Draco engoliu com dificuldade, sentindo a varinha de uma bruxa tão poderosa deslizar pelo seu pescoço tão lentamente e sem rumo. A respiração da castanha estava ruidosa, alta, ritmada, estava com raiva; no entanto não reagiu quando o loiro num movimento preciso agarrou-lhe o pulso e em seguida a fez rolar na cama, ficando por cima e apertando seu pescoço ao mesmo tempo em que iluminava o quarto. O rosto pálido estava avermelhado tamanha tensão que Draco estava. A castanha abriu a boca tentando puxar o ar que não entrava pela traquéia pressionada. Segurou desesperadamente ambos os braços dele tentando soltar-se. Soltou.
_ Tentando fazer com que eu a mate, Sangue ruim? – Saiu de cima dela passando furiosamente as mãos pelo cabelo e tentando controlar a respiração ofegante. Os cabelos finos caíram sobre os olhos claros o irritando ainda mais, e quando olhou para Hermione, realmente quis matá-la. Estava estirada na cama, imóvel e com um sorriso nos lábios.
_Você é um frouxo Malfoy. – Balançou a cabeça de um lado ao outro, ainda sorrindo. Tossiu um pouco. A garganta ardia lembrando as mãos pesadas do loiro. Draco abriu a porta e antes de sair do quarto e levar a varinha da castanha, retrucou sério.
_ Amanhã Granger! Amanhã você irá morrer, pode esperar. – A garota continuou sorrindo e logo em seguida se acomodou na cama macia e adormeceu. Sozinha.
Ministério da Magia
21:00 Hrs
_ Você não queria morrer!? Aproveite. – Draco sorriu conduzindo-a pelo salão repleto e sendo instantaneamente o centro de toda atenção do local.
(Tempo retroativo)
*Dez horas antes...
Hermione acordou deliciosamente descansada. Não importava que horas eram, mas pela intensidade de claridade; deveria ser tarde.
Encontrou Malfoy amarrando um envelope numa coruja negra.
_ Eu quero sair Malfoy. – Estava pronta pra brigar, só esperando a reação estúpida do loiro.
_ Quando?- Ele não levantou o olhar da tarefa que fazia, então não viu o semblante confuso da castanha.
_ Hoje talvez. – Não sabia o que responder, não tinha feito planos.
_ Qualquer outro dia Granger, hoje temos um compromisso e já confirmei nossa presença. – Draco guardou os outros envelopes que estavam na mesa do escritório e levantou-se, indo em direção da garota.
_ Eu não quero sair. – Hermione cruzou os braços e falou decidida.
_ Você tem que decidir o que quer Granger. Parece que está confusa. – Olhou-a com desdém.
_ Eu não quero sair com você, quero sair sozinha. – Falou como se fosse obvio e ele tivesse dez anos. Draco suspirou irritado.
_ Hoje você irá comigo, amanhã faça o que quiser. Se não for assim, tente passar pelos jardins da mansão sozinha. – Draco sorriu diabolicamente, indicando o quanto sair de lá, seria impossível.
_ Eu odeio você. – Estreitou os olhos e saiu pela porta, não vendo o sorriso de canto do loiro.
*Seis horas antes...
Assim que Draco aparatou de volta a mansão, segurando um pacote pardo nas mãos; Cody o abordou exaltado.
_ Mestre, Cody encontrou a ”Senhora” caída no jardim. – o elfo o olhou suplicante. _ Mas ela está bem. – o loiro revirou os olhos e balançou a cabeça incrédulo.
_ Ela só sairá quando eu quiser, vocês estão proibidos de dizer o contra feitiço.
Hermione ainda sentia a cabeça rodando e o corpo mole, não duvidava que Malfoy falara a verdade sobre os jardins, mas precisava conferir pessoalmente. Ele mentia muito.
*Uma hora antes...
Jantava calmamente no quarto, quando se assustou com a batida brusca da porta. Sabia que era Malfoy e, quando virou; deixou o talher cair ao ver o loiro impecavelmente vestido num smoking preto, perfeito. O cabelo penteado com gel dava um ar ainda mais sedutor e o perfume mentolado que lhe invadiu as narinas a fez desistir definitivamente de comer. Não conseguia desviar os olhos.
_ Muita areia pro seu caminhãozinho, Granger. – Draco sorriu debochado e o rosto da castanha instantaneamente se tingiu de vermelho. Ela olhou fazendo uma careta e colocando o dedo na garganta, simulando uma ânsia de vomito. Empurrou o prato e levantou.
Olhou-o com umas das sobrancelhas arqueadas, indicando que era para ele falar logo o que queria. Draco abaixou a cabeça para que ela não o visse sorrindo, achava engraçado as caras que ela fazia. Se recompôs.
_ Sua roupa para a festa.- Apontou o embrulho que trouxera.
_ Eu disse que não vou sair com você. Diga que estou doente e vá sozinho.- Colocou a cadeira perto da cama e assim que sentou-se, jogou as pernas sobre a colcha esticada e cruzou os braços, quase deitando sobre ela. Sentia um prazer enorme em desafiá-lo.
Draco suspirou cansado. Sentiria um prazer enorme em bater-lhe na cara e arrastá-la pelo cabelo até a festa, mas não podia.
_ Granger, conhece o feitiço Sacrium? – Falou com sua voz arrastada e a castanha o olhou desconfiada. Claro que ela conhecia. Draco fitou-a indagativo e ela apenas balançou fracamente a cabeça. _ Então... coloquei esse feitiço nessa cartinha que você recebeu, deixa eu ver de quem... Oh sim, Wesley! – Hermione levantou de um pulo e retirou a carta das mãos do loiro que não a impediu; somente esticou os lábios num sorriso tipicamente Malfoy.
_ E qual é o sacrifício que eu tenho que fazer para conseguir abrir. – Falava cada palavra baixa e entredentes, evidenciando a raiva pelo que ele havia feito. Se tivesse sua varinha poderia desfazer.
_ É realmente uma coincidência. – Riu do semblante de raiva que ela fez e do palavrão que soltou._ Você tem quarenta minutos pra se aprontar.
Deveria ir horrível, mas com aquele vestido não faria diferença o tanto que se arrumasse, era lindo. Decotado demais para seu gosto, mas não tinha outro. Desceu as escadas e Draco tamborilava os dedos ao final do corrimão impaciente, não percebendo que ela estava pronta. Quando chegou próxima foi que ele notou e permaneceu estático por alguns instantes, não conseguindo disfarçar a surpresa por vê-la tão bonita. Se odiou por isso. Hermione passou por ele sem olhá-lo, deixando um rastro sensual pra trás e dizendo displicente.
_ Se o seu caminhão for pequeno Malfoy, dê duas viagens... – Sorriu debochada quando ele estreitou os olhos, entendendo o trocadilho e dando conta da cara de besta que ele deveria estar. Segurou no braço dela e aparatou sem aviso.
Hermione sentiu um enjôo no estomago, recordando-se das semanas anteriores que estivera ali; no julgamento.
_ Ministério da Magia? Por que estamos aqui? – Draco entregou-lhe a varinha, pois precisaria dela para entrar e falou baixo.
_ É o baile de comemoração oficial pós guerra.- Hermione hesitou dando um passo pra trás e sendo puxava discretamente pelo loiro que exibiu um sorriso de 32 dentes e adentrou o salão.
Ministério da Magia
21:00 hrs
“_ Você não queria morrer!? Aproveite. “
Draco sussurrou no ouvido da castanha, parecendo muito intimo.
_ Tenho que te lembrar do contrato Granger? Acho que não, então faça sua parte. – Beijou-lhe na curva do pescoço e terminaram de descer os degraus; sendo esperados pelo próprio ministro.
Hermione estava apavorada, desamparada e insegura. Não estava pronta pra reencontrar seus amigos. Não antes de explicar-se com eles, não podia vê-los ainda.
Olhava sem enxergar , sendo guiada por Malfoy catatonicamente. Sorria algumas vezes quando percebia que alguém falava com ela mas não ouvia nada. Draco pediu licença um instante e a levou para um canto.
_ Para de andar como idiota Granger. Todo mundo ta olhando pra você! – Draco estava bem próximo e tentava não demonstrar que estava brigando.
_ Olhando pra mim porquê? - O loiro tentou disfarçar a olhada certeira nos seios dela, muito evidenciados pelo vestido claro, sendo flagrado pela castanha que disfarçou a percepção.
_ Beba isso. – Draco lhe deu um copo com um liquido âmbar.
_Não vou beber. – Hermione disse categórica.
_ Então você vai relaxar de outra maneira. – Agarrou-a pela cintura, colando os lábios possessivamente, segurando os cabelos ondulados de forma que ninguém percebesse que ela não correspondia. Quando separaram, ela não teve reação e Draco sorriu vitorioso. _ Você não pode me negar , pode não gostar mas não pode evitar. - Hermione virou de uma vez o copo, sentindo as pernas vacilarem e sendo apoiada por Draco. _ Não exagere na comemoração querida, vou deixá-la aproveitar. - Draco se retirou e ela não entendia porque ele estava falando tão alto, será que sabia que sua cabeça estava latejando?
_ Hermione? – A castanha virou-se tão rapidamente a menção de seu nome, que achou por uns instantes que cairia, desejando isso assim que viu o homem a sua frente. Malfoy sabia.
_ Harry??? – A agitação na respiração dela, contrastava com a calma no semblante do amigo. Tremia e sentia os olhos marejarem. Abriu a boca pra falar, mas não conseguiu ouvir a própria voz. Não conseguia.
_Não se preocupe, não vim brigar... só queria entender por quê? Por que fez isso conosco Hermione. – O rosto complacente não escondia a magoa no olhar e a seriedade na sua voz. A castanha tentou novamente, mas ainda não conseguia. O álcool ingerido estava todo acumulado na garganta e se tentasse falar, certamente vomitaria.
_ Nós amamos você, procuramos você, sofremos por você... e VOCÊ????? Rindo nas nossas costas um Comensal da Morte. O que ele te fez? Fritou o seu cérebro? - Harry perdendo a compostura bateu dois dedos na testa da castanha, indicando que havia algum problema com o cérebro dela. Hermione piscou atordoada e se moveu para trás balançando levemente a cabeça.
_ Não é nada disso Harry...
_ NÃOOO? – Varias cabeças viraram em direção aos dois, intrigados com o tom alto da voz do moreno. Draco antevendo no que aquela conversa se tornaria, postou-se ao lado dela interrompendo a futura discussão.
_ Me parece que estão se divertindo, mas preciso da minha mulher agora. – Enlaçou a cintura de Hermione e já a conduzia mecanicamente para o outro lado, quando sentiu o braço sendo apertado por Harry.
_ Não sei o que você fez Malfoy, mas vou falar com Hermione agora. – A voz irritada de Harry continuava chamando atenção.
_ Minha esposa vai onde eu quiser Potter, não se esqueça disso. – Draco soltou-se e levou Hermione dali. Ela era conduzida como uma boneca sem vida, sem alma. O peito latejava de dor, a mesma que viu nos olhos do amigo.
Draco a deixou por uns instantes, enquanto se despedia, perto demais da mesa de bebidas. Muito perto. Um erro muito grave.
Hermione não fazia idéia do que eram aquelas cores, mas faziam muito bem. Sentia-se quente e mal se lembrava do por que não ter experimentado antes. Draco não acreditava no que via e não teve tempo de chegar antes de ver sumir o liquido do segundo copo. Não se passara cinco minutos que a deixara sozinha. Droga. Como Granger era difícil.
_ Vamos embora? – Puxou-a, mas ante o vacilo da castanha, seguro-a pela cintura. Mal o enxergava. Apoiou-se com ambas as mãos no pescoço do loiro, pressionando o corpo sensualmente. Draco se arrepiou com a proximidade inesperada. Parecia que iam dançar. Não gostava dela sobre nenhuma hipótese, mas já que estava tão receptiva, bem que poderia aproveitar e consumar o casamento. Afinal não a tinha provado como pretendia. Hermione o puxou, ficando a centímetros dos lábios finos e rosados do loiro e sorriu antes de falar.
_ Agora Ron? Podemos ficar se você quiser. – Selou os lábios rapidamente, não vendo o olhar de ódio que Draco a lançou. Wesley maldito.
Malfoy a levou dali, aparatando fora do Ministério direto para a Mansão. Colocou-a no sofá sem muita delicadeza, e se preparava para subir quando um sussurro chegou aos seus ouvidos.
_ Eu te amo Rony. - A fúria perpassou a face pálida do loiro, que contornou o sofá, ficando de frente pra ela. Ela não tinha que amar ninguém. Ela o pertencia mesmo que ele não quisesse. Ela não tinha o direito. Sorriu sinistramente. Olhando fixamente para o seio quase exposto pelo decote ousado. Ela se arrependeria da provocação.
Continua...
n/a - Acho que nunca postei tão rapido hauahuahau... esse cap não foi betado então perdoem os erros e se tiver algo incompreensivel...me digam que arrumo logo... Agora vou pra Xangai... e to escrevendo uma fic Twilight...logo posto.
Bjuxxxxxxxxxxxxxxxxxx!!!! é muito obrigado pelos comentsss... Amodoro todos eles...
°Serena°
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