Hermione agora se encontrava num salão fracamente iluminado, sentia um cheiro diferente, que a confortava e acalmava. Ao olhar pro chão se vê no centro de um círculo, onde há uma estrela de cinco pontas e entre as pontas símbolos rúnicos e outros não identificados por ela, que pareciam fazer parte de algum ritual de invocação. Tochas se acendem na frente, e uma mesa com cinco lugares aparece, onde no meio há uma cadeira mais alta e imponente, fazendo-a pensar que deveria ser do presidente de alguma comissão que a julgaria. Cinco anciões aparecem, todos se parecem com o que ela vira antes, se diferenciando apenas por detalhes como a cor dos olhos e altura.
-Quem és tu, que reivindica a Herança dos primogênitos? –o ancião que estava presidindo pergunta.
-Hermione Jane Granger, senhor. –ela fala um pouco temerosa.
-Ela é descendente de Akhenaton - O filho do Sol! –o ancião que aparecera no lago, volta aparecendo atrás dela, mas agora em sua forma corpórea, mas conforme anda até Hermione vai passando da sua forma de ancião para a forma jovem, ele devia ter 25 anos, 1,90m, pele morena clara, cabelos um pouco compridos e encaracolados, loiros e olhos verdes esmeraldas, como os de Harry, seu corpo era forte e musculoso, sua presença era imponente. Vestia uma longa capa negra, mas Hermione percebeu que não refletia a roupa que usava, a blusa de gola alta e sem mangas era branca, a lateral direita e o centro eram tomados por um brasão, onde havia um sol vermelho sangue com uma estrela de seis pontas circunscrita, em dourado, e do centro da estrela, saía um grifo marrom que exalava fogo com suas asas e calda. Seu ombro esquerdo e uma parte do tórax eram tomados por uma brilhante armadura dourada, o ante braço direito possuía um protetor dourado, repleto de inscrições que Hermione não conseguiu reconhecer. A calça marrom seguia justa, as pernas até a altura dos joelhos, onde a armadura recomeçava, e seguia até os sapatos do mesmo material. Em sua cintura descansava uma imponente espada, sua bainha era negra como a capa, e tinha vários detalhes em ouro, estava presa por uma cinta de couro marrom, haviam mais algumas ajustadas as suas pernas e cinturas.
-Eu sou sua descendente? –Hermione pergunta confusa.
-Sim, você é minha neta , e por isso apareci para você, sou a representação de seu sangue ancestral! E é minha herança que você reivindica.
-A descendente de um dos Cinco Defensores, me parece que o ritual vai ser muito interessante! –um dos anciões da mesa fala e os demais concordam.
-O que quer dizer isso? O que são os Cinco Defensores? –Hermione pergunta curiosa.
-Vejo que é curiosa, mas isto só poderá saber depois que passar no teste, e como é a primeira de meus descendentes a tentar dominar o Arcana Spiritum, eu espero que honre o meu sangue e consiga! –fala seriamente, mas dando forças pra ela.
-Sim senhor, vou dar meu máximo! –fala confiante e otimista.
-Então vamos começar o ritual, ele é composto por sete provas, as quais você tem que passar! Após passar pelas provas, você será julgada por nós, e então terá a chance de tentar dominar o Arcana Spiritum, se nós a julgarmos merecedora! –o ancião que presidia o ritual fala calmamente.
-Você também poderá ter ajuda de seu ancestral, ele lhe aconselhará antes de cada prova. Alguma pergunta? –a única mulher entre os cinco pergunta no mesmo tom do outro ancião.
-Tem alguma regra ou posso usar dos meios que quiser pra passar pelas provas? –pergunta compenetrada e atenta a cada palavra deles.
-Poderá usar dos meios que quiser, mas é claro que depois suas atitudes e comportamento serão julgados por nós. –outro dos anciões se pronuncia.
-Que o primeiro teste se inicie! –o presidente do conselho fala e novamente as coisas em volta giram, mas a área do círculo, onde Hermione e Akhenaton estavam, não é alterada.
Harry acorda na enfermaria, no dia seguinte a remoção de Hermione para o St. Mungus. Era manhã de segunda e Dumbledore estava a seu lado, sentado esperando-o acordar.
-Bom dia Harry! –Dumbledore fala no tom de sempre.
-O que tem de bom? –fala mal humorado.
-Sei que as coisas não estão muito boas pra você, mas pense que é uma questão de tempo, nessa madrugada os sinais vitais de Hermione melhoraram muito, tenho certeza que quando você menos esperar ela vai estar de volta! Agora anime-se e se vista para o retorno as aulas, poderá tomar o café da manhã aqui, mas depois voltará ao seu horário normal, entendeu Harry? –fala com um pouco de rigidez na voz, para que Harry soubesse que teria de voltar a sua rotina diária.
-Sim senhor, entendi. –fala ríspido e sem olhar pro diretor.
Depois do almoço Harry seguia pra aula de Feitiços, quando Rony e Gina o abordam.
-Que história é essa de que você não é mais o capitão do time? –Gina pergunta cobrando satisfações.
-Vejo que McGonagall já te convidou pra ser o capitão. –fala friamente olhando pra Rony.
-É, mas eu disse que não daria uma resposta até falar com você. Porque fez isso? –pergunta seriamente.
-Porque não seria o capitão que a Grifinória precisa, não consigo pensar em nada que não seja Hermione, estou indo as aulas, mas não escuto nada, não vejo nada, sem ela ao meu lado eu sou apenas um corpo que se move, um zumbi, mas não se preocupe, ainda posso ser o apanhador do time, acho que alguns minutos voando, em um jogo, eu posso agüentar. Agora eu preciso ir, não quero me atrasar. –fala sem emoção na voz e sai andando no mesmo ritmo de antes.
Os três dias seguintes se passam da mesma forma, ele vai as aulas, mas não presta atenção, e quando não está em aula fica sentado em sua cama, até a hora que os meninos começam a subir, e então desce pro salão comunal onde fica até a manhã seguinte. Todos os membros da AD da Grifinória tentam animá-lo e pedir que ele continue as aulas, inclusive levando cartas dos outros membros que sempre que o encontravam tentavam animá-lo discretamente.
Na aula de DCAT da quarta-feira, Harry está se dirigindo a uma mesa no meio da sala, quando fica zonzo e tem que se apoiar numa mesa pra não cair.
-Continue assim Potter que logo logo, você se encontra no inferno com sua sangue-ruim! –Malfoy fala entre risos.
-Cale-se sua serpente asquerosa! Você não tem o direito de falar da Hermione! –fala furioso e se pondo na frente de Malfoy.
-Nem você tem Potter! Por sua causa a Hermione não está aqui conosco! Se você fosse um homem de verdade, se fosse tão corajoso quanto dizem, teria matado aquela bruxa maldita, e ela não teria matado a Hermione! Porque é impossível que ela acorde, nenhum dos professores acredita nisso, nem Dumbledore, já que até transferir ela do hospital ele transferiu! –Krum fala furioso e com ar de frustração.
Harry apenas abaixa a cabeça e deixa algumas lágrimas rolarem, mas percebe os olhares de pena em cima dele, e ouve comentários maldosos vindos da Sonserina.
-Potter – o covarde, deixou que a tia Bella matasse a namoradinha! –Malfoy fala fazendo chacota dele.
-Calado Malfoy! –Rony se põe ao lado de Harry apontando sua varinha pra Draco.
-Rony? Porque isso? –Harry pergunta espantado e confuso.
-Eu tava tentando tomar coragem pra te pedir desculpas a um tempo, sabe, eu sei que não foi sua culpa o que aconteceu com a Hermione, mas se isso tudo serviu pra alguma coisa, foi pra me mostrar que você a ama de verdade, um amor que nem eu e nem ninguém poderia dar a ela, e um amor que eu sei que era correspondido! –Rony fala sinceramente.
-Um amor que a matou! Porque se você não tivesse se metido na vida dela, a Hermione não estaria lutando contra comensais se arriscando a isso, e muito menos teria se jogado na sua frente pra receber aquele feitiço! –Krum despeja desabafando sua raiva.
-Se você não tivesse entrado no caminho de Sírius ele também não estaria morto, todos que se metem com você morrem Potter, o Lord das Trevas vai matar todos, só pra te ver sofrer! –Malfoy fala rindo.
-Cale-se maldito, se não eu acabo com você! –Rony fala furioso.
-Não Rony, ele tem razão, a culpa foi minha, eu não deveria ter afundado a Hermione ainda mais nesse mar de sangue que é a minha vida! –Harry fala com a voz embargada e ainda de cabeça baixa.
-Isso não é verdade! Ela teria se posto a sua frente mesmo que vocês não tivessem namorando. Pensa que é esse amor de vocês que está mantendo ela viva! Eu duvido que a Mione vá te deixar sozinho, ela nunca iria abandonar tão fácil algo que demorou tanto pra conquistar! –Rony fala otimista.
-Ela não precisaria estar lutando contra a morte se...
-Já disse que a culpa não foi sua! Eu estava lá, eu vi que você não estava com medo, e sim queria vê-la presa! Assim como todos aqueles malditos comensais que vocês dois pegaram , ela devia estar em Azkaban! Isso teria sido castigo bem pior, que a morte, por isso aquela covarde se matou tentando te levar junto! –tenta justificar os fatos.
-Só que aquela sangue-ruim que sempre foi tão inteligente fez a burrice de se jogar na frente desse idiota, quando teria a chance de sair viva de lá! Uma idiota mesmo, mereceu o destino que teve! –Malfoy fala com desprezo.
-Já chega você passou dos limites, eu não culpo os que me julgam, mas não admito que falem de Hermione! –Harry fala furioso, ganhando uma aura dourada e fazendo um brilho verde surgir em seus olhos.
Ao verem aquilo todos se espantam, o ar ganha um clima gélido, que faz todos pensarem em dementadores, enquanto Malfoy e Krum apontam as varinhas pra Harry.
-Fique parado Potter, o menor movimento e eu te mando pra junto da sangue-ruim! –Malfoy tenta falar ameaçador, mas só consegue deixar Harry mais furioso.
-Nunca mais se refira a ela assim! –nesse momento Malfoy é arremessado por uma força invisível contra a parede.
Todos ficam assustados, a sala fica mais fria e as mesas flutuam alguns centímetros. Malfoy tenta se levantar, mas outra força surge o levantando a centímetros do chão e o sufocando. Krum tenta fazer algo, mas assim que move a varinha é arremessado contra uma prateleira onde vidros caem sobre ele, o cortando um pouco. As mesas começam a pegar fogo, e Malfoy desmaia, quando um raio vermelho atinge Harry, vindo da varinha de Alex que acabara de chegar. No mesmo instante a temperatura volta a ficar normal, e as mesas voltam pros seus lugares um pouco chamuscadas.
-Todos pros seus lugares! Weasley, convide alguns colegas e leve o Malfoy e o Krum pra enfermaria. Vou levar o Potter ao diretor e já volto pra começar a aula! –fala seriamente, enquanto conjura macas flutuantes pros três que estão caídos. Todos obedecem às ordens apesar de ficarem comentando entre si os acontecimentos.
Dumbledore entra com Harry na câmara secreta, onde conjura uma cama com correntes, e logo a seguir põe Harry, ainda inconsciente, deitado e algemado, pelos pulsos e tornozelos. Fawkes entra e pousa sobre a cabeceira da cama, onde observa Harry que aparentemente dormia.
-Fawkes, preciso que fique aqui e tome conta deste rapaz, ele vai precisar de sua ajuda pra superar os momentos difíceis do despertar . Me comunique se algo fora dos padrões acontecer, e cuidado com os desmoronamentos, esse rapazinho vai liberar muita energia a partir de agora! –fala seriamente e a advertindo, recebendo um aceno da ave que fica observando o garoto que parecia estar em sono profundo.
O dia segue tenso, e todos comentam sobre o acontecido na aula de DCAT. No dia seguinte ao ataque, saiu uma edição do Profeta Diário que contou, em detalhes, a batalha e expôs pra todo mundo bruxo o namoro de Harry e Hermione. Todos então estavam penalizados com Harry que parecia um morto vivo, e só comia quando Gina e Dumbledore insistiam muito, alguns comentavam que assim que a notícia da morte dela chagasse, ele se mataria, mas depois do ocorrido, os boatos mudaram, dizendo que ele estava se submetendo a um rigoroso treinamento pra matar Voldemort, que tinha sido o mandante do ataque.
Naquele mesmo dia mais tarde, Malfoy vai aos jardins de Hogwarts, com um Falcão, negro com algumas penas cinzas, pousado no ombro. Ele pega um envelope lacrado com o brasão da família Malfoy e amarra em uma pata do falcão.
-Leve pro meu mestre o mais rápido possível! E espere uma ordem dele para voltar! –Malfoy ordena firmemente a ave, que voa logo a seguir.
Harry desperta um pouco confuso, está vestido de negro, calça social e uma camisa de mangas compridas, está sem os óculos, mas enxerga perfeitamente. Ele olha em volta, e vê que está no mesmo cemitério onde Voldemort retornou.
Harry se levanta e ao olhar em volta, vê a silhueta de uma mulher se formando do brilho da lua cheia. Ela vesti uma túnica negra com inscrições em dourado que ele não reconhece. Quando começa a se aproximar, vê uma mulher alta de postura imponente, com longos cabelos negros, e olhos azuis muito claros, tinha expressões suaves e quem a visse nunca imaginaria que uma mulher de aparência tão frágil e delicada, pudesse ser uma grande guerreira dotada de muitos poderes mágicos e de grande sabedoria.
-Qual o seu nome meu rapaz? –ela pergunta com uma voz doce e muito serena.
-Harry Potter, e você quem é? –ele pergunta confuso e procurando por sua varinha na roupa e no chão.
-Você não precisa de uma varinha, e eu sou seu sangue ancestral, sua avó , por assim dizer. –fala com um sorriso gentil, acalmando-o.
-Você disse que é o que? –Harry pergunta desconfiado.
-Harry, no início quando os homens começaram a se reunir em tribos, alguns sábios dominaram a magia... –ela começa a contar toda a história pra ele que a ouve atentamente, apesar de um pouco inquieto.
-Então essa tal herança a que tenho direito, vai me deixar muito mais forte que um bruxo? Seja ele bruxo, feiticeiro ou mago? –pergunta interessado.
-Os primogênitos não podem ser comparados aos de segunda geração, pois os Bruxos, são imensamente inferiores, dependendo de varinhas pra fazer magia, mas por que a pergunta? –ela pergunta, mas parece já saber a resposta.
-Eu quero ficar muito forte, pra poder me vingar do monstro que matou minha família no passado e acabou com a do meu futuro, ele matou meus sonhos e esperanças, e agora vou mandá-lo pro inferno! –fala com tanto ódio que seus olhos quase ficam negros de tanto rancor e fúria.
-Se esses são seus motivos desista! Não vou levar um descendente meu pra ser reprovado! –fala de modo duro e com tom orgulhoso na voz.
-Como assim? Do que está falando? –pergunta confuso e um pouco agressivo.
-Você não pode fazer isso por ódio, não pode desejar poder pra subjugar ou matar! Você me entende? –ela fala de modo paciente se sentando de frente pra ele.
-Por não querer matar perdi minha vida! –fala abaixando a cabeça, mas sem evitar que ela visse a magoa e a dor que ele sentia.
-Me conte sua história Harry, deixe que eu te aconselhe. –ela pede de forma gentil e atenciosa, quase que maternalmente.
-Eu vou te contar, mas é uma longa e triste história. –fala sem emoção na voz.
-Não precisa me contar, apenas abra seu coração pra mim! –ela segura uma das mãos dele, e fecha os olhos. Ao abri-los imagens de toda a vida dele começam a circundá-los, como já havia acontecido com Hermione. –Agora entendi, porque alguém tão mal intencionado, iniciou o despertar. Você não tem um mau caráter, apenas está no meio de uma avalanche de sentimentos bons e negativos e não sabe pra onde ir... meu rapaz, você tem que tentar analisar racionalmente os fatos...
-Eu não sou a Hermione, eu não racionalizo tudo, eu sou uma pessoa de atitudes! Eu sei o que eu tenho que fazer, e o que eu quero é acabar com isso, quero poder “viver”, nem que pra isso eu tenha que morrer! –Harry fala determinado e de forma enérgica.
-Entendo, admiro muito seu amor, e sua vontade de vivê-lo, mas temos possibilidades muito grandes de que ela morra, e se isso acontecer não tenho duvidas de sua atitude, mas e se ela sobreviver Harry? O que você imagina que vai acontecer quando ela acordar? –pergunta de forma calma e serena, mantendo o tom inicial.
-É claro que ela vai voltar! Nem que eu precise dar minha vida por isso, ela vai voltar! E eu vou tentar fazê-la a pessoa mais feliz do mundo, não importa como! –fala determinado e com ar sonhador.
-Mas você acha que morto vai fazê-la feliz? Acha que se ela acordar e ver que você não está lá, ela vai ficar como, sabendo que todo esforço dela foi em vão? –pergunta de forma incisiva, fazendo-o parar pra pensar.
-O que você quer dizer com isso? O que está tentando me falar com essa conversa toda? –pergunta curioso e sem agressividade na voz, demonstrando querer ouvir os conselhos de sua ancestral.
-Eu não posso fazer você enxergar seus verdadeiros objetivos e valores, isso são coisas que você mesmo tem que buscar. Você realmente terá que lutar, é o seu destino, mas não busque a herança , para matar e sim pra libertar! Pense que a magia e o conhecimento vão ser ferramentas para você liberar seu espírito, fazer seu próprio destino! –fala em tom sábio, e sorrindo maternalmente.
-Entendo, mas então eu vou poder tentar dominar o Arcana Spiritum? –fala ansioso.
-Sim, é um direito seu, mas como já avisei, não deixe essa confusão de sentimentos corromper seu coração. –fala no mesmo tom de antes, recebendo um aceno afirmativo em resposta –Que a cerimônia comece! –brada em tom alto e firme, fazendo tudo girar.
Depois de alguns minutos Harry se vê na mesma sala que Hermione estava e sob seus pés o mesmo símbolo místico. A sua frente, tochas acendem iluminando a mesa de reuniões onde os mesmos cinco anciões se encontravam.
-Quem és tu que reivindica a Herança dos primogênitos? –o ancião do centro pergunta em tom solene.
-Harry James Potter. –fala seguro e olhando a todos atentamente.
-Ele é descendente de Maat - A filha da Lua! –a mesma mulher aparece, só que vestida de modo diferente, agora ela trajava vestes escuras, uma longa capa negra com o símbolo de uma galáxia que parecia estar em chamas, nas costas, representando seu povo, movia-se graciosamente enquanto ela caminhava, assim que parou, com um movimento lento, a abriu, mostrando sua roupa. O interior da capa revelou-se azul escuro, a blusa de gola alta, negra e sem mangas estava justa a seu corpo, em seu peito um grande brasão era visto, de uma estrela de cinco pontas, perfeitamente encaixada em uma brilhante Lua Cheia azulada, surgia majestosamente um corvo, cujas penas negras confundiam-se destacando ainda mais o brilho avermelhado dos olhos do animal. Seu ombro esquerdo era protegido, por uma fina armadura prateada, que também se fazia presente em seus antebraços, em protetores que eram adornados por complicados desenhos e escritas, em um idioma a muito esquecido, a região de suas costelas até o inicio do quadril também estava protegido pela prata trabalhada, usava uma saia, que se não bastasse ser curta ainda possuía uma provocante fenda lateral, era negra assim como as grandes meias, a , aparentemente fina, porém resistente armadura continuava a partir de seus joelhos, protegendo a frente de suas pernas e deixando-a livre atrás, facilitando a movimentação, os sapatos de metal pareciam inesquecíveis para o pobre mortal que fosse chutado por eles. Ela se movimentava com leveza, como se todo aquele metal fizesse parte de seu corpo, como se fosse apenas uma continuação dela, em sua cintura pendia uma bela espada numa bainha igualmente negra, revestida de belas aplicações prateadas. Seu longo cabelo estava preso em um rabo de cavalo alto, algumas mechas caiam em seu rosto, seus olhos estavam marcados, delineados de negro, acentuando ainda mais a cor azul, seus lábios brilhavam, pura e simplesmente.
-Outro descendente de um dos Cinco Defensores! Isso realmente me parece preocupante. –uma anciã exclama surpresa e depois fala preocupada.
-Não vamos nos precipitar, foram dois até agora, se houver o terceiro faremos a convocação. –o ancião da outra ponta fala e os outros concordam.
-Quem era o outro herdeiro? O nome era Hermione Granger? –Harry pergunta ansioso e aflito.
-Como sabe? Você a conhece? –um terceiro ancião pergunta surpreso, manifestando a surpresa dos demais.
-Eu sabia! Eu não disse que ela voltaria pra mim! Essa é minha garota! –Harry fala para Maat, com misto de alegria e orgulho.
-Parece que ela está à altura do meu neto ! –fala tentando não rir.
-Voltaria pra você? Como assim, de onde vocês se conhecem? –o ancião que presidia pergunta incisivamente.
-Ela é minha namorada, uma bruxa maldita usou de um golpe baixo pra me matar e como eu tava de costas, Hermione se pôs entre mim e o feitiço, mas como a bruxa estava entre a vida e a morte o feitiço não foi tão forte e Hermione conseguiu resistir. Acho que se ela já passou por aqui, assim que eu voltar, poderemos acabar de uma vez com aquela corja! –fala o final com ódio na voz. Os anciões o observam atentamente e com um certo ar reprovador.
-Hum... parece que uma guerra perigosa se inicia, melhor fazermos uma convocação. –um dos anciões fala pros demais que parecem concordar.
-De qualquer forma esse rapaz não me parece confiável, está mal intencionado. –a anciã comenta e os demais olham pra Harry analisando-o.
-Qual de meus companheiros era o ancestral dela? –Maat pergunta tentando mudar o clima.
-Akhenaton. Mas já chega de conversas impróprias, vamos explicar o ritual. –um dos anciões fala no tom solene de antes.
-Você terá que passar por sete provas, e poderá ser aconselhado por sua ancestral antes de cada uma delas. Nas cinco primeiras fases você terá que obter a pedra sagrada e porá nas pontas da estrela para poder passar a prova seguinte, quando a estrela estiver completa você terá mais duas provas que serão avaliadas por nós, e no final o julgaremos e daremos ou não o direito de tentar dominar o Arcana Spiritum. Alguma pergunta? –o ancião que presidia segue o ritual.
-Não senhor. –Harry responde firmemente olhando confiante pra Maat.
-Que o primeiro teste se inicie! –tudo começa a girar, até que Harry e Maat param em frente a uma montanha.
N/A: Desculpem a demora, mas esse foi um dos caps mais dificeis de escrever, e saiu uma droga! Mas nao fiquem tristes que prometo compensar no próximo.
N/A²: Como vocês podem ver temos personagens novos e vários simbolos, alguma duvida é só mandar um comentário perguntando que eu respondo.
N/A³: O próximo cap vai mostrar as 7 provas e como os dois passarão por elas, e se vão ou não conseguir despertar. Mas uma vez desculpa a demora, mas personagem novo dá trabalho! rsrsrsrssrs
Vocês não andam comentando minha fic, isso desanima muito, gosto de ler sobre o que vocês acharam, se ninguém comentar vou achar que a fic ta uma droga e vou parar de escrever! Se anima vocês minha beta vai preparar uma capinha pra fic, mas não sei quando vai ficar pronta, qualquer coisa mandem comentários reclamando a demora da capa e cobrando dela, ela vai adorar! rsrsrsrsrssrsrs