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7. O cérebro de serpentes


Fic: Vamp


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CAPÍTULO 7 - O cérebro de serpentes e o labirinto de cristal

Buddy rasgou o próprio bilhete cor de rosa e guardou os fragmentos no bolso. Se Gina havia gostado, aquele garoto tinha arrasado nas palavras; as suas, escritas de qualquer jeito, não valeriam nada perto das dele.

Disfarçando, continuou ouvindo...

Richard e Jack, ainda afoitos, nada perceberam. Richard analisava os próximos bilhetes que mandaria para Gina.

-Aqui estão os outros dois – falou, satisfeito. – Vou entregar por intervalos de tempo. Esse aqui, na hora do almoço, no fim da tarde entrego um marcando o local de encontro, e, por último – Richard soltou um suspiro assustado. – Esse aqui, que fecha a brincadeira e, após entregá-lo, eu me revelo como o autor dos bilhetes.

-Pra que nervosismo, cara? – perguntou Jack. – O máximo que pode acontecer é ela lhe dar as costas, furiosa... Mas eu duvido, claro – completou ele, ao ver que Richard estava levando a sério a brincadeira. – Ela já adorou esse primeiro bilhete com o soneto, vai adorar os outros, com certeza... Quando ela lhe vir como o autor, você já vai ser “o” cara na mente dela, vai ser outro Richard.

-É o que espero... Agora, tem um problema com esse último bilhete... Aonde irei me revelar como o autor?

Buddy estava se sentindo um paspalho, parado ali com os braços cruzados, fitando paredes e quadros com um fingido interesse... Mas aquela era a parte interessante... Ele precisava ouvir.

-Eu ouvi falar que fizeram decorações especiais para o Dia dos Namorados – disse Jack, com a mão no queixo. – Dependendo do que for, vocês podem se encontrar lá!

-Tem razão... Mas temos que ver primeiro como é esse lugar.

-É... E você vai ter que escrever o lugar e a hora no bilhete anterior... Esse eu acho que você deve fazer uma coisa mais pessoal, você mesmo, tipo... Enfiar o bilhete dentro do material dela!

-Está maluco? E se ela me pega?

-Não vai ter problema nenhum... Vai descobrir um pouco antes que é você, só isso... Mas a intenção não é essa? Mostrar sua cara? Então!

Richard concordou, enquanto guardava os bilhetes rosados no bolso. Os olhos de Buddy os fitaram como se estivessem atraídos com um poderoso imã imaginário.

-Vamos descer agora, antes que eles passem por aqui – falou Richard. Os dois amigos se foram, ainda sem dar atenção ao jovem sonserino que parecia estranhamente interessado numa pintura antiga e feia do corredor.

* * *

-Quem seria esse seu admirador secreto, Gina? – perguntou Mione, enquanto cortava um pedaço de torta de morango. – Você não tem idéia? Porque ele parece muito, mas muito apaixonado por você...

-Não faço a mínima idéia, juro – respondeu Gina, se lambuzando com a cobertura.

Inexplicavelmente, ela se surpreendeu olhando para o novato. Uma pergunta maluca invadiu sua cabeça: seria ele o autor de tão profundos versos?

Um dos “cupidos” se aproximou do jovem, com a cesta de madeira balançando, e uma das mãos estendida com um inconfundível papel cor-de-rosa dentro.

Gina desconsiderou a hipótese imediatamente... O novato não estava nem aí para ela... Mas, afinal de contas, ela também não estava, e pouco se importava se ele ligava para ela ou não... Nem conhecia aquele garoto...

Richard abriu o bilhete já adivinhando quem o escrevera.

-Não precisa nem ser uma Marylin “Trelawney” pra acertar quem te mandou isso – brincou Jack, esticando o pescoço.

Só falta esfregar na sua cara que eu quero você pra mim,

Será que você não se toca?

Sua princesa, sua escrava, sua odalisca,

Posso ser o que quiser.

Eu lambo até o chão em que você pisar.

Sim, você me tem nas suas mãos.

Basta querer me tocar, basta você me querer.

Porque num estalar dos seus dedos eu vou correndo até você.

Vanda


-Como eu imaginei – falou Jack. – Vanda... Realmente ela nem precisava escrever isso. Ela não sai do seu pé...

-Eu gosto muito da Vanda, mas... É somente como amigo. Não consigo sentir outra coisa por ela...

-Mas até que ela é bonitinha... Diferente. As saias rodadas que ela usa são muito sensuais, não acha? Ontem ela estava magnífica, com aquele colar de safiras... Aliás, hoje ela não está usando... É um tanto estranho isso...

-Estranho por que?

-Porque o que ela mais deseja é chamar sua atenção. Não entendo porque, justo hoje, no Dia dos Namorados, quando ela se escancara de vez através desse bilhete, não tenha vindo com a coisa mais chamativa que possui.

Richard não considerou o fato, ao contrário de Padma, que, ao lado de Vanda, enchia-lhe de perguntas.

-O colar quebrou? Foi isso?

-Não, não foi, eu já disse...

-Porque, se foi, um simples feitiço conserta o estrago... Têm feitiços para colar cacos também... As safiras se espatifaram, por acaso?

-Mas que saco, hein, Padma! – exclamou Vanda, irritada. – Eu não quis usar o colar hoje e pronto! Resolvi colocar esse aqui, mais discreto...

-Discreto? – Padma balançou a cabeça. – Vanda, por favor, discrição não é uma palavra do seu dicionário... Você gosta de chamar atenção que eu sei, ainda mais a atenção do Richard...

-Aí! Foi isso aí! – ela respondeu, batendo na mesa, respigando calda de pudim. – O Richard... O problema de tudo foi o Richard... Ele não gostou do colar...

-Ah não... Que tipo de pessoa acha feio um colar de safiras valiosíssimo?

-Não sei, mas não gostou... Se quer se aprofundar no gosto do Richard, vai perguntar pra ele, pra mim não, eu não sei quase nada sobre ele, embora quisesse saber!

-Calma... Não precisa se estressar... Agora... O que pretende depois desse bilhete?

-Vou esperar, né... Fazer o que? Esperar e ver como ele reage. Já estava muito na cara, não é, Padma? Nem seria necessário esse bilhete, mas, vai ver ele não tinha percebido, por isso não chegou em mim pra conversar...

-E se ele tinha percebido, mas não quis chegar simplesmente por que... Não gosta de você?

Vanda espetou o pudim com o garfo, furiosa.

-Isso não vai acontecer... Não pode acontecer... Seria uma tragédia perdê-lo agora que o tenho tão perto de mim...

-Pensei que você tivesse conhecido o Richard aqui na escola...

Vanda pigarreou antes de responder.

-E conheci, claro... Como poderia ter conhecido antes?

Naquele momento, Minerva McGonagall levantou-se na Mesa Principal e pediu a atenção de todos. Foi imediatamente atendida pelos estudantes curiosos, que nem estranharam a ausência de Dumbledore – embora este fato não passasse despercebido pelos espertos Harry, Rony e Hermione.

-Gostaria de avisá-los que, hoje, no Dia dos Namorados, providenciamos uma decoração toda especial para a data, que poderá ser conferida nos jardins do castelo. A decoração consiste num imenso labirinto de cristal, onde vocês encontrarão diversos banquinhos para ficarem a vontade. O labirinto permanecerá no jardim durante todo o dia e por um período da noite também. Bom... Aproveitem!

Era óbvio para Harry que Minerva tentava passar uma calma excessiva, uma calma que queria demonstrar que tudo estava as mil maravilhas na escola...

Uma avalancha de estudantes levantou-se das mesas assim que a professora se sentou, todos com a curiosidade nas alturas para conhecer o tal labirinto de cristal.

Richard e Jack estavam no meio.

-Vamos ver se esse labirinto não é o lugar ideal para você se encontrar com Gina! – falou Jack, animado. – Se tiver privacidade suficiente será perfeito!

Eles encontraram uma certa dificuldade para saírem do castelo. Aparentemente os estudantes que estavam na frente se imobilizavam ao contemplar a tal decoração. Somente com uns empurrões a turma que vinha mais atrás conseguiu visualizar o labirinto...

O queixo de Richard foi ao chão.

Ali, no jardim, estava materializada a coisa mais fascinante que ele já vira. Paredes de cristal se erguiam, majestosas, com cascatas de água escorrendo internamente, sem parar, como se uma chuva infinita caísse e escorresse dentro das finas e delicadas paredes. O aglomerado de estudantes avançou para a entrada em arco. Por dentro, o labirinto era grama aparada e pequeninas árvores cercando bancos de madeira branca, feitos especialmente para acomodar apenas duas pessoas.

-Perfeito... – balbuciou Jack.

-O que? – indagou Richard.

-Não, nada... – Jack riu. – Quero dizer... É perfeito para você e Gina!

-Também acho. Vai ser aqui, Jack. Aqui nesse labirinto que Gina vai me encontrar... E verá que eu não sou nada daquilo que ela pensa.

Harry, Rony e Hermione fitavam o labirinto sem grande interesse, quando um “cupido” se aproximou de Harry, passando-lhe um bilhete.

Harry dobrou o papel e ia guardando no bolso quando...

-Quem foi a louca, Potter? – a voz de Draco sobrepôs-se a admiração da multidão, acompanhada das risadas de Buddy Strogne, Crabbe e Goyle, fazendo com que Harry corasse até as pontas das orelhas.

-Você não vai ler? – estranhou Rony.

-Depois... – resmungou Harry, ainda constrangido.

A autora do bilhete mordia o lábio, nervosa... Juliana Cabot mexia-se inquieta, dando cutucões na amiga Vicky.

-Ele não leu, não é? – perguntou ela, concentrando o olhar em um ponto qualquer do labirinto de cristal. – Ou leu e odiou?

-Não odiou nada não – respondeu Vicky, ainda olhando para trás. – Ele não leu... Guardou no bolso, todo envergonhado... Acho que só vai ler depois...

A garota parou de falar ao ver que Marylin “Trelawney” estava parada bem em frente, com a cabeça parada, imóvel como uma estátua. Maldosa, Vicky se esticou e sussurrou:

-Será que a senhorita vidente poderia me informar quem vai pegar quem nesse labirinto?

Marylin continuou calada, enquanto Vicky dava gargalhadas.

-Será que poderia me contar onde Anne foi parar? Ela está sumida desde manhã... Será que a mataram? – Vicky fez uma careta cômica de pavor.

Marylin virou-se naquele instante, os olhos quase saltando das órbitas.

-Ela... Sumiu? Desapareceu?

-Ah, por que está perguntando? Você é a “vidente”, então já devia saber...

Marylin virou para frente novamente, sem responder a ironia de Vicky. Ao seu lado, Michael Curtis esfregava as mãos, um sorriso malicioso distendendo-lhe a face.

-É hoje, Dennis – olhou para o amigo, que estava ao seu lado. – É hoje que eu prenso a Hermione numa dessas paredes de cristal... Vai esquentar tanto que eu serei capaz de vaporizar cada cascata de água.

-Não sei não – discordou Dennis, enquanto afastava a franja da testa. – A Granger está fazendo um belo de um jogo duro com você. É capaz de você levar um fora tão gelado que, ao contrário da água evaporar, ela congele...

No fundo, Vanda e Padma também observavam o labirinto.

-Hoje eu desencalho – falou Padma. – Esse lugar é perfeito! Será um crime desperdiçar um lugar e uma oportunidade como essa...

-Tem razão... Hoje tenho que conquistar o Richard – disse Vanda, perdida em sua obsessão. – De alguma maneira, tenho que conquistar.

* * *

A mente é o compartimento secreto de um ser humano.

Por meio dela ocultam-se intenções, sentimentos, falsidade. Pode-se manipular a face, manipular gestos, tudo através da mente. Através dela, pode-se pensar.

E alguém dentre aquelas pessoas que observavam pensava muito, enquanto distorcia a face para uma expressão que ocultava totalmente o ninho de serpentes que compunha seu cérebro... Serpentes entrelaçadas, uma delas responsável pelo prazer... O prazer de se afogar em sangue, o prazer de matar.

“Um labirinto de cristal...”, sibilavam as serpentes dentro da cabeça de Vamp. “Labirinto, confusão de caminhos, passagens, pontos sem saída... O lugar ideal...”.

As serpentes sibilaram, se atiçaram, planejaram, mas ninguém era capaz de ouvi-las. Ninguém era capaz de arrebentar os cadeados de acesso para aquele ninho chamado mente.

* * *

Quando Gina entrava no Salão Principal, foi abordada por outro “cupido”. Apanhou o papel, guardou-o no bolso e esgueirou-se até um canto do Saguão de Entrada, onde o desdobrou e leu, com uma ansiedade que não soube compreender. Uma ansiedade que fazia suas mãos tremerem...

Aqui estou

No começo da tarde
Ainda pensando em você

E eu sei que pode ser
Tarde demais para o amor

Mas preciso de você agora
Mais do que as palavras podem dizer
Preciso de você agora
Tenho que achar um jeito
Preciso de você agora
Antes que eu perca a cabeça
Preciso de você agora.


Gina sentiu uma emoção forte dentro do peito... Olhou ao redor, fitando os rostos de todos os garotos que ali se encontravam, sua mente implorando em sussurros mudos:

“Venha até mim... Também preciso saber quem é você, autor de coisas tão profundas... Se você precisa de mim, eu também preciso de ti, pelo menos preciso saber quem você é...”.

Ela olhou, ansiosa... Mas nenhum dos jovens vinha em sua direção... Nenhum olhar procurava o seu...

Assim, ansiosa, Gina se encaminhou para o Salão Principal, a mão escondida dentro do bolso das vestes, tocando o papel cor de rosa, como se aquela fosse uma forma de sentir seu admirador secreto perto de si. E, entrando no Salão, ela tinha a consciência de que ele a observava, de que ele entendia o leve sorriso que iluminava seu rosto. Um gesto entendido somente entre ambos, o compositor e a música, o autor e a obra, o poeta e a poesia.

* * *

-Vicky?

A jovem quase gritou no meio do sobressalto que a voz de Juliana lhe causou.

-Oh! Desculpe – falou Juliana, sem graça. – Não imaginei que estivesse distraída... Não parecia, sabe, você estava olhando para o labirinto, aí pensei que estivesse esperando algum garoto, sei lá...

-Não. Não tenho cabeça pra essas coisas hoje. Estava olhando para o labirinto sim, mas meus pensamentos estavam bem distantes...

-Estava pensando em que?

-Em Anne. Ela sumiu. Desapareceu. Puf! Nem sinal. E isso desde cedo. Não a vi uma só vez hoje.

-E está preocupada? Ah por favor, Vicky! Hoje é Dia dos Namorados! Posso até te garantir que a Anne está é se divertindo nesse exato momento, com algum aluno, aproveitando a data enquanto você fica aí, cheia de suposições malucas na cabeça...

-Eu também pensei nisso, por isso estou plantada aqui na frente do labirinto, esperando que ela saia, ou apareça pra entrar...

Marylin passava em frente a Vicky naquele instante. Andava despreocupada... E quando percebeu quem estava ali, já era tarde demais...

Vicky voou para cima da garota, puxando-lhe os cabelos. Marylin, indefesa, baixou a cabeça, enquanto gritava... Juliana avançou para Vicky e a puxou com força, separando-a da assustada Marylin.

-Foi você! Isso tem dedo seu, Marylin, eu sei que tem! – bradou Vicky, nervosa, debatendo-se numa tentativa de fugir dos braços de Juliana.

-O que tem dedo meu? – desafiou Marylin. – O que eu fiz?

-Você disse ontem à noite que a Anne ia morrer se saísse da sala comunal! Escute bem, sua vidente de mentira. Se acontecer algo com minha amiga, eu vou lutar muito até botar você em Azkaban!

-Não tenho nada a ver com o sumiço dela...

-Tem sim, de alguma forma, eu sei que tem! Quer provar que suas previsões são verdadeiras, não é? Por isso resolveu sumir com a pobre da Anne!

-Escute bem, eu não tenho absolutamente nada a ver com esse desaparecimento. Se acontecer o que previ, não posso fazer nada. É impossível lutar contra o destino... Por mais cruel e obscuro que ele seja, é um fogo que queima por mais água que tente se jogar em cima. É o movimento dos astros agindo sobre nós, astros que não podemos alcançar.

Ela saiu de cabeça erguida, muito segura de si. Aquilo irritou Vicky ainda mais...

-Sempre se sentindo a superior, com esse falso dom de prever o futuro... Ah, mas agora até eu sou vidente, porque eu já posso visualizar o que eu farei com essa garota se alguma coisa foi feita com a Anne.

* * *

Quer dizer que Buddy Strogne, “o grande conquistador de Hogwarts”, não conseguiu experimentar o labirinto até agora? – debochou Draco, ao sair do labirinto e encontrar-se com Buddy, Crabbe e Goyle no Saguão de Entrada.

-Ainda não entrei, Draco – corrigiu-o Buddy. – Mas vou aproveitar é muito... Eu só preciso focalizar a Gina, não perdê-la em momento algum...

Era fim de tarde. Gina estava parada ao lado das portas do Salão Principal. Um grupo de alunos chegava naquele momento, e Buddy localizou Richard com facilidade. Ele foi o único a reparar o papel que flutuava até a mochila da garota. O papel parou ao chegar no bolso aberto da mochila e, ao tocá-la, começou a tremer.

Gina sobressaltou-se, enquanto levava a mão ao bolso e puxava o bilhete.

Podemos fazer o sonho tornar-se realidade,

Encontre-me no Labirinto de Cristal, daqui à uma hora.

Esquerda, esquerda, frente, direita,

Siga o caminho e encontre seu destino.


Buddy apressou o passo, procurando estar ao lado de Gina para ouvir os comentários carregados de suspiros da garota...

-Daqui a uma hora, Mione... Eu o encontrarei – ela abriu um largo sorriso. – Naquele belo labirinto. Será o momento mais especial da minha vida...

Ela não conseguia se compreender. Estava feliz, emocionada, como se estivesse amando o autor dos bilhetes sem ao menos conhecê-lo. Ele ia ganhando forma aos poucos... Conhecera-lhe os sentimentos, agora queria conhecer-lhe o rosto.

O sonho tornando-se realidade, transformando-se em matéria.

* * *

-Buddy... – começou Goyle, encarando-o. – Perdeu alguma coisa na mesa da Grifinória?

-Cala a boca, seu balofo – resmungou ele. – Dessa minha concentração depende algo muito importante. Não posso perder aquele novato ridículo de vista.

Richard levantou-se naquele momento, com a mão no bolso. O Salão Principal já estava mais vazio, não somente porque as pessoas aproveitavam o labirinto, mas também pelo horário que ia avançando aos poucos.

Buddy consultou o relógio. Faltavam cinco minutos para o encontro de Richard e Gina.

Apressado, ele levantou-se, tentando demonstrar naturalidade, seguindo os passos de Richard como se fosse sua sombra.

Richard olhou de esguelha para trás, mas ignorou-o e continuou andando. Caminhou decidido até a entrada em arco e virou para a esquerda. Buddy fez o contrário, dobrando as pressas para a direita...

Se desse a sorte dos caminhos se encontrarem...

Virou para a direita e dobrou para a direita novamente. Sim, o caminho tinha saída, e estava deserto.

Buddy puxou a varinha do bolso e conjurou uma tora de madeira, um feitiço que se empenhara muito em aprender, mentindo para a mãe que desejava apenas construir casas nas árvores... Inocência...

Encostou-se na parede de cristal, aguardando...

Os passos aproximaram-se mais e mais.

Quando o pé de Richard surgiu no seu campo de visão, Buddy baixou a tora de madeira com toda a força sobre a cabeça do jovem.

Richard sentiu a cabeça latejar, depois seu mundo foi se pontilhando de estrelas, até que as estrelas desapareceram e tudo se tornou escuro... Dolorido...

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