Naquela noite, durante o jantar, James se vê sentado ao lado do Slughorn, na mesa dos professores.
“Ah, olha só, a Srta. Evans está sentada na mesa da Sonserina.” É claro que o James já havia percebido isso, mas mesmo assim, ele se vira para olhar, e responde.
“Ela está.”
“Eu te digo, aquela garota faria uma excelente Sonserina. A bruxa mais perspicaz que eu conheço em relação a Poções.”
“Eu acho que ela está muito bem na Grifinória.”
“É claro que você acha isso, sendo um Grifinório. Mas pense no que uma garota como ela poderia alcançar se estivesse na Sonserina.”
“A Srta. Evans realmente seria um crédito para qualquer casa que ela pertencesse.”
“Sorte sua que ela pertence a Grifinória, mas olha como que ela se dá bem com a minha casa. Uma pena que ela é nascida trouxa.”
“O que você quer dizer com isso, Senhor?” James pergunta, mantendo o controle do temperamento dele.
“Bem, nos dias de hoje as pessoas ficam menos susceptíveis a contratar uma nascida trouxa, em vez de uma puro-sangue, mesmo que eles sejam consideravelmente talentosos com a Srta. Evans. Eu disse para ela que, quando ela se formasse, eu teria uma conversa com um amigo meu para encontrar um trabalho para ela no Ministério fazendo poções.”
“Fazer Poções? De alguma maneira, eu não consigo ver a Evans fazendo poções pelo resto da vida dela.”
“Eu suponho que ela deveria fazer algo mais relacionado a Defesa Contra as Artes das Trevas? Cada professor quer que os alunos deles sejam fascinados pela matéria que eles ensinam, mas Evans realmente tem um dom para fazer poções.”
James se abstém de dizer que ela tem um talento muito mais incomum com a defesa, bem, não somente na defesa, mas no duelo, realmente lutando. Ela não só possui aquele feitiço auto protetor que ela não consegue controlar, mas a defesa e os ataques não verbais dela são impressionantes. A mente dela é aguçada, e os reflexos dela são rápidos. Além do que, ela disse para ele que o sonho dela era de se tornar uma auror, assim como ele. Aí está. Toma essa, Slughorn.
“A Srta. Evans...” Dumbledore interrompe, aparentemente tendo ouvido essa conversa, “têm muitos dons, não somente em poções, como em todas as outras coisas mágicas. Ela estaria igualmente preenchendo os talentos dela se ela se tornasse uma cantora, ou uma mãe, ou uma professora de Trato das Criaturas Mágicas...”
“Trato das Criaturas Mágicas, Albus?” Slughorn pergunta.
“É claro. Srta. Evans tem a custódia de um bebê unicórnio, e está cuidando dele até que ele recupere a saúde, e se tornou a mãe adotada dele até que ele seja grande o suficiente para sobreviver sozinho. Ela passa todas as noites com ele, e tem tomado conta dele da forma mais amável o possível.”
“Ela passa… isso pode explicar a redação dela. Eu terminei de ler um pouco antes do jantar. Foi muito inteligente. Uma Redação nos Usos Variados de Sangue de Unicórnio. Excelente leitura.” Slughorn diz. James também leu a redação, e embora ele admita que estava bem escrita e informativa, estava longe do que o James chamaria de uma ‘excelente leitura’, mas ele nunca teve muita paciência com Poções. Ele percebe que esteve olhando atentamente para ela enquanto eles conversavam. Ela olha para cima, para o teto encantado que reflete o céu lá de fora. Está começando a escurecer. Ela vira o olhar para ele, e eles fazem contato visual. Ela indica a saída com a cabeça. Ele concorda. Ela se volta para o grupo da Sonserina, e se levanta.
“Parece que você também já vai, Sr. Potter.” Dumbledore diz.
“Sim, senhor. Aproveite o resto da sua refeição.”
“Professor Potter e Hagrid acompanham a Srta. Evans para os terrenos todas as noites, para assegurar a segurança da Monitora Chefe...” James ouve o Dumbledore explicar, enquanto ele sai. Dumbledore é um grande homem, ele sabe disso, mas porque ele está fazendo isso? Na opinião do James, quanto menos pessoas souberem sobre isso, melhor.
Evans estava parada do lado de fora do Salão Principal, esperando por ele, cuidadosamente escondida, atrás de um canto. É somente uma precaução. Ele caminha por ela, para as portas da entrada, e ela o segue. Alguns estudantes estão sentados nos degraus, enquanto o Sol se põe. Como sempre, ele trouxe a capa da invisibilidade, e a coloca sobre ela.
Descendo os degraus, algumas das garotas começam a dar risadas e o chamam. “Boa noite, Professor Potter!”
Potter se vira, e dá um rápido ‘boa noite’ de volta, o que as leva para um ataque de histeria. Lily olha em volta, aborrecida. Ela não é do tipo que dá risadas, mas mesmo que fosse, precisaria de um pouco mais que um ‘boa noite’ para ela começar. Honestamente, algumas garotas…
“Você disse alguma coisa engraçada que eu tenha perdido?” Ela diz, sarcasticamente.
“Ora, ora, Evans, não ridicularize os seus colegas.”
“Você me ridiculariza o tempo todo.”
“Sim, mas isso é diferente. Do jeito que eu faço é de boa natureza, você estava sendo condescendente. Além do que, só tem graça se o alvo estiver presente para ouvir.”
“Ok, então que tal…” Ela diz, se preparando para fazer uma piada as custas dele.
“Ah, mas você não pode me provocar.”
“Aww… por que não?”
“Porque eu sou o seu Professor, e você deve me respeitar.”
“As pessoas fazem graça dos professores deles o tempo todo.”
“Sim, mas não na frente deles. Você entende como isso funciona, Evans? Para mostrar respeito aos seus colegas, você faz graça deles na frente deles, e para mostrar respeito aos seus professores, você faz graça deles por trás deles. É como o mundo funciona.”
“E se alguém está entre um colega e um professor?” Ela pergunta, hesitantemente.
Os cantos da boca dele se curvam em um sorriso relutante. “Você é uma garota inteligente, Evans, descubra sozinha.”
Ainda bem que ela estava embaixo da capa, porque ela sente as bochechas dela ficarem vermelhas com calor. As luzes estão acesas na cabana do Hagrid, e Potter bate na porta da frente. Hagrid abre, com seu largo corpo tomando toda a entrada.
“Noite, Potter.”
“Boa noite, Hagrid.” Ele diz, amigavelmente.
“Eu acho que você está perdendo o jeito, Potter, parece que dizer ‘boa noite’ dessa vez não foi tão engraçado quanto da última vez...” Lily diz, enquanto entra. Potter puxa a capa, e se inclina na direção do ouvido dela, e diz em um baixo sussurro.
“Está melhorando, Evans. Não está perfeito, mas está melhorando.” Ela sente o rosto aquecer, então ela vira o rosto para longe dele, somente para encarar o Hagrid.
“Lily, você está bem? O seu rosto está todo vermelho...”
“Só está um pouco frio lá fora, certo, Evans?” Potter diz, colocando um braço em volta do ombro dela, o acariciando, com um sorriso sagaz irritante. Ela cora mais furiosamente, e se livra dos braços dele, e caminha para a porta dos fundos.
“Parece que eu vou ter que sofrer um pouco mais, de frio, por mais um pouco. Eu vou lá para fora.” Ela espera que o Potter entenda a parte sobre sofrer na presença dele, mas se ele não tiver percebido, não vai ser uma grande perda. Ela teria que sofrer no frio de qualquer jeito mesmo.
Um minuto depois, Hagrid e Potter saem com bebidas nas suas mãos. Ela pára de cantar a canção de ninar dela, quando eles aparecem.
“Não pára, Lily.” Hagrid diz.
“Eu não quero interromper a conversa.” Ela responde, mas realmente, isso é somente uma desculpa, ela não gosta de cantar na frente das pessoas.
“Sabia de uma coisa, Dumbledore disse para o Slughorn que a Evans poderia ser uma cantora, com a voz que ela tem..." James comenta, conversando, mas sabendo muito bem que ia deixar a menina envergonhada.
“É verdade, ela poderia ser.” Hagrid concorda.
“Slughorn acha que ela deveria fazer poções como emprego.” O jeito que ele pronuncia o nome do Mestre de Poções poderia levar a acreditar que a palavra é nojenta, e deixa um gosto ruim na boca dele.
“O que você acha que ela deveria fazer?” Hagrid pergunta.
“Quem? O cérebro de Verme-cego da Evans? Ela vai ter muita sorte se puder conduzir o Nôitibus Andante.” Ele responde.
“Ha ha ha. Talvez você devesse ser um comediante, em vez de um professor. Você sabia, Hagrid, ele é realmente tão engraçado, que as vezes ele nem precisa dizer nada para que as pessoas caiam na gargalhada; somente a aparência dele é o suficiente.”
Com isso, Potter se contorce com uma risada, quase derrubando a bebida dele nele. Uma vez controlado, ele a bebe para não arriscar derrubar no futuro.
“Viu só? Nem ele mesmo é imune a própria graça dele.”
“Muito bem, Evans. Um acerto, um acerto, um acerto palpável.”
“Toma cuidado, você está fazendo aquilo de novo, Potter.”
“Fazendo o quê?”
“Revelando o seu fetiche.”
“Fetiche?” Hagrid pergunta.
“Somente as pessoas que sabem disso poderiam reconhecer isso em mim, então não tem perigo real de puros-sangue virem atrás de mim.”
“Puro-sangue? Reconhecer o quê? Que fetiche?” Hagrid pergunta.
“Ele tem uma paixão por literatura trouxa...” Lily diz, cochichando em voz alta.
“Não por todas literaturas trouxas, somente Shakespeare.” Ele diz, se defendendo.
“O que, até entre os trouxas, é uma coisa boba de se gostar.”
“Você me chamou de bobo, Evans?”
“É claro que não, Professor. Eu o tenho no mais alto respeito, e jamais te insultaria dessa forma… na sua frente.” Com isso, tanto Lily quanto James começam a rir de novo, e Hagrid ainda está perdido, mas ele sorri mesmo assim, para como os dois estão se dando bem. Parece que a Lily está muito mais feliz, agora que ela tem passado bastante tempo com o Potter e o Mercúrio. Ela não fica mais sozinha, perdida nos pensamentos dela, e sim sorrindo e ajudando. Hagrid sempre gostou do James, e sempre gostou da Lily, mas ele gosta dos dois mais ainda quando eles estão juntos, porque é quando eles ficam mais felizes, e Hagrid quer ver os dois felizes.
Quando Mercúrio termina de comer, e o Potter termina outro copo do que quer que seja que o Hagrid deu para ele, e eles vão embora, a Lily embaixo da capa. Depois que eles entram no castelo novamente, Lily estava prestes a subir as escadas, quando Potter arranca a capa dela.
“O que...”
“Minha vez.” Ele diz, a colocando por cima dele. A capa é dele, e ela entende o quanto é legal ficar invisível. Ela se lembra da última vez que ele estava embaixo da capa. Ela estava vestindo somente a roupa íntima dela, e ele percorreu aquele toque suave no braço dela, e ajeitou a alça do sutiã dela. Ela cora mais uma vez, pela terceira vez nessa noite.
“Esse velho castelo é frio, não é?” James sussurra no ouvido dela, de tal forma que ninguém mais pudesse ouvir. O fato que ele percebeu que ela estava vermelha a deixa mais envergonhada ainda. “Pobre Evans, você parece está ficando com mais e mais frio.” Ela sente o braço familiar a envolver, tentando esquentá-la. Ele está fazendo isso para provocar ela, e os dois sabem disso. O que ela espera que ele não saiba, é o quanto que esse braço, colocado em volta dela tão casualmente, afeta o batimento cardíaco dela. O que está acontecendo com ele nessa noite? Ele parece estar muito mais brincalhão… provocativo… está mais sedutor do que o normal. Isso tanto excita ela, quanto a assusta.
Ela aprendeu que pode agüentar ficar na companhia dele, mas qualquer contato físico deve ser evitado. Ela tem que colocar a linha em algum lugar, e a linha mais fácil e mais segura, é a linha física. Qualquer toque físico era desnecessário, mesmo em um relacionamento tão estranho e confuso, quanto o dela e o do Potter. Ok, então pedir a ajudada dele para curar os machucados dela, e tirar a roupa dela, foi uma exceção, porque isso era necessário. Ela não consegue imaginar qualquer outra circunstância onde o toque fosse necessário, portanto ela o baniu desde então. Não tem mais toque desnecessário, para o próprio bem dela. Ela já está com problemas suficientes do jeito que eles são. É verdade, ela não é nenhuma garota boba cujo coração bate sem parar se ele falasse duas palavras para ela, mas ela não é imune ao toque dele. Muito pelo contrário. Ela indaga vagamente o que aquelas garotas fariam se o Potter colocasse o braço dele em volta de alguma delas algum dia. Ela não tem noção, e tem certeza que nada de bom vai vir de ponderar esse pensamento…
“Obrigada. Eu estou aquecida agora.” Ela sussurra, para não atrair a atenção de outras pessoas.
“Certo então, se você tem certeza, Evans…” Ele diz, e o peso e o calor do braço dele somem. Um instante depois ela percebe que não foi somente o calor do braço dele que sumiu, mas o calor da presença dele. Ela gira em volta, ela percebe que estupidamente, pois não é como se ela fosse capaz de ver para onde ele foi. Mas a pintura no final do corredor chama a atenção dela. A cesta de fruta. Ela suspeita que Potter pode ter ido para a cozinha, e as suspeitas dela se confirmam quando ela vê a pêra rir, e o retrato girar levemente para frente, antes de fechar.
Ela segue, fazendo cócegas na pêra e entrando. Como esperado, lá está o Potter, de costas para ela, falando com um dos elfos domésticos. A entrada dela não foi despercebida pelos outros, e vários elfos domésticos, que se dirigem a Lily, perguntando o que ela quer.
“Chocolate quente.” Ela responde.
Potter, que não tinha ouvido ela entrar, ouve o estardalhaço que os elfos estão fazendo com ela, e se vira, curiosamente.
“Evans.” Ele diz, surpreso.
“Você achou que poderia escapar de mim, não é?”
“Bem… é… Eu achei que sim, na verdade. Como que você…?”
“Eu percebi que você tinha ido embora, vi o retrato da cesta de frutas, e somei dois mais dois.” Ela declara.
“Primeiro, como você sabia que eu tinha ido embora, e segundo, como você sabia que eu viria para a cozinha?”
“Eu simplesmente sabia. Não faça mais perguntas. Ah, obrigada...” Ela diz para o elfo doméstico que acabou de trazer uma caneca de chocolate bem quente. James somente olha para ela confuso.
“Mais como...”
“Não. Faça. Mais. Perguntas. Eu sou incrível, só isso.” Ela não pode dizer a verdade para ele. Que ela se sente quente quando ele está por perto, e fria quando ele está longe. Isso parece ser muito estranho… Ela assopra a bebida para resfriá-la um pouco, na esperança que ela não fosse queimar a língua dela, mas quando ela toma um gole, ela percebe que está muito quente. Por um instante, ela pensa em pegar a varinha dela e fazer um feitiço resfriador, mas então decide tentar resfriar com as próprias mãos. Fechando os olhos, ela se concentra na temperatura exata que ela gostaria que o chocolate estivesse. Ela sente um calafrio percorrerem os dedos dela, na direção da caneca por um instante, e então pára. Ela brilha de satisfação. Parece que ela está ficando cada vez melhor com os feitiços simples.
Ela bebe o chocolate quente, e caminha para fora da cozinha, dando tchau para os elfos domésticos. Para os elfos, não para ele. Ele acabou de ser desprezado? E como que ela sabia que ele a havia deixado, e vindo para a cozinha? Ele engole o último pedaço de bolo de chocolate e sai da cozinha, atrás dela.
“Vigilância.” Ele diz, pensando, pela primeira vez, se a Lily que havia escolhido a senha. Ela já estava deitada no sofá com um livro no colo, envolta no cobertor, e escrevendo em um pedaço de pergaminho.
“Como que você sabia que eu tinha ido para a cozinha?” Ele exige, depois que entra.
“Honestamente, você não tem nada mais importante para fazer com o seu tempo, do que me importunar sobre os meus jeitos mistificantes?”
“Sim, eu tenho que corrigir uns pergaminhos.” Ele diz, se sentando e os convocando com a varinha dele. Eles voam para dentro do aposento, e ele os pega, os batendo na mesa. “E eu vou ficar sentado bem aqui, e corrigir, até você me dizer.”
Ele pega a primeira redação, e começa a corrigir. Lily parece estar completamente tranqüila. Ela continua trabalhando durante a noite. Assim como o James, e embora ele se certifique que olhe de cara feia para ela durante as redações, isso não parece afetá-la em nada. Ela move de assunto em assunto, em completo silêncio. No que parece anos depois, ela se levanta, se estica, e então sai da sala comunal sem dizer nenhuma palavra. James olha para o relógio e percebe que são quinze minutos para meia-noite. Ela foi encontrar com o Hagrid.
Aparentemente, ela não vai dizer nada para ele, não importa o que ele faça, então ele decide que, assim que ele terminar de corrigir essa turma, ele vai admitir a derrota e vai embora.
Ele fica surpreso em vê-la de volta meia hora depois. Ele só tinha lido mais 2 redações nesse meio tempo. Ela caminha direto pela sala comunal, sem parar, embora ela acena para ele e dá um “Boa Noite Potter.”, antes de desaparecer. Ela reaparece poucos minutos depois cheirando a shampoo e vestindo pijamas. Ela retorna a posição dela no sofá, e continua a trabalhar.
As 1:30 da manhã ela solta a pena e se levanta. Ela caminha para um lado da sala comunal, pega o caldeirão, e o leva para o fogo. Ela começa a preparar os ingredientes para alguma poção. Como ele não é um grande fã, ele volta a prestar atenção ao trabalho dele, esquecendo completamente que ele está aqui para fazê-la dizer a verdade. Agora ele se sente como se os dois estivessem trabalhando juntos, e não parece estranho para nenhum dos dois. Quinze minutos depois, ele a ouve tossir, e olha para ela. O caldeirão dela está emitindo abundantes porções de fumaça preta, e ela rapidamente o leva para a janela, e deixa o gás escapara do lado de fora.
“Eu vou precisar tomar outro banho depois disso.” Ela diz. Ela desaparece o conteúdo todo com evanesco, e limpa o caldeirão com um bom e forte scourgify. Ela leva o caldeirão de volta para a lareira, e começa novamente.
As três e meia da manhã, ela retira o caldeirão do fogo, e o coloca em um prato especial, em cima da mesa.
“Agora eu só preciso deixar esfriar.”
“Agora você só precisa ir dormir.”
“Se eu fiz essa poção corretamente, eu não vou precisar.”
“Você quer dizer, não até você acertar a poção, certo?”
“Eu disse o que eu quis dizer. Se eu misturei essa poção corretamente, então eu não vou precisar dormir. Maldição! Quanto tempo eu deixei cozinhei?”
James olha para o relógio, e então para a poção. “Você deixou cozinhar até ter essa aparência… que foram 42 minutos.”
Ela anota no mesmo pergaminho que esteve escrevendo toda a madrugada. Então ela se enrola no cobertor, e deita no sofá.
“Eu espero que isso funcione...”
“E se não funcionar?” Pergunta o James.
“Então provavelmente eu vou ter que ir para a ala hospitalar, para esvaziarem o meu estômago. Mas eu tenho um bezoar em mãos, caso eu tenha criado algo venenoso. Eu não acho que criei, nenhuma das combinações parecem ser letais para mim.”
“Espera um instante, o que exatamente você está fazendo, Evans?”
“Eu estou fazendo uma poção, Potter. Eu estou criando a minha própria poção que vai, esperançosamente, permitir a quem beber dela, se sentir descansado mesmo se ele, ou ela, tenham tido pouco ou nenhum sono.”
“Você cria as suas próprias poções?”
“Isso não é muito diferente do que criar os meus próprios feitiços...”
“Exceto que é uma poção e, portanto, muito mais difícil.”
“Sim, isso é verdade. Eu acho que essa poção vai ser muito útil no mês que vem… isso se eu consegui fazê-la corretamente. Eu vou descobrir depois que estiver resfriado. Eu acho que ela vai funcionar melhor depois de fria...”
“Você ainda nem sabe se vai funcionar ou não.”
“Não, mas muito obrigada, a sua confiança em mim é impressionante.” Ela diz, fechando os olhos.
“Você vai dormir?”
“Vou tirar um cochilo até que ela se assente e esfrie. Me acorda em uma hora, se você ainda estiver por aqui.”
James olha para o relógio. Está tarde, muito tarde. Ele está surpreso que não desmaiou ainda. Mas, ele está em um daqueles estados de espírito. Ele pode protelar as coisas por muito e muito tempo, e então passar horas de uma vez só fazendo somente o trabalho dele. Ele gosta de ter as coisas feitas. Esperançosamente, ele vai ter terminado de corrigir essas redações dentro de uma hora. Se ele conseguir, então isso significa que ele terminou de corrigir tudo para a semana toda. Tudo que ele poderia ter feito, ele fez. Isso trás uma ótima sensação de realização.
Ele checa o relógio dele, depois de terminar de corrigir a última. Ainda tinham uns poucos minutos antes que ele tivesse que acordá-la. Ele se levanta, se estica, querendo uma xícara de chá, ou talvez um charuto, e um pouco de conhaque. Como nenhuma dessas coisas estão a disposição dele, ele somente fica parado ao lado da janela, e deixa o ar frio acordá-lo. Ele tem horror das aulas do dia. Quartas-feiras são sempre as piores. Ele tem quase todos os anos nas quartas.
Checando o relógio mais uma vez, ele vai até a Lily, e a acorda.
“Já está na hora?” Ela boceja.
“Você realmente vai beber aquilo?”
“Bem, não é como se eu fosse deixar você beber, certo?” Ela diz, colocando uma porção em um copo. “Saúde.” Ela diz, bebendo o conteúdo todo em três goles. |