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Visualizando o capítulo:

1. términos e recomeços .


Fic: amigos com benefícios, HHr.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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AHHHHHHHHHH, mais que saco! MERDA! Droga! PQP! Sinceramente, eu realmente to muito irritada, estressada, mau-humorada  e sabe-se-lá mais o quê! Droga, quantas vezes eu vou ter que dizer que eu e o Harry NÃO temos a droga de um caso?! Por Merlin! Muito pra variar toda Hogwarts anda comentando que... Eu... E ele... Quer dizer... Er, que nós... TEMOS UM CASO! Não, o pior é que eu e o Rony (finalmente!) começamos a namorar pra valer, e todos esses boatos acabaran chegando ao ouvido do ruivo, e (muito pra variar), nós acabamos brigando. Ahhhh! Juro que mato os estúpidos que espalharam essa merda toda! Há! EU E O HARRY SOMOS SÓ AMIGOS SACOU? AMIGOS, AMIGOS, AMIGOS, AMIGOS...


Por que todos esses imbecis insistem em achar que estamos juntos, ou pior apaixonados (argh!)? Olha, não é que eu não goste do Harry, porque bem, isso é impossível, visto que ele é meu melhor amigo e que depois da caça às horcruxes em que Voldemort foi derrotado nos aproximamos; mas eu não gosto dele daquele jeito sabe?  Eu sempre fui apaixonada pelo Ronald, dã! E isso sim, sempre foi algo óbvio à todos. Todas as nossas discussões, o ciúme do ruivo quando me viu com o Krum, o meu ciúme quando o vi com a Brown, etc. etc.


Enfim, o fato é: EU E HARRY POTTER SOMOS AMIGOS. OS MELHORES. E... nunca nós nos veríamos de outra forma, er, pelo menos é o que eu acho.


A nossa amizade carrega uma intimidade enorme, que mantém o respeito que sentimos. Mas o pior, o pior de tudo, é que olhando as orelhas do Rony esquentarem, e a mistura de revolta, raiva e ciúme nesse maldito ruivo que eu amo tanto, dizendo na voz mais alterada: “HERMIONE, EU VI O JEITO QUE VOCÊ E O HARRY SE OLHAM! EU TÔ TERMINANDO COM VOCÊ! EU SEI QUE É ISSO O QUE VOCÊ E ELE QUEREM, NÃO É?” Eu percebo que entre muitas formas possíveis de decepção, e certamente aquele ruivo ciumento enfiou a faca primeiro. Me feriu mais do que pretendia. ESTÚPIDO! Okay, eu e o Rony terminamos. Isso é natural, não é? Quer dizer, todo casal tem crises. Ah, dane-se! Vamos fazer as pazes, eu sei que sim. Ele e Harry vão ter uma longa conversa, até que o Harry vai convencê-lo de que nos vemos apenas como amigos, e nos sentimos como irmãos. E ele vai chegar, com aquela cara de bobo, pedindo desculpas.


Tudo bem, vamos tentar entender o Rony. Porque, quer dizer, como eu disse, a minha amizade com o Harry mudou demais no nível de intimidade. Conseguimos entender um ao outro apenas por olhares. E não temos mais segredos um pro outro. Sim, exatamente o que você pensou. Nós contamos tudo um pro outro. Incluindo... Certos assuntos meio sórdidos, que agora não são mais constrangedores para nós. A não ser para o Rony, é claro. Então, talvez seja difícil para o Ron nos ver assim.


- Não acredito que ficou com ela!


- Pelo menos ela é gost... Bonita. – Falara o moreno, rindo de uma forma que me lembrava Sirius. Um sorriso avassalador.


- Harry! – Eu exclamara, dando um tapa leve em suas costas. – E a Gina? Achei que estivessem apaixonados e...


 - Não, não. – Ele acrescentara. – Agora somos só amigos. E eu só quero aproveitar um pouco a minha vida depois de todo esse tempo preocupado com Voldemort.


- Okay... Sr. Pegador.


- Mas Mi... – Começara ele, com uma expressão angelical forçada.


- Que foi?


- Promete que não vai me brigar..?


- Hã? Tá, tá. Eu prometo. Agora fala Potter!


- Eu não só fiquei com ela. – Revelara com um sorriso malicioso e safado.


- Quê?! NÃO ACREDITO QUE TRANSOU COM A ANNE! Tsc, tsc. Ela não merecia isso! Ela realmente parecia gostar de você!


- Sério?


- Sério.


- Hm, que pena.- Falara com frieza, ainda sorrindo.


- Harry, você me dá medo às vezes.


- No bom ou no mal sentido?


- Qual seria o bom sentido?


- Nem queria saber. Isso estragaria a nossa amizade... hhuHAUHSUHAShahsuhauhsUAH...


- Oh, que honra servir pra ser uma conquista do famoso Potter! – Ironizei, rindo debochada dele.


Fora que o idiota do Rony, tem ciúme de cada coisa... Eu hein! Tipo: abraços, beijos no rosto, brincadeiras etc. etc. E sinceramente, EU NÃO AGUENTO MAIS ISSO! NÃO AGUENTO MAIS AS MILHARES DE REPORTAGENS DO HOGWARTS DIÁRIO SOBRE ESSE MEU SUPOSTO ‘triângulo amoroso’! É ESTRESSANTE, MEU MERLIN! Não, e sabe o que me deixa p da vida também? É que o Harry já nem se importa mais! Pode? QUE SACO! Ele nem se dá ao trabalho de fingir que isso o deixa puto! PORRA! Ele fala:


- Relaxa Mi. Isso nunca vai parar, e se você ficar histeria, aí é que eles vão achar mesmo que nós...


- Isso vai parar sim Harry! Eu só preciso casar com o Rony e formar uma família feliz! – Ele revirou os olhos, entediado.


- Tá, mas enquanto você não se torna a senhorita Hermione Granger Weasley, melhor aprender a lidar com essas insinuações.


Socorro diário! Eu TÔ TÃO... ESTRESSADA COM TUDO ISSO! SERÁ QUE ESSES FOFOQUEIROS NÃO DÃO UM TEMPO NÃO? Acredita que em menos de um mês eu o Ron já brigamos umas trocentas vezes por causa desses malditos boatos sem fundamento?! GRRRRRRRRRRRR! Bom, tenho que parar de escrever, tenho aula de Runas Antigas.


Hermione Jane Granger.


 


Enquanto isso, durante a aula de adivinhação... 


Harry e Rony estavam lado a lado na sala. Mas o moreno sabia muito bem que o amigo estava estranho de alguma forma. Talvez tivesse terminado com Hermione, muito pra variar num ataque de ciúmes absurdo. As coisas entre eles não andavam muito bem ultimamente. O moreno sentia que cada vez que uma barreira em sua amizade com uma certa castanha era rompida, uma barreira se construía entre ele e o outro amigo. Estar com ela, querendo ou não, o afastava de Rony. Seu melhor amigo desde sempre. Eles eram um trio. Eram todos amigos. Por que raios o ruivo tinha que ser tão ciumento e cabeça-dura tratando-se dela?! Tudo bem que ela era... Arrebatadoramente linda. E inteligente. E engraçada. E compreensiva. E sexy. E tinha aqueles olhos que... “Tudo bem, já deu pra sacar o quanto ela é perfeita.” Dissera a si mesmo, como se outro Harry Potter vivesse dentro de si e devesse ser repreendido. Rony não dissera uma palavra sequer o dia inteiro, embora eles estivessem assistindo as mesmas aulas juntos. “Ah! Quer saber? Foda-se! Ele que aprenda a confiar nos amigos.” Falara, dando de ombros. Estava cansado de sempre ter que esclarecer as coisas, dizendo em sua voz mais inofensiva “EU A AMO COMO UMA IRMÃ...” e todo aquele blábláblá de sempre. Pelo menos uma vez o ruivo é que deveria dar o braço a torcer e assumir que julgara errado a amizade dele com Mione.


 - Preparem suas mentes, porque esta é uma arte realmente muito... – Começara a professora maluca de adivinhação. Sibila, em seu tom pirado, gesticulando de forma paranóica durante tal discurso. – Especial. – Completara, pondo os olhos no moreno.


E logo em seguida ouviu-se um burbúrio na sala, em que muitos alunos puseram-se a apanhar pergaminhos e penas.


- Bebam a xícara da poção que está sobre sua mesa. – Falara. Harry olhou curioso, para o conteúdo de tal poção. E a tomou. – Agora, tentem pensar em alguém, uma única pessoa. – Sugerira.


Sem saber como ou porquê, a imagem de Hermione surgiu na mente do moreno. E por mais que ele tentasse focar seus pensamentos em outras pessoas, como Sirius ou seus pais, a imagem dela parecia grudada a sua cabeça. Impossível ignorar e esquecer.


- Esta poção, é a poção do esclarecimento, provavelmente vocês só conseguirão pensar em uma única pessoa... – Pausara, ele ergueu o olhar, interessado. – O dia inteiro. – Completara. – Só quero que me entreguem na próxima aula o pergaminho relatando as previsões que verá relacionado a tal pessoa.


- Previsões? Como assim ‘previsões’?! – Ele se ouvira retrucar.


- Previsões do futuro entre o Sr. e a sua provável alma-gêmea. A garota em que está pensando neste exato segundo. – Respondera ela, segura.


Harry sentiu-se perturbado. Fora como levar um soco no estômago ouvir aquilo. Quer dizer... Ele e Hermione eram melhores amigos e só! Ela não era (e não podia ser!) sua... Er, provável alma-gêmea. Isso era... Incoerente! E insano!


“Tudo bem, eu acho que posso agüentar um dia INTEIRO pensando nela mais que o de costume.”Assegurara. “Contando que essas visões não sejam... Perturbadoras.”


“São só visões.” Falara a si mesmo, embora nem tivesse idéia de como seriam.


Saiu da sala, em passos rápidos. Com pequenos flashes indo e vindo em sua cabeça. O sorriso divino dela. Depois os olhos profundamente castanhos, que chegavam quase a atingir um tom de mel quando expostos ao sol. Depois vira os cachos que ele tanto amava tocar (quando estavam à sós). Não que nunca tivesse reparado nada disso, porque já fazia um ano que ele a conhecia mais do que ninguém. Conseguia lê-la por um olhar. Era tão fácil pra ele, entendê-la. Amá-la. (como uma irmã, é claro!) Pôs-se a acrescentar mentalmente.


À propósito, ele lembrou do olhar distante que ela lhe lançara quando ele a vira indo à aula de Runas. Ele sabia que ela precisava dele, sentia isso. Rumou direto ao quarto de monitora-chefe da garota. Ela lhe dera a senha pra quando precisassem se falar. Bateu na porta com cuidado.


- Entra Harry! – Ele a ouvira dizer, e abriu a porta do imenso quarto, calmo.


Ela estava sentada em sua cama escrevendo furiosamente em um caderno...


 



AONDE FOI QUE EU PAREI MESMO, DIÁRIO? Ah sim: o Ronald resolveu fingir que eu não existo agora! Era só o que me faltava...! Será que ele pensa que eu sou alguma vadia pra ele achar que eu o traio?! Será que a nossa amizade de tantos anos não foi capaz de trazer nenhuma confiança? Será que ele pensa que eu não sou digna da porra da confiança? Será que...? ARGH. Odeio me sentir assim, é tão ridículo!


O clima fica tão pesado. Me sinto mal de todos os jeitos. Por todos esses olhares frios do Ronald, a indiferença e o silêncio incômodo que paira sempre que eu chego perto dele. Não, meu Merlin! Me diz se eu mereço tudo isso... Caraca, eu não faço nada de errado. Não sou uma vadia oferecida. Não bebo. Não fumo. Não uso drogas. Não sou da sonserina. Não fico me agarrando por aí com ninguém. Por Merlin! Eu nunca nem estive com outro garoto realmente, além do ruivo. Quer dizer, teve o Vítor Krum. Mas eu mal lembro dele. E só estive com ele, porque o Ronald não teve um pingo de coragem pra me chamar pro Baile! Eu... eu nunca nem estive realmente próxima de um garoto! Okay, tem o Harry. Mas ele não conta! Pelo menos eu acho né?


 Tá, eu sei que você pode estar me perguntando “Nunca mesmo?”. Nós nos demos selinhos. E, na verdade não foi uma vez, foram várias. Ocasionalmente. Mas não foi anda do tipo ‘Eu te amo.’ Ou ‘Eu me apaixonei pelo meu melhor amigo.’. Por mais que tenham sido selinhos e tal. Foram inocentes ok? Amigos também trocam selinhos sabia?! Tá, mas isso não vem mais ao caso. Intimidade por intimidade, eu e o Harry não somos mais do tipo que cora com facilidade. Bem, um ano atrás sim, só que nossa amizade já pulou esse estágio de constrangimento infantil... (O Rony NUNCA soube dos tais selinhos, GRAÇAS A MERLIN!!)


- Terminaram de novo? – Perguntou o moreno, guardando seu material e indo até a cama com a garota.


 - O Rony, melhor dizendo. – Falara, sem encará-lo. – Eu contei. É a vigésima quinta vez em dois meses.


 - Tá escrevendo o quê aí?


 - Pensamentos. – respondera, sem dar-lhe atenção.


 - Mi. – Chamara ele.


 - Fala Harry.


 - Pode olhar nos meus olhos? Eu me sinto menos ignorado assim. – Retrucara, movendo-se pra mais perto dela.


 A garota virou-se lentamente fitando-o. O moreno abraçou-a e selara seus lábios de forma casta. Apenas um selinho de amigos. (N/A: AIII EU COM UM AMIGO DESSES, hHUAuhauhsUH)


 - Tudo bem Mi. – Começara. – Eu te conheço.- Pausara. – Não precisa fingir que você não se importa.


 Ele sabia o que viria. Sabia que ela só estava se fazendo de forte pra si mesma. Sabia que só em seus braços, é que ela era capaz de admitir suas próprias emoções e lidar com todas as feridas abertas que Rony Weasley fazia questão de deixar, cada dia mais profundamente. As primeiras lágrimas começaram a cair dos olhos da garota, que chorava nos braços do melhor amigo. Harry odiava vê-la assim, sentia vontade de quebrar a cara de Ron por isso...


 - Ele disse que... A gente... Planejou toda aquela... Coisa ridícula. – Falara, em meio ao choro silencioso.


 Harry acariciava a pele da garota, causando uma sensação de conforto e segurança.


 - Dessa vez não vai ter volta... – Garantira a ele. – O Ronald é um...


 - Imbecil. – Completara Harry, involuntariamente. – Tá tudo bem Mi... Tudo vai ficar bem... – Garantira, com sua voz tranqüilizadora.


 Eles permaneceram muito tempo unidos daquela maneira. Harry sabia que logo ela iria adormecer em seus braços. Gostava de saber que era único que a conhecia em todos os detalhes. Ele tinha certeza de que ela se sentia em casa quando estava ao seu lado, como se tudo determinantemente fosse ficar bem. Ele tinha certeza, porque também se sentia assim ao lado dela.


 Percebeu que ela já fechara os olhos e estava em um estado de semi-sono ali, entorpecida pelas carícias confortantes que ele continuava fazendo. Movimentando levemente seus dedos, com delicadeza na pele da garota. Deitou-a na cama e a cobriu.


 E ele teve de novo aquela sensação. A sensação de que não queria deixar aquele quarto. Que nada mais valia a pena e que não havia um mundo lá fora além daquelas paredes.


 Permitiu-se voltar e aninhar seus corpos, envolvendo-a pela cintura, a fim de dormir com a castanha. Ele já havia dormido com ela antes, não havia mal nenhum nisso. Começou a fazer carinhos leves na barriga nua da garota, e pela primeira vez em meses, ele não conseguira dormir. Talvez porque ainda estivesse na hora do almoço. Novos flashes ultrapassaram sua mente. Lábios se tocando. Mãos correndo por um corpo feminino. Gemidos de uma voz que não lhe era estranha. Lençóis amarrotados. Unhas arranhando por prazer.


 Respirou fundo quando as visões passaram.


Que merda fora aquela? Ele se perguntava, tenso. Será que era mais uma de suas visões? Não, por Merlin... Não podia ser! Hermione Jane Granger era sua melhor amiga, ele não podia imaginá-la em situações desse tipo. Isso o fez se sentir um imbecil! Será que até sua melhor amiga não escapava ao poder de seus hormônios?


Algum tempo depois..


 


Hermione abriu os olhos lentamente, inebriada pelo perfume do amigo. Olhou curiosa para situação estranha em que estava. Harry e ela de frente um para o outro. A mão dele tocava sua cintura exposta (pela blusa que tinha o dom de se erguer), uma de suas pernas estavam inclinadas no abdômen dele (tocada também pela outra mão do moreno), e suas mãos estavam na nuca do moreno, que dormia. As respirações tão próximas que se misturavam. E quem visse tal cena, não duvidaria nem por um segundo do que eles estivessem fazendo. Por Merlin! Parecia que tinham inconscientemente dormido sob uma posição quase pornográfica.


Harry abriu os olhos, e sorriu ao vê-la acordada. Ambos sorriram gostosamente ao notarem a proximidade.


- uhh, Foi bom pra você? – Ele brincara, divertido. Retirando as suas mãos despudoradas do corpo da amiga.


- Não muito, acho que você deve se esforçar mais na próxima. – Brincara, também sorrindo.


- E quando vai ser a nossa próxima? – Falara, num sorriso sedutor, girando seu corpo até ficar por cima de Hermione.


Ela se manteve divertida.


- Nunca. – Concluira, saindo de baixo dele.


- Mi... – Chamara o moreno.


- que foi?


- Já ouviu falar na poção do esclarecimento?


- Já, lógico! – Pausara. – O que tem ela? – pausara novamente, fitando-o confusa.


O moreno contou-lhe sobre a atividade de adivinhação, ocultando que ela é que tomara sua mente bem como suas visões absurdas.


- Não é a poção mais confiável do mundo...


- Por quê?


- Bem, porque, ela não dá visões necessariamente da sua alma-gêmea.- Harry soltara um suspiro de animação, como se estivesse tirando um peso de suas costas. -  E sim, da pessoa com que mais nos importamos no mundo. A pessoa com que nos sentimos seguros. A pessoa que nutrimos um sentimento mais forte do que seríamos capazes de descrever e sentir por qualquer outro. A pessoa que daríamos à vida. O que é na maioria das vezes, é a nossa alma-gêmea. – Concluira.


O moreno ouviu as palavras com atenção. E ali, naquele momento, teve certeza que a amava. Mais que tudo, mais que qualquer coisa. Odiou Rony Weasley por ter a tocado um dia. Odiou Vítor Krum por tê-la bajulado, levado ao baile e... “COMO UMA IRMÃ!” acrescentara novamente.


- Mas e... Sobre as visões? Elas acontecem? – Perguntara.


- Isso eu não posso dizer. È relativo demais. Quem é ela hein Sr. Potter? – retrucou a garota, divertida.


- Ela quem?


- A garota, oras. – Falara, desconfiada.


- No final do dia eu conto. – Sugerira. – isso se você ficar o dia inteiro comigo.


- Okay, Okay Sr. Potter. Tá carente ou andou aprontando feio? – perguntara, com um olhar mortal.


- Nenhum Mi. – respondera, com rapidez. – Ei, que horas são?


- 4h da tarde. – Afirmara Hermione. – Tem alguma coisa em mente já?


- Er... Eu ainda to de uniforme, vou lá pro meu dormitório, tomar banho e tal. E em... 1h a gente se vê!


- Tá. – Concordou. – Uhh, fazia tempos que eu não era chamada pra um encontro! – Exclamara, sarcástica. – Até mais Harry!


O moreno saira do quarto da garota animado. Entrou no dormitório masculino, sorrindo ao lembrar-se dela... E se surpreendeu ao ver que Rony estava sentado em sua cama, fitando o porta-retrato com a foto de Hermione, que costumava ficar próximo a cama do moreno.


- Eu sempre achei estranho Harry... – Começara o ruivo, com um brilho sombrio e seguro nos olhos. – ... Você ter uma foto da Mi sozinha... Quer dizer, aposto que a primeira coisa que você vê quando abre os olhos é o sorriso dela. – Continuara, fitando a foto onde a castanha sorria gostosamente.


- Bom, ela é minha melhor amiga. Eu não vejo nada de estranho nisso.


O ruivo riu.


- Você e eu sabemos que ela é bem mais que uma amiga.


- Mais o qu...


- Você olha pra minha ex, como se ela fosse uma deusa que merece a sua adoração...


- Pelo menos eu vejo o que ela realmente é.  – Falara o moreno, sem se arrepender se aquilo alcançara ou não duplo sentido.


- Então... Eu sempre estive certo.


- Não. Somos amigos. Só amigos.


- Harry Potter apaixonado? – Ironizara Rony.


Harry riu, sarcástico. Revirou os olhos.


- Qual o seu problema?! – Perguntara, irritado. – Estamos falando da Hermione! Acredita mesmo que ela te trairia? Passamos por uma guerra juntos, derrotamos Voldemort juntos! Acho que tanto ela como eu merecemos um pouco de confiança. – Retrucara para o ruivo.


Rony suspirou.


- Então me diz Harry: Pra quê tudo isso?


- Isso o quê?


- O jeito que vocês se olham, se entendem e se tocam. Porra, eu seria um imbecil se não me sentisse um nada perto do que a sua amizade representa pra ela!


- Somos melhores amigos, é lógico que tanto a minha amizade quanto a dela representam muita coisa!


- Sabe o que eu acho Harry? Que vocês só querem se ver como amigos.  E no fundo, vocês dois só estão esperando o momento certo pra quando fichar cair, e finalmente vocês poderem ficar juntos.


- Não tem ficha nenhuma pra cair! Ela é a sua namorada, minha melhor amiga. E vocês se amam. Fim! – Comentara Harry, seguro. Mas por dentro sentia uma vontade imensa de desaparecer, de sumir dali.


- Ela te ama Harry. – Afirmara o ruivo.


- Ela me ama como um irmão.


- Okay, pense o que quiser. – Dissera Rony, irônico.  – De qualquer forma, eu... Descobri que não amo a Mi.


- QUÊ?!


- Er... A poção me fez ver que eu to apaixonado por outra garota... – Começara o ruivo, corando.


- Quem? – Perguntara, curioso.


- A di-lua.


- Luna lovegood?


- Er... eu...


- HHuhaushauhsuHUAHAUHSHhauhuahuHUAHSHa... – Rira o moreno. - Se você ficar com a Luna, é bom saber que a Mione nunca vai te perdoar... – Falara, assumindo um tom sério.


- Ela vai sobreviver Harry. Você vai estar com ela, lembra?


O moreno revirou os olhos.


- Faça o quiser. – Pausou pegando a toalha em direção ao banheiro. – Vou tomar um banho!


- E eu... Vou ver se esbarro com a minha lunática... – Retrucou Rony, sorrindo debilmente.


Olá diário! Volteeei! Tava dormindo com o Harry e por isso não escrevi aqui ok? Tipo, literalmente dormindo mesmo sacou? Porque bom, quando eu me sinto deprimida consigo dormir com mais facilidade nos braços dele. Não sei o que me dá... Mas é estranho... Eu me sinto a salvo de qualquer coisa. De qualquer medo. É uma sensação ótima. E eu sei que ele provavelmente deve ter percebido que hoje foi um dia meio desanimado pra mim e veio aqui pra fazer as coisas que amigos costumam fazer nessas horas. Ele costuma me consolar bastante pelo jeito, já que o Rony volta e meia termina comigo; pensando bem... Olha só a minha moral! Sou consolada por Harry Potter, o pegador insensível de Hogwarts.! HÁÁÁ! Sacanagem, sacanagem. (Tsc, tsc.) 


Tive um sonho quente enquanto dormia com ele. Prefiro não comentar. Argh, deve ser incestuoso pensar nesse sonho (pesadelo!) obsceno com meu melhor amigo. Vai ver eu é que to na fossa e tal.


Ah, e tenho uma nova pra contar! O Harry tomou a poção do esclarecimento, acredita?! Não, e o problema não é nem isso e sim que ele... Já deve ter tido as tradicionais visões com a garota de seus sonhos (não que isso seja mesmo um problema pra mim ok?). Quando ele começou a me interrogar sobre isso, o lance de alma-gêmea etc.e tc. Eu me senti estranha. Não sei explicar, foi desconfortável. ESCLARECENDO: EU NÃO FIQUEI TRISTE OK?! Eu só... Me senti estranha. Estranha, tipo, beeem estranha. Nunca tinha sentido isso antes, diário. Quando ele disse, meu coração pareceu sufocar. Okay, okay. Foi exagero. Imagina... Coração sufocar?! AFF só eu mesmo... Eu fiquei pensando umas insanidades básicas e naturais (pelo menos assim espero!). Pensei em quem seria a tal garota. Pensei se ele realmente a amava. Pensei... Ah, pensei tantas coisas ao mesmo tempo! Odeio quando isso acontece! Essa coisa de ficar analisando minhas próprias emoções. Quer dizer... Depois de derrotar Voldemort o Harry se transformou num verdadeiro pegador frio, incapaz de se comprometer, e compenetrado em sexo. Não to dizendo que ele tenha se transformado num tarado, argh... Não! Ele só resolveu aproveitar  a sua vida de solteiro. E, justo agora que ele me diz que tomou a poção do esclarecimento, e viu uma garota (e provavelmente está gostando dela!) (Não me pergunte como, mas eu sei que alguma coisa mexeu com ele, alguma coisa o mudou! Somos conectados esqueceu? Eu consigo ver cada mínimo rastro de emoção em seus olhos.) E... Acima de tudo eu também tenho certeza que a minha reação natural não era pra ser bem essa, e sim, explodir de felicidade por ele estar superando essa fase tempestiva de narcisismo e frieza! Mas, volto a repetir: eu me senti assim... estranha. Estranhamente triste. Vazia. Foi um leve incômodo pra mim saber que as coisas vão dar certo pra ele; afinal, estamos falando de Harry Potter! O cara que sabe sempre o que fazer. Que garota diria não pra ele?!?


RESPOSTA: EU, ORAS!


Tá vendo porque eu odeio analisar minhas reações?! Acabo sempre pensando insanidades absurdas! É lógico (e óbvio!) que eu, Hermione Jane Granger, diria não! Que tipo de garota eu sou afinal? Há! Eu sou a mais difícil de Hogwarts, literalmente falando. Odeio tudo o que o Harry o representa aqui com sua popularidade estúpida! Embora seja incapaz de odiá-lo, porque... DÃÃÃ: ELE É MEU MELHOR AMIGO! E acontece algo realmente curioso, com outras garotas ele é tão...Indiferente, de um jeito sedutor(é claro!). Quando ele estava com a Gina ou Cho (seus únicos amores até hoje, por sinal.) ele era doce. E isso é um contraste, porque comigo ele é... Tudo ao mesmo tempo. Doce, irônico, romântico, conquistador. Apenas Harry Potter. Eu sei que soa estranho estar contando tudo isso, não faço idéia de porque escrevi essas coisas em você, diário. Isso foi algo que eu nunca contei pra ninguém, ninguém mesmo. Sabia que se eu contasse já viriam com aquele papo irritante de “VOCÊS ESTÃO APAIXONADOS, OH QUE BONITINHO...” Argh! Não ando com saco pra agüentar essas insinuações mais do que eu já suporto!


Oh, merda! Acabei de ver o Ronald passar aqui na frente da biblioteca, apressado. Aonde será que ele vai?



Hermione fecha o diário com rapidez e se ergue da mesa na biblioteca a fim de seguir o ruivo. Não chega a dar mais que três passos pra fora da biblioteca e vê uma cabeleira ruiva com uma garota de cabelos loiros excêntricos. Ambos ficam sorrindo bobamente, até o ruivo diminuir a distância deixando que seus lábios se tocassem. Uma onde de raiva e decepção toma a garota. Incapaz de se mover diante da cena romântica, incapaz de lembrar que respirava ainda.


 “EU TE ODEIO, RONALD WEASLEY!” pensara, saindo dali possessa e desnorteada.


Entrara no quarto furiosa, e batera porta com força. Sentara na cama, baixando a cabeça. E pela segunda vez naquele dia, chorara pelo ruivo. A dor era tanta... Como se as cicatrizes criadas por ele dentro de si só pudessem doer cada vez mais. Sentia um buraco dentro de si, uma dor indescritível. Não pela raiva, não pela traição, mas por perdê-lo. Um dia, quem sabe, se conseguisse o perdoar, sabia que nada seria como antes. Quem sabe talvez o erro fosse seu. Se não fosse tão controladora, se não fosse tão estúpida, se não fosse tão... Ela mesma, talvez alguém fosse capaz de notá-la. Ela o amava, tinha certeza disso. 


Sua vista embaçada dificultava qualquer conclusão sincera. E sentira uma vontade insana de dormir e não acordar tão cedo. Ou pelo menos até que tudo passasse. Todas as lembranças ao lado do ruivo pareciam presas a si. O primeiro beijo. O rubor de ambos quando suas mãos se tocaram por instinto no terceiro ano. O ciúme. As brigas. As piadas sem-graça...


Algum tempo depois...


- Mione?! – Perguntara uma voz conhecida, tirando-a de seus devaneios.


A garota não se pronunciou, estava alheia. O líquido descia pela sua garganta queimando, tornando as coisas mais fáceis de encarar.


- Mi?! MIONE?! HERMIONE! HERMIONEEE! – Chamara a voz novamente, e só então ela notara Harry Potter, seu melhor amigo, encarando-a com uma expressão preocupada e tensa. Pela primeira vez ela fora incapaz de decifrar aquelas esmeraldas.


As altas doses de firewhiskey impediam-na de fazer qualquer coisa que envolvesse emoções e raciocínio.


- Que foi Harry? – Perguntara, ácida.


- Isso aqui é...


- Firewhiskey? – completara, dando um sorriso amargo. – Acertou Potter. – Falara, irônica.  Virando outro copo com uma coragem impressionante.


O moreno a fitava sem entender a atitude da amiga.


- Dizem que beber faz com que a gente esqueça nossos problemas. – Explicara, notando o tom confuso de tudo ali. E virara novamente outra dose que descera ardendo.


- Rony? – Arqueara ele somente.


A garota fez que sim coma cabeça tomada de indiferença. Ele sentou-se ao lado dela na cama, pegou calmamente o drink da mão delicada de Hermione, que não relutou, e afastara o firewhiskey da amiga.


- Ele me trocou por Luna Lovegood. – Afirmou a garota, desviando o olhar. – Por quê?


- Porque ele é um imbecil. – Completara o moreno.


Havia uma tensão no ar, e ele sentia uma vontade incontrolável de ir atrás do maldito ruivo e quebrar a cara do garoto por estar machucando-a daquela forma dolorosa. O filho da puta...


- Eu to bem Harry. Só preciso ficar sozinha. – Falara, e aquela seria a primeira vez que não seria consolada pelos braços do melhor amigo.


- Eu te conheço, Srta. Granger. Existe uma razão pra eu não ficar. – Dissera o moreno seguro. – Nós não temos segredos, Mione. – Esclarecera, fitando-a profundamente.


- Eu não sei se é o certo, mas... Muita coisa vai mudar, definitivamente.. – Revelara, com uma certeza e frieza tão grandes que assustou o moreno. – Agora, se não se importa Harry, eu preciso me preparar pra essas mudanças. – E dito isso o garoto fora expulso do quarto da amiga.


Harry acabara de sair do quarto da amiga. Estava realmente preocupado com a garota. Ele reconheceu aquele brilho estranho no olhar. Lembrava um pouco de si mesmo, um ano atrás, quando resolvera deixar de ser aquele garoto tímido que se sentia culpado por tudo e todos, que corava com facilidade, que odiava a fama; pra se tornar um dos maiores pegadores de Hogwarts, que pouco se importava com os outros. Embora ainda valorizasse a amizade daqueles que amava.


Mal virara o terceiro corredor quando avistou o ‘amigo’ caminhando com um sorriso palerma no rosto.


- Ela viu vocês, seu idiota. – falou, encarando o amigo. Que arregalou os olhos, surpreso.


- Hermione?! - O moreno revirou os olhos. - Bem que a Luna disse que tinha sentido o olhar de alguém enquanto a gente se beijav... – O punho fechado de Harry chocou-se contra o rosto do ruivo numa explosão de fúria e raiva vinda do moreno.


Rony sequer cambaleou, e sim caiu no chão. Seu nariz sangrava, ele levou à mão ao rosto para tocar o sangue e sentir o quanto aquele soco doera. Ainda não havia entendido o porquê seu melhor amigo o socara, nem fora preciso, o próprio moreno esclareceu ao ruivo.


- Ela provavelmente deve estar se sentindo uma droga; mas não precisa se preocupar Weasley, ela vai sobreviver. Por que EU vou estar lá com ela. – Dissera, deixando o ruivo imerso em suas próprias reflexões, ainda absorvendo as palavras e o soco que Harry lhe dera.


O moreno continuara caminhando, sentia que o percurso até o dormitório masculino estava mais longo que o normal. As coisas giravam em sua mente, deixando-o um tanto confuso. As visões, Hermione, os delírios, a raiva que sentira de Rony por tê-la tocado e magoado, o soco, a poção do esclarecimento, o que Hermione lhe dissera. “


 


Eu não sei se é o certo, mas... Muita coisa vai mudar, definitivamente..” Queria saber ao que ela se referia, o que ela poderia estar planejando afinal?


Andava tão distraído que sem perceber, acabara esbarrando em alguém.


- Não olha por... Er... Potter? – Cumprimentara uma garota.


Harry apenas olhou-a de forma vaga. Não se lembrava de conhecer a garota. Ela sorrira estupefata por estar sendo observada com precisão por aqueles dois olhos verdes esmeraldas.


Pode me chamar de Harry. – Pausara, dando um sorriso. – Qual o seu nome mesmo?


- Anne.


- Prazer! – Cumprimentara calmo,  envolvendo-a em um beijo avassalador, que fora retribuído na mesma hora.


Precisava esquecer todas essas malditas visões e parar de se preocupar tanto!’ Foi o que recomendou a si mesmo, enquanto suas mãos passeavam pelo corpo na desconhecida...


Eu odeio Rony Weasley. Isso é fato. Estranho como horas atrás eu tinha certeza que o amava perdidamente, que ele era o amor da minha vida. Mas parece que a vida resolveu me dar provas seguras de que o amor não existe. E que as cicatrizes ficam em carne viva quando confiamos naqueles que amamos. É sério! Se eu nunca tivesse confiado no Ronald Weasley, talvez eu não estivesse me sentindo que nem lixo jogado fora. E quando eu falo de amor, eu falo de amor romântico. Esse é  único que não vale a pena sentir.


Tomei altas doses de firewhiskey hoje. Porque eu achava que isso ia me ajudar a fugir do pensamento insano de ainda amá-lo. Eu tenho o péssimo hábito de sempre culpar a  mim mesma por tudo. Com a traição do Rony não é diferente. Eu me pergunto se... Eu fosse mais engraçada, mais espontânea, mais vaidosa, menos certinha, se... Tudo não seria diferente. Eu sei que isso vai passar. Mas e daí?


Harry veio aqui e se chocou quando me viu virar o firewhiskey que nem cerveja amanteigada. A bebida descia pela minha garganta e queimava por dentro. Fazia meu corpo esquentar, meus pensamentos embaçarem até que tudo se tornasse um bando de flashes aletórios e coisas sem sentido. Mas por sorte (ou não) , Harry tirou o drink da minha mão e imersa na minha raiva, eu tive uma idéia maluca. Algo que eu deveria ter feito. Eu o explusei daqui antes que o meu quarto se transformasse numa nova sessão de auto-flagelo e piedade ao lado dele. Só por hoje eu decidi resolver as coisas por mim mesma. Ainda confio no Harry e o considero meu melhor (e único) amigo, mas eu acho que isso o que fiz foi algo que eu deveria ter feito sozinha.


E aí vai a pergunta meu caro diário: Afinal que diabos eu fiz?! Okay, eu mudei. Mudei pra valer. Isso não é uma promessa, isso não é um jeito de me fazer sentir melhor, isso não é um devaneio bêbado. Eu mudei e amanhã todos conhecerão a nova Hermione Jane Granger. Menos sensível, mais fria. Mais disposta a se arriscar, mais disposta a viver. Porque biblioteca, livros e um namorado traidor não é bem o que eu chamo de vida. Eu quero... Sei lá! Fazer as coisas que eu nunca fiz. Só que... Com Classe. eu quero que o Ronald se arrependa de ter me magoado, eu quero ver ele aos meus pés. Eu quero deixar de ser vista como uma cdf estúpida e sim como Hermione Jane Granger. Já chorei demais.


Encurtei minha saia em alguns centímetros. Ajeitei meu cabelo em cachos perfeitos e (aparentemente) naturais. Dane-se todos agora! Eu só quero ser feliz e principalmente, fazer o Rony enxergar que me deixar foi um erro. Assim como amá-lo foi um erro pra mim...



 A noite realmente fora difícil pra Harry. Ele sonhara com sua melhor amiga, vítima da porra da poção que não cansava de lhe trazer visões nada puras da garota. Por isso acordara cedo. Por volta de 4 da manhã. Tomara um banho frio e demorado e saira do dormitório masculino a fim de andar pelo castelo. Hermione também acordara cedo, aliás. Mal dormira na noite anterior, não sabia exato o motivo, mas levantou-se a fim de andar pelo castelo na tentativa de esvaziar sua mente de todos seus problemas. Viu um moreno parado, um pouco mais adiante de onde estava e foi até ele com um sorriso no rosto.


 - Harry! – Dissera, abraçando-o.


O garoto fitou-a perplexo. A voz parecia com Hermione Jane Granger, sua melhor amiga, mas havia muita coisa diferente.


 - Fez alguma coisa no cabelo Hermione? – Perguntou de imediato, atordoado pela mudança da garota. Que embora ele já a considerasse linda, estava estranhamente sexy e atraente.


 - Aguarde Sr. Potter, aquela velha Hermione Jane Granger não existe mais. – retrucara num sorriso acompanhado pelo moreno que passou o braço por cima do ombro da garota protetoramente.


 - Espero que a nova Hermione Jane Granger esteja preparada pra ser vista como um pedaço de carne para toda a comunidade masculina de Hogwarts. – Avisara, irônico. E sério.


 - Harry... – Começara, notando a reação do moreno.


 - tudo bem Mi. Todo mundo sabe que a nova Hermione Jane Granger sempre vai ter um Potter bem ciumento pra protegê-la dos olhares sórdidos. – Falara, divertido.


 - Yeaah! Quatro da manhã e eu já despertei ciúmes em alguém, háááá! – Ele revirara os olhos.


 - Você ainda vai me dar trabalho Mi... – pausara. – Não consegui dormir quase nada hoje. – Falara, mudando de assunto. – Tive as malditas visões à noite inteira!


 A garota congelou o olhar.


 - Harry...


 - que foi?


 - O efeito da poção do esclarecimento encerra sempre à meia-noite. É uma das propriedades da poção. – Dissera. – Então, tecnicamente, o que você teve não foram visões, e sim sonhos. – Completara, sorrindo de forma marota. – Oh não! Harry Potter, o pegador de Hogwarts, andou sonhando romanticamente com uma garota ! – Ela Riu e o moreno suspirou.


 - Como sabe que foi romanticamente? – arqueara, num semi-sorriso.


 - Não vai me dizer que você sonhou que vocês... - Ele riu da careta que a amiga fez.


 - Que mente mais poluída hein Srta. Granger! – Falara.


 - Afinal, tá apaixonado por ela ou não?


 - Talvez . – Respondera, surpreendendo a si mesmo.


 - U-hu, quem será a nova senhorita Potter? – Brincara, fazendo-o sorrir.


 - Tô olhando pra ela. – Brincara ele, num sorriso cínico, fitando-a.


 - Há-há-há! – Ironizara a castanha, mau-humorada. – Muito engraçado, Harry. – Completara dando um tapa leve no amigo.


 - ah, ontem eu peguei uma garota aí...


 - Quem foi a bêbada? – Perguntara Hermione, rindo.


 - Não lembro. – Respondera.


 - Muito pra variar.


 - Não,eu acho que lembro sim... O nome dela é... Amy... Não, não... Lizzie... Não, aff... Eu lembro... Era alguma coisa com A...


- Ana?


- Não.


- Amanda?


- Não.


- Amélia? hHuhuahauhsuahsuhas...


- Não.


- Abelhuda? hHHUhauhUAHuhasushd...


- tá bom, Hermione. Valeu pela ajuda! – retrucou, sarcástico.


- Não seria a Anne da corvinal?


- Essa mesma!


- E vocês...?


- Tava sem cabeça pra fazer isso com ela. – Respondera, num sorriso safado.


- Já disse que eu tenho medo de você?- Quis saber Hermione.


- Sempre.


- Ótimo!


- Ah, me fala mais das suas mudanças, Mione. – pausara. – Essas suas “mudanças” envolvem o quê exatamente?


- Minha vaidade, e a minha preocupação de fazer tudo sempre certo.- O moreno riu. - E garotos, claro.


Ele a olhou, confuso.


- O que você quer dizer com ‘garotos’?


- Que eu vou começar a sair com garotos.


- ãhn?


- Variar um pouco a minha não tão vasta vida amorosa. – Esclarecera, satisfeita.


A mão de Harry tocou sua testa imediatamente.


- tá com febre Mione?


- Não. – respondera, cínica.


- Quem é você e o que você fez com Hermione Granger?


- Eu não mereço tanto...


- Ah, merece sim Mi! – E dera uma piscadela para a garota. Ela rira. – Ei, Já pensou que se você começar  a sair com tantos garotos, você vai ser usada por eles?


- Já, Harry. Obrigada pela reflexão sempre otimista!


- É sério... Eu sei bem como são essas coisas.


- Lógico que sabe, você é o pior deles! – Falara, rindo.


- Sim, eu sou. E eu mereço algum crédito por isso não? – Pausara. – Eu só não quero que nenhum imbecil te use ou te magoe.


- Aprecio a sua preocupação, Harry. – suspirou. – Mas eu preciso superar o Ronald.


- Existem outras maneiras de superar essas coisas, Hermione.


- Que outras maneiras?


- Ficar ao lado do seu amigo aqui, por exemplo.


 - Pode acreditar, mais grudados do que já somos é impossível. – Retrucara, revirando os olhos.


 - okay, a vida é sua.


 - Exatamente.


 - HHUHUhauHAUSHuahsUHAS... Nem acredito que isso tá me acontecendo!


 - Isso o quê? 


- A minha ex-inocente amiga agora procurando fogo.


 - Harry!


 - tá, tá. Tô quieto. – falara, parecendo uma criança de oito anos fazendo birra.


 - hHUHAHhHAUHauHhauhUAHHAHUhs... Harry Potter emburrado. Isso é histórico. – ironizara, rindo da cara fechada do amigo. 


Algum tempo depois...




Definitivamente Harry queria socar, azarar, torturar e matar todos aqueles garotos que olhavam-na com se ela fosse comida fresca! GRRRR, ele nunca se sentira tão... puto da vida! Entrelaçou suas mãos as de Hermione assim que notou que a maioria dos garotos ali no salão comunal lançava olhares famintos à garota, sempre parando pra reparar nela. Ele os fitava de forma assassina e assim que os garotos viam a expressão severa e mortal de Harry, desviavam os olhares do corpo da castanha.


A garota se sentia um pouco assustada. Aproximou-se do amigo mais ainda, se é que isso era possível.


 Eles comeram em silêncio, Harry zelando pela garota, e logo saíram do lugar.


 - Quer fazer mais alguma mudança brilhante pra ser notada desse,  jeito hein Srta. Granger? – Falara, sarcástico e mau-humorado.


 - tudo bem, eu exagerei.


 - EXAGEROU?! ELES SÓ FALTARAM TE COMER COM OS OLHOS POR CAUSA DESSAS SUAS “MUDANÇAS” E VOCÊ DIZ SÓ “EXAGEREI”?! NÃO HERMIONE, VOCÊ NÃO SÓ EXAGEROU! VOCÊ ERROU! E FEIO! EU AVISEEEEEEEEEEI! Mas você me ouviu?! Nããããão... E agora Hogwarts inteira... –Gritava o moreno, possesso. Respirara fundo, pra conter um pouco da sua fúria e ciúme. A garota baixou o olhar. – Tudo bem, desculpa Mi... – começara, abraçando-a. – Desculpa... – Respirara fundo. – É que eu fiquei louco só de ver o jeito que eles te olhavam... Eu não gosto que nenhum imbecil te veja assim... Eu...


- Tudo bem Harry. – e o abraçara de volta. – Você só quer me proteger. – Pausara novamente. – E... Eu também me senti mal por aquela cena estranha no salão comunal.- O moreno sorriu.


- É bom mesmo que tenha se sentido.


 O dia se sucedeu tempestivamente, com a nova Hermione. A garota conseguira 25 pontos pra grifinória ao responder as perguntas feitas na aula de feitiços com a professora Minerva. Estava exausta e ainda precisava fazer nada mais nada menos que três metros de um relatório sobre a transfiguração de água em vinho. Ela riu levemente ao lembrar que Fred e Jorge mostraram nas férias uma poção que transformava água em firewhiskey. Aquele fora um dia tão... Tranquilo, sem contar que fora divertido, é claro. E que... Ela e Rony ainda estavam juntos. Respirou fundo pra afastar as lembranças.


 - Tá tudo bem Granger? – perguntara uma voz, despertando-a.


 - ãhn... – Respondera. – Tá tudo certo.- “Que diabos é esse garoto que eu nunca tinha visto antes?!” Perguntara a si mesma, levemente impressionada pela beleza do garoto. Olhos azuis, cabelos loiros acinzentados... E um físico que... *uiiiii* “TÁ VENDO! É POR ISSO QUE O QUADRIBOL É UM DOS MELHORES ESPORTES NO MUNDO BRUXO!”


 - Chuck Bass. – Apresentara-se, estendendo a mão para a castanha, que a apertou com um sorriso calmo. (N/A: HOMENAGEEEEM AO AMOR DA MINHA VIDA, CHUCK BASS, O GATO DOS GATOS, TOP DOS TOPS, SÍMBOLO ALÉM DA PERFEIÇÃO de gossip! *suspiros* :D’)


 - Hermione Granger. – falara.


 - Vem sempre por aqui? – Perguntara ele, com um sorriso avassalador.


 - Não, só to de passagem. - Ironizara, calma. Ele rira com charme. – E por sinal, eu tenho que ir. – Dissera, dando de ombros.


- Boa viagem então Srta. Granger! – Completara, lançando uma piscadela sedutora para a castanha.


 Harry virava o corredor, quando viu uma cena, no mínimo estranha.  Arregalou os olhos, surpreso. E não se moveu nem um centímetro pra longe dali, aliás, ele retirou sua capa de invisibilidade e colocou-a, apressado. Viu a figura de sua melhor amiga bem de frente com o imbecil do Bass. Uma expressão de descontentamento logo tomou conta do rosto do moreno. Ele sempre odiara esse garoto, havia uma rixa no quadribol e na própria Hogwarts entre ambos. Ouviu a conversa de forma atenta. Algo naquele dialogo o deixara mau-humorado na mesma hora. Havia um quê de malícia nas respostas de ambos, não havia? Bem, pelo menos Hermione não bancara a idiota. Ela seguira um pouco mais na frente, embora distância entre ele e a amiga fosse só de alguns metros, o Bass seguira pelo corredor oposto, em direção à corvinal. O moreno tirara a capa de si, e continuara seu trajeto no corredor. Três garotas o pararam, com insinuações nada discretas. Apenas dera um de seus sorrisos e seguira refletindo com qual das duas ele deveria transar, ou se ficaria com as duas, ou uma de cada vez.


 - Que ceninha Hein Sr. Potter! Tsc, tsc, tsc. – Ironizara a castanha, aproximando-se dele. – Nem apaixonado deixa de ser galinha... HuhauHAUSHuahsuHUAH...


 - QUEM DISSE QUE EU TÔ APAIXONADO?! – Dissera o garoto, exasperado.


 - Eu disse, Harry. – Confirmara, segura. – Tá na cara. É quase óbvio! – Exclamara a castanha, num sorriso.


 - Ãhn? O que é tão óbvio..? - A garota rira. – Aliás, como a Srta. Tem tanta certeza?


 - Dã, as suas reações, Harry.


 - Que reações?!


 - Eu te conheço, garoto. –Sorrira, marota. – Já deu pra perceber que você passa o dia inteiro pensando nela, não importa o que aconteça. Não é algo controlável. – Começara. – Você sonha com ela. – Pausara novamente. – Provavelmente deve querer estrangular o primeiro que se aproxima da sua azarada. Hm, com certeza deve estar achando que ficou louco. E por isso, tenta ignorar os pensamentos dando papo pra vadias como as que você viu ainda agora. – Concluíra. – Enfim, fico muito orgulhosa de ver Harry Potter apaixonado. –Concluíra, num sorriso para o amigo.


 - Hermione, sinto muito acabar com a sua tese etc. etc., mas eu não to apaixonado por garota nenhuma. – Pausara. – Aliás, pelo que você disse eu acho que você é que está apaixonada! – Completara com um sorriso maroto, que a deixou desconcertada. Embora ele não tenha notado.


 - Eu terminei com o Ronald há dois dias! – Pausara num sorriso sarcástico. – Aposto que é quase impossível eu ter me apaixonado em tão pouco tempo. Não só impossível, mas também absurdo! Argh!


 - Aposta mesmo?


 - Er... Eu...


 - Uhuu. Com medo Srta. Granger?


 - Eu deveria? – Perguntou a garota, piscando sedutoramente para o amigo. Ambos sabiam que aquilo não passava de uma brincadeira, por isso não se deixavam levar.


 - Acabo de descobrir que eu criei um monstro. – Retrucara ele, fingindo choque. – Tem certeza que não tá apaixonada mesmo Mi?


 - Ah tá, concerteza. Ainda mais eu, que tenho uma vida amorosa tãããããão vasta... HhuHAUHuhauHSUHAUHS...


 - E o Bass? Como é que vai? – ironizara, surpreendendo-a. A garota abriu e fechou a boca, perdendo a fala.


 - Que Bass?! – Falara, fingindo-se de desentendida.


 - Não adianta fazer cara de inocente não, Srta. – Pausara. – “Vem sempre por aqui?” – Imitara Harry, quase cômico. – Que cara mais idiota! Nem pra te chamar pra sair ele serve!


 - Harry, nós só nos falamos.


 - Bom saber. – A garota apenas revirou os olhos.


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N/A: E ai gente? Não, o cap. não tem 20 páginas :)


Desculpem por qualquer erro na fanfic, esse cap. Tá meio..er...sei lá! *revira os olhos* Não foi dos meus melhores (essa é minha primeira fic H/Hr), então às vezes eu viajo e tal. hUhUuhsuhau... Valeu pelos comentários (5 no total) *dancinha*, kkkkkkkkk²; foi ótimo! Sim, verdade H/Hr é MARA! Descobri isso lendo umas fics da Pink_potter, Mione_love_potter e outras autoras. No geral eu gosto de caras sedutores *suspiros* etc. e tal, por isso alterei (um pouquinho) a personalidade do Harry, afinal ele ééé muito gato né? Não pode ser desperdiçado por timidez *olhinhos brilhando*. Espero que tenham curtido esse primeiro cap.; a atualização não vai demorar nadinha dependendo dos comentários na fanfic; só não garanto que seja tão longo quanto esse (não que esse cap. Aqui seja dos mais longos, HuhUHSU). Beijosss! COMENTEEEM! VOTEEEM!

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Comentários: 1

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Enviado por Diênifer Santos Granger em 11/05/2014

OMG!!!

Nota: 5

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