N/a: Oi gente, essa é a minha segunda fic, a segunda T/L.
Espero que gostem, e por favor deixem sua opinião.
Bjos.
Adrianne Black.
Capítulo 1
Ódio Fundamentado
Lily, pelo amor de Merlim se compadeça desta pobre alma que vos fala e me poupe de ter de ficar ouvindo sobre o seu ódio sem fundamento pelo Potter, já basta o que eu sofri nas mãos da Melanie o verão inteiro ouvindo sobre aquele cafajeste do Sirius Black! Pela nossa amizade, PARA DE FALAR NESSE GAROTO!!!
Era o que dizia o bilhete que a coruja tinha acabado de lhe trazer, a ruiva fez uma cara indignada e se dirigiu a janela de seu quarto, vendo uma garota a encarando com ares impacientes da janela da casa que ficava do outro lado da rua.
A coruja ainda estava pousada na janela esperando uma resposta, a garota foi apressada até a escrivaninha e se pôs a rabiscar um bilhete.
CASSANDRA PHOEBE SOWERBY
Em primeiro lugar: meu ódio pelo Potter NÃO é sem fundamento, eu tenho todos os motivos do universo para odiar aquele ser desprezível, arrogante, imbecil... ( só não escrevo tudo o que eu acho dele por falta de papel...) E em segundo: eu não estaria falando tanto nele se a senhorita não tivesse feito o “favor” de dar o meu endereço para ele, o que fez eu ser bombardeada com cartas daquele trasgo o verão inteiro. A culpa é toda sua!!!
E entregou o bilhete para a coruja, assim que ela voou para o outro lado da rua, a ruiva se pôs a olhar no espelho.
Lílian tinha a pele muito branca, com várias sardas espalhadas pelas bochechas, olhos extremamente verdes de formato amendoado e cabelos acaju um pouco volumosos que agora estavam quase na cintura, e isso associado a um corpo escultural que qualquer garota de 17 anos gostaria de ter, a ruiva fazia a maioria dos garotos de Hogwarts suspirarem, um em especial. E ele era o motivo pelo qual a garota estava agora trocando mensagens via correio-coruja ás 3:00 hs da madrugada com uma pessoa que morava do outro lado da rua.
A coruja parda pousou na sua janela mais uma vez trazendo outro bilhete, Lily o pegou rapidamente e voltou seu olhar para a janela da casa defronte, onde a mesma garota a observava com ar cansado.
Lily eu estou seriamente cogitando a possibilidade de o Thiago ter finalmente conseguido te conquistar depois de todo esse tempo, por que você NÃO PARA de falar nele!
E quantas vezes eu vou ter que implorar para que você me ajude na minha luta incansável para esquecer o meu nome completo? Me chame de CASSIE!
E se seu único assunto comigo for sobre o seu distúrbio obsessivo- compulsivo pelo Potter, por favor me poupe e me deixe dormir.
Nos vemos amanhã na estação.
Cassie Sowerby( futuramente Sullivan).
“Eu?” - pensou Lily corando furiosamente ao terminar de ler o bilhete. “ Obsessiva- compulsiva, pelo Potter? Quem ela pensa que é?”
Mas quando olhou novamente para a janela dela, a garota não estava mais lá, sua coruja também havia levantado vôo, não esperando resposta.
“Traidora!” - bufou Lily. - “ Se eu tivesse uma coruja você ia ver só!” – pensou sentindo uma repentina raiva da irmã, Petúnia. Era por causa dela que Lily não podia ter uma coruja, por que ela sentia aversão a tudo que ligasse a magia – incluindo a própria Lily. Então a ruiva era obrigada a contar sempre com Cassie e outras amigas toda vez que queria mandar uma mensagem, mas algumas vezes, como agora, ela a deixavam na mão.
Ela se jogou na cama e encarou o teto pensativa.
“ Eu não sou obcecada pelo Potter, é apenas a raiva que eu tenho daquele ser que está se manifestando, afinal nem nas férias aquele karma me dá sossego!”- bufou a ruiva.
“ E pensar que eu vou ter que vê-lo amanhã... Ao menos será o meu último ano ao lado daquela peste, depois da formatura eu nunca mais terei de vê-lo...”- pensou fechando os olhos numa feição tranqüila, ao menos isso era algum consolo para ter de passar mais um ano inteiro ouvindo “Quer sair comigo Evans?”
“ A não ser que ele resolva seguir a mesma profissão que eu...” – pensou subitamente abrindo os olhos, um rastro de pânico transparecendo no seu rosto. “ Não Lily, seria muito azar. O que Thiago Potter ia fazer numa academia de aurores?” – pensou -“Afinal, o que ele pretende ser quando terminar Hogwarts, jogador de quadribol?” - debochou numa tentativa de se tranqüilizar. “ Ninguém duvida que ele tenha talento, mas... Espera o que eu estou pensando? O que me interessa o futuro do Potter?- pensou sacudindo a cabeça como que para espantar o garoto de seus pensamentos. - “Quem dera ele virasse arqueólogo e acabasse soterrado enquanto escavava alguma pirâmide do Egito!”
“ Acho que a Cassie tem razão, eu realmente estou pensando demais no Potter.” – concluiu um pouco assustado consigo mesma. – “ Mas também o que fazer se ele não me deixa em paz?” – pensou voltando o olhar para uma pilha considerável de cartas cuidadosamente empilhadas em cima da escrivaninha ao lado de alguns livros da escola, Lílian ia fazer questão de devolver todas as cartas ao garoto assim que ele viesse cumprimentá-la com um “Hey Evans, como passou o verão?”
Lily sentiu seu sangue ferver só de lembrar, como alguém podia ser tão falso, arrogante, intragável, exibido, cafajeste, duas caras... Ela nem ao menos tinha aberto uma única carta, esperava que o garoto percebesse isso e deixasse de atormentá-la.
“E ainda me dizem que o meu ódio por ele é sem fundamento, ele é uma cruz que eu carrego! Eu sempre tive motivos para odiá-lo, desde o início...”
“ Estação de King’s Cross, setembro de 1971
A garotinha ruiva sorriu e acenou para os pais uma última vez antes de os dois virarem as costas e atravessarem a barreira na plataforma, saindo do mundo bruxo, onde certamente Petúnia os esperava no carro emburrada.
Lílian olhou em volta e se sentiu menor do que já era, ali rodeada de gente desconhecida, prestes a embarcar em um trem que a levaria para uma escola de magia.
Desde que a garota recebera uma carta levada por uma coruja dizendo que ela tinha uma vaga em uma das melhores escolas de magia do mundo sua vida tinha mudado completamente: Lílian Evans tinha descoberto que era uma bruxa.
È claro que sempre tinham acontecido coisas estranhas e inexplicáveis com Lily, um dos motivos pelos quais a irmã a chamava de aberração, mas a surpresa da garota fora total ao descobrir que era uma bruxa e que iria estudar em uma escola de magia com pessoas iguais a ela, anormais na opinião de Petúnia. Não que Lily se importasse com isso, seus pais tinham ficado muitíssimo orgulhosos apesar de também muito surpresos e se não soubessem que precisavam manter a comunidade bruxa em segredo teriam saído contando para todo mundo que tinham uma bruxa na família.
Mas agora Lílian estava começando a sentir um certo medo do que estava por vir, olhou mais uma vez em volta na plataforma, uma monte de pessoas passavam apressadas pela garota, vestidas de um modo tão estranho que faria sua irmã obcecada por normalidade sair gritando, alguns a olhavam feio, outros com curiosidade e constantemente falavam alguma coisa sobre “trouxas”, embora Lily não tivesse a menor idéia do que isso quisesse dizer, ainda não tinha tido muito tempo para ler direito todos os livros de magia que tivera que comprar para a escola, mas estava ansiosa para começar.
Ela respirou fundo numa tentativa de espantar o nervosismo e voltou a empurrar o carrinho com a sua bagagem, se perguntando depois como faria para levar aquele malão que era quase maior do que ela para dentro do trem.
Essa dúvida se tornou um problema quando ela chegou a entrada de um dos vagões da locomotiva vermelha e a ruiva começou a se perguntar se deveria ter aprendido algum feitiço para que o malão flutuasse ou ficasse mais leve.
Foi quando se surpreendeu com uma garoto que a observava parado a entrada do vagão, era um garoto não muito mais alto do que ela e magricela que parecia ter a mesma idade que Lily, tinha cabelos negros bastante arrepiados e olhos castanhos cor de avelã por trás de óculos de armação redonda e tinha uma expressão travessa, como se estivesse sempre pronto para aprontar alguma coisa.
Lily o encarou, ele a observava num misto de curiosidade e simpatia, ele sorriu levando a mão aos cabelos os deixando ainda mais arrepiados do que já eram, Lily não soube bem explicar por quê, mas aquele gesto a deixou bastante incomodada.
- Quer ajuda? – perguntou ele descendo do vagão.
- Sim. - respondeu ela sorrindo timidamente no que o garoto pegou o malão e o arrastou para fora do carrinho, embora não parecesse saber muito bem o que estava fazendo, já que não estava conseguindo subir o malão para o vagão apesar do esforço enorme que estava fazendo.
Lílian o encarou um tanto duvidosa, mas ele devolveu o olhar com um sorriso meio forçado, até que o garoto foi vencido pelo peso do malão e acabou por derrubá-lo no próprio pé.
A ruiva levou a mão a boca não sabendo se devia rir ou sentir pena do garoto, embora a primeira opção lhe parecesse bem mais tentadora, ele começou a pular gemendo pela plataforma até que um garoto mais velho que tinha um distintivo com um grande “M” no peito a ajudou com o malão enquanto ria.
Lily subiu no vagão segurando o riso e voltou a encarar o garoto que ainda estava com uma careta de dor e agora a encarava um tanto sem jeito.
- Você estava quase conseguindo. – disse ela com pena do garoto. – Se não fosse o monte de coisas que a minha mãe me fez carregar tenho certeza de que você teria conseguido na mesma hora.
- È, teria. – disse ele sorrindo e passando a mão pelos cabelos novamente e depois estendeu a mão para a garota. – Thiago Potter.
- Lílian Evans. – disse a ruiva apertando a mão dele no que corou levemente.
- Você é de família trouxa, não é? – perguntou ele a encarando curioso.
- De família o quê? – perguntou a ruiva confusa.
- Que não é bruxa, que não tem magia. – explicou Thiago.
- Ah, sou. – respondeu, então era isso que queria dizer “trouxa”?
- Legal. – disse parecendo entusiasmado mesmo Lily não sabendo bem o por quê. – Você não quer ir procurar uma cabine?
- Ah, claro.
E os dois começaram a andar pelo trem até acharem uma cabine vazia para onde Thiago arrastou o malão de Lily com alguma dificuldade.
Thiago se sentou na cabine com ela e os dois passaram a conversar sobre vários assuntos, ele pareceu muito interessado em saber sobre o mundo não-mágico e fazia todo tipo de pergunta para Lily, enquanto que ela queria saber tudo sobre Hogwarts e o mundo dos bruxos, onde ela estava ingressado agora.
Eles passaram a falar sobre as quatro casas da escola e Thiago fazia teorias mirabolantes sobre o modo com que deviam ser selecionados, mas ele parou na hora ao perceber que estava assustando Lílian com coisas tipo enfrentar um trasgo de quatro metros ou desvendar o enigma de uma esfinge.
Foi quando apareceu uma bruxa gorducha trazendo um carrinho de comida perguntando se eles queriam comprar alguma coisa.
Lílian olhou para os doces com curiosidade ela estava com muita fome e tirou algumas moedas do bolso, umas de dinheiro trouxa, outras de dinheiro bruxo, que ela ainda não conhecia muito bem.
Ela separou algumas moedas de ouro e prata e deixou o restante de dinheiro trouxa espalhado pela poltrona, mas quando voltou seu olhar para Thiago este já estava comprando metade do carrinho de doces.
- Olha eu tenho dinheiro. – disse ela oferecendo as moedas ao garoto, mas ele dispensou.
- Não precisa. – disse abrindo uma caixa de caldeirões de chocolate, depois olhando para as moedas de dinheiro trouxa espalhadas pela poltrona com uma expressão muito entusiasmada. – Olha, desse aqui eu não tenho!
- O quê? – perguntou ela franzindo o cenho confusa enquanto o garoto olhava admirado para uma moedinha de cinqüenta pence que tinha pegado da poltrona.
- Eu tenho uma coleção de dinheiro trouxa, mas eu quase não tenho moedas, meu tio só me traz as notas, essa aqui eu não tenho, troca comigo?
E enfiou a mão no bolso tirando um gordo maço de dinheiro que devia ser o salário de um mês inteiro do pai de Lílian, e o Sr. Evans não ganhava pouca coisa, a ruiva abriu e fechou a boca várias vezes, enquanto o garoto ainda olhava encantado para a moedinha de cinqüenta pence.
- Eu te dou todas essas por ela. – disse oferecendo metade do maço a Lily mas ela o recusou.
- Não, pode ficar com ela. Eu te dou. – disse ela ainda um tanto surpresa. – Onde você achou tanto dinhero?
- È repetido, tem mais um monte no malão. Meu tio trabalha no Gringotes e traz para mim. – disse sorrindo e enquanto ainda admirava a moeda no que Lily se lembrou que seus pais tinham ido ao banco dos bruxos, Gringotes para trocar dinheiro trouxa pelo de bruxo para ela poder comprar o material escolar. – Obrigado.
- De nada. – disse ele rindo da alegria de Thiago, ainda o achando meio maluco por andar por aí trocando dinheiro como se fosse figurinha. – Se você fosse trouxa estaria rico.
- Sério? – perguntou ele sem parecer muito entusiasmado passando a caixa de caldeirões de chocolate para Lílian. – Quer?
E os dois passaram a comer todas as delicias que Thiago comprara.
Lily não soube direito explicar por quê, mas a cada segundo gostava mais do garoto, ele tinha alguma coisa que a encantava, talvez fosse a simpatia e ingenuidade dele em alguns assuntos, mas quando sorria para ela parecia que a enfeitiçava, apesar de que ainda se sentia bastante incomodada com o fato que ele ficava o tempo todo assanhando os cabelos, como que para evitar que ficassem arrumados, como se já não fossem arrepiados o suficiente, mas isso já estava quase sendo superado, Lily tinha certeza de que seriam muito bons amigos em Hogwarts.
Lily o observou passar a mão pelos cabelos mais uma vez, quando derrepente ele fez uma careta horrível depois de por na boca um dos “feijõezinhos de todos os sabores”.
- O que foi, cera de ouvido?
- Não, brócolis. – disse Thiago com uma expressão o horrorizada no que Lily o encarou sorrindo contrariada. – É horrível!
Foi quando foram subitamente interrompidos por uma risada alta e escandalosa que vinha do lado de fora da cabine, quando a risada finalmente cessou eles puderam ouvir uma voz feminina gritar palavras engraçadas e uma explosão.
Derrepente a porta da cabine se escancarou e um garoto caiu para dentro dela em meio a uma nuvem de fumaça no que Lily gritou de susto.
Assim que a fumaça se dissipou eles puderam ver uma garota parada a porta da cabine de varinha em punho sorrindo triunfante. Era uma garota uma garota um pouco acima do peso, de rosto redondo e rosado com olhos cor de mel bastante espertos e cabelos castanhos levemente cacheados na altura do pescoço.
- È o melhor que pode fazer? – perguntou o garoto se levantando do chão enquanto limpava o rosto chamuscado nas vestes de bruxo e a encarando emburrado.
Era um garoto um pouco alto para sua idade, de olhos extremamente azuis e cabelos muito negros que lhe caiam elegantemente nos olhos, muito bonito, apesar de ter um expressão extremamente arrogante no rosto com um sorriso impertinente que chegava a irritar, como se sempre soubesse mais que os outros.
Ele continuou a encará-la bravo, mas a menina não estava mais prestando atenção nele, olhava curiosa na direção de Lílian e Thiago e depois sorriu.
- Oi Thiago.
Thiago pareceu reconhecê-la também.
- Cassandra? – perguntou.
- Cassie! – corrigiu ela aborrecida. – Não se lembra de mim?
- Bem, er... você engordou. – disse ele um tanto sem jeito no que ela corou levemente e o outro menino sorriu triunfante, Lily se sentiu intimada a dar um cutucão em Thiago e dizer que isso não era coisa para se dizer a uma garota, mas não disse nada.
- Ela andou crescendo um pouco demais, para os lados. – comentou o garoto com um sorriso maldoso no que a garota ficou ainda mais vermelha e o garoto foi cumprimentar Thiago.
- Olha aqui Black, eu... – começou ela furiosa mas ele a interrompeu.
- Quem é a cabelo-de-fogo? – perguntou se referindo a Lily, que instantaneamente fechou a cara para o garoto e Thiago a olhou meio sem jeito no que a ruiva cruzou os braços, esperando para ver o que ele ia dizer.
- Ninguém Sirius. Conheci hoje. – respondeu Thiago evitando encará-la no que a ruiva o olhou emburrada, não acreditando no que estava ouvindo.
Lily tinha notado um ligeira alteração no comportamento de Thiago desde que o garoto e a garota tinha entrado na cabine, ele agora estava mais debochado, exibido, fazendo gracinhas com o outro, ela até podia ver um sorriso quase tão irritante quanto o do outro se formando no rosto dele.
- Não liga, Sirius Black é mesmo um imbecil! – disse a garota com ares de impaciência, enchendo a boca para falar mal do outro enquanto os dois garotos riam e faziam gracinhas. – Como você se chama?
- Lílian Evans. – respondeu a ruiva sorrindo.
- Me chame de Cassie por favor, eu não gosto muito do meu nome. – disse ela quando derrepente as duas foram surpreendidas por uma escandalosa onda de risadas de Sirius sobre um Thiago emburrado e extremamente vermelho no que Cassie revirou os olhos.
- Então, é Evans não é? – perguntou Sirius com um sorriso maldoso no canto dos lábios se dirigindo a Lílian e se aproximando dela. – O que você e o Thiago estavam fazendo aqui sozinhos?
- Nada, só conversando. Por quê, está com ciúmes? – respondeu a ruiva no que o garoto fechou a cara para ela e Cassie riu, Lily voltou seu olhar confusa para Thiago que corara furiosamente.
- Conversando? Você é devagar, hein? – disse ele ignorando o comentário de Lílian e voltando seu olhar para Thiago.
- Ela não é minha namorada Sirius. – disse Thiago sério no que no que Lily corou ficando quase da mesma cor que os cabelos.
- Mas você gosta dela. – afirmou Sirius com aquele sorriso irritante no que Thiago voltou a ficar rubro e Lily o encarou se perguntando se aquilo era verdade.
- Não, eu não gosto. – respondeu ele com uma feição emburrada.
- Prove. – disse ele com o mesmo sorriso maldoso com que falara com Lílian e se aproximou dele falando alguma coisa que só ele ouviu.
- Eu não vou fazer isso!- disse Thiago vermelho no que Lily voltou seu olhar para Cassie apreensiva, ela também não parecia estar entendendo nada.
Lílian não estava gostando nada do rumo que aquela conversa estava tomando e resolveu sair da cabine antes que pudesse acontecer alguma coisa da qual ela fosse se arrepender.
Mas assim que ela saiu da cabine, Sirius empurrou Thiago para cima dela, ele a segurou pelo braço e antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, Thiago colou seus lábios aos dela.
Lily permaneceu imóvel até que o garoto se afastou dela mais vermelho do que nunca e sem nem ao menos conseguir encará-la nos olhos, enquanto ela o olhava completamente chocada, involuntariavelmente levando a mão aos lábios se perguntando o porquê de ele ter feito aquilo.
Foi quando olhou novamente para dentro da cabine e viu Sirius rindo de se acabar enquanto Cassie o enchia de tapas parecendo furiosa, até o momento ela tinha estado tão surpresa que nem se dera conta da risada escandalosa do outro.
Lílian sentiu uma incontrolável onda de fúria tomar conta dela enquanto sentia o rosto pegar fogo, olhou novamente para Thiago que ainda estava parado na sua frente e agora erguera os olhos cor de avelã a encarando parecendo ao mesmo tempo abobado e sem graça, sentiu a raiva dentro dela se transformar em ódio assim que encontrou os olhos do garoto que agora tinha aberto um fraco sorriso e então ergueu a mão lhe acertando um tapa bem no meio do rosto com toda a força que tinha.
Olhou novamente para a cabine onde Sirius ainda ria de se acabar e Cassie sorria satisfeita, voltou seu olhar para Thiago que agora a olhava estranhamente, como se nunca a tivesse visto antes com a mão no rosto no lugar onde tinha levado o tapa.
Lily o encarou cheia de raiva mais uma vez, então virou as costas e foi embora apressada deixando o garoto parado no corredor esfregando o rosto que agora tinha a marca dos cindo dedos da garota.”
Lílian sentia arrepios só de lembrar.
Seu primeiro beijo tinha sido com o idiota, metido, arrogante do Potter. Idiota o bastante para fazer isso só por que seu amiguinho imbecil tinha mandado, metido demais para chamá-la de louca e fingir que nada tinha acontecido, como se nem a conhecesse depois e arrogante demais para achar que tinha feito um favor a ela a beijando. Ela passou a odiá-lo a partir daquele momento.
E o odiou mais quando ele e Sirius começaram a implicar com ela e lhe botar apelidos na escola.
E ainda mais quando no quarto ano, ele um dos garotos mais populares e cobiçados da escola tinham começado a tratá-la de modo diferente e passou a convidá-la para sair, levando um fora atrás do outro.
Mas quanto mais Lílian dizia que não o suportava, mais Thiago insistia e persistia como se ela fosse igual a aquele bendito pomo de ouro que ele perseguia no jogos de quadribol, transformando sua vida num verdadeiro inferno.
“ E ainda vem me dizer que eu sou obcecada por um traste desses, será que eu tenho cara de sado-masoquista?” – bufou ela encarando o teto.
“ E pensar que esse inferno vai recomeçar amanhã!”
|