Capitulo 61 – Decisões de Harry...
Harry caminhava a passos firmes em direção a saída do hospital, nenhum enfermeiro ou medibruxo, ousava deter o prometido, pois havia tanta raiva e tristeza em seu olhar, que seus pensamentos assassinos, podiam ser ouvidos e sentidos a quilômetros de distancia dali.
Assim que se viu fora da proteção do hospital ele se virou para Luna.
- onde devemos aparatar, e estamos com tudo aqui?
Rony balançou a cabeça afirmativamente.
- Harry, você tem certeza do que esta fazendo uma boa escolha, talvez devêssemos pedir ajuda de Sirius, ou Lupin, ou tentarmos encontrar Hermione. – Neville perguntou.
- não entende Neville, a está altura, ele deve estar com Hermione, eu sinto em meu coração que minha amiga esta precisando de mim, quando destruirmos aquela comensal da morte, estaremos a um passo de deter Voldemort, - ele olhou desesperado para o amigo que tremia nervoso ou com medo. – ela é uma comensal não hesitaria em nos matar, não vou perder mais ninguém nesta guerra, me diga o que faria se fosse Luna, que fosse morta por Fenrir?
Diante da pergunta de Harry, Neville abaixou os olhos e pegou na mão de luna.
- você tem razão Harry, não é hora de temer, a batalha.
Eles foram até uma rua deserta o que não foi difícil diante da hora já avançada da madrugada.
Luna se concentrou no feitiço de busca e sorriu para os amigos.
- apenas se concentrem – eles deram à mão de se concentraram no lugar que Luna, informou. – floresta das trevas, mansão Prince Snape.
Os cinco bruxos caíram no chão esgotados, fora mais difícil do que pensaram passar pelas proteções mágicas do local, mas agora estavam diante de um gigantesco portão com as iniciais da família Prince Snape.
Harry sentiu um arrepio congelar sua alma, ao ver que estavam cercados.
Dez elfos, os olhavam com atenção e ele ergueu seus olhos e encontrou Serene Snape os olhando.
Os cinco, viram os olhos belíssimos com um brilho, gelado e ferino.
- nunca pensei que seria tão tolo, de entrar no covil de um lobo, Potter. – na verdade Serene ponderava se havia algum resquício da inteligência de Lílian em Harry, mas estava difícil identificar.
- não tenho medo de você, - Harry falou com a voz aumentada pela raiva. – nunca tive de seu marido, e nunca terei de você.
Serene gargalhou.
- sua tentativa inútil de esconder suas emoções reais Potter é tão lamentável que chega a ser hilariante, me diga não aprendeu nada nestes anos todos com a filha de Bella? Ou com Dumbledore? Porque seus pensamentos gritam em minha mente.
Ela desdenhou o deixando mais irritado e mais vulnerável.
Serene poderia ficar brincando com o Potter, se não fosse por um dado que passou despercebido pelos cinco bruxos da ordem, não era apenas emissários de Serene que os cercavam, Serene conseguiu notar no mínimo sete lobisomens e outras formas de vida estranhas.
E pensou por um momento.
Sabia que Harry pretendia usar uma chave de portal, para retirá-la de sua casa, e que pretendia mata-la.
Serene tentou se concentrar para descobrir o restante dos planos, porém viu os cinco jovens sendo cada momento mais cercados.
- droga, pensou Serene. – se eu ficar aqui, eles morrerão, se eu for com eles, ficarei em desvantagem, pois por mais que sejam tolos, não devem ter vindo aqui, sem um trunfo.
Serene olhou nos olhos dos outros quatro que haviam em silêncio e se decidiu por se deixar capturar.
Serene aparatou bem no centro do circulo que os amigos faziam.
Eles se assustaram mais ao comando de Harry, ativaram as chaves de portal.
Os lobisomens atacaram em menos de um segundo depois dos jovens sumirem.
Os elfos que serviam a Serene, olhavam tristemente, para o lugar que Serene ocupará, sabendo que sua senhora, fizera à mesma escolha que seu senhor.
Eles surgiram no gramado do jardim de Hogwarts, e olharam Serene que os olhava com altivez.
Harry sentia uma excitação...
Ela cairá no plano, mas logo descobriu que não era bem assim.
- e agora Potter o que fará, pois acho que você não é um líder muito digno, já que se não fosse por mim vocês teriam virado comida de lobisomem.
- o que você esta dizendo? – Rony perguntou, mas foi Luna que respondeu.
- nos estávamos cercados por Lobisomens e outras criaturas...
A voz de Luna não passava de um sussurro.
- eu fiz o que fiz, por pena das duas crianças que nem nasceram no ventre destas duas, mas não pouparei vocês se continuarem com seus planos tolos, agora me digam vocês e mais quantos pretendem me vencer?
Os olhos de Rony e Neville se tornaram mais preocupados e Neville e Luna pareciam sem saber o que pensar, divididos entre o temor e a alegria, Neville se aproximou mais de Luna e Rony de Lilá.
Serene apenas com um movimento de cabeça, fez Harry, Rony e Neville se curvarem de dor.
Era evidente que ela castigava com mais intensidade Harry que os outros dois.
Serene olhou ao redor, formulando o plano de fuga quando viu o movimento de Lilá, que pegava uma poção que Harry deixara escapar.
Serene tentou fazer um feitiço de proteção já que não poderia atacar a garota sem colocar em risco o bebê que ela carregava, mas o frasco da poção se quebrou em sua barreira a para espanto dela ela descobriu tarde demais do que se tratava o liquido da poção.
Dumbledore fora esperto o bastante para não dizer a Harry o que era a poção ou ela já teria descoberto, porém só agora que ela sentia que seus poderes diminuíam, e eram lacrados pela poção ela entendeu o plano do velho diretor.
Ele selara seus poderes.
Harry vira Serene ficar pálida, e se levantou ao sentir que a cruciatos cessava, ele arfava e seu corpo estava ferido, Neville desmaiara, e Rony já estava ao seu lado.
Serene se afastou pensando friamente em um plano, agora ela não contava mais com seus poderes, porém, ainda poderia, resistir dos meios tradicionais. Se eles lhe lançassem um cruciatos ela conseguiria agüentar e fugir, após ser presa, ela olhou para Harry, após alguns segundo olhou para a poção e pela cor determinou que o efeito duraria alguns minutos apenas.
Ela sorriu só precisava sobreviver por alguns minutos.
- então me diga Potter, vai matar uma mulher indefesa? – Harry riu com um brilho insano nos olhos.
- vocês mataram Gina.
- duvido que ela estivesse indefesa no momento, e não me julgue por aquilo que você julga ser a verdade, pois Potter, você está tão distante da verdade quanto uma criança que acredita em papai Noel.
- você é uma desprezível comensal da morte, que já matou milhares de trouxas, não ache que vou ter pena de você.
Serene olhou para Harry.
- garoto tolo, ainda se acha injustiçado, por todos, acha que Dumbledore lhe escondeu segredos terríveis, se ressente que Hermione o abandonou pelos pais, e por Carlinhos, acha que Sirius o esqueceu, ó pobre menino que sobreviveu, acha que o mundo tem que rodar em torno de sua vida, por isso tende a ser uma criança mimada diante do fato que eles têm uma vida independente de você. Sua mente é tão fraca que nem sei por que voldemort gasta tempo colocando uma espiã na ordem, você mesmo já lhe entrega tudo de bandeja e se ressente que sua amiga e seu padrinho não confiam em você? Se soubesse de algo, eles já estariam mortos...
- cala a boca, miserável, não é a toa que era casada com a víbora do Snape, somente um ser insuportável como ele para lhe suportar...
Harry sentia que perdia a cabeça.
- que planos? – Rony perguntou sentindo sua cabeça doer, e se lembrar dos avisos dos irmãos, será que existia algo a saber antes de terminar com os planos de Harry? – que planos?
Serene olhou para Rony, e deu um sorriso.
- logo chegara o momento que tudo acabará, jovem Weasley, mas garanto que deverão esperar... – Serene dava um passo para trás sentindo lentamente seu poder voltar, estava dando certo, só precisaria colocar as “crianças para dormir”, e sair do local.
Mas Harry queria outra coisa.
- você é uma comensal cuja vida não vale, nada para mim, nem a sua nem de nenhum idiota da corte negra, que serve ao um mestre fraco e tolo... Eu o matarei, assim que ele for mortal outra vez, pois eu sou seu igual, e ele não mais destruirá os que eu amo... E não serei um fraco como Snape...
E Serene fechou os olhos para se controlar e não tentar amaldiçoar aquele garoto ingrato, mas sabia que se tentasse fazer algum feitiço antes do tempo, poderia esgotar sua força mágica por um tempo indeterminado. O garoto de dumbledore parecia ter decorado um discurso mais Serene sabia que era o ódio e o rancor que o moviam, e isso era o que alimentava a criatura repugnante que se tornara seu pai...
- não fale, sobre o que não sabe, bom não fale nada, pois jamais seria digno de pisar até no mesmo lugar que Severus, me admira que o mundo mágico não perceba o quanto você é despreparado, me diga é assim que pretende derrotar Voldemort? Deixando o ódio corroer seu espírito, ainda não foi capaz de entender a única coisa que pode destruir ele?
Mas Harry tomado por um ódio avassalador, Harry nem percebeu quando pronunciou a maldição da morte, no mesmo momento que Serene lançava um feitiço do sono nele.
Harry caiu no chão em sono profundo em Serene, caiu sem vida no gramado de Hogwarts, Luna gritou.
Uma forte luz, brilhava do peito de Serene, cujo corpo banhava-se em seu próprio sangue, que escorria sem parar, a luz foi diminuindo à medida que um artefato saia de seu corpo, Luna reconheceu como a lendária bainha de Artur Pedragon, do rei Artur...
Ela flutuou por um momento em cima do corpo já sem vida de Serene e se partiu em duas, uma a bainha original, tecida pelas sarcedotisas da Deusa, outra uma negra e bordada com sangue, seco com símbolos de proteção.
A bainha original desapareceu em frente aos olhos dos três, bruxos acordados enquanto a outra, caiu no chão ao lado de Serene.
- este é o horcrux, pegue-o – Disse Rony e Luna o olhou assustada.
- vamos, deixe comigo. – Lilá respondeu e rapidamente pegou sua varinha. – destroem artefhato.
A bainha negra evapora soltando uma imensa nuvem preta que vai em direção de Lilá, que se apavora, mas Luna rapidamente cria um vento para dissipar a nuvem negra.
Um forte vento começou a surgir e Rony gritou para os amigos enquanto pegava Harry no colo, Luna e Lilá seguravam Neville.
Eles usaram a chave de portal para escapar, enquanto abandonavam o lugar onde o corpo de Serene jazia.
Se eles ficassem para ver, teriam visto algo que jamais imaginariam.
Severus Snape, surgiu ao lado da amada, e com um sorriso trouxe a alma de sua esposa.
Serene sorria, um sorriso calmo nos lábios já frios, enquanto sua alma retornava aos braços, que tanto amava...
- você voltou por mim... - Serene disse baixinho sendo abraçada com força por Severus.
- eu te amo, sempre te amei, e em muitas vidas, eternas te amarei, minha verdadeira alma...
Havia tanto amor nos olhos de Severus, que Serene sorria enquanto lágrimas banhavam sua alma, como se fossem estrelas tocando seu rosto.
Os dois desapareceram, juntos enquanto uma forte chuva caia, dos céus que se fechará com o vento, um frio, forte assolaria o lugar por muito tempo ainda e foi momentos depois que uma figura estranha, desprovida já da aparência humana aparatou ali.
Voldemort, segurou o corpo sem vida da filha e um urro de ódio, foi ouvido em toda a Inglaterra.
Seus olhos vermelhos, estavam brilhando, enquanto acariciava os cabelos vermelho sangue de Serene molhados, que estavam derramados no rosto sem cor dela.
Um outro barulho indicava que mais alguém aparata ao lado dele.
Naquele momento não era Voldemort que olhava para a bruxa em seus braços, era Tom Riddle, que erguia sem esforço o corpo da filha, sentiu o olhar da outra pessoa em si.
- vou fazê-los pagar Tom, eu lhe garanto... – era uma voz suave.
E Tom apenas concordou com a cabeça, mas quando ele falou era Voldemort.
- antes eu o queria morto, agora, pretendo que ele viva muito em minhas mãos...
Voldemort, aparatou levando o corpo da filha, e apesar da chuva forte, a manhã na Inglaterra nascia.
“Severus estava deitado em sua imensa cama, sentindo o peso, reconfortante da esposa em seu tórax, Serene tinha mania (que ele adorava por sinal) de usá-lo de travesseiro.
Ele sorriu, nunca se imaginara sendo um romântico, mas agora com ela tudo em sua vida mudará, em não fazia um ano que se casará com ela, com a linda filha de Voldemort, ele sentiu um arrepio, ao pensar que aquele anjo era filha do homem mais malévolo que ele conhecia, e como ele a amava... Nem a diferença de idade os separará e ele tinha que confessar que fora Serene, que tomara as rédeas da conquista.
Ele respirou mais fundo e a viu despertar, com um sorriso.
A primeira coisa do dia de Serene era a uma das favoritas de Severus.
Ela o beijava com paixão...
- bom dia, Sevvie...
- bom dia alma... – ele a beijou de novo. - e não me chame de Sevvie, você sabe que eu detesto.
Mas Serene apenas riu e saiu da cama, se virando com um sorriso malicioso, sem nem se perturbar por estar nua.
- vou tomar um banho, vem comigo?
E Severus Snape foi, sem nem se lembrar do que não gostava...
Era sempre assim e ela ainda nem tinha dezoito anos, Severus imaginava como ela faria com ele quando tivesse...
Eles tomaram um longo banho...
E muitos risos eram ouvidos por aquele castelo que já fora frio e desolado, mais agora era perfeito, para uma família, à futura família Drecco Snape.”
Fim do capitulo Sessenta e Um.
Vivis Drecco ® Secretus © 2007.
Capitulo 62 – Tom Riddle.
Voldemort, estava sentado, em frente à cama onde jazia Hermione, ele olhava para um ponto no pescoço alvo de Hermione, um belo colar de ouro branco e uma pedra muito escura, de um vermelho forte.
Ele sorriu.
Sabia muito bem do que se tratava, e respirou fundo tentando controlar uma risada deturpada.
Era por isso que Hermione, estava tão tranqüila, sabia que não poderia ser morta por ele.
Mas no fundo ele só pode lamentar por que sua adorada Bella, estava o subestimando, durante quase trinta anos, ele fora toldado por aqueles malditos amuletos que Serene havia feito, e mesmo assim Bella não imaginava que ele já não teria pensado nesta possibilidade?
Ele foi até ela e colocou um outro colar ao lado deste, mas precisamente um camafeu em formato de um coração.
Murmurou palavras antigas em uma língua mais antiga ainda e uma aura envolveu o corpo de Hermione.
Ele voltou a se sentar e sorriu.
Pegou o frasco da terceira poção que injetara em Hermione e sorriu mais ainda.
Tom se encostou à poltrona e fechou os olhos, sua mente vagou para um lugar muito longínquo, mas precisamente, a outra vida, onde ele era chamado de Tom Riddle.
Tom olhava atento aos movimentos da garota, ela mergulhava na piscina, sem se importar de estar sendo observada, seu corpo era extremamente alvo, e seus cabelos, Tom jamais vira aquele tom tão forte de vermelho, eram longos, e caia com uma cascata ondulada em suas costas, ela usava um maio bege, que era mais com uma segunda pele, do que qualquer outra coisa, Tom sentia um formigamento se espalhar por seu corpo somente de observá-la.
Tom se afastou da sacada, tremendo de raiva, não da garota, mas de si mesmo.
Ele andou até o espelho e olhou para sua imagem, branco, cabelos e olhos negros demais, um garoto recém formado da academia arcana em Budapeste, ele estava no auge de seus vinte e cinco anos, e tremia como um adolescente ao ver a filha de seu novo mentor.
- você tem uma missão aqui! – ele falou para si mesmo. – descobrir as antigas artes secretas dos Von Drecco, e voltar à Inglaterra, fazendo todos os malditos bruxos hipócritas de lá conhecer o verdadeiro temor, você tem uma missão sagrada de continuar os planos de Salazar...
Tom arrumou-se e desceu as escadarias da imensa mansão que mais parecia um castelo, para ser mais correto mais parecia um templo grego em homenagem a algum deus e ele sabia que o Deus ali era Aquiles Von Drecco.
Ele cruzou na escadaria com ela, seus orbes violetas o seguiram por um curto espaço de tempo, e Tom temeu se descontrolar, ele se amaldiçoou internamente por deixar uma garota mexer com ele deste modo.
Parou em frente ao escritório de Sir Aquiles, e bateu na porta.
- pode entrar Tom.
A voz de Sir Aquiles, era forte e autoritária, tão diferente da filha Tom podia constar.
- estou pronto para começarmos nossos treinamentos Sir. – Tom fez uma mesura e Aquiles apenas balançou a cabeça.
Por um longo ano Tom passou por momentos difíceis, de duro treinamento, muito deles mais físicos do que mágicos, ele se perguntava quando teria acesso às antigas magias da família e seus lendários rituais.
E se controlava todas as noites para não ir até ela...
Já havia passado dois anos desde que Tom chegara à Grécia, e sua paciência chegará ao limite, estava mil vezes mais forte desde que chegara, poderia agüentar durante horas maldiçoes imperdoáveis, e imperius, já não lhe fazia mais efeito nenhum, sem contar outros tantos feitiços de artes das trevas que lhe eram tão conhecidos como seu sangue. Porém ainda não fora lhe ensinado nenhum ritual secreto da família.
E ainda havia um grande problema, ruivo.
Ela já não era mais uma garota, era uma jovem mulher, mas Tom se perguntava interiormente se algum dia ela fora apenas uma garota para ele.
Sua pele ardia quando ela tocava, e tudo o que ele mais detestava ao lado dela, era uma benção.
Os lábios muito vermelhos dela, eram o pecado que ele gostava de cometer.
E sofria quando ela se negava a ficar com ele, ou após torturá-lo com beijos se retirava do quarto o deixando tremendo de desejo mal satisfeito.
Às vezes apenas um beijo dela, o fazia atingir o ápice, e ela ainda nem tinha dezoito anos.
Ouvia comentários pela casa que a virgindade dela seria dada em um ritual ao futuro marido, e isso o enchia de um monstro em seu peito chamado ciúmes, ela o torturava e outro teria o sabor inteiro que ele desejava.
Mas isso ele bem sabia era uma fraqueza...
E ele não era fraco.
Com passos resolutos ele alcançou o escritório de Sir Aquiles.
- Sir, me perdoe, mas eu gostaria de saber quando começaremos meu treinamento nas artes milenares da família Drecco.
Sir Aquiles riu da cara do homem, debochando de Tom sem reservas.
- você é um grande bruxo Tom, com um talento formidável, por isso aceitei que treinasse em minha casa, porém é muito inocente por achar que lhe ensinarei a arte de minha família, sendo que você não tem nenhuma ligação, os únicos bruxos que já ensinei sobre nossos rituais é minha filha e em breve seu consorte.
Tom Riddle sentiu um estranho sentimento queimar em seu peito, um rancor e um ódio, mas saiu dali fazendo uma mesura.
Ele andou até seu quarto e parou em frente ao espelho.
- seu consorte...
Durante os próximos meses, Tom continuou seu treinamento, tendo muito cuidado para parecer desapontado por não ter acesso aos rituais, mas em todas as noites ele a envenenava, não para matá-la, mas para possuí-la.
Ele jogou o jogo dela, por longos dois anos, agora ela jogaria o dele.
Após dois meses na primeira lua cheia de fevereiro ele deu a Helena, uma taça de vinho, e quando ela verteu o liquido doce até o final, o brilho de seus olhos violetas mudaram, e ela começou a amar, desesperadamente Tom.
Foi à primeira noite de amor, de Tom Riddle e Helena Von Drecco.
Mas quando Tom acordou foi com terror que se viu admirando o corpo adormecido de Helena, ele olhou para as estrelas e para lua, que já se retirava de seu palco, e notou que fora vitima de seu próprio ritual.
Tom se auto infligiu à maldição da tortura na esperança vã de deixar de amá-la, mas quando ela acordou procurou sedento seus lábios.
Sir Aquiles os torturou por longas horas, mas precisamente a Tom do que sua amada filha, em cujos olhos ele reconhecia o efeito do filtro de amor.
- como ousa me apunhalar pelas costas...
Sua raiva podia ser sentida por toda a costa grega.
- eu só aumentei o que ela sentia, você sabe muito bem que ela me pertencia.
Tom mantinha a calma e olhava o senhor da casa com frieza.
- lhe pertencia? – não seja tolo, Riddle, ela brincava com você desde que você entrou nesta casa, - ele olhou para a filha que chorava ao ver o sofrimento de Tom. - mas agora é tarde demais para você Tom, livrarei minha filha do efeito.
Tom se soltou das correntes, que a muito já não o prendiam e antes que Sir Aquiles, pudesse proferir a maldição da morte, Tom proferiu a sua.
Helena se assustou ao ver o corpo do pai cair sem vida.
- o que você fez Tom? – ela perguntou tremendo.
- apenas cuide para que possamos ficar juntos.
Durante mais dois longos anos, Helena, sofreu entre um amor imenso por Tom e um medo primitivo do que seu amado poderia fazer, ela o ensinou os ritos da família, mas guardando em si alguns.
Após estes dois anos, Helena soube que estava grávida.
Durante gravidez Tom se mostrou um homem fabuloso, e Helena o amou mais.
E em segredo fez um grande diário, lacrando para que apenas sua filha pudesse abrir.
No dia em que Serene nasceu, Tom encontrou seu diário.
- por favor Tom, eu te amo, nunca faria nada para lhe ferir.
- então me diga o que tens aqui, que não posso ler, Helena.
A voz de Tom era calma, mas Helena o conhecia muito bem.
- eu temo faltar para Serene, e resolvi deixar por escrito pequenos ritos, que devem ser passados de mãe para filha, e pensamentos...
Tom tentou invadir a mente da esposa, mas nada encontrou que lhe importasse.
Mas isso não dizia nada sua esposa sempre fora uma excelente bruxa.
E por mais um ano a família viveu em paz.
Até que algo mudou.
Um som de choro o despertou e o cheiro de Sangue o deixava entorpecido, e feliz, Tom Riddle ergueu os olhos e encontrou o corpo da amada, ainda com marcas visíveis dos desejos de Tom realizados. Naquele dia Tom soube que nascera Voldemort.
Sua esposa estava coberta de feridas ainda sangrando, que ele achava tentador.
Era tão lindo quanto seus cabelos.
- nunca mais tente fugir de mim, Helena, ou eu lhe matarei.
Helena se encolheu de medo, seu corpo violado com brutalidade doía e suas forças estavam no limite.
- eu lhe odeio Riddle, nunca vou lhe perdoar por ter em enfeitiçado, por ter me obrigado a te amar...
- eu não me importo, meu amor, quanto mais você se debater, mais prazer você me dará.
Tom saiu deixando sua esposa no calabouço de seu castelo na Grécia.
E foi em direção ao quarto de sua pequena filha.
Olhou ela deitada na pequena cama, e sentiu o poder divino em si, um movimento e aquela vida, estaria acabada.
Ele ergueu um punhal e parou a centímetros da garganta de Serene, que abriu seus olhos e lhe olhou.
E Tom viu algo muito maior naqueles olhos ele viu poder.
Ele deixou o punhal e embalou sua pequena filha para que esta adormecesse.
E nos próximos sete anos, Tom criou o amor de sua filha, enquanto matava lentamente Helena.
Quando Helena morreu, levou o que restava de Tom Riddle e deixou que Voldemort, surgisse.
E a família das trevas voltou à Inglaterra.
Lá Voldemort encontrou uma estrela rara, e começou seu reinado de terror.
Lá uma agora adolescente Serene descobriu o que era amar...
O resto era historia...
Voldemort saiu de seu devaneio no passado por um gemido fraco vindo da garganta de Hermione.
- o que me interessa o passado se eu tenho você de novo, Helena.
Hermione olhou nos olhos de Voldemort e sorriu.
Ah... Como ela amava-o.
Seu rosto mudou e ficou pálido.
O que eu estou pensando? – uma parte de Hermione lutava para resistir aos efeitos das poções, ela sentiu seu corpo esquentar e uma forte dor, a fez se curvar.
Ela levou a mão até o amuleto que sua mãe lhe dera que lhe queimava e ele se partiu em pequenos pedaços.
Quando Hermione olhou novamente para Voldemort, era com os olhos estranhamente violetas e um brilho de desejo neles.
Hermione caminhou a passos firmes, e deu um tapa na cara de Tom.
- eu te odeio.
Voldemort riu.
- mas me ama mais ainda...
Hermione sentiu uma raiva se apoderar dela. Uma parte de seu ser, o odiava com todas suas forças, porém outra a fazia querer estar com ele.
Hermione sentiu uma força lhe atrair para o colar que voldemort colocara nela e abriu o camafeu, se assustou com a foto que havia ali e mais ainda com a inscrição.
Tom e Helena.
Sua mente foi devastada por lembranças de uma vida que não fora dela.
E com horror olhou para Voldemort.
- você a matou! Você a amava mas a matou.
Voldemort foi até Hermione e a beijou a força, Hermione se debateu nos braços de Tom o deixando mais sedento de desejo.
E quando e beijo terminou Tom notou que Hermione havia sucumbido aos efeitos das poções.
Desejo, Paixão, Amor.
Sua filha podia ter feito à poção do amor errada, mas ele tinha uma que fora feita há anos atrás em uma Grécia distante.
Tom riu ao ver que Hermione vinha desejosa em sua direção.
Mas um grito cortou a mente de Voldemort.
- Serene...
Tom não pensou duas vezes e aparatou deixando uma Hermione, com os olhos sem brilho, parada, como se sua alma estivesse morta.
Voldemort aparatou em um gramado, cujo grama verdes estavam manchadas de sangue ele se ajoelhou em frente ao corpo de sua filha.
Voldemort, segurou o corpo sem vida da filha e um urro de ódio, foi ouvido em toda a Inglaterra.
Seus olhos vermelhos, estavam brilhando, enquanto acariciava os cabelos vermelho sangue de Serene molhados, que estavam derramados no rosto sem cor dela.
Um outro barulho indicava que mais alguém aparata ao lado dele.
Naquele momento não era Voldemort que olhava para a bruxa em seus braços, era Tom Riddle, que erguia sem esforço o corpo da filha, sentiu o olhar da outra pessoa em si.
- vou fazê-los pagar Tom, eu lhe garanto... – era uma voz suave.
E Tom apenas concordou com a cabeça, mas quando ele falou era Voldemort.
- antes eu o queria morto, agora, pretendo que ele viva muito em minhas mãos...
Voldemort, aparatou levando o corpo da filha, e apesar da chuva forte, a manhã na Inglaterra nascia.
Voldemort, mandou Hermione voltar para o quarto, enquanto colocava o corpo da filha, já destituído de todo o brilho que possuía.
- eu lhe pedi para se cuidar, Serene, mais um dia e nós reinaríamos em todo o mundo...
Ele sentou em frente ao corpo da filha e durante longas horas, ele ficou em silencio.
Este foi seu maior erro, mas também seu trunfo em outra batalha.
Moira acordou com uma imensa dor, e lágrimas banhando seu rosto, Draco segurou a amada nos braços enquanto ela não tinha forças de falar, sentindo um medo terrível.
Morgana ao sentir a dor da mãe, também chorou.
- ela morreu Draco, minha mãe foi morta...
Draco trouxe as duas para um abraço enquanto sua mente trabalhava febrilmente.
O dia nascia.
“Porque eu anseio pelo o que eu não posso ter...”.
Helena Riddle.
Fim do capitulo Sessenta e Dois.
Vivis Drecco ® Secretus © 2007.
Capitulo 63 – Resgates.
Moira colocou a filha com carinho no berço, sentindo seu coração com um grande pesar.
Sabia que Draco estava ao seu lado embora ele não fizesse nenhum barulho, era apenas a força dele que a mantinha em pé.
- nós vamos fazer quem que tenha feito isso pagar, Moira, eu prometo...
Moira foi até o amado, e o silenciou com carinho.
- está é uma batalha minha meu amor, - ela estava mais pálida que o normal.
- você deve ir se encontrar com sua mãe, e suas tias para resgatarem Hermione, eu irei me encontrar com Tom.
Draco olhou para ela preocupado.
- ele vai estranhar se e não estiver lá. – ela falou em um sussurro.
E se virou saindo do quarto. Ela parou um pouco antes de passar pela porta.
- se algo acontecer de errado, você deve entregar a Hermione a minha parte no ritual...
Draco não disse nada apenas assentiu.
Ele sabia que não havia nada a ser dito...
E naquele instante ele rezou para que não fosse o Potter o responsável pela morte de Serene.
Draco sorriu para filha uma ultima vez, e a deixou aos cuidados de sua ama.
Ele aparatou na sala da mansão Malfoy.
Todos já estavam ali.
O casal Black: Sirius e Bellatrix, sua mãe e Remus, Gui e Tonks e Carlinhos.
Bella que estava tensa olhou para o sobrinho e confirmou com um meneio de cabeça que eles também haviam sentido algo estranho.
- Algo aconteceu com Serene, e ela foi morta. – Draco confirmou as suspeitas das tias e da mãe.
Viu os demais ficarem mais pálidos.
- e onde está Moira? – Sirius perguntou.
- ela foi ficar com a mãe. – Draco suspirou. – tudo está dando errado, mas não devemos fazer com que isso nos enfraqueça, é mais uma vida destruída por esta guerra insana, e mais do que nunca precisamos tomar atitudes para finda-la.
Narcissa e Bella olharam com orgulho para Draco e Andrômeda apenas sorriu, Draco estava assumindo o posto que lhe pertencia por direito, um líder como todos os grandes bruxos Black.
- onde vocês estavam Draco – Narcissa perguntou e ninguém a entendeu.
- eu sei que não deveríamos, mas tínhamos que vê-la, mãe, Moira já não agüentava de saudades e nem eu...
Narcissa apenas concordou com a cabeça.
- isto tudo vai acabar, e não precisaremos esconder Morgana, e seremos uma família normal.
- morgana? – Bella perguntou.
- sim, madrinha, eu tenho uma filha, linda...
Bella sorriu para Draco, sabendo que ele também preferira esconder de todos a existência da filha para protegê-la, mesmo que para isso tivesse que se afastar dele, por longos tempos.
- eu não acredito que você já é pai Malfoy – Carlinhos disse.
- e você vai morrer de inveja quando ver a minha princesa, pois ela é especial. Quando tudo terminar levarei você e Hermione para uma temporada na Grécia, sei que Hermione é louca por lá, e vocês conheceram a pequena Morgana Snape Malfoy Black.
Todos sorriram, e se voltaram para o plano.
- -_***Secretus***_ - -
Bellatrix, aparatou na mansão Riddle, com cautela, seguida por Narcissa e Carlinhos e Draco. Sirius, Tonks, Remus e Andie, estavam prontos fora da mansão para entrarem, esperavam apenas um sinal de Bella.
Sem dizer uma palavra Bella e Draco trocaram um olhar e foram seguindo pelos tortuosos corredores da mansão.
Estavam sob efeito da desilusão, mas mesmo assim agiam com cuidado extremo, havia um movimento anormal, no castelo e alguns comensais mais novos passarão por eles, assustados e pálidos.
O efeito da morte, da filha do grande Lord das trevas atingira muito mais do que era esperado, todos temiam morrer, se ela havia sucumbido em batalha.
Draco não pode deixar um sorriso amargo aparecer em seu rosto.
Todos temiam a morte, mas mesmo assim nunca antes tiveram receio de causá-la aos outros.
Bella parou diante da porta dos aposentos pessoais de Voldemort, e a fitou por um momento, quando Draco já se preparava para derrubar a porta Bella o impediu com um olhar.
Bella olhou em volta por um instante parecendo ver o local pela primeira vez na vida.
Draco estranhou a reação da tia, ainda mais que não podiam se dar o luxo de demorarem ali, tinha que evitar a todo custo uma batalha de nível campal.
Bella começou a se afastar do quarto, com um brilho nos olhos.
Se alguém pudesse ler o que havia em sua mente, desejaria não fazê-lo.
Bellatrix Black estava com medo, e desejando estar errada.
Todos a seguiram em silencio por mais alguns minutos quando ela fazia um trajeto que Draco e Narcissa nunca fizeram, para ser mais correto, duvidavam que existissem aqueles aposentos ali.
Bella parou em frente a uma porta coberta de runas antigas, algumas da família de Salazar, outras do sonserina, umas poucas conhecidas por serem da família mais tradicional da Grécia os Von Drecco.
Bella não esperou nenhum minuto e abriu à porta a varinha preparada.
Quando ela entrou seus olhos recaíram sob Hermione.
Ela estava sentada na poltrona, placidamente como se estivesse apenas saboreando o dia.
Bella a olhou atentamente.
Um aperto em seu coração se seguiu ao ver no pescoço da filha o pingente, que pertencera a Helena.
Hermione, olhou para mãe, e logo depois para os outros sem nenhuma emoção.
Seus olhos estavam vazios, sem o brilho turquesa que lhe era característico, há algum tempo.
- Estava começando a pensar quando viriam... – Hermione falou em sua voz doce, mais partindo alguns corações ali. Ela ergueu sua varinha, e apenas os fitou.
- droga! – Draco murmurou. E olhou para a madrinha, esperando que ela dissesse algo. - se aos treze ela quase deslocou meu maxilar com um soco, nem quero imaginar o que ela vai fazer agora...
- precisamos tirar o colar. – Foi à única coisa que Bella disse antes de começar a duelar com a filha.
Hermione atacou primeiro, mas Bellatrix foi rápida e conseguiu bloquear o feitiço.
- preso corpore. – Bella disse.
- protergo.
- serpensotia. – Bella rebateu, uma cobra rastejou em direção de Hermione. – Engorgio. – a cobra se tornou imensa e Carlinhos e Gui olharam para Narcissa que lançara este ultimo feitiço.
Mas foram atraídos pela voz de Hermione.
Ela murmurava palavras desconexas e perceberam que era na língua de cobra.
A cobra ficou parada e aos poucos se voltou contra Bella, que estava sorrindo.
- essa é a minha garota... – Bella murmurou.- finite incantatem.
As duas se olharam como que se desafiando.
- vamos Hermione, lute contra os efeitos do feitiço neste colar. – Bella disse.
Enquanto isso Draco e Narcissa se aproximavam pelos lados.
Gui e Carlinhos deram um passo para frente e atraíram a atenção de Hermione.
- lacarnum inflamarae. – as vestes de Carlinhos pegaram fogo, que logo foi desfeito por Gui.
Hermione não estava brincando o que fazia Draco pensar rapidamente, se continuassem assim ela chamaria a atenção de voldemort, que não se sabe por que milagre não estava aqui.
Draco olhou apenas por um segundo para mãe, que também trocou um olhar rápido com Bella.
Os três murmuraram juntos.
- crucio.
Hermione foi atingida pelo feitiço da tortura com força total, e caiu no chão sentindo seu corpo ser trespassado por milhares de adagas, Carlinhos tentou socorre-la, mas Gui o impediu.
- vocês querem matá-la?
Ele viu Hermione mesmo sob efeito do feitiço ergue a varinha e lançar um feitiço.
- avada Kedrava. – Ela mirou em Bella que foi empurrada para o chão por Gui escapando por pouco do feitiço da morte.
Draco se virou para Carlinhos.
- não, ela quer nos matar... Ou você ainda não percebeu. – Draco e Narcissa haviam cessado a maldição e pequenas gotas de suor eram evidentes.
Hermione se levanta, e olha nos olhos de Draco.
Os dois murmuram juntos.
- impérius.
Os dois feitiços se rebatem fazendo com que Draco e Hermione fossem arremessados para trás.
Bella rapidamente aproveita e joga a poção em Hermione.
Hermione fica tonta, porém não cai adormecida.
- o colar está filtrando a poção.
Narcissa disse. – Mas me diga onde está o amuleto que você lhe deu.
Mas Narcissa não teve tempo de ouvir a resposta, pois foi atingida por um feitiço por sua sobrinha.
- estupefaça.
Narcissa estava caída e Bella e Draco, duelavam com Hermione, Gui tentava despertar Narcissa, mas temia que o feitiço de Hermione fosse forte.
Bellatrix fitou a filha sorrindo, porém um sorriso frio, as duas continuaram a duelar.
Carlinhos os olhava com atenção, quando percebeu algo.
Ele correu e abraçou Hermione.
- nos vemos fora daqui.
E aparatou com Hermione.
Bella e Draco o seguiu imediatamente enquanto Gui, segurava o corpo de Narcissa, quando se preparava para aparatar levando-a, viu Moira parada em frente à porta.
Moira apenas balançou a cabeça e Gui aparatou.
- -_***Secretus***_ - -
Carlinhos foi arremessado com força por Hermione assim que aparataram fora da mansão Riddle.
Sirius segurou Carlinhos que olhava assustado para Hermione.
- o que houve? – Remus perguntou.
- acho que temos um grande problema pela frente. – mas foi Andie que respondeu.
Bella e Draco surgiram logo depois.
Hermione os olhou um por um, e sorriu.
- apenas, mais traidores, para matar, mãe...
Bella sorriu também.
- acho que não querida.
Bella fez um movimento com as mãos e sem dizer nada conjurou cordas invisíveis que prenderam Hermione.
As cordas, faziam machucados na pele de Hermione, mas Bella não se incomodou, depois cuidaria disso. Aos poucos Hermione foi caindo no chão, gritando de dor.
Sirius olhava de Bella para Hermione, sem saber o que fazer.
- por favor Bella, pare com isso. – mas Bellatrix não ouviu Sirius, estava concentrada.
Gui surgiu trazendo Narcissa e Andie correu até a irmã.
Bella se virou para Draco.
- vá até ela e tire o colar.
Draco se aproximou da prima que ainda lutava para escapar das cordas, Draco não sabia que feitiço era aquele, mas não parou para pensar no momento, tentou tirar o colar mais cada vez que o tocava, uma corrente elétrica o afastava.
Após três tentativas Draco caiu inconsciente no chão.
Bella murmurou droga.
- o que é esse colar? – Sirius perguntou?
- um presente de casamento de Tom Riddle para Helena Drecco, que retirou pouco a pouco a vida de Helena...
Sirius foi até a filha que lutava para se soltar, conhecia Bella e era evidente o esforço que estava fazendo para mantê-la presa.
- Hermione querida... – mas Sirius só via o vazio nos olhos da filha, seu ódio por voldemort, aumentava. O que ele havia feito com sua menina.
Mas foi Carlinhos que tocou a face de Hermione quando Sirius foi jogado longe...
- vamos Hermione, você é mais forte do que mil poções, eu confiou em você, eu amo você, volte pra mim...
Ele a abraçou sem se importar com a dor, que sentia.
- me largue... Você quer morrer... Idiota. – Hermione falou para Carlinhos.
- não, mas se você não voltar acho que minha vida não será completa, escute Hermione eu não vou lhe soltar, eu te amo.
Uma fina lágrima escorreu dos olhos de Hermione que por um segundo voltaram a brilhar.
A lágrima de Hermione caiu no colar,
- por favor, Carlinhos, não me deixe sozinha...
Hermione murmurou.
Carlinhos pegou o colar e tirou do pescoço de Hermione, porém foi atingido por uma forte onda de poder vindo do colar, Carlinhos jogou o colar longe, antes de cair desacordado. Hermione desmaiou também.
Bella desfez o feitiço e caiu no chão, quase sem forças.
Sirius correu até a filha enquanto Andie socorria a irmã. E Gui chegava até o irmão. Tonks segurava Draco que ainda estava tonto, pelo feitiço que recebera.
Remus segurava Narcissa, e ele olhava na direção do castelo.
- vamos embora agora. – todos olharam na direção que Remus olhava e viram a marca negra pairando no ar.
Todos aparataram.
Sem perceber que havia uma outra pessoa, que caminhou até o colar e o pegou.
Segurando com raiva ele.
Seus olhos outrora gentis, estavam escuros de dor e rancor.
- -_***Secretus***_ - -
Sirius deitou a filha no quarto, enquanto Draco, Cissy e Carlinhos eram trazidos de volta à consciência.
- o que houve ali? – Remus perguntou. – Hermione não deveria estar sendo protegida por seu amuleto Bella?
Bella não olhava para os demais parecia perdida em algum ponto do passado.
- eu não sei o houve. Mas aquele colar, ele deu aquele colar a ela... – Ela deixou uma lágrima nascer em seus olhos banhando seu rosto delicadamente.
O que tem este colar? – Gui estava ao lado dela.
- é um artefato antigo, dizem que ele prendeu o amor de Helena a ele, naquele colar, eu não sei muito sobre isso, quem deveria saber era Moira, pois Helena era sua avó materna. Uma vez Severus me contou que antes de ser tornar Voldemort, ele havia se apaixonado por uma jovem bruxa, e para ter o poder da família dela, ele usou antigos sortilégios para inspirar amor, porém algo aconteceu e ele acabou a matando.
- por merlim, ele é pior do que tudo o que eu imaginava. – Tonks disse sentindo vontade de vomitar tal nojo que sentia de Voldemort.
- ma também, o “amor” dele ficou preso a ela, ou talvez seus piores sentimentos...
Draco que havia se recuperado, se ajoelhou no chão, com a mão no braço, Narcissa também se apoiou na parede, seu rosto contraído de dor.
Draco se levantou e entregou um livro a Bella.
- prepare Hermione, para fazer o ritual comigo, se necessário.
Com um movimento de cabeça mãe e filho aparataram.
- -_***Secretus***_ - -
- tonks, você e Gui devem voltar para a sede da ordem e preparar todos para a ultima batalha.
O casal concordou e saiu da sala.
Carlinhos acordou e olhou para Sirius.
- ela está bem?
Sirius concordou com a cabeça e abraçou o rapaz.
- obrigada, pro trazê-la de volta.
- não haveria um mundo para mim, se ela não me amasse.
Sirius sorriu.
- eu sei como é isso.
Ele olhou para Bella que com a ajuda de Andie, fazia feitiços curativos na filha que ainda se encontrava adormecida.
Sirius foi até Bellatrix e não se conteve, apesar do clima tenso, que pairava.
- você não poderia ter uma filha menos geniosa não Bella? Ela herdou seus genes...
Bella apenas o olhou de canto de olhou e falou irônica.
- apenas meu gene não é? Lembro-me bem que você estava presente na criação...
Sirius sorriu galante.
- ah, sim eu também me recordo muito bem disso...
Após uma hora, Hermione acordou, disposta.
Ela abraçou a mãe.
- desculpe – me eu não conseguia evitar, era como se eu estivesse no meio de um pesadelo...
Bellatrix calou a filha, com mais um abraço.
- não se preocupe, o que me importa é ter você aqui comigo...
Sirius abraçou a filha.
- mas também esperávamos o que de uma Black, quero morrer, sendo amigo destas mulheres. – Hermione e Bella riram
Hermione correu para os braços de Carlinhos dando um beijo apaixonado nele.
- o que eu faria sem você? – Hermione falou baixinho em seu ouvido.
- nunca precisara descobrir isso, eu sempre estarei aqui para você... – ele sorriu. – vamos ter um monte de filhos, Weasley e Black, vamos viajar para a Grécia e conhecer a filha de Draco – Hermione não pareceu surpresa ao saber que Draco tinha uma filha, o que não passou despercebido para Bella. – e vamos ser muito felizes...
Hermione sorriu.
- -_***Secretus***_ - -
Hermione estava sentada lendo completamente concentrada o ritual de selamento, tudo a sua volta parecia ter sumido.
Ela sentia apenas a força da magia, fluindo em seu sangue. Como se fosse seu alimento.
Hermione parou para pensar em tudo o que acontecera em sua vida nos últimos tempos, ela voltara a ter uma família, as birras constantes de sua mãe com seu pai, lhe inundavam o coração da sensação quente de ser feliz, ela conhecera o que era ser amada em total e completa forma, e amava também, ganhará uma imensa família, com tias, prima e primo, ela já considerava Tonks como sua família, há anos, mas Draco, era seu presente mais fascinante, ela sabia que ele ainda era mesquinho, convencido, arrogante e possivelmente outras qualidades que ela conhecia da época da escola, mas também sabia o quanto ele podia ser uma pessoa única e maravilhosa, o quanto ele tinha a capacidade de amar e a coragem de ser arriscar por este amor, e ela descobrira em si mesmo algo novo...
Ela não mais tinha medo de falhar, não carregava mais em sua alma o desejo de sempre ser perfeita, ela descobrira que podia não o ser...
Hermione suspirou e voltou a se concentrar no feitiço, lá fora o dia que mal começava deixava de ser um belo dia de sol, as nuvens pesadas cor de chumbo, tomavam conta do céu, tornando o dia triste.
Ela sabia que no covil das cobras, Voldemort preparava seu exercito negro...
Ela temia por Harry, Rony e por todos da ordem, temia mais ainda por Draco, Moira e Narcissa, que estavam lá, e um passo falho, os deixaria expostos a um mal, terrível e grandioso.
Temia por seu amor, por Carlinhos que era um guerreiro, e que ela sabia lutaria pela paz, com garra e coragem típicas da alma dele.
E por sua família, que estivera, anos separada e agora, com esta batalha iminente, tudo podia cair por terra...
Hermione temia...
Mas dentro dela, uma força maior começava a se inquietar...
Quando entrasse neste campo de batalha, Hermione, sabia que só sairia quando as trevas caíssem...
Era uma promessa...
“Estrelas... que guiam minha vida iluminem este campo, e nos concedam a vitória contra as trevas. Que nossa raça não seja subjugada, jamais.”
Vega Black – Sacerdotisa da Deusa.
Fim do capitulo Sessenta e três.
Vivis Drecco ® Secretus © 2007.
Capitulo 64. – Últimos movimentos.
Tom Riddle ainda estava sentado em frente ao corpo de sua filha, quando ouviu os passos suaves de Moira.
Ela tinha a face branca desprovida de brilho, seus olhos estavam secos, e ele sabia muito bem que ela se esforçava para não chorar.
Moira foi até a mãe, e encostou sua face à dela, e não suportou mais...
Grossas lágrimas rolaram por sua face banhando o rosto de Serene.
- porque mãe? – Moira sussurrou.
Tom Riddle, não estava vendo está cena, mas sim uma outra, uma em que era Serene que chorava diante do corpo da mãe...
Ele deu um passo em direção a elas e segurou o ombro de Moira.
Era o momento de Voldemort conquistar para si o amor da neta, como fizera com o da filha anos atrás, mas desta vez ele não a perderia para ninguém, era seu maior trunfo.
Voldemort olhou nos olhos da neta por um instante, transmitindo naquele olhar o conforto que ela necessitava, e que ele estava no momento disposto a dar.
Moira o olhou por um momento e o abraçou.
E Voldemort a abraçou de volta.
- o garoto de ouro de Dumbledore é o responsável por matar sua mãe, querida...
Ele falou tão baixo que Moira quase não pode ouvir, porém aos poucos aquela informação foi entrando em sua consciência e em sua alma, transformando seu coração.
- como pode ter tanta certeza? – a garota perguntou vacilante, pois naquele momento Moira não passava de uma garota assustada, diante da perda do que ela sempre conhecera como seu porto, seu lar...
Mas aquele momento durou pouco, pois ela olhou nos olhos do homem, que aprenderá a odiar, desprezar e devotar um sentimento que ela não tinha controle, um certo carinho, poderiam algumas pessoas dizer, e ela viu a verdade espelhada naqueles olhos vermelhos, tão horríveis e malévolos, e Moira soube que era verdade, e em sua mente Tom Riddle entregou as memórias que conseguira resgatar da mente da filha antes da alma desta se desligar completamente de seu corpo, os minutos finais de Serene, passaram na mente de Moira, rico em detalhes, e talvez somente Moira houvesse entendido tudo o que sua mãe falara, e aquilo doeu muito mais do que a ela esperava, sua mãe fora, morta enquanto somente pensava em proteger... Quando falou novamente sua voz, estava fria e não se denotava nenhuma emoção.
- eu o matarei...
Moira ia se afastar, mas foi impedida por Voldemort.
- não...
- como? Acha que ficarei de braços cruzados enquanto aquela cria de Dumbledore dizima minha família? – havia raiva, e um certo desespero nas palavras de Moira.
- não permitirei que você, estrague meus planos o matando rapidamente, a ele, eu pretendo o inferno em vida, Moira. – havia um brilho selvagem no olhar de Voldemort que Moira reconheceu. – de você minha cara eu necessito que reúna a corte e os comensais, eles movimentaram suas peças agora serão nossos movimentos, destruiremos a ordem e os tolos amantes de sangue ruins hoje...
- aonde você vai Tom? – Moira falou ao vê-lo indo na direção de seus aposentos pessoais.
- vou buscar uma nova aliada...
Moira sentiu um arrepio tomar lhe o corpo.
Porém antes que conseguisse dizer algo a entrada de Fenrir, atraiu a atenção de Voldemort.
- milord... – Fenrir Greyback fez uma mesura, em frente à voldemort, e depois olhou nos olhos de Moira. – então é verdade, que Miss Serene...
Ele não terminou a frase, seus olhos de dilataram, e um uivo medonho foi ouvido por toda a imensa mansão, os comensais novos tremeram, os antigos, se esconderam, Fenrir virou as costas para Voldemort, e para Moira.
Esta nunca vira Fenrir, daquele jeito exceto talvez quando Harry Potter matara Thor, seu filho, Moira compreendeu a dor e revolta de Fenrir que vira sua mãe crescer.
Antes que Fenrir saísse da sala, Moira o chamou.
- Fenrir... – ele se virou para Moira, o seu rosto já dominado pelas feições animalescas. – saiba que foi Harry Potter que em uma emboscada covarde que eliminou minha mãe...
Moira viu as palavras caírem na consciência de Fenrir e sorriu, um sorriso sem sentimento.
- ele não conhecerá a luz de um novo dia, pequena Lady...
- não Fenrir... Eu o quero vivo... – Voldemort disse.
- como quiser milord...
- mas pode brincar com ele antes, isso se Moira não chegar a ele antes...
Fenrir, que havia visto Moira se afastar, apenas fez uma mesura para Voldemort, quando ia sair se voltou para Voldemort.
- ainda terei o prazer de vê-lo morrer ao saber da garota, que esteve um dia em minhas mãos...
O lobisomem, saiu e deu outro uivo, este mais forte, e muitos outros foram ouvidos, por toda a floresta.
Voldemort tocou sua marca negra e imediatamente todos os comensais começaram a aparatar diante da mansão, e em seu interior os mais antigos.
A marca negra apareceu no céu da mansão e uma musica irritante imediatamente surgiu em todas as mentes...
Oitos almas perdidas nas trevas, oito almas para percorrer o caminho negro, oito almas para trazer o mal eterno, oito almas para destruir o mundo. Sete para servir um, sete para comandar as trevas moldando a seu prazer o futuro da humanidade.
As batidas de tambores invisíveis começaram a inflamar as almas negras e tortuosas presentes, logo não era mais visto feições humanas naqueles jovens e velhos, que nem ao menos se davam ao luxo de se esconder sob suas vestes negras e suas mascaras, estavam desnudos, deixando seus sentimentos baixos, da pior índole possível, vir à tona.
Era a batalha prometida, todos sabiam que os vários ataques nos últimos dois dias era apenas uma diversão, eles sentiam sem que nenhuma palavra fosse dita, que essa era a grande batalha, iram expurgar os sangues sujos, a vergonha da sociedade, que eles protegiam...
Não sentiam o frio, mas os dementadores estavam presentes, sentindo o comando de sua senhora, pequenos demônios se aproximavam, a terra tremia, diante dos passos nervosos dos gigantes, e todas as raças negras desprovidas do bem, se reuniam aquele circulo das trevas gigantescos.
Voldemort andava pelos corredores, indo em direção ao seu quarto, indo buscar a sua nova arma, ele ria secretamente.
Mas seu sorriso sumiu ao dar um passo no corredor, seus sentidos ficaram alerta, ele conhecia aquele perfume.
Voldemort gritou e todos ouviram, sua face ficou tomada de fúria e os passos restantes até seu quarto foram feitos em segundos, ele sentia o cheiro de Bellatrix, sentia a pulsação firme e delicada de sua magia, ela estava ali...
Ou para ser mais correto, ele ponderou ao chegar ao quarto destruído, ela estivera ali...
Voldemort viu o quarto vazio, e voltou novamente pelo corredor, pegou o primeiro bruxo que avistou e o torturou...
Aquele comensal morreu sem saber o porquê, e Bellatrix muito longe dali, sentiu uma corrente gelada, tocar-lhe o corpo.
E ela soube que Tom Riddle, já sabia do resgate de Hermione.
Bellatrix não pode deixar de sorrir.
--_***Secretus***_--
Voldemort se colocou em frente ao seu exercito, que se remexia, em polvorosa, sedentos de sangue e de dor.
- meus amigos, fieis e leais, - a voz grave e malévola de Voldemort, ressoou por todo o pátio e por toda a floresta, fazendo com que todos os comensais se calassem e se ajoelhassem em respeito a sua chegada, poucos notaram a ironia refinada que seu tom de voz pronunciou a palavra amigos. - chegou o dia que eu lhes prometi, quando começarmos nossa festa, só desejo que parem quando todos os impuros, os amantes de sangue ruim, estejam mortos, chegou o momento de vocês me provarem o valor, e fazerem jus ao fato de estarem aqui, neste circulo, não permitirei nenhum covarde em meu império, e ele começara este dia, que fique claro para todos, que quero o céu e a terra, manchada com sangue impuro dos traidores, quero que não temam, as forças do delinqüente, ele jamais ganhará, não em quanto eu viver, e eu viverei para sempre...
Relâmpagos, foram vistos rasgando o céu...
Os tambores de guerra, recomeçaram mais frenéticos do que nunca, atrás de Voldemort, quatro vultos cobertos pelas pesadas capas negras deram um passo à frente.
Draco olhou nos olhos dos comensais que gritavam a plenos pulmões, perante a sua entrada.
- escutem, hoje, será o dia, em que vingaremos os anos de submissão que formos forçados a engulir perante aos trouxas e aos miseráveis amantes de sangue ruins, como já foram informados nos dividiremos em tropas de ataques, levaremos caos e destruição a todos as grandes capitais do mundo trouxa, dividiremos as forças de contra ataque da ordem da fênix, para assim dizima-los com mais eficiência, em cada local, vocês encontraram mais reforços de enviados da nossa corte, partam e lutem, por nosso mestre, por suas vidas, que serão inúteis se vocês perderem esta batalha.
Draco viu muitos aparatarem e outros o olharem embevecidos.
Com um movimento todos aparataram seguindo Draco.
Os Bruxos se viram em frente à Londres trouxa que fervilhava àquela hora, o sol brilhando indicava que o meio dia se aproximava, todos os trouxas olhavam boquiabertos para os bruxos que misteriosamente apareceram do nada, muitos deles, até mesmo atingindo varias pessoas que jaziam mortos pelo peso de seus corpos e pela força da magia, um medo crescente se espalhou pelos corpos daquelas pessoas, que corriam o máximo que podiam , porém antes mesmo que pudessem pensar seus corpos se curvavam a mercê de uma dor, inesperada, e o barulho de ossos quebrados e estilhaçados pela força da magia eram ouvidos por todo o lugar, misturados entres os gritos de pavor e pedido de socorros, todos em sem ninguém para ouvi-los, em outros tantos lugares vários bruxos surgiam e a tortura e uma festa maquiavélica se iniciava.
Todas as capitais do mundo foram invadidas e saqueadas de forma torpe, mas ali em Londres tudo era mais intenso mais vivo, o céu que minutos atrás deixava o sol brilhar fortemente, estava coberto de espessas nuvens cinzentas, relâmpagos eram ouvidos a distancia, alguns bruxos especialmente fortes o invocavam tornando suas rajadas golpes, a tudo o que era verde em minutos jazia sobre a força destruidora do fogo...
A batalha se iniciara...
E Draco era o comandante desta falange.
Em um movimento discreto Draco após encerrar a vida de alguns trouxas, aparata sentindo em sua alma, o peso das mortes destes.
Draco surge na Mansão Malfoy. E encontra o olhar de Hermione.
- -_***Secretus***_ - -
Após a saída da maioria dos comensais da morte, Voldemort se virou e encontrou os olhos azuis de Narcissa Black, e olhou para Fenrir e Moira.
Apenas estes e os esquadrões que pertenciam a eles ainda ficaram. Os comensais mais fortes, e mais cruéis, os mais antigos no serviço de Voldemort, os que tinham um apreço muito maior a causa, os que realmente se encaixavam perfeitamente na descrição de bestas sem coração que os jornais pregavam, estes e as criaturas sem alma, de Moira, os lobisomens mais fortes de Fenrir...
- como eu prometi, exterminarei Potter, no mesmo lugar de seu amado professor, derramarei o sangue dele, no mesmo gramado daquele velho...
Dizendo isso Voldemort aparatou indo na direção do agora desprotegido campo de Hogwarts. Com um movimento todos se viram nos gramados verdes de Hogwarts.
Voldemort já os esperava.
- eles precisarão de um convite, Moira de um a eles... – Tom Riddle se virou para a neta, que deu um passo a frentes, suas vestes negras, balançavam por causa do vento e em segundos seus pés saíram do chão, Moira flutuou em cima dos comensais e das demais feras.
Um vento gelado soprou mais forte enquanto as nuvens cinzentas tomavam conta do céu...
Moira foi rodeada por dementadores, enquanto com sua varinha conjurava a marca negra, o símbolo de Tom Riddle.
- Mosmorde.
Uma imensa marca negra pairou no céu da antiga escola de magia, imensa e com certeza vista de quilômetros de distancia.
Fenrir uivou com força, o que foi imitado por seus guerreiros bestiais.
E eles esperaram alguns minutos antes que pudessem saciar sua sede por sangue e mortes, eles esperaram a ordem chegar...
Enquanto isso o olhar de Tom Riddle estava preso a um ponto do céu...
Mas precisamente a uma estrela, escondida pelas nuvens...
E no real motivo de querer aquela batalha ali...
Não haveria mais brilho...
Tom Riddle sorriu ensandecido. Por um longo minuto ele olhou para sua corte negra, e para seus fieis comensais da morte, todos tão excitados que nem perceberam que Voldemort, aparatara novamente, e alguns minutos depois ele surgiu novamente, e voltou a esperar...
Apenas Narcissa notou sua mínima ausência.
- -_***Secretus***_ - -
Harry desceu as escadas correndo, ao ouvir o alarme da ordem, e em segundos deu de cara com os demais integrantes que moravam na mansão Black, trocou uma troca de olhares nervoso com Rony que apenas balançou a cabeça, era obvio que a morte de Serene fora já descoberta por Voldemort.
Artur surgiu das cinzas da lareira incrivelmente pálido e nervoso.
- vários ataques foram descobertos em muitos pontos do mundo, todos em capitais importantes dos trouxas no mínimo os comensais estão divididos em vinte grupos fortemente preparados para uma batalha de vida e morte não sabemos o porquê de voldemort ter adiantados os planos iniciais, porém isso nos deixou com poucos bruxos capazes de fazer frente a estes ataques, ainda mais com as baixas que tivemos ontem, não podemos contar com os melhores aurores que temos, e nem com Minerva que infelizmente não resistiu aos ferimentos e faleceu. – um terror nasceu no peito dos membros da ordem que acabaram de saber da perda de Minerva que muitos sentiam como se fosse a capita da ordem com a perda de Dumbledore. – entrei em contato com os ministérios da magia dos diversos paises que estão sendo atacados e estamos enviando algumas tropas, para auxiliá-los, mas temo que não seja o bastante...
- não será mesmo...
Artur foi interrompido pela chegada de Laura Lin, que veio acompanhada de Fred. Esta estava incrivelmente pálida, e completamente apoiada em Fred.
- Laura, minha cara você deveria estar descansando. – Artur disse, mas não escondeu um suspiro de alivio ao ver a auror, que há dois anos se juntara a ordem e demonstrara em muitas missões ser de uma capacidade impressionante apesar da juventude.
- não podia ficar alheia ao que está acontecendo, Artur, ainda mais que tudo está como Hermione disse anteriormente.
Todos pareceram prestar mais atenção a Laura.
- o que Hermione disse?
- que em breve muito mais do que nossa capacidade mágica estaria sendo posta à prova, mas nossa amizade e lealdade, voldemort está nos separando para nos derrubar, estes ataques não passam de uma ilusão, temos que encontrar o local, onde Voldemort está atacando e vence-lo não dividir nossas forças, sinto muito pelos demais locais que estão sendo devastados, porém não adianta sairmos em missões suicidas...
Artur concordou com Laura, só havia um único, porém nisso tudo, onde era o ataque principal.
- e tem mais uma coisa, Voldemort nunca se precipitou em nada, sua lógica e sangue frio são lendários, então o fato dele estar colocando seus exércitos antes no campo de batalha, nos indica um ponto fraco...
Harry sentindo o coração se rejubilar por poder dar uma boa noticia não se conteve e falou sobre a morte de Serene.
- o motivo é que nesta noite, eu com ajuda de Rony, Lilá, Luna e Neville conseguimos destruir o ultimo Horcrux.
Mas ao invés de uma euforia total dos membros presentes, o que houve foi uma divisão de sentimentos, era notável, que Artur assim como os gêmeos, Laura e mais alguns membros mais antigos da ordem olhavam Harry assombrados, todos conheciam a historia de Serene, e outros comemoravam o fato de Voldemort ser mortal novamente.
- isso significa que você liquidou a esposa de snape? – Alicia perguntou surgindo atrás de Lino Jordan.
Mas a resposta não foi ouvida, pois em segundos Amus Diggory surgiu nas cinzas da lareira.
- o lorde das trevas está em hogwarts, sua marca paira no ar, tenho certeza absoluta que ele está lá nos esperando para a batalha.
A voz de Amus estava fraca, mas era evidente em seus olhos um brilho, de tristeza e ódio.
Artur tomou frente novamente.
- tirando Lilá, Luna e Laura, todos devem aparatar em hogwarts, e lá esperamos contar com a ajuda do espírito de Dumbledore e de todos os bruxos que fizeram tanto pela honra daquele lugar... – ele olhou para as três mulheres que trocavam um olhar assustado entre si. Mas não disseram nada.
Artur retomou a palavra olhando nos olhos dos presentes.
- não há mais tempo para conversas, pois vidas estão sendo tomadas enquanto discutimos, iremos de encontro a Voldemort – o nome do lorde foi dito de forma fraca. – e faremos o possível para que desta vez Harry saia vitorioso, como sempre planejamos, lutaremos por algo muito maior que nossas vidas, lutaremos pelas vidas de nossos filhos, irmãos, amadas e por todos que não podem se defender, espero meus amigos que estejamos todos vendo um nascer do sol amanha, com lágrimas de felicidade, repletos de boas historias para contar para os netos, que não tenhamos perdas que nos devastem, espero vê-los todos novamente...
E com essas palavras todos os brilhantes bruxos da ordem sentiram seus corações ficarem mais leves, estavam lutando por um bem maior, Merlin, estaria os ouvindo e os abençoando, seus nomes seriam escritos na historia do mundo mágico, e haveria paz no próximo nascer do sol...
Harry se sentiu mais confiante, e olhou nos olhos de Rony e encontrou ali, um sorriso, eles estariam juntos nesta batalha, lutariam para salvar Hermione do quer que lhe acontecera, e reconstruiriam suas vidas...
As trevas tinham que ser desfeitas...
E com um sinal de Artur Weasley a ordem aparatou nos gramados de Hogwarts...
E se depararam com a corte negra e seus vassalos...
Harry encontrou o olhar de Voldemort por um longo minuto antes de a batalha começar.
--_***Secretus***_--
Draco olhou para os demais e aparataram em um canto recluso do vasto gramado de Hogwarts, eles virão à batalha se iniciar.
Está vendo aquela estrela ali, Bella? – Bella olhou nos olhos de seu pai. – aquela é a sua estrela, vê como ela brilha muito mais aqui, assim como brilha em sua casa? – a pequena apenas concordou. – isso porque assim como em sua casa, aqui em hogwarts você está destinada a brilhar...
A pequena Bellatrix apenas sorriu e com toda a sua já elegância e soberba disse para o pai.
- então muito em breve, a estrela Bellatrix brilhara mais forte em todo o mundo meu pai...
Oriôn sorriu, mas em pouco tempo, a estrela Bellatrix já não reinava somente naqueles dois lugares...
Reinava também em outros corações, e um deste só traria dor para a jovem Bellatrix e o outro salvaria sua alma das trevas.
Fim do capitulo Sessenta e Quatro.
Vivis Drecco ® Secretus © 2007.
Capitulo 65 – Uma visita.
Lord Voldemort aparatou no Saint Mungus e caminhou por um corredor que estava vazio, encontrou pela frente uma enfermeira, que nem pode soltar um grito de pavor, seu corpo caiu já sem vida no chão.
Ele abriu a porta de um quarto e ficou apenas por um segundo a mais do que queria olhando para a ocupante daquele quarto.
Um sorriso ensandecido surgiu em seu rosto, e a certeza de sua vitória, iluminou sua face, ofídica com um brilho que seria capaz de tirar a sanidade de alguém que o visse naquele momento.
Voldemort deu as costas e saiu sem preocupar de fechar a porta, porém se deu ao trabalho de deixar uma caixa em cima da mesa ao lado da cama antes.
Ele aparatou sem dizer nada de volta a batalha que ele tinha certeza, eliminaria todos os impuros e traidores da face da sua terra.
Ele tinha certeza...
Ele estava ensandecido, e sua aura maligna podia ser sentida em todo o mundo mágico.
“O mal não existe é apenas a ausência do bem.”
Fim do capitulo Sessenta e Cinco.
Vivis Drecco ® Secretus © 2007.
Capitulo 66 – A Batalha final.
_ Nota da autora_ neste capitulo haverá quatro faixas temporais, pois serão quatro grupos agindo diretamente na batalha. Primeiro teremos a discrição do começo da batalha por um prisma central, a visão dos membros da ordem e de Harry, logo após, voltarei a mostrar a visão do começo da batalha, pela visão do grupo liderado por Hermione e Draco, Sirius e o pessoal todo, depois mostrarei a luta entre Bellatrix e Tom Riddle, depois haverá pelo prisma da Moira, que estará meio que dando a visão dos comensais morte? Pois como bem sabe acontecem simultaneamente em pontos separados da batalha e o que ocorre em um lugar terá ações correspondidas no outro como um espelho. _Toda vez que houver uma mudança de narração colocarei duas vezes uma quebra de linha que vocês reconheceram por ser o nome da fic: --_***Secretus***_--
Um grito iniciou a batalha final, e durante muito tempo depois não seria muito bem lembrado de que lado este grito partira, se do lado da ordem da fênix, e dos bruxos que lutavam pela paz, e por suas vidas, ou se das bestas que Fenrir comandava, ou de algum dos comensais da morte, mas isso acabou perdendo sua importância, pois em segundos os brilhos de cores diferentes cortavam o ar assim como as vozes que proferiam os feitiços, alguns poucos de proteção outros tantos de ataques...
Fred e Jorge lutavam lado a lado, com Angelina e Katie Bel, sentindo que suas vidas jamais seriam as mesmas, Lino Jordan, Alicia, e muitos outros amigos lutavam com força e coragem, lutando para preservar suas almas dos ataques dos dementadores, lobisomens lutava contra lobisomens, mas era infelizmente evidente a superioridade numérica dos comensais da morte.
Harry que lutava tendo Rony ao seu encalce dava passos decididos em direção aonde vira Voldemort, ele nunca vira um ataque desta proporção, e se assustou ao ver que seus golpes não faziam efeitos em estranhos bruxos, cujos olhos opacos e tez branca eram assustadores, os dois amigos ouviram de algum lugar uma voz gritando que estavam enfrentando criaturas sem alma, frutos dos beijos dos dementadores, a pior espécie de vampiros, que obedeciam cegamente a Moira Snape.
Foi quando os dois amigos foram interceptados por Fenrir, este já em sua forma lupina, era descomunal sua força e ambos foram atingidos por um golpe deste.
Rony foi parar longe de Harry e antes que pudessem chegar até ele, outros comensais da morte se colocaram em sua frente.
Enquanto Rony lidava com dificuldade com os comensais, Harry sentiu sua garganta ser apertada, ele se debatia entre as garras de Fenrir, mas diante da força do lobisomem Harry praticamente não podia fazer nada, ainda segurando fortemente sua varinha Harry conseguiu atingir Fenrir com um feitiço, mas este apenas balançou a cabeça e voltou a atacá-lo.
Harry que nunca vira Fenrir, daquele jeito ao não ser quando o oponente era Lupin, se assustou, porém logo recuperou a capacidade de se defender e atacou Fenrir...
Este voltou à forma humana e pegou sua varinha.
- não é que o testa rachada aprendeu a se defender... – o tom irônico na voz de Fenrir enfureceu Harry assim como a lembrança de que ele estivera com Gina...
Parecendo adivinhar os pensamentos de Harry ou lê-los o que não era impossível, Fenrir gargalhou de escárnio.
- esta se perguntando o que eu fiz com sua garota? – ele abriu a boca e mostrou suas presas, já avermelhadas com o sangue de algum membro da ordem. – sinto lhe dizer, mas realmente não houve carne mais saborosa do que a dela, e o sangue.... – Fenrir imitou um ar apaixonado e pensativo, brincando com os sentimentos de Harry. – porém sinto lhe dizer que durou muito pouco poderia ter brincado mais com ela, e com o rebento que nem chegou a nascer. Mas eu aproveitei imensamente do presente que Draco possibilitou ao lord me dar... – Fenrir riu ao ver que o atingiu com a mentira descarada e como era tolo este arremedo de herói.
Ao ouvir da boca de Fenrir o que mais temia Harry sentiu sua mente falhar, não conseguia pensar claramente, e agiu por impulso, jogando todos os feitiços que passavam por sua mente, mas não foi suficiente Fenrir, se protegia com eficiência.
Harry apenas o fitava, com raiva, quando Fenrir ia dar o ultimo golpe em Harry, subitamente parou...
- deixarei você vivo por ora Potter, para ver de camarote seu sangue sendo jogado neste gramado...
Fenrir se afastou e Harry tentou chegar até ele para terminar com a luta, porém outra coisa lhe chamou a atenção.
Bellatrix Black duelava com Voldemort, e Harry podia ver que ela o levava para a direção oposta ao centro da batalha.
Harry foi naquela direção.
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Hermione, Sirius, Bellatrix, Remus, Gui, Carlinhos e Tonks, que acabava de aparatar, no campo de Hogwarts, viram o céu cinzento chumbo e os gritos de pavor indicando que a batalha já começara, todos ergueram os olhos em direção ao céu e observaram, Moira flutuando, uma imensa energia a rodeando como um campo de força, seus olhos outrora azuis celestiais estavam escuros pela força mágica que ela comandava, seus cabelos vermelhos estavam revoltos pelo vento e vários dementadores a rodeavam, todos perceberam que ela tomava o cuidado de controlar os dementadores para atacar somente os inimigos, e poucos membros da ordem e aurores, estavam sendo feridos por eles, porém não era o mesmo que os comensais que caiam de forma grotesca de violenta sob os dementadores...
Porém mesmo assim eles podiam ver que alguns dementadores acabavam por roubar a alma dos bruxos da ordem e a força muito mais numerosas de comensais estava balançando o pendor em favor de Voldemort, eles trocaram um olhar rápido.
- eu irei trazer Voldemort, até o local exato do ritual, Draco, Mione, estejam preparados. – ela se virou para os demais. – Cissy, Tonks, Andie e Sirius, vocês serão à base do ritual, como já foi explicado, - ela olhou para Remus, Gui e Carlinhos. – tratem de não deixar que ninguém atrapalhe o ritual, temos que agir rápido...
Com isso Bellatrix entrou na batalha enquanto Draco e Hermione se colocavam um em frente ao outro, tendo apenas o espelho de ojesed ao lado deles, nas mãos de Hermione estava sendo segurado com força uma capa bordada com vários encantamentos.
Eles olhavam Sirius, Andie, Cissy e Tonks, começarem a preparar o ritual.
A voz grave de Sirius foi ouvida e o ritual se iniciou.
- Senhora de Avalon, protetora de minha casa, permita que eu seu servo, proteja com minha vida, não somente os que amo, mais a todos, esta guerra que não nos traz nada ao não ser rancor e destruição permita que eu seja o condutor de seu desejo e de sua força...
A voz de Sirius era forte e em um tom sério, juntos as suas palavras uma energia estupenda emanava dele e ia criando um circulo de magia, passado dele para Andie, que também murmurava palavras mágicas antigas de seu clã, indo para Cissy, que em silencio orava as sacerdotisas de sua linhagem. Tonks que pela primeira vez participava de um ritual, no começo, tremia, mas logo foi inundada por uma força mágica nunca antes imaginada, e quando viu sua voz acompanhava a dos demais em uma prece.
“Audiatme, Morgana, priestess de Avalon, defedo dos Blacks”...
Ouça-me Morgana, sacerdotisa de Avalon, protetora dos Blacks... Ouça meu pedido e nos proteja...
Ouça-me morgana, princesa da Cornualha, criadora do clã, líder de minha casa, eu que cujo sangue vem de ti, lhe rogo proteção.
Ouça-me Morgana, sacerdotisa de Avalon, e protetora dos Blacks, crie com suas forças a lendária proteção que só de ti és capaz de surgir...
Ouça-me Morgana, sacerdotisa de Avalon, protetora dos Blacks. Ouça meu apelo e nos torne um diante do perigo...
Ouça-me Morgana, sacerdotisa de Avalon, protetora dos Blacks. Traga as brumas para a nossa proteção.
As brumas envolveram os bruxos e logo se dissiparam deixando somente uma forte energia os envolvendo
Draco viu ao longe Moira enfrentar Harry Potter, e temeu pela alma da mulher que amava, apenas olhando para ela, que lutava ali bem perto ele sussurrou: “Não se entregue a isso meu amor, você é muito melhor que ele...”.
E viu Moira sorrir para, ele e dar as costas para Harry.
Trocando um olhar com Hermione eles sentiram a força mágica.
Draco e Hermione estavam envolvidos na energia mágica, e ao verem que o ritual de proteção fora completado começaram o de selamento.
Se colocando um diante do outro, tendo apenas o espelho entre eles, suas vozes ecoaram juntas; como uma canção antiga e muito ansiada por ser cantada novamente.
- Senhor das mentes astutas, dos magos e da magia, eu que venho de tua linhagem em cujas veias, não há toque de impureza, eu venho aqui, para como vos eliminar meu oponente, permita não só mata-lo, pois a morte é boa demais para aquele que eu desprezo, dê-me a habilidade de destruir sua alma, de aprisioná-la, em seu pior medo...
Foi quando o casal olhou nos olhos de Lord Voldemort, que os olhava, com ódio e desprezo.
Fora do circulo mágico Remus, Carlinhos e Gui lutavam com coragem jamais vista, lutavam, com graciosidade, defendendo com suas vidas os amigos. Foi Carlinhos o primeiro a ver os olhos de Harry... Ele correu na direção de Moira, seu coração sentindo uma sensação fria e terrível...
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Bella andou calmamente pelo campo de batalha não se importando nem sequer em se proteger de eventuais ataques, ela emanava uma aura mágica, deslumbrante, seus cabelos negros estavam soltos e caiam como uma moldura pelo seu rosto alvo, segurava a varinha com graciosidade, ela ainda podia ver o ritual sendo feito e ali parou perto o suficiente do ritual e esperou, não precisou esperar nem mais um segundo para vê-lo.
Tom Riddle sentira a magia de Bella, e passou como um furacão pelo campo de batalha, matando sem piedade todos que estavam em seu caminho, aliados e inimigos.
Seus olhos estavam brilhando perigosamente, e seu sangue fervia, ele podia até mesmo já sentir em seus lábios o gosto agridoce do sangue de Bella e seu coração não acostumado a bater de felicidade doía.
E ele a viu, assim como há anos atrás, pela primeira vez, parada pronta para um combate e seu desejo aumentou. Um desejo que ele achava que estava morto, substituído por outro, porém ainda vivo em seu ser... Um desejo que ele teria que matar ou o mataria...
Ele gargalhou...
A mataria, e depois teria o que queria, ele se assustou pela primeira vez, ao perceber que não a mataria, pois a desejava ainda mais, depois de sua traição, até mesmo mais do que a Hermione.
Tom Riddle sorriu para Bellatrix, que também compartilhava com ele o desejo pela batalha, porém ela o queria morto.
Os dois deram passos calculados na direção um do outro a varinha riste ao corpo, os pensamentos fervilhando, e os olhos brilhando.
Não seria uma luta rápida, não seria uma luta justa, mas seria uma luta linda...
Isso eles sabiam.
Não trocaram nenhuma palavra, nenhuma ofensa, não era necessário, bastava se olharem...
Sabiam o que o outro pensava, o nojo, que ela emitia em sua alma, o “amor” deturpado e inegavelmente pútrido que ele sentia por ela.
E se atacaram...
- Sectumsempra! – a voz de Voldemort ressoou, enquanto na voz melodiosa e firme de Bellatrix o som de um outro feitiço ecoava.
- Fio Vitae.
Ambos também foram atingidos em cheio, o rosto de Bellatrix foi manchado com seu próprio sangue, fazendo um contraste entre o alvo e o escuro vermelho, ela cambaleou para trás com a força do feitiço, e levou uma das mãos até a altura de seu peito, onde um grande corte, vertia seu próprio sangue, mas ela não se importou com o machucado e usando seu auto controle e força, se reerguer se preparando para o próximo ataque que ela sabia que virias sem demora, viu com uma certa felicidade, Voldemort, se levantar, também este tinha um grande ferimento, que deixava, fluir uma grande quantidade de sangue, este mais viscoso e escuro do que o normal, demonstrando que também por dentro a escuridão de sal alma o afetara, ele exalava uma fúria incontrolável, e seu sangue não parava de verter.
- crucio. – eles disseram ao mesmo tempo, e seus feitiços, se encontraram se ricocheteando, Bella teve dificuldade para se proteger do contra ataque, enquanto Tom apenas suportou o ataque, e continuou a avançar em direção de Bella, esta vira que seu corte aumentara e a deixava a cada instante mais fraca.
Bella caminhou na direção onde os outros estavam, ainda olhando nos olhos de Tom, este tentava, descobrir as intenções de Bella, porém ele tinha que admitir jamais houvera uma mulher como ela.
Os dois duelavam, com maestria, usando feitiços, e até mesmo sua própria força física, Tom agarrou Bella, e esta o chutou com força o atacando de novo, agora com o próprio veneno de Tom.
- Sectumsempra!
O feitiço chicoteou e abriu outro grande ferimento e Tom, que somente agora parecia notar seu sangue fluindo abundantemente resultando do primeiro ataque que Bella lhe infligira.
Ele esbofeteou Bella com força a jogando no chão, o sangue dela, era brilhante e ele a segurou pelos cabelos, a varinha de Bella que fora jogada longe com a queda, vinha aos poucos na direção da dona, que debatia nos braços de Tom, este passou a língua com desejo em seu rosto trazendo para si o gosto do sangue dela.
Bella o atingiu com outro feitiço desta vez sem usar a varinha, que o pegou de surpresa.
Os dois se afastaram e voltaram a se olhar com raiva, Bella, já não estava mais pálida, seu rosto corado, e manchado de sangue, e seus olhos ferviam de dor e raiva, mas ela não desistiu.
- domínio corpórea.
Bellatrix gritou, e Tom pela primeira na batalha, não reconheceu o feitiço, e este foi seu erro, quando viu uma imensa força o arremetia, dentro do circulo mágico que os outros criaram. E este foi seu segundo erro, não perceber que fazia exatamente os passos que Bella desejava...
Bella caiu no chão deixando seu sangue banhar a grama verde, que agora já atingia o tom vermelho de seu sangue...
Enquanto Tom Riddle se deparava com Draco e Hermione.
A certeza da traição não o perturbava, mas a certeza, que também sua neta seu sangue, o traia, isso sim o perturbava. Olhou para os dois bruxos seus olhos amarelados mais parecia uma fenda de tanta maldade que possuíam...
Ódio...
Draco e Hermione cujas almas, brilhavam, pois estavam no ápice de toda sua magia, não foram atingidos pelo olhar sanguinário de Voldemort, e continuaram o ritual.
De aprisioná-la, em seu pior medo... Despedace, separe, destrua, o sele, em cada coração, cuja, alma bondosa demais não possa ser corrompida, o sele em milhares de corações, em pedaços infinitamente despedaçados, que jamais ele possa ressurgir, dê aos puros a condição de proteger o mundo do mal que os tortura, livre a mim, que sou como Ti, do mal que impacienta, que se julga melhor do que nós...
Voldemort, ouvia as frases e pela temeu como nunca em sua vida ele conhecia aquele feitiço...
Tentou se mexer, tentou se defender, mas sua magia estava obstruída, ouviu as vozes dos outros, a voz de Sirius, Narcissa e outras que não lhe eram conhecidas, elas lhe usurpavam o poder, foi quando algo aconteceu, Hermione, levou a mão ao coração, e seus olhos brilharam deixando cair lágrimas de desespero, ela desviou a atenção de Voldemort para o campo de batalha, e nunca vira tanta tristeza em seu olhar.
Tom Riddle se sentiu capaz de mover-se novamente, e sem sequer pensar suas mãos envolveu o pescoço delicado de Hermione que perdia as forças ao aumentar a força com que ele a estrangulava.
Draco cujos olhos estavam presos na mesma direção dos de Hermione, sentia seu coração dividido, algo o compelia a abandonar tudo e sair dali, sua alma, implorava, mas um brilho em outro olhar o encorajou, mas já era tarde, também sentia o ataque de Voldemort, que conseguia usar toda a sua escuridão interna para atingi-lo com força total, assim como Hermione seus joelhos fraquejaram a seu corpo foi atingido por uma imensa dor.
Draco e Hermione eram torturados, com força total por Voldemort, enquanto Sirius trocava um olhar com os demais, se saísse do circulo mágico, destruiriam o ritual, se deixassem eles morreriam, mas foi outra pessoa que atingiu Voldemort, que caiu, sem forças, possibilitando que Draco e Hermione se reerguessem, seus corações estavam apertados e havia lágrimas em seus olhos...
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Moira flutuava sobre o caos da batalha, usando seu dom de controle, os dementadores, atacavam sem piedade os comensais da morte, e os partidários das trevas, os gigantes sucumbiam, diante dos dementadores, e os homens negros sem alma, a serviço de Moira, brutalizavam, com desdém e rapidez os Lobisomens a serviço de Fenrir.
Da onde estava Moira podia ver a batalha entre Bellatrix e Voldemort, era absurdo, porém ela nunca vira batalha mais bela que aquela, dois fabulosos bruxos lutando com todas as suas forças, cada um defendendo seus sonhos, uns de paz, outros mesquinhos e cruéis, mas sonhos, Bellatrix levou vantagem jogando Voldemort no circulo mágico que Sirius, Andrômeda e Narcissa, comandavam, Moira sorriu ao ver Draco e Hermione segurando imbuídos, pela magia milenar, Tom Riddle se debatia , era um sorriso fraco e sincero...
Ela passou os olhos pelo campo verde de Hogwarts que neste momento já estava vermelho, banhado de sangue, o odor ocre das feridas abertas, sanguinolentas dos bruxos de ambos os lados a nauseava, os gritos ressoavam na mente de Moira, mas havia apenas um bruxo que ela procurava naquela estúpida batalha, apenas uma vida que ela queria obter, do bastardo do Harry Potter, ela buscava com ânsia aquele que a havia destruído seu coração, sua melhor amiga, sua mãe, e ela encontrou...
Harry corria, na direção de Hermione, seu coração batia rapidamente, porém seus passos eram lentos e podia se notar que cada passo era uma aflição para seu corpo lacerado por múltiplos ferimentos, porém Harry não sentia mais dor, apenas sua mente obrigava seu corpo a chegar até Hermione, ele há via dentro de um circulo mágico, porém nada entendia além de que Voldemort estava perto demais dela, assim com Draco Malfoy, o traidor, o bastardo que entregara Ginny a Fenrir...
Seu coração já estava por demais destruído pela perda de Ginny, Harry não podia imaginar perder Hermione também, sua vista embaçada pelas lágrimas não permitiam, ver claramente o que ocorria com sua amiga, nem ao redor, apenas passava correndo pelo caos trombando com outras pessoas, que nem sequer parava para ver se eram amigos ou não...
Ele tinha que chegar até Hermione...
Mas ele foi parado por uma figura frágil, e incrivelmente linda...
Os cabelos vermelhos sangue, tão escuros e brilhantes, contrastavam com a pele branca em excesso, o que fez Harry ter certeza, de quem era...
Moira Snape...
Ele a vira no começo da batalha invocando os dementadores as criaturas mais torpes que vira em toda a sua vida, Harry sentiu um calafrio percorrer lhe a alma, ao se deparar com o brilho nos olhos da bruxa a sua frente...
Ela apenas ergueu sua varinha, e Harry deu um passo para trás.
Sua mente trabalhava febrilmente, porém seu corpo estava incapaz de se mo0ver, se lembrando do ultimo encontro com Moira, Harry sentiu novamente ferver a raiva dentro de seu corpo, aquela bruxa tão frágil era pior que o demônio, usando toda a sua força de vontade Harry ergueu a varinha para Moira.
- estamos de novo frente a frente...
A voz de Moira não era mais doce e cativante, e sim cruel e impiedosa e Harry, sentiu como se Voldemort estivesse em sua frente.
Harry tremeu...
E Moira deu m passo em sua direção...
- como é Potter perdeu a língua e a coragem? – Moira desdenhou. – ou não em diga que é apenas valente quando tem um séqüito a seu dispor para lhe defender? Ou melhor, agora que não tem mais nenhuma poção do velho, está com medo, pois sabe muito bem que nunca será um bruxo capaz de enfrentar uma Drecco sem artimanhas e com honra?
Harry sentiu seu rosto esquentar...
E uma súbita coragem tomou conta de seu ser, ele não seria humilhado por aquela garota.
- ao contrario de você, não tenho a mesma maldade em minha alma, para desejar uma batalha...
Moira riu da cara de Harry e de suas palavras tolas.
Um frio incomum se tornou mais evidente.
- fala demais em maldade, e bondade, para um bruxo, que emboscou traicoeiramente uma mulher, que não o matou apenas para poupar duas grávidas, acho até mesmo que arriscou a vida daquelas idiotas porque não eram seus filhos que corriam riscos, - Moira parou parecendo pensativa e quando falou novamente seus olhos tinham um brilho acido. - ah... Ia me esquecendo você nem ao menos defendeu a mulher que esperava um filho seu, deixou que ela fosse pega pelos mais cruéis comensais, sabe que ela provavelmente foi brinquedo deles por muito tempo antes de morrer...
Moira não conseguia mais controlar sua raiva, seus olhos incrivelmente azuis, estavam negros, assim como sua alma, que sangrava de saudade. Seu único intento era destruir Harry.
Antes mesmo que percebesse, ela o atingiu com um forte feitiço de tortura, Harry se debatia no chão frio de orvalho e Moira se rejubilava com seu sofrimento...
Mas algo dentro de Moira doeu mais forte ela cessou a maldição, grossas lágrimas podiam ser vistas rolando por seu belo rosto... Em algum lugar da mente dela a voz de Draco era mais forte... “Não se entregue a isso meu amor, você é muito melhor que ele...”.
Se aproximando de um Harry jogado no chão, Moira cuspiu na cara dele.
- sua morte não vale minha alma Potter...
Moira deu as costas para Harry a tempo de ver Carlinhos correndo até ela, seu rosto indicava o esforço que fazia para chegar até ela, e mais adiante, Draco a olhava, enquanto exercia seu papel no ritual, mesmo a distancia ela viu um sorriso nos belos olhos do amado e sorriu, ela sabia que ele novamente tinha salvado sua alma...
Moira foi tirada do devaneio pelo empurrão de Carlinhos.
Carlinhos segurou Moira nos braços e se levantando se colocou entre ela e Harry, com o baque a varinha de Moira foi jogada longe e ela viu os olhos de Harry, a olhando com profundo ódio.
- se afaste dessa comensal Carlinhos! – Harry gritou, mas não era mais sua voz, costumeira ela estava engrossada pela raiva cega que seus olhos mostravam viver em seu interior. – está sob efeito de feitiço?
Harry olhava o mais velhos dos Weasley com espanto, ele defendia uma comensal?
- se afaste Harry, e se acalme eu posso explicar tudo...
Mas a voz de Carlinhos foi silenciada por outro urro de Harry.
- sai!
Moira fez sinal que ia derrubar Harry com um feitiço, mas Carlinhos a impediu.
- deixe comigo Moira, ele, vai entender...
- o que há pra entender há não ser que você ou está sob feitiço ou vendeu sua alma, ao demônio, Carlinhos se afaste, esta mulher é uma torturadora, não a vê comandando estes demônios?
Harry estava cego de raiva, e dor, seu orgulho ferido...
- não seja tolo Harry, ela está do nosso lado, não vê que estamos há um passo de vencer Voldemort?
- não Carlinhos, ele não vê, pois como sempre Potter só vê o que quer, e ele é o salvador do mundo, não consegue entender nunca que o ódio, é seu maior defeito perante Voldemort... Sua mente é um livro tão aberto para o Lord que não sei por que nunca compreendeu que todas as mortes de seus amigos, estavam assinados com seu nome também.
Moira falou com raiva.
- cale-se cria de Voldemort, eu vou matá-la assim como matei sua mãe...
Harry ergue a varinha e Carlinhos imediatamente ergueu a dele. Seu rosto trazendo uma nobreza e um brilho de obstinação estupenda, ele jamais poderia deixar Harry, que era um grande amigo cometer tamanha maldade, sabendo que o que o fazia agir assim, era a mesma dor que ele sentia, pela perda da irmã amada, por esta estúpida guerra, ele não poderia deixar Moira ser machucada após tudo o que ela fizera para ter uma chance de ganhar esta guerra, por abrir mão da companhia da filha, por tudo o que ela já perderá, ele não poderia...
- eu não permitirei que a machuque Harry, por favor, me escute Moira está do nosso lado, um momento e tudo acabará... Hermione e Draco estão há um passo de resolver tudo com um ritual, não os vê? Não deixe que sua alma, seja corrompida pelo ódio, não se permita cometer o mesmo erro daquele que você odeia tanto...
Mas Harry não o ouviu, sua mente estava confusa e seus olhos o traiam, se não houvesse tanto ódio nele, ele veria a influencia de Voldemort em suas ações, ele veria os olhos malévolos, presos mesmo a distancia nele...
Mas ele não ouviu, nem Carlinhos explicando, nem Moira gritando para Carlinhos se proteger, apenas ouviu sua voz gritando a maldição da morte.
Carlinhos apenas deu um passo para trás surpreso, enquanto Moira conjurava uma proteção, Carlinhos ao ver a barreira de Moira cair diante da força do feitiço se virou para ela a envolvendo com os braços, na ultima tentativa de protegê-la.
Ele murmurou para Moira...
- diga a Mione que eu a...
Moira olhou nos olhos de Carlinhos, que a protegia sentindo uma dor avassaladora trespassar seu corpo, nunca sentira tamanha dor na vida, seu sangue fervilhava nas veias e feridas imensas surgiam, nem a proteção d corpo de Carlinhos fora o bastante diante da força com que Harry os atingira.
Ela caiu no chão com o corpo já sem vida de Carlinhos sobre ela...
Sua garganta arranhava, e ela com muita dificuldade, se arrastou para fora dos braços de Carlinhos, ela caminhou na direção de sua varinha, e olhou nos olhos de Harry que olhava atônito para Carlinhos, que jazia ao seu lado.
Moira sentia sua força se esvaindo a cada segundo, junto a seu sangue que trasbordava por inúmeras feridas, em seu corpo, grossos filetes de sangue escorriam pro sua boca, e ela se arrastava na direção da varinha, precisava parar o sangramento ou morreria...
Mas gritos desesperados de outra direção a fizeram se virar...
Hermione jazia dentro do circulo, seu pescoço sendo apertado por Voldemort, e Draco olhava em sua direção, dividido visivelmente entre terminar o ritual ou ajuda-la, com um olhar Moira fez Draco entender que iria conseguir, mas Draco foi subjugado pela força de Voldemort que se voltará para ele...
Tirando forças de Merlin sabe onde Moira se levantou, e caminhou vacilante na direção de Draco, um rastro de sangue ficava sob o lugar em que ela pisava...
Mas ela caminhava.
--_***Secretus***_--
--_***Secretus***_--
(a partir de agora narração mutua dos acontecimentos.).
Moira caminhava com muita dificuldade, seu sangue fluía de seu corpo, ela se engasgava, com seu próprio sangue, mas mesmo assim caminhava, sentia o olhar de Harry em si, ele há via agonizar... Ela tentou achar em vão sua varinha, porém desistiu Draco precisava dela, ela esqueceu as feridas dolorosas, e passou pelo corpo de Bellatrix que estava em meio a uma poça de sangue. Sabia com um olhar que apesar de Seriamente ferida Bella sobreviveria.
Viu quando Sirius iria desfazer o circulo de proteção para tentar resgatar ele, e o impediu.
Após tantas dores, e perdas, Tom Riddle precisava morrer.
Usando seu ultimo feitiço, suas ultimas forças ela encontrou os olhos de Draco que a olhavam com amor, com medo.
E murmurou seu ultimo ataque.
- serpentis forces. – uma imensa cobra de pura energia envolveu o corpo de Voldemort esmagou os ossos do corpo deste que somente agora a vira.
Draco tentou gritar, tentou ir até a esposa, mas ele viu nos olhos de Moira o pedido silencioso.
Ele tinha que terminar...
Hermione que também se erguerá, olhou para Draco e juntos continuaram...
Enquanto isso Moira cambaleou pra trás caindo no chão, seu sangue se misturando ao de Bellatrix que acabara de despertar e tentava vir em sua direção.
Moira chorou, sentindo o frio da morte se aproximando, percebendo a perda de sua mestra os dementadores, passaram a atacar indiscriminadamente assim como os homens sem alma, porém Moira apenas desejava, sentir mais uma vez os braços de Draco ao ser redor, e poder ter sua mãe ao seu lado.
E talvez Merlin estivesse ouvindo ou Morgana, já que ela era também uma parte de um Black, resolveu dar seu ultimo desejo.
Moira sorriu ao ver sua mãe, envolta em um brilho esplendoroso, e viu que seu pai também estava ali.
- mãe... Pai... Que bom que vocês estão aqui, estou tão sozinha... – ela murmurou, sentida, suas lagrimas se misturando aos filetes de seu sangue, e foi envolvida pelos braços de sua mãe que Moira fechou seus magníficos olhos azuis pela ultima vez.
E Bella viu o corpo de Serene surgia deitado ao lado da filha, suas mãos entrelaçadas, juntas até o final...
Draco que olhava para o espelho recitava com Hermione os ritos finais, e seu coração foi atingido dolorosamente, usando talvez a mesma força que Hermione ele continuou, ou talvez fosse a mesma esperança que Hermione tinha em seu coração que lhe dava forças, eles sonhava que ela estava bem...
Hermione segurava a capa bordada, e lagrimas lhe banhava o rosto, lutava, contra seu coração, não acreditando no vazio e na solidão que sentia, não podia ser verdade, ela dizia cada frase com força desejando que tudo acabasse e que pudesse correr para os braços de Carlinhos, para confortá-lo e receber dele, seu amor, tudo o que ela sonhava...
- do mal que impacienta que se julga melhor do que nós... Salazar o maior de todos pedimos que sele esta alma, impura e indigna de caminhar em nossa era e em todas as que virão... Que sua alma seja partilhada entre almas, que jamais nasçam com dom da magia, almas puras, cujos corações transbordem de bondade...
Uma entidade tão poderosa se materializou na frente de Draco e Hermione.
O próprio Salazar.
E naquele momento todas as almas, dos guerreiros mortos em combate naquele dia, foram trazidas e para uma urna que este trazia...
Draco falou desta vez sozinho.
- lhe entregamos o sacrifício...
Hermione completou.
- Sele esta alma, neste objeto que lhe oferto...
E Salazar pegou Tom Riddle que sem forças, apenas era um bruxo amedrontado diante da morte. O corpo de Tom, foi sendo sugado para dentro do espelho de ojesed e logo após Salazar, embora demonstrando sua contrariedade, fez a capa que Hermione segurava com firmeza adentrar o espelho envolvendo um Tom Riddle furioso, logo após seu corpo e sua alma, se desfragmentaram, evaporando...
E em centenas de milhares de pessoas, com olhos bondosos, corações puros, um fragmento ínfimo dela foi trancafiado, e assim seria para toda a eternidade, deixando a cargo de todos os realmente anjos em terra a guarda do mal que um dia caminhara por esta terra.
Porém antes de se dissipar, a alma imortal de Salazar se virou na direção de Draco e Hermione e com um gesto simples suas almas, foram sendo aos poucos sugadas...
Para desespero de Sirius e Narcissa e acompanhavam tudo de perto.
Sentindo suas gargantas apertarem todos gritaram e Salazar falou pela primeira vez.
- esta é minha ultima oferenda, pela destruição da alma que vós me implorastes, uma alma, que descende de minha carne. Não tomarei estas almas apenas tirarei a vida deles...
Sirius tentou entrar no circulo, porém foi jogado ao longe, seu corpo tomado de espasmos, assim Narcissa, e Bella que tentava chegar até eles, mas foi à voz doce de Andrômeda que se sobre pos ao caos.
- eu que nasci sobre a luz, de Andrômeda, rogo a ti Salazar uma troca, minha vida pela deles, eu que nasci regida pelo sacrifício, eu que sou descendente de sua amada Rowena, eu que tenho sangue de Morgana, invoco o poder antigo de minha estrela o poder da substituição...
Tonks ao ouvir estas frases sentiu seu coração parar de bater, e o circulo que ela ainda tentava manter foi quebrado.
- não... Andie... – Cissy, tentou chegar à irmã, mas com um olhar de Andie, tanto ela quanto Tonks foram afastadas.
- não viveria feliz, se soubesse que eu tinha a chance de salva-los e não salvei...
Salazar a olhou por um momento e sorriu.
- eu, Salazar aceito.
E devolveu a vida que se esvaia de Draco e Hermione.
Andie olhou para a irmã por um momento e sussurrou algo que só sua irmã ouviu, e com um gesto afagou mesmo a distancia a face de sua filha...
Antes de ser abraçada por Salazar que sumiu assim como a vida de Andrômeda, cujo corpo caiu com um baque surdo no chão. Em seu rosto imortalizado uma paz, e um sorriso, sua alma resgatada por seu amado.
E uma forte onda de poder eclodiu os jogando para longe do local.
Antes mesmo que pudesse dizer algo à inconsciência chegou até eles.
E a guerra estava acabada, talvez por um preço alto demais.
Os comensais tiveram seu poder diminuído, os guerreiros da paz, ao ver a marca negra sumir indicando a derrota definitiva de Voldemort, encontraram em suas almas, uma renovada força...
Muitos choravam, e muitos ainda chorariam ainda mais.
Harry estava caído no chão, o rosto sem demonstrar nada como se algo dentro dele estivesse destruído...
Draco, Hermione, Gui, Bella, Sirius, Narcissa, Remus, e todos os outros nem sequer sabiam se ainda estavam vivos...
Mas a guerra acabará...
Uma criança longe dali, em terras longínquas chorava desconsolada...
Molly despertou de um pesadelo, o coração apertado...
Fleur chorava, pedindo para alguém que não a escutava, para que tirassem sua pequena irmã das mãos de Voldemort, do seu calabouço...
Uma mulher pequena, estava jogada em seu próprio sangue e tremia...
Uma outra despertava na cama de um hospital, sentindo que sua alma, não existia mais...
E varias pessoas, cuja alma era repleta de bondade, sentiam que havia mais um motivo para viverem, e se pudessem preservar o mundo em que viviam...
Era o fim da batalha final, contras as forças de Tom Riddle.
Um nome que seria apagado da historia.
“Mil estrelas, brilhavam no dia em que a pequena Black nascera, não somente uma, mas muitas, porém sua mãe chorou, pois ela sabia do trágico fim daquela constelação, batizou sua filha sabendo que ela seria vital para a vida de muitos, pois ela não era somente uma estrela, ela era uma constelação, ela era Andrômeda... Ela era Andie Black.”
Luna Black.
Fim do capitulo Sessenta e Seis.
Vivis Drecco ® Secretus © 2007.
...Nossas meninas estão longe daqui, e de repente eu vi você cair, não sei armar o que eu senti, não sei dizer que vi você ali, quem vai saber o que você sentiu... Quem vai saber o que você pensou... Quem vai dizer agora o que eu não fiz, como explicar pra você o que eu fiz... Somos soldados pedindo esmola... E a gente não queria lutar... A gente não queria lutar...
...Agora a coragem que temos no coração parece medo da morte, mas não era então...
Capitulo 67 – Após a batalha... Almas despedaçadas.
Havia gritos por toda a parte, em meios aos destroços do local, que há poucos minutos atrás fora o palco da ultima batalha.
Bellatrix sentia o corpo ainda tomado por espasmos de dor, seus olhos estavam fechados e ela podia sentir o odor de sangue misturado com o cheiro da grama molhada pela chuva que começava a cair, como que para lavar todas as almas envolvidas na batalha.
Foi quando ela sentiu o toque quente em sua pele fria.
Aquele toque tão seu, que ela nem precisava abrir os olhos ou ouvir algo dos lábios dele, para saber a quem pertencia.
Sirius a ergueu com carinho e murmurou palavras de amor em seu ouvido a despertando de seu devaneio dolorido.
- Bella, minha estrela...
Mas elas foram perdidas, ou para melhor dizer foram guardadas em um canto da mente de Bella, para depois serem sentidas, por hora Bella só desejava olhar em volta e encontrar aqueles que ela amava, ela podia sentir cada soluço e a dor que eles sentiam.
Naquele instante todo o mundo mágico ou não, estava em completa felicidade, os bruxos por terem a certeza que o mal fora derrotado, os trouxas por acharem que mais um lunático, com mania de grandeza e armas estranhas fora derrotado.
Voldemort estava morto, o mal que jurará ser eterno, estava liquidado, todos podiam após muito tempo ficarem em paz, exceto aqueles que mais lutaram por está paz.
Ali estavam os mais maravilhosos bruxos que Bella conhecia e não havia sorrisos. Bella olhava os rostos banhados de lágrimas e sangue. Olhos que buscavam em volta em busca de amigos, filhos, com esperança de que talvez eles tivessem sobrevivido.
E Bellatrix sabia que ela também tinha aquele brilho de esperança no olhar.
Eles haviam perdido muito, principalmente naquela noite, algumas perdas seriam inevitáveis, afinal era uma maldita guerra.
Porém Bella sabia que muitas, principalmente às que realmente importavam a ela, poderiam ter sido evitadas.
Mas decisões precipitadas e dolorosas foram feitas àquela noite, e era em busca dos destroços dessas ações que Bellatrix buscava com seu olhar, seu único desejo eram encontrar sua filha, e irmãs, amigos ligados por sangue ou por carinho.
Foi naquele momento que os olhos dela recaíram em Harry, muitos bruxos passavam por ele, o parabenizando, outros sussurravam “mas não foi ele que derrotou aquele que não deve ser nomeado...”
Mas Harry, nem sequer ouvia, Bella sabia que o motivo do brilho morto no olhar verde esmeralda dele, era o peso da responsabilidade de suas decisões e de três mortes.
Ela se não tivesse a urgência de encontrar Hermione e os outros, poderia azará-lo com toda a raiva que havia nela, mas por ora ele nem sequer merecia a raiva que ela sentia.
Bella continuou a andar apoiada em Sirius que também buscava com avidez Hermione e os outros. Lágrimas toldaram sua visão quando seu olhar encontrou em um tom vermelho que ela aprenderá a devotar carinho e respeito naqueles últimos dias.
Draco estava sentado no chão, úmido segurando com força, o corpo frágil e sem vida, cujos cabelos extremamente vermelhos vivos e escuros, contrastavam com a pele branca já destituída do brilho vivaz que possuía em vida. Ele a segurava e a embalava com carinho, misturando os tons loiro e vermelho de seus cabelos, e uma grande quantidade de um outro tom de vermelho, escuro e opaco, do sangue já seco de Moira.
Que jazia em seus braços, tendo ainda sua mão direita entrelaçada com a da mãe. Bella não soube como o corpo de Serene fora parar ali, talvez Draco houvesse o encontrado e levado até ali, para ficar com Moira, mas isso era tão doloroso para ela quanto devia ser para ele...
E Bella deixou outras lágrimas caírem por seu rosto, ao ver Serene, tão frágil, ali com os olhos fechados já sem vida, com apenas um sorriso sincero e adorável nos lábios, imortalizando a paz que ela sentira no ultimo momento como Severus sentirá também.
A dinastia Snape estava destruída.
Mas Draco apenas as olhava, segurando fortemente a amada de encontro a seu peito, tentado revive-la.
Bella sentia e via o desespero dele, e sabia que nada poderia ser feito ou dito naquele momento para amenizar o coração de seu filho de alma, que estava destruído pela perda.
E isso a lembrou de outro coração tão seu que também estava destruído em pedaços.
Bella continuou andando em passos lentos, sentindo também o pesar e o amparo de Sirius junto a ela.
Ouviu a voz de sua sobrinha e se virou para ver Tonks, abraçada ao corpo de Andie...
Sua irmã...
A bruxa que lhe pegará no colo e lhe ensinará as primeiras magias, que lhe ensinara que amar era um dom, mesmo quando todos diziam ser um erro...
Sua irmã mais velha, seu porto quando tudo desabara e ela achará que perdera tudo ate Sirius...
Não havia mais vida nela...
Ela honrara o nome e dera sua vida em troca das pessoas que amava...
Bellatrix, andou até Tonks, colocando suas mãos nos ombros da sobrinha.
Tonks se voltou ao sentir o toque e encontrou os olhos azuis acinzentados de tristeza dos Tios.
Nada foi dito entre eles, antes de Tonks cair nos braços da tia, e chorar...
Logo Sirius as envolveu em outro abraço, sentido, suas próprias lágrimas caiam vertinosamente, molhando os rostos delas que estavam encostadas em seu peito.
Ficaram por longos minutos ali, presos naquele abraço, até ouvir um grito de alivio, de felicidade, de amor...
- Tonks! – Gui, gritou em meio à multidão ao encontrá-la viva, entre os tios, ele rezara durante todo o tempo, para que ela estivesse bem, sentindo como se todo seu coração e sua vida dependesse disso, ele fez o caminho entre eles, o mais rápido que seus ferimentos permitiam, e a trouxe para um abraço apertado, com gosto de saudade e amor.
Tonks, se aconchegava nos braços do amado, em busca de alivio para aquela dor extrema que sentia, o abraçando com toda força que tinha na ânsia de que o amor dele a salvasse da tristeza que havia nela.
Bella e Sirius apenas os olhavam, mas logo se afastaram, eles tinham que achar Cissy e Hermione.
Mas foi Sirius que soltou um grito dolorido ao avistar no meio do caos, Cissy sendo carregada por Remus. Ela tinha o rosto extremamente pálido e assim como o de Remus que parecia carregar a maior tristeza do mundo no olhar, Bella sentiu seu coração parar dolorosamente.
E correu até ela murmurando uma prece...
- por favor, por favor, não me tire ela também...
Havia tanta dor e fé naquele murmúrio, enquanto Bella corria até a irmã mais velha, que talvez Morgana a tenha ouvido, já que assim que Bella tocou o rosto coberto de sangue da irmã, ela abriu os seus magníficos olhos azuis celestes e falou fracamente, sua voz não passando de um sussurro.
- meu coração está dolorosamente ferido, quase não o sinto bater, e não sinto mais as batidas do de Andie...
Cissy escapou dos braços de Remus e caiu-nos de Bella, e as irmãs que restaram da estupenda tríade Black, se abraçaram com toda a força possível, querendo prender toda a tristeza e tentando provar para si mesma que estavam vivas e não eram um sonho uma da outra...
Que estavam vivas apesar de mortalmente feridas, em suas almas, seu um terço delas.
Bella ficou ali, com Cissy, mas logo se soltou...
Narcissa sabia o que faltava ao ver o brilho nos olhos da irmã.
- eu preciso achá-la...
Mas tudo parou...
Não foi necessário dar nenhum passo, os olhos de Bella foram atraídos até Hermione.
Ou o que restará de Hermione.
Hermione andava, entre os escombros e entre vários bruxos, alguns tentavam falar com ela, outros apenas a deixavam passar assustados com o que havia no olhar da bela e frágil morena, que tinha tanto sangue e feridas em seu corpo, que muitos duvidavam que restasse muita vida nela.
Ela buscava uma coisa...
Sua vida.
Seu rosto marcado por lágrimas e sangue a deixava parecendo uma criança perdida em um mundo nefasto e cinzento, de dor e magoa.
Bella sabia o que ela procurava, e sabia que tinha que deixa-la encontrar, por mais doloroso que fosse.
Só restava a mãe, que andasse atrás dos passos da filha para ampará-la quando fosse preciso, pois seria.
Hermione chorava um pranto dolorido e seu coração batia fracamente.
- Carlinhos...
A voz dela fraca ecoou e se perdeu no caos, de choros de alguns de sorrisos de outros.
No fundo Hermione sabia que o chamado não seria correspondido e atendido, mas seu coração se negava a desistir...
Do sonho, que ela criara nos últimos minutos...
Mas foi com um grito baixo e contido, doloroso e cheio de tristeza que seus sonhos se esvaíram diante de seus olhos, que o haviam encontrado.
Seus cabelos vermelhos, no tom quente como fogo, estavam suados e seu corpo já no tom branco acinzentado da morte.
Hermione deu os últimos passos até ele e o abraçou.
- meu amor, Carlinhos... – ela disse baixinho. – por favor, você me fez uma promessa, lembra? Eu lhe fiz também, nós temos sonhos, temos que ir a Grécia com Moira e Draco... – Hermione beijou os lábios já frios e sem vida de Carlinhos, sem o calor de Carlinhos... – por favor, não me deixe sozinha... Eu não vou conseguir sem você, minha vida...
O pranto de Hermione foi interrompido pela dor de Molly que acabará de encontrá-los.
- meu filho! Minha vida... O que?... – Molly abraçou Carlinhos tirando-o dos braços de Hermione, que sentiu o vazio em seus braços e caiu novamente em lágrimas sentidas.
Mas logo, ela pode sentir, o abraço quente e ouviu a voz reconfortante da mãe.
- minha estrela... Durma meu amor, a dor em sua alma, despedaça a minha, durma, para que eu possa cuidar de você, deixe que minhas lágrimas sejam um balsamo para o seu coração ferido, deixe que eu sofra por você, minha estrela...
Bella tinha a filha nos braços e suas lágrimas caiam como balsamo nas feridas abertas de Hermione.
- mãe... Meu coração não bate mais... – Hermione disse fracamente, antes de cair em um sono doloroso, eu não trouxe alivio a alma dela, mas a lembrou do que ela nunca mais teria.
Bella segurou e embalou Hermione, até senti o toque de Sirius.
Ela levantou o olhar para ver refletido nos olhos do amado a mesma dor que ela sentia.
Foi quando viu que Sirius reunirá a família.
Ele tinha Serene no colo, e Draco trazia Moira, ainda em seus braços, junto à Gui que trazia Andie e amparava Tonks, Remus e Cissy estavam abraçados como se dependessem disso pra continuar, e talvez dependessem.
Os Black restantes estavam ali, dolorosamente feridos, com suas almas quebradas em fragmentos pequenos, com seus corações destruídos...
Foi quando Bella viu um brilho de ódio insano nos olhos de Draco.
Ela nem precisou olhar na direção para saber.
Harry estava ali.
Bella entendia o ódio do sobrinho, ela mesma o compartilhava.
Por mais que todos ali soubessem que não fora a intenção de Harry em causar o mal que fizera, que ele também só quisera destruir Voldemort e acabar com a guerra, ainda haveria que passar anos, décadas, séculos para a dor que ele causara diretamente a Draco, Hermione e indiretamente a Tonks e todos ali presentes, pudessem diminuir nos corações deles.
Para que houvesse a chance do perdão.
E talvez nunca isso acontecesse.
Ela e nem ninguém, poderia culpar Draco, Tonks ou Gui, ou qualquer um ali, por olhar com ódio para Harry.
A decisão do menino que sobreviveu causará muita dor.
Tonks e Gui ainda olhavam com algo mais que ódio, o olhavam com magoa, decepção, para aquele que eles protegeram durante anos, a quem devotavam à amizade e lealdade.
Bella sabia que também seria assim que sua filha olharia para o outrora melhor amigo.
Havia muita dor...
Molly ainda abraçava Carlinhos, quando viu todos olhando Harry, ela não entendia, ela ainda não sabia...
Mas Draco, estava sedento de rancor.
Ele se virou e entregou o corpo de Moira a Remus, e avançou até Harry.
E usando toda força que nem ele sabia que tinha golpeou o rosto de Harry que não se defendeu.
- se defenda! – havia tanta dor na voz de Draco que poderia causar lágrimas em todo o mundo. – vamos você foi homem o bastante para matar minha mulher e agora fica parado?
Todos pareciam estar ouvindo a discussão, não havia mais nenhum barulho onde antes reinava o caos.
- ah, eu me esqueci o poderoso salvador do mundo, o prometido, não é capaz, de nada contra a pessoa certa. – ele se afastou de Harry como se só a proximidade dele fosse repugnante. - Como você sente, Potter sabendo que matou três pessoas inocentes? Por que você já matou muito mais, só que havia a desculpa de serem comensais da morte, serem do “mal” – Draco frisou com asco a palavra do mal, passou suas mãos com raiva e desespero pelos cabelos loiros que estavam vermelhos de sangue... O sangue da mulher que ele amava. – acho que sei o que você vai dizer em sua defesa, elas eram comensais da morte, eram filha e neta de Voldemort, mas eu lhe digo – Draco gritou desesperado – que elas eram mais inocentes do que você jamais será, elas fizeram escolhas erradas baseadas em algo melhor do que você, pelo menos elas podem dizer que escolheram matar por amor, por amor, a mim, a Severus a uma a outra, e você? Qual sua desculpa, para fazer uma armadilha com mais quatro pessoas e matar a Serene? Se nós já havíamos pedido calma a você, se Hermione havia lhe dito que tudo acabaria bem se você tivesse calma? Por quê? Você a matou friamente, e depois mesmo Carlinhos tendo ficado na sua frente dizendo que Moira estava do nosso lado você não acreditou, o que você pensou na hora? Que ele estava sob imperius? Ai você resolve mandar uma maldição imperdoável contra uma bruxa desarmada, e mata o homem que sua melhor amiga ama, seu cunhado, filho da família que te acolheu e amou, me diga por quê? Se ele havia lhe dito a verdade? Sabia que ele iria protegê-la como protegeu, pois era honrado, e você jogou uma maldição com tanta força, que não só matou Carlinhos como a deixou mortalmente ferida e não fez nada para salva-la ficou parado a olhando, morrer pouco a pouco com os efeitos da maldição, sabe como é tão dolorosa essa morte? Não você não sabe não é? Você sempre foi protegido por todos, por Dumbledore, por sua mãe, por todos... Você a viu morrer.
Draco falava desesperado...
E Harry com lágrimas nos olhos responde.
- eu não acreditei que ela era inocente, somente quando Carlinhos se colocou na frente dela eu percebi, mas era tarde demais, e depois eu não soube...
Harry levou outro soco de Draco.
- não me venha com falsos lamentos e falsas lágrimas, eu te odeio, e me odeio mais ainda, pois eu estava com Hermione salvando a porra do mundo mágico, que você, o prometido deveria fazer, enquanto você tirava a minha vida, e a dela, se eu pudesse naquele momento ter largado tudo eu teria e teria te matado com minhas próprias mãos, mas agora Potter pra mim, sua morte não vale, nada, pois até mesmo para você ela seria um prêmio, eu vou te deixar viver, e o que depender de mim, nunca você será feliz, pois eu vou sempre te lembrar de seus pecados, de como você matou minha amada, de como minha filha não vai ter uma mãe, eu vou infernizar sua vida, e digo mais nunca mais... - Draco o olhou com profundo rancor. - se aproxime de minha família, ou eu lhe mato tão dolorosamente e lentamente que você vai implorar pelo fim...
Draco disse as palavras em meio às lágrimas e soluços dolorosos, depois virou as costas e pegou o corpo de Moira...
E virou se para Harry.
- sabia que ela tinha uma filha que nem completou um ano? Que agora não vai mais tê-la por perto? – os olhos azuis acinzentados de Draco estavam brilhantes com as lágrimas que ele tentava controlar.
Dizendo isso ele foi até Sirius e segurou também o corpo de Serene, aparatando com as duas, deixando um Harry petrificado, com todos o olhando.
Harry se virou para Sirius.
- eu lamento tanto Sirius...
Sirius sentiu sua garganta apertar, ele conhecia Harry, sabia que ele fora precipitado, mas era um mal da juventude, estava com o coração dividido pela dor da perda da prima e do sofrimento dos amigos e da filha, e entre o amor que sentia por Harry.
E isso era evidente em seu olhar.
Mas ainda havia muita dor e foi Tonks que continuou o que o primo começara.
- sabia Harry, que quando você matou Carlinhos e Moira, Draco e Hermione estavam fazendo o maldito ritual para prender e devastar a alma de Voldemort, e com a dor deles, por perderem o grande amor, a força mágica deles vacilou? E sabe quem entregou sua vida para salvar a deles? Minha mãe, minha mãe, por que não agüentaria ver as irmãs mais novas perderem os filhos, minha mãe, fez isso porque como me amava, amava Draco e Hermione e não poderia deixá-los morrer, e porque só ela tinha o dom de salva-los, - ela chorava olhando para Harry. – por que minhas tias, já estavam esgotadas lutando para proteger nossa esperança, você não matou minha mãe, mas em meu coração você causou a morte dela, e isso me dói tanto, porque você era meu amigo, eu morreria para salva-lo Harry se fosse preciso e você não pensou em nada além do que você achava correto, não aprendeu com erros? Você mesmo dizia que Dumbledore errara por lhe proteger, mas quando precisou enfrentar uma situação sozinho você não conseguiu enxergar nada além da sua verdade e isso nos destruiu Harry, espero que aproveite um mundo sem Voldemort no seu encalço e seja feliz.
Tonks se afastou e foi para os braços de Gui que tinha os olhos vermelhos de choro, mas não disse nada, segurando Tonks aparatou levando o corpo de Andie.
Molly que ouvira tudo horrorizada ainda não acreditava que Harry, seu filho de coração fora o responsável pela morte de Carlinhos e não um comensal, ela amparada pelos gêmeos foi tirada de lá ainda segurando a mão de Carlinhos, somente Rony ficara da família Weasley.
Cissy e Remus, e Bella e Sirius ainda estavam parados.
Bella ainda sentia ferver em si a dor e a raiva que sentia, mas viu a dor que havia nos olhos de Sirius, e se levantou e deixou que Sirius erguesse o corpo da filha.
Bella trocou um olhar com a irmã.
Que deu um passo na direção de Harry.
- nem tudo foi tua culpa hoje, Harry, mas pelo que me toca eu espero nunca mais, vê-lo, nem meu ódio você merece... Se afaste dos Black e Malfoy.
Ela disse em sua voz melodiosa que só continha desprezo.
Dizendo isso os quatro amigos aparataram levando Hermione consigo.
--_***Secretus***_--
Harry olhou ao redor e todos que antes estavam parados voltaram ao que estavam fazendo, uns a comemorar a paz, outros a procurarem amigos, outros a chamarem ajuda para salvar quem podiam, apenas Harry ficou ali, com o coração pesado, com uma tristeza que não tinha fim.
Foi quando Rony o trouxe para um abraço.
- Vamos superar tudo...
- como você pode dizer isso? Eu matei seu irmão. Você deve me odiar também. – Harry já nem tinha mais lágrimas.
Rony pareceu pensar por um momento.
- se eu o odiasse deveria me odiar também, Harry, não só eu, como Lilá, Luna e Neville, nós estávamos lá com você, quando a Senhora Snape foi, morta, e todos sentimos felicidade extrema em matar aquela mulher que nunca havia feito nada para a gente, pois ela era o que impedia de você derrotar Voldemort, o que fizemos foi com a certeza de que agora a guerra estaria acabada, não sabíamos dos outros planos, se soubéssemos isso não teria acontecido, Harry, eu não te odeio...
Harry sentiu uma fagulha de felicidade brotar dentro dele, seu melhor amigo não o odiava, talvez Hermione... Mas ele soube que tinha que sincero com o amigo.
- mas Rony, eu não estou falando da mulher do Snape, estou falando de Carlinhos e da esposa de Draco, eu sabia o porquê, dela estar com tanta raiva de mim, mas isso nem me passou pela cabeça no momento, apenas ouvia o que ela me dizia e em mim deixei nascer um ódio por ela, eu apontei a varinha para ela sedento de vingança, e Carlinhos ficou entre eu e ela. – Harry falou com raiva de si mesmo. - e me contou tudo, contou sobre o ritual, sobre onde Hermione e Draco estavam, e eu os via ao longe, mas eu não acreditei ameacei Moira que estava parada, que havia me virado as costas, só conseguindo me lembrar do nosso ultimo encontro, eu preferi ignorar Carlinhos, achando que tudo não passava de uma armadilha, que ele estava sob feitiço, e proferi a maldição, eu vi nos olhos de Carlinhos o horror, e pude vê-lo se curvando para protegê-la, havia tanto ódio, em mim, que a maldição a atingiu e a vi, agonizar e não fiz, nada se eu tivesse feito, mas não fiz... Eu já havia perdido tudo, perdido Gina, meus pais, e sabia que também tinha perdido até vocês...
Dizendo isso Harry aparatou e durante muito tempo, nem mesmo Rony soube do paradeiro do melhor amigo...
--_***Secretus***_--
A batalha acabará, porém não havia muito a celebrar...
“Escuridão... É com isso que os Blacks vivem a vida inteira, com a escuridão que os assola quando estão sozinhos, com a escuridão que os faz brilhar, com a escuridão que reserva tristezas e alegrias a eles, aos Blacks a escuridão é muito maior... E apenas a incrível capacidade de amar deles, consegue ser maior que a escuridão em seus corações...”
Fim do capitulo Sessenta e Sete.
Vivis Drecco ® Secretus © 2007.
Capitulo 68 – E no final, o que sobrou foi dor...
--_***Secretus***_--
Draco aparatou na mansão Snape, e todos os elfos da casa, estavam em lágrimas, até mesmo a casa que adquirira um brilho e luminosidade desde que Serene voltara estava de novo imersa na escuridão e no frio.
Rapidamente os elfos levitaram o corpo de suas duas senhoras, com respeito e amor. Indo prepará-las para o ritual fúnebre. Draco podia até mesmo ver os elfos que serviam a elas na Grécia, profundamente tristes...
Draco ao sentir a falta do peso do corpo de Moira desabou no chão, do hall da mansão, deixando as lágrimas cair em profusão novamente.
- o que eu vou fazer agora meu amor, sem você aqui comigo?
Ele perguntou para o vazio do recinto, e curiosamente o choro forte e dolorido veio em resposta a sua indagação.
Ele ergueu os olhos azuis acinzentados deles, até uma bruxa já de idade avançada, que segurava uma pequena menina, em seus braços, ela não tinha nem um ano, mas já podia ser notar os cabelos incrivelmente vermelhos dela, e ela chorava...
Draco se levantou e foi em direção da filha, com o coração partido, mas dividido entre a felicidade e a tristeza, aquele pequeno pedaço da mulher que ele amava estava ali precisando dele.
Assim que ele ficou em frente à ama e a filha, sua filha levantou seus bracinhos pequenos em sua direção pedindo colo e atenção...
Amor.
Foi quando subitamente Draco entendeu algo que Moira dissera anos atrás...
- eu quero tanto um filho, Draco, nós precisamos disso...
- por quê?
- porque sempre haverá um pedaço nosso...
Ele não entenderá na época, mas agora via, que ela tinha medo que algo acontecesse com ela, ou com ele, por isso quis tanto uma filha, pois sabia que se algo acontecesse ela seria tudo o que restaria de bom em sua vida e na dele.
- eu estou aqui filha... Não vou deixá-la. – a pequena Morgana, sentindo a conforto por sua misteriosa dor, na voz do pai, buscou amparo em seus braços, deitando sua pequena cabeça em seu peito, e fechando os magníficos olhos azuis acinzentados, deixando apenas finas lágrimas ainda banharem seu belíssimo rosto.
Draco embalou a filha por muito tempo, embalando também seu coração e fazendo uma promessa muda a Moira, uma promessa que ele viveria por ela e por Morgana.
_***Secretus***_
Gui e Tonks, repousaram o corpo sem vida de Andie na enorme cama de dossel, que havia no quarto dela.
A casa dos Tonks, era alegre e cheia de vida, mas naquele momento nada havia que pudesse lembrar isso, os elfos que serviam à mãe de Tonks, estavam todos reunidos em sua volta, com cara de choro, respeito profundo por sua senhora, nem quando o senhor da casa Ted morrerá ela vira tanta tristeza.
Tonks ficou ali sentada segurando a mão da mãe...
- Gui, acho que você deve ir ver como Molly está, eu ficarei aqui, e arrumarei minha mãe, para os ritos...
- não vou lhe deixar sozinha, por favor Tonks, deixe que os elfos cuidem disso, você precisa descansar...
- não, minha mãe fez isso por meu pai, e eu farei por ela, por mais que me doa...
- não.
O casal se virou e viu Bella parada na porta do quarto.
- Gui tem razão você precisa descansar, eu e Cissy faremos as honras a Andie, como manda a tradição Black, como ela faria por nós.
- mas... Eu... – Tonks queria se despedir da mãe, só que sabia o quanto doloroso era para as tias, se despedir da irmã, agora que após tantos anos estavam juntas de novo, e resolveu deixar que pela última vez a tríade Black se reunisse. – obrigada, eu não sei se suportaria...
- suportaria, minha querida... – Bella disse dando um beijo na testa de Tonks, - você é uma Black. Nós vamos para antiga mansão Black que pertencerá a seus avos.
Dizendo isso todos daquela casa aparataram em uma outra mansão está no interior de uma bela e vasta floresta.
Cujo símbolo da família Black podia ser visto de qualquer ponto dela.
Enquanto Tonks dormia sob efeito de feitiços calmantes assim como Hermione sendo veladas por Sirius e Remus, Gui, fora até a mãe, e os irmãos.
E Bella e Cissy preparavam o corpo da irmã, mais velha...
_***Secretus***_
Gui aparatou em casa e subiu correndo as escadas, sua mãe e seu pai, ainda estavam postados em frente ao corpo de Carlinhos. Os gêmeos o olharam e ambos se abraçaram, junto com Percy.
Molly desperta pela chegada de sue outro filho correu para abraçá-lo com força, olhando em volta vendo se ele não estava ferido... E depois o abrando-o com força.
- meu filho... – Molly ainda chorava.
- eu estou bem, mãe...
- e Tonks? Como ela está? – Artur perguntou para o seu agora filho mais velho.
- ela está dormindo sob efeito de feitiços enquanto as tias cuidam da senhora Tonks.
- está guerra...
Mas Molly não terminou sua frase, pois Rony e Lilá entraram no quarto.
Ambos estavam muito machucados, e Rony chorava.
Molly abraçou seu filho caçula.
E após um longo tempo, olhou para trás dele.
- onde esta Harry?
Todos se surpreenderam com a pergunta.
Mas Molly ainda chorando apenas respondeu.
- todos cometemos erros, sei que Harry jamais teria feito algo como isso de propósito, me nego a abandoná-lo.
- eu não sei mãe, não sei pra onde ele foi, ele esta arrasado, com tudo por Gina...
Ao ouvir o nome da filha caçula, Molly solta um grito estridente.
- como assim por Gina, ela não está no saint mungus, como me disseram?
Molly olhava para os filhos e para o marido assustada.
- sente-se querida. – Artur falou com voz baixa e podia se notar, que ele envelhecerá anos nas ultimas horas. – Gina foi seqüestrada há uma semana, mais ou menos e no lugar dela, foi colocada uma comensal que estava tirando informações de Harry, pelo que soubemos, ela foi entregue a Fenrir Greyback como prêmio de guerra por Voldemort. – Havia tanta dor na voz de Artur. – na ultima batalha este deixou mais do que claro a Harry que ela já não estava mais viva, estamos fazendo o impossível para encontrar o corpo dela.
- minha menina, minha princesa... – molly se ajoelhou e olhou para o céu. – porque Merlin, porque me tiraste meus filhos, se nós lutamos tanto pelo bem? Porque deixaste tantos bruxos perversos viverem e tirou a vida de meus filhos amados?
Logo depois Molly sentiu tudo ficar escuro e desmaiou nos braços do marido.
Enquanto Molly era levada às pressas para outro quarto, os demais Weasley olhavam o irmão mais velho com lágrimas nos olhos.
Fred e Jorge começaram a preparar o irmão, e logo Percy e Gui se juntaram a eles, o único que ainda não conseguia se mover era Rony e foi ele que viu a coruja de Sirius chegando.
- Sirius mandou uma carta.
Todos se voltaram para o caçula da família.
Queridos amigos...
Gostaria de jamais ter que escrever está carta, mas Carlinhos era como se fosse de nossa família, assim como todos vocês, os eventos desta noite, não foram nem de longe o que desejávamos, queríamos do fundo de nossos corações que apenas Voldemort, estivesse morto, e não estes jovens que aprendemos a amar, nem Carlinhos, que sempre foi um homem valoroso e morreu como um. Um Herói; nem Moira, que sofreu tanto, e que tinha tanto ainda para viver, que tinha uma família recém formada, que tinha tantos sonhos, nem Serene que lutou sua vida inteira contra seu legado de sangue e que fez tanto por amor, nem a minha amada prima, que no final de contas, é como o nome que lhe deram uma alma tão pura capaz de sacrifícios pelo bem de quem ela amava...
Não queríamos isso, Não era o plano de Moira e Draco, que nós abraçamos e lutamos por isso, não era nosso sonho, porém infelizmente, só nós resta prestar nossas homenagens a eles que nos amavam tanto, que salvaram nosso mundo, que salvaram nossas almas.
Peço encarecidamente que deixem que Carlinhos tenha os ritos finais, junto a Andie e Moira e Serene.
Para todos nós termos nossa ultima chance de nos despedir.
Com carinho, Sirius Black.
Rony leu em voz alta, para os irmãos que se emocionaram com as palavras de Sirius.
Mas foi Molly, que respondeu.
- avise a Sirius que será uma honra.
E voltou a sentar ao lado do corpo do filho.
_***Secretus***_
O imenso e belo jardim da mansão Black estava coberto de flores, o vento forte fazia as pétalas das flores voarem e algumas até se prendiam nos cabelos de Bella e Sirius.
Estavam naquele momento que antecede ao amanhecer...
A noite mais triste da vida deles, estava para terminar, mas ainda havia algo pra lembrá-los da dor.
Bella segurou a mão de Molly que estava ao seu lado, ambas tinham lágrimas nos olhos, era estranho que Bella que nunca fora de chorar, o estivesse fazendo sempre isso ultimamente, e não eram lágrimas de felicidade como ela sonhará.
Todos os Weasley, estavam presentes, como também os membros da ordem da fênix que sobreviveram ao massacre, muitos ainda estavam em estado lamentável, mas todos fizeram questão de estar presente, todos que virão o que haviam acontecido estavam lá.
Muitos outros também estavam, muitos com feições tipicamente gregas, havia como só Bella sabia alguns comensais ali presentes, mas ela também sabia que aqueles estavam para prestar homenagem à criança que eles haviam visto crescer e que agora jazia ao lado da filha.
Aqueles eram comensais da primeira guerra que amavam Serene como filha. E que eram inteligentes demais para serem pegos, por hora Bella não fez, haveria tempo para isso depois.
Ela olhou os quatro jazigos, de cristal, onde repousavam em sono eterno, seus amigos, e sua irmã.
Buscou na fileira de bruxos todos vestidos de Branco, com rostos banhados de dor, a sobrinha.
Encontrou Fred, amparando Laura Lin, que estava seriamente machucada, mas fizera questão de estar presente, e sabia que não era Fred, que realmente amparava Laura, era o amor de Laura que curava milímetro por milímetro das feridas de Fred, Jorge estava com Angelina, logo depois a ex namorada de Fred Alicia, amparava Lino Jordan que também estava em estado lastimável.
Ela passou por Neville e Luna, por Lilá e Rony...
E não encontrou a sobrinha e nem Gui.
Foi quando ouviram um barulho fraco de passos.
Gui, trazia Tonks, que estava pálida, os cabelos longos e sem cor, e seus olhos sem o brilho tão característicos dela, vinham com Remus e Cissy, que também não se encontrava em sua melhor aparência.
Bella apertou a mão de Sirius que estava ao seu lado e ambos se levantaram junto a Molly e Artur e abraçaram-se
Os oito amigos se sentaram juntos deixando apenas duas cadeiras vagas na primeira fileira.
Foi quando ouviram novamente um barulho de passos, saindo da mansão Draco, trazia no colo sua pequena filha e com outra mão praticamente arrastava Hermione que não tinha forças para andar sozinha.
Estavam pálidos, magros e pareciam carregar o peso do mundo em suas costas.
Eram os três tão diferentes em si, mas com uma tristeza tão parecida.
O vermelho dos cabelos de Morgana contrastava com os de Draco e de Hermione.
Eles foram até Bella e entregaram Morgana aos braços dela.
Os dois andaram até as esquifes de cristal
Assim que chegaram lá, o sol começou a nascer ainda tímido e uma suave musica, tocava por todo o imenso jardim...
Pequenas luzes caiam do céu como se fosse uma chuva de estrelas, brilhando ainda na semi escuridão.
Draco tocou a esquife de Moira e foi evidente seu esforço para não chorar assim como o de Hermione ao ver Carlinhos.
Foi à voz chorosa de Hermione que todos ouviram.
- há muitos anos atrás, eu perdi meus pais de criação, e me senti tão perdida, que se não fosse o amor de meus amigos e da família Weasley eu teria desmoronado, naquela época o que eu mais sonhava era reconstruir minha família, eu já amava Carlinhos, só não havia me dado conta disso, durante anos eu lutei em uma guerra, para poder voltar a ser feliz, e há bem pouco tempo atrás eu fui completamente feliz.
Ela parou como que para respirar.
- vou lhe dizer o porquê, porque encontrei minha mãe, uma bruxa fabulosa, estupenda, e que havia feito tanto por mim, em silêncio... Uma mulher que eu amei de forma tão pura e verdadeira e sem reservas, uma mulher que eu amo, como minha vida, depois descobri que meu amigo querido, um homem que tinha minha admiração e amor, era meu pai, eu novamente tinha uma família, mas me faltava algo, e foi em Carlinhos e em seu amor, que eu encontrei, e eu fui completamente feliz, mesmo havendo guerra...- uma fina lágrimas rolou por seu rosto excessivamente pálido.- só que nós tínhamos que lutar, era da índole, dele, fazer tudo o possível, para que todos fossem felizes...
Outra lágrima caiu marcando seu rosto.
- agora ele não está mais aqui comigo... Conosco, para ver a paz que ele sonhou tanto, sei que se lhe dissessem que ele morreria na batalha ele iria do mesmo jeito e morreria do mesmo jeito para tentar salvar alguém como Moira, que nos deu novas esperanças, e que só pelo fato dela ser tão importante para Draco, já valeria correr o risco de salva-la. Ela era uma mulher formidável, também. – Draco não segurou mais as lágrimas. – eu não tive como conhecê-la mais, como queria.
Hermione foi calada por suas lágrimas e Draco continuou.
- no dia em que conheci Moira, tudo em minha vida adquiriu um novo significado, e todos os dias que passei com ela me transformaram em uma nova pessoa, sei que no passado não fui o que se pode dizer de um santo, mas ela fez nascer em mim, todos os bons sentimentos que eu escondia com medo, eu não queria que ninguém soubesse que também sofria ou chorava, mas com ela, eu pude ser eu mesmo, e ela me amou, de tantas formas que salvou minha alma, e eu só pude amá-la com devoção e com a mesma intensidade. Moira tinha um sonho, ela queria que todos os povos mágicos ou não vivessem em paz, ela queria acabar com a farsa, queria que nossos filhos não precisassem se esconder dos trouxas, ela sonhava com um mundo tão bonito, que eu comecei a acreditar que poderia haver este mundo; mas havia um empecilho, havia um mal tão grande que tínhamos que enfrenta-lo e destruí-lo, e este mal, era também uma parte do passado dela, era seu avô, seu sangue, e mesmo assim ela e Serene, sua mãe, lutaram por este sonho... Mesmo sabendo que ficariam tristes, com a perda de uma minúscula parte daquele mal, que era uma parte delas.
Draco respirou fundo.
- Serene, Severus e Moira Snape deram suas vidas a um sonho, e fazem uma falta tão grande a minha alma, que não sei como vou sobreviver, o que me resta é minha filha... E uma frase que Severus Snape disse pra mim.
Bella chorava abraçada a Sirius.
- Se um dia tiver que escolher entre o poder e o amor, lembre-se: se escolher o poder ficará sem o amor, se escolher o amor, com ele conquistará o poder de ter todos os seus sonhos. Pois se sua vida estiver repleta de amor... Seus sonhos já estarão realizados. E você terá o mundo.
Molly soluçou e Tonks sorriu um sorriso fraco atrás das lágrimas.
- eu escolhi viver com amor, assim como Severus, Serene, tia Andie, Carlinhos e Moira, minha Moira... – ele tinha um sorriso como se lembrasse de algo muito bom. – e é apenas isto que me consola, pensar que eles foram amados integralmente e amaram.
Foi quando Bella se levantou e os abraçou.
- eu queria dizer apenas mais uma coisa...
Bella disse com dificuldade e viu Narcissa se levantar e ir até ela, Draco levou Hermione que quase não tinha mais forças e se sentou, ao lado dela e de Sirius.
- Há vinte e cinco anos atrás, eu estava ferida, e tão magoada que corri pro braços de minha irmã mais velha, sabendo que somente ela e Cissy poderiam curar minha dor. E Andie olhou nos meus olhos e havia tanta dor nos delas, e ela me disse: “eu daria minha vida para que você não sofresse, mudaria o mundo se eu pudesse para que vocês duas minhas irmãs, não chorassem sequer uma vez de dor, eu gostaria de pegar todas as dores de vocês e ficar comigo, para somente vocês sorrissem, eu daria minha vida por vocês, minhas estrelas...”
Tonks sorria...
- e ontem antes de tudo ela me olhou novamente e havia um brilho diferente nela, ela me abraçou e a Cissy e murmurou: prometam-me, que aconteça o que acontecer, vocês serão felizes e digam a Ninfadora, que eu faria tudo por ela... Vocês são tudo o que eu amo, mais Draco e Hermione, depois desta noite, eu só desejo que vocês sejam felizes, como eu fui por muito tempo, enquanto vocês sofriam, é a hora de vocês sorrirem minhas irmãs. – Cissy falou com sua voz triste e linda. – Se eu soubesse de algo, teria proibido-a, mas sei que Andie, faria do mesmo jeito. – ela se virou para a sobrinha. – as ultimas palavras de Andrômeda Black Tonks, foram para sua amada filha.
Cissy foi até Tonks e sussurrou em seu ouvido algo que só Tonks ouviu, e aquela frase curou feridas e trouxe paz, ao coração torturado da jovem...
- Eu renascerei na filha que você espera meu amor, não chore por mim... Seja feliz.
E Bella continuou com novas forças.
- uma vez Serene disse ao se despedir do homem que ela mais amava, que era meu amigo amado Severus, que chegaria um dia que todos saberiam o quanto ele fora um homem honrado, e lutará pela paz, agora chegou este dia, todos se lembraram, do que Severus, Serene, Moira, Andie, Carlinhos fizeram para salvar o mundo do mal, mas como ela disse, não será dos atos deles que eu sentirei falta, será dos homens que eles foram, das mulheres que elas foram que eu sentirei falta, que nós sentiremos falta, quando estivermos felizes, eles farão falta para brindarmos com eles, sentiremos falta, do toque e das vozes, que nos faziam felizes apenas por tê-las conosco, - Bella olhou para um ponto do céu. Sua voz embargada - mas por vocês meus amigos que não estarão mais aqui fisicamente, mas estão tão vivos em nossos corações, nós seremos felizes, para honrar todos os dias, todos os minutos suas vidas, pois elas não foram em vão, elas nos fizeram sermos quem somos, e por vocês, eu juro, que serei feliz, para homenagear... – a voz de Bella saia entre um choro comovido. – o quanto eu amo vocês, e o quanto todos nós amamos vocês.
Todos se abraçaram, com lágrimas nos olhos e um forte luz, emanou em volta das esquifes, no momento em que sol começava a reinar forte, no céu.
As esquifes de cristal foram sumindo e no céu pássaros começaram a voar.
E em um jardim cheios de flores, na mansão Snape, no mausoléu da família Snape surgia novas inscrições ao lado da de Severus:
Severus Prince Snape e Serene von Drecco Ridlle Snape
Amor Eterno, juntos na eternidade… repletos de Amor.
Luz.
E logo abaixo dela, uma outra.
Moira Drecco Snape Malfoy.
Uma filha amada...
Uma rainha, cujo reino é o coração, de seu esposo e filha.
Amada eternamente....
Sempre lembrada por seus amigos...
E no jardim dos Weasley, um mausoléu branco, lindo e gracioso. Na letra de Hermione surgiu os dizeres que eram sua declaração a Carlinhos
Carlos Weasley.
Minha Vida, meu amor...
Nossa esperança...
Nós viveremos com amor, que você, nos deu...
Te Amo.
E no incrível mausoléu, negro dos Blacks, a esquife da mais velha da tríade Black surgiu ao lado dos antepassados e de Ted.
Andrômeda Black Tonks.
Como uma sua nebulosa, não brilhou somente como uma estrela...
Brilhou como um sonho eterno nos corações...
Amada, mãe, esposa, irmã, tia e amiga...
E orgulho dos Black.
Saudades eternas.
Todos ficaram no jardim da mansão Black, sentindo a saudade já forte daqueles que foram e ainda seriam para sempre tão importantes.
Aos poucos todos se foram, ficando somente aqueles amigos, tão ligados...
Ainda com cicatrizes abertas...
Foi Hermione, que tristemente olhando pro céu, sussurrou.
- acho que acabou essa saga dos Black...
Bella olhou para a filha, tão triste, e para Draco, que apenas segurava a filha que dormia, desejando que um dia eles pudessem encontrar o amor.
E que não vivessem apenas um dia após o outro.
Todos se separaram indo em outras direções, para suas casas, mas Sirius que ficara olhando para o mesmo ponto do céu que sua filha olhava segundos atrás disse.
- acho que é o fim apenas de um capitulo doloroso... Somos Blacks...
Um sorriso nasceu no rosto de Draco, Hermione, Tonks e Bella e Cissy...
Talvez Sirius tivesse razão.
E o sol brilhava, no céu limpo, mas mesmo assim ainda eram visíveis estrelas brilhantes reinando no céu concedendo seu brilho, como bálsamo e uma oferta de amor incondicional, a eles...
Em ‘‘ corações’’ imortais residem pessoas que são para sempre. Estrelas eternas, que brilham durante séculos, e mesmo após o fim de sua longa vida de amor, força e magia, elas ainda levam seu brilho como balsamo aos corações que amam, por outros séculos.
Blacks, estrelas, de nossas vidas, impossível odiar, por que a eles devotamos nosso amor, antes mesmo de perceber...
Vivemos nas sombras deles, ansiando pela força do amor, para que eles nos amem...
Ser amado por um Black, é conhecer totalmente a capacidade do amor. E viver no brilho de seus olhos, eternamente.
Fim?
Fim do capitulo Sessenta e Oito.
Vivis Drecco ® Secretus © 2007.
Capitulo 69 – Epílogo. – O Recomeço.
Faltava um pouco mais de quinze minutos para o pôr do sol, e uma mulher linda com um corpo delicado e sensual de cabelos longos e negros estava sentada em uma pedra, observando duas coisas, uma: as ondas batendo nas rochas ali perto, com o barulho do mar e a embalando e a outra era as dez crianças que brincavam ali.
Seus belos olhos não conseguiam disfarçar a imensa tristeza que carregava em seu coração, a única felicidade que eles exprimiam era quando olhava para aquelas crianças, uma em especial, cujos cabelos vermelhos, quentes como o sol, lhe aquecia a alma.
Era até mesmo uma cena linda de se ver, os cabelos vermelhos de cinco deles, chamavam a atenção a distancia. Uns do mesmo tom do sol, um único tão escuro, como o carmim.
Hermione sorriu ao notar que algumas pessoas que passavam achavam muito incomuns estas tonalidades de cabelos.
Ela reparou na brincadeira que consumia a atenção deles e riu.
Eles brincavam de ser auror, talvez fosse influencia dos genes.
Quatro crianças de seis anos ouviam atentas, quase como reverenciando a mais velha entre eles dando ordens, os outros dois de cinco anos a olhavam com uma mistura de encanto e provocação, seus cabelos negros contrastando com a pele alva, e olhos incrivelmente belos, os faziam uma rara beleza no grupo, que predominava de ruivos, com exceção dos outros três que eram loiros.
A mais velha do grupo, Morgana Malfoy, havia se levantado e sorriu em direção de Hermione que devolveu o sorriso para a afilhada, logo depois os grupos se separam para continuar a brincadeira.
Morgana dividira o grupo em três, ela junto à aos três mais novos, que eram Vega e Pollux Black, e Lyra Black Lupin.
Hermione sorriu ao ver seus irmãos mais novos de cinco anos tentando acompanhar Morgana, e riu mais ainda quando Vega, cansada desistiu de brincar e veio se sentar ao seu lado era uma miniatura de Bella. Lyra de apenas quatro anos corria atrás dos outros fazendo seus pequenos cachos dourados brilharem ao sol do fim de tarde.
No outro grupo este liderado, pelos Gêmeos Procion e Alhena Black Weasley, com ajuda de uma das gêmeas de Fred e Laura, Marjorie tinham dificuldade de pegar Morgana, e Hermione deu um sorriso ao ver Caleb Black Weasley e a outra gêmea de Fred Samantha ouvir os planos de Julia Longbottom para pegar Morgana. O seu frágil filho Caleb, seu motivo de viver dia após dia, Hermione sabia que se não fosse por ele, a tristeza em sua alma seria infinitamente maior, ela acordava todos os dias por ele...
O coração de Hermione disparou ao ver seu filho cair no chão.
Caleb, nascerá muito frágil, em decorrência de tudo o que passara durante a batalha contra Voldemort, Hermione se lamentava intimamente por não ter descoberto que estava grávida na época, agora seu filho tinha uma saúde frágil...
Ela se levantara para ajudá-lo mais parou ao ver que Morgana o ajudava.
E que ele próprio apesar de demonstrar em seu rosto, que sentia dor, sorria e continuava a brincar.
Seu filho lhe orgulhava todos os dias vencendo suas limitações para viver plenamente.
Hermione gostaria de poder dar uma vida mais plena de felicidade, para ele, porém não conseguia ser mais completamente feliz.
Somente quando estava assim com as crianças e com os amigos ela se permitia experimentar um pedaço da felicidade que lhe fora tomada anos antes.
E foi pensando nisso que sentiu um toque quente em seu ombro.
Não precisou olhar para trás para saber de quem era o toque, ela o reconheceu.
- chegou cedo, Draco. – Hermione disse baixo para não atrapalhar sua pequena irmã Vega que agora brincava com conchas do mar.
- não há muito que fazer no quartel hoje. – Draco respondeu se sentando ao lado de Hermione nas pedras.
Assim como que para Hermione apesar de estes sete anos terem sido em parte tristes, fisicamente fizera muito bem para Draco.
Seu rosto agora era muito mais maduro, os cabelos ainda longos, eram brilhantes e seu corpo não havia palavras para descrever, o capitão dos aurores era o bruxo mais cobiçado do mundo mágico, mais assim como ela em seus olhos acinzentados muita tristeza existia.
- do que eles estão brincando? – Draco perguntou curioso ao ver que eles corriam e simulavam duelos com varinhas feitas de papel. E que sua filha estava tão concentrada que nem sequer o vira chegar.
- de aurores. – Hermione disse, e observou Draco abrir um sorriso irônico.
- me diga de quem será que eles puxaram isso?
Hermione apenas riu. – não sei talvez, que tirando Lyra todos tem um dos pais nesta profissão, peculiar.
Draco riu. E quando ia comentar mais alguma coisa foi enlaçado pela filha para um forte abraço.
Morgana o envolveu e o beijo no rosto como se não o tivesse visto por um longo tempo e não algumas horas.
- demorou papai...
- desculpe princesa, mas como sabe alguém tem que trabalhar lá no quartel... - ele disse olhando de lado para Hermione que se dera ao luxo de não ir aquele dia. – nem todos aurores são tão magníficos que podem passar à tarde na praia.
Hermione ia se defender ironicamente da brincadeira do primo, mas deixou para Morgana que foi mais rápida.
- ah também nem todos aurores são também inomináveis, como minha madrinha.
- exatamente, fazer o que se sou indispensável para vocês...
Draco não retrucou, pois no fundo sabia muito bem disso.
Morgana voltou a brincar, enquanto Caleb veio até Draco.
Este tirou umas cartas de mágicos antigos e entregou para a criança que disfarçava seu cansaço.
Ele olhou com atenção depois deu um sorriso radiante.
- obrigado, Padrinho, eu não tinhas estes aqui ainda. – Draco sorriu ao ver a satisfação de Caleb com algo tão simples. – não é tão fácil encontrá-los como é encontrar figuras de vocês...
Hermione corou.
A conversa foi interrompida pelo furacão Tonks.
Esta surgiu com os cabelos rosa e um vestido branco que lhe acentuava a barriga já enorme de quase nove meses.
- oi pessoal, desculpa a demora, eles deram trabalho? – ela perguntou sorridente para Hermione apontando o casal de gêmeos que não ficavam devendo a nada os outros gêmeos da família Weasley.
Foi Draco quem respondeu depois de dar um sorriso apreciativo para a prima.
- não se preocupe prima, eu dou conta do recado. E você, espero que não esteja se cansando, tem que ficar de repouso e não programando outros rebentos. – ele sorriu malicioso ao ver que a prima estava corada.
- ah, eu sei que você dá conta... – ela apontou Morgana que brincava perto da água. – e não se preocupe, o próximo rebento só na próxima encarnação, chega de Weasley.
- Tenho que concordar com você, só de Weasley pode se encher uma festa.
O trio caiu na gargalhada.
Logo todas as crianças rodearam Tonks, e Morgana veio andando devagar ao lado de Caleb que lhe mostrava as figuras que ganhará.
- e a tia Bella, Mione já voltou de férias? – Perguntou Tonks.
Hermione sorriu.
- minha mãe, acabou de mandar uma coruja dizendo que estavam pensando em prolongar a vigésima lua de mel, por mais uns dias...
- me diga Mione, quando que não é lua de mel, para os seus pais? – tonks perguntou sorridente.
- nunca... Até quando brigam, brigam somente para fazer as pazes...
Os amigos sorriram.
- então me diga Draco, que tal, eu ficar com Morgana lá em casa este fim de semana, vou levar Caleb também – Hermione que não sabia do fato a olhou. – e com todos os outros.
- por mim tudo bem. – Draco olhou para a filha que apesar de não dar pulos de alegria como Caleb, tinha um brilho no olhar de felicidade. – mas será que não vai se cansar tendo mais de dez crianças em casa?
Tonks balançou a cabeça.
- claro que não, sem contar que Molly estará lá para me ajudar, e Gui também, você bem sabe que Morgana é como se fosse neta de Molly se ela não for, Molly e todos nós sentiremos muita falta, e vocês podem ir jantar lá no domingo.
Quando Hermione e Draco concordaram Tonks ordenou a todos que reunissem os brinquedos.
E depois olhou de relance para os primos que haviam voltado o olhar para o mar.
Ela sofria muito ao ver os dois assim, com aquele sentimento tão triste e doloroso dentro deles, sem conseguirem ver que era necessário apenas se darem à chance de encontrarem novamente um motivo para seus corações voltarem a bater.
- sabe vocês dois deveriam tentar...
Ela parou ao ver a dor nos olhos deles e também ficou em silencio vendo as ondas.
Os cabelos negros de Hermione foram jogados nos rosto de Draco que não se importou e continuou olhando o mar. Apenas sorrindo e os tirando para colocá-los atrás da orelha de Hermione. E tocando por um tempo mais longo do que o necessário o rosto de Hermione.
Esse pequeno gesto fez com que Tonks visse algo que alguns já diziam, mas ela não notara. Então milhares de outros momentos passaram por sua mente, conversas ouvidas deles, toques velados, ciúmes, de outros que se aproximavam, tantos pequenos gestos como aquele, mútuos. Ela sorriu marotamente e falou.
- e com essa folga, bem que vocês podiam ir ao cinema.
Draco e hermione a olhavam tão espantados que Tonks riu.
- sabe aquela coisa trouxa, que consiste em ir a um lugar com uma tela enorme onde passam filmes que são uma historia... – ela os viu ficarem, mas surpresos. – Mione, o Draco eu entendo, mas você não conhecer um cinema?
Ela estava espantada.
- não é que nós não conhecemos o que é um cinema, é você conhecer...
Hermione disse rindo.
- e onde você acha que este rebento foi começado a se programado? – ela disse maliciosa tingindo a face de Draco e Hermione de vermelho. – ai que lindos ficaram corados...
Dizendo isso, Tonks reuniu as crianças e usando uma chave de portal as levou deixando Draco e Hermione calados.
O sol já estava quase escondido quando Draco se levantou e estendeu a mão para Hermione em silencio, esta aceitou e também se levantou. Eles retiraram os sapatos que Draco fez surgir em nas respectivas casas.
E saíram caminhando em silencio, sentindo as ondas tocarem seus pés.
Havia uma sensação incrível de felicidade neles naquele instante, de paz e carinho...
O barulho das ondas os fazia rir...
E eles continuavam andando, e pensando... Que às vezes se sentiam tão sozinhos, porém não agora...
Dois pares de rastros na areia, demarcavam seus passos...
Foi quando de repente como que se em um passe de mágica, eles entenderam e se olharam rindo...
Não havia por que sentir solidão quando estavam juntos.
E isso aqueceu seus corações.
Continuaram andando e timidamente suas mãos se esbarram, e se juntaram.
Seus rostos coraram automaticamente, e não conseguiram se encarar...
Mas logo riram e continuaram de mãos dadas, deixando somente um par de pegadas nas areias da praia...
Sabiam que não seria fácil, que haveria mil coisas pela frente, e até mesmo temiam estar apaixonados...
Mas eles estavam juntos, e pela primeira vez em anos se sentiam completos.
O sol se pôs e as estrelas começaram a reinar no céu.
Todas elas brilhando magnificamente.
Em seu esplendor.
E durante os próximos anos aquele sentimento floresceu, se tornou uma paixão ardente, que como toda paixão queima, faz chorar, provoca ciúmes, mas se tornou algo maior, se tornou uma necessidade, extrema, não necessária, porém sempre ansiada.
Eles brigaram, eles fizeram as pazes, todos se meteram no namoro...
Foram capas de revistas...
E terminou tudo dois anos depois, com Morgana e Caleb antecedendo Hermione no caminho da igreja.
Terminou as duvidas, apenas, pois amor...
Ah... Aquele amor, duraria séculos...
Não só o deles, mas o de todo os clãs Black, Malfoys e Weasley.
Mais ai já é outra estória...
Que talvez eu conte uma outra hora...
Em minha vida, houve muitos gostar, houve uma grande paixão que eu sempre achei e senti, e durante aquele tempo em que vivemos foi o meu amor... Mais amores? Amor eu só tive um, e eu só soube que era amor, quando tudo me foi tirado, quando meu coração foi destruído e mesmo assim eu ainda me vi amando... E vi aquele sentimento salvando minha alma, tudo o que eu senti antes me preparou para este amor, e reverencio com saudade tudo o que eu senti antes, que me possibilitou amar.
Hermione Black Malfoy.
Fim.
Fim do capitulo Sessenta e Nove.
Vivis Drecco ® Secretus © 2007.
Agradecimentos.
Primeiro de tudo, eu tenho que dizer a todos que estão me acompanhando desde maio de 2005... Tantos capítulos, até eu me espanto, era para ter no máximo vinte, e olha onde fomos parar... rsrsrsrsrsrs
Nossa viram quanto tempo, passamos por muitas coisas neste tempo, e me sinto orgulhosa de ver, que fiz grandes amigas neste tempo, e que muitos lêem o que eu humildemente me arrisco a escrever desde o começo.
Agüentaram quando eu demorei meses a postar por estar sem computador. Por ter tidos pequenos problemas pessoais, ou ter sofrido de como dizem falta de criatividade...
De terem chorado comigo em alguns momentos, pois eu confesso que chorei em muitos capítulos, que fiquei angustiada nas cenas de batalhas e ataques, pois eu sempre me coloquei no lugar deles, para poder descrever com um pouco mais de verdade os sentimentos, destes personagens que eu gosto tanto.
Alguns frutos de minha imaginação e personagens que costumo jogar Rpg.
Como Moira e Serene Von Drecco.
Minhas queridas personagens, talvez alguns se perguntem se você gostava tanto delas porque elas morreram?
Por que era uma guerra e eu não tenho ilusão de quem nas guerras os bons não morrem, muito pelo contrario, pois como já disse Renato Russo.
Os bons morrem cedo demais.
E eu chorei ao escrever cada cena em que elas morriam, pois eu as queria salvar, mas também via como as mortes delas, poderiam salvar não somente o mundo mágico, desta fic, mas também trazer outras lições, como o amor, que é capaz de tudo para salvar os que amam.
Moira se sacrificou por não somente um sonho, mas por que não agüentaria saber que poderia ter feito algo, por Draco e vice e versa e estaria com certeza torcendo para ele encontrar novamente um motivo para seu coração bater.
Assim como Carlinhos, um homem em minha mente tão digno e honrado, e belo, e tudo de bom, que jamais deixaria uma pessoa morrer ou sofrer ao seu lado podendo fazer algo por ela.
Ele é o tipo de homem, que nós poderíamos chamar de verdadeiros Heróis, não contam vantagens de suas vitórias, nem de seus atos.
Eles agem, pois isso é da natureza deles, como também é amar incondicionalmente.
Por isso ele amou Hermione, pois ela merece esse tipo de amor.
E Draco e Hermione devotaram um amor Grandioso a eles, e por aprenderem a amar com eles foram capazes de amar de novo.
Serene e Severus, meu casal mais idealizado desta fic, que não teve tanto espaço, um amor, que teve que viver separado anos, um amor, que resistiu a maior provação.
Quando vi nascer em minha mente à continuação desta fic, nasceu Laura Lin, uma bruxa pra Fred.
Eu a adoro, e vocês também a adoraram mais para frente.
Por hora vou agradecer a todos que comentaram, a todos que deixaram reviews, ou não, a todos que escreviam no MSN ou mandavam e-mails para mim.
A todos que se tornaram minhas amigas e amigos, ou não, espero que todos estejamos juntos sempre.
E como prometi no inicio vou escrever todas as frases de cada capitulo e dar seus créditos.
Vivis promete, demora, porém cumpre.
Frases por ordem.
Prólogo - “Uma estrela brilhou no céu, e ela está chorando”.
1 - “Os Black são estrelas que muito tempo depois de se apagarem ainda brilham em algum lugar.”.
2 - “Nunca existiu olhar tão belo como das estrelas Black”
3 -“Vingança, nada é mais saboreado do que ela pelo Black”.
4 - “Chore minha estrela e na terra eu poderei ver o céu brilhando com suas lágrimas e farei de tudo pra curar o seu coração”.
5 – “No céu não existe estrela que brilhe mais do que a que eu amo...”.
6 - “Os Black são a nobreza do mundo mágico, nunca existiu família que se amaram e se odiaram ao mesmo tempo como eles, mas nunca foram infiéis quando realmente amavam alguém, dizem as velhas lendas que a única fraqueza da estrelas é elas se apaixonam pelos mortais. Os Blacks são os amados pelas estrelas.”.
7 - “Os Black nunca são confundidos, seja pelo nome de estrelas, seja pelo temperamento, mas todos os Black que nasceram sobre o poder dos céus têm o estigma, seus cabelos são negros, como noite que protege as estrelas, seus olhos têm o brilho do luar que as ama, seu amor e seu ódio, mudam o mundo a sua volta.”.
8 - “Nunca duvide do amor dos Black, e nunca os tenha como inimigos.”.
9 -“Quando duas estrelas se encontram na imensidão do céu, um grande amor renasce”.
“Todos os Black nascerão deste encontro”.
10 - “Ainda vejo você brilhar, mas você se foi há tanto tempo meu amor. E você nunca me disse adeus”.
11 - “Somos feitos de muito mais do que magia, somos feitos de amor e ódio, nos somos os Black, e sempre existimos e sempre existiremos. Assim como as estrelas, que nos batizam.”.
12 - “Uma chuva de estrelas é algo tão raro, como as lagrimas nos olhos dos Black, só acontece quando você fecha os olhos.”.
Todas estas até aqui de minha mente...
13 -“O Ódio, que julgas ser a antítese do Amor, não é senão o próprio Amor Que adoeceu grave mente.”.
Autor maravilhoso, porém eu desconheço... Se for você me avise...
14 -“A felicidade está apenas a onde a colocamos, mas nunca a colocamos onde nos encontramos.”.
Bom, quem me disse isso se não me engano foi o Vitor... Um amigo meu...
15 - “Sabe aquele estranho amor sem razão de ser que surgem sem querer, os Black nunca amam assim... seus amores sempre são regidos pelas estrelas a quem pertence, são eternos e inabaláveis, sempre sabem um do outro e nunca existem sozinhos.”.
16 - “Em silencio se conhece aqueles a quem amamos, um abraço vale mais que mil palavras, quando se ama.”.
17 - “Honra Orgulho, Poder”... Sangue... Os Black são feitos disso!
18 -“Um tempo meu amor é o que peço pra lhe mostrar como podemos ser felizes, apenas olhando bem o que temos ao nosso redor.”.
Devaneios de minha mente...
19 -“O ódio não é real, É a ausência do amor”.
Pedaço de um pensamento divino que meu grande amigo Logan me mandou.
20 -“Será paixão que queima em meu coração, ou será amor o que domina meu ser, quando estou com você?”.
21 -“Os Black são estrelas cadentes... são os pedidos realizados daqueles que ousaram realmente amar.”.
“Eu realmente espero que sejas amor.”
Eu de novo pensado alto.
22 – Os fortes nunca cairão...
O orgulho pode suportar mil julgamentos.
Pedaço de uma musica em inglês, que eu me esqueci completamente qual é.
23 -“Moveria o céu e a terra para estar ao seu lado
eu caminharia este mundo, para caminhar ao seu lado”.
24 -“Um ódio mortal pode destruir tudo ao seu redor... Menos os Black, pois antes mesmo de aprenderem a ter o ódio percorrendo as veias, junto com seu sangue negro, eles aprendem que nada é mais importante que o sangue, que os uniam, unia a todos os antigos ensinamentos que, percorrem as veias deste clã Negro, como a noite, e forte como as trevas que habita seus corações. Alguns diriam que isso se deve ao amor, que sentem de forma inconscientes um pelos outros, eu diria, que pode até ser amor, isso se algum dia os Black aprenderem a entender o amor, por enquanto é simplesmente luz nas trevas, correndo em nossas veias desde o principio de tudo.”.
26 - Blacks... Estrelas fugazes... Malfoys... Rancores e medos...
Escura Má fé.
Escuridão e poder...
27 -“Um bruxo perde seu valor, quando deixa de sentir o pesar ao ver o sofrimento dos outros.”.
28 -“Através dos tempos, nós nos reunimos em torno do poder, corrente em nosso sangue, derrubando inimigos, enfrentando nossos medos, Somos guerreiros, e jamais nos curvamos, ao destino, fazemos ele se curvar diante de nós... Isso é o que nos torna amados pelas estrelas... Protegidos por Morgana, que nós da através de nosso sangue o poder de comandar as Brumas de Avalon...”.
29 - Há quem diga, que os anjos não têm escolha... Mas eu digo há você meu anjo, terá todas as escolhas que eu puder lhe oferecer... Resta saber o que você fará com seu direito.
30 - “Um bom jogador pode até se conhecer na derrota, mas se admira na vitória.”.
31 - Desperta Vento Norte, aproxima-te Vento Sul...
Soprai em meus sonhos o perfume somente por mim amado...
Traga-me as cantigas de amor, que eu cantarei...
Cujas letras são o nome de meu amado...
Minhas palavras, porém estas últimas duas frases foram inspiradas em algo que alguém me disse. O começo da 31 é uma poesia, que vi em um cartaz de teatro não deu tempo de ver o autor.
32 - Através do vento, do frio, da chuva
E da tempestade e do dilúvio
Eu posso sentir sua aproximação
Como o fogo no meu sangue.
Traduçao de uma musica. Ah meu deus, esqueci qual, se eu lembrar eu aviso.
33 -“Um segundo meu amor eu lhe peço, e juntos atravessaremos as brumas do desconhecido.”
34 -“Tua alma fala a minha meu amado, cante a nossa canção...”.
35 -“Um olhar, dele basta pra me fazer feliz, e mesmo sem que ele me diga nem uma palavra basta estar ao lado dele, para que eu me sinta completa.”
Minhas, frases malucas e românticas, pois eu sou uma meia sonserina romântica.
36 -As armas mais poderosas são aquelas que atacam o coração.
Eu li em uma fic, chamada Sorrisos Perigosos, de Tuxedo kamen
E está disponível aqui no ffnet. Leiam é uma short Harry e Hermione linda.
37 -Estrelas cadentes, com suas caudas brilhantes e seus desejos, são como os corações dos Black, possuem charme, brilho e mistérios desvendados somente por aqueles que as estrelas escolhem amar. Pois assim como as estrelas cadentes os black só realizam o desejo de uma única pessoa, a dona de seus corações.
38 -“Um momento de felicidade equivale por uma vida inteira.”.
39 -“As estrelas, amantes dos Black, se reúnem a cada noite para observar e proteger os amados, brindando aqueles que eles escolhem com a luz sagrada, e a esperança, de sempre estarem juntos, eternamente amantes.”.
40 -“Que raio poderia se igualar a um raio de sol num dia de inverno?”.
Ah... O amor, recém descoberto por dois grandes amigos, que deixando a segurança da amizade encontram um lar no amor e uma existência nova na paixão.
41 - “Uma batida falha de meu coração... Foi seu Adeus meu amor que causou... Um adeus que eu não pude dizer.”
42 - Uma estrela chorou no céu, derramando suas lágrimas brilhantes pela escuridão noturna...
Um Black perdeu... Um amigo... Um irmão... Um amor.
43 -“Na guerra não há nada de nobre. Nem na vitória nem na derrota.”
44 -“Máscaras negras, corações pesados, um teatro de fantoches se aproxima do palco para seu ato.”
45 -“Oitos almas perdidas nas trevas, oito almas para percorrer o caminho negro, oito almas para trazer o mal eterno, oito almas para destruir o mundo. Sete para servir um, sete para comandar as trevas moldando a seu prazer o futuro da humanidade.”
Mais devaneios meus...
46 - Mesmo que jamais eu ria ou chore com você... Ou beije você...
Eu amo você.
De todo o coração... Eu amo você.
Extraído do filme V de Vingança da carta da Valerie, que é encontrada na prisão, pela personagem da Natalie.
47 -“A eterna chama, que brilha no interior das estrelas, pulsa no corpo dos Black, e se tornam uma força devastadora quando se encontram com o amor.”
48 -“O circulo, infinito poder aguarda os bruxos, que o tem como símbolo. Pois ele é a uniam de todas as magias.”
49 -“Guerrear, Matar, Torturar, Pilhar... O sangue jorrando, o mal triunfando”.
50 -“Ah... A dor de perder a dignidade, um olhar vazio sem alma, lágrimas derramadas em corpos ensangüentados... Este é o cenário dos campos do Lorde Negro.”
51 -“O senhor da Guerra não gosta de Criança, O senhor da Guerra não gosta de Criança.”
O senhor da Guerra_legião urbana
“Nas guerras não á esperança e dor maior do que uma criança sonhando e pedindo: Senhor venha me ajudar. E o Senhor vem?”
Aqui um trecho da musica do legião Urbana e depois minha frase.
52 - Nada mudará o meu amor por você
E deve saber agora o quanto eu amo você,
Somente você ocupará minha vida vazia, pois
Nada mudará meu amor por você.
Sabe que agora to em duvida, acho que pode ser uma tradução de alguma musica que eu gosto, ou não, ou fui eu que escrevi não sei mesmo...
53 -“Vingança é melhor quando o sangue ainda está quente.”.
Trecho do livro Vampiro a Mascara, um suplemento de Rpg.
54 -“Um som de choro o despertou e o cheiro de Sangue o deixava entorpecido, e feliz, Tom Riddle ergueu os olhos e encontrou o corpo da amada, ainda com marcas visíveis dos desejos de Tom realizados. Naquele dia Tom soube que nascera Voldemort.”
55 -“Você já sentiu um frio que não conseguisse controlar? Uma tristeza tão grande que nem mais havia lágrimas para aliviá-la? Eu a sinto todos os dias, dentro de mim, morando em meus pensamentos e em tudo o que eu toco.”
56 - Estrelas reluzentes, presas em vidas terrenas, sofrendo as provações para serem novamente postas no manto negro da noite, aonde nasceram e retornaram... Esses sãos os filhos dos Blacks, estrelas perdidas, nesta terra apenas por um segundo...
57 - Mil estrelas... Não tem o brilho do seu olhar... Não para mim...
Minhas frases.
58 – "- não ouse encostar em mim, Black, ou farei você jamais ter a ilusão de procriar. – uma enfurecida Bella Black gritava no corredor de Hogwarts para o primo.
Que apenas sorria.
- não foi o que me disse ontem, Black...
Sirius disse isso, e logo se abaixou, para evitar a rajada mágica que Bella havia lançado. Ela estava enfurecida e isso a deixava mais sexy, Sirius desfez o espaço entre eles a prensando na parede do corredor, e calou o protesto que começava a nascer na garganta da prima...
Com um longo beijo, ardente que a deixou sem fala...
Ah, como ele gostava de lhe deixar sem fala.
- te vejo, mais tarde Black...
Bella não sabia se sorria ou se amaldiçoava Sirius, acabou se decidindo por puni-lo mais tarde, ela saiu com um grande sorriso no rosto, o Black não sabia o que o esperaria está noite, ninguém provoca Bella Black.
Sirius se afastou com um sorriso nos lábios e encontrou James e Remus rindo...
- um dia, você vai acabar sendo torturado por ela, Almofadinhas...
- meu caro Pontas, você não entendeu... Eu quero ardentemente a tortura que ela tem em mente.
Os amigos riram do amigo, que por mais que negasse só tinha olhos para a prima...
Um pequeno encontro dos jovens Sirius e Bellatrix em minha mente.
59 – “- oi, prazer, Draco Malfoy – Draco deu seu sorriso mais sensual e olhou a ruiva estonteante a sua frente.
- oi, satisfação, Moira Drecco. – ela tinha um sorriso malicioso e piscou para o loiro que mais parecia uma escultura de tanta perfeição.
- satisfação? – Draco perguntou intrigado.
- é, - Moira sorriu com o olhar. - o prazer vem depois.
Draco não soube, mas acabará de se apaixonar perdidamente, e Moira soube na hora que estava diante do homem de sua vida.
Ela sorriu, ele também.
Como Draco e Moira se conheceram, por que tudo tem um começo...
60 -“Uma noite, pode trazer em si, amor, dor, alegria e tristeza... coberta com o manto escuro, brilhando de estrelas, ela é perfeita, para chorar e sorrir... uma mesma noite sempre será lembrada com saudade por uns e com magoas por outros...”.
61 -“Severus estava deitado em sua imensa cama, sentindo o peso, reconfortante da esposa em seu tórax, Serene tinha mania (que ele adorava por sinal) de usá-lo de travesseiro.
Ele sorriu nunca se imaginara sendo um romântico, mas agora com ela tudo em sua vida mudará, em não fazia um ano que se casará com ela, com a linda filha de Voldemort, ele sentiu um arrepio, ao pensar que aquele anjo era filha do homem mais malévolo que ele conhecia, e como ele a amava... Nem a diferença de idade os separará e ele tinha que confessar que fora Serene que tomara as rédeas da conquista.
Ele respirou mais fundo e a viu despertar, com um sorriso.
A primeira coisa do dia de Serene era a uma das favoritas de Severus.
Ela o beijava com paixão...
- bom dia, Sevvie...
- bom dia alma... – ele a beijou de novo. - e não me chame de Sevvie, você sabe que eu detesto.
Mas Serene apenas riu e saiu da cama, se virando com um sorriso malicioso, sem nem se perturbar por estar nua.
- vou tomar um banho, vem comigo?
E Severus Snape foi, sem nem se lembrar do que não gostava...
Era sempre assim e ela ainda nem tinha dezoito anos, Severus imaginava como ela faria com ele quando tivesse...
Eles tomaram um longo banho...
E muitos risos eram ouvidos por aquele castelo que já fora frio e desolado, mais agora era perfeito, para uma família, à futura família Drecco Snape.”.
Severus e Serene lindo casal não? Todos meus flashbacks.
62 -“Porque eu anseio pelo o que eu não posso ter...”.
Acho que li em algum lugar isso.
63 -“Estrelas... que guiam meu minha vida iluminem este campo, e nos concedam a vitória contra as trevas. Que nossa raça não seja subjugada, jamais.”.
Minha frase.
64 - Está vendo aquela estrela ali, Bella? – Bella olhou nos olhos de seu pai. – aquela é a sua estrela, vê como ela brilha muito mais aqui, assim como brilha em sua casa? – a pequena apenas concordou. – isso porque assim como em sua casa, aqui em hogwarts você está destinada a brilhar...
A pequena Bellatrix apenas sorriu e com toda a sua já elegância e soberba disse para o pai.
- então muito me breve, a estrela Bellatrix brilhara mais forte em todo o mundo meu pai...
Oriôn sorriu, mas em pouco tempo, a estrela Bellatrix já não reinava somente naqueles dois lugares...
Reinava também em outros corações, e um deste só traria dor para a jovem Bellatrix e o outro salvaria sua alma das trevas.
Outro flash...
65 -“O mal não existe é apenas a ausência do bem.”.
Li em algum lugar. Ou vi em um filme. Se for minha nem eu me recordo de tê-la criado.
66 - Mil estrelas, brilhavam no dia em que a pequena Black nascera, não somente uma, mas muitas, porém sua mãe chorou, pois ela sabia do trágico fim daquela constelação, batizou sua filha sabendo que ela seria vital para a vida de muitos, pois ela não era somente uma estrela, ela era uma constelação, ela era Andrômeda... Ela era Andie Black.
...Nossas meninas estão longe daqui, e de repente eu vi você cair, não sei armar o que eu senti, não sei dizer que vi você ali, quem vai saber o que você sentiu... Quem vai saber o que você pensou... Quem vai dizer agora o que eu não fiz, como explicar pra você o que eu fiz... Somos soldados pedindo esmola... E a gente não queria lutar... A gente não queria lutar...
...Agora a coragem que temos no coração parece medo da morte, mas não era então...
Uma frase minha, depois uma musica da Legião Urbana, Soldados.
67 - “Escuridão... É com isso que os Blacks vivem a vida inteira, com a escuridão que os assola quando estão sozinhos, com a escuridão que os faz brilhar, com a escuridão que reserva tristezas e alegrias a eles, aos Blacks a escuridão é muito maior... E apenas a incrível capacidade de amar deles, consegue ser maior que a escuridão em seus corações...”
Minha frase.
68 - Em ‘‘ corações’’ imortais residem pessoas que são para sempre. Estrelas eternas, que brilham durante séculos, e mesmo após o fim de sua longa vida de amor, força e magia, elas ainda levam seu brilho como balsamo aos corações que amam, por outros séculos.
Blacks, estrelas, de nossas vidas, impossível odiar, por que a eles devotamos nosso amor, antes mesmo de perceber...
Vivemos nas sombras deles, ansiando pela força do amor, para que eles nos amem...
Ser amado por um Black, é conhecer totalmente a capacidade do amor. E viver no brilho de seus olhos, eternamente.
O começo, em corações imortais residem pessoas que são para sempre, é um trecho de uma carta que um amigo me mandou, depois eu termino com meus mais sinceros pensamentos sobre os Blacks e sobre a vida.
69 - Em minha vida, houve muitos gostar, houve grande uma paixão que eu sempre achei e senti, e durante aquele tempo em que vivemos foi o meu amor... Mais amores? Amor eu só tive um, e eu só soube que era amor, quando tudo me foi tirado, quando meu coração foi destruído e mesmo assim eu ainda me vi amando... E vi aquele sentimento salvando minha alma, tudo o que eu senti antes me preparou para este amor, e reverencio com saudade tudo o que eu senti antes, que me possibilitou amar.
Aqui está tudo o que eu acho sobre o amor. E sobre tudo o que nos leva a sermos capazes de amar de verdade. Quando tudo parece estar destruído, se houver um amor de verdade tudo pode recomeçar.
E aqui acaba as frases desta fic que é minha primeira longa encerrada.
Agora vamos a vocês que contribuíram diretamente e indiretamente para a vida desta fic com seus adorados comentários que me deixavam sempre muito feliz.
Leitores muito Importantes.
Miss.H.Granger * Nikamaluka * Humildemente Ju * Luhh Potter
Mira * Lyaa Malfoy * Karla Gessy * Cin * linah
Fadinha * Thalita * Tea Mazaki * Lemmie-chan * Alana
Lizzy Malfoy * Mione03 * HHgranger * Tom Riddle
Carol Cardilli * Paty Selenita * Vanessa Zambini Lupim
* Lúcio * Julio
Lucas * Sam * Cláudio * Vitor * Sandra * Simone
Que deixavam reviews para minha alegria, estes últimos no MSN ou pessoalmente.
Por me darem idéias incríveis, ou me apertarem para postar, ou Lucio por ler antes de todos, a que usava suas vantagens e sua alma sonserina, para ler no meu computador, e depois lia no site novamente para ficar com raiva por eu ter mudado algo, e vir até mim dizendo: “como você me da algo inacabado para eu ler?” ai eu o lembrava que ele tinha lido por vontade própria, e nós riamos , pois ele ficava dez minutos dizendo que não tinha aquela frase, ou você mudou a ordem dos fatores, e como eu ignorava isso novas idéias surge em minha mente.
A Paty, por seu minha amiga, por estar sempre comigo, em pensamento e ao vivo como no anime Dreams mês passado.
A Karla Gessy, uma autora fabulosa, por sempre me incentivar e me dar à honra de ler o que eu escrevo. E ter sido minha beta, ainda vamos voltar a nossa parceria.
A Humildemente Ju, outra autora que me honra lendo minhas fics, e por sempre me fazer escrever capítulos maiores... Por ser uma amiga querida.
A luhh Potter cuja fic eu estou louca para ler e não encontro.
A Mira, obrigada... E nos veremos no fim de outras fics também.
Lyaa Malfoy, bom o que dizer dessa sonserina, ao não ser que ela é uma adorável sonserina, minha amiga querida que deve estar se esbaldando em um cruzeiro enquanto eu digito estas palavras, por adorar o Draco, por estar comigo em outras fics, no MSN, no orkut, nos sites, minha amiga querida obrigada.
Cin minha miga, filha da minha mana Simone então para as duas obrigado por fazerem parte de minha vida.
O casal Alana e Julio, meus amigos, loucos de Londres, brasileiros passando frio, por serem amigos pessoais, malucos, adorados e tudo de bom, sou mais feliz pois vocês fazem parte de minha vida.
Lizzy Malfoy, linah, Nikamaluka, Thalita, Miss. H. Granger e Tom Riddle por lerem comentarem e me fazerem feliz.
Fadinha, olá, você foi à única a acertar sobre os casais de prima, Remus e Narcissa, e seu par Carlinhos e Mione ganharam... Espero que não esteja muito triste com o fim da fic.
Tea Mazaki, que ta me devendo uma capa em estilo mangá desta fic (vivis pedindo com cara de cachorrinho meigo, fofo, na chuva, carente.) que sempre esta deixando seus coments, apesar de como eu sofrer com nosso “ferro-velho” querido. Obrigada por ler minha fic.
Lemmie-chan que adorou a fic, (eu to ficando convencida graças a vocês.) que pediu para o Draco não sofrer muito (eu tentei...) que apostou no Carlinhos e ganhou, que me fez muito feliz por ler minhas outras fics... Fã de naruto (eu to começando a escrever uma do naruto que se acha?) que deve ter chorado com a Moira... Que sensível, se sentiu como eu nos dias de batalhas, com as mortes... Obrigada moça, você é parte disto aqui também.
Mione03, companheira sempre presente nesta fic, obrigada por sempre estar postando, por aguardar com paciência quando por causas maiores eu demorava, como lhe prometi as frases estão aqui para você ler de novo, rsrsrsrs, saiba que em momentos de duvidas as suas palavras me incentivaram a terminar esta fic, espero do fundo de minha alma que tenha gostado do desfecho desta fic, e queira ler a próxima, obrigada por ter se envolvido na fic, por ter torcido por todos, por ter tentado decifrar quem era o traidor, obrigada por fazer parte do meu projeto.
E continue deixando reviews cada vez maiores para minha felicidade.
HHgranger, minha amiga de Portugal, que me honra com seus reviews grandiosos, me mata de rir, com suas idéias, e conversa comigo no MSN, oi amiga como você está? O meu sonserino em pele de cordeiro esta mandando um oi para você e perguntando como ta o tempo ai.
Obrigada por se deixar cativar por minha historia, espero que tenha curtido até o final, as frases que você adora tanto também são uma das partes favoritas que eu tenho, gasto muito tempo pensando, e bons os Blacks, são tudo o que há de maravilhoso no mundo mágico, sou Black até o ultimo fio de cabelo, e sou casada com um Malfoy, rsrsrsrs (deixa alguém ouvir isso), que viu o lado mundano e falho do lord das trevas como ninguém, minha amiga que se emocionou com a morte de Sevvie e com as dos demais, por sempre estar mandando reviews, saiba que estou viciada neles. És parte do que me faz forte.
Carol Cardilli já que você necessita de uma continuação, ela vai existir, aproveite, obrigada por estar comigo.
Vocês são o motivo de haver fic, pois sem vocês, eu teria deixado de postar talvez não pois sou sonserina, mas deixou tudo maravilhoso.
E agora irei dizer para todos os personagens desta fic.
Hermione (Granger) Black – Emma Watson.
Bellatrix Black – Madonna
Sirius Black – Goran Visnjic
Draco Malfoy – Tom Feltom.
Moira Drecco Snape Malfoy – Alexis Bledel
Severus Snape – Alan Rickman
Serene Von Drecco Riddle Snape. – Lauren Graham
Carlinhos Weasley – Alexis
Narcissa Black – Nicole Kidman
Remus Lupin – Ewan Macgregor.
Andromeda Black Tonks - Courtney Cox Arquete
Tonks – Kate Beckinsale.
Gui Weasley - Scott Speedman.
Com algumas mudanças em sua aparência... Tipo cores de cabelo.
Autora:
Vivian “Drecco” Sales de Oliveira.
P S: E para os que acharam muito triste o fim de Secretus (como eu no fundo de meu coração.) estarei dando a vocês um presente um final alternativo, sem as mortes, um final feliz...
Beijos e até o próximo fim de fic. E nos decorrer delas.
Vivis Drecco.
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