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3. secretus capitulos 41 ao 60


Fic: Secretus


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Capitulo 41 - O Baile Negro de Tom.
Parte I

Draco aparatou, e rapidamente se viu no belo hall da mansão Drecco.
Ergueu os olhos até o relógio e notou com um sorriso vitorioso que chegará no horário combinado, ele sabia muito bem que nunca deveria se atrasar para encontrar Moira...
Que neste exato momento descia a escadaria, com uma pose altiva.
Draco sentiu um orgulho imenso ao vê-la. Radiante em um longo vestido, era o vestido que adorava vê-la vestindo, pois realçava os traços e curvas do belo rosto e corpo da noiva. O corpete ajustado como uma segunda pele nela, era bordada com pedrarias todas no tom vermelho, escuro; e a saia rodada era negra e levemente brilhosa, indo até o chão como os antigos vestidos da realeza. Os longos fios vermelho sangue estavam presos em um semi coque, e deixavam longas madeixas caírem em cascata pelas costas desnuda por um elegante decote. Os olhos de Moira encontraram os de Draco e sorriram orgulhosa ao ver o desejo e admiração que estavam refletidos neles.
- Uau... – Draco disse sorridente ao ter a noiva em seus braços.
- logo se nota o vasto vocabulário de um Doutor. – ela se aproximou e deu um leve beijo nos lábios de Draco. – Se me permite dizer meu amor, você está tão maravilhoso que sinto vontade de esquecer o Baile Negro de Tom, e lhe convidar para um baile particular.
- bom eu permito dizer, sim. – Draco se aproximou mais, porém antes que pudesse dar outro beijo em Moira ouviram um leve barulho nas escadas.
Serene descia calmamente a escadaria.
- por mais que seja tentador não comparecer ao Baile, acho que não será uma decisão segura.
Serene sorriu para os jovens que ficaram terrivelmente vermelhos.
- milady. – Draco se curvou respeitoso para a mãe de Moira.
- sem formalidades Draco, já estivemos tantas vezes juntos...
Ela sorriu para ele, que não deixou de notar que era um sorriso muito triste.
- mas é a primeira vez, sem os disfarces, e digo que nenhum deles, fez jus a sua pessoa.
Moira soltou uma gargalhada.
- eu não disse mãe, que ele era um verdadeiro cavalheiro.
- disse sim, e eu já sabia.
Draco sorriu ao ver as duas mulheres incrivelmente parecidas e ao mesmo tempo diferentes.
- vamos, minha mãe ainda nos espera. – Draco, falou deixando um tom sério transparecer na voz.
- há muitos anos que não vou a nenhum evento com Cissy.
Draco olhou para a Serene.
- minha mãe falou que vocês duas são muito próximas uma da outra.
- sua mãe sempre foi minha única amiga Draco.
- vamos. – Moira pegou o véu e Draco colocou nos ombros dela.
- permita lhe dá um presente, Moira. – Draco sabia que moira não estaria usando nenhuma jóia, pois sempre lhe disse que nunca havia encontrado um para usar com o vestido que ele lhe dera, por isso Draco resolvera procurar algo a altura da beleza de sua noiva. Ele colocou uma bela gargantilha, de ouro branco coberta de pequenos rubis, tendo ao centro as inicias M e D, bordadas discretamente, era uma peça de refinado gosto e caia como um complemento perfeito ao vestido e ao belo pescoço de Moira, que sorriu ao ver a jóia.
- obrigada meu amor... – Moira o beijou se esquecendo da presença da mãe, ou seria melhor dizer sem se importar da mãe presenciar o amor de ambos. Ela olhou para as mãos que possuíam apenas dois anéis um o anel de noivado, com um belo diamante e outro uma antiga jóia de família que seu pai dera de presente de casamento a sua mãe que lhe dera aos quinze anos (que nunca saiam de sua mão.).

Serene sorriu e saiu acompanhada do casal, sentindo um imenso vazio ao se lembrar, que o único que já lhe fizera se sentir feliz, já não mais estava entre eles, e que possivelmente estariam comemorando a morte dele naquele odioso Baile das Trevas.

Os três bruxos para chegar aparataram na antiga mansão dos Malfoy e logo depois usaram uma chave de portal, para chegar à atual mansão do clã.
Serene olhou em volta com um sorriso triste no rosto.
- sua mãe continua tendo um belo gosto para decoração Draco, esta casa é fabulosa.
Serene olhava a sala com atenção, enquanto Moira que já estava acostumada com a decoração, foi até o pequeno bar e fez quatro drinques.
- é verdade, Milady... – Draco parou ao ver a cara de Serene – Serene, ela sempre faz questão de deixar os lugares onde moramos perfeitos e com um gosto maravilhoso para a decoração.
E foi naquele instante que Narcissa Malfoy desceu as escadas.
- afinal Serene, de gosto duvido basta os lugares que somos obrigados a freqüentar.
Os bruxos levantaram o olhar e ficaram boquiabertos com a beleza estonteante de Narcissa, que fazia jus a seu titulo de nobreza nas trevas.
- Cissy, gostaria que me explicasse como está mais bonita de que quando era jovem, e olha que se me contassem eu jamais acharia possível, afinal, era a mais bela de Todas.
- Olha quem fala Senhora Snape... – Cissy abriu um sorriso radiante para a amiga. – A Princesa Vermelha... Não era assim que lhe chamavam antigamente?
- Só poucos me chamam assim hoje em dia.
Elas se abraçaram e trocaram um longo olhar, deixando os dois jovens parados sabendo que naquele silencioso olhar, muito mais do que milhares de palavras estavam sendo ditas.
- queria que fosse em outra ocasião que estivéssemos reunidos. – Serene falou baixo.
- eu também, mas não adianta chorar os males que não tem cura.
As duas piscaram e sorriram virando-se para os filhos.
- que diria, Cissy, que minha filha e seu filho...
- ah, lembrando disso você esta me devendo, afinal ganhei a aposta.
Narcissa sorriu.
- que aposta? – Draco olhava divertido para mãe adivinhando o teor da aposta ao ver a cara de Serene.
- assim que Serene se casou eu descobri que estava grávida de você, Draco, então apostei com ela que teria um menino e que ela teria uma menina, e que você filho seria o ganhador do coração da filha dela.
Serene deu um falso suspiro de indignação.
- eu deveria suspeitar de uma aposta vindo de você...
Os quatros riram.
- bom fiz esse drink, já que acho que será necessário, para enfrentarmos está noite, e tudo o que virá depois.
- sinto concordar com você, querida. – Narcissa pegou sua taça.
- que apesar dos pesares, nós possamos alcançar nossos sonhos. – Ela olhou para os outros três,- Todos os nossos sonhos.
Todos brindaram desejando que um sonho se realizasse

Os quatro bruxos sentiram uma ardência, e atenderam imediatamente ao chamado, do Lord Negro, aparatando em uma sala, onde estavam dispostas,
Oito cadeiras negras ao redor de uma mesa de mármore onde estava colocando um tabuleiro de cristal, sem que fosse necessário dizerem nada todos souberam exatamente o local em que deveriam se sentar, os quatro se sentaram deixando as outras cadeiras vazias.
Sentindo um calafrio percorrer seu corpo Draco, observou os rostos gravados nas finas peças de cristal branco, sentindo um pesar lhe tomar, quando seus olhos se dirigiram as peças negras, o único pensamento que lhe passou a mente é que ele deveria ter descoberto outro modo de proteger aquelas que ele amava, pois a guerra já havia começado, mas nada o preparou ao se deparar com a torre negra despedaçada.
Levantou o olhar e viu o mesmo desespero mudo nos olhos da mãe e de Moira, mas a tristeza e dor que havia nos olhos de Serene, não deixaram duvidas a Draco, de quem era a torre negra.
Quando Draco ia se levantar sentiu a mão fria de Moira lhe impedir e uma voz desprovida de emoção ressoou.
- está bem Draco?
Ela parecia vir de todos os lados e Draco soube na hora que era a voz de Voldemort.
- Sim, Milord.
Draco usou seu autocontrole e controle da mente para não deixar sua mente desprotegida e nem tomada pela dor e tristeza que sentia.
- gostaria que vocês esperassem um pouco ainda aqui nesta sala, em breve chegarão os outros e poderemos começar o baile.
Draco olhou para Moira e viu uma fina lágrima escorrer no belo rosto que aparentemente parecia estar calmo, somente o amor que os unia o fazia ver a falha nas batidas do coração dela, pois o dele falhava também.

“Uma batida falha de meu coração... Foi seu Adeus meu amor que causou... Um adeus que eu não pude dizer.”



Fim do capitulo Quarenta e Um.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.

Capitulo 42 – A Estrela.

Sirius estava deitado com os olhos fechados, sentindo a dor, voltar em intervalos cada vez mais curtos, mas ao abrir os olhos se deparou com Bellatrix, olhando tristemente o céu, que estava escuro com a chuva forte que caia em Londres.
Um risco luminoso chamou a atenção de Sirius ao cortar o céu, sendo seguidos por vários outros.
Não foi necessário pensar muito para Sirius compreender que algo de muito funesto havia acontecido.
Bellatrix virou-se para Sirius e uma fina lágrima escorria pelo rosto alvo de Bella.
- o que houve, estrela?
- meu coração está cheio de um pesar que eu me sinto tão pequena e fraca.
Ela se refugiou nos braços de Sirius, que ficou mais preocupado nunca vira Bella, tão frágil assim.
- calma, minha estrela, é só uma mal pressagio, estamos em época de guerra sempre algo ruim acontece.
- mas desta vez é diferente, é como se eu estivesse perdido algo muito valioso para mim.
Bella ficou paralisada e logo se levantou.
- Severus... – Ela murmurou.
- você acha? – Sirius por mais que não fosse fã de Snape sentiu um calafrio percorrer sua espinha. – Mais ele...
A porta abriu dando passagem a Remus.
- estão vendo a chuva de estrelas? – A voz de Remus também estava fraca.
- sim. – Bella confirmou. – acho que algo aconteceu a Severus.
Remus entregou uma carta a Bella.
- uma coruja acaba de chegar.
Bella reconheceu o brasão da Família Snape, e ficou olhando a carta lacrada temendo encontrar ali, a confirmação do medo que lhe assolava.
Abrindo lentamente o lacre, sentiu as pernas fraquejarem ao encontrar a refinada letra da Senhora Snape ao invés da letra de Severus.
Os dois bruxos viram a palidez de Bella aumentar e ela se sentar segurando a carta apertada.
- ele está morto. – foi uma frase dita de forma tão fraca, que as palavras mal puderam se erguer e levar a mensagem pelo ar pesado que se encontrava no quarto do casal Black.
Sirius tentou se aproximar de Bella, mas uma pontada lacerante de dor nas feridas mal cicatrizadas o impediu de se aproximar, porém Remus chegou até a amiga e deu um abraço, deixando a mulher mais forte que ele conhecia derramar suas lágrimas pelo melhor amigo.
Minutos se passaram até Bella, conseguir controlar a dor que sentia.
Ela releu a carta tentando encontrar uma falha ou algo que lhe dissesse que era uma fraude.
Ela leu em voz alta a carta.

Bellatrix Black.
Apesar de talvez não termos sidos as melhores amigas, no passado, sempre tivemos algo em comum, o amor que temos por Severus.
Então preferi que fosse através de mim, que você soubesse que essa guerra, nos tirou ele.
Gostaria de poder dizer algo que aliviasse sua dor, mas eu não encontro nenhuma palavra que possa amenizar a falta e a dor que causa a morte dele pra mim, e sei que não terei nenhuma pra você também.
A guerra começou de verdade Bella, e pelo amor que meu marido sentiu por você, e por também saber que ele escolheu o outro lado desta guerra.
Amanhã, às onze horas da manhã, você deverá usar a antiga chave de portal, que lhe levará a mansão Snape, lá estará ocorrendo à cerimônia fúnebre de Severus.
Garantirei a segurança sua e de sua família, principalmente de minha afilhada, porém não seja tola de levar outra pessoa, nada me fará protege-los.
Serene Von Drecco R. Snape.

Um silêncio assustador se fez no quarto.
- como, e porque voldemort se livrou de Severus. – Bella, falou em voz alta após um tempo.
- não é claro, Bella, ele descobriu a traição. – Lupin, falou para Bella, que parecia não tê-lo escutado.
- Severus me mandou uma carta hoje de manha, dizendo que Voldemort, havia acreditado no plano dele e de Draco, não foi esse o motivo, e duvido muito que o lord tivesse força suficiente para enfrentar Severus, com as proteções que ele carregava, essa tarefa foi dada à outra pessoa.
- que proteções?
- ele leva um amuleto, que foi banhado com o sangue do Lord o que impede de ser atacado diretamente por ele, Tom pode torturar Severus se for sua intenção, porém jamais mata-lo, ou perderia muito do poder que ele reconquistou. É o mesmo amuleto que darei a Hermione, assim que a ver.
- quem mais tem esse amuleto. – Remus estava interessadíssimo.
- Draco. Na verdade era um meu outro de Severus, outro de Narcissa e um de Serene, a própria Serene que fez estes amuletos a vinte e cinco anos atrás.
- então Cissa, deu o dela para Draco, você dará o seu para Hermione, sobrou dois, aposto que Serene deu o dela, para a filha, afinal, Voldemort não seria tolo de fazer nada contra ela.
- tudo está ficando mais complicado, agora com a morte de Snape, teremos muito trabalho, e nossa única solução que era a destruição dos horcrux está fora de cogitação.
Lupin, falou passando as mãos pelos cabelos, em uma atitude inconformada.
- ainda podemos destruir ele, só precisamos, pensar com calma e segurar o baby Potter. – Bella, estava encostada em uma poltrona, pensativa, tentando segurar novamente o choro.
- o Harry? – Sirius olhou para Bella.
- é claro Sirius, ele não conheceu Serene, e está disposto pelo olhar dele a tudo para matar a Voldemort. – Lupin parou parecendo ter tido uma péssima lembrança. - apesar de não ter conhecido Serene como vocês dois conheceram, Cissy, sempre foi amiga, dela, e é uma lastima ela ter sido a mais nova comensal a entrar no circulo.
- ela nasceu no circulo, Remus. – Bella tinha uma voz forte e dura. - muitos dizem que ela teve direito a uma escolha, porém, Tom foi sábio o bastante para amarrar a escolha dela aos planos dele.
Sirius balançou pensativo a cabeça.
- não adianta ficarmos pensando em coisas que aconteceram há anos atrás. Remus o que você falou com minha prima, ela falou algo?
- bom. – Lupin ficou vermelho e gaguejou.
- apesar de estar curioso sobre como você se acertou com ela, podemos deixar esta parte da conversa para outra hora aluado, quero saber se ela falou algo sobre a guerra?
- pra falar a verdade sim.
- ótimo o que minha irmã, disse?
- ela disse isso: a profecia mostrar uma direção, não o único caminho.
- quer dizer que eles têm um plano.
Bella levantou-se e começou a caminhar pelo quarto.
- Remus avise a todos da ordem sobre a morte de Severus, devemos nos preparar para uma guerra, hoje Tom estará dando um baile e provavelmente tudo começara amanhã. Não é hora de ficarmos sofrendo, quero destruir Tom, e depois... – Bella olhou para a janela. – Poderei chorar por você meu amigo...
Lupin saiu para dar as más notícias aos demais membros da ordem enquanto Bella e Sirius escreviam algumas cartas.
Após um tempo Sirius quebrou o silêncio.
- Bella?
- sim.
- você acha que existe algum motivo especifico para que Cissa esteja sendo convocada novamente por Voldemort, há anos ela foi afastada das batalhas.
- você sabe o porquê Sirius?
Sirius negou com a cabeça.
- Lembra que Cissa, era chamada de presente dos Black?
- lembro, ela foi à única que não recebeu o nome de uma estrela, pois no dia em que nasceu não havia uma estrela, reinando no céu, mas muitas e que formavam um desenho parecido com a flor narciso, mas o que isto tem a haver?
Bella ponderou se devia falar ou não, mas decidiu contar.
- Narcissa, é a escolhida para ter o dom da profecia, foi escolhida pelas estrelas para carregar o dom no dia de seu nascimento por isso as estrelas brilhavam formando uma flor era o antigo designo que indicava uma profetisa na família Black, assim como no dia em que Andie teve sua filha, as constelações indicavam também um dom, nascendo e sabemos que ela é a primeira metamorfomaga entre os black por gerações. Quando Tom descobriu isso, afastou ela das batalhas.
- mas o que ele pretende o dom da profecia não pode ser manipulado, livremente.
- um verdadeiro profeta, pode chamar para si as visões, assim como antigamente as sarcedotisas de Avalon faziam, é claro que Tom não sabe disso, e nunca ficou muito claro os planos dele em relação a ela.
- talvez...
- talvez o que Sirius? – Bella não gostou do tom de voz de Sirius.
- talvez ele planeje colocar ela no seu lugar Bella.
- como?
- ele sempre planejou ter você, pois você é de uma família puro sangue, agora que te perdeu pretende ter uma Black novamente servindo ele.
- não sei...
Os dois ficaram esperando Remus voltar.
- seria bom falar com a Hermione. – Sirius disse.
- não, prefiro deixar que pelo menos está noite nossa filha seja feliz.
Uma noite pelo menos.

Uma estrela chorou no céu, derramando suas lágrimas brilhantes pela escuridão noturna...
Um Black perdeu... Um amigo... Um irmão... Um amor.


Fim do capitulo Quarenta e Dois.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.

Capitulo 43 – Decisões difíceis.

Fred e Jorge entraram correndo no quarto de Harry e encontraram-no sentado ao lado de Gina, Rony, Neville, Luna e Lilá.
- ótimo todos aqui, só falta a Mione, mas teremos que falar com ela depois.
Os outros olharam para os gêmeos sem entender nada.
- como? – Luna perguntou olhando o teto.
- ouvimos uma conversa no quando passávamos no quarto de Sirius. – Gina lançou um olhar bravo aos irmãos. – Calma maninha, nada pervertido. – Fred acrescentou.
- exato. – Jorge continuou. – Snape foi morto.
Harry olhou para os gêmeos esperando que eles dissessem, “é brincadeira”, mas não aconteceu.
- como?
- não sabemos exatamente, mas a esposa dela mandou uma carta avisando e amanhã será o enterro, mas não é isso o que é importante, Bellatrix, Lupin e Sirius não pretendem deixar que você mate a Esposa de Snape, mesmo ela sendo uma comensal e um horcrux. – Fred falou tudo rapidamente.
- então você deve mudar seus planos Harry, ou vai enfrentar a fúria dos últimos Black.
- que planos? – Harry tentou desconversar e olhou para Rony em busca de apoio, mas este estava em choque ainda.
- não se faça de tolo, Harry nós sabemos que você pretende encontrar um modo de acabar com a senhora snape, de qualquer jeito e por isso reuniu o pessoal aqui, é tolice o que pretende. – Fred, tinha uma voz séria e calma, como poucos já tinham vistos.
- Fred, é o único, jeito, nós sabemos que tenho que matá-lo e para isso ele tem que estar mortal, novamente, temos que acabar com os fragmentos da alma desse monstro.
- mas – Neville olhava para Harry e desistiu de falar.
Os gêmeos se sentaram vencidos pelo cansaço, conheciam esse brilho estúpido no olhar de Harry e nada conseguiria demover a idéia dele, talvez Mione, mas ela tinha sumido.
- entendam, é difícil, para eles, que conviveram com essa mulher, mas ela é uma comensal, Gina pesquisou e descobriu que ela era como uma lenda considerada uma das mais frias e mortais entre eles, e que sumiu antes do fim da guerra, não é justo pedir a eles que matem uma “amiga”, mas eu não deixarei isso me parar, carrego mortes em minha mente, desde o começo desta guerra estúpida e até mesmo antes... Cedrico morreu, e muitos outros, todos aqui presentes, já tiveram que matar algum comensal para salvarem as pessoas que amam, pode ser duro, podemos estar cometendo crimes hediondos, mas ninguém consegue passar por uma guerra sem entregar um pouco de sua alma.
Todos ficaram em silêncio.
- eu não queria ser o maldito escolhido e não peço que vocês façam algo que não podem, mas eu farei o que for preciso para destruir aquele crápula, que provou estar mais perigoso que antes, ele acabou de matar Snape, um dos melhores bruxos do mundo! Se ficarmos esperando ele se fortalecer todos morrerão... Eu posso morrer. – Harry parou e olhou para Gina. – Mas meu filho não pode, nem as pessoas que eu amo.
Rony olhou para Lilá que estava com as mãos em cima da barriga, ainda pequena.
Todos se olharam, e concordaram em silêncio, com o plano de Harry.
Fred quebrou o silêncio.
- escute Harry, se pretende fazer mesmo isso acho que não deve contar Hermione.
Harry olhou para Fred se entender.
- porque ela é a melhor de nós, precisamos dela, para pensar nos detalhes...
- Harry, Hermione, é filha de Bellatrix e Sirius, acha que ela ficará contra os pais, para matar sei lá talvez uma grande amiga deles? Matar a esposa do padrinho? Ela pode estar conhecendo eles agora, mas quando ela precisou da família para resgatar Sirius eles vieram em socorro dela, acho que se eles pedirem que ela os apóiem isso acontecerá. – Jorge, finalizou.
- não acredito nisso, Mione é minha melhor amiga.
- harry? – Gina chamou o namorado. – ela é sua melhor amiga, mas se Snape era o padrinho dela, aposto que a tal de Serene é a madrinha. Assim como quer poupar os outros podemos seguir sem a Mione, agora, e dar um tempo, depois sim, podemos contar com ela para o desfecho desta guerra, pois é claro que ela nunca ficará contra você.
- ok. Vamos pensar em como conseguiremos chegar até ela.
- o mais simples Harry será a deixar chegar a você.
- como? – ele olhou para Luna que acabava de dizer a primeira frase dede que chegará.
- ela é a esposa de Snape, possivelmente estará entre a linha de ataque daquele que não deve ser nomeado, quando chegar até ela, basta jogar a poção que dumbledore lhe deu.
Harry ficou pasmo com o plano simples de luna que parecia ser perfeito.
- como ficou sabendo da poção? – Rony olhava para a amiga.
- Gina me falou, que Dumbledore havia lhe dado uma poção e dito que ela seria necessária para enfrentar a decisão mais difícil, depois Hermione disse que era uma poção que poderia matar em segundos, e ao contrario dos outros artefatos não haverá muitas defesas será como nagini, ele conta com a habilidade dela de se defender, mas a poção a pegará desprevenida.
Todos olhavam com admiração para Luna.
- hei, eu era da corvinal, por algum motivo.
- temos que arranjar um modo de ir com Bellatrix amanhã. – Harry pensava em voz alta.
- amanhã, não, pois arriscara Todos inclusive você. – Jorge, falou sentindo uma raiva ao ver à estupidez do cunhado para alguns assuntos.
- esqueceu que lá deverá estar à filha dela, os Malfoy, e entre outros que rapidamente poderão nos matar? O correto é criar uma situação para enfrentá-la, mas nem com isso devemos nos preocupar, pois aposto que ela ocorrerá antes do que sonhamos.
- vamos, Jorge, e vocês finjam que não sabem de nada e desçam que provavelmente eles farão o anuncio da morte do Snape a qualquer momento.
Os gêmeos saíram com idéia de que estavam tomando uma decisão errada, mas inevitável, enquanto os outros ficaram pensando quantas pessoas teriam que morrer para aquele desgraçado, sumir da vida deles.

“Na guerra não há nada de nobre. Nem na vitória nem na derrota.”
Vivian

Fim do capitulo Quarenta e Três.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.

Capitulo 44 – O Baile Negro de Tom.
Parte II – A conversa.

Os quatro bruxos estavam em silêncio cada um remoendo os próprios pensamentos, controlando as próprios sentimentos, mas havia entre eles, uma que tinha um sentimento desconhecido dentro dela.
Moira, não entendia como estava se sentindo tão ferida com a morte de alguém que supostamente ela odiava, odiava, ter sido deixada para trás e ter visto durante anos sua mãe se consumindo de tristeza, por um homem que as havia abandonados.
“Eu sempre acreditei que nunca sentiria nada por ele, e mesmo durante estes anos em que eu estive próxima a ele, coberta pelos disfarces, eu fiz de tudo para odiá-lo, mas nunca consegui, porém nunca o quis perto de mim, como eu posso ser tão idiota, em estar sofrendo pela morte dele? – Moira analisava os pensamentos. – é claro, ele é importante para Draco, eu estou sofrendo por ele e por minha mãe... ele não significa nada para mim...”.
Os pensamentos dela foram interrompidos pela chegada de mais dois bruxos.
Moira deu um sorriso sarcástico ao ver um deles, era isso que ele considerava peça importante?
Mas assim que o outro saiu das sombras Moira entendeu.
Fenrir Greyback sorriu para as duas ruivas e se aproximou de Serene.
- Estava pensando quando se juntaria a nós, pequena. – Fenrir, deu o que parecia um sorriso radiante para Serene, mas que não passava deu um sorriso estranho seus olhos brilhavam na direção dela.
- somente você Fenrir ainda me chama de pequena. – Ela levantou e deu um abraço, no lobisomem, que muitos evitavam com desprezo.
- você sempre será para mim, a minha pequena aluna e minha pequena senhora. – ele se curvou e beijou-lhe a mão com um arroubo de gentileza jamais vista por nenhum outro.
- obrigada, Fenrir. – Ela apontou para o outro lado da mesa - Se lembra de minha filha Moira não?
- mas é claro, devo dizer que sua filha corresponde exatamente o que eu esperava de uma filha sua Serene, e até mesmo mais. – ele deu esgar de sorriso para Moira que retribuiu com sinceridade.
- obrigada Senhor Fenrir.
- a senhorita pode me chamar apenas de Fenrir.
Greyback se sentou ao lado de Serene.
Enquanto Vitor Krum se sentava ao lado de Moira.
Os seis bruxos ficaram em silêncio, foi quando Draco viu algo assustador as peças brancas que ainda não tinham rostos definidos foram tomando forma.
O tabuleiro ficou claro, os peões sem rostos eram seguidos por oitos peças talhadas com rostos conhecidos.
Draco soltou um suspiro cansado ao ver as peças brancas, agora já tomada pelos rostos.
A voz de Narcissa preencheu o silêncio.
- Sirius Black, Andromeda Tonks, Hermione Black , Bellatrix Black, Harry Potter, Remus Lupin, Ninfadora Tonks e Carlinhos Weasley.
- torre, cavalo, bispo, rainha,rei,bispo,cavalo e torre respectivamente.
- Interessante nossos oponentes.
Krum deu um sorriso falso.
Mas ninguém respondeu nada, pois estavam com os olhares presos ainda na torre negra despedaçada.

- bom meus amigos, chegou à hora de uma conversa, antes do divertimento.
Tom Riddle se sentou ao lado de Narcissa.
- como podem ver, eles ainda estão com uma vantagem, - Ele deu uma tentativa de sorriso em direção a Moira. – apesar de que acho que nós estamos com vantagem. Vocês saíram daqui, está noite e serão apresentados a todos os comensais da morte, e direi mais após hoje, nenhum amante de trouxas estará seguro, - Ele olhou para Serene e Moira. – Conto com vocês duas para colocar em ação suas respectivas falanges como planejado, Moira querida, será necessário, executar antes do planejado sua parte, mas creio que não será um problema reunir seu séqüito imediatamente. – Moira concordou. - Draco, reúna, seus homens e execute a missão que lhe ordenei lhe dou quarenta e oito horas para trazê-la para mim. Greyback você será a sombra de Serene, deve trazer seus homens e disponibiliza-los para os intentos dela; Krum, sei que estava sobre ordens de Draco, mas a partir de hoje você deverá esquecer os antigos planos, lhe dou vinte e quatro horas para me trazer a morte da auror Tonks e do garoto Weasley. Use sua habilidade natural se for necessário, eu os quero mortos.
Todos concordaram.
- perdão Milord, apesar de desconfiar, do motivo, poderia me dizer claramente o que Snape fez? – Fenrir tinha um ódio notável no tom de voz.
- mas é claro, Severus, escolheu novamente o lado errado, uma vez anos atrás traiu minha confiança nele – Tom olhou para Serene. – mas eu o deixei vivo, porém desta vez a traição dele não teve um advogado bom o suficiente, todos que estiverem ao lado de Bellatrix e do potter encontrarão o descanso eterno esta semana, mas deixemos este assunto desagradável de lado, chegou à hora de mostrar aos escolhidos, a verdadeira força dos comensais.
Dizendo isso Voldemort entregou á cada um deles uma longa capa negra que todos vestiram.
Era a hora das apresentações.

“Máscaras negras, corações pesados, um teatro de fantoches se aproxima do palco para seu ato.”

Fim do capitulo Quarenta e Quatro.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.

Capitulo 45 – O Baile negro de Tom.
Parte III – A corte.

Voldemort entrou no vasto salão negro, onde todos os comensais da morte estavam reunidos era a primeira vez, em que reunia totalmente sua força, para algum evento, o salão ampliado magicamente comportava milhares de bruxos, gigantes, lobisomens e outras criaturas de índoles perversas e almas corrompidas pela degradação humana e animal, podiam se ver ao longe planando sobre as cabeças dos demais as feras bestiais e malévolas que constituíam um dos trunfos de Voldemort, os dementadores, soltavam guinchos e se controlavam a muito pulso para não exalarem a aura terrível deles, ali, não havia sentimentos bons e felizes para ele se alimentarem, por isso ficavam inquietos, mas se acalmaram ao ver um dos elementos protegidos pelos capuzes, silenciaram sua algazarra em sinal de respeito.

- caros comensais, sei que vão estranhar estarem todos aqui, mas está noite é especial – a voz de Voldemort ressoou em todo o salão e muito além dele, uma voz fria e pegajosa. – estamos diante e a poucos segundos do triunfo total de nossos planos, e vocês... – Ele parou e soltou um sorriso demente. – foram escolhidos e testados sendo considerados bons o suficiente para estarem aqui presentes a Corte Negra.
Voldemort parou para saborear o murmúrio que se seguiu.
Todos os comensais que estiveram presentes na antiga guerra, sorriram sorrisos insanos e malévolos.
Eles esperavam ansiosamente o desperta da Corte Negra, dos oito bruxos das trevas escolhidos pelo mestre para serem os lideres da batalha final.
Em tempos antigos, a corte causou mais mortes do que todos os outros comensais juntos. Seres de almas perversas e dons. Seres capazes de comandar todas as criaturas que tivessem os corações negros.
E todos ali estavam curiosos de quem seriam estes bruxos, ainda mais agora que Bellatrix estava contra eles.
Todos comentavam e os novatos sentiam aura terrível que emanava dos outros sete bruxos encapuzados atrás do Lord, sem entender exatamente do que se tratava afinal apenas rumores eles sabiam sobre este grupo.
- aos fiéis membros, aposto que se lembram perfeitamente de quem eu estou falando. Então não me demorarei mais com as apresentações.
Todos soltaram urros de alegria.
- começando, com Severus Snape, todos o conhecem não? – a voz de Voldemort, chegou a parecer divertida até, e ele levou a mão ao rosto, em sinal de que havia se esquecido de algo. – Perdão Severus não está mais entre nós... Está morto, entregue ao sono eterno digno dos traidores.
Se antes as palavras de Voldemort causaram comoção, o furor se iniciou...
- Snape está morto? Como? – muitos perguntavam do porque do homem mais fiel ao lord está morto? Será que os mocinhos haviam descoberto os planos dele?
- não meus caros, eu o matei... –Ele deu uma risada satânica demonstrando um brilho insano no olhar. – Quer dizer eu não fui à ferramenta, mas fui à causa. E isso é para provar que ninguém é bom o bastante para me trair, ele fez uma vez, mas forças maiores me impediam de puni-lo na época. – os comensais antigos sorriram à menção da antiga traição, todos bem sabiam que Voldemort não esquecerá a afronta que Snape fizera no passado e esperavam a punição há anos. No mesmo instante o corpo sem vida de Snape apareceu alçado e preso por correntes mágicas em frente ao publico e que delirou com a maldade do Lord – Ele escolheu o lado errado, por isso estamos com menos um mais provarei a vocês, que isso não importará no final.
O corpo de snape foi deixado preso magicamente em uma parede, porém logo depois sumiu.
Moira apertou a mão de Draco, para dar forças ao homem que amava, ao sentir que ele estava perdendo o controle.
- Draco, existira à hora para a vingança. – ela sussurrou na mente do noivo.
- continuando, com as apresentações. Vitor. – Ele voltou-se para Krum, que tirava a capa. – Krum, será o líder do primeiro batalhão.
Os bruxos que faziam parte do batalhão saudarão o líder designado.
- a partir de agora, ele promoverá a morte dos traidores do sangue.
Novos urros e palmas ressoaram no salão.
- Fenrir. – O lobisomem deu um passo à frente e também tirou a capa. – todas as bestas e feras deverão seguir ordens do meu General, com isso – virou se para as bestas negras que urravam em concordância. - irmãos das trevas não terão jamais que se esconder sobre a pele de cordeiro.
Os lobisomens principalmente ficaram felizes ao verem o líder designado, mas todas as demais feras mágicas pareciam contentes com a escolha.
- Draco. – os bruxos de surpreenderam ao ver o herdeiro de Lucio entre os escolhidos. – O melhor bruxo da nova geração, será o líder de todos os esquadrões principais.
Draco retirou a capa com orgulho e um sorriso irônico estava preso em seus lábios. Era bom ver os velhos bruxos servindo ele.
- Bom todos que estavam ao meu lado não se surpreenderão, ao ver minha princesa de volta. – a palavra princesa estava carregada com um misto de orgulho e ironia. – Todos se lembram de minha filha Serene Von Drecco Riddle.
Serene deu um passo à frente tirando calmamente à capa de veludo negro entregando a Fenrir.
Um murmúrio de aceitação e admiração percorreu a desordem que estava o salão.
A mais maravilhosa e exótica bruxa que eles já haviam visto estava parada ao lado do Lord e ele a indicava como filha, os mais novos estavam boquiabertos, porém os demais sorriam para a bruxa que eles haviam visto crescer.
Vestida com um refinado vestido negro, moldava perfeitamente cada curva do corpo esculpido dela, ele parecia ter sido desenhado para ela, ressaltando a pele alva e os longos e maravilhosos cabelos vermelhos sangue, que estavam soltos caindo pelos ombros; à parte superior era formado por corpete negro ricamente bordado com pequenas pedras preciosas, tocando o corpo dela como uma segunda pele, a saia longa e brilhosa era o complemento perfeito. Os cabelos eram emoldurados por uma discreta peça de rara beleza em forma de coroa, uma coroa de pedras negras, combinava perfeitamente com o colar longo que estava em seu pescoço frágil. As mãos tinham uma pulseira igualmente negra com pequenos diamantes, mais nenhum diamante chamava mais atenção do que o alarde estupendo que ela tinha no dedo anular, o lendário anel da família Snape, a aliança que simbolizava a uniam também lendária de Severus e Serene. Mas isso apenas os antigos comensais sabiam.
- é a senhora Snape... – murmúrios percorriam o salão e em segundos todos sabiam que ela era a senhora Snape, apesar de poucos entenderem o que isso significava.
- estão vendo que ela ainda causa a mesma comoção de sempre. Minha filha, como antigamente, ficará no controle, das bruxas de nossas fileiras, como já vem fazendo há três anos. As melhores assassinas e torturadoras que o mundo das trevas já viram.
Serene sorriu para o pai, mas o sorriso morreu ao ouvirem do meio da multidão.
- mas ela não é a esposa de Severus Snape, que é um traidor?
Voldemort sentiu uma fúria tomar conta dele, e passou os olhos por entre as fileiras de comensais que temeram a vida ao ver o brilho assassino no olhar dele, ao chegar ao dono da voz, viu um antigo comensal, Zon Parkinson. Que tremeu quando foi alçado ao ar.
Diante do bruxo Voldemort falou.
- está querendo dizer que “minha filha”, é uma traidora? – A voz saiu sibilante.
- não milord... Eu me desculpe mestre. – Ele tremia.
- sectumsepra.
O bruxo caiu ao chão e agonizou diante dos demais.
- deixarei claro, que não quero que haja discordância entre nós. Serene como uma herdeira de Salazar jamais deve ser tratada como uma traidora, afinal foi um erro de adolescência... –Serene abaixou o olhar temendo que o pai visse o ódio que estava contido nele. – aquele casamento. E eu como um bom pai a perdoei, pois sei que Severus Snape é passado.
Voldemort se aproximou da filha e beijou o rosto branco e frio dela.
- minha filha se afastou de nós no passado com um ótimo motivo, e agora quero que honre a Princesa Vermelha das trevas.
Todos os bruxos se abaixaram em uma reverencia a bruxa. Que sorria altiva.
- agora o motivo dela se afastar, tenho orgulho de lhes apresentarem minha neta, Moira Drecco Riddle.
A bruxa tirou a capa e entregou a Draco.
Os bruxos se surpreenderam com a jovem bruxa que tinha uma aura fortíssima emanando.
- a primeira em muitas gerações de herdeiros de Salazar, a possuir o dom de controles dos espíritos negros.
Assim que Moira deu um passo a frente um frio assolou o salão tornando a respiração dos demais bruxos difíceis.
Assim que viram sua senhora os dementadores começaram a voar ao redor dela, a saudando. Seguidos pelos homens sem alma.
Os vampiros das trevas apareceram em frente a sua senhora. Na frente dos outros bruxos.
- é claro que não precisarei dizer qual será o esquadrão que ela comandará.
Moira não sorria, e voltou sua atenção para Draco indo ficar ao lado dele.
Os dementadores se afastaram a um sinal mental dela.
- agora, aquela que será minha rainha no meu tabuleiro...
Todos estavam querendo saber quem ocuparia o lugar lendário de Bellatrix.
- Doce Narcissa.
A capa desapareceu dando lugar a mais bela e fria visão que aquele bruxos já tiveram.
Narcissa estava em volta a uma aura reluzente, trajada com um vestido cujo tecido parecia ter sido bordado de pequenos astros celestiais de tão brilhantes, era um brilho diferente não ofuscava o olhar, ao invés ele o prendia, era um vestido longo, e levemente justo como se fosse uma segunda pele, altamente sensual e ao mesmo tempo de uma inocência que ele não estavam acostumados a verem.
Era a verdadeira Rainha de Cristal, como eles haviam lidos nas lendas das trevas.
Um furor nasceu entre eles, duas das três Rainhas lendárias estavam no circulo, o que poderia fazer apenas uma? A Rainha Negra seria derrotada, estava mais claro do que nunca, um dos traidores já estava morto, e agora havia outra bruxa no circulo, talvez a herdeira do título de rainha negra.
Todo o temor que eles tinham desde que Bellatrix Black se tornará uma traidora se esvaiu ao ver a nova corte reunida.
Eles seriam vitoriosos.
E bradaram a cada passo que Narcissa Black dava.
Ela se colocou ao lado de Voldemort.
- a partir de mim e de minha adorada Narcissa, um novo clã de puros sangues se fortalecera, uma nova era apenas de membros brilhantes e especiais como nós.
- um mundo para os bruxos. – a voz doce de Narcissa ressoou no salão, e surpreenderam a todos, já que nenhum dos outros bruxos havia dito nada.
Mas isso era sinal de que ela era a rainha escolhida. Somente Bellatrix ousava erguer a voz ao lado do Lord e Narcissa o fazia também sendo recebida suas palavras com sorrisos ensandecidos.
- Eu direi a vocês que dentro de sete dias, não mais que isso, Potter e sua corja estarão mortas, e terei minha vingança, contra aquela maldita traidora, nós massacraremos todos e seremos livres...
Uma risada enlouquecida foi dada por Tom.
- todos devem se esbaldar esta noite, pois amanhã começará a verdadeira guerra, veremos quantos sobreviveram para aproveitar à noite eterna, que se iniciará em meu reinado.
Mesas cobertas das mais refinadas comidas e bebidas aparecerão, e as paredes foram forradas de corpos de trouxas que gritavam alucinadas, em busca de socorro, mas só encontraram o brilho assassino no olhar dos bruxos ali.
Os bruxos com sorrisos insanos urraram e se esbaldaram em uma festa cheia de degradação moral enquanto a corte se retirava, e se sentava observando os servos.
Em pouco tempo o cheiro embriagante de sangue fresco tomou conta do recinto e Moira deixou livres os dementadores para se divertirem sugando a felicidade dos bruxos enlouquecidos e a esperança vã dos trouxas.
- Meu senhor, peço permissão para me retirar. – Moira foi até o avô. – Eu e Draco temos algo melhor do que ver isso.
Ela apontou o show de horrores que acontecia no salão.
- imagino, - ele deu um olhar malicioso. – Pelo menos tem bom gosto, querida. E você como sua mãe sempre foi sensível aos gostos mundanos.
Moira não aguardou mais nada e segurando a mão de Draco, os dois percorreram o salão que se abria para eles passarem, logo depois aparataram.
- meu pai... – Serene que estava ao lado de Fenrir, não completou a frase.
- pode ir cuidar do enterro de seu marido, minha “adorada” filha, não será justo não enterrá-lo dignamente afinal ele nos fez um grande favor, ao me dar Moira.
Serene se afastou ao ver a mente enlouquecida do pai, se expandir naquele salão perturbador.
Assim que a filha sumiu Tom Riddle se voltou para Greyback.
- seja à sombra dela, mas não a impeça de se despedir do idiota... Minha princesa já provou a sua lealdade a mim.
Fenrir sumiu.
Enquanto Voldemort analisava o comportamento dos demais comensais, Vitor Krum se juntou aos demais se entregando ao prazer das torturas e diminuindo o que restava da alma torpe dele.

As risadas ensandecidas dele ecoaram através de muitos véus e perturbaram os sonhos de um garoto que carregava uma cicatriz.

“Oitos almas perdidas nas trevas, oito almas para percorrer o caminho negro, oito almas para trazer o mal eterno, oito almas para destruir o mundo. Sete para servir um, sete para comandar as trevas moldando a seu prazer o futuro da humanidade.”
A corte negra.
Música cantada pelos comensais na primeira guerra, para espalhar o terror.

Fim do capitulo Quarenta e Cinco.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.

Capitulo 46 – Chuva de Lágrimas.

Moira e Draco surgirão no hall escuro da mansão Malfoy, e sem trocarem uma só palavra caminharam juntos, em direção ao quarto do casal.
Ela segurava com força a mão tremula do noivo, sabendo do esforço que ele estava fazendo para não chorar.
Chegaram ao quarto e Moira fez menção em acender a luz, mas a voz triste de Draco fez com que ela olhasse para ele, esquecendo o que ia fazer.
- sabe o que mais me dói? – a escuridão parcial impedia Moira de ver claramente Draco, mas ela sabia sem precisar ver que ele estava chorando.
- o que meu amor? – ela se aproximou dele que havia se sentado no chão, ela o imitou.
- que as ultimas palavras que trocamos, foi em uma briga, e eu nem me lembro exatamente quais foram as ultimas palavras dele para mim, é como se eu tivesse com um branco em minha mente. Não sei... – A voz de Draco falhou e Moira encostou seu rosto no corpo tremulo dele, o abraçando. – se elas eram boas ou se ele estava com raiva de mim, não sei se ele tinha entendido completamente o que eu estava fazendo e se ele estava orgulhoso de mim, não me lembro...
Moira tentou encontrar palavras que pudessem de alguma forma aliviar a dor que Draco estava sentindo, mas não as encontrou. Percebeu que ele ainda estava segurando as lágrimas.
Ela se levantou em silencio, e suavemente ofereceu sua mão para que ele levantasse. Draco olhou para ela sem entender o que ela estava fazendo, porém pegou sua mão.
Moira o levou em direção ao banheiro e tirou lentamente as roupas de Draco e as suas próprias, ligou o chuveiro e entrou com ele, deixando que os corpos de ambos fossem banhados pela água quente.
O abraçou e disse em seu ouvido baixinho.
- queria poder dizer algo que diminuísse sua dor, mas não sei o que dizer, queria dizer que a entendo, mas também estaria mentindo, Severus sempre foi para mim, um enigma, um homem que era capaz sem esforço de fazer minha mãe chorar, e tentei odiá-lo, mas quando o conheci uma tristeza imensa se apoderou de mim, ele era um bruxo formidável, e tinha escolhido viver longe de mim e de minha mãe, isso me magoava, me mantive longe, e agora que ele não esta mais aqui, sinto uma imensa tristeza, pois acabaram todas as chances de eu poder o conhecer como meu pai, porém a minha tristeza está infinitamente ligada a você e minha mãe... – Ela parou sentindo a respiração de Draco e seus soluços. – ele sempre será para mim, um bruxo excelente, mas para você meu amor, ele é seu pai, é você que tem as lembranças de infância com ele, é você que quando o olhava tinha aquele brilho no olhar, pois estava vendo o homem que amava como seu pai. Então meu amor, chore, deixe as lágrimas levarem um pouco da dor, que há em você, sei que ela nunca vai sumir ou se abrandar, mas se você chorar um pouco meu amor, você compreenderá o verdadeiro significado delas, uma homenagem ao pai que seu coração escolheu.
Draco tornou o abraço mais forte, e sentiu que suas barreiras se quebraram, sempre ouvira que os Malfoys não choravam e estava tentando a todo custo não chorar, mas ele chorou...
Afinal ele era mais Black que Malfoy e muito mais Snape do que pensava.
Com a voz embargada de emoção, pelas lembranças que passavam em sua mente Draco olhou nos olhos de Moira e disse:
- você também pode chorar, meu amor. – eles deixaram seus rostos encostados um no outro. – você também perdeu alguém que amava, mesmo tendo esforçado tanto para que isso não acontecesse.
Mas Moira não chorou, estava com pensamento perdido, na outra pessoa que deveria estar chorando àquela hora.
Quando o pranto de Draco se acalmou eles saíram do banho.
Enquanto Draco se acomodava na cama, do casal, Moira deu uma poção a ele.
- porque não toma isso e dorme um pouco, irei ver minha mãe.
Draco apesar de sentir que precisava de um bom descanso negou.
- ache que devemos encontrar Hermione e informar – lá do que aconteceu, e colocar em ação nossos planos, você percebeu que temos menos tempo do que achávamos.
- sim. Mas eu quero ver minha mãe, hoje à tarde ela estava tão estranha e triste provavelmente já sabia ou sentia que isso havia acontecido. Quero saber se ela está bem e se está sozinha...
O casal foi interrompido.
Uma coruja negra entrou no quarto do casal com uma carta.
Um frio percorreu a espinha de Draco, nunca havia se lembrado de recebido boas noticias a essa hora da madrugada, porém logo reconheceu o sinete da família Black, mas precisamente de Narcissa Black.
- é de minha mãe.
“Draco e Moira.”
Estarei levando Serene para um lugar seguro está noite, não se preocupem, pois cuidarei pessoalmente dela, e estaremos cuidando dos preparativos para os ritos fúnebres de Severus – neste ponto a letra refinada de Narcissa estava tremula. – não há mais nada a fazer por ele, a não ser mantermos a calma e nós assegurarmos que ele será vingado na devida hora.
Narcissa Black.
- acho que isso responde sua pergunta. – Draco ainda tinha marcas de lágrimas no rosto.
- vamos nos arrumar e entrar em contato com sua prima. Nosso tempo está se esgotando. Aposto que percebeu a função do Krum?
- pra ser sincero, ainda não creio que o lord tenha escolhido um bruxo com tamanha falta de qualidade para pertencer à corte negra.
Draco estranhou a reação de Moira.
- porque eu perdi algo?
- sim meu amor, aquele Krum que outrora você conheceu não existe mais, ali, estava apenas o casulo mortal do corpo dele, que contem um fragmento de Tom.
- como assim? – Draco havia ficado completamente perdido. – um outro horcrux?
- não, não é a alma de Tom que está naquele corpo, mas sua vontade e seus desejos, antigamente na família Drecco, havia uma antiga arte de transferência de sentimentos, quando alguém queria se livrar de algo, ou fazer algo que não poderia com seu real corpo, pegava um corpo de alguém recentemente morto e transferia o desejo para ele o tornando apenas um boneco vivo. Ele acabava se tornando também um serviçal, pois segue cegamente os desejos e vontade do criador, é obvio que Tom transferiu para o corpo de Krum o desejo de tortura e um pouco da podridão que existe nele, tornando o a arma ideal para um ataque ousado, assim ele pode se divertir caçando os trouxas sem realmente se expor.
- quer dizer que o Krum nada mais é do que os desejos torpes do Lord?
- exato, pode notar uma aura maligna nele, que tem a mesma sintonia de Tom.
- realmente temos pouco tempo.
O casal usou uma chave de portal para chegar à sala, do apartamento de Hermione.

Enquanto o casal ainda letárgico pela dor, se preparava para sair, duas bruxas, caminhavam por imenso corredor escuro.
Narcissa olhava para a amiga, sem saber o que dizer, a conhecia muito bem e sabia que ela já estava ciente da morte de Severus a um bom tempo.
Foi quando tocou de leve a mão da amiga, que sentiu sua mente ser assolada por lembranças e memórias de Serene, quando contato terminou Narcissa estava encostada na parede, tremula e com lágrimas banhando seu belo rosto.
Serene estava ao lado da amiga e também não parecia estar melhor que ela.
- eu não acredito que ele a obrigou a matá-lo, a escolher entre sua filha e Severus.
- não se iluda minha amiga, é provável que Tom jamais tenha tido uma alma, - ela parou, sentindo sua voz sumir entre os soluços e lágrimas que ela derramava. – ele matou minha mãe, que foi a primeira mulher que ele amou, apenas porque ela lhe trazia vestígios de uma alma, me criou de uma forma que meu amor ficasse preso a ele, pode achar incrível, mas ele foi um bom pai, e durante a minha curta infância eu fui feliz, quando voltamos a Londres, eu tinha oito anos, e me recordo de que tudo começou a mudar as trevas que ele guardava dentro dele, começou a se espalhar pelo mundo. E eu tive medo. Foi quando no meu aniversário de 12 anos conheci o homem que eu sempre amaria. Severus foi meu príncipe, desde o momento em que o conheci. E nos três anos que se passaram eu ingressei no maldito circulo de comensais apenas porque eu queria estar ao lado dele, antes eu julgava ter feito minha própria escolha, mas não era verdade, eu sabia que se me recusasse a ser o que meu pai escolhera para mim, ele se vingaria em Severus, eu não podia permitir, se meu pai queria a rainha vermelha, ele teria, e comprei a vida de Severus e o direito de me casar com ele, dando em troca a meu pai a filha que ele escolhera.
Narcissa olhava a amiga abismada.
- e durante os anos da guerra quando tudo desmoronava em nossa volta, eu fui feliz, pode até ser egoísmo meu, mas não houve época de minha vida em que eu fosse tão feliz, eu tinha Severus, eu tinha amigos verdadeiros, e pouco me importava com o que era necessário fazer para mantê-los bem.
Eu vi Severus se afastar aos poucos, a escuridão o destruindo, ele não fora criado como eu fui, sem amor, com as trevas circulando em meu sangue. Eu temia que ele fizesse algo que colocasse em risco sua vida, meu pai jamais perdoaria uma traição, durante aqueles meses meu pai tramou para nos separar e Severus se afastou de mim, e quando ele se envolveu com aquela trouxa, meu coração se partiu. Recordo-me de meu pai, chegar até mim, e dizer que se eu quisesse matá-lo pessoalmente ele deixaria se não ele estaria morto antes do por do sol.
Narcissa tremia sabendo que estava ouvindo a verdadeira historia pela primeira vez.
- foi quando barganhei com meu pai, eu disse a ele que se ele matasse Severus eu me mataria e levaria comigo a linhagem dele, foi quando ele soube que eu estava grávida. Ele deixou Severus vivo, e eu fui embora, eu sabia que ele iria atrás de mim, mas ele nunca foi o que só aumentava meu medo e você estava comigo Narcissa, minha melhor amiga, quando ele me salvou da morte, eu soube que ele estava fazendo isso muito mais por ele do que por mim.
- minha amiga. – Narcissa a abraçou tentando passar força e um pouco de alento para a amiga. – você estava carregando esse fardo sozinha.
- acho que ninguém mais precisa sofrer, eu cometi um erro irreparável, é meu fardo sofrer com uma dor que jamais passará.
- não minha amiga, você não estará sozinha, eu estarei aqui.
As duas entraram juntas na antiga e nobre mansão dos Snape, onde os elfos e criados, já sentiam que seu mestre morrera.
Seguiram em direção ao salão principal onde estava repousando o corpo de Severus.
Com um simples pensamento Serene, transformou o lugar sombrio, o teto demonstrava um céu aberto e coberto por infinitas estrelas. Uma luz emanava, e muitas flores surgirão nos vastos jardins, o jardim de inverno que era o favorito do casal snape, renasceu e floresceu suas flores raras.
Deixando o antes fúnebre lugar em pequeno pedaço do paraíso, somente em homenagem a Severus.
As duas se sentaram ao lado do esquife feito de cristal, onde um Severus Snape guardava em seu semblante uma calma e um sorriso.
Deixando as lágrimas para as bruxas que o velavam.

Mesmo que jamais eu ria ou chore com você... Ou beije você...
Eu amo você.
De todo o coração... Eu amo você.

Fim do capitulo Quarenta e Seis.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.

Capitulo 47 – Hermione e Carlinhos.

Hermione despertou sentindo a leve pressão do rosto de Carlinhos encostado em seu ombro, eles haviam adormecidos na poltrona da sala.
Ela olhou em direção ao céu que estava ainda coberto por grossas nuvens e hora ou outra podia ver trovoes cortarem o céu.
Ela ficou olhando o rosto incrivelmente belo do homem que ela escolhera para estar sempre em sua vida, até vê-lo despertar.
- boa noite.
Carlinhos abriu lentamente os olhos para encontrar os magníficos olhos azuis turquesas, os olhos da sua Hermione.
- boa noite. Acho que acabamos dormindo. – ele tinha um sorriso radiante no rosto que estava levemente corado, os cabelos ruivos levemente longos estavam caídos no rosto e Hermione passou a mão por eles os arrumando.
- felizmente ainda é madrugada. Temos ainda muito tempo até amanhecer...
A frase de Hermione foi cortada por Carlinhos que rapidamente se levantou e puxou Hermione pela mão.
- ótimo, pois existe algo que eu gostaria que você visse ainda hoje.
Ele tinha um brilho misterioso no olhar que deixou Hermione curiosa.
Os dois ficaram em frente à lareira da sala, enquanto Carlinhos pegava um pouco de pó de flu e murmurava:
- Sweet Home.
Ele jogou o pó de flu antes e esperou surgir uma fumaça azul.
Hermione estranhou o modo, mas o seguiu assim que ele entrou na lareira.
Ao invés da sensação emocionante de sentir seu estômago descer aos pés, enquanto rodopiava pelo espaço afora, que ela detestava, Hermione se viu apenas sentindo uma brisa suave em torno deles, quis comentar sobre o fato, mas algo no olhar de Carlinhos a impediu ele a olhava divertido.
Quando chegaram ao local Hermione não se viu em outra lareira pelo contrario estava em frente a uma praia fabulosa.
- onde nós estamos? – a curiosidade dominava a mente de Hermione, mas tudo parou quando Carlinhos a fez virar em outra direção.
Hermione sentiu o coração aumentar de ritmo ao se deparar com a casa de seus sonhos.
Uma bela casa toda branca, com janelas e portas beges dando um toque de veraneio incrível, um jardim repleto de flores e principalmente de rosas vermelhas. Podia ver um caminho de pedras que davam para um orquidário. E podia ouvir um barulho...
- é da fonte atrás da casa perto da piscina. – a voz de Carlinhos tomou conta da mente de Hermione.
- você se lembra? – emocionada.
- de cada detalhe.
Hermione abriu um sorriso para Carlinhos que a trouxe para mais perto.
- eu me lembro de tudo o que você me disse, você queria uma casa em frente à praia, para poder fazer longas caminhadas à noite, mas teria que ser uma casa branca com janelas e portas beges, com um jardim na frente com milhares de flores e rosas vermelhas, e queria que tivesse um lugar aonde pudesse plantar suas flores favoritas, então fiz aquele orquidário, você queria ouvir o barulho de uma fonte, do seu escritório e queria poder ver seus filhos brincando em uma piscina do seu quarto...
Enquanto Carlinhos falava os planos feitos há muitos anos por Hermione ele mostrava a casa pelo lado de fora. Pararam em frente à piscina que imitava uma piscina natural com uma cascata. Carlinhos apontou para o segundo andar da casa.
- ali meu amor é o quarto que fiz para você.
Os dois aparataram dentro do quarto.
Todo decorado em tons claros com uma imensa cama coberta de pétalas de rosas vermelhas. A lareira estava acesa trazendo um calor agradável. Havia vários objetos no quarto que Hermione reconheceu como muitos que ela mostrara a Carlinhos nas vezes em que saiam juntos.
- você os comprou para mim? – havia lágrimas nos olhos de Hermione.
- toda vez que saiamos e você dizia: que lindo ficaria ótimo no meu quarto ou em algum lugar da sala, se você não comprava, eu ia e comprava.
Eles ficaram frente a frente com os olhos presos um no outro.
- eu construí essa casa, pois em meu coração eu sabia que você seria a única mulher que eu amaria a vida inteira e no fundo eu tinha esperanças que meu amor fosse correspondido. Eu construí essa casa para viver com você meu amor. – Carlinhos se ajoelhou pegou uma pequena caixa em seu bolso e abriu lentamente deixando Hermione ver uma aliança de diamantes e ouro branco. – Hermione Jane Black quer se casar comigo?
Hermione estava com o rosto molhado pelas lágrimas de felicidade e com a voz embargada de emoção, ela olhou nos olhos de Carlinhos e disse:
- esse é o meu maior sonho, - ela sorriu ao vê-lo sorrir e relaxar. – afinal eu sempre quis ser a Senhora Carlos Weasley.
Carlinhos colocou a aliança no dedo anular de Hermione que sorriu docemente para ele antes de beijá-lo. E enquanto o beijo deles se intensificava uma suave melodia preencheu o quarto a musica favorita de Mione.
- de hoje em diante, como era no passado será no futuro, eu lhe prometo meu amor que você será a única mulher a habitar meus pensamentos, e ser dona de meu coração. Não importar o que acontecer jamais esse sentimento mudará, estarei com você até o dia de minha morte, e além dela a amarei.
Hermione sorriu um sorriso radiante.
- assim como você meu amor, minha alma será sempre uma parte sua.
Hermione sentiu seu corpo cai lentamente na maciez da cama sentindo o peso do corpo de Carlinhos sobre ela, e isso fez com que seu sangue corresse mais rapidamente em suas veias, e seu ultimo pensamento inocente aquela noite foi que queria saber qual encantamento Carlinhos usará para a musica começar no momento certo, pois logo depois ela só pode pensar no maravilhoso homem que ela estava amando.
Carlinhos sentia o rastro quente que as mãos de Hermione faziam em seu corpo se deliciando com as sensações maravilhosas que ela lhe fazia sentir.
Logo as caricias se tornaram mais exigentes, porém não menos carinhosas, os beijos longos e sensuais e os toques de seus corpos trouxeram uma ansiedade para eles, logo as peças de roupas estavam longe de seus corpos possibilitando o contato de peles.
Cada suspiro ritmado, cada toque incendiava ainda mais os sentimentos deles. Seus corpos apreciam estarem dançando lentamente, seus lábios sorvendo a textura da pele do outro, procurando sem cansar os pontos mais sensíveis e mais prazerosos, os cabelos ruivos estavam misturados aos longos fios negros de Hermione de tal maneira que não sabia qual pertencia a quem. Perderam-se nas caricias, experimentando a cada toque, a cada suspiro uma onda de prazer gigantesca. Com olhos presos um no outro sentiram seus corpos serem invadidos pela felicidade plena ao se encontrarem unidos da forma mais sensual e perfeita que eles podiam experimentar na vida.
Sentindo o ritmo um do outro, nos movimentos sincronizados e apaixonados, eles apenas sussurravam o nome um do outro entre os gemidos e declarações de Amor.
Quando achavam que haviam atingido os limites do prazer foram tomados por outra avalanche de sensações e se entregaram ao prazer infinito.
Ainda com as respirações entrecortadas eles sorriram um por outro.
E Carlinhos sorriu maliciosamente tendo o corpo de Hermione ainda preso em seus braços.
- eu sempre tive ótimas expectativas, mas garanto meu amor que você superou todas elas.
Hermione sentiu seu rosto esquentar ao ouvir o noivo, mas não deixou passar em branco.
- o que você esperava, eu sou uma legitima Black, e não sei se você reparou mais eu fui feita com muito amor e com uma dose excessiva de sensualismo.
As risadas encheram o quarto antes deles se entregarem novamente aos braços um do outro e se amarão até adormecerem nos braços um do outro.

Após algum tempo Hermione despertou com um barulho, mas logo depois não ouviu nada, se aconchegou ainda mais nos braços de Carlinhos e ficou admirando a aliança que ele lhe dera.
Foi com um sorriso que leu o que tinha escrito dentro da aliança.
“Eternamente Carlinhos e Hermione.”

“A eterna chama, que brilha no interior das estrelas, pulsa no corpo dos Black, e se tornam uma força devastadora quando se encontram com o amor.”

Fim do capitulo Quarenta e Sete.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.

Capitulo 48 – Prenuncio de uma Tempestade.

Draco olhou em todo apartamento, mas não encontrou vestígios de Hermione.
Moira observava todos os livros e a decoração do apartamento como se estivesse analisando os moradores do apartamento.
Ela olhou para a lareira e notou vestígios de uma forte magia de locomoção.
- Draco, acho que eles usaram a lareira recentemente para ir para algum lugar cuja proteção seja alta.
- droga, só me falta, minha prima está em algum lugar suspeito com o cabeça de fósforo.
Moira levantou uma sobrancelha e deu um sorriso irônico.
- ciúmes da priminha? – Draco devolveu o sorriso.
- creio apenas que ela bem podia ter escolhido um bruxo melhorzinho. Tantos bruxos e ela foi se envolver com um Weasley?
Moira não olhou para o noivo enquanto murmurava alguns encantamentos segurando as cinzas da lareira.
Quando se afastou respondeu a ele.
- pense bem meu amor, podia ser o Potter ou quem sabe o pobretão mais novo... – Draco teve que segurar o riso ao vê-la chamar o rony como ele chamava.
- se você for olhar por esse lado. Conseguiu determinar o feitiço?
Draco se aproximou dela.
- sim, apenas levarei algum tempo para conseguir copiar exatamente este pó de flu, pois creio que ele é uma espécie de chave de portal.
- quem será que pensou em algo deste tipo? – Draco havia se sentado em uma confortável poltrona enquanto a noiva is em direção ao laboratório do apartamento.
- é provável que seja Hermione, mas também pode ser o tal de Carlinhos, já que se não me engano já ouvi falar de algo desse tipo comum na Romênia, ele não trabalhou lá?
- você me parece saber muito sobre ele.
- eu o conheci durante minha tarefa a serviço de Tom. Ele parece gostar muito da filha de Bellatrix.
- sei, é difícil não gostar.
Mas Draco se arrependeu do que disse ao ouvir o tom de Moira.
- serio? Porque não namorou com ela? – Era frio e mordaz.
- deixa eu me corrigir é difícil não gostar dela afinal ela é minha prima...
Ele ouviu um barulho vindo do laboratório e resolveu ficar calado.
Algum tempo depois ela voltou com um estranho pó de flu.
- eu gostaria de saber como você e sua mãe conseguem determinar os ingredientes de qualquer coisa.
- Severus criou está magia e ensinou minha mãe, já que é muito útil para quem trabalha com poções e feitiços.
Ele viu moira jogar as cinzas e surgir uma fumaça azul, quando ambos entraram nas chamas da lareira se surpreenderam com a viagem confortável.
- sinceramente se houver um modo de fazer este pó para ir para qualquer lugar seria muito melhor. – Draco, falou sincero.
Eles se viram em uma praia deserta.
-pronto agora aonde vamos. – Moira olhava para o mar, e depois olhou para Draco que parecia perdido em lembranças. – o que foi Draco?
- nada meu amor, apenas me lembrei que Severus adorava o mar à noite.
Ela colocou a mão no ombro de Draco e apertou suavemente para lhe dar forças.
Quando se viraram se depararam com uma bela casa.
- é sinceramente é o tipo de casa que Hermione gostaria.
- ela tem bom gosto.
Os dois bruxos entraram na casa após fazerem um feitiço de proteção e pararam na sala.
- ok, você que é primo dela sobe e procura ela. – moira disse.
- eu, nem pensar! Vai que eu encontro a minha prima e alguma situação indiscreta, ela é capaz de me azarar.
- se você não for quem te azara sou eu.
- droga, como eu posso amar alguém tão mandona... –Draco resmungava enquanto subia as escadas.
- se eu fosse você ia fazendo barulho, assim evita flagras. – Moira o olhava com brilho divertido no olhar.
Draco chegou ao segundo andar e segurou a varinha, pronto para usar algum feitiço defensivo. Estava impaciente, e com raiva, de ter que perturbar Hermione com uma noticia tão triste, mas agora mais do que nunca eles tinham que agir rapidamente para vingarem Severus e seguirem com os planos.
Pegou e fez um feitiço para produzir um barulho ao ver uma fraca luminosidade vindo do quarto, esperou um pouco e não aconteceu nada então fez de novo.

Após algum tempo Hermione despertou com um barulho, mas logo depois não ouviu nada, se aconchegou ainda mais nos braços de Carlinhos e ficou admirando a aliança que ele lhe dera.
Foi com um sorriso que leu o que tinha escrito dentro da aliança.
“Eternamente Carlinhos e Hermione.”
Foi quando ouviu novamente o barulho.
Levantou-se e acordou em silêncio Carlinhos que foi silenciado pela noiva.
Hermione fez um gesto como que ouvira algo.
Conjuram as roupas e abriram lentamente a porta, quando ouviram a voz maliciosa de Draco.
- desculpe, incomoda-los neste momento aparentemente intimo, mas temos um grande problema.
Hermione olhou para Draco como que não acreditasse que o estava vendo parado ali, no corredor escuro.
Carlinhos estava atônito.
- como conseguiu vir até aqui? – ele tinha certeza que somente através de um método podia se chegar ali livremente ou se fosse autorizado.
- isso você pode perguntar para minha noiva, que ela pode lhe dar mais detalhes, mas também não temos tempo para isso.
Dizendo isso Draco se virou e desceu as escadas o outro casal ainda em choque desceu atrás dele, e se depararam com Draco e uma Bruxa de longos cabelos vermelho sangue sentados na sala.
Assim que viu os dois, Moira se levantou altivamente e os cumprimentou.
- prazer em conhecê-la senhorita Black.
Hermione rapidamente compreendeu que aquela era a filha de Severus e Serene Snape.
- o prazer é meu, ouvi muito a seu respeito – e era verdade já que no pouco tempo que falara com Draco muito do assunto havia sido indiretamente e diretamente ligado a ela.
- posso dizer o mesmo.
Carlinhos estava boquiaberto com a bruxa de cabelos tão vermelhos, afinal nunca vira alguém com cabelos desta tonalidade.
- fecha a boca para não entrar mosca Weasley. – Draco falou baixo perto dele.
- e este é o Carlinhos, meu noivo. – Hermione os apresentou.
- bom já tivemos o momento de cordialidades agora vamos aos assuntos desagradáveis.
Draco se sentou e todos os imitaram.
- pra começo de conversa Mione, nosso padrinho foi morto está tarde. – a voz de Draco, saiu em um estranho tom, porém sem vacilo.
Hermione ficou em choque tentando compreender todas as vertentes desta informação.
- mas como? Por quê?
- como ainda não sabemos. O por que! O tabuleiro está pronto e as peças estão se movimentando, Tom fez isso para castigar Bellatrix e avisar a todos que este será o fim de qualquer traidor.
- eu não estou entendendo exatamente o que esta acontecendo, porém creio que se vocês estão aqui, significa que estão do lado da ordem. – Carlinhos falou, para Draco e Moira.
- pra falar a verdade Carlos, não estamos ao lado da ordem, mas do nosso lado, nós acreditamos que há outros meios de vencer Tom – Hermione e Carlinhos estranharam o fato dela chamar voldemort de Tom, mas nada falaram. – que não seja apoiar o Potter, que sinceramente não está pronto e sinto dizer que jamais estará para vencê-lo.
Carlinhos balançou a cabeça e olhou para Hermione.
- você sabe do que ela está falando.
- sei Carlinhos e sinto dizer que ela está certa Harry, não consegue controlar os sentimentos e a emoção perto de Voldemort e isso faz dele um alvo perfeito para o lord das trevas, antes acreditava que o único modo de vencer Voldemort fosse Harry o destruindo. Porém Draco me mostrou que há outro modo.
- qual?
- primeiro temos que ter a certeza que estará do nosso lado Weasley. – Draco interviu.
Carlinhos olhou para Hermione e compreendeu que ela já tinha feito à escolha dela.
- se foi este o caminho que Hermione escolheu defender eu também defenderei.
- você não irá se arrepender. – Moira falou.
Os dois casais conversaram por cerca de duas horas sobre o que deveriam fazer imediatamente.

E quando Draco e Moira se foram, Hermione e Carlinhos ficaram sentados em silêncio observando o nascer do sol, um dia lindo que estava fadado a ser lembrado para sempre como a volta da corte negra.
Hermione estremeceu ao se lembrar do que Draco lhe dissera sobre os eventos que ocorreriam neste dia com a volta da temível corte.

O casal aparatou em casa um pouco antes das seis da manha a tempo de encontrar Gui e Tonks se despedindo.
Que olharam o casal curiosos.
- onde vocês estavam? – Gui perguntou pela cara dele Hermione soube que estavam já a par do que ocorrera com Severus. – tenho algo horrível para falar...
- nós já sabemos que Severus está morto, Gui, estávamos justamente tomando algumas providencias sobre isto.
Carlinhos olhou para Hermione e disse:
- acho que pelo menos eles nós devemos informar afinal, Tonks também é um dos alvos principais.
Hermione balançou a cabeça concordando, mas falou.
- só que devemos falar sobre este assunto apenas uma vez Carlinhos, então vamos para a sede já que minha mãe e meu pai além de Remus devem saber também.
Sem entender exatamente o que estava acontecendo Tonks e Gui seguiram os dois e foram para a sede da ordem assim que entraram no quarto que o casal Black ocupava os viram acordados.
- querida... – Bella abraçou Hermione.
- Draco me informou pessoalmente mãe, e ele me falou outras coisas também. – Hermione olhou em volta e não viu Remus. – Poderia ir atrás de Remus, Carlinhos? Mas, por favor, apenas ele, e não deixe ninguém vir com vocês.

Um silêncio estranho ficou pairando no ar daquele quarto enquanto os cincos bruxos esperavam o retorno de Carlinhos e Remus.
Bella evitava olhar para filha, pois temia o que ela iria dizer, a morte de Severus fora um recado direto a Bellatrix sobre os intentos de Voldemort.
Assim que Carlinhos entrou acompanhado de Remus todos ficaram atentos ainda mais após Hermione jogar um Feitiço Imperturbável.
Carlinhos ficou ao lado de Hermione enquanto todos se sentavam.
- está noite Draco e Moira foram até nossa casa, e nos contaram que a corte negra surgiu novamente no baile que Voldemort ofereceu para seu exercito negro está noite.
Hermione viu a indagação surgir nos rostos de Gui e Tonks.
Mas foi Bellatrix que deu a explicação aos dois.
- vocês são jovens demais para entenderem o que isso significa, mas já devem ter ouvidos lendas sobre a corte negra.
Gui e Tonks concordaram com a cabeça.
- Oitos almas perdidas nas trevas, oito almas para percorrer o caminho negro, oito almas para trazer o mal eterno, oito almas para destruir o mundo. Sete para servir um, sete para comandar as trevas moldando á seu prazer o futuro da humanidade.”.
Sirius cantarolou a canção, fazendo com que Remus e Bella o olhassem.
- essa era a musica que tocava quando os ataques na primeira guerra aconteciam, as crianças temiam a musica, pois poucos que a ouviam ficaram vivos para contar a estória, a corte negra era composta pelas criaturas mais maléficas que Voldemort pode reunir, ou as mais fortes.
- já era esperado que isso acontecesse, e mesmo eu estava me perguntando como Voldemort ainda não havia designado ninguém para a corte. – Remus falava sem olhar para Bellatrix.
- ele sempre dizia quando tocávamos no assunto, que dessa vez, a corte só se pronunciaria no momento certo e decisivo, ele também dizia que estava esperando alguém, eu sempre achei que ele se referia a filha, porém achava que Serene jamais voltaria.
- Bella, você sabe quem faz parte da nova corte. – Gui perguntou para a amiga, mas logo se virou para Hermione ao ver uma palidez anormal tocar o rosto de Bella. – ou você sabe Herm?
- Moira disse que Voldemort se refere a esta batalha como se fosse um jogo de xadrez. – Hermione parou. - a nova corte é formada por Serene Snape, Vitor Krum, Draco Malfoy, Narcissa Black, Voldemort, Moira Drecco Snape, Fenrir Greyback e Severus Snape. E tem como principais oponentes Sirius Black, Andrômeda Tonks, Hermione Black, Bellatrix Black, Harry Potter, Remus Lupin, Ninfadora Tonks e Carlinhos Weasley. – Hermione olhou para a mãe.
- torre, cavalo, bispo, rainha, rei, bispo, cavalo e torre respectivamente. – Bella completou. – Mas ele mesmo matou a torre dele, parece que ele tem um trunfo.
- o trunfo dele, é ter Serene e Moira ao lado dele, ainda mais que Moira, herdou um antigo dom da família de Salazar. – Bellatrix parou ao ouvir a ultima frase de Hermione sentindo um frio sombrio percorrer seu corpo.
- mas ele está completamente enganado, afinal tanto Moira quanto Draco, provaram que estão ao nosso lado, nos contando isso. – Tonks falou contente.
- é mais perigoso do que isso. – Hermione continuou. – eles não confiam em Harry e na profecia.
- mas eles têm um outro caminho – terminou a frase Remus.
- sim Remus, existe um modo de destruirmos os planos de Voldemort dessa vez para sempre.
- mas eu confio em Harry. – tonks continuou.
- eu também confio nele, Tonks, somente concordo com Draco, sobre o fato de Harry, não estar pronto para derrotar Voldemort, ele não destruiu todos os horcrux, não consegue raciocinar direito perto do oponente, se descontrolando e se tornando presa fácil para o lord das trevas.
- sem contar que não podemos simplesmente deixa-lo destruiu o ultimo horcrux. – Sirius falou pela primeira vez.
- por quê? – Tonks e Gui perguntaram juntos.
- porque o ultimo horcrux se trata de Serene Snape.
Hermione não acreditou no que escutou.
- ele transformou a própria filha em um horcrux?
- ele é um monstro Mione, sabia que se fizesse isso, Snape, protegeria Serene e a própria Serene é uma das mais poderosas bruxas que enfrentamos.
- isso torna tudo mais difícil. – Carlinhos se pronunciou pela primeira vez na conversa. – a verdade que o plano de Draco Malfoy é muito bom, e muito mais seguro e provável do que o nosso em esperar que Harry faça tudo. Imagino que nem Draco nem moira tem ciência do fato da senhora Snape ser o ultimo horcrux.
- qual é o plano deles? – Remus perguntou.
- eles pretendem selar a alma de voldemort.
Bellatrix fechou os olhos.
- mas como eles vão fazer isso se a alma dele foi dividida em sete partes? – Sirius tentava imaginar como eles pretendiam fazer isso.
- Antigamente quando o primeiro bruxo das trevas dividiu sua alma em duas partes, ele se achava invencível, porém ele foi derrotado por Salazar Slytherin, que criou um feitiço que prendia a fração da alma mais importante em uma espécie de outra dimensão, depois de aprisioná-la em algum objeto indestrutível. E a parte mais importante da alma de Voldemort reside em seu corpo. Sem ela as outras automaticamente se tornam fracas e se tivermos tempo podemos conseguir um modo de destruir o ultimo horcrux que está na Senhora Snape, sem precisarmos destruí-la. Temos que contar com os planos de Moira.
- mas é claro, e como Moira é descendente de Salazar ela pode realizar tal feitiço. – remus se levantou com o semblante carregado de esperança.
- mas porque ela não fez isso antes? Se ela tem a intenção de nos ajudar...
- existe certa condição para esse feitiço. – Hermione falou fracamente. – Salazar não era o que podemos dizer de um bruxo sem ligações com as trevas muito pelo contrario, e feitiço requer certo sacrifício de almas, ele só pode ser realizado em meio a uma batalha, ou em um sacrifício, como nem Moira quanto Draco queriam fazer o sacrifício, eles estavam esperando uma batalha de grandes proporções acontecer.
- isso é horrível e inadmissível. – Sirius falou agitado – não podemos deixar pessoas morrerem.
- Sirius, não importa o que fizermos se houver está batalha haverá baixas de qualquer jeito e se podermos conseguir derrotá-lo com isso, nós devemos fazer, pois só assim evitaremos mais mortes desnecessárias. – Remus falou e depois olhou para Hermione. – o que mais é necessário para ela executar o feitiço, e você sabe se ela tem controle completo sobre ele?
- ela passou os dois últimos anos procurando nos arquivos e conseguindo as informações sobre ele, até ter certeza absoluta disso, e Draco está em posse do objeto que pode lacrar a fração da alma, após muitas buscas.
Bellatrix se levantou com um sorriso no rosto.
- o espelho de Ojesed.
Hermione sorriu para a mãe.
- ele demorou um pouco mais do que a Senhora para chegar até ele, porém já está nas mãos de Draco o espelho.
- mas como podemos ter certeza que um espelho será indestrutível? – Tonks perguntou.
- esse espelho não pode ser quebrado, pois ele mostra nossos desejos mais íntimos, e foi feito há muitos anos por um dos primeiros bruxos da terra. – Remus explicou.
- bom só precisamos avisar a ordem... – mas a frase de Gui morreu ao ver a cara do irmão.
- existe um traidor entre nós, que pode ir imediatamente contar a Voldemort sobre nossos planos, o acordo que fizemos é que apenas nós que estamos aqui presentes saberemos deste plano, a partir de hoje teremos muitos problemas com Krum exterminando trouxas e criando o clima de terror que culminará com a batalha daqui a seis dias. Até lá deveremos acoberta Moira e Draco. – Hermione explicou.
- isso eu já não concordo. – Carlinhos falou impaciente.
- Carlinhos nós já falamos sobre isso.
Bella olhou para a filha.
- mas fale de novo.
- a missão de Draco é capturar Hermione e ela concordou em ser levada por ele. – Carlinhos tinha a esperança de que Bellatrix demovesse a filha dessa parte do plano. Mas não foi isso que ela fez.
- se isso vai acontecer você precisará disso. – Bellatrix pegou um colar de ouro branco com um pingente de uma cor estranha parecido com vermelho, porém muito mais escuro. – com esse amuleto Voldemort jamais lhe machucará e teremos tempo de resgatá-la.
- só uma coisa acho fora dos padrões de Voldemort. Afinal ele colocou Krum na corte? – Sirius se perguntou.
- ele não é mais o Vitor Krum que nós conhecemos, ele é apenas um corpo imbuído por magia dos desejos de genocídio e destruição de Voldemort, Krum está morto, sua alma foi tomada pela maldade de Voldemort.
Carlinhos explicou.
- mas como ele foi pego? – Gui perguntou
-aparentemente ele estava usando Gina para conseguir informações para Voldemort. – Hermione explicou.
- Gina?
- é uma longa historia, e creio que não é esse nosso maior problema. – respondeu Carlinhos.
Sirius passava as mãos pelos cabelos.
- acho esse plano muito arriscado, voldemort fará de tudo para machucar vocês duas, e mesmo que Moira e Draco, façam tudo correto...
- pai, Moira já pensou em todos os pontos, durante muito tempo ela tem convivido com Tom e o conhece bem, sem contar...
- que ela comanda os dementadores. – Completou Bella.
- como você sabe? – Hermione se vira para a mãe.
-você disse que ela tinha herdado um dom de Salazar, e Salazar era o único bruxo que conseguia controlar seu poder mágico, para controlá-los, ele se transformava em uma aura de pura magia e tinha em seu exercito os dementadores e os vampiros do norte, homens sem alma que apenas o obedeciam e viviam para trazer as trevas. Ela é a filha de Severus e Serene duas linhagens antigas e fortes na magia, principalmente na magia negra. Ela está no circulo a cerca de dois anos para três, foi quando Voldemort começou a usar os dementadores sempre, sem se preocupar com eles e foi quando os ataques dos homens sem almas começaram a ocorrer, ficou claro para mim, agora que era ela, os dominando.
- exato.
- acho que devemos alertar minha mãe. – Tonks estava abatida e sua voz estava fraca.
- ela já foi informada por Narcissa. – respondeu Hermione. – e sem contar que Narcissa profetizou. – ela parou como que para lembrar as palavras exatas que Draco usará. – “Tom será traído pelo sangue e somente pelo sangue cairá.”.
Bellatrix colocou a mão no ombro da filha.
- vamos apostar nisso e eu juro que vingarei Severus.
Todos concordaram silenciosamente.
- mas agora, querida devemos ir nos despedir de Severus. – Bella olhou para sirius que concordou. – devemos ir somente você e eu, para evitarmos uma briga desnecessária, e querida deixe-me contar algo a você, Serene é sua madrinha.
- eu desconfiava disso. – ela deu um sorriso triste para mãe. – mas vocês não se davam muito bem não?
- eu achava Serene nova demais, e temia que Voldemort usasse, ela contra Severus, porém pelo visto foi o contrario.

Um barulho de trovão cortou o silencio entre eles.
E quando olharam para fora viram nuvens negras, mas não havia indícios de chuva.

Logo após Bella e Hermione usarem a chave de portal, os cincos outros bruxos ficaram sentados em silencio no quarto aguardando o começo de uma tempestade cuja cor seria vermelho sangue.

“O circulo, infinito poder aguarda os bruxos, que o tem como símbolo. Pois ele é a uniam de todas as magias.”

Fim do capitulo Quarenta e Oito.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.
Capitulo 49 – A despedida de Severus.

Quando Bellatrix abriu os olhos no pátio interno da mansão Snape seus olhos se encherão de lagrimas, era estranho estar ali novamente sem Severus ao seu lado lhe dizendo algo, ou simplesmente caminhando ao seu lado em silêncio, tudo naquela casa lhe lembrava ele, a decoração escura e de bom gosto, foi acompanhada da filha em direção ao saguão onde sabia que Serene estaria velando o corpo de Severus, mas parou em frente à porta.
- filha, está casa era o lugar favorito de Severus ele construiu está mansão para Serene quando se casaram, aqui era um lugar cheio de luz, e tranqüilidade, sempre havia muitas flores e sorrisos nesta casa naquela época, tudo mudou quando Serene foi embora, ela ficou triste e vazia, Severus não fazia mais questão de flores ou sequer abrir todas as janelas, ele não queria se lembrar da falta que sua jovem esposa fazia. – ela parou sentindo sua voz falhar. – uma vez ele me disse que seu maior sonho era ter serene e Moira aqui, e é até lamentável que seja nesta ocasião que elas voltarão a sua casa. Trazendo toda a vida que Severus sempre sonhou em ter de novo.
- mãe. – Hermione queria dizer algo para diminuir a dor de Bella, mas não havia o que dizer.
Quando as duas entraram, viram Serene amparada por Moira e Draco. E Narcissa veio de encontro da irmã caçula sendo seguida por Andrômeda.
As três irmãs se abraçaram e choraram pela perda do grande amigo que Severus havia sido para as três.
Bella e Hermione foram em direção a esquife de Severus e ficaram olhando ele por um longo tempo.
- parece que você foi feliz, meu amigo, pelo menos no ultimo momento – Bella sussurrou ao ver o sorriso preso nos lábios já sem vida do amigo.
Ela se afastou de Severus e foi até Serene, Hermione viu as duas bruxas se abraçarem em silêncio e não pode deixar de notar que se não fosse pela imensa tristeza presa no olhar de Serene que ela seria a bruxa mais bela que ela já havia visto, uma beleza exótica e imersa do mesmo porte altivo que Hermione havia visto em Severus e notava em Moira. Quando olhou em volta viu muitos elfos todos trajados com roupas brancas, assim como ela e todos os outros bruxos, foi quando a voz de Draco surgiu atrás dela.
- nosso padrinho, achava que os elfos deviam ser tratados como nos bruxos, é claro que o seu movimento F.A.L.E., o influenciou muito.
Hermione não pode deixar escapar um sorriso ao ouvir isso.
- ele era um bruxo formidável, sempre achei isso, mas sempre achei que ele carregava um fardo muito pesado que o deixava triste e amargo, infelizmente eu tinha razão.
- é verdade.
Quando deu exatamente onze horas da manha, uma melodia doce e triste preencheu o salão, milhares de pequenas fadas voavam em volta do esquife de Severus e Hermione e Draco se aproximaram dos demais em volta do esquife.
Serene ergueu a voz se juntando ao doloroso canto suas palavras finais ao homem que amava.
- chegará o dia em que muitos bruxos se lembraram desta data como a partida de um dos mais extraordinários bruxos que existiu, todos se lembraram do que ele fez pelo bem do mundo bruxo, das vidas que salvou, de tudo o que ensinou a todas as crianças que o tiveram como o professor, eles se lembrarão que ele não era o professor mais popular, porém com certeza era o mais brilhante. Chegará o dia em que todos ergueram um brinde a este herói que caminhou pelas trevas, a viu circular em seu sangue e as venceu. Ele será lembrado como um homem que viveu e morreu defendendo seus ideais e as pessoas que ele amava.
Porém hoje, eu não consigo ver isso, apenas estou diante do homem que eu amei, a quem devotei meu coração e por quem fui amada, e não consigo enxergar uma causa boa o suficiente que valesse a vida dele. A paz no mundo não me parece tão atraente, quando eu vejo o preço que ele pagou e que eu pagarei.
Eu só queria pelo menos estar novamente ao lado dele, e que ele me confortasse, pois chegara um dia em que todos se lembraram dos teus feitos meu amor, porém eu sempre me lembrei de você, um homem verdadeiro, completo e cheio de brilho, um homem que me fazia rir e chorar, e tinha o dom de me fazer feliz. Não será dos feitos que eu me lembrarei será do homem que eu amei. E sei que será assim que será lembrado por todos aqui presentes, não como somente um grande bruxo mais um homem formidável. – ela parou com as lagrimas escorrendo por seu belo rosto e com muito esforço terminou. – eu me despeço de você meu amor com a certeza que nos reencontraremos, pois é de você que vou sempre sentir falta, meu amor.
Logo após as palavras de Serene a esquife de cristal sumiu lentamente, surgindo não muito longe dali nos jardins de inverno da mansão, o mausoléu que tinha gravado em sua pedra fria e escura os dizeres:
Severus Prince Snape.
Amor Eterno.
Luz.
Talvez nenhuma outra pessoa que não estivesse presente naquele momento se visse o que estava escrito entenderia, mas aqueles bruxos entendiam, a mensagem que Serene deixará para o marido. Uma promessa de amor eterno e do triunfo da luz sobre as trevas que ele por tantos anos lutara.
Hermione, Bella e Andie se despediram dos outros e voltaram para sede da ordem sentindo os corações apertados pela dor e ao mesmo tempo tomados pela esperança que mais nenhum amigo querido precisasse perecer naquela guerra.

O céu estava coberto pelas nuvens negras, quando elas chegaram à sede e quando se deparam com os olhares dos outros bruxos, todos ouviram claramente uma musica maldita...
Oitos almas perdidas nas trevas, oito almas para percorrer o caminho negro, oito almas para trazer o mal eterno, oito almas para destruir o mundo. Sete para servir um, sete para comandar as trevas moldando a seu prazer o futuro da humanidade.”

E olharam para o céu, onde não havia a força da chuva, mas o brilho fúnebre do mal.
A guerra começara.

“Guerrear, Matar, Torturar, Pilhar... O sangue jorrando, o mal triunfando”.

Fim do capitulo Quarenta e Nove.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.

Capitulo 50 – O 1º Dia. – Chuva de Sangue.

- Eldar, me entregue esta varinha, antes que eu a pegue a força!
Uma jovem bruxa brigava com o filho enquanto ele corria pela sala da antiga casa de sua sogra.
Vendo que a nora estava tendo trabalho para lidar com o filho pequeno um bruxo de bondosos olhos violetas resolveu ajuda-la. Era obvio para ele que por ela ser uma nascida trouxa não estava acostumada com crianças bruxas cujos poderes despertavam muito cedo.
- Eldar! – a voz forte do bruxo fez com que o pequeno parasse imediatamente de correr, sendo pego pela mãe. – quantas vezes eu lhe disse pequeno que não pode pegar a varinha de seus pais?
O pequeno balançou a cabeça desolado.
- muitas vezes vovô.
Ele entregou a varinha para mãe, e foi se sentar onde seu avô estava folheando um livro.
- por que eu também não tenho uma varinha vovô?
O velho fitou os olhos estupidamente azuis, herdados da mãe. Seu único filho se casara com uma das mais brilhantes bruxas que ele já conhecerá antes e ela tinha os alhos azuis mais fascinantes também.
- já lhe disse pequeno que quando tiver onze anos, iremos juntos até o Senhor Olivaras e escolhermos uma varinha para você, já que ingressará em Hogwarts.
Os olhos de Eldar brilharam ao ouvir o nome do colégio que seus avos e seus pais haviam estudado.
- vovô, é verdades que todos os bruxos da família Cornnell pertence à Corvinal?
Ele agora estava em pé em frente ao avô.
- é verdade... – os olhos do velho bruxo pareceram viajar para outra era. – sempre pertencemos a casa Corvinal, da digna e sábia Rowena Ravenclaw, neste quase seiscentos anos que nossa família estuda em hogwarts nenhum Cornnell, caiu em outra casa.
- quais são as outras casas...
Mas a pergunta do neto não foi dita até o fim e mesmo que tivesse o velho bruxo não teria prestado atenção, pois um frio intenso e um temor que ele há anos não sentia invadiu cada centelha de seu corpo e alma.
Eldar percebeu o olhar vidrado e o tremor do avô, sem entender o que acontecia, até que chegou a sua percepção, uma estranha música que parecia estar vindo de todos os lados.
- Oitos almas perdidas nas trevas, oito almas para percorrer o caminho negro, oito almas para trazer o mal eterno, oito almas para destruir o mundo. Sete para servir um, sete para comandar as trevas moldando a seu prazer o futuro da humanidade.
Cantada com uma voz gutural e clara, o bruxo se ergueu e puxou o neto de encontro a seu corpo.
- o que está acontecendo vovô?
A mãe de Eldar correu até eles, trazendo a sogra pela mão com a varinha fortemente empunhada.
- Eldar! – ela gritou ao ver o filho amedrontado e logo se virou para o sogro - Pai é verdade o que...
- não é hora para conversar, Emmelin, pegue Eldar e se escondam eles estão vindo.

A bruxa pegou o filho no colo, que a está hora chorava assustado, a música estava mais alta, e o frio era lacerante, seus dedos doíam e sua respiração estava fraca enquanto corria com a mãe escada a cima, na antiga casa, enquanto ele via a mãe murmurar encantamentos ele ouviu vários explosões e muitos gritos eram ouvidos, como se eles estivessem na frente de quem gritava.
Emmelin se virou para o filho e chorou ao ver nos olhos azuis dele o medo.
- não se preocupe meu amor, eu jamais deixarei que lhe machuquem.
Ela tremia e chorava.
- eu quero o papai, mamãe. – ele se agarrou a ela, porém Emmelin o afastou o escondendo em um baú mágico.
- escute meu amor, não saia daqui de jeito nenhum, me prometa.
Ela fechou o baú, se escondendo perto da porta, cada grito invadindo sua mente.
E desesperadamente ela fez uma prece muda.
- por favor, Merlin, por favor, Deus, não me abandone agora daí me forças para defender meu filho, que minha magia seja usada, para que ele viva.
Eu que sou sua defensora, e que vivo pela esperança, me deixem invocar antigos encantamentos, me faça forte.
Eldar viu pelo buraco da chave a mãe, murmurar palavras que ele não pode entender e logo a varinha dela, começou a brilhar assim como seus cabelos, muito longos.
Ele não sabia o que estava acontecendo até se lembrar de uma conversa que ouvira de seus avós, sobre o mundo está sendo ameaçado por um bruxo das trevas que caçavam trouxas, em seus apenas cinco anos ele não entedia bem o que era essa guerra, porém ele ficara com medo por sua mãe, que alguns chamavam de trouxas.
- por favor, Merlin, não deixem que eles machuquem minha mãe... Permita-me protege-la.
Ele começou a pedir também baixinho enquanto as lágrimas banhavam seu rosto lívido.
Uma forte explosão assustou Eldar, e os gritos de seus avós, ficaram fortes, ele tremeu e viu sua mãe, parar firmemente em frente à porta, com a varinha erguida.
Nunca vira um brilho tão feroz nos olhos gentis da mãe, mas ele temeu.
- bombarda!
A porta explodiu e após alguns segundos quando a fumaça, sumiu ele pode ver claramente, um bruxo com olhos vermelhos faiscante, o coração de Eldar falhou. Ele não acreditava em seus olhos, não podia ser ele...
A mãe usava feitiços de ataque e o bruxo apenas evitava.
Eldar teve a certeza que a mãe se enganara ao perceber isso, aquele bruxo não era mal, ele era o ídolo de Eldar, e Eldar usou todas as suas forças para abrir o baú e correu colocando-se na frente da mãe.
- Eldar! – uma profunda dor dominou Emmelin, ao ver o filho. – o que faz aqui...
- mamãe, ele não é mau, é um engano, ele é Vitor Krum o melhor apanhador do mundo mamãe, não vê! – Eldar gritava procurando algo nos bolsos, enquanto Vitor olhava a cena, com um sorriso sádico, seus olhos faiscavam e podia se ver uma aura negra envolta dele.
Eldar pegou um pequeno boneco estendeu para mãe, com lágrimas no olhar.
- ele é bom! Mamãe, ele está... – a frase do inocente bruxo foi interrompida.
Eldar foi atingido por uma dor, que ele jamais imaginara ser possível.
E só ouviu seu ídolo, dizer crucio. E ele não entendia. O corpo dele apenas caiu em volta de gritos de dor.
Emmelin correu e se colocou na frente do filho que jazia ofegante. Os olhos fortemente fechados e com a respiração difícil. Foi atingida por vários feitiços e sua varinha foi jogada longe partida em dois meros gravetos.
- filho. – ela tirou os olhos do filho, e olhou para Vitor que dava passos lentos até ela. – por favor, faça o que quiser comigo, ma não toque nele, ele é uma criança.
Uma risada sinistra e alta ecoou no quarto.
- como quiser minha cara.
Emmelin sentiu o gosto amargo de sangue invadir lhe a boca e foi tomada de náuseas quando ele a tocou, a cada toque das mãos gélidas dele em seu corpo lhe quebravam um pedaço da alma, porém ela suportou em silêncio, ela tinha que ficar quieta, murmurava em sua própria mente, a vida de seu filho tinha que ser salva.
Assim que sentiu a dor pura de ter seu corpo invadido, pelo bruxo, ela quis morrer.
- por favor, Merlin, deixe que eu morra mais salve meu filho...
Eldar abriu os olhos com dificuldade, e nada o preparou para ver a cena daquele homem que ele um dia admirara, sobre o corpo machucado e ensangüentado de sua mãe, ele se movimentava com furou sobre o corpo dela, e ele pode perceber que ela estava sem roupa, pequenos sussurros de dor eram perceptíveis a ele, sua mãe chorava em silencio, mais nada tirava da mente do pequeno bruxo que sua mãe estava sofrendo como nunca sofrera na vida.
Ele a beijava com violência e a cortava com uma pequena faca.
Eldar se ergueu com dificuldade ele tinha que salvar sua mãe, era só nisso que ele pensava.
Eldar caiu sem forças antes que pudesse se aproximar do local onde sua mãe era violentada, gastou suas forças para erguer a mão em direção a ela, porém nada mais pode fazer do que ver, sua mãe sendo morta em vida a cada investida do bruxo.
Ela virou o rosto e os olhos de mãe e filho se encontrarão, porém Eldar teve certeza que sua mãe jamais seria à mesma, os olhos dela estavam mortos.
Emmelin chorou ainda mais ao se deparar com o olhar de seu filho, ela se sentia falha, ela não o defenderá...
As dores foram se intensificando a cada investida dura de seu algoz e
Emmelin sentiu uma imensa felicidade quando acabou.
Não quis olhar seu corpo e se manteve de olhos fechados, porém consciente de cada corte, e de todo nojo que sentia por si mesma.
Viu-o dar passos em direção à porta sentindo o alivio percorrer cada fibra de seu ser aquebrantado.
Porém os passos cessaram antes de sumir pela porta.
O ultimo vestígios da alma da bruxa foram varridos ao ver o bruxo se virar novamente e pronunciar calmamente a maldita música.
-Oitos almas perdidas nas trevas, oito almas para percorrer o caminho negro, oito almas para trazer o mal eterno, oito almas para destruir o mundo. Sete para servir um, sete para comandar as trevas moldando a seu prazer o futuro da humanidade.”.
Para logo depois erguer a varinha mirando o corpo frágil de Eldar.
- lembre-se Emmelin, e conte a todos que a corte voltou.
Um segundo depois ele pronunciou a maldição da morte tirando a jovem vida de Eldar.
E mãe e filho ficaram se olhando por um longo tempo, um realmente morto o outro sem alma.
****Secretus****
E naquele momento em todo o céu uma chuva forte caia.
Uma chuva cor de carmesim
Uma chuva banhando corpos dilacerados e almas perdidas,
Uma chuva banhando dor e vidas perdidas.
Uma chuva carregada de gritos e soluços.
E em todos os lugares, todos os bruxos, todos os seres mágicos ouviram a música que em eras passada fora o terror, voltar a trazer apenas desespero.

“Ah... A dor de perder a dignidade, um olhar vazio sem alma, lágrimas derramadas em corpos ensangüentados... Este é o cenário dos campos do Lorde Negro.”

Fim do capitulo Cinqüenta.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.

Capitulo 51 – 1º Dia – o primeiro ataque.

Os oito bruxos desceram as escadas correndo assim, que ouviram o primeiro acorde sinistro da música, ela parecia vim de todos os lados.
Hermione olhava a mãe, que estava absurdamente pálida, e com um leve tremor.
Assim que chegaram à sala encontraram Harry, ao lado de Rony que segurava o corpo da senhora Weasley.
- Por merlin, Molly? – Remus deu um passo à frente enquanto Carlinhos e Gui corriam até a mãe.
- ela só está desmaiada. – Remus disse aliviando a todos.
- leve ela até o quarto, enquanto descobrimos o local que está sendo atacado. – a voz de Minerva acordou todos do transe, e ela se aproximou da lareira.
Em poucos segundos todos os antigos membros da rodem surgirão, na mansão Black.
Harry olhava a todos sem entender bem o que estava acontecendo, afinal a senhora Weasley desmaiara ao ouvir a estranha música e ninguém mais falara nada, a única coisa que ele pode entender é que essa musica significava uma taque de Voldemort.
Ele buscou os olhos de Hermione que estavam sérios e frios.
- o que está acontecendo Hermione?
Junto com Harry, Gina, Rony, Neville e Lilá.
Hermione olhou para aqueles que cresceram com ela, e se viu tão distante deles, que sentiu um aperto no coração.
Ela sabia o que estava acontecendo e sabia que muita dor nasceria das decisões que ela tomara, mas ela entenderá o peso de ser uma Black e não podia voltar mais atrás.
Sabia que eles estavam ali, precisando dela, mas não poderia fala totalmente a verdade. Não agora. Decidiu-se por uma meia verdade.
- na primeira guerra, essa era a música que marcava cada ataque do Lord das trevas, pois ele tinha o que chamava de corte negra a seu serviço, como vocês podem perceber pela música, oito bruxos das trevas com poderes esplendidos, que devastavam o mundo bruxo em investidas violentas, desta vez ele não fez como no passado usando a corte livremente desde o começo da guerra, o fato da corte ter surgido é um aviso de Voldemort de que ele está preparado para dar o ultimo golpe.
Harry sentiu o sangue gelar nas veias e olhou para o rosto dos amigos onde o terror era nítido.
- mas como eu nunca ouvi falar sobre isso? – Rony abraçou Lilá que começou a chorar.
- por favor, Rony, as pessoas não costumam falar sobre o que realmente temem.
Eles ficaram em silêncio até Minerva obter a confirmação do lugar dos ataques.
- pelo que podemos apurar cinco lugares estão sendo atacados simultaneamente, porém em um deles o auror Millear disse que estava chovendo sangue, vamos nos agrupar e ir para lá. Ao que tudo indica é neste cenário bizarro que Voldemort resolveu mostrar seu espetáculo negro.
Minerva deu ordens expressas e cinco grupos foram formados.
Enquanto os aurores da ordem da fênix aparatavam, nos outros quatro lugares, Minerva se voltou para o grupo que ficará encarregado do local que supostamente Voldemort estava.
- alguns aqui presentes infelizmente já conhecem a corte negra de outras eras, porém muitos não. – Minerva se virou em direção a Harry. – Harry creio que Hermione já esclareceu alguns pontos sobre a corte negra para você, estou certa?
- ela falou brevemente, porque nunca me falaram sobre isso? – Harry estava nervoso e falou em um tom amargo. Odiava ser o ultimo, a saber, sobre tudo.
- Potter! – Minerva o censurou com um olhar bravio. – Hermione, você deverá seguir com o esquadrão de Lupin. – eles aparataram imediatamente após este comunicado. - Harry pode levar seus amigos com você seguindo por ultimo, Artur, você e seus filhos mais velhos ficarão encarregados dos artifícios para distrair os comensais, Molly, ficará na sede, junto a Lilá e Gina, - nesta hora Gina olhou contrariada para Minerva. – que por suas atuais condições não devem entrar em batalhas diretas. – Minerva voltou seu olhar para Bellatrix e Sirius. – Não creio que podemos deixá-los descansar, mas se vocês ainda não estiverem prontos...
Mas a frase de Minerva não foi finalizada.
- nós iremos, juntos com vocês minerva – Sirius tinha os olhos cheio de uma fé e determinação que ninguém ousou contraria-lo. – iremos vingar Severus – Bella disse confirmando o que Sirius havia dito.

Menos de dez minutos haviam se passado desde que à estranha musica preencherá a mente dos membros da ordem quando Remus e Hermione surgirão novamente, na sede com os semblantes carregados e tristes.
- está confirmado, Minerva. - a voz de Remus foi um sussurro.
Todos aparataram seguindo o comando de Minerva, mas nenhum deles estava preparado para o que viram.
Uma rua que outrora seria bonita estava em chamas corpos carbonizados outros apenas jogados no chão sem nenhum mal aparente.
Um frio congelou os sentidos deles.
Harry e Rony trocaram um olhar e se juntaram a Neville e Luna mais atrás do demais.
Viram Hermione ao lado dos pais.
Era até uma cena bonita de se ver, três bruxos de longos cabelos negros um ao lado do outro olhando atentos.
Remus e Tonks estavam também ao lado deles.
Quando gotas vermelhas começaram a cair em cima deles.
Luna deu um grito ao sentir se rosto sendo tocado por algo viscoso.
Hermione olhou para trás quando ouviu Luna gritar, mas logo se concentrou na cena nefasta que se encenou na sua frente.
A ordem da fênix parou de respirar ao verem como que flutuando na frente deles sete seres encapuzados.
A música se tornou mais forte e várias risadas agourentas foram ouvidas junto a musica.
Os sete vultos desceram e ficaram encarando a linha de frente da ordem.
Minerva, estava agora parada coma varinha em riste, ao lado de Carlinhos e ouviram um suave pop, logo reconheceram Andrômeda Tonks parada ao lado da irmã mais nova Bella, se virou para a irmã e ambas balançaram a cabeça tristemente.
Harry se encaminhou até a linha de frente ignorando o pedido de
Minerva que ficasse protegido.
A voz forte e sarcástica de Voldemort atravessou a distancia entre eles levando sua mensagem como uma faca afiada até eles.
- quanto tempo querida Bella, vejo que suas companhias andam a cada dia piores.
O frio aumentou e Harry ergueu os olhos vendo uma quantidade enorme de dementadores circulando envolta dos comensais, era mais claro para Harry do que nunca que essa era a batalha decisiva, afinal nunca voldemort havia trazido tantos dementadores e com a tão famosa corte em um ataque qualquer.
- deixe-me apresentar a vocês minha nova corte...
A voz de Voldemort saiu sibilante.
Os bruxos tiraram os capuzes revelando a identidade de cada um deles.
- meus capitães: Vitor Krum.
Harry e Rony se entreolharam não acreditando que o antigo amigo agora era um comensal da morte.
Vitor estava olhando ferozmente para Hermione, um olhar sedento que não passou despercebido pela família Black, Sirius de um passo na direção da filha protetoramente que arrancou um sorriso torpe de Voldemort.
- Fenrir Greyback.
Fenrir deu um passo à frente deixando sua forma humana a cada instante para trás, ele mirava seus olhos insanos em Remus, sorrindo para o outro bruxo que sentia as vibrações animalescas vindo em sua direção.
- Draco Malfoy...
Quando ouviu o nome de Draco Harry, sentiu uma raiva imensa subjugar sua razão e disse sem pensar o que lhe passou pela cabeça ao ver o sonserino tirar o capuz.
- sempre soube que você era um verme, Malfoy.
Draco nem se dignou a olhar para Potter, seu olhar recaia em sua tia e prima, um olhar gelado e insensível, porém um olhar que Hermione sentiu-se infinitamente melhor ao ver.
- agora é um prazer mostrar a vocês tolos amantes de sangues ruins, minha adorada filha e neta. Com orgulho evidente na voz nojenta e asquerosa Voldemort disse o nome das bruxas que fizeram Harry, tremer.
- Serene e Moira Von Drecco Riddle.
Os dementadores se tornaram mais ferozes quando viram Moira, que olhava diretamente para Harry.
A voz forte e melódica de Bellatrix interrompeu a próxima frase de Voldemort que assim que a ouviu se virou para Bellatrix deixando seus olhos ofídicos presos a todos os movimentos de Bellatrix.
- acho que se esqueceu de dizer o sobrenome que conta, não é meu caro Tom!
Bellatrix havia dado um passo em direção a Voldemort que abriu um sorriso doentio.
Era isso que voldemort gostava em Bellatrix, o desejo ardente de se fazer ouvida, a coragem e poder que transpareciam a cada frase a cada gesto, nenhuma outra bruxa era capaz de opor a ele do mesmo modo doce e cativante que Bella fazia.
O sangue de Tom quase que chegou a esquentar ao ver os olhos dela nos dele novamente e se ele tivesse algum coração ele estaria batendo diante da vontade inequívoca de fazer mal aquela que ele mais amava, a vontade de destruir Bellatrix ficava a cada instante mais forte dentro do ser de Voldemort.
Um silêncio palpável ficou entre eles até que foi interrompido pela risada sem emoção de Voldemort.
- acho que não sei do que está falando bela Bella.
- tem certeza, Tom? Será que se esqueceu que tanto sua adorada Serene como Moira são uma Snape?
Voldemort se aproximou perigosamente de Bellatrix, mais rapidamente Remus e Sirius se colocaram entre eles.
- isso é passado Bella...
Voldemort balançou a cabeça e voltou sua atenção ao ultimo membro da corte que ainda estava protegido pelos mantos negros.
- deixe-me terminar de apresentar minha corte que depois teremos um longo tempo para conversarmos Bella. Minha rainha...
Mas ele não precisou dizer o nome dela, pois assim que ela tirou o manto Harry o disse.
- Narcissa Malfoy?
A face branca e admiravelmente bela de Narcisa parecia ser feita do mais puro mármore.
Ela olhou sem expressão para todos e caminhou indo ficar ao lado de Tom.
- agora que todos nos conhecemos...
Voldemort deu um passo para trás, deixando apenas Vitor, na frente.
- Vitor de aos nossos convidados uma amostra da corte negra. – ele se virou para Bella e depois para Harry - E talvez nos encontraremos depois.
Dizendo isso os outros seis desmaterializaram-se.
Vitor Krum deu um passo à frente e sua voz saiu vaporosa e cheia malicia.
- Peste Mortal.
Uma forte luz passou através de todos os bruxos que ainda estavam parados vendo o sumiço de Voldemort.
Vitor foi em direção de Hermione.
A cada passo que ele dava milhares de outros apareciam, não apareciam para dizer a verdade a correto seria dizer se levantavam do chão úmido que onde estavam jogados. Os corpos dos trouxas mutilados se erguiam ameaçadoramente contra os membros da ordem que jamais haviam visto tal feitiço.
Foi Remus e Bellatrix que tomaram as primeiras providencias para acordar os outros do transe.
- não se deixem serem tocados por estas criaturas, e os atinjam com feitiços baseados no fogo. – a voz de Remus não foi rápida o suficiente para evitar que Harry fosse tocado por uma das criaturas, mas a dor que isso causou fez com que ele voltasse a pensar rapidamente.
Rapidamente Harry, Rony, Neville, Luna e os Gêmeos fizeram um circulo de defesa e ataque assim como os outros membros da ordem.
Todos estavam sofrendo muito para se livrarem dos ataques, pois bastava um toque das criaturas para machucados e queimaduras surgirem.
E em todos os instantes novas bestas surgiam se erguendo do chão, seus rostos brancos eram marcados por grossas manchas de um vermelho vivo e escuro.
Era como se estivesse chovendo sangue, quando olharam para cima viram que as gotas de sangue eram nada mais do que reflexo dos ataques que eles mesmos deferiam nas criaturas, que quando eram atingidas pelos feitiços se desfaziam virando massas vermelhas e pútridas.
Hermione buscou Harry com o olhar e seus olhos se encontraram por um instante, momentos antes de ela correr em direção a Carlinhos que lutava ao lado de Gui e Tonks.
- isso é apenas uma forma de nos amedrontar. – Hermione falou para Carlinhos assim que chegou junto a ele. – Draco me disse que está não é a batalha que Voldemort está planejando com tanto cuidado e eu acho que devemos sair daqui o quanto antes.
Gui que ouvia em silêncio trocou um olhar com Tonks.
- mas o que faremos quanto a estes zumbis.
Gui perguntou mais logo reconheceu o brilho no rosto de Hermione.
Ela tinha um plano.
Os gritos dos trouxas eram a cada ainda fortes e visíveis ainda havia muitos comensais atacando a todos. Minerva e Kingsley Shackelbolt haviam conseguido se aproximar dos demais comensais e eles logo começaram a serem abatidos, ainda mais com a chegada de outros dois grupos de aurores ao chamado de Kin.
Porém rapidamente os demais comensais que ainda estavam na ativa aparataram aparentemente chamados pelo Lorde das Trevas.
Hermione estranhou tal fato.
Hermione correu em direção mãe que estava tendo problemas em conseguir defender Sirius, que aparentemente não conseguia ainda fazer feitiços para se proteger.
- Hermione aparate com Sirius.
- nem pense nisso Bella. – a voz de Sirius foi forte e cortante.
- mas...
Hermione revirou os olhos.
- todos nós vamos aparatar.
- o que? – Sirius e Bella olharam para a filha, sem entenderem nada.
- quando eu der o sinal aparatem, na sede da ordem.
Imediatamente todos os círculos da ordem foram avisados para aparatarem ao receberem o sinal.

Vitor andava cambaleante em direção a Hermione, até que ela parou na frente dele.
- quanto tempo minha amada...
Hermione sentiu um frio percorrer-lhe a espinha e empunhou com força a varinha.
- não o suficiente Vitor. – Krum fez uma cara de magoado.
- dizendo essas coisas minha querida me faz pensar que você não gosta mais de mim.
Hermione olhou para os olhos de Vitor em busca da confirmação de suas suspeitas e com um olhar triste balançou a cabeça.
Virou-se e deu o sinal para Lupin.
Lupin imediatamente deu o sinal e todos os membros da rodem da fênix aparataram no lugar seguro e pegaram à chave de portal para que pudessem voltar à sede da ordem da fênix, somente já na segurança do local viram que nem Hermione quanto Remus haviam voltado também.

- Hermione?
Harry olhou em volta sentindo um frio invadir sua alma.
- não se preocupe Harry, Hermione tinha um plano, e ela e Lupin estão juntos.
A voz de Gui acalmou Harry e Rony que estava vermelho e com vários arranhões.
Molly surgiu correndo e entrou em pânico ao ver as condições de todos que estavam com muitos machucados.
Logo Gina surgiu atrás de Harry o abraçando.
Harry afastou Gina um pouco e falou para ela.
- Vitor Krum é um dos aliados de Voldemort.
Gina olhou como que não acreditasse no que Harry dizia.
- isso é impossível, Harry, Vitor estava fazendo trabalhos de para a ordem fora da Inglaterra.
- não só é possível como é verdade todos nós o vimos sendo apresentado por Voldemort como um dos integrantes do que ele chama de corte negra. – havia raiva e deboche no tom de Harry.
Gui que estava ao lado de Harry, se levantou rapidamente.
- por Merlin, se ele era um traidor, todas as operações que tínhamos na Bulgária estão correndo risco.
Dizendo isso Gui correu até onde Minerva confabulava com Kin e Tonks.
Ninguém notou a saída de Bellatrix, Sirius e Andie.

Vitor soltou uma gargalhada horrenda ao perceber a fuga dos membros da ordem da fênix.
Ele se concentrou em Hermione que ainda estava parada em frente a ele, com um brilho determinado no olhar.
- vê doce Hermione, como está no lado perdedor, fugiram com medo, de tolas criaturas.
Uma a uma os corpos restantes caíram sem vida novamente.
Hermione sorriu.
- é uma pena, Vitor, que além de ter perdido a alma, para a podridão em que está você não ganhou nada, ainda é o mesmo sem neurônios que eu conheci, mas sinto dizer que naquela época, pelo menos você tinha muitas outras qualidades, mas pelo visto até ela sele matou.
Vitor ergueu a varinha em direção ao peito de Hermione, porém ela não se abalou, já que a voz de Remus foi mais rápida do que a do pseudo Krum.
- avadra Kedrava.
O corpo de Vitor Krum caiu se misturando aos outros corpos ensangüentados.
Hermione olhou para o céu que ainda estava tingido de vermelho.
Remus se aproximou de Hermione.
- como você descobriu que ele era apenas um espectro? Quer dizer eu ainda esperava que o que Draco nos dissera fosse um equivoco.
Hermione olhou para seu antigo professor e Remus se assustou ao ver lágrimas rolando no olhar dela.
- quando eu olhei nos olhos dele, não havia nada, era apenas um ser sem vida, sem alma. Voldemort está mutilando a todos só pra se vingar, Remus nós precisamos acabar com isso. Eu também esperava que ainda houvesse algum vestígio de Vitor que eu pudesse salvas mais nada restava.
Eles ouviram um barulho baixo de choro e Hermione correu até o corpo de uma criança que se agarrou a ela soluçando, seus cortes estavam inflamados e ele parecia à beira de um colapso, minutos depois vários medi bruxos aparataram após Remus avisar que era seguro, Hermione caminhou até um deles dizendo baixinho para a criança que não devia ter mais de quatro anos de idade.
- não se preocupe, está vendo este senhor? – a menina olhou relutante para um dos medi bruxos e sorriu.
- é um anjo?
Hermione chorou e entregou a menina ao medi bruxo que acenou para ela aparatando em seguida levando a garota, Hermione apenas conseguiu ouvir antes deles sumirem a pequena garota dizendo.
- senhor anjo, meu nome é Lara, você sabe onde minha mamãe está?
Remus amparou e Hermione.
Assim que ela se acalmou os dois bruxos aparataram, porém não foi para a sede da ordem que eles foram.

“O senhor da Guerra não gosta de Criança, O senhor da Guerra não gosta de Criança.”
O senhor da Guerra_legião urbana

“Nas guerras não á esperança e dor maior do que uma criança sonhando e pedindo: Senhor venha me ajudar. E o Senhor vem?”

Fim do capitulo Cinqüenta e Um.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.

Capitulo 52 – O 1º Dia – Peças que se movem; Momentos que valem à vida inteira.

Hermione e Remus aparataram nas ruínas de Hogwarts.
- o que exatamente estamos fazendo aqui Hermione?
Remus não sabia o que Hermione queria vindo até aquele local.
- em breve entenderá Remus ainda não posso falar.
E seguiram em silencio até o local que Hermione esperava encontrar Draco.
Este estava parado ao lado de Moira em frente á sala precisa.
- pronta?
Draco olhava a prima, que estava com alguns machucados.
- estou.
Os dois deram cinco voltas juntos, murmurando palavras em um dialeto esquecido, segurando firmemente em suas mãos uma pedra escura da cor do âmbar, até surgir uma porta envelhecida de carvalho. Com o emblema do clã Black.
Quando os quatro entraram, ficaram boquiabertos.
Uma replica exata do gabinete do professor Dumbledore estava na frente deles.
Por um momento Hermione e Draco se olharam achando que haviam errado o feitiço invocatório, porém logo viram que haviam feitos tudo certo ao verem, o próprio professor adentrar a sala.
Remus Lupin se assustou, ao ver o amigo (morto), vivo na sua frente.
Ele também pareceu surpreso.
- A que eu devo a honra de tão inusitada visita.
Dumbledore os olhava por detrás dos seus óculos meia lua, parecendo divertido com a surpresa de Lupin e olhar serio de Moira. E analisando as figuras que ele jurava serem Hermione Granger e Draco Malfoy juntos.
- professor... – Hermione e Draco falaram juntos, o que fez Dumbledore aumentar o sorriso.
- eu sempre disse a Minerva, que um dia vocês seriam uma dupla perfeita.
Draco e Hermione coraram.
- perdão, deixe que eu ofereça m lugar para vocês sentarem.
Duas outras cadeiras surgirão e Moira e Remus sentaram, deixando as duas mais próximas para Draco e Hermione.
Hermione limpou a garganta e começou a explicar.
- professor, o senhor deve ter notado que usamos... - mais uma vez Hermione não precisou terminar.
- eu sei que a senhorita Granger e o senhor Malfoy usaram o antigo sortilégio dos Black, para conseguirem uma brecha no tempo, - Hermione e Draco se entreolharam boquiabertos. – devo acrescentar senhorita Granger, perdão senhorita Black, que no momento em que lhe vi pela primeira vez, e devo acrescentar que não faz muito tempo, já que apenas seis meses se passaram desde que a senhorita ingressou em Hogwarts para mim, eu tive certeza de que se tratava da filha de minha adorada Bellatrix, era claro como o luar em noite de lua cheia, o quanto vocês eram parecidas, mas temo dizer que tem muito do gênio do pai.
Neste momento Remus percebeu que Dumbledore estava alguns anos mais jovem do que ele se lembrava.
- obrigada.
Hermione corou de satisfação com o elogio.
- então podemos passar para o motivo. – Draco continuou.
- com certeza senhor Malfoy. – os bondosos olhos azuis de Dumbledore sorriam para o jovem sonserino.
- precisamos que o senhor, entregue a mim e a Hermione a pedra filosofal, para que possamos criar o elixir do selamento.
Dumbledore ficou serio olhando para aqueles dois jovens, que para ele ainda tinham onze anos e viviam brigando pelos corredores.
Ele resolveu confiar.
- por quanto tempo?
- apenas algumas horas, serão o bastante afinal devemos fazê-lo aqui mesmo. – explicou Hermione.
- o senhor não perguntará para que queremos o elixir? – Draco se surpreendeu.
- eu confio em vocês dois e creio que o meu amigo Remus jamais trairia minha confiança. Ele piscou para Lupin que ainda parecia não acreditar que havia viajo no tempo através de um sortilégio dos Black - porém a senhorita já deve saber que não pode ficar andando em outra época...
- eu sei professor não quero que meu eu de ontem fique louco.
Draco soltou um resmungo.
- mais do que já é você quis dizer.
Hermione lançou um olhar fulminante para Draco.
E dumbledore sorriu, algumas coisas ainda não haviam mudado.
- quem fará o elixir?
- eu, senhor Dumbledore. – Moira se levantou e sorriu para o diretor que demorou apenas um instante para reconhecê-la.
- devo dizer senhorita Moira, que é mais bela, do que eu esperava e faz jus a fama das mulheres de sua família de serem magníficas bruxas.
Remus acompanhou dumbledore e Moira, até o local onde esconderá a pedra filosofal.

Enquanto os três estavam ocupados em fazer o elixir Draco andava olhando os adereços que tinha no escritório do diretor.
- nunca antes havia tido oportunidade de olhar de pertos essas coisas.
Hermione olhou divertida para Draco.
- jura? Pensei que você vinha pra cá com freqüência?
Draco percebeu a ironia nas palavras de Hermione e começou a rir.
- sinceramente Hermione cada dia, mais você se parece com uma sonserina, anda com um humor bem sarcástico.
Hermione bufou e resolveu não responder.
Duas horas depois eles voltaram.
Moira mostrou a Hermione e frasco com um, liquido transparente.
- não deveria ser negra a cor do elixir?
Moira concordou com a cabeça.
- ela se torna escura conforme o tempo passa por isso normalmente o elixir é feito anos antes do seu uso. Quando retornarmos para o nosso tempo tomarei o cuidado para que ele sofra apenas o efeito do tempo, mais nenhum outro.
- gostaria que vocês quatro esperassem mais um segundo.
A voz de Dumbledore os fez retornaram suas atenções para ele, gostaria de reparar um erro formidável do mundo. Por favor, senhor Malfoy, senhorita Black e Remus poderiam ficar nesta ante-sala, por favor.
Moira entregou o elixir para Hermione estranhando as palavras de Dumbledore.
Assim que os três entraram nos aposentos pessoais de dumbledore.
Ele se voltou para Moira.
- apenas teremos que esperar um instante senhorita Moira.

Hermione olhava ao redor e parou diante de uma fotografia, o sorriso dela chamou a atenção de Draco que estava curioso sobre o assunto que Dumbledore podia ter com sua noiva.
Assim que ele chegou ao local em que Hermione estava soltou uma risada maliciosa.
- eu sempre soube que havia algo entre eles.
- bom agora nós temos a confirmação.
Os dois olhavam para uma grande foto onde um Dumbledore mais novo ora beijava a feliz noiva no dia de seu casamento, ora bailava com ela sorrindo um para o outro.
- a professora Minerva nunca me pareceu tão feliz e bonita quanto aqui.
Remus sorriu para os dois jovens que riam embevecidos para a fotografia.

Um barulho fez com que Moira olhasse para trás, porém seus olhos ficaram turvos de lágrimas ao notar quem entrava.
Severus Snape entrava silencioso na sala, até parar em frente a uma jovem bruxa de longos cabelos vermelho sangue.
Eles ficaram se olhando em silencio compreendendo o que sentiam.
- minha filha...
- pai...
Moira se sentiu fraca diante do que sentia, e deu um passo à frente como a pedir socorro e ele veio em forma de um forte abraço.
Severus sentia as lágrimas molharem seu rosto, e uma felicidade que ele jamais achou que um dia sentiria novamente.
Estava com a filha amada nos braços, e mesmo sabendo que ela estaria ainda uma criança de dez anos ele não se importou de abraçar esta jovem mulher, pois ele não sabia como, mas aquela era a sua filha, e somente isso importava.
Moira sentiu um calor, entrando em seu coração, fazendo moradia e destruindo barreiras, passará a vida tentando odiar aquele homem, mas agora ela só queria abraçá-lo pelo menos aquela vez, senti o amor de um pai.
Os dois ficaram por um tempo que acharam longo e curto ao mesmo tempo, apenas ali juntos sem dizerem nada.
Até Dumbledore falar.
- eu odeio ter que fazer isso, porém como ambos devem sentir infelizmente vocês tem que se separar.
Moira se afastou relutante do pai.
E Severus parou segurando a mão fina e delicada da filha.
- eu não sei, porque eu recebi este premio tão importante, mas eu agradeço. – Moira deu um sorriso. – saiba filha, que em nenhum dia desde que eu me vi longe de sua mãe, eu deixei de pensar em como eu a amo e como eu amo você. Você deve saber agora o quanto eu amo você e jamais deverá esquecer... Minha Moira.
Ele beijou a mão de moira e saiu tremulo em direção ao corredor.
Levando consigo durante todos os anos a benção de ter encontrado um dos motivos para ele lutar, poder dizer a ela o quanto ele a amava e quando sua vida foi pedida pela dela, ele sorriu para o outro motivo de sua luta, pois ele sabia que era amado pelas duas.
E somente isso importava para ele.
Já Moira tentou esconder as lágrimas quando viu Draco, mas não conseguiu.
- eu o vi, Draco. – Draco olhou para ela. – eu abracei meu pai, foi apenas um momento mais valeu minha vida inteira.
Hermione e Remus sorriram enquanto Draco a abraçava e Dumbledore deixava uma fina lágrima banhar seu rosto.
E foi com o desejo de que aqueles jovens fossem felizes que dumbledore ficou sentado, prometendo a si mesmo velar pelas vidas deles até eles poderem fazer isso. Já que aquela pequena grifinória que tinha problemas em fazer amigos, seria realmente como ele já esperava de vital importância nos tempos negros que ainda estavam por vir, e aquele sonserino que todos odiavam também o seria e do lado certo da guerra.


Bella, Sirius e Andie, usaram a lareira da biblioteca dos Black para se encontrarem com Narcisa, na nova Mansão Malfoy.
Esta estava sentada de olhos fechados quando as irmãs e o primo chegaram.
- Cissa? – Sirius estranhou a palidez anormal da prima. – está tudo bem?
Ela abriu os olhos e deu um falso sorriso.
- não creio que jamais estarei novamente bem, Sirius.
Bella se aproximou da mais frágil das irmãs, e a abraçou.
- não durará muito minha irmã.
Andie abraçou as irmãs.
- não temos muito tempo, ou sentiram nossa falta. – Bella disse assim que elas se afastaram.
- onde estão os materiais?
Sirius perguntou e logo depois dois elfos vieram trazendo dois baús lacrados. Logo depois ele observou o trabalhou minucioso das primas enquanto elas teciam uma capa coberta de encantamentos antigos.
Era quase meia noite quando elas acabaram, se fossem quaisquer outras bruxas talvez não conseguissem terminar o trabalho em tão pouco tempo, mas ali estava à trindade Black.
E um poderoso artefato, para garantir ainda mais o extermínio do mal, estava pronto e abençoado.
Sirius e Bella voltaram para a sede, e esperaram a volta de Hermione com noticias do outro movimento das pedras brancas.


Hermione retornou ao quarto dos pais um pouco antes da uma da manhã, estava abatida.
- demorou filha? – Bella a abraçou.
- passei no saint mungus antes de voltar, já que precisava de um álibi para a demora assim como Remus também, e por que eu queria saber como estava uma garotinha que encontrei nos destroços da batalha.
Hermione falou fracamente.
- deu tudo certo para vocês? – Hermione perguntou.
Sirius balançou a cabeça.
- quando estas três bruxas que você tem por família se reúnem sempre conseguem o que queriam, tinha que ver como eu e Régulos sofríamos nas mãos delas.
Sirius fez cara de cachorro carente e Hermione sorriu.
- sei, e ninguém fala o quanto nós sofríamos com vocês dois. – Bella se defendeu.
- acho que vocês se mereciam. Mas também conseguimos fazer nossa parte, a senhora tinha razão mãe, sobre eu e Draco, termos a força de abrir a brecha temporal juntos.
Bella sorriu orgulhosa e Sirius murmurou algo parecido com: “sei não estes dois muito unidos...”.
Que fez Hermione gargalhar.
- pai, mãe tenho que contar algo para vocês.
Hermione começou e Bella não agüentou.
- tem a ver com essa aliança que esta no seu dedo?
Sirius rapidamente se levantou e acabou dando um gemido de dor, já que suas feridas haviam piorado um pouco.
- que historia é essa de aliança?
- bom! – ela mostrou o anel. - Carlinhos me pediu em casamento!
O sorriso radiante de Hermione fez com que Sirius ficasse feliz.
Bella a abraçou,
- eu sabia que vocês dois iam ficar juntos, estou tão feliz por você princesa.
- eu também. – Sirius disse fazendo cara de solitário já que não podia se mexer graças às novas bandagens que Bella havia feito, as duas foram e se deitaram ao lado dele o abraçando.
- vocês não sabem o quanto eu desejei isso, estar feliz, com meus pais, e estar amando.
Sirius deu outro resmungo parecido com: “ai eu vou ter uma conversinha sobre como ele deve ser comportar com minha princesa urgente, ou não me chamo Sirius Black.”.
Os três ficaram juntos um pouco até Hermione dar um beijo de boa noite e se retirar.
Indo se encontrar com Carlinhos que ainda estava acordado junto a Tonks e Gui, que estava coberto de bandagens.
- por Merlin você está tão ferido assim? – Hermione perguntou cética duvidando disso.
Gui rio contrariado e Carlinhos comentou rindo.
- acho que Tonks precisa rever suas habilidades de curandeira.
Tonks que estava quieta não agüentou e começou a rir.
- rever? Eu tenho é que aprender elas isso sim.
Hermione começou a refazer os curativos de Gui, que voltou a poder se movimentar.
- tudo deu certo hoje, para os preparativos do selamento, só temos que esperar o momento certo.
Hermione falou depois de um temo indo se sentar ao lado de Carlinhos que lhe abraçou protetoramente.
Depois de um tempo juntos Gui e Tonks pediram licença e foram dormir, Hermione sorriu maliciosa para Carlinhos.
- acho que eles resolveram não perder tempo e se entregarem a paixão.
Carlinhos levantou a sobrancelha desconfiado, e ficou pensativo.
- você quer dizer que? Os dois?
Ele ainda olhava para o corredor que dava para os quartos.
- mas é claro. Só ouvi um barulho de uma porta se fechando. – Hermione frisou bem o uma porta. – e ontem eles também estavam aqui juntos, e sem falar que ela é completamente apaixonada por ele há um bom tempo.
- é acho que você tem andado muito com o Draco.
Hermione olhou para ele curiosa.
- este comentário malicioso é típico de um sonserino.
Ambos riram.
- mas sabe eles estão certos meu amor, com está guerra nós não sabemos o dia de amanhã, então temos que aproveitar enquanto podemos fiar juntos.
Depois de dizer isso Carlinhos pegou Hermione no colo e parando em frente à lareira jogou um pó azul e foram para o pequeno pedaço do paraíso que ele fizera somente para ela.


Bella e Sirius se entregaram ao momento único e se beijaram com amor e volúpia desejando poderem para o tempo e ficarem para sempre unidos.
Sirius deu um gemido de dor e Bella se afastou um pouco.
- sabe Sirius se você ficar quieto hoje, amanhã já não terá que usar estes curativos todo e somente bastará tomar as poções, então vamos dormir.
Sirius olhou com desejo a mulher que também o olhava desejosa.
Ele suspirou.
- mais uma noite... Salva pelo gongo minha amada. – ele piscou sedutoramente.
- já lhe disse, caro almofadinhas, que é você que está sendo salvo! – ela o beijou calidamente no pescoço o fazendo suspirar novamente.
- tem certeza que é assim que pretende me fazer dormir?
Sirius a olhava.
E bella riu.
Um tempo depois a muito custo os dois conseguiram dormir.
Era até uma pena Sirius dizia ele está todo machucado quando ele realmente queria era amar sua amada mulher como há muitos anos sonhará.


Harry andava inquieto no quarto, enquanto Rony ficava deitado olhando para o teto.
Gina e Luna entraram seguidas logo depois por Lilá e por Fred e Jorge.
Jorge entregou uma caixa a Harry que ficou por um tempo a olhando em silencio.
Rony se levantou e também olhou para a caixa.
- tem certeza que vocês conseguiram fazer isso direito? – Rony perguntou para os irmãos.
- não somos você Ronyquinho. Pode confiar Harry, fizemos exatamente como Hermione nos ensinou uma vez, esta chave de portal nos levará para Hogwarts.
Harry olhou novamente para as seis chaves que os gêmeos encantaram como chaves de portal.
- certo, eu ficarei com uma, Rony com outra, uma ficará com Gina, uma pra você Neville e outra pra um de vocês. – ele disse entregando a quinta para Fred. – Rony, irá com Lilá, Neville levará Luna, ma se algo acontecer – ele se virou para Luna e Lilá, vocês devem ir até um de nos na hora para irem juntos.
Todos concordaram com a cabeça.
- o que fará com a sexta Harry? – Gina olhava para a ultima chave de portal.
Harry não respondeu à namorada.
- ainda não tenho certeza. – ele falou depois de um longo tempo.
Fred passou as mãos pelos longos cabelos ruivos e olhou para Jorge que também parecia inquieto.
- tem certeza que esse é o melhor plano Harry? – os gêmeos falaram à pergunta que todos ainda tinham.
- não sei se é o melhor, porém é o único que temos. Usaremos a chave de portal para atrair a senhora Snape, e lá usaremos a poção para terminar de uma vez por todas com a imortalidade que Voldemort tanto se gaba.
Já era noite e todos estavam cansados e com a memória ainda viva das terríveis cenas que presenciaram à tarde.
Durante muitos anos muitos daqueles bruxos ainda se lembrariam com temor da cantiga das trevas, e dos gritos e do sangue nos rostos sem vida.
E ainda era apenas o primeiro dia.

“Nada mudará o meu amor por você
E deve saber agora o quanto eu amo você,
Somente você ocupará minha vida vazia, pois
Nada mudará meu amor por você”.
Severus Snape Para Serene Snape.
Fim do capitulo Cinqüenta e Dois.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.

Capitulo 53 – O 2º - O movimento das Peças Negras.

Tom Ridlle estava deitado, em sua cama, coberto com finos lençóis de seda negra, porém nada naquela cena poderia ser considerado, romântico ou sensual, seus olhos estavam presos em algum ponto misterioso e negro do teto de seu quarto e sua face estava imóvel, em um tom extremamente pálido.
Ele não piscava e nem sequer demonstrava que algo se passava em sua mente, era como se estivesse morto.
Um pouco antes do amanhecer seus olhos piscaram várias vezes, e ele ergueu seu corpo com dificuldade.
Uma gargalhada insana preencheu o ar do quarto e ressoou em todos os cômodos da mansão Ridlle.
Passado alguns minutos depois Lorde Voldemort, andou calmamente em direção ao banheiro, cantarolando uma antiga canção, seu humor estava tão diferente da frieza habitual que se alguém o visse não o reconheceria, seus olhos mostravam uma absoluta felicidade. Uma felicidade mórbida, e inquieta. Ele encheu a enorme banheira de mármore e tomou um longo banho.
Saiu com um arremedo de sorriso, que o deixava estranhamente diferente. Colocou um longo robe de seda e parou em frente ao espelho. Com um toque a face que o espelho refletia deixou de ser a face ofídica de Tom para se transformar na bela e suave face de Gina Weasley.
- mestre... – a ruiva o olhava com uma curiosidade, estampada em seu rosto. – vejo que está de ótimo humor.
- tenho meus motivos, e creio que você me trará mais noticias boas.
Voldemort tentou um sorriso.
- sim, Milord. – ela olhou em volta. – Harry Potter, está agindo como o senhor esperava, ele pretende eliminar a senhora Serene, em breve.
- me diga, querida – a voz de Tom se tornou um pouco mais suave. – quais os planos exatos que o pretenso herói fez, para matar minha filha?
Gina piscou os olhos e balançou a cabeça lentamente.
- ele pretende atrair a senhora Serene para uma armadilha em hogwarts, assim que encontrarmos a senhora Serene, ele pretende leva-la, para lá usando uma chave de portal, ele conseguiu convencer aos “meus irmãos” – ela frisou com um tom diferente as palavras meus irmãos. - Fred, Jorge e Rony a participar do plano, e conta com a ajuda de Lilá Brown, Luna e Neville Logbottom.
- como exatamente ele pensa que vai matar minha filha, digo, ele se acha bom o suficiente para conseguir sair vivo de uma batalha com ela?
O tom de ironia de Voldemort fez com que Gina risse e passasse as mãos pelos cabelos.
- claro que não, ele tem algo que Dumbledore deu a ele, algum tipo de poção. Ele nem sabe ao certo do que se trata ou nunca quis me falar.
- e Hermione, ela sabe sobre esse estúpido plano?
- não, algo aconteceu desde que Sirius foi resgatado, Hermione anda cheia de segredos e passa quase que todo o tempo ao lado, dos pais, e pelo fato de Snape ser padrinho dela eles acham que ela não faria nada contra a esposa dele.
- e o que você acha? – Tom Ridlle perguntou apesar de não parecer realmente interessado na opinião dela.
- Hermione, está envolvida em planos diferentes do da ordem da fênix, e não confia mais nos amigos, ou quer poupá-los, ela não dirige mais o olhar para mim; e com o ataque de Vitor creio, que ela desconfia de mim.
- por quê? – a voz de Voldemort não estava mais suave.
- acho que ela suspeitava que houvesse algo entre mim, e Victor, quer dizer entre Gina Weasley e Krum.
- você tem poucas soluções e muitas suposições, está me decepcionando...
A ruiva ficou mais pálida e gaguejou.
- perdão Milord, me dê mais tempo.
- você me tem saído uma perda de tempo, primeiro, conseguiu perder nossa fonte de informação.
- perdão milord, mas não tive culpa.
A bruxa se contorceu ao sentir uma fortíssima dor percorrer seu corpo.
- quem pensa que é garota estúpida! – ele a repreendeu, por discordar dele de forma tão abusiva. - você não sabe de nada, deu muito trabalho para mim, raptar a garota do Potter, para que você me trouxesse mais informações, agora não faça eu me arrepender de não tê-la matado.
- não se preocupe, farei o possível, para não decepciona-lo novamente Milord, descobrirei totalmente os planos de Potter só me dê mais um dia, desde que vim para cá como a Gina, não tive tempo de falar com ele a sós.
- me faça o favor, não continue a se lamuriar e se você não tem capacidade de enganar este tolo, mesmo usando o corpo da namorada dele, me avise que mandarei alguém mais capacitado.
Voldemort pegou um pequeno frasco e enviou a garota pelo espelho.
- tome, antes que alguém veja este cabelo loiro, e não se esqueça mais um dia, é este o seu prazo para me trazer o que eu quero.
A face do espelho mostrou novamente a face real, e a bruxa pode ser ver novamente, ela deu um sorriso antes de beber a poção.
- mais um dia sendo está ruiva idiota e eu mesma acabarei me matando.
Foi quando Harry Potter entrou no quarto da namorada.


Voldemort sentou-se em frente à neta, que olhava concentrada o tabuleiro.
- o que lhe preocupa, querida.
Moira olhou para aquele, que sempre lhe tratará com aquele carinho tão estranho aos outros e pode entender perfeitamente porque a mãe, não se afastará dele, quando ainda tinha tempo, era algo formidável ser o alvo do amor dele. Ela era uma das poucas pessoas que talvez já tivesse visto este lado de voldemort, e antes de conhecê-lo pessoalmente jamais entenderá o que sua mãe havia lhe dito, que era muito fácil odiá-lo, porém se ele quisesse também era fácil ama-lo, e mesmo agora quando toda a maldade dele, havia se mostrado e que ela tinha o coração despedaçado pelo o que ele fizera com o próprio pai, ainda era difícil não sentir algo, por ele quando ele a chamava de querida ou de princesa.
- não é nada demais vovô. – ela sorriu sinceramente ao vê-lo desgostoso ao ouvi-la chama-lo de vovô. – é que estamos diante dos movimentos mais importantes de nossas vidas e mesmo assim eu ainda não me sinto completamente feliz.
- o que falta, minha Moira, me diga eu lhe darei, assim como sempre fiz o que pude pela felicidade de sua mãe, sabe que pode me pedir o que quiser.
Ela o olhou por um momento antes de responder.
- não se preocupe, Tom, assim que está batalha terminar, eu terei o que me falta.
Ele a viu se levantar e sair silenciosamente, porém antes de sumir das vistas de Voldemort ela olhou para trás e pode ver o Tom, analisando a tabuleiro friamente.
- se precisar sabe onde me encontrar, estarei com Draco.
Ela aparatou o deixando sozinho.
Ele se levantou e aparatou também.

Tom Ridlle andou calmamente em direção a entrada da mansão Snape.
Os elfos o olharam assustados.
- o que ainda fazem aqui seres ignorantes vão chamar a sua Senhora.
Em pouco tempo ele pode ver a filha descendo a longa escadaria.
- tenho que dizer, princesa, que estes elfos ficaram imprestáveis desde que você se retirou daqui. – ele usava um tom pretensamente casual, mas seus olhos estavam frios e perversos.
- sinto que não foi para falar da educação de meus serviçais que veio até aqui meu pai.
Serene estava o olhando impaciente. – afinal, isso nunca foi algo que incomodou.
- é verdade querida. – ao ouvir o, “querida” Serene fechou os olhos lutando intensamente para não fazer ou dizer algo contra o pai, ainda não era a hora.
- então me diga, pai o lhe trouxesse até aqui. – dizendo isso fez um gesto convidando para se sentar ao lado dela no enorme sofá que havia na sala estar da mansão.
- hoje acaba o prazo para Draco me trazer a filha de Bella, quero que me prepare as poções que estão aqui. – ele deu um pergaminho para a filha. – e se possível antes da dez horas da noite.
Dizendo isso ele se levantou, e começou a andar em direção a saída da mansão. Parou um pouco antes da porta e voltou a olhar para a filha.
Serene sentiu seu coração apertar ao encontrar aquele olhar que desde que era uma criança não via nos olhos do pai.
- tente não fazer nada estúpido, princesa.
- como o que, pai? – Serene perguntou sem nem se dar conta.
- como morrer.
Ele aparatou em seguida.

Serene foi em direção ao laboratório e escreveu uma mensagem logo depois queimando o pergaminho na lareira.
Serene olhou para a lista sentindo um crescente pavor, se algo desse errado está noite era bem provável que Hermione corresse um sério risco de vida.


Hermione acordou e desceu as escadas deixando Carlinhos ainda adormecido, foi quando encontrou Draco sentado no sofá folheando uma revista.
- estava me perguntando quando você desceria. – ela a olhou irritado.
- eu não sabia que estava aqui, porque não me chamou?
Hermione ainda estava com sono e queria evitar uma briga.
- sinceramente, você acha que eu vou correr o risco de te encontrar em atitudes suspeitas com o cabeça de fósforo?
Hermione revirou os olhos.
- qual a emergência agora, só tínhamos planos para a tarde. – Hermione perguntou preocupada.
E a cara de Draco a deixou mais preocupada ainda.
- acho que teremos alguns problemas pela frente, Moira disse que Voldemort tem algum trunfo na manga, e um refém nas masmorras, que desconhecemos.
- quando ela soube disso? – Hermione sentou ao lado dele sentindo seu estomago revirar.
- hoje de manha bem cedo ela esteve no covil, e conseguiu captar isso na mente dele, infelizmente ela não pode confirmar, pois não podemos nos arriscar, agora que estamos tão próximos do nosso objetivo, tente descobrir se alguém da ordem sumiu ou há algo de estranho por lá. Entrarei em contato com você a tarde no local já estipulado. – Draco se levantou e olhou para a prima. - gostaria de ter outra solução, mas não podemos evitar.
Hermione concordou com a cabeça, e o viu sumir nas chamas da lareira.

Hermione e Carlinhos entraram na biblioteca da ordem e encontraram a senhora Weasley conversando com Gina e Lilá.
- a queridos estava pensando em vocês neste exato momento – Molly abraçou Carlinhos. – vocês, Tonks e Gui andam sumidos e estou preocupada com você querida. – abraçou Hermione e passou as mãos pelos cabelos dela, dizendo anda tão abatida.
- eu estou bem Molly, é que com estes ataques o esquadrão de pesquisas está com trabalho dobrado, temos que achar quais ações foram comprometidas por Krum e muitas outras decisões, vamos conversar tudo hoje à noite na reunião da ordem.
- mas vocês devem descansar um pouco você, está muito magra querida, - ela abraçou Hermione e olhou para o filho com carinho. – você também me parece magro, mas está com uma cara muito feliz filho tem alguma novidade?
Carlinhos corou e Hermione abaixou a cabeça.
Ela olhou de um para o outro e de repente fez uma cara de quem entenderá e solta um grito de felicidade os puxando para um forte abraço.
- não acredito que vocês dois se acertaram, Por Merlin, bem que Bella disse que isso não ia demorar. - Molly tinha lágrimas nos olhos e os dois estavam mais vermelhos que os famosos cabelos do clã. – não sabem quanto eu pedi a Morgana, para que vocês vissem o amor mais lindo que eu já vi...
- isso é verdade Molly, eles pertencem um ao outro, não é Sirius? – Bella falou enquanto Sirius chegava logo após ela.
- isso merece uma comemoração, o clã Black e o clã Weasley finalmente juntos.
Hermione e Carlinhos se olharam sentindo o coração batendo fortemente e seus lábios se abriram em um sorriso que precedeu o beijo.
Lilá e Gina ficaram olhando para o casal com caras de abobadas, e no mesmo instante gina saiu da biblioteca.
Hermione e Carlinhos se separam e viram os olhares dos pais, com um brilho estupendo (bom o olhar de Sirius continha além da felicidade um que de aviso, mas Carlinhos compreendeu.).
Molly falou sorridente.
- este é o dia mais feliz da minha vida, e respostas as minhas preces.
Os amigos ficaram rindo, sem saber que longe dali, Voldemort também ria.

Tom Ridlle estava sentado em seu trono, na mansão Ridlle, olhando um antigo retrato, neste retrato havia três bruxos, um homem, uma mulher e um bebê.
Ele chamou um dos comensais da morte que o serviam tocando a marca negra no braço dele, segundos depois viu surgir Moira e Draco.
Mandou com um olhar o outro servo embora e ficou olhando para a neta. Para depois se concentrar naquele bruxo que ela havia escolhido.
- espero que tenha boas noticias Draco. – a voz dele queria parecer normal, mas Draco captou a essência de falsidade nela.
- sim Milord, trarei Hermione está noite, já está tudo pronto como o senhor ordenou.
Voldemort se levantou e fez um sinal para que Draco fosse embora.
Assim que ele aparatou olhou para Moira que estava silenciosa.
- um galeão por seus pensamentos, Moira...
Moira ergueu o olhar em direção ao avô.
- não irá se interessar por ele, Tom, precisa de algo? – ela falou sorrindo.
- sinceramente? – ele tocou a face branca de Moira. – quero que você de uma pequena festa com seus dementadores em Londres, quero que você mostre sua linhagem, com grande entusiasmo está noite, pode fazer isso por mim, minha doce Moira?
- se é de sua vontade, com prazer Tom...
-por favor, eu estou ansioso para vê-la em ação, anjo... – a insanidade perversa brilhava nos olhos de Voldemort.
Moira se virou para sair, porém antes parou e voltou a olhar Voldemort.
- Tom, posso te fazer uma pergunta?
Voldemort que agora olhava com atenção o tabuleiro, voltou sua atenção para Moira.
- claro.
- porque tanto interesse em Hermione? Duvido que seja apenas por ela ser a filha da traidora.
- realmente, o fato dela ser filha de Bella, não a torna interessante para mim, eu tenho planos para ela.
- o que faremos agora com a morte estúpida de Krum?
- ele era apenas um fantoche, para algo maior Moira, não se preocupe com isso, apenas faça o que sabe fazer, e deixe esses detalhes comigo.
Moira aparatou.
Voldemort se sentou em frente ao tabuleiro e mexeu em algumas peças, sorrindo vitorioso. Todas as peças andavam lentamente para o caminho que ele estipulara.
Voldemort chamou Greyback.
O lobisomem aparatou em seguida.
- Greyback, você mais uma vez se mostrou um aliado valoroso, por isso meu amigo – a palavra “amigo” soou de forma estranha na voz de voldemort. – tenho um presente para você.
Ele se levantou em caminhou em direção as masmorras do castelo.
Assim que chegaram em frente a uma porta onde três elfos domésticos faziam guarda ouviram um choro angustiado.
Tom ridlle abriu a porta e deu uma gargalhada ao ver o corpo estirado no chão úmido e sujo.
- Fenrir, a weasley é sua, e como sei que ainda não perdoou o idiota do Potter por ter matado seu filho Thor, vou lhe dizer que ela também espera um filho dele.
Voldemort quase não conseguiu conter sua felicidade ao ver o brilho demente nos olhos de Fenrir, que se aproximava da garota que chorava agora mais forte.
Fenrir a pegou no colo e olhou para Voldemort, se ajoelhando permitindo que o brilho insano de seus olhos tomasse sua voz.
- nunca esquecerei o que fez por mim, mestre.
Logo depois ele aparatou levando Gina Weasley com ele.
Voldemort voltou para seus aposentos e sorrindo encheu uma taça de vinho.
- é sua vez Bella.
E gargalhou sentindo antecipadamente o sabor das mortes, do adorável tom de vermelho que seria ainda espalhado a seu bel prazer.

“Vingança é melhor quando o sangue ainda está quente.”

Fim do capitulo cinqüenta e três.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.
Capitulo 54 – O 2º dia – o desejo de Voldemort.

Não passavam das quatro horas da tarde e Hermione andava em círculos no quartos dos pais.
Sirius que graças às poções já se sentia muito melhor, olhava pela janela inquieto enquanto Bellatrix estava deitada de olhos fechados.
Foi Sirius que quebrou o silencio inquieto do quarto.
- não concordo com este plano, Hermione, e não estou disposto a arriscar sua vida.
Bella abriu os olhos e os olhos, porém logo voltou a fechar os olhos.
- estamos em uma guerra, sirius não podemos nos dar ao luxo de pensar com egoísmo, acha que estou contente em ter que ficar nas mãos daquele crápula? Porém sabemos muito bem que se Draco, não me entregar a ele, o disfarce dele irá cair, como provavelmente todo nosso plano será aniquilado.
Sirius passou as mãos pelos cabelos longos inconformado.
- ele pode muito bem dizer que não conseguiu te capturar afinal, há quase três anos Voldemort tenta lhe capturar ou lhe matar e você sempre conseguiu escapar.
- mas nunca foi Draco o incumbido dessa missão. Não podemos arriscar. E, além disso, tenho o amuleto que minha mãe me deu, não podemos vacilar em nossa esperança agora.
- concordo com ela. – Bellatrix falou pela primeira vez em horas. – temos que seguir o plano original, mesmo que isso signifique que nos trará dor. Draco prometeu que ia fazer o possível para lhe proteger filha, é só esperar, - ela suspirou e tocou a varinha com cuidado. - que horas vocês marcaram de se encontrarem?
- hoje às sete horas da noite.
Sirius bateu na parede com força se sentindo impotente.
- se ele lhe machucar a palavra dor ganhará um novo significado para ele ou não me chamo Sirius Black.

Minutos depois Harry bateu na porta do quarto, e entrou.
- oi Harry. – Hermione e Sirius falaram juntos, Sirius foi até o afilhado e o abraçou.
- que cara é essa Harry? – Hermione perguntou ao notar a palidez de Harry.
- eu gostaria de perguntar algo a você Hermione? Pode vir aqui fora um minuto?
Os dois saíram do quarto e ficaram parados um olhando pro outro no corredor.
- pode perguntar – Hermione olhou nos olhos do amigo que parecia ter ficado sem graça.
- é verdade, que você está noiva de Carlinhos?
Hermione sentiu sua face corar.
- é verdade, Harry, eu estou apaixonada por Carlinhos.
Harry ficou em silencio por uns instantes e logo depois abraçou a amiga.
- estou muito feliz por você Hermione, só espero que ele nunca te faça sofrer, ou ele terá que me enfrentar.
- e a mim, também. – a voz de Rony surgiu divertida atrás dos amigos. – mesmo ele sendo meu irmão se ele magoar minha melhor amiga acabo com a raça ruiva dele.
Os três amigos caíram na gargalhada.
Após recuperarem o fôlego Rony falou ainda sorridente.
- nossa! Faz muito tempo, que a gente simplesmente não ria assim.
- é verdade, mas em breve só teremos motivos para rir Rony, essa guerra vai acabar. – Hermione falou olhando os dois.
- como você tem tanta certeza Mione? – Harry a olhava curioso.
- não é certeza Harry, é esperança. – ela sorriu docemente para os amigos, desejando poder contar a eles a origem da esperança que crescia forte dentro do seu coração.
Foi quando Gina surgiu sorridente no corredor.
- estava te procurando Harry. – ela o beijou carinhosamente e depois se irou para o irmão. – e Lilá também está te procurando Rony.
Os dois amigos saíram deixando Hermione sozinha no corredor, aproveitando a solidão Hermione foi em direção à biblioteca da ordem, encontrando Remus lendo absorto um texto em ideogramas.
Ele não notou a chegada de Hermione e está simplesmente se sentou silenciosa em uma poltrona fechando os olhos.
Após um tempo Hermione foi desperta de seu devaneio pela voz de Remus.
- está preparada Hermione? Está com medo? – ele tinha uma voz bondosa e seu semblante parecia dividir a tristeza e o temor com Hermione.
- estou, com muito medo Remus, mas não somente por mim, mas, por todos, pois se algo der errado, tudo pelo que estamos sonhando pode cair por terra, tudo vai depender destes malditos cinco dias ainda restante.
- eu sei, às vezes ainda duvido que tudo esteja correndo como nós queremos.
Hermione olhou para Remus.
- o que você quer dizer com isso?
- Moira e Draco podem serem muito inteligentes, mas voldemort também o é, ele está estranhamente quieto estes dias, até mesmo os ataques que depois de ontem estão acontecendo espalhados pela Inglaterra e outros lugares onde os comensais estão agindo livremente me parecem apenas uma distração.
- eu também tenho pensado nisso, ele não tem se mostrado pessoalmente, porém ainda é apenas o segundo dia, ele deu sete dias para os intentos dele, só acho que devemos redobrar a vigilância em Harry, já que é o Harry o principal alvo, ele sabe que se conseguir destruir o Harry muitas pessoas perderão a fé na batalha, já que ele é visto como prometido messias.
Remus se levantou e foi em direção à porta, parando momentos antes.
- aconteça o que acontecer Hermione tome muito cuidado, sua vida é muito valiosa, para nós que te amamos.
Hermione sorriu e ficou sozinha na biblioteca esperando o tremor do medo desta noite passar. Momentos antes, de partir ela ouviu um barulho e viu Carlinhos surgir, seguido de Sirius e Bella.
Eles ficaram se olhando em silencio e Hermione sumiu nas cinzas da lareira, indo se encontrar com Draco.

Hermione surgiu na antiga sala comunal da grifinória e saiu lentamente com a varinha em punho em direção ao local que Draco havia marcado, relembrando mentalmente cada passo combinado e ação que deveria fazer.
Era a chegada a hora em que dariam o que Voldemort desejava.
Ela tremia a cada passo que dava no castelo destruído, as sombras a deixavam assustada.
Ela parou em frente aos destroços do salão principal, e pode ver a silhueta sombria de Draco Malfoy.
Este estava a olhando com os olhos cinzentos frios e calculistas.
- pensei que não virias, Granger. – o tom de deboche de Draco fez Hermione estranhar, mas um segundo depois ela compreendeu que não estavam sozinhos.
- não tenho medo de você Malfoy, aliais nunca tive agora não me faça perder meu tempo com você e diga o que quer.
- está muito agressiva, priminha, como lhe disse no recado tenho um assunto de família a tratar com você.
- ah, não me diga que resolveu agora perceber que é um bastardo sem futuro e um psedo capacho daquele que intitula de mestre? Porque se for isso minha proposta ainda está de pé Draco. – a voz de Hermione passou pela raiva terminando com um toque de esperança.
- ah, tenho que confessar que às vezes sinto falta desse seu humor Granger. Só que hoje, serei eu a lhe fazer e apenas hoje uma proposta.
- estou escutando – Hermione fingiu um interesse genuíno.
Hermione por um momento reconheceu o brilho de divertimento nos olhos de Draco e teve que confessar para si mesma que todo o medo que sentira dera lugar para uma adrenalina.
- se você tem algo para me falar Malfoy diga logo. Você...
Draco a interrompeu.
- é simples sangue ruim meu mestre tem planos para você, e por isso eu estou aqui.
Draco fez um gesto e cerca de dez bruxos encapuzados saíram das sombras.
Hermione segurou a varinha com força e se preparou para atacar quando eles vieram para cima, quando vários comensais já estavam deitados inconscientes no chão Draco conseguiu imobilizar Hermione que se debatia desesperadamente nos braços de Draco.
- eu sempre soube que você jogava sujo, mas isso é covardia Draco, me solte.
Hermione gritava desesperada.
E Draco a estuporou.
Draco segurou-a no colo enquanto olhava cerca de sete comensais desacordados.
Virou-se para os outros três que ainda resistiam e com um estalo aparatou os deixando nas ruínas.
Logo depois duas pessoas se destacaram das sombras.
Moira e Fenrir Greyback olharam os comensais que se ajoelharam em sinal de respeito aos dois comensais.
- eu disse que era uma perda de tempo vir até aqui Fenrir, Draco conseguiu cuidar da Granger como já era o esperado.
- confesso que esperava que ela não caísse tão fácil na armadilha de Draco, mas ele tinha razão ela ainda tinha esperanças de convertê-lo em um cordeiro, pena que nunca contarão a ela que um lobo só usa a pele de cordeiro para se esquentar e passado o frio, ele volta a ser um lobo.
Fenrir fez uma mesura para Moira.
- sinto deixa-la a sós pequena mas tenho algumas coisas a fazer e ainda terei que ver o Lord, vai comigo?
- não Fenrir, eu tenho uma festa para organizar.
Assim que Greyback aparatou Moira olhou para os comensais que ainda a olhava, com um gesto de Moira, vários dementadores surgiram e quando ela saiu, muitos dos comensais já não estavam mais vivos.

Greyback entrou na sala em que voldemort olhava o tabuleiro.
- milord...
- diga-me ele conseguiu? – voldemort não tirou os olhos do tabuleiro.
- sim, milord, ela confiou nele, achando que talvez ele ainda tivesse algo de bom que ela pudesse salvar, me lembra muito o pai dela, que sempre que se deparava com... – Greyback parou de falar. – Perdão Milord.
- pode ir, mas antes me diga outra coisa, o que Moira fez enquanto Draco cuidava do que eu mandei. – ele parecia ter ignorado o final da frase de Greyback.
- confesso milord que talvez, a pequena tenha ficado com um pouco de ciúmes.
Greyback ficou parado em silencio esperando alguma ordem direta de Voldemort, mas está não veio pelo contrario, ele se virou e saiu da sala.
Fenrir aparatou no refugio dele naquele momento.

Voldemort se levantou e andou em silencio por um longo corredor, que dava várias curvas.
Parou de frente de uma porta grande de madeira muito bonita com vários desenhos gravados, muitos deles símbolos da sonserina e da família do nobre Salazar.
Ele abriu a porta com cuidado e andou em direção da grande cama, que havia no recinto.
Olhou com muita atenção a jovem desmaiada que jazia imóvel na cama.
Ele nunca vira Hermione tão bonita.
As mãos longas e pálidas de Tom foram em direção ao rosto de Hermione que sentindo o frio pegajoso acabou despertando assustada.
Seus olhos encontraram o Tom Riddle e um frio percorreu sua alma, tentou se mover, porém foi em vão, só fez com Voldemort exprimisse um sorriso bestial.
Hermione tentou gritar quando a mão dele tocou seu rosto novamente, só que sua voz não saiu mais forte do que um sussurro.
- não adianta tentar lutar, cara Hermione, todos os seus esforços serão em vão. Estas em meu domínio.
Ele tinha um brilho no olhar de divertimento enquanto nos dela era de puro terror.
Ela o viu se afastar e pode respirar de novo.
Voldemort se sentou em frente à cama em que Hermione estava e fechou os olhos.
Hermione olhava desesperada em volta, e nada além de um quarto elegante e escuro pode ver.
Aos poucos sentiu que seus movimentos voltam lentamente assim como sua voz.
Mas também uma dor aguda e ininterrupta, devastava todo seu corpo.
Tentou olhar para a janela tentando inutilmente saber quantas horas passara desacordada, só que tudo era escuridão. Quando sentiu que poderia se mexer novamente Hermione tentou sair da cama, porém uma nova onda de dor lhe atingiu.
Seu grito fez com que Voldemort abrisse os olhos e eles estavam brilhando.
- espero que não esteja pensando em nos abandonar Hermione, nem podemos ainda conversar.
O “conversar” estava carregado de ódio e maldade que ar ficou tangível.
- me solte seu... – mas Hermione foi tomada por outra onda de dor.
Tom Riddle, se levantou indo em direção ao corpo de Hermione, tocou novamente a pele fresca e lisa de Hermione respirando fundo como que para sentir a fragrância dela.
- sabe qual é os eu cheiro Hermione? – ele falava milímetros de distancia de Hermione a deixando sentir à proximidade de ambos os corpos.
- não. – Hermione disse firme, não deixaria que ele lhe amedrontasse. – e não quero saber.
- você não quer saber algo? Duvido. – ele sorriu. – você tem cheiro de rosas, não qualquer rosa, deixo claro, mas daquelas incrivelmente vermelhas e de cultivo raro, sua pele e macia e suave, cheirosa e convidativa... – ele passeava a língua pele rosto de Hermione que imóvel deixava uma lagrima banhar seu rosto. – tenho que dizer que a outras milhares de fragrâncias em você, como por exemplo, neste exato momento a medo e raiva... – ele suspirou fundo novamente. – delicioso.
Hermione sentiu um enjôo lhe dominar e respirou fundo quando o viu se afastar.
Havia um alivio tão grande em Hermione quando os olhos de Voldemort caíram sobre ela que ele sorriu.
- não tema minha
Hermione, não farei nada que você não queira e peça...
Hermione foi tomada por tamanho ódio que mal pode reconhecer as palavras que jogou sobre ele.
- acha realmente que um dia, eu me curvarei para você? – as palavras saíram carregadas de desprezo. – que me tocara com meu consentimento? Pois nem em seus sonhos isso ocorrera prefiro mil anos de torturas a lhe deixar me tocar.
As palavras não ofenderam nem o deixaram Voldemort irritado muito pelo contrario, um brilho de prazer dominou o olhar frio dele.
- você pode dizer isso agora, porém eu lhe escolhi...
A mente de Hermione fervilhava diante da frase estranha do inimigo.
“Ele lhe escolheu?”
- o quer dizer com isso? – a voz de Hermione não saiu forte como ela queria.
- e breve saberá. E neste momento você me desejará assim como lhe desejo, Hermione Black. – Ele lhe deu as costas. – Voltarei em breve, antes tenho alguns peões para tirar do tabuleiro.
Voldemort saiu do quarto deixando Hermione aprisionada. Com um terrível medo corroendo sua coragem.
Cerca de uma hora depois
Hermione sentiu que seu corpo voltava a lhe responder.
Lentamente e ignorando a dor, Hermione se levantou explorando o quarto avidamente, em busca de uma forma para fugir.
Com um único pensamento.
Qualquer que seja o desejo de Voldemort, eu preciso sair daqui. Após meia hora tentando inutilmente abrir as janelas ou a porta Hermione caiu já sem forças.
Um grito de desespero saiu de sua garganta, ao relembrar o ultimo brilho que virá nos olhos de Voldemort.
Ele a olhava com amor.
Um amor doentio, porém um amor.
Um desejo desenfreado.
Ela sentiu uma tontura novamente e implorou para que Draco conseguisse lhe salvar antes que Tom Ridlle saciasse seus desejos.

“Um som de choro o despertou e o cheiro de Sangue o deixava entorpecido, e feliz, Tom Riddle ergueu os olhos e encontrou o corpo da amada, ainda com marcas visíveis dos desejos de Tom realizados. Naquele dia Tom soube que nascera Voldemort.”


Fim do capitulo Cinqüenta e Quatro.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.
Capitulo 55 – o 2º dia - Uma festa Negra no sábado à noite.

Moira estava parada em frente a uma grande praça no centro de Londres, o movimento frenético ainda não havia diminuído, e ela sentia o coração ser tomado pelo pesar tão constante ultimamente a ela. Respirou fundo e olhou o céu, o sol já não reinava e deixava todo o palco para as estrelas que já sorriam saindo da timidez e deixando que seu brilho fosse o guia de muitos perdidos naquela noite.
Ela pode visualizar alguns jovens rindo e se divertindo com os amigos, alguns casais de namorados aproveitando o começo da escuridão noturna para roubarem beijos cada vez mais ousados dos amantes.
Como ela desejava poder gritar para eles sumirem, porém eles eram os convidados de honra da festa negra que ela arquitetara com tanta frieza e calma para está noite, bastava um simples balançar de cabeça, e seus fieis servos saíram da invisibilidade para extrair cada gota de vida que aqueles trouxas tinham, cada felicidade e bom momento que qualquer ser humano guardasse como jóia seria em momentos tomada à força.
E Moira sentia a proximidade do momento chegar com um misto de pena e de excitação.
Mesmo que quisesse mentir para si mesma, havia uma certa felicidade no ser dela, de sentir o desespero daqueles que os condenavam a uma vida nas sombras. Era um sentimento mesquinho e perverso, de poder.
Às oito horas e ponto Moira se fez visível para todos os trouxas que passeavam ou simplesmente estavam de passagem pela praça.
Muito se assustaram ao ver a garota incrivelmente pálida flutuando a metros do chão.
Outros entraram em pânico, pois virão os olhos incrivelmente gelados e malévolos dela.
Só que nenhum teve força suficiente para fugir, seus corpos foram tomados por um incrível frio, um sentimento doloroso, tomou todas as mentes e corações presentes, milhares de dores e recordações deixadas de lado voltaram com força total.
Muitas mulheres sentiram seus corpos serem tocados e cada pequeno pedaço de suas vidas felizes sumirem, deixando apenas as brigas e lágrimas já derramadas há muito tempo como às únicas recordações que tinham.
Já os homens podiam se recordar como se fossem ontem todas as humilhações e perdas que tiveram. Algum sentimento perdido deles, Moira pode sentir claramente, estavam revivendo os piores momentos de suas vidas.
Uma gentil senhora se recordava de um carro vermelho com o símbolo dos bombeiros parar em frente a sua casa e a voz do capitão do corpo de bombeiros lhe dizendo: Seu filho jamais será esquecido, ele era um verdadeiro herói.
Esta mesma senhora reviveu ate seus últimos minutos de vida ela parada em frente ao corpo já sem vida de seu filho.
Era muita dor, para uma mãe suportar, perder um filho uma vez já fora doloroso, reviver, acabou a matando lentamente em meio a saudade e dor.
Moira sentiu cada tristeza e cada lágrima.
Viu todas as almas serem tomadas e compartilhadas pelos seres horrendos que ela comandava, e por mais que tentasse não gostar no fundo ela achou saboroso o poder, de decidir quem ia viver.
Ali ela era a Deusa.
Se ela quisesse, um poderia ser poupado do beijo frio e doloroso dos dementadores.
Um movimento e eles parariam esperando que ela lhes ordenasse outra missão.
Só que ela não se mexeu. Pelo contrario sua risada, os deixava mais confiantes e em poucos minutos eles não se restringiam à praça, a região inteira de Londres, sentiu um frio lhe dominar e suas vidas foram ficando cinzas e feias.
Não havia mais felicidade por ali.
Quando cerca de vinte minutos e muitas vitimas depois, Moira percebeu o movimento espalhafatoso dos membros da ordem da Fênix.
Ela sorriu.
Um sorriso frio e amargurado.
Chegara à hora, de mostrar quem era Moira Drecco.

Harry estava deitado com a cabeça apoiado no colo de Gina, se sentindo estranhamente inquieto.
Olhou para a namorada, porém o olhar dela parecia preso em outra dimensão.
- está com algum problema Ginny? – o tom de preocupação era notável na voz de Harry e Gina viu que aquele era o momento certo para colocar o plano em ação.
- estou apenas com duvidas, sobre nossos planos, amor. – Harry olhou de forma estranha para Gina, ela nunca lhe chamara de amor... Porém Harry pensou que fosse apenas uma nova forma de Gina para lhe mostrar o quanto o amava e suspirou.
- eu posso lhe explicar de novo tudo ai você verá que não precisa se alarmar. Tudo dará certo Ginny. - a comensal da morte, se congratulou por dentro ao ver que Harry ia lhe explicar os planos novamente.
Minutos se passaram enquanto Harry explicava meticulosamente a namorada o planos deles, para destruir o ultimo horcrux, e ele nem percebeu o brilho de felicidade e euforia nos olhos da namorada.
Foi quando foram interrompidos por Rony.
- Harry, Gina, temos que nos reunir, outro ataque em massa no centro de Londres.
Eles correram em direção a sala de reuniões da ordem, que a está hora já estava praticamente lotada de membros da mesma.
Os olhos de Harry e Rony percorreram todos os presentes buscando os olhos da amiga, porém não a encontraram, trocaram um breve olhar preocupado um com o outro e aguardaram em silencio a chegada de Minerva e Lupin, que segundo souberam foram buscar outras informações.
Harry sentia que aquele tempo, embora breve fosse um erro, porém se calou, quando percebeu algo estranho.
Seu padrinho Sirius Black trocava um suspeito olhar com Gui e Tonks, enquanto Bellatrix saia sorrateiramente em direção à biblioteca.
Segundos depois ele viu Tonks também se distanciar dos outros membros da ordem e seguir a tia.
Ele nem sequer sabia o porquê de estar desconfiando destes movimentos até encontrar um olhar ao longe.
Carlinhos estava com os olhos inchados e vermelhos, e uma mão de Gui parecia estar o contendo para que não caísse no chão naquele exato momento.
Uma raiva sem limites dominou Harry, era obvio que algo acontecera a Hermione, buscou o olhar do amigo e viu que Rony também perceberá o estado do irmão.
No exato momento em que a voz de Harry ia se levantar em busca de explicações Minerva chegou.
- um ataque a uma Praça em Londres já deixou milhares de trouxas feridos, temos a informação que apenas Moira Drecco Snape comanda o ataque. – ela suspirou talvez se lembrando de quem ela fosse filha. – iremos imediatamente.
Antes que Harry pudesse pensar já estava aparatando seguindo os companheiros da ordem.

Os olhos incrivelmente negros de Moira entravam em profundo contraste com a pele muito branca e os cabelos muito vermelhos, aquele tom carmesim vivo e tocante que Harry jamais vira em outra pessoa além da mãe da mesma.
Ele aparatara com os demais companheiros e todos estavam em posição de combate, vários já lutavam para afastar os dementadores, porém os olhos de Harry estavam presos àquela bruxa que parecia desfrutar de um prazer inimaginável diante da tortura e do caos que os demais passavam.
Ela ria e movimentava sutilmente os braços como que regesse uma orquestra, e os músicos eram os dementadores, sedentos da felicidade dos outros, caindo impiedosos diante dos trouxas e dos bruxos que se colocavam entre eles e a missão dela.
Moira encontro os olhos verdes esmeraldas de Harry a olhando com ódio, suspirou pensando em como aqueles bruxos colocavam todas as suas esperanças em uma criança tão suscetível aos sentimentos mundanos e que não era capaz de ver um metro a sua frente.
Ele jamais poderia derrotar Tom, a cada vez que ela se encontrava com o prometido salvador Moira tinha mais certeza disso, Harry jamais conseguiria se controlar a ponto de não se deixar levar pelo ódio contra os inimigos e o ódio não era o sentimento correto para se usar contra Tom.
Vários membros da ordem já se encontravam vitimas dos dementadores, quando Harry notou Moira se aproximando dele.
Ela tinha um passo suave e a cada passo todos os empecilhos que ela encontrava eram jogados com força limpando seu trajeto.
Harry estava preso nos movimentos dela sem poder se mexer, tentou inutilmente pegar sua varinha, mas nenhum milímetro de seu ser parecia disposto a obedecê-lo. Um pânico crescente tomou conta de Harry que nem sequer conseguia olhar para outra direção além da dela, não sabia onde estavam os outros, não ouvia nenhum outro barulho além dos passos dela na calçada.
Tudo parecia em câmera lenta.
Tudo em tom cinza, menos ela... Um brilho vermelho entre a ausência de tudo o mais...
Ela se aproximou tanto que Harry pode sentir o perfume sândalo da pele dela. E ver as matizes azuis nos agora cinzas olhos dela.
Um arrepio frio percorreu o corpo de Harry, e em sua mente ele ouviu novamente gritos...
Os gritos de sua mãe...
Em sua mente como em um cinema com sessão funesta imagens dolorosas se passavam, corredores escuros, gritos, mortes, lágrimas, viu a morte em tantas formas variadas, em tantas lembranças diferentes que ele a custo deixava em um lugar escondido de seu inconsciente que lágrimas surgirão em seus olhos e banharam seu rosto pálido e frio.
Seus sentidos foram tomados pelo cheiro de sangue fresco e de flores mortas, e seu corpo se contorceu ao sentir milhares de agulhas perfurando seu corpo, correntes elétricas lhe fizeram se curvar de dor. Sua respiração estava tão descontrolada que a cada respirar sentia as fibras de seu pulmão arrebentarem, e o gosto de seu sangue ficou evidente em seu paladar, quando em meio a mais uma onda de dor ele tossiu sangue... Ele ergueu a cabeça, em direção do som que ficaria guardado em sua mente.
Voldemort, ria...
Os olhos de Harry se encontraram com os de Voldemort parado ao lado de Moira que olhava a cena divertida.
Mesmo não sentindo mas as ondas devastadores de tortura, não havia uma parte de Harry que não doesse, olhou em volta e nada viu a não ser um mundo incrivelmente vermelho, tudo ao seu redor era vermelho, triste e vazio ao não ser aqueles dois a sua frente.
E foi vê-la se virar em outra direção e dizer: - E é com isto que esses traidores contam...
Que Harry sentiu suas forças morrerem...

Rony, corria o máximo que podia na direção de Harry, mas as pessoas que ainda não haviam sucumbido aos poderes dos dementadores corriam e esbarravam nele, e todos os dementadores parecia querer sugar seus poderes, mas ele tinha que correr...
Harry estava parado olhando para Moira sem se mover enquanto ela parada a uma considerável distancia, sussurrava palavras que pela distancia Rony, jamais poderia descobrir, mesmo que conhecesse o feitiço que ela usava, mas na mente de Rony só havia uma certeza, Harry estava imóvel em uma batalha enquanto dementadores passeavam em torno dele, sugando fragmentos de sua alma.
Não somente Rony havia percebido tal ato.
Sirius e Lupin trocavam um olhar angustiado do outro lado do parque, enquanto lutavam com os dementadores.
Mas não foi o fato de Harry estar imóvel que chamou a atenção total de Lupin, mas sim outro membro da ordem, que nada fazia nem era atacado quando observava a batalha em silencio, escondida em ponto escuro do parque.
Rony se aproximou de Harry, mas a tocá-lo foi arremessado por uma devastadora força. Seu corpo em segundos foi tomado por um frio e começou a cuspir sangue. Em meio ao seu desespero pode ver Moira desviar seu olhar em sua direção. Seus lábios agora se mexiam com calma e a dor no corpo de Rony foi substituída por um sono e seus olhos se fecharam sem que ele conseguisse se controlar.
Minerva, Carlinho e Gui, que viram a cena correram na direção de Rony, e enquanto Carlinhos carregava o irmão caçula, Gui e Minerva atacaram com vários feitiços Moira.
Minerva deixou escapar de seus lábios um murmúrio de lamento, ao ver que nenhum dos feitiços parecia atingir a jovem comensal.
Era como se houvesse um campo de força invisível em torno dela...
E por um momento Minerva se lembrou de outra comensal, ela sentiu um pânico dominar-lhe a mente...
Foi naquele instante que Minerva compreendeu algo assustador...
Cada alma sugada pelos dementadores os fortalecia e a garota também...
Minerva se concentrou e usando todo seu poder lançou o espectro patrono na filha de Snape.
Moira foi atingida pelo formidável poder de ataque de Minerva e deu um sorriso irônico enquanto passava sua mão alva em seus lábios onde escorriam um fino filete de sangue.
Ela olhou para Minerva que escorada em Gui, sabia que suas horas estavam contadas, se não saísse imediatamente dali.
Mas antes que pudesse dizer algo a Gui.
Minerva sentiu sua garganta ser tocada por uma mão pegajosa e fria...
Seus olhos se levantaram para ver que não mais Gui Weasley a segurava, e sim Lord Voldemort.
Tentou fugir dos braços de Voldemort, porém o máximo que pode foi rastejar a centímetros dele. Antes de sentir seu corpo ser transpassado pela maior dor que sentira em sua vida, continuava rastejando para longe dele, mas cada movimento intensificava a dor. Minerva chorou ao perder a luta e seus olhos se fecharem...
- me perdoe Alvo...


Gui segurava o corpo de Minerva até ser jogado com forças para longe da mentora da ordem. Seu corpo ardia pelo baque, e ouviu o barulho característico da policia trouxa. Lamentou que mais inocentes estivessem vindo para carnificina, mas sentiu seus olhos se fecharem em um sono angustiante.

Os membros da ordem entraram em desespero ao ver vários carros da policia trouxa.
Bombas de gás foram lançadas nas direções dos bruxos e das milhares de vitimas, em meio ao desespero ficou cada vez mais difícil distinguir companheiros dos inimigos... Vários feitiços para afugentar dementadores acabaram atingindo amigos e trouxas inocentes, em minutos havia outro perigo mortal para os bruxos, policias trouxas entraram na batalha sem saber quem era o inimigo, e barulhos de tiros eram ouvidos assim como gritos de dor dos bruxos que passaram a atacar os policias tentando os desacordar.
Sirius e Lupin trocaram rapidamente um olhar enviaram um sinal para os membros da ordem.
Todos os bruxos capazes começaram a olhar em volta angustiados e pegando amigos desacordados começaram a aparatar para o refugio da ordem mais próximo.
Sirius correu na direção que vira Harry e Minerva sendo seguido por Fred e Jorge Weasley que apesar dos vários machucados ainda conseguiam correr.
- viu a Gina, por ai Sirius? – a voz de Fred estava carregada de pavor, jamais imaginara uma luta tão desleal quanto aquela.
Os dementadores e ainda os trouxas.
Sirius que corria olhando em volta para ver se achava algum outro membro da ordem desacordado, negou com a cabeça.
Desacordaram milhares de trouxas que os ameaçaram pelo caminho, e suspiraram aliviados a ver que os dementadores apesar de não serem vistos mais pelos trouxas continuavam atacando agora somente os trouxas, com dificuldade conseguiram se aproximar de Harry que jogado no chão com os olhos abertos parecia estar intocado.
Fred segurou o cunhado enquanto Jorge pegava Minerva.
Olharam para Sirius que se virou para os dois.
- levem eles daqui, continuarei com Lupin procurando mais bruxos.
Os gêmeos não questionaram as ordens e disseram antes de aparatar.
- não se esqueça da Gina.
Sirius balançou com a cabeça um sim rápido e rapidamente chegou até Lupin que com a ajuda de mais cinco aurores estavam em frente a uma pilha considerável de bruxos.
- o que faremos agora Lupin? – Laura Lin uma das melhores aurores americanas o olhava. – se sairmos agora daqui em segundos estes trouxas sucumbiram aos dementadores, se ficarmos ou morreremos ou os mataremos.
Lupin sabia que Laura estava certa.
- use o feitiço de rastreamento e veja se há mais algum bruxo vivo.
Laura não esperou um segundo após a ordem de Lupin para erguer sua varinha.
- busqueo Vitae.
Dois minutos depois ela balançou tristemente a cabeça.
- lamento, Remus.
- segurem cada um o maior números de companheiros. – todos obedeceram Remus e assim que todos estava preparados Remus entregou uma chave de portal a Laura.
Laura o olhou sem entender.
- e você, Remus? E Sirius? - ela viu os dois amigos se separarem.
- nos encontramos no ponto seguro, Laura.
Assim que viram o ultimo grupo de aurores partirem Remus e Sirius olharam em volta e não precisaram buscar muito para encontrarem Moira.
Ela os olhava impassível.
- não há nada que vocês possam fazer aqui ao não ser morrer.
Aquela frase fria na voz de uma garota tão nova partiu o coração de Sirius, ele sabia que era verdade.
Sirius e Remus aparataram surgindo na mansão Malfoy minutos depois.

Moira suspirou cansada, não havia muito mais a ser feito, os policiais caiam sem saber o que realmente os vitimava, e em cerca de cinco minutos boa parte de Londres estava coberta de cadáveres sem alma.
Com apenas um gesto Moira dissipou os dementadores e toda a nevoa de gás dos trouxas.
Pegou sua varinha e com a voz forte e límpida conjurou a marca, o aviso aos trouxas que a paz acabara.
- Mosrmordre.
E em toda Inglaterra, a marca pairava trazendo aos bruxos a certeza de mais um massacre e despertando nos trouxas estarrecidos um medo primitivo.
Tudo era uma massa de corpos pálidos e olhos abertos com expressão vazia, não havia nenhum ali, que tivesse algo além de uma carcaça inútil em forma de corpos sem vida, nada mais para ser visto ou apreciado.
Moira deixou o local, da festa com um sorriso no rosto e se deparou com os olhos do avô.
- bela, festa princesa... – o tom da voz de Tom era completamente destituído de tristeza e pesar.
- já tive convidados mais interessante, do que estes. Porém todos agora estão cientes que suas noites talvez estejam diferentes e para aqueles que nem sequer sabem o ocorreu, terão mais dificuldade para dormir...
Voldemort olhou a neta, em busca do que ela sentia, mas nada além de um brilho divertido no olhar ele pode notar.
Ofereceu a mão para a neta que aceitou e juntos aparataram para a mansão Riddle.

Moira encontrou Draco sentado na suntuosa sala da mansão, ele não tinha nenhuma expressão no rosto, embora estivesse mais pálido que o normal.
Voldemort olhou a muda troca de olhares entre os dois e balançou a cabeça desgostoso.
Assim como a mãe, Moira não soubera escolher bem aquele para devotar seu amor, porém Tom, tinha que concordar que havia piores e aquele sentimento fora muito proveitoso para ele.
Draco se levantou e fez uma mesura assim que viu Tom.
- vamos deixar de tanta formalidade Draco, pelos menos quando estivermos apenas em família.
Draco sabia que Voldemort realmente não queria dizer aquilo era mais uma ameaça velada em palavras bonitas.
- perdão Milord, - ele fez uma mesura discreta.
Moira que sentia uma pequena dor de cabeça, e bem sabia o que era chamou a atenção de Draco.
- vamos embora Draco, preciso de um banho depois de ficar tanto tempo com aqueles trouxas estúpidos.
Draco e Moira aparataram em uma Rua de Londres para logo depois surgirem na mansão Malfoy.
Onde o resto da família já os esperava.

Voldemort os viu sumir, e cantarolando começou a passear em passos curtos e lentos pelos corredores escuros da mansão...
Parou diante de uma porta enorme e muito bonita, abriu sem esforços a pesada porta de madeira de lei.
E seus olhos encontraram os de Hermione que lhe olhava com tremor e as marcas das lagrimas ainda eram visíveis.
- bom noite, Hermione. – o tom da voz dele fez com que mais lágrimas transbordassem dos olhos de Hermione.
Ele ficou parado em frente à porta ainda aberta, até ouvir passos.
Serene chegou até os aposentos do pai, com um grande mala.
Hermione reconheceu a mala como aquela que Snape usava para transportar poções delicadas.
- aqui esta o que me pediu...
Serene olhou para Hermione e sentiu sua garganta apertar.
Ali estava sua afilhada que achara que morrera logo após o parto, Serene segurara Hermione apenas uma vez no momento em que ela nascera como era costume nos partos das famílias nobres, um minuto até ela ser tirada de seus braços por Severus e logo após ela ouvira que ela sucumbira, se não tivesse seus próprios problemas na época teria desconfiado da mentira, e agora ali, estava o bebê frágil que ela conhecera anos atrás, tremendo de medo e ela não podia fazer nada.
Foi apenas por um segundo os encontros de olhos antes que Serene virasse e se despedisse do pai.
Voldemort fechou a porta e andou até Hermione a tirando do chão sem dificuldade.
Hermione não tinha mais forças para lutar e se deixou ser colocada novamente na cama, suspirou após vê-lo se afastar.
Ele colocou a maleta de poções em cima de uma mesa e se sentou em uma cadeira.
- agora que diminuímos os peões podemos conversar Hermione.

“Você já sentiu um frio que não conseguisse controlar? Uma tristeza tão grande que nem mais havia lágrimas para aliviá-la? Eu a sinto todos os dias, dentro de mim, morando em meus pensamentos e em tudo o que eu toco.”
Moira Drecco a Draco anos atrás.

Fim do capitulo Cinqüenta e Cinco.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.

Capitulo 56 – Vestígios de uma festa negra.

Fred e Jorge aparataram no esconderijo da ordem levando com eles Minerva e Harry, para logo se depararem com muitos companheiros feridos havia um pequeno caos, que em minutos foi terminado após a entrada de Laura Lin, Fred foi até a auror americana e falou em um sussurro.
- temos que levar Harry e Minerva para Saint Mungus ou...
Ele nem chegou a terminar a frase, pois foi interrompido Carlinhos que carregava o corpo de Gui.
Laura se afastou de Fred e conversou por segundos com Carlinhos.
Ela voltou até Fred.
- você e Jorge, e Carlinhos deverão aparatar levando Minerva, Harry, Julliard, e Gui, que são os mais feridos, assim que chegarem lá devem providenciar uma chave de portal, para levar os demais ou teremos muito problemas, se Voldemort tiver a certeza absoluta que estamos todos lá.
Fred concordou, esse era o plano da ordem que evitava levar seus membros para o Saint mungus, não querendo que lá se iniciasse uma outra batalha.
Após as ordens de Laura, que estava no comando os gêmeos e Carlinhos aparataram.
E somente muitas horas depois outros membros da ordem conseguiriam descobrir os acontecimentos daqueles momentos... Naquela casa pequena cuja localização apenas os membros da ordem do mais alto escalão poderiam saber.

Laura Lin, tentava prestar auxilio para os amigos, enquanto a ajuda não chegava, quando todo seu corpo congelou.
Um barulho ensurdecedor, a fez se virar na direção da porta para ver a invasão de milhares de comensais da morte.
Uma longa batalha se iniciou entre os membros da ordem da fênix, cujos corpos e as forças mágicas já se encontravam esgotados e os sádicos comensais da morte.
Laura lutou por muito tempo antes de cair em batalha, todo seu corpo com espasmos de dor indicavam que ela estava viva, o que só prolongou sua dor, pois a tortura que ela passou naquela casa, ouvindo os gritos de pavor, e sentindo o cheiro fresco de sangue, sangue dos seus amigos, presos em seu olfato. Seria algo que a auror ainda carregaria por longos anos, em seus pesadelos...
Ela tentou rastejar em busca de sua varinha, assim que os comensais saíram, mas antes mesmo que pudesse fazer tal, movimento ouviu uma voz conhecida, com sotaque francês que a irritava tanto, ela não entendia o que a outra dizia, ela abriu os olhos para se deparar, com Fleur Delacour, conversando com um comensal.
Laura ficou imóvel, ela que pensará que não havia nenhum comensal, mais na casa, se enganara terrivelmente, e agora estava diante da possível traidora que a ordem tentava encontrar a anos.
Ela apurou todos os sentidos tentando captar os murmúrios trocados entre eles, e foi quando tristemente compreendeu, que não havia apenas um traidor.
Aquela francesa estúpida, estava a serviço dos comensais, mas não poderia saber da localização daquele refugio, ela não era o fiel do segredo.
- non seja estúpido, Vincent, eu não posso surgir do nada, sem nenhum arranhão, após um massacre deste porte, eu disse ao Lord que eu deveria ser poupada deste ataque.
A loira estava furiosa.
- você não é melhor que ninguém francesa, e deixe de drama, só lhe darei alguns minutos de cruciatos.
Era obvio para Laura que Fleur precisava voltar para seu posto de espiã, foi quando o que ela viu a assustou terrivelmente, não era sob a forma de Fleur que ela espionava, em frente a seus olhos a loira assumiu a forma de Gina Weasley, a namorada de Harry e irmã caçula de Fred.
Laura rastejou com dificuldade procurando não fazer o mínimo barulho e conseguiu chegar até a varinha.
Antes que os dois comensais pudessem se proteger, Laura lançou duas maldições, uma da morte no comensal que fora chamado de Vincent e de corpo preso na traidora.
Laura antes de cair, fez o conjuramento de seu patrono e mandou a Fred, olhando na figura novamente de uma Gina assustada que não fora por falta de motivo que a francesa fora abandonada por Gui. Fez um ultimo feitiço de aviso, e desmaiou, mas em instantes estava sendo amparada por Fred Weasley, que olhava para o corpo preso da irmã, caçula sem entender direito o que Laura queria dizer com o recado que deixará flutuando em cima de Gina.
“Não a solte, ela é a traidora...”.

Serene aparatou na mansão Malfoy e se deparou com quase todos os membros da família, Black. Ás três irmãs, e Tonks estavam presentes, além de Remus e Sirius.
Bellatrix a olhava com intensidade.
- eu conheço este olhar Serene o que houve de errado? – Bellatrix perguntou sentindo seu sangue gelar.
- devemos, retirar Hermione das mãos de Tom, antes do previsto, não poderemos resgatá-la amanhã como era previsto.
- por quê? – Foi à voz de Moira que soou no salão que ficara em silêncio.
Serene se virou para filha que estava estupidamente pálida.
- por que ele não planeja colocar Cissy no lugar de Bella, a escolhida para reinar ao seu lado é a Hermione.
- ele está louco? – Sirius falou mais parecido com um rosnado. – ele não vai viver se encostar um dedo em minha filha.
- isso não é o pior, Sirius, é que ele pretende fazer com que Hermione deseje estar neste posto. – Todos olhavam Serene sem compreender totalmente até que todos pareceram entender.
- ele não pretende isso... – murmurou Draco.
- sim, ele me pediu que lhe trouxesse várias poções, muitas para usar em tortura, mais um especial, a mais poderosa poção de amor, que já foi feita, e outra de desejo.
- você entregou a ele? – Bellatrix perguntou.
- sim. Mas antes tomei cuidado, de colocar todos os ingredientes sem maturar, o que significa...
- que o efeito pode ser revertido se ela tomar a poção de anulação antes de doze horas. – Moira completou o pensamento da mãe. – ou ela vai amá-lo para sempre, um amor doentio e nefasto.
Draco deu um murro na parede ao lado dele.
- eu entreguei Hermione a ele, e já não podia suportar a idéia que ele iria torturá-la, para obter informações ou se vingar, mas imaginar que ele pretende tocar desse modo nela, é pior coisa que eu poderia esperar vindo dele. – Draco desabafou.
- temos outros problemas, não termos percebido essa intenção de Tom, é apenas um indicador, que talvez não saibamos de tudo, e nosso plano pode apresentar falhas... – Cissy começou a falar.
- nunca poderemos saber completamente o que se passa na mente dele, Sra. Malfoy, o que podemos e adiantar nossos planos de resgate e seguirmos os outros planos. – Moira falou, olhando para a janela. – ou não esperarmos mais por nada...
- o quer dizer com isso Moira?- Bella a olhava atenta e inquieta.
- neste exato momento, um dos refúgios da ordem está sendo massacrado, por ordem direta de Tom. – ela parou ao ver a expressão de surpresa nos olhos de Remus. – Eu acabo de sentir, a vibração assim como todos os comensais aqui presentes.
- Mas como ele pode ter a localização do local.
- Harry.
Todos se virarão para Draco que fora o responsável pela resposta.
- A mente dele, é um livro aberto, para Voldemort, sempre que ele entra em combate, ele praticamente grita tudo o que há na mente dele, para todos, a oclumência dele é péssima, ele pode até estar protegido dentro da sede da ordem pelos feitiços que Dumbledore, colocou, mas fora dela, ele é completamente suscetível a contar tudo, e ser manipulado, e sem contar que temos uma outra espiã dentro da ordem que pelo que eu pude descobrir está bem próxima a ele, talvez ele tenha dito em voz alta a ela e a todos os comensais presentes.
- eu não acredito nisso, - Bella falou desesperada. – tanto que foi pedido a ele que se controle, - ela se virou para Sirius. – e ainda acha que podemos segredar a ele nossos planos? Se Tom descobrir o que pretendemos antes do tempo, seremos liquidados e Hermione estará em risco.
- não vamos falar de Harry agora, depois cuidamos disso, agora como tiraremos minha filha do covil das cobras?
- será simples está parte, porém resta saber se estamos prontos para adiantar os outros planos, que temos? – perguntou Moira, os olhando calmamente.
Foi Andie que respondeu.
- temos tudo pronto, só falta o sacrifício...
- assim que tiramos Hermione de lá, ele ficara tão enfurecido, que provavelmente nós dará isso.
Ficaram durante uma hora ouvindo o que Draco e Moira explicavam, sobre a localização do covil das cobras e contando com o conhecimento de Bella do local, tudo foi organizado, para o resgate, logo ao amanhecer do novo dia, mas foi a ultima frase de Draco que deixou Bella e Sirius mais nervosos.
- não se esqueçam, que provavelmente amanha, ele já terá dado as poções a Hermione, e que ela será nossa oponente, pois desejaras ficar.
- nada que um bom feitiço de sono nela não resolva – falou Moira, jogando dois frascos um a Draco outro a Bella. – basta que ela aspire está poção que dormira e vocês poderão levá-la, sem complicações. Agora todos nós devemos dormir, ou aproveitarmos está ultima noite, não sabemos o que nos esperar amanhã.
Draco e Moira aparataram, os deixando sozinhos.
- há quartos para todos aqui.... – Cissy disse.
- eu tenho que ir, Cissy, se algo acontecer é melhor que eu esteja em minha casa, caso Tom precise de mim. – Dizendo isso Serene sumiu da frente dos Black.
- eu quero ver como o Gui está, tchau mãe, tchau pessoal, vejo vocês antes do nascer do sol.
Andie olhou pro lados e viu que estava segurando vela.
- acho que vou me recolher mais cedo.
Assim apenas Remus, Cissy, Bella e Sirius ficaram se olhando em silêncio.

Voldemort, estava sentado em sua poltrona olhando para Hermione, após alguns minutos de silencio.
- o que você quis dizer com diminuímos alguns peões? – a voz de
Hermione estava tremula.
- nosso amigo em comum, salvador do mundo, me contou algo fascinante nestes últimos tempos, como por exemplo, um certo refugio da ordem para batalhas. – Tom pegou em seu bolso um pergaminho amassado, e deu a Hermione. – pode ver que ele é muito útil a minha causa, querida...
Hermione leu na letra apressada de Harry o endereço do refugio da ordem.
- como isso foi parar em suas mãos, Voldemort.
Hermione sentia novamente a fúria invadir seu corpo.
- Potter, não consegue negar nada a certas pessoas Hermione, e é muito fácil, obter o que queremos quando pedimos com jeito.
- Gina está nós traindo? – Hermione perguntou, mas para si mesma do que para Voldemort, estava absorta nas complicações para tais atos, já não bastava terem perdido Vitor Krum, para as trevas?
- não me querida, no começo ela era minha fonte, mas quando perdi Krum, tive que providenciar uma melhor, e tirei a garota Weasley de circulação colocando uma outra muito mais ardilosa e persuasiva, o que eu não entendo é como um bruxo que julga ser capaz de me vencer e derrotar minha filha amada, não consegue diferenciar entre sua namorada de anos, e possivelmente mãe de seus filhos por uma outra? Você poderia me explicar Hermione?
Tom Ridlle brincava com as emoções de Hermione a ferindo com palavras camufladas em suposto carinho que enojava Hermione.
- não me chame de querida, você nem sequer sabe o que isso significa.
Tom foi na direção de Hermione e a pegou puxando-a com força pelo braço, Hermione se debateu ao sentir o toque frio e pegajoso dele em seu braço, mas suas forças comparadas as deles eram pequenas e inúteis.
Logo parou de se debater, enquanto ele passava sua mão fria por seu rosto, seu corpo inteiro tremeu e uma ânsia de vomito a nauseou.
Tom olhou a reação de Hermione e deu um arremedo de sorriso.
- logo, não será repulsa que despertarei em você... – Ele se aproximou mais dela e a beijou, abrindo a força um caminho pela boca de Hermione com sua língua enquanto ele voltava a se debater.
Ele aprofundou mais o beijo se deliciando com o gosto de Hermione, e com o desespero dela, sentindo cada fibra do seu corpo arder de desejo.
O beijo era tão violento que aos lábios de Hermione se cortaram, molhando os de Tom com seu sangue, o que despertou mais prazer e desejo nele.
Ele se afastou, sorrindo, para ela que estava incrivelmente pálida, com um filete de sangue escorrendo dos lábios trêmulos, logo Hermione foi levada por um espasmo de dor, e de humilhação, deixando grossa lágrimas, por seu alvo rosto.
- você é o ser mais asqueroso e nojento que eu conheço, e nem sobre efeito de mil maldiçoes, poções, feitiços, eu poderia sentir outra coisa pro você, além da mais completa indiferença e asco, pois nem o ódio de meu ser eu lhe devotarei, pois até pra odiar alguém é preciso algum dia tê-lo amado...
Se Hermione soubesse o que causaria aquelas palavras em Tom, talvez ela não dissesse, ou talvez as dissesse com mais gosto.
Logo seu corpo foi atingido com uma força cruel e devastadora, pela maldição da dor.
Durante longos cinco minutos Tom Ridlle descontou sua frustração e raiva, em Hermione, só parando quando a viu desfalecer em sua cama.
Ele a trouxe para mais perto dele a segurando com calma, e um certo carinho...
O corpo de Hermione, coberto, por seu sangue, nunca fora tão belo aos olhos dele quanto naquele momento...
E Tom a amou mais ainda.
- é o que veremos, minha querida...
Tom foi até a maleta, e usando de algumas seringas injetou três, poções diferentes em Hermione.
Se sentando calmamente em frente a ela, apenas esperando que ela acordasse.
Ela o veria com os mesmo olhos que ele.

Estrelas reluzentes, presas em vidas terrenas, sofrendo as provações para serem novamente postas no manto negro da noite, aonde nasceram e retornaram... Esses sãos os filhos dos Blacks, estrelas perdidas, nesta terra apenas por um segundo...
Eloar Black.

Fim do capitulo Cinqüenta e Seis.
Vivis Drecco ® Secretus © 2007.

Capitulo 57 – Cissy e Remus.
Andie.

Sirius se não estivesse tão preocupado com Hermione estaria rindo da cara da prima e do amigo, que estavam tão corados como se estivessem com febre, mas foi com um alivio que ele ouviu a voz doce de Bella, com uma felicidade.
Todos olharam para Bellatrix, estranhando o sorriso na face dela.
- Por que está, rindo Bella – Cissy perguntou curiosa.
- eles se esqueceram de uma pequena coisa, Cissy, não haverá poção forte o suficiente para derrotar as proteções de Hermione, ela está com meu amuleto, - ela sorria e Sirius se levantou compreendendo o motivo e trouxe a amada para um beijo.
- você tem razão, aquele amuleto filtrará o efeito da poção, e sem contar que ela tem um amor verdadeiro o que já anula por si só o efeito da poção de desejo...
- por Merlin, graças, a Morgana, podemos seguir com o plano, estava tão preocupada com Hermione.
Narcissa disse também rindo.
- acho que devemos tirá-la de lá amanha, mesmo. – foi Remus que disse isso e todos os olharam. – Voldemort, não a perdoará por resistir a ele, e será mil vezes mais terrível com ela, nas torturas, e talvez até mesmo arrisque-se a perder sua força a matando.
- certo, nós vamos tirá-la, de lá, mas só estou aliviado, por saber que ela não correra o risco de gostar, mesmo sob efeito daquele crápula. – Sirius falou, sorridente. – acho que devemos descansar. – Sirius disse para Bella mais era até evidente para o outro casal a intenção de Sirius.
Eles viram o casal subir as escadas, sem pressa, mais com rapidez acima do normal, eles não encostavam um no outro, com talvez receio do que poderia acontecer.
Já Remus estava completamente com sua atenção presa a ela, no modo que ela mantinha seus olhos azuis celestes presos em algum ponto da parede.
Sua pele branca como marfim estava levemente corada.
E Remus foi levado só pela presença dela, há muitos anos atrás.
Um jovem Remus via descer pelas escadarias um anjo... Foi assim que ele descreveu em sua agenda (onde ele só deveria escrever assuntos restritamente escolares...) a primeira vez que virá Narcissa Black.
Ele o primeiroanista inocente, ela uma deusa com seus cabelos loiros majestosos, a única coisa que os separava eram o verde e prata que ela exibia com orgulho, ela era uma sonserina, e ele um grifinorio.
Inimigos mortais.
E nos próximos três anos, para Remus ela se tornou além de um sonho, ela se tornou tudo o que ele sonhava, seu sorriso cristalino, que ele com dor pensava nunca eram para ele, o que deixavam Remus triste e pensativo, um de seus melhores amigos, sempre estava provocando a garota que ele amava, e vice e versa, eram primos e viviam entre uma relação de amor e ódio.
E até disso ele tinha uma ponta de inveja, queria ao menos saber que despertava algo, nela, nem que fosse raiva.
Mas nada o preparou para o baile de formatura da irmã dela, ele ainda estava no quarto ano, ela acabava o sexto, e ele deu um beijo nela...
Para ser honesto ele roubou um beijo de Cissy Black, e depois daquele dia durante um longo e fabuloso ano, ele a teve em seus braços, até cometer um grande erro e terminar com ela, logo depois ela se casou (forçada Sirius depois disse) com Lucius Malfoy, que sempre estivera apaixonado por Bella a irmã caçula de Cissy e grande amor de Sirius, e também sua pior inimiga, como todos bem sabiam graças às brigas publicas em hogwarts.
E agora a vendo assim tão tímida, podia se lembrar de tudo daqueles anos tão antigos e tão recentes no coração dele.
Remus desfez o espaço entre eles, e pegou o rosto de Narcissa em suas mãos.
- Cissy...
Remus disse baixinho no ouvido de Narcissa.
Ela não tinha mais os longos cabelos dourados abaixo da cintura, mas sim logo abaixo dos ombros, e seu rosto não tinha mais o frescor da juventude, mas sim a beleza completa que só os anos podem trazer, com graciosidade e sedução de sempre.
Ela estava mais linda que nunca, e no alcance de seus braços.
Remus a abraçou e a trouxe mais para perto de si, com carinho e cuidado...
Sentiu o toque quente e malicioso que somente ela tinha, tocando com calma suas costas, como se pele e pele estivessem juntos sem mais nada o impedindo o contato.
Ela tinha este dom, de incendiar tudo o que tocava e olhava, tudo em Remus reagia com fervor a ela.
- eu tenho tantas saudades tuas meu amor...
Aquela simples frase vinda de Cissy, foi como mil declarações de amor.
- eu também minha flor...
E Remus, a beijou com carinho, desejo contido há tantos anos.
E quando ele abriu os olhos de novo, não estavam mais na luxuosa sala da mansão, mas sim no quarto de Cissy.
E com ardor, Remus se deixou ser levado ao paraíso, sentindo a textura da pele de Narcissa, e juntos mataram a saudade, o desejo...
E aumentaram o amor (se é que isso seria possível) que tinham um pelo outro.
Uma ultima noite de amor, antes da ultima batalha...
-- --
Andie aparatou em casa, tudo estava o mais completo silêncio e Andie, estranhou...
Andou até a cozinha e encontrou os três elfos que serviam a sua família, desde que se casara, com Ted.
Eles estavam sentados, e a olharam com atenção assim que ela entrou, Andie podia notar pelos semblantes deles, que estavam tratando de algum assunto serio.
- não deviam estar dormindo, ou então ouvindo aquelas musicas que tanto gostam?
- estávamos esperando a senhora... – Lorac, que a servia desde a adolescência, e era o mais velhos dos elfos, estava com a voz grave, e isso assustou Andie.
- desejam algo?
- queremos permissão para lutarmos ao seu lado, Senhora, pois se a Senhora irá se arriscar nesta guerra, queremos estar ao seu lado para lhe defender.
Andie sentiu, que ia chorar e com muito esforço se conteve.
- eu aprecio muito está atitude, Lorac, porém não posso permitir, isso, estamos em tempos sombrios demais, e eu preciso que não só você, mas como lun e dorin, estejam aqui em segurança, pois se algo acontecer a mim, vocês precisam cuidar de Ninfadora, ela só terá vocês... – havia lágrimas nos olhos dos elfos. – Ted, já se foi, se eu faltar, vocês serão tudo que ela tem da infância, e terão que cuidar dela, e de sua família, por mim...
Andie, sorriu para seus elfos que se curvarão, com obediência, respeito e amor.
Andie, subiu as escadas da mansão em que vivera os últimos trinta anos, há casa que Bella e Cissy haviam dado de casamento a ela, que perderá seu dote, ao fugir com Ted.
Ela olhava a casa com atenção, e mesmo na parca iluminação que havia no momento, Andie, sabia cada detalhe. Ela viverá trinta anos maravilhosos ali, vinte e cinco destes com Ted, que morrerá a cinco anos, de causas naturais... Ela fora tão feliz...
Andie entrou em seu quarto e se jogou na cama macia, e fechou os olhos para logo depois se levantar e convocar uma caixa enorme, abriu e tirou várias fotografias, da caixa, sua filha com seis anos, em uma das poucas vezes que brincará com Draco, que era um pequeno bebê, que ela carregava como se fosse um brinquedo, outra em que ela e Ted estavam com a filha em uma viagem de férias, ao Brasil, onde tinham passado a lua de mel, pela décima vez... – ela riu.
Tudo em sua vida era tão diferente das vidas que as irmãs tiveram, Cissy fora obrigada a se casar logo depois que se formou, pois temia que ela cometesse a mesma coisa que a irmã mais velha e se casasse com alguém que não prestasse, e logo com um bastardo cuja única boa realização, fora, ceder o esperma para a fecundação de Draco, Andie suspeitava, a partir dali, o destino de Cissy e Bella, fora traçado definitivamente para as trevas, ela deixou cair uma lágrimas em uma foto, onde uma Cissy, escondia a tristeza assim como Bella o ódio que sentia, Cissy estava linda de noiva, mas levava em seus olhar o brilho de um condenado, e Bella radiante em um longo vermelho, provavelmente irada com a situação da irmã, ou com Sirius, Andie suspeitava, mas ela não fora ao casamento...
Andie se levantou e foi até um espelho, e murmurou para seu reflexo.
- é chegada à hora delas serem felizes, e eu farei de tudo para isso.

Mil estrelas... Não tem o brilho do seu olhar... Não para mim...
Ted Tonks a Andrômeda Black.

Fim do capitulo Cinqüenta e Sete.
Vivis Drecco ® Secretus © 2007.

Capitulo 58 - Bella e Sirius.

Bella guiou Sirius ambos de mãos dadas, sentindo o coração pulsar de maneira acelerada, como se fosse novamente dois adolescentes que se encontravam escondidos pelos corredores da escola, fugindo dos olhares, de alguém que pudessem impedi-los.
Assim que pararam, em frente a uma porta, Bella se virou para Sirius o beijando com ardor.
Separou-se dele, e com um movimento indicou que esperasse do lado de fora.
Sirius riu, se lembrando de como era sempre assim quando eram jovens e tinham que tomar certos cuidados para não serem pegos.
Bella entrou no quarto, e após uns dois minutos que pareceram uma eternidade diante do desejo de Sirius abriu a porta para o amado.
E sirius sentiu um calor preencher-lhe o coração, era o mesmo quarto de antes, do primeiro lugar que amara ela, onde todo amor deles nascerá e se tornará único.
Estava diante do mesmo quarto que fora de Bella na adolescência, que ele invadira após uma longa briga, para ver a prima, e continuar a discussão, mas quando a vira ali, nas vestes sedutoras que ela usava para dormir, o jovem Sirius descobrirá o porquê de tudo o que ela fazia importar para ele...
Ele a amava, e após um beijo roubado, eles nunca mais foram os mesmos...
E agora anos depois, ele a olhava com o mesmo desejo, e com a mesma necessidade para ela...
Não eram mais os mesmos, os anos em azkaban haviam tirado um pouco de suas belezas, mais ainda eram os mais belos e desejosos um do outro.
Sirius fechou a porta com o pé e desfez a distancia entre eles.
Arrebatando Bella, para um longo e apaixonado beijo, ele fez um caminho sinuoso e ardente de beijos, começando pelo pescoço alvo, de Bella, indo em direção ao lóbulo da orelha dela, que foi mordiscado com sensualidade, as mãos de Sirius foram descendo pelo corpo de Bella, a prensando de encontro à parede, enquanto tirava as peças de roupas que o impediam de sentir totalmente o calor do corpo de Bellatrix.
Ela arfava de desejo no ouvido de Sirius, o deixando inebriado e seu sangue fervendo. Ele levou suas mãos até o rosto dela e acariciou suavemente aquele rosto tão seu conhecido, mas logo desceu, com um rastro quente e prazeroso.
Bella também deixava suas mãos vagarem tentadoramente pelo corpo de Sirius, arrancado suspiros, cada vez mais fortes e roucos, sentia a respiração acelerada e quente de Sirius de encontro a sua pele que ardia prazerosamente a cada toque da pele dele.
Ela fez um caminho libidinoso pelo tórax de Sirius, brincando com os botões da calça dele, logo tirando este empecilho, e sentindo o toque pulsante dele de encontro à pele dela.
Assim que todas as roupas foram arrancadas com fervor, e nada mais separava seus corpos, uma onda os invadiu, eles se olharam por um minuto, olhos nos olhos, vagando pelos corpos, gravando cada diferença, que havia, na memória deles, marcando tudo o que mudou naqueles longos anos, e se apaixonaram novamente.
Com a mesma intensidade de quando eram adolescentes, sentiram pulsar em suas veias, a necessidade do toque um do outro, como se fosse oxigênio, como era no passado, cada beijo, seus corações, atingiam um novo patamar de freqüência, dividindo as batidas, os sussurros e gemidos de prazer, deixando suas mãos , refazerem os antigos caminhos de prazer, e suas bocas, matarem as saudades, do gosto da pele um do outro.
Cada toque, cada beijo, tudo era como uma nova entrega, um novo encontro de almas, que foram separadas por um longo tempo, sem jamais terem realmente se separados.
Sirius ergueu o corpo de Bellatrix e a deitou suavemente na cama, o corpo branco e delicado dela, fazia contraste com os lençóis vinho, da cama, como um quadro cuja beleza o deixava atordoado de prazer.
Bella tinha um sorriso, preso aos lábios, meio entreabertos e brilhantes, os lábios vermelhos e levemente inchados, eram convidativos, e Sirius não resistiu por mais nenhum momento ao convite explicito e sedutores dela.
Deitou-se sobre ela com carinho e a sentiu, rir de encontro a sua pele, e logo o beijar.
Com os olhos presos um ao outro Sirius e Bellatrix se entregaram ao ápice de seus prazeres.
Bella sentia o corpo de Sirius se fundir ao dela, e todo seu corpo tremeu de prazer, ao senti-lo a penetrar, no mesmo ritmo que somente ele sabia, que a fazia sonhar, e estremecer, somente de lembrar.
Seus corpos começaram a dançar, a dança primitiva, e sedutora, seus quadris, se mexiam no mesmo ritmo que ele, e era como se fossem um só...
As peles brilhando de suor, fervendo de excitação...
Bella o provocava dizendo frases em seu ouvido, rindo de encontro ao pescoço dele, ele não deixava pro menos, seus lábios, beijavam ardentemente os seios de Bella, a fazendo arfar, suas mãos percorriam o corpo sedoso dela, desejos...
Ela cruzou suas pernas no quadril dele, e o fez delirar...
O ritmo aumentou, os gemidos, se tornaram mais longos e extasiantes.
Tudo, os deixava tontos de prazer, desde o leve passar das unhas dela, pela costa dele, desde, as mãos de Sirius nas nádegas de Bella, aos beijos molhados, apaixonados e longos...
A respiração curta e acelerada do casal, era quente e os fazia delirar.
Com as almas unidas, chegaram ao ápice do prazer, olhos fechados, lábios unidos em mais um beijo, seus corpos sentiram a corrente elétrica e fulminante da paixão os atingindo.
Entregaram-se aos braços um do outro, em um abraço quente.
Sirius rolou para o lado, fazendo Bella ficar sobre o corpo dele, ela apoiou a cabeça no tórax dele, e abriu os olhos o fitando, seus olhos brilhando como anos ele não via, como ele sentia falta daquele brilho que podia salvar sua vida, somente por saber que existiam.
Ficaram deitados, sem trocar nenhuma, palavra esperando que seus corações voltassem aos batimentos normais.
- eu sabia que não iria me decepcionar senhor Black... – Bella brincou sedutora.
- é um prazer estar ao seu dispor Senhora Black...
Sirius deixou sua mão passear, lentamente pelas costas nuas de Bella a sentindo se arrepiar ao toque, não mais claro que ele...
E tudo recomeçou...
Dessa vez foi Bellatrix que tomou a iniciativa e começou a beijar o tórax de Sirius, deixando um rastro incandescente por, ele, seus lábios pararam logo abaixo do umbigo de Sirius e Bellatrix deixou sua língua, fazer um carinho ousado naquela região, até sentir o membro pulsante de Sirius, em seus lábios, com carinho brincou com Sirius o sentindo arfar e se remexer de prazer, cada movimento e gemido dele aumentavam o prazer de Bella, a faziam mais ousada...
Ela refez o caminho voltando ao tórax, dele, e subindo pelo pescoço, deu uma atenção a área logo abaixo da orelha de Sirius onde sabia exatamente ser um de seus pontos fracos, ou fortes dependendo do ponto de vista.
Mordiscou o lóbulo, e beijou sua nuca.
Deixou seu corpo em cima dele, e sentiu a as mãos dele em seu quadril, logo ele a conduziu e recomeçaram a dança, Sirius fazia uma pressão forte em seus quadris, e Bella delirava, seus lábios se encontraram com ardor, logo estavam novamente entregues ao ritmo de seus corpos, e caiam extasiados um ao lado do outro.
Bella estaca sorrindo quando ouviu Sirius assobiar e rir.
- outra dessa, e meu coração não agüenta...
Ela se encostou nele o olhou nos olhos dele, que estavam brilhando de felicidade.
- acho definitivamente, que batemos nosso recorde de freqüência cardíaca, mas sei que vamos derrubar este patamar em breve...
- por Merlin, como eu senti sua falta...
Sirius falou rindo e logo a beijando.
Após o beijo, olharam para o céu, que estava claro pela luz da lua, que reinava com força total.
Bella foi até os lábios de Sirius e depositou um beijo casto e sedutor e sorriu, se aconchegando mais aos braços dele, e juntos fecharam os olhos, dormindo quase que imediatamente, exaustos...
E no decorrer daquela ultima noite antes do caos, outras vezes despertaram para se amarem...
Como sempre fizeram e sempre fariam.
Deixando aqueles momentos íntimos e românticos, preparando suas almas e corpos para a batalha...
Durante anos haviam vistos tantas dores, tanto sofrimento, e ainda assim guardavam em suas almas, o amor, que sentiam um pelo outro, como uma estrela guia, em suas vidas...

- não ouse encostar em mim, Black, ou farei você jamais ter a ilusão de procriar. – uma enfurecida Bella Black gritava no corredor de Hogwarts para o primo.
Que apenas sorria.
- não foi o que me disse ontem, Black...
Sirius disse isso, e logo se abaixou, para evitar a rajada mágica que Bella havia lançado. Ela estava enfurecida e isso a deixava mais sexy, Sirius desfez o espaço entre eles a prensando na parede do corredor, e calou o protesto que começava a nascer na garganta da prima...
Com um longo beijo, ardente que a deixou sem fala...
Ah, como ele gostava de lhe deixar sem fala.
- te vejo, mais tarde Black...
Bella não sabia se sorria ou se amaldiçoava Sirius, acabou se decidindo por puni-lo mais tarde, ela saiu com um grande sorriso no rosto, o Black não sabia o que o esperaria está noite, ninguém provoca Bella Black.
Sirius se afastou com um sorriso nos lábios e encontrou James e Remus rindo...
- um dia, você vai acabar sendo torturado por ela, Almofadinhas...
- meu caro Pontas, você não entendeu... Eu quero ardentemente a tortura que ela tem em mente.
Os amigos riram do amigo, que por mais que negasse só tinha olhos para a prima...

Fim do capitulo Cinqüenta e Oito.
Vivis Drecco ® Secretus © 2007.

Capitulo 59 – Moira e Draco.

Moira e Draco não aparataram na mansão Malfoy, nem na Mansão Snape, como, sempre faziam desde que começaram os preparativos do ritual, mas sim na antiga Mansão Von Drecco, na Grécia, assim que chegaram dois elfos bem trajados e com grandes sorrisos nos rostos os vieram receber.
- quanto Senhora e Senhor Malfoy, estávamos com saudades.
Os olhos de Moira brilharam.
- não mais que eu Hermes...
Moira, não esperou mais nada e subiu correndo as longas escadas.
Draco de virou para Hermes.
- passaremos está noite aqui, Hermes, algum movimento suspeito desde nossa ultima visita?
O elfo balançou negativamente a cabeça.
- nada senhor, todas as proteções estão sendo devidamente trocadas todos os dias, ontem mesmo a senhora Snape, esteve aqui, e ficou um pouco.
- obrigada, agora deixe-me ir, estou morrendo de saudades.
- ela também, jovem senhor.
O elfo se curvou em respeito à Draco que também subia rapidamente a escadaria, ele andou por um longo corredor, e viu uma senhora já em idade avançada, já com roupas de dormir o olhando com carinho.
- bem vindo ao lar, senhor Draco.
Draco sorriu a abriu a porta do quarto para ver Moira, abraçada e beijando um pequeno bebê.
Draco deixou uma lágrimas rolar por seu rosto.
- como ela cresceu... – Draco murmurou ao ver a filha de quase dez meses, nos braços da esposa.
- ela está tão linda. – Moira disse sorrindo, mas Draco sabia que ela também tinha uma ponta de tristeza.
Por causa da guerra estava perdendo momentos preciosos da vida da filha, Moira ainda ficava um pouco mais com a filha, pelo menos até o mês passado não havia um dia em que não ficassem juntas praticamente o dia inteiro, mas agora com a proximidade da batalha, fizeram a escolha para se afastar, não poderiam correr o risco de Voldemort, descobrir da pequena e linda Morgana...
Draco sorriu... Sua filha... Linda com os cabelos quase tão vermelhos quanto os da mãe, e com seus olhos azuis acinzentados, olhos Black.
Draco pegou a filha no colo, que ria, ao vê-lo.
- também estava com saudades, princesa. – Draco disse sorridente, para a filha que ria ainda mais.
- acho que ela têm o seu sorriso. – Moira disse brincalhona.
- por Merlin, ela têm o seu... – Draco apontou as covinhas. – até suas covinhas, vê?
O casal se abraçou rindo.
- Ela é mistura perfeita, dos Black, dos Snape e dos Malfoys, querida, estou começando a imaginar, o que terei que fazer no futuro para manter os pretendentes bem afastados...
- você não vai fazer isso... – Moira brigou, sem realmente brigar.
- não? Pode contar com isso, minha rainha...
Eles ficaram com a pequena Morgana até esta cair exausta em um sono calmo e sorridente.
- ela parece um anjo... – Moira sussurrava para não acordar a filha...
- ela é um.
O casal se retirou a deixando com a babá que era a mesma que cuidará da própria Moira.
E foram para o quarto que o casal usava.
- não vejo à hora de tudo acabar, para nos casarmos, como merecemos. – Draco disse após ficar em silêncio por um tempo.
Moira olhou para Draco e sorriu.
- você quer dizer, com a festa gigantesca, para todos morrerem de inveja, não é?
Draco riu.
- também, mas não se esqueça, apesar de ser minha esposa amada e legitima em meu coração, e pelas antigas tradições, seu pai será capaz de voltar e tirar meu coro, para curtir suas botas no além se eu não casar da forma tradicional.
Moira não pode deixar de sentir saudades do pai, porém não ficou triste, ela e Draco sabiam que Snape, estava em um lugar melhor que aquele mundo, em que viviam, somente ainda sentiam saudades demais dele.
- isso seria engraçado. – Moira disse.
- sim ai você ia ter que conviver sem este couro que você deseja tanto... – Draco andou sorrindo com malicia para Moira, que sentiu seu coração acelerar.
- pensando bem, vamos nos casar. – Moira disse enquanto abria lentamente os botões da camisa de Draco,mas após dois, ela perdeu a paciência graças a um beijo em seu pescoço e acabou rasgando-a.
Draco soltou uma gargalhada, e começou a despir Moira.
Com bastante pressa.
Draco tocou a pele alva de Moira com os lábios, a sentindo estremecer, ao toque.
Seu corpo já estava, em ponto de ebulição, só de sentir o perfume dela, e ouviu a respiração mais pesada.
Ele deixou seu lábios fazerem um caminho pelos seios, dela, dando beijos por todo o corpo de Moira.
Ela o jogou na cama, invertendo o jogou, agora, era os lábios dela, que brincavam com o corpo de Draco, e em pouco tempo, era Draco quem arfava, sentindo seu corpo estremecer, a cada toque dela, até os cabelos dela, o faziam sentir uma descarga elétrica de pura prazer sexual.
Ela se divertia com os gemidos dele, quando tocou seu sexo, e seu corpo reagia também à altura, a cada toque que Draco dava nele.
Os dois eram antigos conhecidos da arte, de amar um ao outro.
Sabia onde tocar e até o momento de tocar.
Os corações pulsando com força, as respirações pesadas, e os beijos mais urgentes.
Draco, sentiu Moira gemer em seu ouvido, quando possuiu, com ardor seu corpo, ela entrelaçou suas pernas em volta dele, e ele arfou, a sentindo puxar-lhe pela nuca.
O ritmo se intensificou, os quadris se moviam com sincronia, às pernas se tocavam, e as mãos passeavam pelo corpo.
Moira, arranhou com delicadeza as costas de Draco, que apertou o corpo de Moira em resposta a onda de prazer.
Seus corações estavam na mesma batida, quando juntos atingiram o ápice.
Ela ficou deitada em cima do corpo de Draco, esperando que sua capacidade de respirar normalmente voltasse.
Draco passou as mãos pelos cabelos de Moira e beijou-lhe a mão.
- eu te amo...
Moira sorriu, aquele sorriso lânguido de quem sente o corpo quente e tem o cheiro do outro em seu corpo.
- não mais do que eu, meu amado... – Ela o olhou nos olhos. – eu te amo, e sempre vou te amar.
Um beijo calmo foi trocado, e Moira deitou no travesseiro branco de Draco deixando seus cabelos vermelhos escuros, da cor do sangue, se espalharem por ele.
Draco sorriu ao ver a cena.
- é o tom que eu gosto de ver no meu travesseiro.
Ele a abraçou e dividindo o mesmo travesseiro o casal adormeceu.
E no meio da madrugada Draco acordou ao ouvir um choro fraco e olhando para Moira que ia levantar sorrir e coloca um roupão.
- deixa que eu resolvo.
Moira riu e esperou.
E a resolução de Draco foi trazer a pequena Morgana para dormir com eles.
- ela não queria dormir lá. – ele se desculpou e Moira não segurou o riso.
- você vai mimar demais ela...
- filha minha têm que ser mimada...
- por Merlin, com gênio que ela deve ter herdado, se for mimada, pobre da humanidade.
Mas Moira abraçou a filha e adormeceu, com ela nos braços e Draco as envolvendo, de forma protetora.

- oi, prazer, Draco Malfoy – Draco deu seu sorriso mais sensual e olhou a ruiva estonteante a sua frente.
- oi, satisfação, Moira Drecco. – ela tinha um sorriso malicioso e piscou para o loiro que mais parecia uma escultura de tanta perfeição.
- satisfação? – Draco perguntou intrigado.
- é, - Moira sorriu com o olhar. - o prazer vem depois.
Draco não soube, mas acabará de se apaixonar perdidamente, e Moira soube na hora que estava diante do homem de sua vida.
Ela sorriu, ele também.

Fim do capitulo Cinqüenta e Nove.
Vivis Drecco ® Secretus © 2007.

Capitulo 60 – Traição, corações despedaçados e novos amores....

Fred, aparatou no hospital Saint mungus, carregando Laura, correu mais do que jamais pensara ser capaz, as feridas no corpo da auror, jorravam sangue, e a cada segundo ela enfraquecia...
E Fred, sentia seu coração apertado.
Logo dois medibruxos carregaram Laura, para uma sala de cirurgia.
Fred ficou na porta, andando de um lado para o outro.
Foi quando Jorge surgiu.
- você sabe o que Laura quis dizer com aquele aviso.
Fred, que estava com a mente longe, voltou sua atenção para o irmão.
- não, mas apesar de ser a Gina devemos mantê-la presa.
- mas estamos falando de nossa irmã. – Jorge pareceu desesperado.
- quando que Laura se enganou com algo? – Fred perguntou.
Mas foi o outro irmão, Gui que respondeu, este estava amparado por Tonks.
- nunca, me conte o que houve com Gina.
Fred e Jorge explicaram para o irmão o que acabava de ocorrer, e Tonks ouvia em Silêncio.
- Fred está certo, devemos mantê-la sob custodia, ate Laura conseguir explicar o que sabe.
Naquele instante o medibruxo que levará Laura apareceu.
- ela está fora de perigo, mas temo, que sua recuperação seja lenta, ela foi amaldiçoada tantas vezes, e há muitos ferimentos que não conseguimos controlar totalmente, que sinceramente, ela deve repousar por mais dois meses.
Mas Fred não esperou para terminar de ouvir o medibruxo, entrou no quarto que ela estava e foi até a cama.
Laura estava deitada, em um sono induzido, extremamente pálida e Fred, sentiu uma angustia e um alivio, ela estava machucada mais estava viva...
Nos últimos meses Laura e ele haviam feito várias missões juntos e Fred, já se acostumara, com os olhos verdes dela, tirando sarro dele, ou o apoiando.
Ele passou uma mão pelo cabelo estupidamente loiro dela, e sorriu.
- você me deu um susto... – ele sussurrou.
- não foi minha intenção. – Fred que pensara que ela dormia, tomou um susto e corou.
Tentou tirar a mão que estava sobre a dela, mas ela evitou.
- você poderia ficar um pouco comigo. – Fred nunca vira Laura tão frágil, e assentiu sentindo um formigamento na mão onde ela tocava.
Os dois se olharam, e por um instante ficaram apenas se fitando, mas logo os demais entraram, inclusive Alicia.
Fred se afastou um pouco da cama ao ver a namorada, mas Alicia apenas sorriu para ele.
Laura que parecera despertar de um devaneio falou com dificuldade.
- vocês não soltaram a Gina, não é?
O evidente terror que Laura sentia, o deixou tenso.
- não, ficamos esperando para descobrir o porquê do que escreveu.
- quanto tempo, fiquei desacordada? – Laura perguntou, enquanto fazia evidente esforço para se levantar.
Mas foi parada por Fred.
- não ouse se mover, você ficou em cirurgia, com sete medibruxo por quase uma hora, então nem pense...
Laura deitou.
- aquela não é Gina, e sim o informante de Voldemort, mas propriamente conhecida por sua ex-noiva Gui, Fleur Delacour, ela esta usando a poção polissuco, e...
Mas um espasmo de dor, fez Laura se curvar e logo desmaiar.
Os medibruxo logo deram algumas poções que a deixaram dormindo para que se recuperasse.
Mas era o terror dos demais integrantes da família Weasley e da ordem que era grandioso.
E além do terror de terem descoberto que uma pessoa de confiança era o traidor, foi às palavras de Tonks que os deixaram mais tristes, e preocupados.
- onde está a Gina?

Gui, Tonks, Fred, Jorge, e os outros aparataram na sede da ordem e foram direto para o escritório, lá encontraram seu pai, cabisbaixo e lendo preocupado um pergaminho.
- pai precisamos, conversar, aconteceu algo terrível... – Jorge não chegou a terminar a frase, seu pai balançou a cabeça, derrotado.
- fiquei sabendo da morte de Minerva, agora a pouco, - Artur parecia ter envelhecido muito naqueles anos, e o peso disto estava evidente.
- não é bem sobre isso, - Fred disse, ele ainda não sabia da morte da antiga professora.
- não me digam que... – ele olhou em volta. –aconteceu algo com Harry, ou com... – Artur não conseguiu perguntar sobre os outros filhos.
-descobrimos quem estava nos traindo. – disse Carlinhos.
Os outros irmãos não o haviam visto chegar.
- quem?
- Fleur Delacour. – os gêmeos e Gui o olharam. – acabou de passar o efeito da poção polissuco, e conseguimos ver que ela estava se passando por Gina.
O nome da filha caçula pareceu despertar Artur de algum devaneio.
- e onde esta minha menina?
Os irmãos abaixaram a cabeça, nenhum com coragem para dizer nada, todos temiam que sua pequena princesa estivesse morta. Artur entendeu o silêncio e desabou na cadeira desolado.
- o que sabemos sobre isso? – ele perguntou e foi também Carlinhos que respondeu.
- acabei de deixar Tonks, com a francesa – o francesa foi carregado de ódio, o que não combinava com Carlinhos. – e ela está interrogando-a.
- ok, não vamos pensar o pior, meninos, e, por favor, não contem nada a sua mãe, por enquanto, ela esta muito abalada, diremos que Gina está dormindo no Saint mungus, pois resolvemos afasta-las das batalhas graças a sua condição.
- mamãe, vai querer ir vê-la. – disse gui.
- eu sei, vamos resolver isso depois.
Eles ouviram passos e virão Tonks, surgir pálida no escritório.
- ela foi entregue a Fenrir Greyback, como prêmio de guerra, por Voldemort, e pelo que ela nos contou, não está mais...
Tonks não conseguiu terminar a frase, e foi até Gui que cairá no chão, com lágrimas nos olhos.
Fred e Jorge, estavam quietos, seus olhos presos no chão, e Carlinhos, lutava com as lagrimas, coisa que Artur, não conseguia fazer.
Foi quando Molly entrou no escritório.
- o que houve aqui, crianças?
Ela nunca vira seus filhos chorando todos ao mesmo tempo, e um medo terrível se apossou de sua alma.
- Minerva faleceu neste ultimo combate, querida. – Artur falou com uma grande dificuldade.
Molly soltou um doloroso gemido, e Artur imaginou como seria mil vezes mais doloroso contar a esposa sobre sua amada filha, uma lembrança por demais dolorosa sobreveio à mente de Artur, sua filha estava grávida, sua princesa, estava grávida e aquele estúpido, bastardo do Greyback matara os dois.
Artur fez uma promessa silenciosa que de que mataria com suas próprias mãos o lobisomem.
- querida, porque não vai descansar um pouco, amanhã teremos um dia muito difícil, pela frente.
- não eu vou ver Gina, - Molly parece somente notar neste momento. – eu não há vi retornar da batalha, aconteceu algo Artur?
- não querida, apenas está com Harry, no Saint mungus, e resolvi deixa-la, lá, cuidam dos feridos, ela não pode mais tomar parte das batalhas.
Algo dentro do coração de Molly, dizia que algo estava errado, mas diante da perda de uma amiga, ela ficou confusa.
- eu, irei vê-la mais tarde.
Molly saiu escoltada por Jorge.
- temos que contar a Harry, e descobrir mais sobre sua irmã.
Artur sabia que deveria tomar a dianteira da ordem da fênix já que Remus e Laura, estavam fora.
Mas ele subiu as escadas para se juntar por momento com a esposa, e chorar pela filha.
Carlinhos que estava muito pálido, saiu dando uma desculpa qualquer e foi acompanhado por Gui e Tonks.
Fred e Alicia, ficaram se olhando em silêncio.
- sinto muito por Gina, Fred, eu gostava muito dela.
- eu sei, mas algo me impede de acreditar que ela não está mais aqui, talvez haja uma esperança...
Fred estava muito triste, e se sentou, Alicia foi até ele e segurou sua mão.
- porque você não vai ver se Laura, despertou, acho que você precisa...
Alicia tinha a voz sumida.
- Ali...
Fred começou, mas foi impedido pela “namorada”.
- tudo bem Fred, fomos um grande casal, mas agora acho que não é minhas palavras que poderiam aliviar a dor de seu coração, e se essa guerra ensinou algo, á nós foi que devemos estar ao lado de quem gostamos por que talvez seja o ultimo momento, - ela sorriu. – somos e sempre seremos amigos, apenas não nos amamos mais.
Alicia deu um beijo no rosto de Fred.
- eu também buscarei uma palavra que pode mudar tudo pra mim, seja grifinório e diga o que sente a ela...
- obrigado Ali...
Fred, saiu da sede da ordem aparatando novamente no hospital, andou pelos corredores, acabou esbarrando em Gui e Tonks, por um momento, Gui olhou para o irmão.
- estive vendo como Harry está e contei ao rony sobre Gina, - ele tinha uma voz muito triste. – Fred, não permita que Harry tome uma medida precipitada.
Viram Carlinhos se juntar a eles.
- é que ele, e todos tenham calma, pois este inferno está muito perto do fim, Fred, vocês só precisam ter fé, e pensar com muita calma, antes de tomarem uma decisão, fale isso a Harry pois talvez ele lhe ouça.
Fred viu os dois irmãos mais velhos se afastaram e tinha uma única duvida, em sua mente, onde estaria Hermione.
Fred resolveu ver Harry, antes de ir até Laura.
Viu uma discussão de Harry com Neville.
- o que esta acontecendo aqui?
Somente naquela hora ele percebeu que Lilá, Luna também estavam ali.
- ele quer ir atrás de Voldemort agora. – Neville disse.
- ele matou a minha Gina, Neville...
Harry estava com a mente fervilhando, e tomado por profunda raiva.
- Harry, você tem que ter calma.
- a não me venha com os conselhos de Carlinhos e Gui, eles pensam que eu não sei... – Harry se virou para Fred. – que algo aconteceu a Hermione e eles estão me escondendo? Colocarei meu plano em ação agora mesmo, ainda mais agora que sei como encontrar a senhora Snape.
Fred olhou sem entender para Harry.
- como?
- Luna, conseguiu um modo para entrar no refugio de Snape.
- o que?
Fred não conseguia acreditar no que Harry dizia.
- é quase certo que ela se encontra na antiga mansão Snape na Bulgária, uma vez, em uma batalha, em que fui ferida gravemente Hermione e Snape me levaram para lá, usei um feitiço e consegui rastrear o local chegando lá pediremos para vê-la, ela não nos negara pois sabe que está em seu território de poder, logo depois usaremos a chave de portal e seguiremos os planos de Harry.
- eu acho que vocês devem esquecer isso. – Foi Jorge que disse entrando no quarto. – não há mais nenhuma certeza sobre esta mulher, acho que devemos esperar e contar sobre isso em uma reunião e deixar toda a ordem decidir.
- se vocês não vão ajudar, - Harry disse olhando para os gêmeos. – não nos atrapalhem.
Harry saiu acompanhados por Rony e Lilá e Luna, Neville saiu com eles com uma evidente demonstração de contrariedade.
- acho que devemos contar algo aos outros. – Jorge disse.
- o difícil será encontrar alguém Jorge, Sirius e Lupin, sumiram logo após as batalhas, Hermione esta desaparecida desde ontem de manhã, Carlinhos e Gui, nos escondem algo, tudo está divido, e sabe isso não acabará bem.
- o que você vai fazer? – Jorge olhou para o irmão que ia em direção ao outro corredor.
- vou curar meu coração, e meu irmão, se fosse você iria ver Angelina, pois nuvens negras ainda pairam sobre nós.
Jorge nunca vira o irmão, tão sério.
E foi ver Angelina.
Já Fred, ficou sentado segurando as mãos de uma Laura adormecida.
E quando ela acordou muito tempo depois, ele sorriu e disse tentando parecer engraçado.
- achei que nunca mais iria me honrar com sua presença Bela adormecida.
Laura sorriu, e apertou fracamente a mão de Fred.
- eu sabia que você estava aqui...
- por quê?
- eu senti seu perfume, e meus pesadelos sumiram...
Fred sorriu para Laura e se aproximou lentamente, dela, a vendo sorrir mais ainda, ele a beijou delicadamente.
E sentiu o toque quente das mãos dela em sua nuca.
- nunca mais eu lhe deixarei sozinha...
- isso é bom, muito bom... – Laura falou baixinho no ouvido dele.
E os dois se abraçaram antes de Laura recair no sono, induzido por mais uma bateria de poções.
Fred, adormeceu ao lado dela, segurando suas mãos, e sentindo seu coração batendo no mesmo ritmo.
Ele tentou afastar a tristeza e a dor de seus pensamentos, e sonhou com Laura, em uma outra situação, onde eles eram felizes...

“Uma noite, pode trazer em si, amor, dor, alegria e tristeza... coberta com o manto escuro, brilhando de estrelas, ela é perfeita, para chorar e sorrir... uma mesma noite sempre será lembrada com saudade por uns e com magoas por outros...”


Fim do capitulo Sessenta.
Vivis Drecco ® Secretus © 2007.

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