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6. Capítulo 6


Fic: IN MY PLACE - Completa


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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CAPÍTULO 6:

Harry aparatou o mais próximo possível da casa dos amigos. Rezava para que nada tivesse acontecido com Mione ou com o bebê. Subiu a pequena escadaria em frente a porta, em um pulo. Apertou a campainha, a esperou até que a porta se abrisse pareceu uma eternidade, estava muito preocupado com o que poderia ter afligido tanto o amigo.

Quem o atendeu foi um Rony com o rosto verde e olhos perdidos. Assim que abriu a porta o ruivo deu as costas ao amigo, sem nem mesmo falar com este. Seu caminhar era semelhante ao de um Inferi, arrastava os pés como se eles pesassem toneladas, os braços largados ao lado do corpo, não se movimentavam.

Harry seguiu Ron até a sala de estar, o ruivo se largou no sofá e ficou olhando para o vazio. O moreno que já estava preocupado, ficou desesperado com a visão do amigo, com certeza alguma coisa tinha acontecido com Hermione, era a única explicação para o estado do homem a sua frente.

-Rony?! O que aconteceu? – ouviu o outro balbuciar algo ininteligível – O quê? – mais uma vez ouviu um murmúrio, mas não entendeu nada.

-Fale para fora, pelo Amor de Merlin!

-A bolsa da Mione estourou... – disse Ron num sussurro.

-E onde ela está Ron?! Você já a levou para o hospital?! Algum problema com ela ou com o bebê?!

-Eu não sei... Acho que não – disse numa lamúria.

-Como você não sabe? Você a largou sozinha no hospital? – perguntou Harry, abismado com a possibilidade.

-É claro que não... – Harry deu um suspiro de alívio - ...eu nem cheguei a levá-la para o hospital.

-Eu não acredito! Nós temos que levá-la agora! – disse já se levantando – Onde ela está?!

-Está lá... – apontou com o indicador o andar de cima - ...no nosso quarto.

-Vou buscá-la para podermos ir para o St. Mungos! – ia se encaminhar para a escada, mas Ron o segurou pelo braço.

-Não vá... – o olhar era de súplica - ...Ela já está...

O coração de Harry parou. Será que tinha entendido bem? A amiga estava m... Não conseguiu completar o pensamento, não teve coragem. Olhou para Ron e engoliu o nó que havia se formado na sua garganta, para conseguir falar:

-Meu Merlin, Ron! Não me diga que ela está... – com muita dificuldade proferiu -... que ela se foi?

Após uma sacudidela de cabeça, no rosto do ruivo surgiu uma expressão de confusão.

-Se foi?! Pra onde? Harry eu peço pra que venha aqui me ajudar e você fica me fazendo perguntas tolas! – disse, ultrajado.

-Ron! Quando digo se foi, quero dizer, ela está... ela... morreu?! – a última palavra quase não saiu.

-Você enlouqueceu?! Hermione não morreu! – disse de maneira ríspida – Está viva, e bem viva, diga-se de passagem. Está viva o suficiente para me impor mil tarefas! Por isso lhe chamei aqui, para você me ajudar, é muita coisa pra eu fazer sozinho!

Depois da sensação de alívio que o invadiu, uma onda de indignação tomou conta dele. O amigo havia lhe enviado uma mensagem sombria daquelas, por que precisava de ajuda com algumas tarefas?

-Ron, na mensagem que recebi você disse que algo grave tinha acontecido, a Hermione lhe impor tarefas não é o que se pode chamar de grave.

-Como se atreve a dizer isso? É claro que é grave. O meu filho está para nascer, tenho que avisar a um monte de gente, tenho que arrumar as coisas da Mione, as coisas do bebê, não acho a roupinha do Chuddley que comprei pra ele, estou com fome, meus dedos doem, pois Hermione os apertou nas duas ou três contrações que teve, Mione quer que eu assista ao parto... – jogou-se no sofá novamente e olhou para Harry - ...Você não vê? A pressão sobre mim é simplesmente imensa. Aí para completar o meu calvário, tenho o meu melhor amigo aqui, na minha frente se mostrando pouco solidário para com o meu problema! É demais pra mim.

-Ah! – os dois se viraram em direção a escada, era Hermione quem descia – Como vai, Harry? Você nos acompanhará até o hospital, não é? Você tem que começar a exercer logo suas funções de padrinho.

Harry arregalou os olhos. Olhou de Hermione para Ron e de novo para ela.

-Padrinho?! – perguntou num murmúrio.

-É! Padrinho! – vendo que o amigo tinha sido pego de surpresa, olhou para o marido – Ronald Weasley! Você não falou com Harry?

-Mione, você me pediu muitas coisas. Eu posso ter esquecido de alguma. – disse se encolhendo no sofá, intimidado com o olhar que a mulher lhe lançava.

-Humf... Alguma? Ou todas? Eu tive que fazer tudo sozinha. Até aquela roupinha ridícula que VOCÊ quer que nosso filho use, fui eu que achei.

-Mas, Mione...

-Nada de mas, Ronald. Vamos, se levante, temos que ir para o St. Mungos! – voltou a olhar para o amigo que estava com uma expressão abobalhada – E então, Harry? Aceita ou não?

-Não sei se sou uma boa escolha, Mione.

-Claro que é, fui eu quem lhe escolheu, vindo de mim, só pode ser uma boa escolha!

Harry riu da falta de modéstia da amiga.

-Se é assim, eu aceito. Estou feliz que tenham me escolhido.

-Nós é que ficamos felizes, por você ter aceitado – devolveu, com um sorriso nos lábios
– Bem, como padrinho, vou lhe dar uma tarefa. Avise aos Weasleys que estamos indo
para o St. Mungos, mande uma coruja. Depois vá pra lá.

-Tudo bem.

-Ronald! Você ainda está sentado? Levante-se homem! As contrações já estão menos espaçadas. Quer que meu filho nasça aqui no meio da sala? – disse impaciente.

-Calma, Mione. Eu já estou indo – o ruivo se levantou, se aproximou da mulher e enlaçou o seu braço no dela, em seguida aparataram.

Harry foi tratar de cumprir a sua missão. Lembrou que Edwiges tinha ficado em seu quarto na hospedaria, e não fazia idéia de onde estaria a coruja dos amigos, se é que tinham uma, teria que ir a Toca novamente. Desanimado, desaparatou.

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Matt chorava compulsivamente, soluçava forte e seu corpo tremia um pouco. A mãe dela tratou de ir preparar um chocolate para acalmá-lo. Sentia raiva, muita raiva de Harry por ele querer, ou melhor, exigir participar da vida do filho, assim, do nada. Ele não tinha direito! Nem sabia da existência do menino, e agora simplesmente se dizia pai?!

Mas ela não ia permitir, não ia mesmo. Quem ele achava que era? O filho era dela, só dela! Foi ela quem o carregou por nove meses, foi ela quem o amamentou e quem cuidou dele. Enquanto ele fez o que? Nada, absolutamente nada. E ainda teve a audácia de agir como a vítima, como se ela fosse aquelas megeras que usam o filho para se vingarem dos homens.

Ela não era assim! Ela não! Estava simplesmente defendendo o seu filho. Vai que ele resolve sumir de novo? Como o filho dela ia ficar? Provavelmente se sentiria rejeitado pelo pai. Mas ela podia evitar isso, e era isso que ia fazer. A mãe voltou com uma xícara na mão e entregou a ela. Matt tinha sentado no seu colo e chorava com a cabeça em seu peito. Ela o chamou:

-Matt! – o menino levantou os olhos – Beba isso, meu amor! É chocolate quente, foi a vovó quem fez!

-Não quero!

-Só um pouco, vamos. A vovó colocou pedaços de marshmallow, do jeito que você gosta – insistiu a ruiva.

Veio a sua mente que Harry também gostava da bebida assim. Numa coisa ele tinha razão, o menino se parecia muito com ele. Matt finalmente aceitou a xícara e tomou um bom gole do chocolate. Devolveu a xícara a mãe, dizendo que não queria mais. O Sr. e a Sra. Weasley se retiraram da sala. O choro da criança cessou e seu corpo parou de tremer, os soluços continuaram.

-Eu fiquei com medo! – ouviu Matt dizer.

-Não precisa ter medo, minha vida, nada mais vai acontecer, eu não vou deixar! – disse e beijou o topo da cabeça do filho, enquanto assentava os cabelos rebeldes dele.

-Eu pensei que ele fosse te machucar – ela entendeu que ele se referia a cena em que Harry estava inclinado sobre ela gritando – ele é mau, mamãe. Não quero mais vê-lo!

A ruiva se assustou com a impressão do filho sobre Harry. Apesar das coisas que ele a fez passar, Harry não era mal. Podia ter seus defeitos, mas era um homem corajoso, leal, generoso, humilde e honrado, e isso fazia dele um bom homem.

-Ele não é mau, meu filho, só estava um pouco nervoso. Harry nunca seria capaz de me machucar – “Pelo menos não fisicamente”, pensou – Ele é uma boa pessoa, não precisa ter medo dele.

O menino pareceu estar pensando na resposta da mãe. Por fim, disse:

-Mamãe?!

-Fale, meu amor.

-Ele não é meu pai, não é mamãe?

Dessa vez não ia poder fazer um jogo de palavras, então parou para pensar no que dizer para ele. Procurou lembrar o real motivo de esconder a identidade do pai de seu filho. Quando ele nasceu, fez todos da família e os amigos mais próximos, prometerem que nunca diriam a Matt e nem a ninguém, que Harry era o pai, a justificativa que deu foi que se a imprensa descobrisse, o garoto não seria deixado em paz, que se Harry estivesse com eles, seria diferente, mas como ele tinha ido embora, os jornais podiam inventar histórias maldosas sobre a partida de Harry, e isso poderia perturbar o garoto.

Passou a gravidez exilada nos Estados Unidos, pois Gui já vivia lá na época. Quando voltou a Inglaterra com uma criança, disse que ele era filho de um trouxa que havia namorado na América, e essa reposta foi suficiente para satisfazer a curiosidade das pessoas. Por um tempo ficou com medo que descobrissem, apesar da cor dos olhos e do cabelo, e as sardas no rosto, Matt era muitíssimo parecido com Harry. Foi Hermione quem a tranqüilizou dizendo que o fato de o menino não usar óculos e não ter uma cicatriz na testa, bastariam para ocultar a identidade do verdadeiro pai da criança, afinal de contas, segundo a cunhada, era só o que as pessoas, que não eram íntimas de Harry, conseguiam reparar, principalmente a cicatriz, que foi o que trouxe a fama ao rapaz.

Conclui que teve um bom motivo para não contar quem era o pai do menino, queria poupar o filho da curiosidade impertinente e das histórias maldosas que as pessoas poderiam lhe contar sobre o pai e sobre sua partida. Mas, e agora? Será que a justificativa que tinha arrumado para continuar escondendo a identidade do pai de seu filho, era suficientemente boa? Será que Harry poderia, realmente, ir embora de novo?

Uma pergunta surgiu: “Será que, inconscientemente, estou querendo punir Harry pelo que me fez?”. A resposta veio surpreendentemente rápida: Sim. O fato de Harry ter a abandonado, de ter a tratado de maneira distante nos dois últimos anos de namoro, lhe causava ressentimento, e isso, com certeza, a influenciava a privar Harry da paternidade de Matt. Estava sendo egoísta, não podia negar ao filho um pai. O problema entre ela e Harry não podia se estender ao menino. Além do mais, Harry não sabia da existência do filho, e no instante em que descobriu, diga-se de passagem, sozinho, não tardou em lutar pelo filho.

-Sim, Matt. Harry é seu pai – resolveu responder.

-Mas... – o menino levantou o rosto do peito da mãe – A Sra. disse que meu pai se chamava James, por isso também tenho James no nome, não é?

-Har... quer dizer, seu pai também tem James no nome. Esse era o nome do pai dele, do seu outro avô.

-Ah... – disse o menino em compreensão, ficou em silêncio por um tempo, depois voltou a se dirigir a mãe -... Por que ele não veio me ver antes?

-Há alguns anos ele viajou para estudar num lugar muito distante e quando foi, não sabia que eu esperava você.

-Ah... – voltou a exclamar em meio a um bocejo.

Deitou a cabeça no ombro da mãe, que disse:

-Já chega por hoje. Está na hora de você dormir – O menino a respondeu com um murmúrio.

Ela se levantou com o filho no colo. Subiu as escadas e o colocou na cama, ele dormia profundamente. Deu um beijo na testa do filho e passou a mão em seus cabelos. Ao sair do quarto encontrou o pai esperando-a no corredor. O Sr. Weasley a abraçou pelos ombros e disse:

-Muito bem, minha querida. Sabia decisão.

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Harry já se encontrava na Toca. Percorreu de novo o caminho que levava a porta da casa. Deu duas leves batidas, nada. Já deviam ter se deitado. Bateu de novo com mais força, desse vez teve resultado, pois escutava alguém descendo as escadas.

-Quem é? – era a voz de Ginny.

-Erm... Ginny, sou eu... Harry.

-Harry? O que quer aqui? – disse a ruiva após alguns instantes de silêncio.

-Desculpe a hora, mas é que tenho que dar um recado, foi Mione quem mandou.

Imediatamente a ruiva abriu a porta. Puxou Harry pela capa, o forçando a entrar na sala. Nesse momento, Molly e Arthur Weasley, desciam as escadas.

-Harry? O que faz aqui, meu filho? – perguntou a Sra. apreensiva, o moreno calculou que estivesse com medo que ele fosse armar outra confusão.

-Não se preocupe Sra. Weasley, não vim lhes causar problemas. Vim apenas trazer um recado de Hermione ela est...

-Ah! Meu Merlin! A bolsa estourou, não é?! Ron já a levou pro hospital?! – disparou a ruiva mais velha, antes de Harry poder dar o recado.

-É, a bolsa estourou e Rony já a levou para o St. Mungos, só vim avisa-los. Estou indo para lá agora, mando notícias depois.

-Como assim você vai mandar notícias depois? Não vou ficar aqui, vou com você. Me espere, só vou colocar uma roupa e nós poderemos ir! – disse a Sra. e depois subiu as escadas apressada.

Percebeu que o Sr. Weasley o analisava o que o deixou desconfortável. Ouviu a voz do ruivo dirigir-se a ele:

-Harry, meu rapaz, você poderia me esclarecer uma dúvida?

-Claro, Sr. Weasley.

-Está tudo bem entre você e Ron? – perguntou curioso.

-Está sim, Sr. Conversamos ontem e esclarecemos tudo – disse com um sorriso nos lábios.

-Que ótima notícia! Isso me deixa muito feliz – disse o ruivo abrindo um largo sorriso, o que surpreendeu um pouco Harry, já que até agora o homem vinha o tratando com formalidade – Eu também vou acompanha-los, vou me vestir.

Agora, só restavam Harry e Ginny no ambiente. Ambos estavam nervosos com a presença um do outro. Permaneceram em silêncio até que a ruiva perguntou:

-Como Hermione estava? Assustada? Nervosa? Inquieta?

-Não, nada disso. Ela estava tranquila. Quem estava assustado, nervoso e inquieto era o Ron – disse, divertido.

-Já era de se esperar!

-Erm... hum... Ginny, eu... é... quero me desculpar mais uma vez pela cena de mais cedo. Espero não ter assustado muito Matt.

-Tudo bem, Harry, eu também me exaltei. E Matt vai ficar bem.

-Olhe Ginny, quero que entenda que eu sei que não agi ou falei com você da maneira certa, mas ainda mantenho a idéia, eu realmente quero participar da vida dele. Gostaria que pensasse nisso, por favor.

-Vamos conversar sobre isso depois, Harry, acho que agora não é o momento mais adequado.

-Claro – concordou resignado.

Arthur e Molly Weasley desciam as escadas já vestidos, se aproximaram da lareira.

-Vamos via flu. Você nos acompanha ou vai aparatar, Harry?! – perguntou o homem.

-Prefiro aparatar!

-Então nos encontramos lá. Ginny, avise aos seus irmãos, sim?!

-Pode deixar mamãe, eu os avisarei. Me mandem notícias! – disse, pois ficaria em casa com o filho.

O casal de ruivos se serviu de pó-de-flu e cada um gritou o nome do hospital, em seguida desaparecerem envolvidos por chamas verdes. Harry fez um aceno de cabeça ao passar por Ginny quando se dirigia para a porta. Antes de abrir a porta, ouviu a voz da ruiva lhe chamar:

-Harry – ele se virou para encará-la – Eu falei sério quando disse que vamos conversar sobre Matt.

Ele sorriu em resposta e em seguida saiu da casa.

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Procurou saber com a recepcionista em que andar ficava a maternidade, após receber a informação se deslocou com passos apressados pelo corredor do hospital. Uma enorme ansiedade havia tomado conta dele, podia não ser o pai, mas era o padrinho da criança, além disso, era o filho de seus melhores amigos que estava nascendo.

Chegou ao andar desejado e só então percebeu que não havia se informado sobre o número do quarto. Já ia dando meia volta, quando avistou dois homens ruivos parados em frente a um quarto. Um deles enfiava as mãos no cabelo e andava freneticamente de um lado para o outro, o segundo homem, observava o nervosismo do primeiro, ele estava de braços cruzados e parecia se divertir com a cena.

Harry se aproximou dos dois. O Sr. Weasley, sorrindo, apontou Rony com a cabeça, indicando que Harry devia conversar com ele. O moreno se aproximou do amigo e se posicionou de modo a ficar de frente para o ruivo. Antes que Ron o atropelasse, pois estava vindo em sua direção sem parecer nota-lo, ele o segurou pelos ombros.

-Respire fundo – disse enquanto mostrava o movimento, o outro o imitou – De novo... Isso. Agora, se acalme.

-Me acalmar? Me acalmar? – Ron disse enquanto sacudia o amigo pelos ombros – Minha mulher está ali dentro, meu filho está pra nascer, e eu não posso ficar lá. Como quer que eu me aclame, se não sei o que esta acontecendo, pois me expulsaram do quarto!

Um homem de cabelos grisalhos aproximou-se dos dois, segurando um copo plástico. Pôs a mão no ombro de Rony e lhe ofereceu a bebida. Harry o reconheceu, era o pai de Hermione.

-Beba! É chá, vai ajudar a acalmá-lo – deu dois tapinhas no ombro do rapaz.

-Obrigado, Sr. – Rony segurou o copo com as duas mãos e bebeu o conteúdo de forma sedenta. O homem se afastou dos dois amigos e foi conversar com o Sr. Weasley.

-Ron! Por que te expulsaram? – Harry, não resistiu, tinha que perguntar.

-E como eu vou saber? Elas simplesmente me expulsaram.

-Elas quem? – perguntou curioso.

-Ora, mamãe, a Sra. Granger e Hermione.

-Ah... – após uns instantes de silêncio, Harry se dirigiu novamente ao ruivo – Mas elas te expulsaram assim? Do nada? Você não fez nada e elas simplesmente...

-Qual é, Harry? Vai ficar me enchendo de perguntas, é? Se não pode ajudar, não atrapalha! – ao terminar o ruivo deu as costas ao moreno e resmungando, voltou a andar de um lado para o outro.

Harry ficou observando a inquietação do amigo. Como se comportaria se estivesse no lugar dele? Como seria se estivesse por perto quando Matt nasceu? “Quantos momentos devo ter perdido”, não pode deixar de pensar.

Sentou-se numa das cadeiras da sala de espera, onde também estavam o Sr. Weasley e o Sr. Granger. Horas de espera se seguiram, durante as quais, Rony acabou resolvendo se sentar ao lado do amigo. O ruivo roia as unhas e interpelava todo curandeiro que passasse na sua frente.

-Acho que há algo errado acontecendo – disse o ruivo em tom nervoso e preocupado, enquanto desviava os olhos do amigo e os dirigia em direção ao corredor onde ficava o quarto de Hermione.

-Não tem nada errado acontecendo. Não se preocupe a toa – disse o moreno tentando acalmar ao outro e a si mesmo.

-Espero que não – escorregou na cadeira e pôs-se a roer a unha do polegar direito.

Harry também estava preocupado, estavam na sala de espera a um bom tempo e nada de notícias. Então, uma Sra. Weasley com rosto e olhos vermelhos imersos em lágrimas, surgiu no corredor, Ron se levantou em um pulo e foi receoso em direção a mãe.

-Mamãe... – parecia ter medo de continuar – Aconteceu alguma coisa? – perguntou fazendo uma careta e engolindo em seco, interpretando o choro da mãe como sinal de más notícias.

A Sra. Weasley fez um sinal de afirmação com a cabeça e pôs a mão sobre a boca. Após um esforço para conter os soluços respondeu:

-Você é pai, meu querido – ao dizer isso abriu um sorriso – O que aconteceu, é que agora você é pai!

-Então... – os olhos do ruivo se encheram de lágrimas, os lábios se abriram num largo sorriso - ...Ele nasceu mamãe?! Meu filho nasceu?!

A Sra. Weasley fez novamente um aceno com a cabeça e se jogou sobre o filho. O Sr. Weasley e o Sr. Granger também choravam e riam, enquanto cumprimentavam um ao outro. Em Harry, alívio, por saber que tudo dera certo, e alegria, pelo nascimento do afilhado, filho de seus dois melhores amigos, se misturavam.

-Ela é tão linda, meu filho! – a ruiva murmurou entre lágrimas – A minha netinha é tão linda.

Ron se afastou da mãe para encará-la e com um sorriso no canto dos lábios disse:

-A senhora está se confundindo, mamãe. O bebê é um garoto e não uma menina – o ruivo ainda envolvido no abraço da mãe, se divertia com a confusão dela.

-Ronald Weasley! – disse em tom de bronca a mulher, que já estava um pouco recobrada da emoção – Você acha que eu não sei diferenciar um menino de uma menina?

-Não é nada disso, mamãe – falou suavemente – O que acontece é que a Sra. deve estar tão emocionada, tão feliz, que acabou se confundindo.

-Ronald Billius Weasley! Tive e criei seis filhos homens, você acha que eu ainda me confundiria a uma altura dessas? Hermione deu a luz a uma menina!

-Mas... o medibruxo disse que seria menino! – disse um pouco decepcionado.

-Ora, meu filho, e o que isso importa?! Vamos, estou ansioso para ver a mais nova Weasley! – disse o Sr. Weasley enquanto conduzia um confuso Rony para o quarto, sendo seguido por Harry, pelo Sr. Granger e pela Sra. Weasley.

Entraram no quarto que Hermione ocupava sozinha. A morena tinha o aspecto cansado, os lábios estavam ressequidos, os cabelos amarrados e levemente desgrenhados, e o rosto estava inchado. Segurava em um de seus braços uma trouxinha cor-de-rosa, enquanto tinha um dos dedos da mão do outro, sendo segurado por miniaturas de dedos.

O primeiro olhar que a morena encontrou foi o de Harry, ele sorriu para ela com lágrimas nos olhos e lhe desejou parabéns com o movimento dos lábios, ela agradeceu da mesma maneira. Girou os olhos a procura de algo, até que encontrou. Delicadamente, retirou o dedo da mãozinha da filha e fez um gesto com a mão para que o marido se aproximasse, Ron se moveu de maneira lenta até ela, enquanto a Sra. Granger abandonava o posto ao lado da filha e da neta, e ia encontrar o marido com um abraço.

Hermione encarou Ron, sorriu para ele e depois olhou para a filha. O ruivo seguiu o olhar da esposa e encarou o rosto enrugado e rosado a sua frente. A criança tinha pouco cabelo, mas os fios que tinha, eram tão rubros quanto os do pai e dos outros Weasleys, as frestas formadas pelas pálpebras inchadas eram suficientes para ver o tom azul céu que tinham os olhos do bebê, o nariz e a boca eram tão pequenos e delicados, como os de uma boneca de porcelana. De repente a menina começou a chorar. O vermelho suave que corava as bochechas da criança foi se espalhando pelo resto do rosto e tomando uma tonalidade mais intensa, assim como as pontas das orelhas, um sinal de que o sangue Weasley corria nas veias da criança. Imediatamente a mãe abriu um botão e abaixou um lado da camisola para oferecer o seio a filha. A menina o abocanhou avidamente e antes de começar a sugar, soltou um pequeno murmúrio, que pareceu um resmungo. Mione riu baixinho e olhou para o marido:

-Meu Merlin! Ron, se prepare, vamos ter uma versão feminina sua em casa. Ela é irritada, comilona e resmungona, como você – todos os presentes no quarto riram, menos Ron, que estava ocupado demais contemplando a filha se alimentar, para prestar atenção ao que os outros falavam.

O ruivo foi subindo uma mão devagar, pairou com ela sobre a cabeça da filha, se surpreendeu com a proporção entre sua mão e a menina, já achava que a criança era muito pequenininha, mas assim, comparando-a com a sua mão, ela parecia incrivelmente menor. Com receio de machucá-la resolveu desistir da carícia que pretendia fazer. Moveu sua mão, afastando-a da criança, mas Hermione a segurou e fez ele pousa-la sobre a cabeça pequenina da filha. Passou a fazer um leve carinho na moleira, os dedos estavam trêmulos. Assim que a esposa terminou de amamentar a criança, se dirigiu a ele:

-Segure-a Ron!

-Não, Mione. Tenho medo de machucá-la – disse, receoso – não tenho costume de segurar criança.

-Pois vai ter que se acostumar agora que tem uma filha, e é melhor começar logo.

-Mione... – o ruivo, proferiu o nome da mulher como um lamento.

-Vamos, é só por o corpo dela sobre um braço e segurar a cabeça com mão.

Contra sua vontade, o ruivo se aproximou da mulher, que o instruindo, passou a filha para os seus braços. A principio, ficou meio desconfortável tendo que segurar a criança, se achava desajeito e tinha medo de machuca-la. Porém, poucos instantes depois, já se sentia a vontade o suficiente para passear com a filha pelo quarto, enquanto a embalava, a menina parecia se sentir muito confortável nos braços grandes do pai. O ruivo se lembrou de algo e se dirigindo à mulher, perguntou:

-Mione, já sabe como vamos chamá-la?

-Bem... Eu pensei em alguns nomes...

-Quais?

- Anne, Lindsey... – antes que terminasse a lista, o marido a interrompeu.

-Anne Lindsey Weasley – Ron disse baixinho, como se fosse só para ele ouvir, depois falou mais alto – Anne Lindsey Weasley... Eu gostei - afirmou com um sorriso nos lábios.

-Eu também!

Ron voltou a circular pelo quarto, agora mostrando sua filha aos outros três homens. Foi até o pai que se inclinou e deu um suave beijo na fronte da criança, o Sr. Granger repetiu o gesto e desejou boas vindas a sua primeira neta. Ron, então, se aproximou de Harry que olhava a rua pela janela.

-Harry?! – chamou a atenção do amigo que não tinha percebido sua presença – Não quer conhecer sua afilhada?

-É claro que quero! – disse em tom animado.

-Então, às apresentações, Anne esse é seu padrinho, Harry – inclinou a menina para que ela “olhasse” para o padrinho – Harry, está é Anne Lindsey Weasley.

-Muito prazer, Anne! – disse Harry, enquanto segurava os dedinhos da menina e sorria – Ela é linda, Ron!

-Ora, mas é claro que é! - Ron disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo – Ela é minha filha, como não seria?! – terminou em tom ultrajado e se retirou.

Harry ia retrucar a fala do amigo, mas desistiu, ao invés disso riu, desejando que a afilhada não herdasse a falta de modéstia do pai.

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N/A: Aêêêêêê!!!!!! Quem pensou que alguma coisa ruim ia acontecer, põe o dedo aqui!
Hauahauauhauhauhau. Mas nada de grave aconteceu, o capítulo foi a maior felicidade, e espero que em quantidade suficiente para ninguém querer azarar a autora pela demora.

Mayra Black Potter: É isso aí H/G é superultrahiperperfeito. Também acho que Harry não merecia (então porque eu escrevi isso?!), Mâââsssss, estamos lidando com uma cria de grifinórios, então, é claro que não vai ser nada fácil para o Harry conquistar o menino... mas também não vai ser muito difícil, hehehehe, espere e verá. Bjos, continue acompanhando.

Tonks & Lupin: Acabou a agonia!!! Espero que não tenha comido muito chocolate a ponto de passar mal, confesso que a atualização demorou um pouco. Bjos, espero que tenha gostado do capítulo.

Tucca Potter: Quando eu escrevi o capítulo, me deu um nó na garganta, mas calma, tudo vai se resolver uma hora, aguarde. O Matt é mesmo uma graça e como você viu nesse capítulo, a ruiva não é tão má assim, ela vai dar uma ajudinha para o Harry, pode esperar. Bjos.

Paulinha Potter: Eu sei que deu dó do Harry, mas ele tinha que sofrer alguma conseqüência pelo que fez. O desespero do Rony, é, acho que não preciso dizer que era só... Frescura! Bjos.

Mari Black: Espero que você me desculpe de novo pela demora, hehehehe... Eu também achei o capítulo lindo, eu o escrevi num impulso e saiu assim, que bom que gostou. Bjos.

Dora: Obrigada pelo elogio. Bjos.

Priscila Louredo: Acalma os nervos muié! Seu ruivo (eu sei da sua quedinha por ele) e a família dele estão bem, como você mesma pôde conferir neste capítulo. Quanto a Ginny e Matt, o que seria breve para você? Continue acompanhando. Bjos.

Camilo Lino: Fico feliz que tenha gostado da estória. Bem vinda, continue lendo e comentando. Bjos.


Vou fazer de tudo para postar o próximo logo. Lenham e comentem, é muito importante para mim saber a opinião de vocês, leitores. Bjos e abraços a todos.

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