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7. Capítulo 7


Fic: Second Life. SS-HG. NC 18.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Second Life por Lariope
Capítulo 7


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N/A: Todo o texto em itálico vem de Harry Potter e o Enigma do Príncipe de JKR. Tudo o que você reconhecer é dela. Eu não ganho nenhum dinheiro. Muito obrigada à minha beta maravilhosa, Shellsnapeluver.


Lilá, graças a Merlin, tinha se mexido. Ocorrera, Hermione supôs, em um dos dois dias que ela perdera labutando pelo corpo do Professor Snape. Foi muita sorte, pois agora Ron teria pouco interesse em saber onde ela tinha estado ou o que ela tinha feito naquele fim de semana. Na realidade, ele parecia ter pouco interesse em quaisquer outras coisas que não fosse as amígdalas interessantes de Lilá, pelo olhar que ela viu ele lançar a ela no corredor próximo a Torre da Grifinória. Hermione sentiu uma pontada afiada de ciúme quando os viu juntos, mas que se transformou depressa em alívio. Simplesmente era uma coisa a menos para se preocupar.

Harry mostrou um pouco mais de interesse no paradeiro dela do que Ron. Ele a agarrou pelos braços, dirigindo-a para o sofá e parecendo não notar a palidez da pele dela, as bolsas debaixo dos seus olhos, ou a cicatriz magra que dividira sua sobrancelha direita. Dumbledore havia curado as contusões e reparado o corte sobre seu olho. Ele pensara até mesmo em desamassar as roupas dela e em limpar o cabelo dela com um feitiço antes de sua volta, mas ele não pôde apagar o cansaço profundo que ela sentia enquanto seu amigo lhe falava.

"Hermione! Onde você foi? Eu me encontrei com Dumbledore esta manhã!"

Ela juntou sua última reserva de força -- engraçado, ela pensara que não a tinha mais -- e preparou-se para escutar. "Sim? O que aconteceu?"

"Ele me mostrou Voldemort -- quando criança!"

"Na penseira?"

"Sim! Ele era órfão. Dumbledore foi para o orfanato para dar a carta --"

Quando Harry começou a contar os detalhes da memória de Dumbledore, Hermione deixou de prestar atenção. Era desse conhecimento que ela precisaria se lembrar e vigiar tão seguramente quanto ela teria que fazer com os segredos do Professor Snape. De repente, ela se sentia muito jovem e pequena, indefesa contra o Bruxo das Trevas que ameaça e controla suas vidas.

Também, ele havia sido uma criança, órfão como Harry, e tinha crescido em um lugar sem amor. Parecia impossível que o jovem que Harry descrevia, não importa quão cruel e frio, poderia ter crescido em um lugar tão desumano. Como eles o derrotariam para sempre? Parecia loucura tentar. Havia uma parte dela que queria jogar a varinha no chão e ir para casa, fingir que isto tudo tinha sido um longo e, às vezes, maravilhoso sonho. Entretanto, olhou para a face séria de Harry, tão graciosamente familiar a ela e sustentando a marca daquele odioso bastardo. Ela pensou no Professor Snape, torturado e abatido, mas ainda humano, ainda lutando.

Eu nunca me renderei, ela pensou ferozmente. Se morrer, ele já terá sido destruído. E eu tirarei ambos dessa vida..

“Hermione?” Harry disse. “Você parece muito longe daqui.”

“Eu estou bem,” ela respondeu. “Apenas pensando sobre você, que era um órfão, também. Ninguém lhe mostrou como ser decente ou verdadeiro ou algo semelhante. E ainda assim você é.”

“Eu não gosto de pensar nisso, nas nossas semelhanças” ele disse.

“Você não parecido com ele,” ela disse. “Você não pode ser mais diferente!”. E então, talvez porque estava tão cansada, começou a chorar baixinho.

“Hermione!” Harry disse, alarmado.

“Está tudo bem, Harry,” ela disse, esfregando os olhos. “Eu apenas acho que preciso descansar um pouco. Tem sido uma carga terrível para suportar.”

“É -- você está chateada com Ron?”

“Ron?” Ela perguntou.

“Bem, erm, Ron parecia pensar que você poderia estar triste por ele e Lilá.”

“Há algo eu deveria saber sobre Ron e Lilá?” Ela perguntou, fingindo ignorância.

“Eu acho… depois da partida… bem, eles estavam juntos por aí.”

Ela tentou parecer pensativa. “Ron e Lilá? Eu acho que eu posso visualizar isso.”

“Mas você não está chateada?”

“Por que eu estaria?”

“Bem, apenas que… Ron disse que você sentia algo por ele”.

Ron disse que eu sentia algo por ele?” Bem, isso era humilhante. Há quanto tempo ele sabia?

“Olhe, não fique furiosa, Hermione. Ele apenas estava preocupado que você --"

“Ron disse que eu sentia algo por ele”? E então o bastardo se sentia arrependido por ela? Incrível. Ela atirou-se no sofá.

“Merda, Hermione. Obviamente, falei o que não devia. Apenas esqueça que eu disse qualquer coisa.”

“Achando que eu sentia algo por ele, não é? Bem, ele não poderia estar mais errado. E só vou mostrar para ele que permaneço perfeitamente bem se ele quiser chupar o rosto de Lilá Brown, eu posso até perguntar isso a Cormac McLaggen na festa de Natal.”

"Não faça isso. Venha – Hermione!” Harry gritou quando ela girou na sola dos pés e se foi, andando para o dormitório das meninas.

* * *

Era uma idéia terrível, claro. Nada poderia ter convencido Ron mais completamente que ela gostara dele que o enfurecimento dela toda vez que o via. E agora ela colocara McLaggen nos seus pés em poucos minutos. Você apenas não poderia ter dito, “Por que em Terra ele pensara nisso?” Ela se perguntou furiosamente quando arrancou o pente dos cachos dela. Quando tinha gastado boa parte da sua frustração no cabelo, tirou a varinha e entoou o encantamento alisante de novo, torcendo-o em um coque solto.

Ela entrou nas vestes sedosas e verdes que os pais dela tinham comprado de aniversário e tinha se admirado no espelho. Engula seu coração, Ronald Weasley, ela pensou. Então se lembrou de McLaggen, que provavelmente já estava esperando por ela ao pé da escadaria e suspirou. Talvez devesse ter se esforçado pouco para aparecer hoje à noite. Ela apenas precisou de qualquer um com ‘intenções amorosas’.

Na realidade, McLaggen estava esperando no salão comunal quando ela emergiu do dormitório. Ele a lançou com um olhar faminto, e ela teve que lutar não virar e correr para cima pelos degraus. Merlin, o que você fez Hermione? Ela pensou.

“Cormac,” ela disse cordialmente.

“Você está fabulosa,” ele disse, e era difícil não se sentir contente. Ele lhe ofereceu o braço, mas ela sabia que não poderia tocá-lo.

“Não seja tolo,” ela disse. “Uma bruxa hoje em dia e com a idade que tenho consegue caminhar sem ajuda.”

Ele olhou ofendido ligeiramente, mas caminhou ao lado dela sem comentário adicional ao assunto.

Era estranho; ela tinha gastado tanto tempo nestes últimos anos pensando em Ron, e quando tinha começado a temer que ele nunca retribuiria, habituara-se a classificar os vários bruxos do seu ano em categorias de possíveis namorados. Agora, caminhava com McLaggen só desejando que pudesse, de alguma maneira, desaparatar. Ela tentou convencer-se que era porque ele era muito arrogante -- quando ela dirigiu a atenção a ele por um momento, achou que ele estava revivendo seus vários triunfos no Quadribol, e ela voltou aos próprios pensamentos depressa. Mas verdadeiramente, ela tivera pouco interesse em qualquer bruxo desde o começo do ano. Também é uma coisa boa que ela se contou nitidamente, A última coisa de que precisa é desenvolver algum sentimento tolo. Você é uma mulher casada.

Casada. O pensamento ainda era tão estranho quanto comer caracóis. Ela nunca tentou pensar nisso, como se a noção fizesse parecer que estava sufocando.

“Então, eu tirei o bastão dele e bati no balaço tão forte quanto pude. Claro que eu ainda estava pendurado de cabeça para baixo na ocasião, mas --"

Ela suspirou. Esta noite seria longa.

O escritório de professor Slughorn tinha triplicado de alguma maneira em tamanho desde a última vez que ela o vira, e foi lotado com adultos e estudantes elegantes vestes de Natal.

“Você poderia pegar algo para beber?” Ela perguntou para McLaggen, freneticamente esquadrinhando a sala atrás de Harry e Luna. Quando ele tinha desaparecido na multidão, ela começou a andar para a esquerda, ao longo da parede, esperando colidir com alguém que ela conhecesse.

“Senhorita Granger!” Berrou o Professor Slughorn, agarrando o braço dela e puxando-a em um círculo que incluia Glenog Jones do Harpias de Hollyhead; Arsinius Jigger, o famoso fabricante de poções; e, bastante improvavelmente, Professora Trelawney. “Esta é Hermione Granger,” ele disse. “Ela é uma querida amiga de Harry Potter, você sabe, e uma perfeita estudante! Dizem que é a bruxa mais luminosa a entrar em Hogwarts em duas décadas!”

Hermione se ruborizou e gelou, não tendo nenhuma idéia de como entrar na conversação depois de tal anúncio. “Como você está?” Ela disse educadamente, mas então Slughorn sumiu na multidão e parecia puxar o Harry pelo ar. Ele segurava firmemente a mão de Luna, ávido, e tinha um sorriso fixo no rosto.

“E aqui está o bruxo de quem todos nós estamos falando ultimamente!” Ele gritou de alegria. ”Harry Potter! Estou tão contente por você está aqui, meu menino!”

Harry deu um aperto de mão para cada um e então virou-se para Hermione. “Onde você esteve?” Ele sussurrou. “Slughorn continua desfilando comigo como se eu fosse um animal de circo. Eu já perdi Luna duas vezes!”

“Eu tenho fugido de McLaggen,” ela respondeu. “Ele é tenta me colocar abaixo do visco toda hora. Quando não está falando sobre Quadribol, quer dizer.”

“Eu ainda não vejo por que você o convidou --” Harry começou, mas Hermione já estava deslizando pela multidão, apertando-se entre duas bruxas enormes que gritavam com alegria. Ela vira McLaggen atrás do Harry, e assim ela foi à porta, para ser confrontada por Argus Filch trazendo Draco Malfoy pela orelha.

Quase todo o mundo parou o que estava fazendo para assistir Filch depositar Draco na frente do Professor Slughorn. “Eu o achei no corredor do andar superior,” Filch disse. “Ele diz que foi convidado para a sua festa, entretanto não está vestido a caráter”.

“Certo, eu não fui convidado!” Draco disse furiosamente. “Estava tentando entrar de penetra, feliz?”

Hermione reconheceu a movimentação como uma oportunidade excelente para fuga e deslizou porta afora, apressando-se pelo corredor. Ela duvidou que pudesse escapar ou partir completamente; requereria muitas desculpas e explicações mais tarde. Se só pudesse achar um lugar para se esconder por um tempo, mas as salas de aula estavam certamente fechadas a esta hora. Então ela se lembrou. Minha casa, sua casa. O escritório de Snape a apenas algumas portas. Se as proteções a admitissem…

Sim. Ela passou despercebida para dentro do escritório, fechando a porta atrás dela e pensou que agora que estava lá, não tinha nenhuma idéia do que fazer. Não poderia se sentar na cadeira dele, entretanto o pensamento a divertiu. Cruzou o lugar para examinar as estantes de Snape. O homem não tinha falado uma palavra civilizada com ela desde a tarde em que Dumbledore tinha lhe dado uma tarefa, entretanto não lhe nomeara nenhuma detenção adicional. Se ele apenas lhe desse acesso aos livros dele… parecia o mínimo a se fazer, e havia tantos volumes interessantes aqui que ela nunca tinha visto na biblioteca…. Ela deixou o dedo deslizar pelos títulos, desfrutando o tato do couro usado nas capas. E então ouviu passos, apavorada, abaixou-se atrás da escrivaninha de Snape.

O coração dela parecia estar tentando sair de seu tórax. Havia só uma pessoa no mundo que poderia estar passando por aquela porta. A pergunta era se ela deveria se revelar imediatamente e esperar que ele não a matasse ou --

“… não pode se dar ao luxo de errar, Draco, porque se você for expulso --"

Droga! Pensou. Isso respondeu à pergunta. Seria apanhada aqui, escondida em baixo da escrivaninha dele. Ela não podia aparecer na frente de Malfoy. Ele saberia que ela tinha quebrado as proteções dele de alguma maneira. Tão quietamente quanto pôde, ela se desiludiu, grata, além do imaginável, que tivesse dominado o lançamento de feitiços não-verbais.

O sangue estava batendo tão forte nas orelhas que era difícil ouvir no princípio. Snape e Malfoy pareciam estar discutindo, entretanto ela não conseguia encontrar sentido nas palavras.

“Que pensamentos você está tentando esconder do seu senhor, Draco?”

“Não estou tentando esconder nada dele, só não quero que você penetre a minha mente!

Ele. Harry vinha insistindo por meses que Malfoy era um Comensal da Morte. Talvez agora ela tivesse que admitir que ele tinha razão, mesmo tão inconcebível quanto parecia. Como alguém que ela conhecia, alguém com quem compartilhava aulas e comida, carregar a Marca Negra? Não importava que não gostasse de Draco; ela não gostava de muitas pessoas --Cormac McLaggen, por exemplo -- mas não esperaria que eles unissem à Voldemort. Embora soubesse que deveria detestá-lo, o que Hermione sentia nesse momento era uma onda incrível de piedade. Pobre Draco. Quanto tempo demoraria até ele perceber o que fez?

“Escute aqui”, Snape disse,.”Estou tentando ajudá-lo. Jurei a sua mãe que o protegeria. Fiz um Voto Perpétuo, Draco --"

Às palavras dele, tudo dentro dela ficou escuro. O Voto Perpétuo. A mente dela era um grosso e impenetrável negro. Ela olhou para baixo, como para conferir que ainda existia, e não era surpresa que apenas vira o chão. Snape tinha feito um Voto Perpétuo com Narcissa Malfoy. A postura rígida que mantivera caiu, e ela afundou em um monte com os olhos fechados. Não.

Nos vazios fundos da mente dela, Dumbledore falou. Eu precisaria acreditar que sua fé nele não seria quebrada, não importa o que ele teve que fazer para deixar a Ordem. Eu teria que ser confiante que você entende perfeitamente que tudo o que o Professor Snape faz, ele faz para a Luz… Mas ele sabia? Tudo o que Snape tinha feito -- e tinham claramente a ver com as ordens de Voldemort para Draco -- Dumbledore sabia? Ele estava traindo-os? Com quem ela tinha se casado?

“Que diferença faz isso?” Malfoy estava dizendo, “Defesa Contra as Artes das Trevas é uma piada, não é, uma encenação? Como se algum de nós precisasse se proteger contra as Artes das Trevas --”

“É uma encenação decisiva para o sucesso, Draco!” Disse Snape. “Onde é que você pensa que eu estaria todos esses anos se eu não soubesse como representar?”

O coração dela parecia torcido e queimado. Não tinha percebido o quanto ela passara a confiar em Snape, como a mente dela processado e acomodado-se ao laço deles de alguma maneira estranha. Agora sentia como uma pipa solta, jogada à toa pelas coisas que considerara verdadeiras.

Você não sabe, ela balbuciou silenciosamente para si. Você não sabe. Ele disse ser um ator; talvez ele estivesse atuando! Talvez Dumbledore lhe enviara para descobrir o plano… Mas como ele não saberia o plano de Draco se estava espiando os Comensais da Morte?

Ela ouviu o trinco da porta fechando quando Snape e Draco saíram do escritório, presumivelmente para voltar à festa. Ela teria que voltar, também. Não podia ficar ali. O que Snape tinha lhe dito? O resto de nossas vidas está preso nesta charada e você tem que suportar.

Hermione subiu de modo trêmulo e desfez o Feitiço de Desilusão. Alisando o vestido, ela saiu do escritório de Snape, cabeça tão erguida quanto pudesse ser, dadas às circunstâncias.

Quando entrou novamente no escritório de Professor Slughorn, a dança tinha começado. McLaggen estava ansiosamente parado na porta, esperando aparentemente pelo retorno dela.

“Aqui está você! Eu estava começando a pensar que você fugiria de mim!”

“Oh, não. Você sabe… o banheiro…” ela disse vagamente.

“Você gostaria de dançar?”

Ela sabia que não poderia permitir que ele a tocasse, e ainda não teve nenhuma ideia para evasão. E além disso, estava sentindo um pouco rebelde. Quem era Snape para ditar as regras? Estava claro que ele não tinha conversado com Malfoy à toa.

“Certamente,” ela disse, oferecendo-lhe a mão.

McLaggen a conduziu à pista de dança recentemente clareada e pôs os braços dele ao redor dela. A música era um Foxtrot* , e Hermione se achou sendo conduzida vacilante, entretanto entusiasticamente. Quando ele a girou pelo chão, os pensamentos dela vaguearam ao escritório de Snape. O que em terra era o plano de Malfoy? Hermione desejou saber sobre os riscos de falar com Harry sobre o assunto. Não era apenas o Harry sempre estar predisposto a acreditar no pior pelo qual Snape e Malfoy estavam preocupados, ela teria que pensar em um modo para explicar como tinha entrado no escritório de Snape. E então… se alertar o Harry (e Dumbledore através de carta) arriscasse Snape de algum modo? Ela suspirou e fechou os olhos.

Quando McLaggen deu um passo hesitante à esquerda e parou, ela abriu os olhos e se encontrou fitando diretamente os olhos pretos do Professor Snape.

“Eu posso?” Ele disse, estendendo a mão direita. A esquerda estava comprimida na manga dele.

“Professor Snape…” McLaggen disse duvidosamente.

“Realmente,” Snape disse. “Senhorita Granger?”

“Hum… sim, claro”. Tremendo ligeiramente, ela aceitou a mão de Snape e foi surpreendida quando ele a dobrou nos braços com facilidade, conduzindo-a depressa em uma valsa.

“Eu assumirei que você escolheu permitir que o bobo a tocasse porque está preocupada com o que acabou de ouvir em meu escritório?” Ele disse em voz baixa. (N/T: rsrsrsr, como ele soube?)

“O quê? Eu --"

“Não perca tempo negando. E se você decidir testar minha paciência expondo o anel novamente, amavelmente faça quando nós não estivermos em um quarto cheio de pessoas.”

“Sim, senhor,” ela disse. “Embora, se você desejasse passar imperceptível, eu não recomendaria uma dança. As pessoas estão olhando.”

“Deixe-os olhar. Há questões que precisamos discutir claramente. Eu dançarei com a Professora McGonagall depois, e então com a Professora Sprout, e então, talvez, com a Senhorita Lovegood estranha. Ninguém se lembrará de qualquer coisa, mas do fato que eu dancei.”

“Seus colegas podem não notar nada anormal, mas eu posso assegurá-lo que Harry vai.”

“Considere como o troco, Senhorita Granger. Você me incomodou, e agora você também será incomodada. E enquanto nós estivermos no assunto ‘indiscrições’, você bisbilhotou atrás de parte do enigma, não? Ou você confia em mim e não diz nada do que ouviu, escondendo o que seria talvez minha deslealdade, ou você corre a Dumbledore e, fazendo isso, prova a ele que já falhou ao que ele pediu a você.” (N/T: Uau!!!)

Hermione não conseguia pensar em nenhuma resposta cortante, quando ele sucintamente, e totalmente, esboçara o problema de outra forma. “Eu não sou bisbilhoteira,” ela disse, fazendo carranca.

Ele fez uma volta rápida, e ela acompanhou, o vestido flutuando atrás. “Não?” Ele disse. “Do que se chama alguém que invade um escritório privado sem o consentimento nem conhecimento do dono?”

“Eu estava tentando escapar do McLaggen,” ela disse. “Para não incomodá-lo.”

“E você considerou como miseravelmente tratou o pobre Sr McLaggen? Primeiro você o convida a esta festa, acredito que para enfurecer o menino Weasley; então passa a noite correndo dele, para só se lançar nos braços dele no momento em que está frustrada? Tão… Sonserino... da sua parte, Senhorita Granger”. (N/T: Uau!!!²)

Ela se sentia corando. Não tinha pensado naquilo daquele modo. “Céus, tomara que ele não esteja chateado ou sofrendo,” ela replicou. “Eu devo bejá-lo e afagá-lo para compensar meu comportamento terrível?”

“Eu não acho que deva,” Snape disse. “No momento, eu tenho a intenção de assegurar que nosso… contrato… está intacto”.

“Bem, senhor, se você apenas explicasse --"

“Por que eu deveria me explicar a você? Você ouviu algo que não é da sua conta, e agora armou uma confusão em cima disso. Eu não vejo nenhuma necessidade para confortar pessoas que --" (N/T: eita!!!)

“Eu não preciso de conforto; Eu apenas preciso acreditar que --"

“O que você acredita não tem a conseqüência mais leve sobre mim. Estou interessado em saber o que está disposta manter.”

“Me dê uma razão para continuar.”

“Oh, eu posso fazer melhor, Senhorita Granger. Eu lhe darei três. Primeira,” ele a deitou ligeiramente quando ele virou-se nas solas dos pés, “e esta deveria ser a mais importante -- porque você fez uma promessa. Segunda, porque você não entende o que ouviu; e Terceira,” ele sussurrou perto da orelha dela, “ porque eu estou ao seu lado, sua pequena crítica insofrível”. (N/T: nooossa)

Apesar das palavras dele, a mão dela apertou a sua. A música estava rolando, e ele a estava conduzindo o mais rápido e mais rápido ao redor. Ela tentou pesar os prós e os contras da situação, mas era tão difícil com a música e a dança e a respiração dele no pescoço dela. Talvez fosse o que ele pretendera. Ela pensou captar um olhar rápido da face incrédula de Harry quando girou. Snape tinha razão, é claro. Ela tinha prometido. E Dumbledore acreditava nele, estava certa disso; caso contrário ele nunca teria lhe pedido….

“Eu devo compreender seu silêncio como concordância?” (N/T: ele é o máximo, rsrsrsrs)

“Sim, senhor,” ela disse quietamente, entretanto pensou: Por agora.

“Muito bem. O Professor Dumbledore me pediu que perguntasse sobre seus planos para o feriado”.

“Meus planos para o feriado?”

“Como é encantador quando você repete tudo que eu digo”. (N/T: hsaushausaushuahsuashau)

Ela luziu a ele mas não soltou o aperto da mão dele. “Eu tinha planejado ir para casa dos meus pais.”

“Isso não fará.”

“Perdão?”

“Eu estou certo de que você percebeu que como uma nascida trouxa e uma amiga de Potter, o Lord das Trevas tem interesse em você.”

Ela empalideceu ligeiramente e esperou que ele continuasse.

“Dumbledore sente que seria melhor se você permanecesse em Hogwarts durante os feriados, para sua própria proteção e para pôr um pouco de distância entre você e sua família.”

“Mas, por que eu vou --"

“Sua primeira lição em duplicidade, Senhorita Granger, é isso: você tem que parecer detestar a pessoa que mais ama. É o único modo de mantê-la segura.”

A música terminou, e ela saiu do aperto de Snape.

“O que contarei ao Diretor?”

“Diga que eu ficarei.”

“Bom. Nós discutiremos isso, então,” ele disse e deixou ali, confusa, no meio da pista de dança.

“Minerva,” ele disse suavemente, “você gostaria de dançar?”

Você tem que parecer detestar a pessoa que mais ama. As palavras de Snape ecoaram na mente dela quando Harry aproximou-se por trás.

“Hermione,” ele assobiou, “que diabos foi isso?”



Nota: * Foxtrot (em inglês fox-trot) é uma dança de salão e um ritmo musical que leva o nome de seu inventor, o ator norte-americano Harry Fox. (Texto retirado da Wikipédia)


N/B: Geeente! Aniversário do Sev não poderia passar em branco, não? Por isso, a Ligia e eu corremos contra o tempo para re-postar os três primeiros capítulos e esse capítulo aqui! *-* Parabéns ao Sev! \o/


“Você tem que parecer detestar a pessoa que mais ama” *chora litros*

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