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9. As Coisas Começam a Misturar


Fic: A Cada Outra Meia Noite (J/L) | CAPÍTULO 17A POSTADO! | Ninguém comenta... vou parar de postar... :(


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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“Está quase na hora da aula. Nós todos temos Poções primeiro.” John diz.

“Nós temos?”

“Você, Gasche, os rapazes, e eu, temos. Você provavelmente nunca percebeu porque você sempre fica na primeira fileira, e nós nos sentamos no fundo.”

“Oh. Eu não tenho os meus livros. Eu encontro com vocês lá.” Lily diz, se levantando rapidamente. Ela precisa encontrar a varinha dela o mais rápido o possível. Ela pode ser capaz de assistir a aula dupla de Poções sem precisar dela, mas não tem como assistir a aula dupla de Feitiços, nessa tarde, sem ela. Além do que, ela se sente completamente vulnerável sem a varinha.

Ela entra no quarto, e checa nos bolsos do casaco que ela estava vestindo naquela manhã. Não está lá. Ela checa no banheiro, também não está lá. Ela procura em todo o quarto, e em toda a sala comunal. Não está em lugar nenhum. Ela começa a entrar em pânico, quando ouve a voz do Potter.

Aliviada em estar na presença de outra varinha, ela pede a dele emprestada, mas ele está com a varinha dela. Tremendamente aliviada, ela ia agradecer de coração para ele, e dizer o quanto ela estava horrorizada de ter ficado a manhã sem ela, mas ela nunca tem a oportunidade para tal, porque ele começa a gritar com ela por causa da estupidez dela.

Ela abaixa a cabeça. Sim, ela sabe que foi estúpida. Ela se sente envergonhada por deixar algo assim acontecer. Ele provavelmente está chateado, porque ele passou a noite passada ensinando a ela o que fazer em relação aos comensais da morte, somente para descobrir, nessa manhã, que ela foi completamente irresponsável. Ele provavelmente está achando que está perdendo o tempo dele ensinando a ela, se ela não consegue nem mesmo se lembrar de trazer a varinha dela, como que ele pode esperar que ela o ajude, e ao ministério, para retirar os bruxos das trevas de Hogwarts? Foi um erro, mas aparentemente foi um erro muito importante. Ele tem toda a razão. Ela foi estúpida. Não tem nenhuma desculpa que ela pudesse dizer, então ela sai, indo para a aula.

Ela chega na aula de Poções alguns minutos adiantada, então se senta e retira a redação que tem que entregar hoje. Ela a relê, confiante que está completamente correta, e que as teorias dela tem razão. Outro B, ela tem certeza. Alguns minutos depois, o grupo com o qual ela tomou café naquela manhã, entra na masmorra. John a vê, se vira, diz algo para os amigos dele, e então caminha até ela.

“Oi de novo.”

“Oi.”

“Posso sentar aqui?”

“Fique a vontade.”

Ele se senta e retira o livro texto da bolsa dele. Logo depois, Professor Slughorn entra, e diz, “Eu vou pegar as redações agora, e depois nós vamos partir para a poção de hoje.” Ele bate no quadro negro com a varinha dele, e os ingredientes da poção de hoje, e as instruções de como fazê-la aparecem lá. Lily olha para o método de mistura, aparentemente o segundo passo depois da mistura dos ingredientes é simplesmente deixar cozinhar até que uma névoa cinza apareça. Lily aponta a varinha dela para o pedaço de pergaminho em branco, na mesa dela, e sussurra um feitiço que ela mesmo havia criado. Instantaneamente, o que estava escrito no quadro negro aparece no pergaminho.

“Excelente truque!” John diz. “Eu nunca aprendi esse...”

“Eu não me admiro que não...”

“Está criticando os meus métodos de estudo, é?”

“Não, mas eu mesma criei esse feitiço, o que faz um pouco difícil que você tenha aprendido em outro lugar.”

“Você mesma o criou?” Ele diz, parecendo impressionado.

“Sim.”

“Eu posso ver como ele poderia ser útil, mas porque você usou ele agora? Para que possa estudar mais tarde?”

“Isso sim, mas também por outro motivo. Olhe para o segundo passo depois da Mistura.”

“Deixar cozinhar até que uma névoa cinza apareça?”

“Exatamente. Mesmo estando sentados aqui na frente, quando tudo mundo chegar no terceiro passo, a sala toda vai ficar infestada com vapores e fumaça, que nós não vamos ser capazes de ver o quadro. Isso é somente para simplificar as coisas, é uma inconveniência ter que ir para frente e para trás para o quadro para poder ler, e é uma inconveniência perder tempo copiando tudo antes. Então, eu faço isso para me livrar da angústia.”

Slughorn se aproxima da mesa deles, e sorri para sua aluna favorita. Ela sorri de volta, e entrega a redação para ele, ligeiramente mais longa do que o comprimento necessário. Ele lê o título, e levanta as sobrancelhas.

“Isso parece ser muito interessante, Evans, eu vou gostar de ler. Michaels?” Ele pergunta, menos afetuoso.

“Oh, eu tenho, senhor.” Ele responde, abrindo o livro texto, e retirando um pergaminho que tinha sido dobrado entre as páginas. O Professor olha para o título, limpa a garganta criticamente, e caminha para pegar o resto das redações.

“Sobre o que você escreveu?” Ele pergunta, depois que o Professor estava fora do alcance. O dever tinha sido para escrever uma redação em um tópico de livre escolha, no aspecto de criação de poções avançadas.

“Sangue de unicórnio.” Ela responde. Ela havia sido inspirada pelo Mercúrio, a algumas noites atrás, e desistiu da idéia anterior dela da redação de venenos trouxas versus venenos mágicos. Embora Professor Slughorn a ame, ele ainda era o Diretor da casa da Sonserina, e ele é um puro sangue. Ela imagina que ele não se interessasse muito por venenos trouxas.

“Um pouco obscuro...” Ele diz.

“Não tanto quanto magia da morte proibida...” Ela diz, lembrando ele do encontro deles no domingo. Ele ri.

“Verdade. Sabia, você tem um gosto bem obscuro para uma Grifinória.”

“Eu acho que é fascinante.” Ela diz, honestamente. Ela acha as artes das trevas terrivelmente excitante, mas ela jamais admitiria isso para nenhum Grifinório. Ela sabe que a obsessão dela pela as artes das trevas é devida ao Voldemort ter assassinado os pais dela, e ela quer saber tudo sobre as artes das trevas, e contra o que ela está lutando.

“Eu acho que você é fascinante.” Ele diz. Ela se vira para ele, sem entender, mas ele vira o rosto para o outro lado, corando levemente. Faz muito tempo que ela viu um garoto corar. Talvez ele realmentegostasse dela. Talvez isso não tenha nada a ver com os Comensais da Morte… um pensamento atraente, mas ela não vai deixar ser enganada por isso. Isso pode trazer problemas para ela. Potter disse que ele só está agindo dessa forma para convencê-la que ele está interessado nela… Nesse momento ela não sabe o que é verdade, mas ela vai continuar a ser vigilante o tempo todo.

Ela vai para o armário dos alunos para buscar os ingredientes, levando as anotações com ela. Ela retorna, poucos minutos depois, e começa a cortá-los finamente.

“Tem algo que eu possa fazer?” Ele pergunta para ela.

“Sim, retira a casca desses, verificando com cuidado que não tem absolutamente nenhuma casca remanescente. Isso pode estragar a poção.”

“Sim, senhora.”

Vinte minutos depois, eles já estavam com todos os ingredientes preparados, e começaram a misturá-los. Como a Lily havia suspeitado, logo a sala estava cheia de fumaças de todas as cores. A poção da Lily e do John, entretanto, estava com uma névoa cinza perfeita, do jeito que deveria ser. Os alunos estavam se movendo para o quadro para copiar os passos remanescentes. Uma vez completado a poção, e colocado uma amostra em uma garrafa, eles limpam tudo, e esperaram 10 minutos pelo fim da aula, e durante esse tempo, o resto da turma tenta freneticamente completar o trabalho.

“Eu deveria me sentar ao seu lado mais freqüentemente, a minha mãe vai apreciar a melhora nas minhas notas de Poções...” John diz.

“Você realmente deveria.” Ela responde simplesmente.

“Me diga como que um gênio se sente...” Ele pergunta.

“Eu não posso. Eu não saberia. Pergunta ao Dumbledore.”

“Faça-me um favor, Evans...”

“Eu sou dotada magicamente, sim. Mas eu não sou um gênio.”

“Que besteira, Srta. Evans, você é a mais brilhante discípula que eu já tive!” Professor Slughorn diz, entrando na conversa.

“Obrigada, Professor. Oh, já que você está aqui, eu tenho um favor para te pedir...”

“O que é?”

“Será que eu poderia pegar alguns ingredientes do armário da escola emprestados, e talvez alguns do seu armário pessoal?”

“Para o que, minha querida?”

“Eu estou tentando inventar uma poção. Uma que te faça sentir descansado, mesmo quando não tenha tido muito descanso.”

“Você acha que você mesma pode criar uma nova poção?”

“Porque não? Bruxos e bruxas criaram todas as poções escritas nesse livro… Não é tão incomum assim, certo?”

“Isso é verdade, minha garota, que tipo de ingredientes você acha que vai precisar?”

“Eu fiz uma lista.” Ela diz, pegando e entregando a lista para ele.

“Isso parece capaz de ser feito. Mas, Srta. Evans, você acha que isso é prudente? Uma poção dessa se for utilizada erroneamente...”

“Isso pode ser dito sobre qualquer poção, Professor. Todas as poções têm que ser utilizadas com responsabilidade, e essa não seria diferente.”

“É claro, Srta. Evans. Mas uma bebida que vai te fazer sentir como se não precisasse dormir?”

“Diga-me, Professor, você bebe chá?” Ela pergunta, educadamente. Tanto os trouxas, quanto os bruxos são viciados em cafeína…

“Touché.” Ele diz, sorrindo para ela. “Muito bem, Srta. Evans, pegue o que precisar, e eu te desejo a melhor sorte. Passe no meu escritório nessa tarde, eu devo ter separado tudo para você.”

“Muito obrigada, Professor.”

“Se você tiver sucesso, eu te dou 50 pontos para a Grifinória, e eu vou pedir ao meu velho colega do departamento de Regulamentação de Poções, no Ministério, para ver se podemos patenteá-la.”

“Eu vou fazer o melhor possível, Professor.”

“É isso aí, boa garota. Talvez você possa trabalhar para o Ministério fazendo poções, depois de sair da escola, eu ficaria muito feliz em te recomendar.” Ele diz, piscando os olhos. “Certo, turma, acabou o tempo. Me entreguem as suas amostras, e vocês estão dispensados.” Ela sai da sala de aula, com John caminhando com ela.

“Qual matéria você tem a seguir?” Ele pergunta.

“Normalmente, eu teria Defesa Contra as Artes das Trevas, mas as aulas dessa semana foram canceladas.”

“Ok, eu tenho Herbologia.”

“Eu estava indo para os terrenos, então vou te acompanhar até lá.”

Eles caminham até as estufas juntos. Mais uma vez, Lily está alerta para qualquer coisa, mas novamente, eles somente conversam agradavelmente o tempo todo. Nenhum perigo, nenhum ataque. Ele acena se despedindo, enquanto ela continua caminhando, na direção da cabana do Hagrid. Ela bate na porta, mas ele não responde, então ela vai para os fundos para se sentar, e conversar, com o Mercúrio.

Hagrid retorna 15 minutos depois, e fica encantado em ver a Lily esperando por ele.

“Oi, Hagrid. Pensei em passar aqui para tomarmos um chá.”

“Seja bem vinda. Entre.”

“Obrigada. Então, como estão as coisas, Hagrid?”

“Muito bem. E você?”

“Bem ocupada.”

“Eu imagino, com tudo que você tem para fazer.”

“Mas não estou reclamando.” Lily queria perguntar para o Hagrid se ele sabia sobre a Agatha Argyle, mas ela não pergunta. Não consegue. Qual o motivo que ela tem para perguntar para ele? Curiosidade? Não. Ela não pode pensar em um motivo legítimo para perguntar, então, ela não pergunta. Em vez disso, ela simplesmente aproveita a companhia dele, como normal. Depois de uma hora, ela sai para o almoço, encontrando com o John nas estufas, no caminho. Mais uma vez ela se vê sentada na mesa da Sonserina, com o mesmo grupo daquela manhã. Potter não aparece para o almoço. Talvez ele esteja ocupado ajudando alguns alunos a se prepararem para o exame de quinta-feira.

Depois da aula dupla de Feitiços naquela tarde, ela caminha até a sala de aula de DCAT. Ela não tinha certeza se o Potter estava dando aula. Eram quatro horas da tarde, mas algumas aulas vão até as cinco. Ela foi salva do trabalho de apertar a orelha contra a porta, para saber se estava tendo aula, quando ela ouve o barulho de 30 cadeiras sendo arrastadas para trás, e o som de alunos marchando na direção da porta. Lily chega para trás, para o lado oposto do corredor, para que não seja levada pela enxurrada de alunos que saem da sala de aula. Juntando a sua determinação, ela entra.

“Evans.” Ele diz, soando surpreso.

“Boa tarde, Professor Potter.”

“O que você está...” Ele começa, mas ela o corta.

“Eu fiz um erro hoje, sim, um erro grave. Eu vim até aqui te dizer que eu prometo em todas as coisas boas e mágicas, que esse vai ser oúltimo erro que eu vou fazer. Eu juro. Eu estou séria em te ajudar. E eu não vou arriscar arruinar a oportunidade de expulsar qualquer bruxo das trevas de Hogwarts, de qualquer jeito. Eu peço que você não desista de mim.” Ela diz.

James fica impressionado. Embora a voz dela seja fria e dura como ferro, os olhos verdes dela estão praticamente em chamas, enquanto ela fala. Ele reconhece nela, o jeito que ele se sentiu quando decidiu se juntar ao Ministério. A mesma sede, a mesma vontade de ajudar e proteger. Fazer algo para o bem de todos. Parar as atrocidades, e lutar por algo no qual ele acreditava. Ele viu isso na Lily, e ele não poderia negar nada para ela, que ela pedisse nesse momento. Ele nunca considerou parar de ajudá-la, mas com a atitude dele dessa manhã, ele entende muito bem como que ela teve essa impressão.

Ele estende a mão para ela. Ela olha da mão dele para o rosto dele, então a segura, e aperta.

“Você tem muito mais para aprender, Evans. Ontem, eu te dei um sermão. Hoje, a gente pratica.”

“É isso que eu gosto de ouvir...”

“Hoje, como nós não temos nenhum suprimento para disfarces, nós vamos trabalhar em discrição e ocultabilidade...”

Por meia hora, ele a ensina, enquanto demonstra como não ser visto. “Porque você nem sempre pode ter a minha capa da invisibilidade.” Ele diz. Eles movem a aula para os corredores ermos, aprendendo sobre luz, e sombras, encontrar pontos cegos e se fundir. Sempre têm feitiços que podem ser usados se feitos silenciosamente, como o feitiço da desilusão, que ele usou algumas noites atrás no Mercúrio.

Ela pratica caminhar silenciosamente, sem fazer nenhum barulho. De volta na sala de aula trancada, ele fica de costas para ela, na frente da sala. Ela tem que ir até o final da sala de aula, se desviando das cadeiras e mesas, sem que ele a ouvisse. Ela silenciosamente coloca um feitiço abaffiato em torno dela, de tal forma que ela não faça nenhum som. Ele comenta que o feitiço dela é uma ótima idéia, com certeza, mas é útil para ela, saber como caminhar silenciosamente. E os animais, geralmente, sempre conseguem ouvir, mesmo com um feitiço abaffiato. Ele não sabe se eles são imunes a ele, ou se o feitiço somente diminui o som para o ponto que não seja mais audível para o ouvido humano. Então, ela tenta mais algumas vezes, finalmente pegando o jeito.

“Sabe de uma coisa, isso leva semanas no treinamento de auror. Mas você parece dominar em algumas poucas horas...” ele diz. Ela brilha com o elogio. Alguém bate na porta e, tanto o James, como a Lily, se viram para a porta.

“Eu vou abrir aquela porta. No momento que eu abrir é bom você estar invisível. Eu não quero que eles saibam que você está aqui. Se eu chamá-los até a minha mesa, é para você sair da sala de aula, sem que eles percebam. Entendido?”

Ela acena que sim, e ele sai para abrir a porta. Ela olha em volta da sala. Ela utilizou vários lugares quando praticou, mas ela tem que escolher um que não seria visível tanto da porta, quanto da mesa do professor. Se decidindo rapidamente, ela se encolhe em uma sombra causada por uma pilastra em forma de arco.

A porta se abre um momento depois, e ela ouve o Potter dar boas-vindas a alguém.

“Boa tarde, Srta. White.”

“Boa tarde, Professor Potter. Eu estava pensando, se não for muito trabalho, se você poderia me ajudar um pouco mais. Mesmo depois de hoje, eu ainda não me sinto muito confiante para o exame de quinta...”

“Hmmm… deixe-me checar o meu horário… Vem até a minha mesa...” Ele diz para ela.

‘Certo.’ Lily pensa. ‘Isso significa que eu tenho que ir.’ Cuidadosamente, ela desliza do canto dela, e caminha pelo chão de pedras, mantendo-se agachada, para que, caso a White virasse para trás, ela seria ocultada pelas mesas. Ela estava caminhando vagarosamente pela sala de aula, quando ela sente uma picada vermelha ardendo no lado dela. Ela quase que grita surpresa. Quase. Entre as pernas de algumas cadeiras, ela verifica se a White não está olhando. Ela levanta a cabeça sobre a mesa, e olha de cara feia para o Professor. O que ele está planejando, fazendo algo desse tipo?

Ele a olha diretamente nos olhos, e bate na mesa dele, enquanto olha para o esquema de horários. Leva um instante para ela perceber o que ele quer que ela entenda. Ela caminha até o outro lado da sala, e percebe que a grande porta da sala de aula praticamente se fechou. Silenciando a porta não verbalmente, ela a abre vagarosamente com outro feitiço. No momento que a abertura parece ser grande o suficiente para ela passar, ela sai.

Ela suspira aliviada em ter tido sucesso e então, convoca a redação sobre Inferi do quarto dela. Ela a terminou durante as refeições e um período livre na segunda. Uma vez com a redação em mãos, ela bate na porta (do mesmo jeito que ele havia batido na mesa dele) e entra. Ele sorri de alegria enquanto ela entra, feliz que ela tenha entendido que ele queria que ela retornasse no momento em que ela saísse.

“Professor?”

“Sim, Srta. Evans.”

“Eu tenho aquela redação para você.” Ela diz, entregando a redação para ele. Ele pega da mão dela, e dá uma olhada rápida. Ele olha do pergaminho para ela, duvidosamente.

“Você… realmente fez o dever de casa.”

“Nós tínhamos um dever?” Victoria pergunta, aparentando estar levemente preocupada.

“Não, isso foi uma pesquisa extra que eu pedi a Srta. Evans fazer.” Ele diz, olhando de volta para a redação. “Eu nunca soube disso sobre os Inferi...”

“Nem eu...”

“Srta. Evans, você se importa em praticar com a Srta. White enquanto eu leio a sua redação?”

“De forma alguma, Professor.”

“Srta. White?”

“Tudo bem...” Ela diz, de modo não convincente. Ela não aparenta estar muito satisfeita por ter que praticar com a Lily, mas ela se posiciona na sala, do mesmo jeito.

Lily começa facilmente, dizendo os feitiços em voz alta. Victoria se defende de todos eles. Ela também consegue se defender de quase todos os feitiços médios também, salvo um que a cortou ligeiramente. Foi o mesmo feitiço vermelho ardente que o Potter havia utilizado nela, a poucos instantes. Victoria consegue bloquear metade dos feitiços avançados, sem dizer nada, e a outra metade ela sussurra baixinho, com a esperança que o Professor não fosse ouví-la, e a Lily, educadamente, também finge não ouvir.

“Bem, Srta. White, parece que você está mais preparada do que você achava.”

“Eu acho que sim...” Ela diz, entre os dentes cerrados, olhando de cara feia para a Lily… Para um homem, aquilo pode ser confundido com um sorriso apreciador. Mas qualquer mulher o reconhece pelo o que ele é. É um grande olhar ‘Por que você tinha que aparecer, e estragar tudo?’.

Lily murmura um ‘desculpa’ e dá um sorriso para a White, que ela espera que aparente ser apologético e sincero. Parece ter funcionado, pois o rosto da Victoria suaviza, aparentemente convencida de que a Lily não está lá como rival, mas como uma inconveniência acidental, que cometeu um erro estúpido, sem ter noção.

“Se você ainda estiver se sentindo insegura, apareça na sala de aula 10 minutos antes do exame na quinta-feira, para ter uma última prática.” Ele diz.

“Certo, obrigada, Professor!” Ela diz. “Você vai lá para baixo?” Ela pergunta para a Lily.

“Eu acho que sim, que horas são, o Salão Principal já está servindo o jantar?”

“Eu não sei, são...” Ela olha para o relógio dela, mas ela não diz a hora porque o Potter a corta.

“Na verdade, eu gostaria de saber se posso conversar com você sobre a sua redação, Srta. Evans.”

“Sim, Professor.” Ela diz, e dá um olhar apologético para a White. Victoria sai com uma aparência de quem não está nada satisfeita, mas, pelo menos ela não olhou nervosa para a Lily, somente infeliz que as coisas não foram de acordo com os planos dela.

Os olhos do Potter ainda estão percorrendo a redação depois que a White sai. “Nós realmente precisamos voltar a praticar, só me deixa terminar isso aqui.” Ele diz.

“Ok.” Ela diz, se sentando de pernas cruzadas em cima da grande mesa de madeira dele. Alguns minutos depois, ele solta o pergaminho, e olha para ela.

“Eu não teria te passado esse tópico se eu soubesse…”

“Não precisa se desculpar. Foi… esclarecedor.”

“Quando você diz esclarecedor, soa como se isso fosse uma experiência boa e feliz.”

“Certo, então foi repugnantemente educacional.”

“Assim é melhor.”

“Mesmo assim, eu não me arrependo de escrever.”

“Mas não é um tópico apropriado para uma...”

“Uma o quê?” Lily grita, nervosa. “Uma garota? Uma aluna? Uma o quê? Pare de pensar nos seus alunos como pequenos fardos indefesos, que você tem que proteger. Você é um educador, e um excelente educador. O seu trabalho é abrir a mente deles, aguçar as suas habilidades… Não é para mantê-los protegidos. Especialmente eu. Eu não quero que você me proteja de nenhum dano. Nunca deixe de me ensinar algo porque você esteja preocupado em machucar a minhadelicada sensibilidade. Têm coisas muito piores que eu nem coloquei nessa redação. Eu posso ser uma jovem garota inocente, mas eu não sou ignorante. A inocência mantida na ignorância não pode se proteger. É isso que uma criança é. Eu não sou mais uma criança, infelizmente. Então eu apreciaria se você não me tratasse como uma.”

“Eu… Eu...” Ele para, e suspira. “É tão ruim assim?”

“O quê?”

“É tão ruim querer manter as coisas ruins longe? Querer manter a inocência em ignorância jubilosa?”

“Sem querer te ofender, Professor, mas você escolheu um péssimo assunto para ensinar, se é assim que você pensa.”

“Não! Não é. Eu acredito completamente que as pessoas devem ser capazes de se defender contra o que está lá fora, especialmente hoje em dia. Mas preocupações desnecessárias, nesses tempos escuros, parecem ser mais um peso que você não tem que carregar. O que de bom esse conhecimento te trás?”

“Quem sabe. Têm muitas coisas que eu sei que podem, ou não, ser úteis algum dia. Defesa Contra as Artes das Trevas como uma matéria, por exemplo. Na verdade, é algo que a maior parte das pessoas jamaisespera ter que utilizar, mas seria estupidez não tomar conhecimento somente por causa de um pensamento ilusório. Não, eu posso nunca encontrar um Inferi, e mesmo que eu encontre, saber o jeito horrível como eles são criados pode nunca ter a sua utilidade, mas pelo menos, me dá uma idéia da verdade.”

“Da verdade?”

“DA verdade.”

“Eu ainda não entendo.” Ele diz. Lily concorda. Ele é um bruxo puro-sangue, afinal das contas, ele nunca foi carregado para a escola dominical toda semana. Ele não conhece a história de Adão e Eva. Lily sabe que, caso ela fosse a Eva, ela também teria comido a fruta. Ela gostaria de ter o conhecimento do bem e do mal… Lily não é uma pessoa religiosa, e nem acredita em Deus, mas ela acredita no bem e no mal. Justiça e injustiça.

“Da verdade que realmente compões esse mundo.”

“Mas não é tudo do mal.”

“Eu sei disso, e algum dia eu espero encontrar a felicidade, mas esse não é o meu objetivo nesse momento. O meu ponto é, eu quero fazer desse mundo um lugar melhor. Como eu posso fazer isso, se eu não sei contra o que eu estou lutando?”

A Lily Evans que ele está encarando parece fria, determinada e rígida. Completamente diferente da Lily Evans que ele conversou a poucas noites atrás, sobre encontrar o amor. Ela parecia tão romântica então, e agora ela aparenta poder ser a próxima Olho-Tonto Moody. Ele nunca chamaria isso de raiva ou fúria, mas é simplesmente muito frio. A fúria queima, apaixonada e incontrolável. Ele quer que ela encontre o que ela procura. Ele quer que ela saiba a verdade, aprenda os verdadeiros horrores, e as verdadeiras maravilhas desse mundo.

Ela quer a verdade. A verdade, o que é isso? Ele pensa para si mesmo. Se ele fosse completamente honesto com ele mesmo, o que ele iria descobrir? A verdade é que ele quer abraçá-la junto dele, deixar com que ela durma nos braços dele, e ele quer cair no sono abraçando ela.

Mesmo ela não sendo uma criança, ainda assim, ele quer protegê-la, mantê-la segura. Ele quer dar a ela todo o conhecimento que ela deseja, mas ele quer mantê-la sempre longe de qualquer preocupação. Ele quer que ela sorria o tempo todo. Ele não quer que ela conheça mais nenhuma dor, ou morte… e mesmo assim, não é isso que ela deseja. Mas ele também não está disposto a dizer essa verdade para ela. Ele mesmo acaba de perceber isso. Ela quer penetrar no centro da terra, se misturar com a lama e o lixo, mas também se misturar com as fontes naturais e as minas de ouro e pedras preciosas. Ela quer ser tão dura quanto uma pedra, e ainda assim, ser suave e macia. Uma criatura da noite e do dia. Lutar e amar… Isso realmente é pedir muito? Ele também deseja ambos.

James percebe a sua linha de pensamento, e se sacode, e vira o olhar de volta para a redação que ele está segurando para se distrair. Ele realmente pensou que ele gostaria de cair no sono abraçando ela? Isso não é aceitável. Ele tem que colocar o limite nesse momento. Já existe a linha de professor e aluno, que eles haviam ultrapassado, mas essa já foi ultrapassada algumas vezes por uma razão ou por outra. Ele precisava de outra linha, uma barreira mais concreta. Uma que vai fazer a mente dele parar de refletir no que não deve. A linha da diferença de idade não vai funcionar, já que ela é maior de idade. Ele coça os olhos, pensando ‘os meus tios tem 5 anos de diferença’. Mas então, ele pensa na linha que muitas garotas utilizaram no passado (não com ele, é claro). ‘Somente amigos’. Amigos são permitidos se preocupar um com o outro, e se divertirem juntos, mas não tem perigo de… bem… isso é, é mais seguro assim. Chamá-la de amiga é a única forma de mantê-la perto dele… Caso contrário, ele teria que se afastar dela completamente. Se essa é a única coisa que ele pode ter legitimamente, ele aceita. Não, melhor ainda, ele nem mesmo quer mais. Ele só se importa com a Evans como uma amiga.

“Quando é o seu aniversário, Evans?” Ele pergunta, de repente.

“O quê?” Ela diz, legitimamente confusa.

“A sua data de nascimento, o dia que você come bolo, e ganha presentes porque você nasceu, quando é?”

“Primeiro de Novembro. Por quê?”

“Tão recente! Foi na semana passada!”

“No dia em que nós achamos o Mercúrio. O que você está pretendendo?” James pensa naquele dia, e se lembra do bolo na mesa do Hagrid. Os amigos sempre sabem do aniversário dos amigos, ele pensa.

“Eu tenho um presente para você.” Ele diz, desaparecendo no escritório dele. Ele sabe que está aqui em algum lugar. Ele encontra no fundo de um dos seus vários baús, e retorna e entrega para a Lily. “Desculpa por não estar embrulhado.”

Ela pega incerta, e o observa por um tempo. Não é um livro, propriamente dito, e sim uma junção de anotações que tem o comprimento de um livro.

As Coisas que Você Nunca Quis Saber Sobre as Artes das Trevas,

Alastor Moody.


“O que… é isso?”

“Anotações. Olho-tonto as deu para mim na primeira semana de treinamento. Ele mesmo as escreveu. É uma junção de histórias e informações obtidas durante os anos, sendo um auror. Ele viu muito mais do que qualquer homem que eu conheça. Para falar a verdade, eu nunca li tudo, eu fiquei muito ocupado com o treinamento para ler tudo… mas as partes que eu li realmente foram esclarecedoras. Casos reais, a verdadeira história. Tem um motivo para ele ser daquele jeito.”

Lily abre na primeira página, e lê entusiasticamente. Encorajada pelo que ela lê na primeira página, ela pula 20 páginas, e então mais 20. Espiando cada vez que ela para. Ela olha para ele, e sorri suavemente.

“Obrigada.”

“Então, porque você não vai lá para baixo, e começa a ler essa coisa.”

“Sim, senhor!” Ela diz, deslizando da mesa, e saindo da sala de aula.

Lily não vai exatamente correndo de volta para o quarto dela. Ela caminha da mesma maneira de sempre, bem, talvez um pouco mais rápido que o passo normal dela, porque ela está ansiosa para começar a ler. Ela lê por uma hora inteira, antes de, relutantemente, se voltar para o dever de casa. Ela quer, pelo menos, terminar um pouco do dever, antes de buscar os ingredientes com o Slughorn, e encontrar com o John no Salão Principal para o jantar.

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