circulo mágico que Sirius, Andrômeda e Narcissa, comandavam, Moira sorriu ao ver Draco e Hermione segurando imbuídos, pela magia milenar, Tom Riddle se debatia , era um sorriso fraco e sincero...
Ela passou os olhos pelo campo verde de Hogwarts que neste momento já estava vermelho, banhado de sangue, o odor ocre das feridas abertas, sanguinolentas dos bruxos de ambos os lados a nauseava, os gritos ressoavam na mente de Moira, mas havia apenas um bruxo que ela procurava naquela estúpida batalha, apenas uma vida que ela queria obter, do bastardo do Harry Potter, ela buscava com ânsia aquele que a havia destruído seu coração, sua melhor amiga, sua mãe, e ela encontrou...
Harry corria, na direção de Hermione, seu coração batia rapidamente, porém seus passos eram lentos e podia se notar que cada passo era uma aflição para seu corpo lacerado por múltiplos ferimentos, porém Harry não sentia mais dor, apenas sua mente obrigava seu corpo a chegar até Hermione, ele há via dentro de um circulo mágico, porém nada entendia além de que Voldemort estava perto demais dela, assim com Draco Malfoy, o traidor, o bastardo que entregara Ginny a Fenrir...
Seu coração já estava por demais destruído pela perda de Ginny, Harry não podia imaginar perder Hermione também, sua vista embaçada pelas lágrimas não permitiam, ver claramente o que ocorria com sua amiga, nem ao redor, apenas passava correndo pelo caos trombando com outras pessoas, que nem sequer parava para ver se eram amigos ou não...
Ele tinha que chegar até Hermione...
Mas ele foi parado por uma figura frágil, e incrivelmente linda...
Os cabelos vermelhos sangue, tão escuros e brilhantes, contrastavam com a pele branca em excesso, o que fez Harry ter certeza, de quem era...
Moira Snape...
Ele a vira no começo da batalha invocando os dementadores as criaturas mais torpes que vira em toda a sua vida, Harry sentiu um calafrio percorrer lhe a alma, ao se deparar com o brilho nos olhos da bruxa a sua frente...
Ela apenas ergueu sua varinha, e Harry deu um passo para trás.
Sua mente trabalhava febrilmente, porém seu corpo estava incapaz de se mo0ver, se lembrando do ultimo encontro com Moira, Harry sentiu novamente ferver a raiva dentro de seu corpo, aquela bruxa tão frágil era pior que o demônio, usando toda a sua força de vontade Harry ergueu a varinha para Moira.
- estamos de novo frente a frente...
A voz de Moira não era mais doce e cativante, e sim cruel e impiedosa e Harry, sentiu como se Voldemort estivesse em sua frente.
Harry tremeu...
E Moira deu m passo em sua direção...
- como é Potter perdeu a língua e a coragem? – Moira desdenhou. – ou não em diga que é apenas valente quando tem um séqüito a seu dispor para lhe defender? Ou melhor, agora que não tem mais nenhuma poção do velho, está com medo, pois sabe muito bem que nunca será um bruxo capaz de enfrentar uma Drecco sem artimanhas e com honra?
Harry sentiu seu rosto esquentar...
E uma súbita coragem tomou conta de seu ser, ele não seria humilhado por aquela garota.
- ao contrario de você, não tenho a mesma maldade em minha alma, para desejar uma batalha...
Moira riu da cara de Harry e de suas palavras tolas.
Um frio incomum se tornou mais evidente.
- fala demais em maldade, e bondade, para um bruxo, que emboscou traicoeiramente uma mulher, que não o matou apenas para poupar duas grávidas, acho até mesmo que arriscou a vida daquelas idiotas porque não eram seus filhos que corriam riscos, - Moira parou parecendo pensativa e quando falou novamente seus olhos tinham um brilho acido. - ah... Ia me esquecendo você nem ao menos defendeu a mulher que esperava um filho seu, deixou que ela fosse pega pelos mais cruéis comensais, sabe que ela provavelmente foi brinquedo deles por muito tempo antes de morrer...
Moira não conseguia mais controlar sua raiva, seus olhos incrivelmente azuis, estavam negros, assim como sua alma, que sangrava de saudade. Seu único intento era destruir Harry.
Antes mesmo que percebesse, ela o atingiu com um forte feitiço de tortura, Harry se debatia no chão frio de orvalho e Moira se rejubilava com seu sofrimento...
Mas algo dentro de Moira doeu mais forte ela cessou a maldição, grossas lágrimas podiam ser vistas rolando por seu belo rosto... Em algum lugar da mente dela a voz de Draco era mais forte... “Não se entregue a isso meu amor, você é muito melhor que ele...”.
Se aproximando de um Harry jogado no chão, Moira cuspiu na cara dele.
- sua morte não vale minha alma Potter...
Moira deu as costas para Harry a tempo de ver Carlinhos correndo até ela, seu rosto indicava o esforço que fazia para chegar até ela, e mais adiante, Draco a olhava, enquanto exercia seu papel no ritual, mesmo a distancia ela viu um sorriso nos belos olhos do amado e sorriu, ela sabia que ele novamente tinha salvado sua alma...
Moira foi tirada do devaneio pelo empurrão de Carlinhos.
Carlinhos segurou Moira nos braços e se levantando se colocou entre ela e Harry, com o baque a varinha de Moira foi jogada longe e ela viu os olhos de Harry, a olhando com profundo ódio.
- se afaste dessa comensal Carlinhos! – Harry gritou, mas não era mais sua voz, costumeira ela estava engrossada pela raiva cega que seus olhos mostravam viver em seu interior. – está sob efeito de feitiço?
Harry olhava o mais velhos dos Weasley com espanto, ele defendia uma comensal?
- se afaste Harry, e se acalme eu posso explicar tudo...
Mas a voz de Carlinhos foi silenciada por outro urro de Harry.
- sai!
Moira fez sinal que ia derrubar Harry com um feitiço, mas Carlinhos a impediu.
- deixe comigo Moira, ele, vai entender...
- o que há pra entender há não ser que você ou está sob feitiço ou vendeu sua alma, ao demônio, Carlinhos se afaste, esta mulher é uma torturadora, não a vê comandando estes demônios?
Harry estava cego de raiva, e dor, seu orgulho ferido...
- não seja tolo Harry, ela está do nosso lado, não vê que estamos há um passo de vencer Voldemort?
- não Carlinhos, ele não vê, pois como sempre Potter só vê o que quer, e ele é o salvador do mundo, não consegue entender nunca que o ódio, é seu maior defeito perante Voldemort... Sua mente é um livro tão aberto para o Lord que não sei por que nunca compreendeu que todas as mortes de seus amigos, estavam assinados com seu nome também.
Moira falou com raiva.
- cale-se cria de Voldemort, eu vou matá-la assim como matei sua mãe...
Harry ergue a varinha e Carlinhos imediatamente ergueu a dele. Seu rosto trazendo uma nobreza e um brilho de obstinação estupenda, ele jamais poderia deixar Harry, que era um grande amigo cometer tamanha maldade, sabendo que o que o fazia agir assim, era a mesma dor que ele sentia, pela perda da irmã amada, por esta estúpida guerra, ele não poderia deixar Moira ser machucada após tudo o que ela fizera para ter uma chance de ganhar esta guerra, por abrir mão da companhia da filha, por tudo o que ela já perderá, ele não poderia...
- eu não permitirei que a machuque Harry, por favor, me escute Moira está do nosso lado, um momento e tudo acabará... Hermione e Draco estão há um passo de resolver tudo com um ritual, não os vê? Não deixe que sua alma, seja corrompida pelo ódio, não se permita cometer o mesmo erro daquele que você odeia tanto...
Mas Harry não o ouviu, sua mente estava confusa e seus olhos o traiam, se não houvesse tanto ódio nele, ele veria a influencia de Voldemort em suas ações, ele veria os olhos malévolos, presos mesmo a distancia nele...
Mas ele não ouviu, nem Carlinhos explicando, nem Moira gritando para Carlinhos se proteger, apenas ouviu sua voz gritando a maldição da tortura.
Carlinhos apenas deu um passo para trás surpreso, enquanto Moira conjurava uma proteção, Carlinhos ao ver a barreira de Moira cair diante da força do feitiço se virou para ela a envolvendo com os braços, na ultima tentativa de protegê-la.
Ele murmurou para Moira...
- diga a Mione que eu a...
Moira olhou nos olhos de Carlinhos, que a protegia sentindo uma dor avassaladora trespassar seu corpo, nunca sentira tamanha dor na vida, seu sangue fervilhava nas veias e feridas imensas surgiam, nem a proteção do corpo de Carlinhos fora o bastante diante da força com que Harry os atingira.
Ela caiu no chão com o corpo de Carlinhos sobre ela... Ela podia ver que ele estava desfalecido.
Sua garganta arranhava, e ela com muita dificuldade, se arrastou para fora dos braços de Carlinhos, ela caminhou na direção de sua varinha, e olhou nos olhos de Harry que olhava atônito para Carlinhos, que jazia ao seu lado.
Moira sentia sua força se esvaindo a cada segundo, junto a seu sangue que trasbordava por inúmeras feridas, em seu corpo, grossos filetes de sangue escorriam pro sua boca, e ela se arrastava na direção da varinha, precisava parar o sangramento ou morreria... E ela precisava proteger Carlinhos tira-lo desta batalha...
Mas gritos desesperados de outra direção a fizeram se virar...
Hermione jazia dentro do circulo, seu pescoço sendo apertado por Voldemort, e Draco olhava em sua direção, dividido visivelmente entre terminar o ritual ou ajuda-la, com um olhar Moira fez Draco entender que iria conseguir, mas Draco foi subjugado pela força de Voldemort que se voltará para ele...
Tirando forças de Merlin sabe onde Moira se levantou, e caminhou vacilante na direção de Draco, um rastro de sangue ficava sob o lugar em que ela pisava...
Mas ela caminhava.
--_***Secretus***_--
(a partir de agora narração mutua dos acontecimentos.).
Moira caminhava com muita dificuldade, seu sangue fluía de seu corpo, ela se engasgava, com seu próprio sangue, mas mesmo assim caminhava, sentia o olhar de Harry em si, ele há via agonizar... Ela tentou achar em vão sua varinha, porém desistiu Draco precisava dela, ela esqueceu as feridas dolorosas, e passou pelo corpo de Bellatrix que estava em meio a uma poça de sangue. Sabia com um olhar que apesar de seriamente ferida Bella sobreviveria.
Viu quando Sirius iria desfazer o circulo de proteção para tentar resgatar ele, e o impediu.
Após tantas dores, e perdas, Tom Riddle precisava morrer.
Ela encontrou os olhos de Draco que a olhavam com amor, com medo.
E murmurou seu ataque.
- serpentis forces. – uma imensa cobra de pura energia envolveu o corpo de Voldemort esmagou os ossos do corpo deste que somente agora a vira.
Draco tentou gritar, tentou ir até a esposa, mas ele viu nos olhos de Moira o pedido silencioso.
Ele tinha que terminar...
Hermione que também se erguerá, olhou para Draco e juntos continuaram...
Enquanto isso Moira cambaleou pra trás caindo no chão, seu sangue se misturando ao de Bellatrix que acabara de despertar e tentava vir em sua direção.
Moira chorou, sentindo o frio da morte se aproximando, percebendo a perda de sua mestra os dementadores, passaram a atacar indiscriminadamente assim como os homens sem alma, porém Moira apenas desejava, sentir mais uma vez os braços de Draco ao ser redor, e poder ter sua mãe ao seu lado.
E talvez Merlin estivesse ouvindo ou Morgana, já que ela era também uma parte de um Black, resolveu intervir.
Moira sorriu ao ver sua mãe, envolta em um brilho esplendoroso, e viu que seu pai também estava ali.
- mãe... Pai... Que bom que vocês estão aqui, estou tão sozinha... – ela murmurou, sentida, suas lagrimas se misturando aos filetes de seu sangue, e foi envolvida pelos braços de sua mãe Moira caiu em um sono.
Draco que olhava para o espelho recitava com Hermione os ritos finais, e seu coração foi atingido dolorosamente, usando talvez a mesma força que Hermione ele continuou, ou talvez fosse a mesma esperança que Hermione tinha em seu coração que lhe dava forças, eles sonhava que ela estava bem...
Hermione segurava a capa bordada, e lagrimas lhe banhava o rosto, lutava, contra seu coração, não acreditando no vazio e na solidão que sentia, não podia ser verdade, ela dizia cada frase com força desejando que tudo acabasse e que pudesse correr para os braços de Carlinhos, para confortá-lo e receber dele, seu amor, tudo o que ela sonhava...
- do mal que impacienta que se julga melhor do que nós... Salazar o maior de todos pedimos que sele esta alma, impura e indigna de caminhar em nossa era e em todas as que virão... Que sua alma seja partilhada entre almas, que jamais nasçam com don da magia, almas puras, cujos corações transbordem de bondade...
Uma entidade tão poderosa se materializou na frente de Draco e Hermione.
O próprio Salazar.
E naquele momento todas as almas, dos guerreiros mortos em combate naquele dia, foram trazidas e para uma urna que este trazia...
Draco falou desta vez sozinho.
- lhe entregamos o sacrifício...
Hermione completou.
- Sele esta alma, neste objeto que lhe oferto...
E Salazar pegou Tom Riddle que sem forças, apenas era um bruxo amedrontado diante da morte. O corpo de Tom, foi sendo sugado para dentro do espelho de ojesed e logo após Salazar, embora demonstrando sua contrariedade, fez a capa que Hermione segurava com firmeza adentrar o espelho envolvendo um Tom Riddle furioso, logo após seu corpo e sua alma, se desfragmentaram, evaporando...
E em centenas de milhares de pessoas, com olhos bondosos, corações puros, um fragmento ínfimo dela foi trancafiado, e assim seria para toda a eternidade, deixando a cargo de todos os realmente anjos em terra a guarda do mal que um dia caminhara por esta terra.
E uma forte onda de poder eclodiu os jogando para longe do local.
Antes mesmo que pudesse dizer algo à inconsciência chegou até eles.
E a guerra estava acabada, talvez por um preço alto demais.
Os comensais tiveram seu poder diminuído, os guerreiros da paz, ao ver a marca negra sumir indicando a derrota definitiva de Voldemort, encontraram em suas almas, uma renovada força...
Muitos choravam, e muitos ainda chorariam ainda mais.
Harry estava caído no chão, o rosto sem demonstrar nada como se algo dentro dele estivesse destruído...
Draco, Hermione, Gui, Bella, Sirius, Narcissa, Remus, Andie, Carlinhos, Moira e todos os outros nem sequer sabiam se ainda estavam vivos...
Mas a guerra acabará...
Uma criança longe dali, em terras longínquas chorava desconsolada...
Molly despertou de um pesadelo, o coração apertado...
Fleur chorava, pedindo para alguém que não a escutava, para que tirassem sua pequena irmã das mãos de Voldemort, do seu calabouço...
Uma mulher pequena, estava jogada em seu próprio sangue e tremia...
Uma outra despertava na cama de um hospital, sentindo que sua alma, não existia mais...
E varias pessoas, cuja alma era repleta de bondade, sentiam que havia mais um motivo para viverem, e se pudessem preservar o mundo em que viviam...
Era o fim da batalha final, contras as forças de Tom Riddle.
Um nome que seria apagado da historia.
Mil estrelas... Uma lágrima... E todo o caos foi varrido deste mundo...
Nós Blacks temos o poder de juntos desafiarmos o mundo inteiro...
Luna Black.
...Nossas meninas estão longe daqui, e de repente eu vi você cair, não sei armar o que eu senti, não sei dizer que vi você ali, quem vai saber o que você sentiu... Quem vai saber o que você pensou... Quem vai dizer agora o que eu não fiz, como explicar pra você o que eu fiz... Somos soldados pedindo esmola... E a gente não queria lutar... A gente não queria lutar...
...Agora a coragem que temos no coração parece medo da morte, mas não era então...
Após a batalha...
Havia gritos por toda a parte, em meios aos destroços do local, que há poucos minutos atrás fora o palco da ultima batalha.
Bellatrix sentia o corpo ainda tomado por espasmos de dor, seus olhos estavam fechados e ela podia sentir o odor de sangue misturado com o cheiro da grama molhada pela chuva que começava a cair, como que para lavar todas as almas envolvidas na batalha.
Foi quando ela sentiu o toque quente em sua pele fria.
Aquele toque tão seu, que ela nem precisava abrir os olhos ou ouvir algo dos lábios dele, para saber a quem pertencia.
Sirius a ergueu com carinho e murmurou palavras de amor em seu ouvido a despertando de seu devaneio dolorido.
- Bella, minha estrela...
Mas elas foram perdidas, ou para melhor dizer foram guardadas em um canto da mente de Bella, para depois serem sentidas, por hora Bella só desejava olhar em volta e encontrar aqueles que ela amava, ela podia sentir cada soluço e a dor que eles sentiam.
Naquele instante todo o mundo mágico ou não, estava em completa felicidade, os bruxos por terem a certeza que o mal fora derrotado, os trouxas por acharem que mais um lunático, com mania de grandeza e armas estranhas fora derrotado.
Voldemort estava morto, o mal que jurará ser eterno, estava liquidado, todos podiam após muito tempo ficarem em paz, exceto aqueles que mais lutaram por está paz.
Ali estavam os mais maravilhosos bruxos que Bella conhecia e não havia sorrisos. Bella olhava os rostos banhados de lágrimas e sangue. Olhos que buscavam em volta em busca de amigos, filhos, com esperança de que talvez eles tivessem sobrevivido.
E Bellatrix sabia que ela também tinha aquele brilho de esperança no olhar.
Eles haviam perdido muito, principalmente naquela noite, algumas perdas seriam inevitáveis, afinal era uma maldita guerra.
Porém Bella sabia que muitas, principalmente às que realmente importavam a ela, poderiam ter sido evitadas.
Mas decisões precipitadas e dolorosas foram feitas àquela noite, e era em busca dos destroços dessas ações que Bellatrix buscava com seu olhar, seu único desejo eram encontrar sua filha, e irmãs, amigos ligados por sangue ou por carinho.
Foi naquele momento que os olhos dela recaíram em Harry, muitos bruxos passavam por ele, o parabenizando, outros sussurravam “mas não foi ele que derrotou aquele que não deve ser nomeado...”
Mas Harry, nem sequer ouvia, Bella sabia que o motivo do brilho morto no olhar verde esmeralda dele, era o peso da responsabilidade de suas decisões de uma morte.
Ela se não tivesse a urgência de encontrar Hermione e os outros, poderia azará-lo com toda a raiva que havia nela, mas por ora ele nem sequer merecia a raiva que ela sentia.
Bella continuou a andar apoiada em Sirius que também buscava com avidez Hermione e os outros. Lágrimas toldaram sua visão quando seu olhar encontrou em um tom vermelho que ela aprenderá a devotar carinho e respeito naqueles últimos dias.
Draco estava sentado no chão, úmido segurando com força, o corpo frágil, cujos cabelos extremamente vermelhos vivos e escuros, contrastavam com a pele branca. Ele a segurava e a embalava com carinho, misturando os tons loiro e vermelho de seus cabelos, e uma grande quantidade de um outro tom de vermelho, escuro e opaco, do sangue já seco de Moira. Foi com um alivio tão grande que Draco, sentiu seu coração voltar a bater quando Moira abriu com dificuldades seus olhos e olhou por um momento para ele, e murmurou quase sem forças: - oi, amor... – e fechar novamente os olhos apenas retribuindo fracamente o abraço de Draco.
E Bella deixou outras lágrimas caírem por seu rosto, ao ver que ela estava salva, e assim o coração de Draco também.
A dinastia Snape estava salva.
Bella continuou andando em passos lentos, sentindo também o pesar e o amparo de Sirius junto a ela.
Ouviu a voz de sua sobrinha e se virou para ver Tonks, abraçada ao corpo de Andie...
Sua irmã... Que abraçava com força a filha e Gui, a beijando a todo instante, como que para ter certeza que estavam vivos e bem, quando viu a irmã caçula andie se levantou e abraçou Bella, trazendo seu conforto a alma de Bellatrix.
Mas foi Sirius que soltou um grito dolorido ao avistar no meio do caos, Cissy sendo carregada por Remus. Ela tinha o rosto extremamente pálido e assim como o de Remus que parecia carregar a maior tristeza do mundo no olhar, Bella sentiu seu coração parar dolorosamente.
E correu até ela murmurando uma prece...
- por favor, por favor, não me tire ela...
Havia tanta dor e fé naquele murmúrio, enquanto Bella corria até a irmã mais velha, que talvez Morgana a tenha ouvido, já que assim que Bella tocou o rosto coberto de sangue da irmã, ela abriu os seus magníficos olhos azuis celestes e falou fracamente, sua voz não passando de um sussurro.
- meu coração está dolorosamente ferido, mas agora tudo acabou minha irmã poderemos ser realmente felizes agora.
Bella ficou ali, com Cissy, mas logo se soltou...
Narcissa sabia o que faltava ao ver o brilho nos olhos da irmã.
- eu preciso achá-la...
Mas tudo parou...
Não foi necessário dar nenhum passo, os olhos de Bella foram atraídos até Hermione.
Hermione andava, entre os escombros e entre vários bruxos, alguns tentavam falar com ela, outros apenas a deixavam passar assustados com o que havia no olhar da bela e frágil morena, que tinha tanto sangue e feridas em seu corpo, que muitos duvidavam que restasse muita vida nela.
Ela buscava uma coisa...
Sua vida.
Seu rosto marcado por lágrimas e sangue a deixava parecendo uma criança perdida em um mundo nefasto e cinzento, de dor e magoa.
Bella sabia o que ela procurava, e sabia que tinha que deixa-la encontrar, por mais doloroso que fosse.
Só restava a mãe, que andasse atrás dos passos da filha para ampará-la quando fosse preciso, pois seria.
Hermione chorava um pranto dolorido e seu coração batia fracamente.
- Carlinhos...
A voz dela fraca ecoou e se perdeu no caos, de choros de alguns de sorrisos de outros.
Mas ela o viu ali, andando também como ela pelos escombros, seu corpo estava muito ferido, mas ele tinha um sorriso que só aumentou ao vê-la ali parada olhando para ele.
- meu amor, Carlinhos... – ela disse baixinho. –Hermione beijou os lábios de Carlinhos, sentindo o calor de Carlinhos lhe envolvendo a alma...
Os corpos nem se importavam com a dor que seus movimentos causavam, eles se impregnavam do cheiro e do toque um do outro.
- você acha que eu poderia lhe deixar... – Carlinhos disse com aquele sorriso doce e cativante de sempre. – nós vamos viver uma longa vida juntos meu amor, minha doce e amada Hermione...
Eles choravam de felicidade.
Foi quando viu que Sirius reunirá a família.
Draco trazia Moira, ainda em seus braços, junto à Gui, Andie e Tonks, Remus e Cissy estavam abraçados como se dependessem disso pra continuar, e talvez dependessem.
Os Black restantes estavam ali, dolorosamente feridos, com suas almas leves e corações cheios de felicidade e amor...
--_***Secretus***_--
A batalha acabará, porém havia muito a celebrar...
O mundo mágico comemorou durante dias, meses, esta batalha...
Os nomes deles foram escritos como heróis, e como sempre os Blacks voltavam a ser a nobreza do mundo mágico, os Malfoys recobravam seu valor, os Lupin, se tornavam o exemplo que nem mesmo os lobisomens são completamente destruidores, pois ali existia um herói.
Os snape foram honrados como mereciam e quando diziam no nome Severus e Serene, era com respeito e admiração...
Os Weasley, tiveram que a muito custo superar a perda de Gina, mas os netos de Molly ajudaram muito...
Todos foram felizes...
“Estrelas radiantes no céu, e donas destas terras... Blacks.”
Capitulo 69 – Epílogo. – Vidas novas...
Faltava um pouco mais de quinze minutos para o pôr do sol, e uma mulher linda com um corpo delicado e sensual de cabelos longos e negros estava sentada em uma pedra, olhava com um olhar divertido as dez crianças que brincavam ali.
Seus belos olhos não conseguiam disfarçar a imensa alegria que sentia ao estar ali.
Era até mesmo uma cena linda de se ver, os cabelos vermelhos de cinco deles, chamavam a atenção a distancia. Uns do mesmo tom do sol, um único tão escuro, como o carmim.
Hermione sorriu ao notar que algumas pessoas que passavam achavam muito incomuns estas tonalidades de cabelos.
Ela reparou na brincadeira que consumia a atenção deles e riu.
Eles brincavam de ser auror, talvez fosse influencia dos genes.
Quatro crianças de seis anos ouviam atentas, quase como reverenciando a mais velha entre eles dando ordens, os outros dois de cinco anos a olhavam com uma mistura de encanto e provocação, seus cabelos negros contrastando com a pele alva, e olhos incrivelmente belos, os faziam uma rara beleza no grupo, que predominava de ruivos, com exceção dos outros três que eram loiros.
A mais velha do grupo, Morgana Malfoy, havia se levantado e sorriu em direção de Hermione que devolveu o sorriso para a afilhada, logo depois os grupos se separam para continuar a brincadeira.
Morgana dividira o grupo em três, ela junto à aos três mais novos, que eram Vega e Pollux Black, e Lyra Black Lupin.
Hermione sorriu ao ver seus irmãos mais novos de cinco anos tentando acompanhar Morgana, e riu mais ainda quando Vega, cansada desistiu de brincar e veio se sentar ao seu lado, era uma miniatura de Bella. Lyra de apenas quatro anos corria atrás dos outros fazendo seus pequenos cachos dourados brilharem ao sol do fim de tarde.
No outro grupo este liderado, pelos Gêmeos Procion e Alhena Black Weasley, com ajuda de uma das gêmeas de Fred e Laura, Marjorie tinham dificuldade de pegar Morgana, e Hermione deu um sorriso ao ver Caleb Black Weasley seu filho e a outra gêmea de Fred, Samantha ouvir os planos de Julia Longbottom para pegar Morgana. O seu forte filho Caleb, era a completa realização de sua vida com Carlinhos e de todo amor que sentiam.
O coração de Hermione disparou ao ver seu filho cair no chão.
Mas antes mesmo que pudesse pensar ele já se levantara e trazendo Morgana presa em seus braços, apesar desta ser mais velha, Caleb já era de sua altura e muito mais forte que a frágil Morgana, esta estava contrariada mas logo caiu na risada com Caleb.
E foi rindo nisso que sentiu um toque quente em seu ombro.
Não precisou olhar para trás para saber de quem era o toque, ela o reconheceu.
- chegou cedo, Draco. – Hermione disse baixo para não atrapalhar sua pequena irmã Vega que agora brincava com conchas do mar.
- não há muito que fazer no quartel hoje. – Draco respondeu se sentando ao lado de Hermione nas pedras.
Assim como que para Hermione estes sete anos fisicamente fizera muito bem para Draco.
Seu rosto agora era muito mais maduro, os cabelos ainda longos, eram brilhantes e seu corpo não havia palavras para descrever, o capitão dos aurores era o bruxo mais cobiçado do mundo mágico, mais assim como ela em seus olhos acinzentados muita felicidade existia. E tinham donos.
- do que eles estão brincando? – Draco perguntou curioso ao ver que eles corriam e simulavam duelos com varinhas feitas de papel. E que sua filha estava tão concentrada que nem sequer o vira chegar.
- de aurores. – Hermione disse, e observou Draco abrir um sorriso irônico.
- me diga de quem será que eles puxaram isso?
Hermione apenas riu. – não sei talvez, que tirando Lyra todos tem um dos pais nesta profissão, peculiar.
Draco riu. E quando ia comentar mais alguma coisa foi enlaçado pela filha para um forte abraço.
Morgana o envolveu e o beijo no rosto como se não o tivesse visto por um longo tempo e não algumas horas.
- demorou papai...
- desculpe princesa, mas como sabe alguém tem que trabalhar lá no quartel... - ele disse olhando de lado para Hermione que se dera ao luxo de não ir aquele dia. – nem todos aurores são tão magníficos que podem passar à tarde na praia.
Hermione ia se defender ironicamente da brincadeira do primo, mas deixou para Morgana que foi mais rápida.
- ah também nem todos aurores são também inomináveis, como minha madrinha.
- exatamente, fazer o que se sou indispensável para vocês...
Draco não retrucou, pois no fundo sabia muito bem disso.
Morgana voltou a brincar, enquanto Caleb veio até Draco.
Este tirou umas cartas de mágicos antigos e entregou para a criança.
Ele olhou com atenção depois deu um sorriso radiante.
- obrigado, Padrinho, eu não tinhas estes aqui ainda. – Draco sorriu ao ver a satisfação de Caleb com algo tão simples. – não é tão fácil encontrá-los como é encontrar figuras de vocês...
Hermione corou.
A conversa foi interrompida pelo furacão Tonks.
Esta surgiu com os cabelos rosa e um vestido branco que lhe acentuava a barriga já enorme de quase nove meses.
- oi pessoal, desculpa a demora, eles deram trabalho? – ela perguntou sorridente para Hermione apontando o casal de gêmeos que não ficavam devendo a nada os outros gêmeos da família Weasley.
Foi Draco quem respondeu depois de dar um sorriso apreciativo para a prima.
- não se preocupe prima, eu dou conta do recado. E você, espero que não esteja se cansando, tem que ficar de repouso e não programando outros rebentos. – ele sorriu malicioso ao ver que a prima estava corada.
- ah, eu sei que você dá conta... – ela apontou Morgana que brincava perto da água. – e não se preocupe, o próximo rebento só na próxima encarnação, chega de Weasley.
- Tenho que concordar com você, só de Weasley pode se encher uma festa.
O trio caiu na gargalhada.
Logo todas as crianças rodearam Tonks, e Morgana veio andando devagar ao lado de Caleb que lhe mostrava as figuras que ganhará.
- então me diga Draco, que tal, eu ficar com Morgana lá em casa este fim de semana, vou levar Caleb também – Hermione que não sabia do fato a olhou. – e com todos os outros.
- por mim tudo bem. – Draco olhou para a filha que apesar de não dar pulos de alegria como Caleb, tinha um brilho no olhar de felicidade. – mas será que não vai se cansar tendo mais de dez crianças em casa?
Tonks balançou a cabeça.
- claro que não, sem contar que Molly estará lá para me ajudar, e Gui também, você bem sabe que Morgana é como se fosse neta de Molly se ela não for, Molly e todos nós sentiremos muita falta, e vocês podem ir jantar lá no domingo.
Quando Hermione e Draco concordaram Tonks ordenou a todos que reunissem os brinquedos.
- e a tia Bella, Mione já voltou de férias?
Hermione sorriu.
- minha mãe, acabou de mandar uma coruja dizendo que estavam pensando em prolongar a vigésima lua de mel, por mais uns dias...
- me diga Mione, quando que não é lua de mel, para os seus pais? – tonks perguntou sorridente.
- nunca... Até quando brigam, brigam somente para fazer as pazes...
Os amigos sorriram.
Foi quando pára a alegria geral, Moira, Gui e Carlinhos aparatam em frente a eles.
O engraçado é que Moira, apesar de grávida de cinco meses ainda estava muito ativa e vinha tirando sarro de Gui e Carlinhos.
- do que vocês estão rindo? – Perguntou Tonks.
Moira respondeu se controlando para não cair na gargalhada novamente quando chegava perto de Draco.
- esses dois estavam dizendo que vocês duas. – ela apontou para Hermione que também tinha uma barriga já acentuada pela gravidez. – estão os fazendo comprarem doces estranhos no meio da noite.
Hermione riu.
- é culpa deles, de nos engravidarem...
E Tonks concordou.
- e você não tem desejos estranhos? – Perguntou um inocente Carlinhos.
E Draco sorriu malicioso.
- ah, ela tem, mas eu até gosto muito deles...
Moira corou até a raiz de seus cabelos já vermelhos.
E todos riram.
Foi quando para infelicidade dos homens presentes, passou uma belíssima trouxa que os fez olharem embasbacados, (para dizer a verdade era um prima vella da Fleur.) o que deixou as três grávidas presentes bem irritadas.
Eles tentavam apaziguar os ânimos delas, mas falhavam miseravelmente, Draco e Carlinhos cientes do gênio forte das mulheres já falavam a distancia quanto o ingênuo Gui ainda tentava abraçar Tonks, que espumava de raiva.
- vai abraçar aquela vaca loira, vai...
O que fazia a festa dos filhos e sobrinhos que já não agüentavam de rir dos pobres pais e tios.
Caleb amparava Morgana que de tanto rir, quase caíra e não pararam de rir, ao ver Laura também vir andando com um Fred correndo atrás.
- quem você pensa que é Fred Weasley para olhar para outra na minha frente, ta querendo abreviar sua existência?
Fred coitado apenas tentava ficar fora do alcance da magia de sua esposa.
- querida fique calma, meu filho ta ai dentro...
- meu filho! – Laura disse já sem paciência, espumando de raiva.
E assim ficou por mais um tempo, até elas se cansarem de brigar e saírem juntas deixando os pais com os filhos para se virarem sozinhas alegando que precisavam ficar sozinhas.
Enquanto os homens se deparavam com as criaturinhas lindas e altamente criativas em termos de bagunça, com um olhar de “estamos perdidos”.
As mulheres sentavam em uma sorveteria rindo da cara que seus maridos deviam estar fazendo.
As quatro grávidas ainda receberam a chegada de uma Luna também irritada e também como elas grávidas.
- Por Merlim já perceberam que nossos filhos vão estar todos na mesma época em Hogwarts? – Perguntou Tonks.
- ah, sim tenho pena de Remus e Minerva, com eles, pois quando os mais velhos estiverem saindo esta nova leva vai entrar... – Disse Hermione apontado para sua barriga.
E todas riram.
E quando chegaram em casa já nem mais lembravam do porque da briga e juntos aos seus amados, ficaram vendo as estrelas, algumas faziam muito mais do que isso...
Mas ai já é outra estória.
- No livro do amor minha historia é a mais bonita meu par é o mais perfeito...
Hermione Black Weasley.
- não é verdade, pois é a minha...
Moira Snape Malfoy.
- sinto lhe informar, mas, desculpa... Eu e Gui somos o casal mais tudo de bom daqui...
Tonks Weasley.
- ah, não... E Eu e o Fred? Somos mais do que perfeitos...
Laura Lin Weasley.
E essa discussão só foi terminada com a chegada de Bellatrix.
- minhas caras, Sirius e Eu, não somos perfeitos, mas somos Blacks, ao quadrado.
Bellatrix Black
E todos riram.
E era a mais pura verdade, não havia amor maior do que o de Bellatrix e Sirius Black.
Fim.
Vivis Drecco. Este é um presente.
|