Dezembro; a notícia de que o natal estava próximo estava enlouquecendo Gina. Vendo por esse lado, eu tenho certa sorte. Por não precisar me preocupar com o feriado natalino, eu digo. Já que eu passo o natal sozinho analisando relatórios como estou fazendo neste exato momento.
- Draco? – ela falou entreabrindo a porta e exibindo parte de sua cabeleira ruiva – Posso entrar?
- Uhun – eu murmurei antes de voltar os olhos para os relatórios que tinha que revisar.
- Ta ocupado?
- Não para você, ruiva. – ela sorriu timidamente ao ouvir meu comentário. – Mas, diga, o que a trouxe aqui?
- Sabe o que é Draco... – ela iniciou manhosa – Nós temos esse lance e eu queria saber se você gostariadepassaranoitedenatalcomigoeminhafamília.
- Ahn?
- Você gostaria de passar a noite de natal comigo e minha família?
- Gina, você sabe que eu não gosto muito dessa coisa toda de natal!
- Vamos, vai ser legal
- Gi, não ia dar certo. Sua família e eu não nos damos muito bem.
- Draco! Tenho certeza que eles saberão como se comportar. Além do mais, eu vou estar lá com você.
- Mas e seus pais?
- Meu pai não se incomodaria e mamãe adoraria.
- Gina, por favor! – eu estava ficando sem argumentos – E o Potter? Ele e a Granger certamente estarão lá!
- Mione agora é da família, pois ela casou-se com Rony. E Harry... Bom, ele vai estar com Luna, que está grávida. Logo, eles não irão preocupar-se com sua presença, muito menos com uma rixa boba de escola. Vamos Draco!
- Ok! Eu vou, satisfeita?
- Claro que sim! – ela me beijou – Não vai se arrepender, Draco.
“Espero que não”, eu pensei.
Oh Merlim! O que eu fiz? Acabei realmente de aceitar passar o natal com os Weasley? Eu não estava na minha sanidade total! É isso que Gina faz comigo... São os Weasley. WEASLEY! Eles são ruivos e sardentos! E ainda por cima eu tinha certa atração por uma deles. Quero dizer, ela me fez acreditar em Papai Noel! Sim, Papai Noel. Logo eu, que nunca acreditei – ou não quis acreditar – no ‘Bom Velhinho’. O que o amor não faz com um homem. Espera. Espera, um pouco. Eu disse AMOR? Não que não esteja gostando de Gina. Mas amor é algo... forte demais. Não sei ao certo o que estou sentindo por ela. Se amor é pensar em Gina o dia inteiro e sorrir como um completo idiota só por saber que ela está olhando pra mim... Então, sim. Talvez esteja apaixonado por ela. Mesmo sabendo que amá-la seria uma loucura total. Merlim! Eu não me apaixono certo? Céus! Isso vai acabar me deixando louco. Se é que ainda não estou.
Acordei com uma coruja bicando minha janela. Levantei e a abri, deixando-a entrar. Ao passo que esta apenas soltou o pacote e o bilhete endereçado a mim e lançou-se novamente para fora de meu quarto.
Já tinha certa noção do que fosse. Abri o embrulho cuidadosamente e sorri ao ver seu conteúdo – um suéter acinzentado com um grande ‘D’ verde esmeralda – que, a meu ver, era absolutamente típico dos Weasley. Li o pequeno bilhete que fora escrito por Gina. Só então lembrei que havia enviado seu presente na noite anterior – uma fina corrente de ouro e diamantes.
Draco,
Espero que goste do meu presente assim como gostei do seu. Vemo-nos a noite.
PS.: Eu e minha família usamos os suéteres na noite de natal; então, se quiser usá-lo, fique a vontade.
Feliz Natal,
Gina.
Mandei uma resposta por minha coruja negra, já que a coruja de Gina não a esperara.
Gina,
Que bom que gostou de meu presente. Não sabe como foi difícil encontrá-lo. Também gostei muito do suéter. Usarei a noite, assim não me sentirei tão deslocado.
Feliz Natal,
Draco.
Chegara a hora. Encontrei com Gina e aparatamos n’A Toca, a velha casa torta dos Weasley.
Quando adentramos a casa dos Weasley todos pararam o que estavam fazendo quando nos viram – ou seria quando me viram. Apenas depois de uma curta sessão de apresentação, já que eram poucos ali os que não me conheciam, as coisas voltaram ao normal.
Passei grande parte do tempo conversando com Percy e sua esposa, Audrey. Gina, obviamente, estava conversando com todo o resto da família.
A mãe de Gina, Molly (como ela me pediu para chamá-la), cozinhava como ninguém. Isso ficou mais claro ainda durante a ceia.Acho que até engordei.
Depois dessa incrível ceia de natal, Gina e eu fomos para os jardins da casa:
- Então, o que achou? – ela disse num meio sorriso olhando diretamente para meus olhos.
- Sabe Gi... Eu nunca comemorei o natal. E você me mostrou que eu só estava perdendo tempo ao me afastar desse dia. – eu confessei fazendo-a alargar ainda mais seu sorriso. – Obrigado, ruiva! Por se importar comigo.
Ela não disse nada. Apenas me beijou.
É incrível como as pessoas podem mudar. É incrível também como uma única pessoa consegue mudar alguém como eu.
- Feliz Natal, Draco!
- Feliz Natal, ruiva! – eu disse antes de beijá-la novamente.
Talvez o natal não seja o que eu pensava, ele pode ser maravilhoso quando você está acompanhado de pessoas que te fazem sentir-se feliz. Mesmo que essas pessoas sejam quem você menos espera. E, talvez, eu não o odeie tanto assim.
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N/A: Feliz Natal! Espero que tenham gostado
bjooo!
comenta viu galeera!
obg.
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