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9. A Coluna do Espião, nº 2


Fic: Vamp


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Rony, Harry e Hermione franziram a testa, sem compreenderem a repentina animação de Gina.

-Ele quem, Gina? – indagou Rony. – Como assim, “ele” não é o assassino? De que “ele” você está falando?

Gina tirou o sorriso do rosto e se endireitou, enquanto um calor ardente avermelhou seu rosto.

-Nada demais... Quero dizer, ele, o vampiro apaixonado, não pode ser o assassino. Ou melhor, o assassino, o “ele” que estamos procurando, não é um vampiro.

-Como assim, não é um vampiro? – perguntou Harry.

-Basta levarmos em conta o que vocês encontraram nesse livro e um fato da noite em que o assassino me perseguiu. Gente, um vampiro pra estudar aqui e se passar por alguém normal precisaria dessa poção, não é? Então, e essa poção tem uma falha: por mais que deixe o vampiro com uma aparência humana, ele continua sem reflexo. Mas, na noite em que fui atacada, só consegui escapar porque vi o assassino refletido na poça de sangue. Eu vi o reflexo dele. Se o assassino que procuramos fosse um vampiro, não teria reflexo algum!

Houve um momento de silêncio, enquanto Harry, Rony e Mione consideravam a questão.

-É. Sim... – concordou Hermione, balançando a cabeça. – Se ele tinha reflexo, o assassino não é um vampiro. É um bruxo normal!

-Um bruxo? – estranhou Rony. – Não, não é possível... Se ele gosta de sangue, não pode ser um bruxo. E ainda mais normal, como você falou... Anormal, muito anormal. Bruxos não gostam de sangue...

-Esse gosta – replicou Harry, girando uma pena entre os dedos. – E não pensa duas vezes em matar para conseguir beber... Realmente estranho, mas um bruxo.

-É um fato – afirmou Mione. – Depois disso podemos esquecer a possibilidade de um vampiro em Hogwarts. O maníaco é um bruxo como nós!

-Isso é o pior – resmungou Harry, arremessando a pena na mesa.

-Por que?

-Ah, é óbvio. Encontrar um vampiro no meio de mil bruxos é uma coisa. Encontrar um bruxo assassino no meio de mil outros bruxos é outra bem diferente...

-Impossível, não é?

-Não digo impossível, Rony. Mas será como encontrar uma agulha num palheiro. E o pior é que essa agulha pode espetar muita gente até conseguirmos encontrá-la, isso se chegarmos a encontrá-la...

-E se não formos furados por essa agulha também – disse Mione, engolindo em seco.

Houve um silêncio breve e perturbador.

Gina puxou uma cadeira e sentou-se. Experimentava uma sensação de alívio misturada com angústia. Alívio por saber que o vampiro apaixonado não estava envolvido nos assassinatos e nem a tentara matar. Angústia porque, juntamente com a demolição da possibilidade do vampiro ser o assassino, caía também o fato de ele estar em Hogwarts...

Ele não estava lá. Nunca estivera. Continuava distante.

Ainda não poderia trazê-lo para a realidade, mas a idéia de que, mesmo distante, naquele momento, ele podia estar pensando nela, a amando, de certa forma a confortava.

-PÁRA COM ISSO!

A voz de Hermione a despertou. Somente agora ela se dava conta da presença de Michael Curtis, que parecia ter feito alguma gracinha com Mione.

Hermione se levantava, furiosa, um dedo erguido na direção de Curtis.

-Já estou cheia dessas suas brincadeirinhas, Curtis! Cheia! Escute bem isso: da próxima vez que você vier com essas brincadeiras abusadas pra cima de mim, ah, eu não respondo pelos meus atos!

Curtis não se intimidou. Deu uma risada maliciosa, mordeu o lábio com os dentes e começou a mexer as mãos, chamando Hermione, enquanto se aproximava dela.

-Vem, vem pro papai, querida, vem...

-PÁRA!

-Ah, minha linda, não fique nervosa... Ou melhor – ele levou a mão ao queixo. – Fique! Fique nervosa, irritada... Adoro seu rostinho nervoso...

-Quer parar com isso? – Rony levantou-se, tão de supetão que derrubou a cadeira. – Não ouviu o que ela falou? Pára!

-Rony, Rony... O intrometido Rony. Por que tem sempre que se meter? Por acaso está com ciúmes?

-O que está insinuando, Curtis? – o punho de Rony se fechou.

-O que todo mundo na escola insinua – ele passou a língua pelos lábios. – Você sabe o que é. Bom, mas, voltando ao que é interessante – ele virou-se para Mione. – Dê-me uma chance, baby. Você me deixa louco...

Ele levou a mão ao cabelo de Hermione. Ela já ia se afastar quando viu a pele do garoto, por baixo da manga da blusa.

-Curtis... o que é isso? – ela apontou para o pulso do garoto. Gotas vermelhas pingavam da manga e manchavam a pele do rapaz. – Parece... sangue

* * *

carlett corrigia alguns exames em sua sala quando foi surpreendida por três batidas na porta. Afastou a cadeira, levantou-se e abriu a porta.

-Richard! – exclamou ela, enquanto o envolvia em um abraço. – Meu sobrinho querido! Finalmente veio me procurar!

Richard forçou um sorriso e entrou na sala, sentando-se na cadeira em frente à mesa da tia. Scarlett ainda parecia ignorar o estado do sobrinho, pois se sentou e começou a tagarelar, animada.

-Nossa, preciso saber como estão sendo esses seus primeiros dias aqui na escola. Quero saber faz muito tempo, mas, com essa droga de ter que disfarçar que não sou sua tia, para evitar perguntas, não tive oportunidade alguma. No dia em que te apresentei para a classe, nossa, foi péssimo, Rich, querido, porque eu realmente queria fazer uma apresentação toda especial, dizer a todos, com muito orgulho, “olhem, esse é meu sobrinho, um garoto de ouro, ótimo caráter, simpático, e... eu o adoro!”... Mas não pude! Foi péssimo ter que apresentá-lo como um qualquer, que eu não conhecesse, sem poder elogiá-lo, e... Aconteceu alguma coisa?

Richard levantou os olhos, que estiveram encarando o tampo da mesa até aquele instante. Scarlett assustou-se ao ver que eles estavam vermelhos e úmidos.

-Oh! O que aconteceu? – perguntou ela, saindo de sua cadeira e indo até o sobrinho. Abraçou-o apertado, pousando a cabeça de Richard sobre o seu ombro. – É a acusação de assassinato que o deixou assim? Ou alguém lhe ofendeu?

-Não – respondeu a voz fraca de Richard. Ele se afastou e fitou a tia. – Acontece que... Tudo o que eu planejei, tudo o que eu sonhei... Está tudo saindo errado.

-Não vai me dizer que alguém descobriu que você é um vampiro?

-Não... Tem a ver com outros planos, não com o plano de eu voltar a estudar aqui. Não é nada relacionado com a escola, e sim com... – ele apontou para o centro do peito.

-Hum... Uma garota está fazendo com que você sofra?

-Isso. E eu não posso me conformar com isso... Pensei que tudo correria bem. Começou tão bem... Por ela fiz a grande loucura de deixar o clã, desafiei a todos, até a lei dos vampiros, abandonando a vampira a quem estava prometido... Por ela mudei minha vida, vim parar aqui, em Hogwarts, por ela, muito mais por ela do que por mim, e, quando chego aqui, descubro que estou sendo acusado de algo que não cometi! Que, de ídolo, virei assassino! Que ela não ia mais me querer, que teria medo de mim... E, quando encontro uma forma de chegar até ela indiretamente, através de bilhetes anônimos, quando vou entregar o último e mostrar meu rosto, algum lunático me fere a cabeça, me deixa desacordado e, quando eu acordo... O bilhete desapareceu, e a vejo, aos beijos, com outro!

Scarlett hesitou por uns momentos antes de qualquer comentário. Sua fina sobrancelha se erguia, revelando que sua astúcia e perspicácia entravam em ação...

-Rich, algo me diz que tem coisa estranha nessa história...

-Não, não tem nada de estranho... Ela preferiu o outro, fazer o que? Essas coisas não têm como explicar...

-Mas você disse que alguém feriu sua cabeça e isso fez com que desmaiasse?

-Sim. Deve ter sido alguma brincadeira de mau gosto, algum idiota querendo se divertir com a dor dos outros...

-E se não foi apenas uma brincadeira de mau gosto? Richard, os alunos de Hogwarts não têm a mania de quebrar a cabeça dos colegas para se divertirem... E, pra completar, o bilhete! O bilhete desapareceu, não foi?

-Sim, mas deve ter caído quando eu tombei no chão...

-Ou alguém o pegou do seu bolso – Scarlett fez uma expressão astuta, enquanto Richard a observava, imóvel, confuso.

-Onde você quer chegar?

-Relacione os fatos! Não pode considerar as duas coisas como meros incidentes. Preste atenção: alguém, de brincadeira, bate em sua cabeça, você, sem querer, derruba o bilhete do bolso, quando vai ao encontro da garota, surpreendentemente, ela está aos beijos com outro... É tudo muito estranho! Como se algo estivesse encoberto por essas possibilidades...

-Ainda não estou entendo...

-Richard, existem seres humanos cruéis. Muito cruéis. Que não levam as coisas apenas pela brincadeira. Essa pessoa que bateu em sua cabeça pode muito bem ter feito de propósito, por maldade, porque era necessário para ela que você desmaiasse. E por que essa pessoa ia querer você desacordado? Basta pensarmos na única coisa que desapareceu...

-O bilhete? – a testa de Richard se franziu.

-Exato.

-E por que tal pessoa ia querer apanhar um bilhete apaixonado?

-Porque sabia, assim como você, que a garota estava adorando. Porque sabia que aquela era a hora de você se apresentar a ela. O bilhete era apenas palavras, Richard. O autor podia ter o rosto que quisesse.

Richard sentiu a garganta seca.

-Então é o garoto que estava com Gina?

-Claro! Ele tomou o seu lugar como autor e a conquistou!

-Não, isso não é possível... Não é lógico... Ele não ia fazer uma coisa dessas, me machucar, enganar a Gina...

-Ah faria... Não duvide.

-É muita maldade pra eu acreditar.

-E uma espécie de ódio também... Sim porque, pra ferir uma pessoa pra roubar um simples bilhete, precisa-se de ódio.

-Mas eu nunca fiz nada para ele!

-Ás vezes os seres humanos odeiam outros sem o outro ter dado motivo, e as coisas que levam a isso são inúmeras. Inveja é uma delas. No seu caso, eu diria que o motivo atende pelo nome de Gina Weasley.

Richard respirou fundo.

-O que fazer, tia Scarlett? Porque, pelo que a senhora está dizendo, ele é um crápula! Não posso deixar Gina com alguém como ele, mesmo que ela não fique comigo depois...

-E por que não ficaria? – Scarlett levou as mãos a cintura.

-Por causa da acusação de assassinato. Ela pensa que eu matei Susana Bones, claro, como todos os outros... A minha única chance eram os bilhetes anônimos.

-E ainda é uma chance! – exclamou Scarlett, animada. – Uma chance de ouro, que continua de pé!

-Como assim, tia? Aquele outro já se apresentou como autor, passarei por uma fraude agora...

-Não. Não passará... Rich, você é o autor dos bilhetes, você compôs os versos, escreveu as palavras. Deve recordar da maioria, não? Sem precisar de papel algum!

-Recordo mais ou menos...

-Será o bastante! E componha outros de supetão, na frente dela, com a musa inspiradora diante de você, sairão palavras lindas! Ela reconhecerá em você o autor dos bilhetes!

Richard sorriu de leve, mas logo o sorriso desapareceu, hesitante.

-Será?

-Claro! Você mesmo disse que essa é a única chance! Lute por essa chance! Vá atrás de Gina Weasley!

Os olhos castanhos de Scarlett passaram uma energia positiva para Richard, uma confiança tão grande que ele não pestanejou mais. Animado, com um enorme sorriso raiando no rosto, encaminhou-se direto para a porta, sem nem ao menos olhar para trás.

-Obrigado, tia! Obrigado! – agradeceu, começando a correr em seguida.

* * *

Atrás de uma armadura, o Espião tomava nota, escrevendo freneticamente num pergaminho...

* * *

Por um breve momento, Mione julgou ver medo no olhar de Curtis. Depois, convenceu-se de que era uma simples impressão; o olhar malicioso retornou, e ele, escondendo o braço com a manga novamente, se explicou.

-É, eu levei um tombo no labirinto, e cortei o braço. Mas um corte de nada...

-Eu não vi corte algum... – insistiu Mione.

-Aqui, veja – Curtis ergueu a manga novamente. Um corte de uns dois centímetros estava aberto, ainda eliminando sangue.

-Desculpe, é que não tinha visto antes...

-Tudo bem. Acho que vou até Madame Pomfrey, pra ver se ela providencia um curativo... Mas, vem cá, princesa... Se você desse um beijinho aqui – ele apontou para a boca – eu estaria curado rapidinho...

-Não conte com isso – retorquiu Hermione, arrumando os livros com a varinha. – Podemos ir, Harry, Rony, Gina?

-Lógico – respondeu Rony, lançando um olhar malévolo a Curtis.

-É, eu vou com vocês – disse Gina, se espreguiçando.

Curtis seguiu por um caminho, deixando Rony, Hermione, Harry e Gina seguirem por outro. O quarteto conversava sobre a descoberta de que havia um bruxo vidrado em sangue quando Richard apareceu, ás pressas, quase caindo.

-Oi. É... Boa noite – ele acenou, sem graça. – Prazer, eu sou Richard.

Os quatro se entreolharam, confusos. O que aquele novato queria? Por que resolvera se apresentar no meio daquele corredor?

-Desculpe incomodá-los – falou ele, vendo as feições desconfiadas. – Não é nada demais, eu só preciso falar com... – o olhar dele se fixou em Gina. – Você.

Gina sentiu um formigamento espalhar-se por seu corpo. Algo naquele garoto lhe inquietava... O que seria? Poderia ser classificado como medo?

-O que você quer com a minha irmã? – indagou Rony.

-Eu preciso muito ter uma conversa com ela. Muito mesmo.

Rony lançou um olhar para Gina. Seus lábios estavam fechados, mas ela pôde traduzir os pensamentos do irmão.

Está maluca? Quase foi morta outro dia, existe um assassino aqui dentro da escola, nós sabemos disso, ele está atrás de novas vítimas, e você vai dar conversa num corredor escuro para um novato, um garoto que não conhece direito? Quer o que, assinar o atestado de óbito?

-Desculpe – respondeu Gina, percebendo que Harry e Hermione pensavam a mesma coisa. – Talvez amanhã, em outro lugar...

(ou talvez nunca, meu coração está disparado)

possamos conversar tranqüilamente,

(como tranqüilamente? Existe algo em você, novato, oh, existe sim)

tudo bem?

(Oh, pra mim não está bem, existe algo nos seus olhos, no seu jeito, que me causa arrepios, acelera minha pulsação, não posso entender, mas existe sim).

-Teria que ser hoje, e...

(Por que hoje? Ainda não teve a carnificina do dia? Não decepou ninguém hoje, não estrangulou ninguém? Eu sou o prato principal da noite?)

-Não – respondeu Gina, um tanto ríspida. Respirou fundo para tentar apaziguar o tom. – Lamento, mas, só amanhã.

-É importante, e...

-Por favor. Amanhã. E ponto.

Decidida, deu as costas, assim como Harry, Rony e Hermione. Richard, inquieto, desesperado, vendo sua chance indo embora mais uma vez, não se controlou e, num impulso que não sabia de onde vinha, começou a recitar, despejando tudo rapidamente, com urgência:

-Vejo a eternidade quando olho nos seus olhos, você é tudo o que eu sempre quis, sempre quis você pra mim...

Gina parou. Virou-se lentamente.

-E aqui estamos nós, cara-a-cara, coração-a-coração. Quero que você saiba que nós nunca nos separaremos. Agora eu acredito que desejos se tornam realidade, pois quando vejo meu mundo inteiro, só vejo você...

-Como você sabe essas...?

Richard suspirou e continuou, dessa vez lentamente.

-Procurei por você a minha vida inteira.

Agora que te encontrei, nunca diremos adeus.


Ele retirou pedaços de papel rosa do bolso e, estalando os dedos, fez com que os fragmentos começassem a flutuar, dançando entre os dois. Os olhos de Gina brilharam, emocionados...

-Não posso impedir esse sentimento, não há nada que eu possa fazer

Pois vejo tudo quando olho pra você.


Richard sorriu, Gina também.

-Essas coisas, dançando, flutuando... Esse seu rosto, que me aprisionava tanto e eu não sabia ainda o porque... É você. O meu vampiro apaixonado...

-Sim, sou eu... Você... Gostou? Não está... Com medo?

-Não, claro que não... Estive assustada, mas descobri que nada do que aconteceu tem a ver com você.

-Que bom!... Pensei que pensasse, e me julgasse como um assassino, assim como todos os outros... Por isso, entenda, não pude me mostrar a você quando cheguei em Hogwarts. Os bilhetes anônimos foram a única forma que encontrei de fazer com que você me escutasse.

-Os bilhetes? Os bilhetes são seus? – indagou Gina, confusa. – Sim... Você falou tudo de cor, e ainda falou novos versos... Nossa, mas, não posso entender...

-Eu entendi – falou Richard, sério. – O rapaz que estava com você roubou o bilhete de mim e fez com que eu desmaiasse para se passar pelo autor.

Gina fechou a cara.

-O que? Aquele... Como ele pôde? Falso, mentiroso... Ah, mas esse Buddy Strogne vai ver só.

* * *

-Droga! – Buddy empurrou uma poltrona da sala comunal, a ira flamejando. Draco, Crabbe e Goyle estremeceram.

-Nossa, cara, o que aconteceu? – perguntou Draco,

-A Weasley me deu um fora – falou Buddy, amargo. – Caiu na minha conversa por um instante, mas, do nada, resolveu que não queria ficar comigo!

-E esteve andando sem rumo por aí até agora? – indagou Crabbe, se arrependendo rapidamente do que disse, ao ver a expressão que Buddy fez.

-Por que? Algum problema em caminhar pela escola? Você já está aqui há muito tempo, por acaso?

-Na verdade não, eu só encontrei os dois agora a pouco, na entrada do salão comunal...

-Então! Se você pode passear por aí, eu também posso – vociferou Buddy.

-Mas, mudando de assunto, Buddy... O lance com a Weasley ainda está de pé?

-Ah está. Não desistirei tão facilmente. E, do jeito que as coisas andam, logo vou ter que usar umas certas pedras coloridas pinceladas com sangue...

Um sorriso enviesado torceu-lhe a fisionomia maligna.

* * *

Harry, Rony e Hermione viram e escutaram tudo, de modo que Richard e Gina tiveram que usar um bom tempo para explicar como haviam se conhecido, e como havia sido tudo, nos mínimos detalhes.

Já era tarde da noite. Richard e Gina pediram para ficarem a sós por um momento, e, embora Rony tivesse hesitado muito em deixar a irmã mais nova sozinha com um vampiro, acabou sendo convencido a subir também.

-Você não tem idéia do quanto tudo isso parece irreal para mim – disse Richard. – Somente ao tocar sua pele – ele começou a acariciá-la no rosto – sentir o calor que dela sai, posso crer que isso não é mais um sonho.

Gina envolveu-o num abraço apertado.

-Achei que isso nunca aconteceria. Achei que nunca poderia amar você.

-Esqueça o nunca – ele afastou-se. – E vamos fazer da existência, do agora, a coisa mais linda das nossas vidas.

Eles se beijaram. O primeiro beijo de um amor que datava de dias, mas que, até aquele instante, fora somente imaginação, sonho e pensamentos.

* * *

Aparentemente, nenhum corpo foi encontrado até agora. Escrevo só “aparentemente” por pensar que, talvez, eles estejam escondendo o fato dos estudantes, assim como fizeram com a minha vítima do outro dia.

Não entendo o porquê desse esconde-esconde ridículo. Adoraria ter meu nome temido nessa escola, adoraria deixar todos morrendo de medo. Seria algo muito interessante...

Existem histórias de horror em escolas, espécies de lendas que aterrorizam jovens, inclusive nos trouxas. Lembro-me de ter lido algo num livro barato de horrores sobre uma tal “Loira do Banheiro”, que assombrava os sanitários das escolas trouxas, toda vestida de branco e com algodões tapando os buracos do nariz. Se pegasse algum deles, ela...

Hum...

É, talvez eu é que tenha que dar o passo para o conhecimento de todos. E agora, diário, acho que já sei como...


* * *

Richard nem conseguiu dormir direito naquela noite. Levantou-se antes de Gina, mas, ver que a jovem não estava na sala comunal, supôs que já tivesse se levantado e saído.

Passou pela passagem do retrato e, ao colocar os pés no corredor, já percebeu a movimentação no corredor próximo. Suspirou, já supondo o que seria.

Jack estava entre os alunos que observavam algo afixado na parede. Richard surpreendeu-se ao ver o olhar que o amigo lhe lançava.

-Custava contar? – perguntou, ríspido.

-Contar o que?

Jack apontou o pergaminho e se afastou. Richard, confuso, começou a ler, a procura do tópico que, provavelmente, falava sobre ele.

COLUNA DO ESPIÃO, nº 2

Ô-ô

A coluna que capta e publica!

-Aqui estou eu novamente, captando as novidades e as trazendo para vocês! Dessa vez as novidades vêm do tal “labirinto de cristal”. O negócio pegou fogo!

-Dentro do labirinto, houve o encontro de quatro mundos, formando um novo e estranho sistema solar: Crabbe e Goyle com Margarida Gump e Martha Armstrong. O novo sistema solar provocou crateras na grama... Ó-ó

-Duas malucas tiveram a coragem de aproveitarem o local com Draco Malfoy: Padma Patil e Pámela Darwin, ou melhor, Pámela “Facim”, ou, se preferir, Pámela “Dá-sim”, como ela é conhecida por aí. Igualmente doida foi Gina Weasley, que teve a coragem de beijar o podre Buddy Strogne. O Ministério do Espião adverte: beijar bosta causa enjôos, tontura e vômitos!

-Jessica Molina ignorou o bilhete que lhe foi enviado, arremessando-o para trás com desprezo. O Espião aqui capturou e agora está usando a moringa para tentar descobrir quem é o misterioso N que lhe enviou o bilhete. Entre as opções estão Neville Longbottom, da Grifinória, e Neil Fergunson, da Lufa-Lufa... Quem será esse N desprezado?

-Harry Potter recebeu um bilhete que praticamente ignorou... Pobre de quem o enviou, porque o bilhete deve ter é mofado dentro do bolso dele!

-Será que a autora não seria Juliana Cabot? Afinal, quem escreveu o bilhete para Potter deve ter ficado plantada igual uma samambaia o esperando, e foi assim que Juliana ficou. Largada num banco, sozinha!

-O tonto e nerd da Corvinal, mais conhecido como “Alvinho”, andou sozinho pelo labirinto... Isso é o que vocês pensam! O Espião aqui flagrou Alvinho passeando muito animado com Colin Creevey, de Grifinória! Ó-ó

-Fofoca de última hora! BOMBA! BOMBA! BOMBA!

O novato Richard não-sei-das-quantas, da Grifinória, não é tão desconhecido quanto pensávamos... Ele é sobrinho da professora de Defesa Contra as Artes das Trevas, Scarlett. Sim! Titia e sobrinho! Por que será que tal coisa foi escondida de todos nós?


Richard sentiu a garganta secar, enquanto fitava, perplexo, a assinatura e a representação misteriosa no fim da coluna:

O Espião Ô-ô

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