Capítulo II – A Herança de Sirius
Oi Harry,
Estou bem sim, também com saudades.
Beijos,
Mione.
Harry olhou de novo procurou, mas não tinha nada escrito além disso, “Será que tem outro cara?”, pensou triste, “Não, se tivesse, ela teria me contado!”. Tentou se convencer, Abriu a carta que a coruja marrom tinha trago, achou estranho, uma carta de Gringotes, o banco dos bruxos, então ele a abriu:
Sr. Harry James Potter,
Em testamento, seu padrinho Sírius Black, deixou-lhe além da fortuna da família Black, uma casa, que infelizmente não podemos rastreá-la. Mas isso agora lhe pertence.
Atenciosamente,
Green Gobelin
Ministério da Magia
Ao terminar de ler a carta, Harry sentiu imensas saudades de seu padrinho, e sentiu vontade de sumir, “Afinal foi por minha culpa que Sírius morreu, se eu não quisesse dar uma de herói, nada disso teria acontecido!”, pensou triste. De repente um estalo, claro que podia sumir, afinal agora, era dono da casa que ficava no Largo Grimauld nº. 12, afinal, a ORDEM DA FÊNIX tinha mudado de sede. “Claro, agora posso ir pra lá”, pensou um pouco mais feliz.
Harry começou a arrumar suas coisas e esperou anoitecer para que ninguém o visse sair, não que os Dursleys se importassem, mas porque depois da ameaça de Olho-Tonto Moody, que se eles o maltratassem iriam ter uma lição, eles não faziam nada para contrariar a vontade de Harry, mas continuavam indiferentes a sua existência. Quando viu que todos já tinham dormido, pegou sua firebolt, todas as suas coisas e foi embora. Chegando lá, adentrou rapidamente na casa para que ninguém o visse. Entrou silenciosamente, pois não queria acordar o retrato da irritante Sra. Black, mas quando olhou para onde costumava ficar notou que alguém atiçara fogo no retrato.
- Até que enfim alguém tomou uma providência contra aquela morcega velha horrorosa... – murmurou.
Harry subiu ao antigo quarto de Sirius, e para sua surpresa encontrou ao lado de uma grande cama de casal, sobre um criado-mudo uma carta endereçada a ele, escrita por Sirius!!!
Querido Harry,
Se estiver lendo esta carta, é por que já não estou em vosso meio. Lamento ter de lhe informar isto, já depois de morto.>i
Neste ponto da carta, escorreu uma lágrima solitária pela face de Harry.
Tudo que me pertencia, agora lhe pertence. Esta casa e todo o dinheiro da família Black. Coloquei mais alguns feitiços para garantir ainda mais a segurança da casa e, principalmente, a sua. As únicas pessoas que podem entrar aí sem sua autorização são Hermione e Rony, pelo que me consta. Outras pessoas poderão entrar somente com sua permissão. Ah, a rede flú funciona, mas você terá de acionar uma alavanca ao lado da lareira.
Lamento não estar vivo para protegê-lo, ainda mais agora que Voldemort voltou.
Eu escrevi esta carta pouco antes de ir para o Ministério, rezando intimamente, para rasgá-la assim que eu chegasse em casa. Todavia, se você está lendo, não tive tempo.
Quero que saiba que você foi a melhor coisa que me aconteceu nesses últimos tempos, foi a minha alegria para sobreviver, de tentar ir adiante. Tenho muito orgulho de você, Harry, meu afilhado querido. Não desista nunca!
Desejo boa sorte a todos e a alguns até breve, pois se está lendo esta carta é por que não sobrevivi.
Um beijo e um abraço,
De seu padrinho
Sirius Black
Harry deitou na cama com o braço sobre os olhos e ficou assim por mais ou menos meia hora, foi quando se deu conta de que não tinha comido nada durante a tarde inteira e nem à noite antes da viagem.
Foi à cozinha e lá encontrou cerveja amanteigada, suco de abóbora, queijo, pão, etc...
Já tinha comido três sanduíches, tomado três cervejas amanteigadas e dois copos de suco de abóbora, quando foi vencido pelo sono e cansaço. Subiu as escadas para o quarto e foi dormir na cama que pertencera a Sirius e agora como tudo que fora do padrinho, pertence a ele. Dormiu no instante que sua cabeça tocou o travesseiro, tamanho era o sono e o cansaço.
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