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6. 29 de novembro, praia


Fic: Até as últimas consequências - FIC DE AMIGO SECRETO 2008


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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03:25, domingo, 29 de novembro, Three Shells Beach

- Draco. – ela o chamou baixo, sua voz soando bem próxima ao ouvido dele, tentava ao máximo não assustá-lo com os chamados. - Draco, acorde!

Lentamente, ele foi abrindo os olhos e deixando que sua visão se ajustasse com a claridade forte que vinha das lâmpadas acima de sua cabeça, não sabia ao certo quando aquelas luzes haviam sido acesas, sabia apenas que Hermione estava ali, bem diante dele, ajoelhada sobre a cama e com o rosto muito próximo do seu. Tentou reorganizar os fatos em sua cabeça e todas as lembranças daquela noite surgiram violentamente.

- O que aconteceu? – Draco indagou a ela, piscando algumas vezes mais e sentando-se sobre a cama.

Hermione se afastou para dar espaço a ele, suas bochechas estavam rosadas assim como seu nariz e seus olhos, também inchados. Draco sabia que aquela fisionomia deprimente era conseqüência de uma noite inteira de choro convulsivo, mas não havia nada que pudesse fazer por ela, sabia que a única pessoa que realmente podia tomar algum tipo de atitude era ela e, no caso, seria romper de uma vez por todas aquele noivado com Harry. Quantas discussões mais ela precisaria ter com o moreno para que Hermione entendesse que havia, ali, incompatibilidade de seres?

- Eu não consigo dormir. – respondeu a ele, suas expressões cansadas eram até mesmo assustadoras para Draco.

- Eu disse que podia dormir na cama, Granger.

A lembrança dela aninhada contra as próprias pernas à beira de sua cama surgiu vivamente em sua cabeça, não havia como não se solidarizar com ela, ainda mais quando sabia que ela estava passando por um momento difícil. Draco queria entender, realmente, o que sentia por ela. Algo dizia-lhe que não era apenas atração, mas era tão inexperiente nesses tipos de assuntos que mal era capaz de compreender seus sentimentos por ela.

- Não é por isso, Draco. – suspirou cansada, seus piscares de olhos eram levemente sonolentos. - Eu só estou muito irritada pra conseguir dormir, entende?

- O que quer que eu faça, então? – não sabia ao certo como poderia ajudá-la, mesmo que quisesse, da sua forma, mas poderia ajudar. - Eu posso animá-la um pouco.

Sorriu malicioso para ela, puxando-a para próximo dele pela cintura fina e aninhando-a contra seu peito. Era uma noite quente e, por tanto, optara por dormir sem camisa. Hermione ponderou, por alguns instantes, o que realmente desejava que ele fizesse por ela, mas não sabia ao certo o que ela realmente queria. Uma noite de amor não, definitivamente, não. Estava deprimida demais para até mesmo desejá-lo. Conversar, desabafar, era algo que ela gostaria de fazer, mas sabia que ele não iria ouvi-la realmente interessado, Draco não era um bom tipo de ouvinte e conselheiro, sabia que apenas perderia seu tempo com ele, mesmo que isso pudesse diminuir boa parte de todo o peso de sua consciência por ter dito coisas horríveis ao seu noivo naquela última discussão que tiveram - a mais séria de todas. Foi quando avistou, descansando sobre a pequena cômoda ao lado da cama, a chave da caminhonete de Draco. Esticou seu braço o suficiente para agarrar a chave, erguendo-a a altura dos olhos dele e balançando-a para que ele soubesse do que ela estava falando realmente.

- Só me leve para dar uma volta, Draco. – pediu a ele, seus olhos implorando para que ele aceitasse. - Qualquer lugar.

Draco não tinha certeza se era realmente uma boa idéia levá-la para qualquer lugar, claro que tinha seus lugares e eles eram realmente interessantes, realizaria uma de suas maiores vontades, que era levá-la para sair, sem que temessem flagras constrangedores. Mas Hermione não parecia estar em seu melhor momento, agora. Sabia que tudo o que ela precisava era de um bom sono para que repusesse suas idéias em seus devidos ligares e, certamente, quando o dia amanhecesse, ela poderia tomar as decisões corretas e que julgasse serem as melhores para ela, mesmo que ele desejasse que ela optasse pelas escolhas que também fossem melhores para ele.

- Você tem certeza? – Draco perguntou a ela, pela primeira vez realmente estava preocupado com ela. - É bem tarde agora.

Nada disso importava para Hermione, tudo o que ela queria era esquecer que seu relacionamento com quem havia aceitado se casar estava indo de mal a pior e que não sabia ao certo se deveria estar contente com isto ou realmente muito deprimida.

- Por favor, vamos?! – pediu novamente, seus olhos brilhando em um tipo de súplica, ainda balançando a chave do automóvel bem diante dos olhos dele.

Sem escapatórias alguma, Draco aceitou, por fim, levá-la para dar a volta que ela tanto dizia precisar. Levantaram-se da cama e apanharam os casacos, prevendo que o tempo poderia esfriar. Draco vestiu a primeira camisa que encontrou em meio às suas coisas - pólo azul clara-, agradável para o lugar que tinha em mente, sempre quisera levá-la até lá, sempre achou que seria um lugar perfeito para dois amantes despreocupados.
Desceram as escadas até a sala em passos vagarosos, evitando qualquer tipo de ruído que pudesse chamar a atenção de Harry, talvez o moreno também estivesse acordado, remoendo a discussão da noite passada e lamentando seja lá pelo o que exatamente tenha dito à Hermione e que a deixara tão furiosa com ele.

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- Você ainda pode mudar de idéia, Hermione. – informou a ela, encaixando a chave na ignição, prestes a dar partida. – Se voltarmos pro quarto eu posso tentar distraí-la. Vai valer à pena, acredite.

Riram fracos com a piada de Draco, mas ela não iria desistir fácil de sua escolha. Precisava espairecer as idéia, e aquele apartamento não era o lugar em que ela realmente desejava fazer isso. Todos aqueles cômodos estavam impregnados de cheiros, lembranças, e queria se livrar de todas elas para que pudesse pesar em sua própria balança as decisões que pretendia tomar.

- Ligue isso logo, Draco, antes que o dia amanheça. – incentivou-o, sorrindo marota. – Eu sei o que estou fazendo.

Draco percebeu a mudança de humor tão repentina dela, agora entendia o quanto ela realmente precisava respirar novos ares. Girou a chave e escutou o ronco dos motores, pensou que talvez Harry também tenha escutado de seu quarto, no quinto andar daquele prédio, e que, provavelmente, estaria indo até o quarto de Draco verificar se Hermione ainda estava ali e, assim, confirmar as suas suspeitas de que ela havia mesmo fugido com o louro, deixando-o definitivamente. Mas ela não estava fugindo com ninguém, estava apenas escapado de seus problemas e de seu noivo possessivo.

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Estavam se afastando cada vez mais do bairro em que residiam, seguindo por ruas sinuosas em caminhos que Hermione nunca havia feito antes. Era uma madrugada incrivelmente quente e por isso dirigiam com todos os vidros abertos, esvoaçando os cachos castanhos dela e, caso os cabelos de Draco não tivessem sido aparados recentemente, estes também estariam esvoaçando-se contra o vento. Aquela caminhonete não era o tipo de automóvel que Draco ostentava possuir, mas com a perda de toda sua herança pelas conseqüências drásticas da guerra, era o único que havia sido capaz de comprar com seu próprio dinheiro bruxo convertido para o trouxa, obviamente. Ao menos ele possuía um automóvel, eficiente o suficiente para levá-los ao qualquer lugar que Draco já tinha em mente.

- Bebidas, Draco! – exclamou ligeira, assustando-o. - Nós precisamos de bebidas.

- Você vai querer se embebedar agora, Granger? – ironizou, despejando-lhe um olhar quase mortífero, sua preocupação com ela estava levando-o a proporções inimagináveis.

- Por favor. – implorou a ele, percebendo que não receberia resposta alguma em troca, foi quando deslizou pelo banco do passageiro e posicionou-se sobre o colo dele. - Eu prometo que não abuso do álcool.

Assustado pela presença repentina da castanha sobre seu colo, Draco freou o carro bruscamente, haviam acabado de entrar em uma rua completamente deserta, senão por uma variedade de bares e restaurantes muito a frente dali, onde se podiam ver apenas as luzes faiscantes dos estabelecimentos. Hermione esboçou seu melhor sorriso a fim de cativá-lo o suficiente para que ele cedesse ao seu pedido por bebidas.

- Você está abusando de outro alguém e de outra forma, sabia? – Draco brincou, rindo malicioso e segurando-a firme pela cintura.

Ela já deveria estar acostumada com aquele tipo extremo de intimidade que havia entre eles, assim como com todas aquelas indiretas e provocações partindo do loiro, mas não era bem assim que ela se sentia. Mesmo que se repreendesse por ruborizar diante dele, Hermione não era capaz de fugir desse tipo de reação sempre que era surpreendida por qualquer uma das brincadeiras e ousadias que ele proferia a ela.

- Draco... – resmungou, esboçando uma expressão indignada pelo comentário dele. - Meu relacionamento está em crise e você ainda tem coragem de dizer essas coisas?!

Como se isto realmente importasse para ele, talvez nem ao menos fizesse a menor diferença. Dizendo isto, Hermione conseguiu desvencilhar-se dele e, abrindo a porta, descer do carro, até mesmo cambaleante. Draco desligou o carro, retirou a chave da ignição e pôs-se para fora, seguindo-a pelo mesmo caminho. Estavam indo direto para os bares e restaurantes, um pouco distantes dali.

- Por isso mesmo, eu sou o seu reserva. – Draco disse a ela, em resposta ao comentário anterior dela.

Tudo o que ela fizera fora esboçar sua pior expressão de repulsa, não que fosse exatamente isto que sentisse por ele, apenas sentia um gosto absurdo por irritá-lo. Talvez este fosse seu pior erro, sabia que ele não iria desistir dela nunca, afinal, ela dava razões para ele querer conquistá-la sempre.
Draco suspirou resignado, ela era realmente difícil de lidar, e agora não tinha alternativa alguma senão segui-la, por sorte lembrara-se de carregar dinheiro consigo.

- Eu quero Firewhisky, Draco.

Praticamente ordenou com suas palavras, obrigando-o a estreitar os olhos para ela e repensar na hipótese de realmente comprar alguma bebida para eles. Tudo o que menos desejava era ter que aturá-la de porre, naquela noite. Estavam próximos aos bares agora, o som das músicas que ecoava deles soava baixo devido à balbúrdia gerada pelas milhares de vozes alcoolizadas. Foi quando Draco se deu conta dos trajes que estava vestindo sobre o corpo, naquela noite. Havia sido pego de surpresa por ela, quando Hermione o acordara abruptamente pedindo por um passeio. Draco ainda vestia sua calça de moletom cinza e uma simples camisa pólo azul, assim como chinelos de dedo. Hermione, por sua vez, estava um pouco mais aprovável, vestindo uma calça jeans desbotada e uma blusa branca de alças, eram os trajes de festa que ela usara na noite anterior, os quais nem mesmo tivera oportunidade de desfazer do corpo devido à discussão que tivera com o noivo.

- Olha a vergonha que eu estou passando, Granger, e tudo por sua causa. – sorriu zombeteiro, se pudesse, riria de si mesmo.

- Ah, cale a boca, Draco. – bronqueou falsamente, empurrando-o de leve pelo ombro. – Você se preocupa demais com coisas sem importância.

Ela não tinha forças suficientes para conseguir nem mesmo desequilibrá-lo um passo sequer, mas não era exatamente essa a sua atenção. Visualizou-o por alguns instantes, deixando seus olhares críticos brincarem com a visão tão despojada do seu Draco Malfoy. Era tão magnífico admitir a si mesma que ele realmente era seu, de um modo como nunca imaginou ou desejou que ele fosse. Ela diria que ele estava até mesmo bem atraente naquelas roupas, mas isso só iria fazê-lo reclamar ainda mais, uma vez que não acreditaria em nada do que ela dissesse.

- Por que não vem calar então, Sra. Malfoy. – Draco a atiçou, sorrindo meio lábios e continuando na caminhada.

- Sra. Potter... – corrigiu-o, pondo-se na frente dele e fazendo todo o caminho de costas, apoiada contra os ombros dele em caso de algum eventual tropeço, o que ela não duvidava muito que pudesse acontecer. – Entendido ou eu preciso desenhar pra você?

Ele queria poder dizer “não”, e simplesmente isso. Afinal, o que exatamente ele sentia por ela? Talvez devesse ser algo realmente forte, caso contrário não a desejaria tão incondicionalmente. Havia um tipo de sentimento de posse que o tomava internamente sempre que estava com ela, mesmo que em muitas vezes ela estivesse acompanhada do noivo, e eram nessas situações que ele mais a desejava. Draco a puxou pela cintura para próximo de seu corpo e prendeu seus lábios aos dela, beijando-a de leve enquanto a erguia alguns centímetros consideráveis do chão e continuava o caminho.
Adentraram o primeiro bar que avistaram, efetuando a compra do desejado firewhisky que ela havia exigido a ele. Aquilo renderia um furo considerável em sua carteira, mas não se importava com isso. Só precisava ter em mente que não poderia permitir que ela ingerisse mais álcool do que deveria, realmente.
Retornaram para o carro alguns minutos depois, tomados por um tipo de animação que Draco não saberia precisar quando nem como surgira, sabia apenas que aquele passeio estava começando a surtir o efeito desejado.
As ruas eram cada vez mais sinuosas, seguindo trajetos até então desconhecidos para ela, mas Draco sabia perfeitamente bem para onde a estava levando. Hermione ligou o som em uma rádio qualquer, apenas buscando quebrar o silêncio que havia entre eles com qualquer som que não fosse o ruído do vento forte colidindo contra suas faces. Draco tamborilou os dedos sobre o volante, a curiosidade estava lhe corroendo por dentro, mas não sabia se era uma boa idéia remoer aquele assunto, afinal, ela estava em tão bom humor que temia quebrar esse status. Mas decidiu que precisava, mesmo que no final tudo desandasse.

- Então, por que discutiram dessa vez? – Draco perguntou a ela, sem tirar os olhos da estrada deserta.

Hermione suspirou pesadamente, seu bom humor parecia querer se esvair apenas com a possibilidade de lembrar-se da discussão passada. Formulou a resposta que daria à pergunta dele e a soltou o mais profundamente que fora capaz, poderia desabafar com ele, já que Draco parecia interessado.

- Eu não agüento mais aquele idiota. – disse a ele, fechando os olhos quando as mechas de seu cabelo colidiram contra sua face. – Ele tem me irritado muito ultimamente.

- Mais um motivo pra você terminar logo com ele. – Draco ironizou, sorrindo simpático e fitando-a, mesmo sem resposta nos olhares.

- Eu tenho pensado muito nisso, sabe... – comentou Hermione, fitando-o no mesmo momento em que ele voltava os olhares para a pista afora.

- Aham... – concordou, mas havia tom de sarcasmo em sua voz, e era essa sua intenção. - Eu sei que você é louca por ele, você não teria coragem de deixá-lo.

- Harry talvez não me mereça mesmo. – prosseguiu ela, sem dar muita atenção ao que ele havia dito.

- Você está dizendo bobagens, Granger. – discordou dela, tamborilando seus dedos novamente, não eram as palavras que realmente gostaria de dizer a ela, mas algo dizia que sinceridade talvez fosse interessante, naquele momento.

- Sabe por que nós discutimos? – indagou a ele, interrompendo-o da linha de raciocínio que ele estava tentando manter, havia uma leve empolgação em sua voz.

- Não faço idéia. – respondeu sincero, na verdade, essa havia sido sua pergunta inicial, e que não fora respondida.

- Porque eu me recusei a dormir com ele. – respondeu direta, erguendo seu lábio superior para os lados em um sorriso faceiro demais para quem discutia de sua própria relação mal sucedida.

- Por que fez isso? - Draco questionou, levemente intrigado, fitando-a ainda mais interessado naquela conversa. - Pensei que...

Mas não conseguiu terminar sua frase, não sabia ao certo o que dizer, nem mesmo se deveria. A verdade era tão óbvia, então não havia porque questioná-la: Hermione não estaria com Harry se não o amasse, logo Draco não significava nada para ela senão uma aventura, uma experiência, ou qualquer outro tipo de denominação que aquela relação pudesse e merecesse receber.

- Porque eu não sinto mais atração por ele. – Hermione respondeu de forma sonhadora, sua voz sussurrante, porém audível.

Ela estava confessando uma realidade nova em sua vida e, por que não incomum? Aquilo não estava certo, ela sabia que não, mas não era algo que deixasse alternativas.

- E por quem sente atração, então? – Draco indagou a ela, fazendo uma curva e reduzindo a velocidade, pronto para estacionar o carro no ponto de chegada.

Ele sabia bem a resposta que ela daria, era óbvio, afinal, ele era a segunda alternativa dela, depois de Harry, a não ser que ele não soubesse de outros possíveis casos que ela pudesse ter, uma idéia absurda, na verdade.

- Eu só penso em você, agora, Draco. – respondeu a ele, virando-se na direção dele e apoiando o cotovelo sobre o encosto do banco para fitá-lo melhor. – Eu sei que eu não deveria me sentir assim, mas é inevitável. Nós passamos tanto tempo juntos que acho que estou... encarando os fatos de uma forma diferente.

Com aquelas palavras, Draco sentiu seu coração sofrer sobressaltos, mesmo que estivesse esperando por aquilo. Mas não sabia como lidar com aquilo, seus sentimentos eram obscuros e não sabia ao certo o que deveria dizer em resposta a ela. Freio a caminhonete, estacionando-a em uma dos milhares de vagas livres ali, eram os únicos afinal. Hermione deixou seus olhares vagarem para fora do carro e visualizou as ondas do mar quebrando-se de forma tão graciosa, podia sentir a brisa gélida peculiar de lugares litorâneos.

- Legal. – Draco respondeu a ela, sorrindo fraco e desligando o carro, ao mesmo tempo em que desfazia seu cinto de segurança e preparava-se para deixar o automóvel.

As expressões de Hermione se modificaram rapidamente de orgulhosa por admitir sua nova condição de mulher apaixonada para uma expressão decepcionada pela representação chocha de empolgação partida de Draco. Imitou-o, saindo do carro e dando a volta pelo mesmo, sem se esquecer da garrafa de firewhisky que carregara no colo a viagem toda, até que o alcançasse já próximo das poucas escadas que os levariam até a areia da praia.

- Como assim, Draco? – pediu a ele, sem mentir quanto à sua decepção. – Você só tem isso a me dizer? Você deveria estar contente, não deveria, Malfoy?!

- Eu até estaria... – respondeu a ela, alcançando a areia e focalizando seus olhares no mar ao horizonte, até que completasse sua frase - Se soubesse que você está sendo sincera.

Hermione permaneceu em silêncio por alguns instantes, absorvendo aquelas palavras. Haviam sido até mesmo dolorosas para ela, sentia que seus sentimentos estavam em ruínas agora, e se importava com isso, já que seu noivado parecia dar provas de que não duraria por muito tempo mais. Havia uma razão para sua relação imperfeita com Harry, e não era o fato de Draco ter modificado todos os sentimentos dela, mas sim o fato de que Harry não era mais o mesmo, a guerra o transformara em uma pessoa amarga e impiedosa. Mas ela continuara a mesma.
Caminharam para um pouco mais próximo do mar ainda em silêncio, onde as ondas quebradas beijavam a beira da praia. Hermione retirou suas sandálias rasteirinhas e as jogara para trás, ao mesmo tempo em que corria para molhar os pés na água salgada e sentir a consistência fofa da areia molhada. Draco sorriu com a imagem visivelmente contente de sua castanha, depositando suas mãos nos bolsos de sua calça de moletom e repensando melhor nas declarações que ela havia feito a ele, hoje. Talvez ele devesse retribuir, à altura, mas e suas incertezas? Não podia dizer um “eu te amo” sem ter certeza se seria apenas um “eu te quero”.

- Venha, Draco.

Era irrecusável aquele pedido. Mesmo que a amasse, ele definitivamente a queria bem mais. Caminhou até ela, desfazendo-se dos chinelos de dedo e lançando alguns jatos de água com chutes na direção dela, fazendo-a rir como uma boba e impedir de encharcar-se. Draco se aproximou dela e a tomou para si em um abraço firme, ponto seus braços em torno da cintura dela, enquanto ela enlaçava os seus em torno do pescoço dele, ainda segurando a garrafa de bebida em uma das mãos. Capturaram seus lábios ao mesmo tempo em um beijo sedento, porém suave, seus lábios úmidos roçando-se sedutoramente e de forma excitante.
A maré estava baixa naquela noite, costumava ser assim até que o dia começasse a amanhecer. Draco a puxou consigo para que se sentassem sobre a areia, um pouco distantes da margem da praia, no que ela o obedeceu prontamente. Hermione estendeu a garrafa de bebida para ele, pedindo mudamente para que ele a abrisse. Assim que ele livrou a tampa, levou a boca da garrafa até os lábios e deu um grande gole na bebida, que desceu rasgando por sua garganta. Hermione tomou a garrafa para seu domínio e repetiu a atitude dele, rindo como uma boba quando sentiu a ardência em sua garganta. Foi quando se lembrou de uma brincadeira interessante que, por sinal, havia aprendido com Draco em uma tarde que passaram juntos no apartamento, sem absolutamente nada para fazer, e ainda não havia relação alguma entre eles na ocasião, o que tornava aquele momento ainda mais hilário. Hermione sorriu faceira, arquitetando o que diria.

- Eu nunca pensei... – iniciou, obrigando-o a desviar os olhares das ondas e focá-los nela, curioso pelo restante daquela frase. -... Que fosse desejar meu inimigo.

Sorriu divertida, dando um longo gole da bebida e observando o modo como Draco a estava olhando, agora. Era uma daquelas brincadeiras em que você nega algo, podendo se contradizer nisto e, assim, virando a bebida como em prenda. Portanto, ela havia, sim, o desejado. Era a vez dele, e sorriu ao observá-lo tomar a garrafa de si. Draco permaneceu com a garrafa nas mãos por longos segundos, o que fez Hermione pensar que ele realmente nunca a havia desejado, de verdade. Até que ele levasse a boca da garrafa aos lábios e desse um gole considerável do líquido.
Ambos riram diante da cena, mas aquela constatação era óbvia demais. Cessando os risos, Draco esboçou uma expressão pensativa na face, deixando seus olhares percorrerem o corpo dela de forma libidinosa, enquanto lhe estendia a garrafa novamente, queria que ela fosse a primeira a beber – ou não.

- Eu nunca... – iniciou, fitando-a nos olhos. -... Fiz sexo na areia da praia.

Hermione sorriu com aquela negação, apertando as bordas da garrafa e desejando poder bebê-la, mas realmente nunca havia feito sexo na praia. Por isso, passou a garrafa a ele, observando-o não apenas tomá-la de sua mão como, também, tomar um gole grande da bebida com urgência. Hermione arregalou os olhos sem acreditar naquilo.

- Com quem você já fez isso, Malfoy? – indagou a ele, curiosa e pasma.

- Com uma mulher muito atraente... – disse a ela, sorrindo meio lábio e observando-a com o cenho franzido. - Mas ela é comprometida. – afundou a garrafa ainda cheia sobre a areia, ao lado de si. - E eu já deixei uma marca nela.

- Eu sei quem ela é. – constatou sorrindo largamente e pondo-se de joelhos diante dele.

- E sabe onde ela está agora? – perguntou zombeteiramente a ela, observando-a se aproximar e apoiar as mãos sobre seu ombro.

- Bem aqui!

Por alguns instantes, Hermione realmente pensou que ele já houvesse trazido algumas de suas garotas provisórias para aquela praia e desfrutado de sexos enlouquecedores à beira mar. Era tão doce a forma como ele a atiçava, como ele gostava de irritá-la, enganá-la e provocá-la. Hermione temia que estivesse realmente apaixonada por ele, porque sabia que sofreria com isto bem mais do que estava sofrendo com Harry.
Draco depositou suas mãos sobre a cintura fina dela e a trouxe para seu colo, onde seus lábios se uniram em um beijo ardente e longo. Hermione passeava suas mãos por dentro da camisa pólo dele, até deslizá-la pelos braços fortes do louro e por sua cabeça, jogando-a distante dali. Sua visão era bem mais interessante agora, mas mantinha os olhos hermeticamente cerrados com os beijos que estavam sendo despejados sobre seus ombros e as mordidas ousadas em seu pescoço. Draco brincou com as alças da blusa que ela usava, ponderando se a despiria também. Decidiu que não iria se privar de seus desejos, e eles estavam falando alto naquele momento. Assim que se livrou da blusa dela, Draco expandiu e prolongou seus beijos também sobre o colo dela, seus seios desnudos e perfeitos expostos para que ele os massageasse com a excitação que o consumia. Hermione deixou que gemidos abafados ecoassem do fundo de sua garganta, sem poder evitar as reações involuntárias em seu baixo ventre, aquela vibração prazerosa que não era a mesma sem que fosse provocada por ele, seu Draco Malfoy.
Draco mordiscou de leve o lóbulo da orelha esquerda dela, enquanto suas mãos escorregavam por sua espinha e invadiam parcialmente a calça jeans que ela usava, lembrando-se de que precisava desabotoá-la e, assim, ter acesso bem mais fácil à calcinha rendada que ela usava. Brincou com as tiras laterais da peça intima por algum tempo significativo, iniciando o processo para livrá-la daquela calça. Hermione agarrou-lhe forte os ombros, cravando suas unhas neles e podendo imaginar com seu tato as poucas sardas que lembrava que ele tinha naquela região. Capturaram os lábios em um beijo urgente no mesmo instante em que Hermione era despida de sua calça jeans, voltando a postar-se cobre o colo dele na posição de pernas cruzadas em que ele se encontrava. Foi quando ela pôde sentir, através do pouco e fino tecido de sua calcinha, toda a excitação do louro visível no volume que se sobressaltava de seu moletom, e sabia que ele não deveria vestir mais nada por baixo dela.

- O que existe entre nós Draco? – indagou a ele sussurrante, beijando-lhe o pescoço e os ombros repetidas vezes.

- Você não sabe? – respondeu retórico a ela.

Nesse mesmo instante, Draco a segurou firme pelas costas e inclinou-se para frente, levando-a consigo fortemente atada contra sua cintura. Deitaram-se sobre a areia seca, Hermione podia sentir os grãos de areia roçando desconfortavelmente em suas costas.

- Eu estou confusa, Draco.

Ele pareceu pensar por alguns instantes no que diria a ela. Aquela pergunta tinha, sim, uma resposta, só não sabia ao certo qual, mas se talvez forçasse as idéias pudesse chegar a alguma conclusão convincente para ambos.

- A nossa relação é instável, Granger. – respondeu a ela, como em um lampejo repentino. - Veja.

Hermione descansou as pernas ao lado do corpo, observando-o desenhar algo sobre a areia ao lado deles. Eram iniciais e ficaram bem óbvias quando ele terminou todo o processo artístico. Havia um HG entrelaçado a um DM e, em torno destas iniciais, um coração um tanto mal feito. Hermione não entendia o que ele pretendia com aquilo, mas deveria fazer algum sentido, ele era bom nesse tipo de jogo.

- É assim que funciona, Hermione. – disse a ela, apoiando-se sobre o antebraço para que não pesasse sobre ela. -Quando a maré subir, não restará indícios algum de que aconteceu algo entre nós. É bem simples, por mais que não pareça. Então acho que a gente pode lidar perfeitamente bem com isso, não?

Com aquela explicação tudo pareceu perfeitamente claro para ela. E talvez ele tivesse razão, era assim que as coisas deveriam funcionar para eles. Não era nenhum tipo de comédia negra, era apenas uma condição inquestionável. Amantes sempre.

- Certo. – sorriu terna, sentia que lágrimas ameaçavam se formar em seus olhos. - Eu entendi. – piscou firme e permaneceu de olhos fechados por alguns instantes, espantando qualquer tipo de desejo de iniciar algum pranto, ali. - Belo desenho, Malfoy.

Draco sorriu largo para ela, sabia o quanto aquela situação era dificultosa para ambos, mas não havia nenhuma outra forma de lidar com aqueles sentimentos senão aquela. Eles eram tão diferentes em termos de personalidade e carga histórica que temiam que não dessem certo juntos.

- Melhor a gente aproveitar então. – Draco propôs a ela, beijando-a possessivamente nos lábios.

Mais uma vez, como de tantas outras, entregaram-se completamente um ao outro, sem levar em consideração nenhum tipo de atrito que já possa ter havido entre eles. Era por causa dele que Hermione sentia seu noivado desmoronar, era por desejá-lo tanto, e apenas ele, que sabia que não poderia ser de mais ninguém. Draco só precisaria aprender a lidar com seus sentimentos e confessá-los a ela.

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Aquela praia era despovoada o bastante para que não se importassem com possíveis intromissões. Era quase manhã, agora. Naquela região, os raios de sol começavam a surgir fracos no horizonte naquele horário. Foi quando, entre orgasmos, gemidos, estocadas firmes, danças ritmadas de corpos e beijos cada vez mais sedentos, Hermione sentiu a água salgada acariciar-lhe as costas, sobre a areia que antes estivera seca. As pequenas ondas iam e vinham, molhando-a e arrepiando-a completamente. Draco estivera certo, desde o inicio, era assim que tudo terminaria.

- Ah, não! – disse ela, constatando que a maré subira e não restavam indícios algum de que um coração com suas iniciais haviam sido modelados naquela areia.

Draco sorriu tristemente, preparando-se para deixá-la após mais um de seus orgasmos. Precisavam voltar para o apartamento e evitar maiores atritos com Harry.

*CONTINUA

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N/A: Oi gente!!!
Quanto tempo né?? hahaha
inacreditável... mas eu estou de volta... ou QUASE de volta!
Cheguei em Manaus de mudança na quinta a noite (15 de janeiro) e ainda tô tentando arrumar a zona que virou a nossa casa aqui. Estamos montando os móveis e colocando tudo no lugar... ainda sem tempo pra escrever o último capitulo de Era para ter sido apenas um jogo que eu tive que deixar em Hiatus.

Mas logo, logo eu começo a escrever... antes eu preciso mesmo arrumar as coisas por aqui

e como essa fic já tá finalizada... eu vou continuar atualizando... mas pra isso eu quero comentários. Tipo assim, MUITOS COMENTÁRIOS
hahaha

já li todos desde os primeiros capitulos que eu postei... vcs sabem... os dois anteriores (antes desses de hoje) foram a Ju que postou.

VALEU JU... se não fosse você (morrendo de saudade das nossas zueras no msn).

E valeu mesmo pelos comentários genteee... vcs fazem a minha alegria
hUAHuhAUa

e desculpa mesmo por esse sumiço... mas essa mudança não foi nada fácil!
hahaha

adoro vocês!

bjuuuss e COMENTEMM!!!!!!!!


FIC NOVA NO AR!!!!

• Doce Sepulcro - [Short Fic] - [Drama] - [Dramione]
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LEIAM!!!!!!

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