I hated the Christmas
por Naii Crast
26.dezembro.2008
Entrei no salão comunal apressada, com três livros nos braços. Estava quase vazia, exceto por algumas meninas do segundo ano e os marotos, cada um com sua namorada ou ficante. E ele estava lá com ela, eu desviei o olhar e fui andando para meu dormitório. Marlene estava beijando Sirius e, aparentemente, não me viu. Joguei meus livros na escrivaninha, sentei no chão ao lado de minha cama e encostei-me à parede.
Só havia dois dias que nós terminamos e ele estava com outra. Estou feliz por ter terminado com ele, agora ele provou que os ‘eu te amo’ dele não tinham nem inicio e nem fim, mas estou triste... Amo-o cada vez mais. Só de pensar neles dois juntos, nas mãos dela tocando o seu corpo... o corpo de James Potter que me pertence. Droga, eu estou chorando. Não posso nem perguntar o que ela tem que eu não tenho, por que são muitas coisas: Ela é francesa, ela é loira, ela tem olhos azuis, ela é filha de uma Veela, ela é sangue-puro, ela não liga tanto para os estudos, ela é fogosa e já foi pra cama com ele mil vezes, ela é bonita... E muito mais.
“Lily?” Era a voz de Marlene, eu levantei a cabeça. “Chorando de novo? Por Merlin, não fique assim.” Ela se aproximou de mim e me abraçou.
“Sempre que eu os vejo,” Minha voz falhou. “Não. Consigo.” Comecei a soluçar.
“Shh, está tudo bem. Vai passar ok?” Mas eu sei que não vai passar. Eu respirei fundo e tentei parar de chorar, resultado: parei de soluçar, mas as lagrimas ainda caiam de meus olhos.
“É uma dor muito forte, não vai parar...” E, de repente, as lágrimas pararam, mas a dor continuava. “Onde está Sirius?”
“Foi para o treino de quadribol final. Está melhor?” Balancei a cabeça. “Ótimo. Agora você vai tomar banho e quando você voltar eu vou.”
Ela estava me tratando como uma criança, mas eu não disse nada. Peguei minha toalha e fui para o banheiro, chegando lá eu me despi e entrei no chuveiro. A água era quente, pude senti meu corpo relaxar ao toque dela. Depois de ensaboar-me e me enxaguar, eu peguei a toalha, cobri meu corpo e fui para o quarto. Marlene havia acabado de colocar a roupa dela em cima da cama e sorriu quando me viu.
“Minha vez.” Ela e sua alegria abominável, esta assim desde que Sirius pediu-a em namoro em um dos pequenos almoços.
E está mais feliz ainda por que hoje é o baile de fim de ano e ela vai com o Sirius, é claro né. Peguei meu vestido no guarda-roupa e comecei a desembrulhá-lo. É preto, de alça, colado no corpo só que fica mais folgado da cintura pra baixo, tem uma pequena abertura na coxa, o comprimento é acima do joelho e há detalhes prateados em forma de estrelas. Veio também uma luva e um chapeuzinho; a luva não cobre os dedos, o comprimento é até o pulso e é toda preta, já o chapéu é preto com brilhos pratas e tem o modelo dos chapéus do uniforme da Beauxbatons. Já coloquei o meu vestido e até que ficou legal em mim, considerando que foi a Sra. Potter que escolheu.
Oras, olha de que eu venho lembrar logo agora. O vestido foi escolhido pela mãe dele, por que eu vinha para o baile com ele. Não faz mal, eu gosto da Sra. Potter e não vou lhe fazer desgosto. Meu cabelo vai ficar solto e vou passar maquiagem preta de leve. Marlene saiu do banho cantarolando alguma música da Às Esquisitonas. O vestido dela é lindo. É verde forte, também de alça, a parte da saia é rodada e tem pedrinhas brancas/incolores por todo o vestido. A luva que vem no vestido dela é do pulso até o cotovelo e é cheio de buraquinhos circulares.
“Você esta linda Lils.” Ela me disse, já tinha terminado de colocar o vestido e calçava a sandália agora. Ela, a sandália, era rasteirinha que amarrava até o joelho, sabe? Na mesma cor do vestido e com pedrinhas em torno das tiras.
“Você também Má.” Eu usava um sapatinho preto com meias pequenas e brancas. Eu estava pronta, só faltava ela. “Eu vou te esperar lá em baixo ok?”
“Certo, eu apareço por lá em alguns minutos.”
Então eu saí do dormitório e fui descendo as escadas olhando para os meus pés, percebi que quando fiz isso todo o barulho de conversa parou. Olhei então para frente e todos estavam olhando para mim, eu corei. Sirius estava sentando em um pufe, eu fui até ele (“Você esta muito bonita, Lily.” Um menino do sétimo ano falou no caminho, eu sorri em resposta.) e me sentei ao seu lado, toda tímida.
“Ta arrasando, né Lily?” Ele assoviou e eu ri. As conversas logo voltaram e eu fiquei calada ali, ao lado do Sirius. Marlene então desceu e Sirius foi lhe esperar ao pé da escada, James fazia isso todas as manhãs quando estávamos juntos.
Falando nele, onde esta? Meus olhos passaram rapidamente por toda a sala, que estava se esvaziando aos poucos, e eu o vi sentando o mais longe de todo mundo. Ele estava de terno, a gravata era preta, os botões do paletó estavam todos abertos, o seu cabelo estava arrumando, eu me assustei com isso, e ele brincava com o pomo-de-ouro.
Nossos olhares se encontraram, baixei a cabeça rapidamente só que a merda já tava feita. A sala já estava praticamente vazia, as exceções eram: eu sentada no pufe, Sirius e Marlene sentados na escada se beijando, James lá no canto e alguns meninos e meninas, no maximo o total de 7, do quinto ano. Eu suspirei entediada e levantei o rosto a ponto de vê-la vir em minha direção, e com lagrimas nos olhos.
“PARABENS, EVANS!” Ela gritou, todos olharam para nós. “VOCÊ CONSEGUIU, PODE IR PEGA-LO, ELE É TODO SEU.” Eu continuei quieta e calada, não estava entendendo nada e ela subiu as escadas correndo.
Agora, pelo amor de Merlin, alguém me diz o que aconteceu? O que a Victoire quis dizer com aquilo? Victoire Poésy é a atual namorada do James, só para constatar. Sirius e Má vem em minha direção, com os rostos tão confusos quanto o meu. Mas Sirius não chegou até mim, só a Má, ele foi em direção ao James, e James estava sorrindo agora. Marlene se sentou do meu lado.
“Vamos para o baile, dama de preto?” Eu ri. Um pouquinho mais ri.
“Não vai esperar seu cachorro encantado?” Ela fez cara de pensativa.
“Ah, lá em baixo é só eu estralar os dedos que ele vem, né assim que funciona?” Nós duas começamos a rir. E logo só restou eu, ela, Sirius e James no salão comunal. “Six, meu bebê, vamos logo.”
E Sirius logo vinha em nossa direção, James do seu lado. Má e eu ficamos de pé e quando eles chegaram perto de nós, começamos a andar em direção ao retrato. James e eu estávamos lado a lado, já que Sirius e Má estavam se agarrando na nossa frente. O salão esta cheio, muitas pessoas dançando e outras sentadas conversando. Sirius e Marlene foram pra pista, eu sentei na primeira mesa vazia que vi... e James acompanhou meu ato. Ele estava de frente para mim e eu fiquei olhando para todos os lados, menos para frente.
xXx
E eu mais uma vez sentei na cadeira, sendo que James não levantou nenhuma vez. É a quarta vez que eu havia saído para dançar... Na primeira foi com Amos Diggory, na segunda com o Aluado, na terceira com um loirinho da Lufa-Lufa e agora foi com um menino da Corvinal. James fica me olhando e eu fico olhando para qualquer coisa. Ai que sede, mordi meus lábios.
“Esta com sede?” James me dirigiu a palavra pela primeira vez entre três dias. Olhei espantada para ele
“Como você.” Minha voz ficou presa no ar quando ele deu aquele sorrisinho torto.
“Você morde os lábios quando está com sede.” Ele se levantou e foi em direção a mesa de bebidas, eu fiquei lhe olhando.
James me pediu em namoro há alguns dias, eu aceitei e terminei com ele 2 semanas depois... Não estava preparada para namorar o cara mais popular de Hogwarts. E então nós tivemos uma briga feia quando eu disse que queria terminar, ele me chamou de covarde e eu o chamei de traidor. E foi nessa hora que ele gritou com todas as forças dele, eu acho, para eu deixá-lo em paz, depois pegou a vassoura, já que era o treino de quadribol, e saiu em alta velocidade.
E então, hoje ele apareceu com ela pela manhã. Aposto que não foi hoje que isso começou. Ele está voltando para cá, eu olhei para a pista de dança. Como a Má e o Sirius conseguem dançar se beijando?
“Aqui Lily.” Eu voltei a olhar para ele, mas olhei para baixo no mesmo momento e depois peguei o copo que ele me entregou. Eu vi, pelos movimentos de seus pés, que ele se sentou. Eu bebi a bebida em três goles, era o meu suco preferido. “Lily.” Ele começou e eu olhei para ele, agora era ele quem olhava para os pés. “Sinto muito, eu não queria dizer aquilo.”
Eu respirei fundo, coloquei o copo em cima da mesa e comecei a falar.
“James, a única que precisa sentir alguma coisa aqui sou eu. Eu realmente quero que você me perdoe por ter te chamado de traidor, você nem é realmente um... Eu sim mereci ser chamada de covarde, eu sou uma covarde. Eu deixei a pessoa que eu mais amo por medo de outras pessoas, sendo que há muitas dessas pessoas que querem o meu bem... e o meu bem é ao seu lado. Quando eu ti vi com a Victoire juntos eu percebi o meu erro,” Pausei e respirei de novo, havia falado tudo muito rápido demais. “Mas também percebi que foi a coisa mais certa que fiz.”
“Não.” Ele olhou para mim. “Você não fez a coisa certa.” Ele estava controlando a voz.
“Sim James, eu fiz.” Respondi firme.
“Por que você fez acha isso?” Eu o vi apertar a mão dele contra a calça.
“Por que você provou que não me amava de verdade e que eu era só mais uma na sua lista. Victoire sempre teve razão quando dizia que você ia voltar para ela, que eu era o seu troféu.” Os flashes passaram em minha mente. O dia em que eu comecei a namorá-lo, Victoire falou muitas coisas para mim. Disse que James só me queria por que eu era a única menina que não caiu no charme dele de primeira, eu era só o troféu - não o troféu mais importante e nem o mais insignificante.
“Victoire já esteve certa em muitas coisas...” Eu o interrompi.
“Que bom que concorda comigo.”
“Mas não está certa nisso.” Ele tinha ignorando meu comentário, eu revirei os olhos. “Procurei a Victoire por que eu queria te esquecer Lils, a procurei ontem à noite e bem... ela aceitou. Eu pensei muito durante esse dois dias que não nos falamos e.”
Ele parou e olhou para mim com aqueles olhos castanho-esverdeados que eu tanto amo. As nossas cadeiras estavam próximas e eu senti meu coração dar um salto quando ele segurou minha mão e levou-a para o lugar onde seu coração ficava.
“Mas nada disso fez sentido Lils, minha vida sem você não faz sentido. Eu te amo, mais do que qualquer coisa, me dê uma nova chance para lhe provar.” Senti seu coração batendo na palma de minha mão. “Por favor?” Ele completou e eu retirei minha mão de perto dele.
“Jay, você sabe muito bem que ela é melhor do que eu.” Ele não brigou por eu te-lo chamado de Jay? James ODEIA ser chamado de Jay. E ele sorriu quando eu fiz isso.
Aconteceu tudo em 5 segundos. Em 1 ele pegou em minha mão, em 2 ele me puxou, em 3 eu estava no colo dele, em 4 nossos rostos estavam juntos e em 5 nós estávamos nos beijando. E o beijo durou mais do que 5 segundo, muito mais que isso. Mas, como diz o ditado dos apaixonados, nos separamos por falta de ar nos pulmões. Eu estava de olhos fechado e sorri, nossos narizes estavam tocando e pude sentir a respiração descompassada dele. O hálito dele chegou ao meu rosto e eu ouvi, em seguida, sua voz.
“Ela pode ser loira,” A mão dele foi para o meu cabelo. “mas você é a minha ruiva. Ela pode ter olhos azuis,” ele passou o dedo de leve em meus olhos fechados e eu os abri. “mas eu prefiro as suas esmeraldas. Ela pode ser filha de uma Veela,” Ele beijou meu pescoço “mas não chega a sua beleza. Ela pode ser sangue-puro, mas o que isso tem haver mesmo?” Nós sorrimos. “Ela não liga para os estudos e eu admiro sua inteligência e determinação.” A mão dele foi para minha cintura e eu fiquei olhando em seus olhos. “Ela é fogosa, mas você tem um chame a mais com seu estilo comportada.” Corei. “Ela pode ter ido pra cama mil vezes comigo, mas meu coração nunca bateu por ela como bate por você.” O meu coração deu mais um salto. “Ela é bonita, não nego, mas você é extremamente e maravilhosamente perfeita. E pode me falar esse ‘muito mais’ de mentira que eu refarei sua frase dizendo a verdade...” Sua boca foi para o meu ouvido e sua voz saiu do jeito que eu amava: rouca e sexy. “O mais importante é que eu te amo Lils Evans!”
Ele encaminhou a boca dele da minha bochecha até meus lábios e ficou olhando nos meus olhos, que estavam lacrimejando. Meus braços foram para os ombros dele, as mãos dele para minha cintura e meus pés não estavam mais no chão, James me levantou no ar e está me girando. Eu gargalhei com vontade, como não havia feito em dois dias. Ao me por no chão novamente, eu o abracei. Abracei com todas as minhas forças e ele retribuiu, com todas as suas forças e delicadamente. Ele sempre diz que eu sou como uma porcelana que pode quebrar a qualquer momento, eu sempre lhe digo que ele é forte.
“Vocês voltaram?” A voz de uma menina perguntou e nós nos separamos, James pegou na minha mão. “Vocês realmente voltaram?” Ela tornou a perguntar. Era uma menina da Lufa-Lufa, Alicían, que é caidinha pelo James – o caidinha dela não é como o da Ktring que só quer ir pra cama com o James, a Alían, eu a chamo assim, realmente gosta do Jay.
“Oh, er...” Eu não sei se estava me atrapalhando por causa da Alicían ser minha amiga e gostar do James ou por que eu estava em dúvida perante a isso.
“Sim.” Essa não foi a minha voz, e sim a do Jay.
“Oh,” Ela olhou de mim para o James. “Parabéns, todos estavam aflitos por causa disso. Pensamos que você ia fazer essa burrice mesmo Lils.” Ela sorriu. “Bom, tchau.” E saiu.
Estou digerindo informações.
Lilian Evans chocada & supresa & sem palavras & idiota on.
“Lils?” Era o James, eu o olhei. “Você esta bem?” Percebi, pelo tom de sua voz, que ele estava cauteloso. “Olha, desculpa. Eu pensei que agente ia voltar... Mas se for não, tudo bem, pode ir desmentir ou contar a verdade pode ir.”
Eu sorri e lhe dei um selinho, era ele que estava sem fala agora. Por pouco tempo, porque, quando ele teve certeza que eu tinha lhe dado um selinho, ele sorriu. Aquele sorriso de James Potter que eu amava, o sorriso de James Potter que eu amo. Não amo só o sorriso, é claro. Amo ele por inteiro e, agora, eu tenho certeza que ele é só meu e de mais ninguém.
“Eu te amo Lils.” Apertei a mão dele que segurava a minha.
E eu sou só dele também
“Eu também Jay.” O vi fazer uma careta e eu ri. Como eu disse, ele odeia ser chamado de Jay, mas eu posso.
xXx
É uma música lenta e gostosa, eu estou dançando com o meu namorado no meio do salão. Ele está com as mãos em minha cintura e eu com os meus braços em volta de seu pescoço, nossos olhos estão fixos um no outro e ele está sorrindo para mim... Só para mim. A última vez que eu vi, Marlene e Sirius estavam no sofazinho perto da mesa de bebidas se comendo agarrando, eles dois se merecem. Eu só não lembro onde está Remus. Eu apoiei minha cabeça no ombro do meu namorado, sendo que minha boca ficou pertinho do ouvido dele.
“Jay.” Eu sussurrei. “Onde esta Remus? Não o vejo desde que dancei com ele.”
“Não se preocupe com outros garotos, você tem a mim e só precisa de mim.” Ele deu um beijo em meu pescoço. “Mas, o Remus, eu também não o vejo.”
Foi aí que eu vi uma cabeleira verde, de uma pessoa miúda, junto com o Remus. Estavam bem no cantinho do salão, longe de todos. E se beijando.
“Eu acabei de achar.” Apontei com os olhos, Jay olhou e deu um sorrisinho malicioso. Então voltou a olhar para mim. “Parece que não é só nós dois que nos acertamos hoje.”
Ele não disse nada. Parou de dançar, eu o imitei, ele pegou minhas duas mãos e tirou minhas luvas. Olhei para ele intrigada, ele nem disse nada. Senti ele me puxar, as luvas jaziam no chão onde estávamos. Então eu só nos vi no jardim da escola, que estava cheio de neve. Ele se sentou e me puxou para o colo dele. Ficamos nos olhando e ele tirou algo do bolso, colocou entre nós dois.
“Fica comigo pra sempre?” E abriu a caixinha, sim era uma caixinha. Tinha um anel, com uma pedra de jade.
Eu fiquei calada, olhando dele para o anel.
“Então, aceita ser minha namorada, novamente, e quando chegar à hora minha noiva?”
Eu levei minha mão até a caixinha e abaixei-a, aproximei meu rosto do dele e lhe beijei. Foi um beijo simples e mágico. Nossos olhos fechados, sem nenhuma pressa. Separamos-nos, olhos fechados ainda, eu sorri e abracei-o com muita força. Eu o ouvi rir e me abraçar de volta.
“Feliz Natal, meu namorado.” Nós abrimos os olhos, continuando sorrindo.
“Feliz Natal, minha ruivinha.”
Então ficamos ali, abraçados, sentados no chão coberto de neve. Sorrindo um para o outro, nos amando... E, sabe, eu odiava os bailes de Natal.
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N/A: Ai gente, ficou meio bobinha sabe? Era pra ser bem triste, mas acabou saindo isso. (: Estou escrevendo há dias, e ainda coloquei depois do Natal. ._______. Espero que gostem, beijos e comentem *-*
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