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10. O Sexto Dia


Fic: Uma Semana Com Meu Melhor Amigo


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Lifehouse - You and Me





Capítulo 10: O sexto dia




Que dia é hoje e de que mês? O relógio nunca pareceu tão vivo. Eu não posso prosseguir, e eu não posso desistir, tenho perdido tempo demais. Porque é você e eu e todas as pessoas com nada para fazer, nada para perder. E é você e eu e todas as pessoas, e eu não sei por quê, não consigo tirar meus olhos de você.
Todas as coisas que quero dizer não estão saindo direito, viajando em mim mesmo, você deixou minha mente girando, eu não sei pra onde ir daqui (...)
Existe algo sobre você agora que não consigo compreender completamente, tudo o que ela faz é bonito, tudo o que ela faz é certo (...)
Que dia é? E em que mês?Este relógio nunca pareceu tão vivo!




0h15min, início do sexto dia.
Hermione não conseguia dormir, não com tantas palavras presas em sua garganta, com tantos pensamentos soltos em sua mente...
Alguém alguma vez lhe disse que a dor compartilhada sempre se torna mais leve. Então, resolveu compartilhar seu sofrimento com um pergaminho, escrevendo as coisas que tanto a atormentavam, e que ela não ousaria dizer nem mesmo para sua imagem diante do espelho.

Meu melhor amigo. É isso que Harry sempre foi para mim. O melhor amigo, o melhor refúgio, o melhor guarda costas, o melhor ombro amigo, o melhor consolador... O melhor, sempre o melhor. Até porque, eu mesma era melhor ao lado dele.
Mas cometi erros, erros terríveis que o fizeram se afastar de mim por longos oito anos. E só eu sei como foi difícil viver sem o melhor de mim.
A vida nunca foi fácil para nenhum de nós. Passamos à adolescência sendo perseguidos e perseguindo. Enfrentando a morte quase que diariamente. Até que a morte prevaleceu sobre um de nós. E nós ruímos quando Rony partiu.
Rony... Meu primeiro amor, o único até hoje. Eu perdi meu primeiro amor, sem sequer ter dito a ele o quanto o amava. Eu culpei meu melhor amigo, sem sequer notar o tamanho da dor que ele sentia. Eu fiz tudo errado... E vou sempre carregar a culpa disso sobre mim.

Mas então ele volta. Trazendo consigo esperanças e sonhos que eu pensei a muito ter perdido. Harry voltou.
Voltou me falando de amor, de coragem, da vida...
Voltou para abalar meu mundo, me tirar da fria fortaleza que construí à minha volta. E ele conseguiu ruir com todas as minhas bases...
Eu não sei ao certo o que sinto por ele. E tenho muito medo de descobrir o que é. Amá-lo pode colocar a nossa amizade em risco. E eu não suportaria ter que viver novamente sem ele. Não amá-lo significa afastá-lo de mim. Não há saída. Não há solução.
Seria hipócrita se dissesse que não o desejo, que não sinto vontade de arriscar tudo, e me entregar a esse amor tão frenesi e grandioso. Mas aí vem o medo, e me tira toda a coragem, subjuga todo o desejo. Eu sei que ele me culpa, que ele me julga, sei que ele abomina todo esse meu medo, mas eu já perdi coisas preciosas demais, e aprendi que quando não se arrisca nada, não se perde nada. Eu só não quero o perder.
Tenho tanto medo de enfim enxergar o que realmente sinto. Não sei como será quando essa semana chegar ao fim. Acho que vou perdê-lo novamente, e meu coração já se dilacera com essa possibilidade.
Eu não quero que ele sofra, tão pouco quero o meu sofrimento. Mas tenho medo. Medo de arriscar e perder. Medo de nada fazer, e destruir o pouco que tenho. Não é fácil para ele, não é fácil para mim.
Eu sei que alguma coisa nova e forte foi despertada em meu peito, não sei se é amor, não sei se é coragem.
Mas o frio e as sombras em que vivi voltam a me atormentar, e se ele não me salvar (novamente), não sei se resistirei a mais isso.


Hermione inclinou-se sobre a cadeira, olhando o pergaminho à sua frente. Sentiu-se mais leve. Não que seus problemas estivessem resolvidos, mas tendo eles assim, escritos diante dela, pareceu-lhe mais fácil encontrar uma saída.
Resolveu que pensaria sobre o assunto depois. Era tarde e o sono já se apoderara dela. Subiu lentamente as escadas e entrou em seu quarto. Guardou o pergaminho no bolso de um casaco, e entregou-se ao sono.

**

Acordara com os primeiros raios de Sol. Sentia-se mais livre, mais leve. Permitiu-se até mesmo sorrir para sua imagem amassada diante do espelho. Tinha tomado uma decisão: Não permitiria mais brigas entre ela e Harry.

Quando desceu para o café, Harry já estava à mesa lendo um exemplar do Profeta Diário.

- Bom Dia. _ murmurou ela esboçando um sorriso.

- Bom Dia. _ respondeu ele com um leve inclinar de lábios.

Hermione sentou-se a mesa ao lado dele. Esperou que ele falasse algo, que comentasse sobre alguma reportagem, que puxasse qualquer assunto, por mais banal que fosse. Mas ele nada disse. Tomou o café silenciosamente, sem em nenhum momento retirar o olhos do jornal à frente.
“Maldito pedaço de papel”

Quando estava pronta para se retirar da mesa, e afundar-se em lágrimas em seu quarto, esquecendo toda a coragem e determinação à qual tinha se proposto, ele fechou o jornal e a encarou por alguns instantes.
- É o sexto dia! _ falou simplesmente

- O quê? _ perguntou ela sem ter certeza à que ele se referia.

- Hoje, é o sexto dia.

- Quer dizer que amanhã...

- É. Amanhã! _ falou ele antes que ela pudesse terminar.

Hermione enrugou o cenho numa expressão pensativa, enquanto mordia levemente o lábio inferior. Harry sabia que ela estava tomando coragem para dizer algo, então esperou pacientemente até que ela se pronunciasse:

- Vai sair hoje? _ perguntou hesitante

- Você quer que eu saia?

- Não!

- Então eu não sairei.

Por um momento Harry pôde ver um brilho singular nos olhos de Hermione.

- Não mesmo?

- Não.

Hermione soltou um suspiro cansado, e Harry notou a tensão em seu corpo se aliviar.

- Obrigada Harry. _ murmurou sem encará-lo.

Ele não pôde evitar a onda de piedade que sobressaltou seu peito. Sentia-se monstruoso perto dela, mas não conseguia evitar, foi a única maneira que encontrou para se proteger do poder avassalador que Hermione exercia sobre ele. Era nesses momentos que ele sentia uma vontade imensa de tomá-la no colo e afagar-lhe os cabelos, prometer a ela que tudo ficaria bom. Mas ele não podia fazer isso, até porque, nem mesmo ele sabia se tudo realmente terminaria bem.
Hoje era o sexto dia. O penúltimo dia deles, e ele não queria ser lembrado por ela, como o homem que arruinou sua vida, embora muitas vezes ele achasse que era isso mesmo que ele fazia.
“Pelo menos por hoje, seremos amigos eternos” _ prometeu a si mesmo, entregando-se aos sentimentos ternos que sempre sentiria.

- O que quer fazer hoje? _ perguntou ele, forçando-se a dar o melhor sorriso.

- Não sei. Não me sinto muito animada para ser sincera. Talvez possamos ficar em casa, ver algum filme... Se você quiser é claro.

- Ok Senhorita Granger, então veremos filme se assim deseja.

Um sorriso ainda maior tomou conta de seu rosto e Harry sentiu o peito aquecer-se diante de tão simples contentamento.
Caminharam juntos até a sala em silêncio, Hermione vez ou outra o encarando pelo canto dos olhos. Seu coração não poderia estar mais satisfeito.

- Ah não, drama não! _ falou ele discordando da proposta da amiga de assistirem um drama.
- Harry, por favor...! Dizem que é tão lindo.

- Mione, dramas não são lindos, são tristes. _ retrucou ele sorridente diante da expressão infantil que a amiga fizera.

- Ok, vamos decidir de forma justa então. Eu sou par! _ contrapôs ela, lançando uma das mãos para trás do corpo.

Harry a olhou incrédulo por um instante, antes de lhe sorrir em resposta e lançar uma das mãos para trás também.

- Impar.

- Então... 1, 2, 3 e já! _ falou ela mostrando a mão antes escondida. Ato que foi prontamente imitado por ele.

- Há, ganhei!!! _ exclamou ela sorridente fazendo sinais de vitória.

- Ah, não vale... _ discordou ele fingindo-se emburrado.

- Harry não seja mimado! Nós disputamos de forma justa e incontestável, e eu ganhei! _ falou Hermione olhando-o de forma superior, enquanto tinha uma das mãos na cintura.
Harry a encarou por um segundo, forçando-se a esconder o riso, e jogou-se no sofá com os braços cruzados num gesto de derrota e insatisfação.
Ela sorriu vitoriosa e instantes depois estava deitando no sofá oposto ao de Harry.

O filme logo em seu inicio fez jus a sua classificação de drama, e Hermione em poucos minutos já tinha os olhos marejados. Olhou por um instante para Harry no sofá oposto ao seu.
Ele ainda estava com os braços cruzados, mas não tinha mais aquela expressão aborrecida no rosto. Pelo contrário, apesar de não ter nenhum sinal de lágrima em seu rosto, Hermione sabia que ele estava tão tocado pela história quanto ela. Ela sentiu o coração perder o compasso durante o breve instante que esteve o observando. A incomodava aquela distancia entre eles. Desnecessária na opinião dela.
Disposta acabar com isso, ela levantou-se sorrateiramente, e sentou-se ao lado dele. Harry só se deu conta do que estava acontecendo quando sentiu o sofá afundar próximo a si. Sorriu, como que respondendo a pergunta silenciosa dela.
Hermione entendeu rapidamente seu sorriso, e deitou sua cabeça no peito do amigo, passando seus braços em volta dele.
Harry viu sua respiração desregular um pouco, ao relembrar o quão frágil ela poderia ser. Passou o braço em torno da garota, e deixou sua mão vagar primeiro entre seus cabelos, depois por suas costas, numa carícia suave e inocente.
Hermione estremeceu um pouco pelo contato, mas preferiu abafar suas sensações. Já tinha causado problemas demais por conta disso. Desviou sua atenção inteiramente para o filme, que a cada nova cena, fazia emocionar-se mais, a tal ponto que Harry sentiu sua camisa levemente úmida pelas lágrimas da amiga.

Quando o filme chegou ao fim, a garota tinha os olhos vermelhos, e mordia os lábios numa tentativa inútil de reprimir o choro. Harry sorriu diante de tanta sensibilidade, e apertou-a mais contra si.
- Hei, é só um filme. _ murmurou ele na tentativa de confortá-la.

- Eu sei, mas você já parou para pensar que essas coisas acontecem na vida real? Que tem pessoas que realmente passam por isso. _ respondeu ela afastando-se um pouco e enxugando o rosto das insistentes lágrimas.

- Todos temos nossa carga de sofrimento. _ respondeu ajudando-a a secar as lágrimas.

- Eu queria saber como evitar isso, ou ao menos como me comportar diante do sofrimento, eu sempre perco o controle, eu me perco. O sofrimento me deixa cega...

- Você não tem que ter o controle sobre tudo. Você não pode controlar tudo o que acontece Mione. _ respondeu ele, tomando-a novamente em seus braços, com uma possessão acolhedora.

Hermione não respondeu, permaneceu quieta nos braços dele, tentando avaliar a importância das palavras ditas por ele.

- Eu falei que seria triste. _ falou Harry tentando desanuviar a conversa.

Hemione permitiu-se soltar uma gargalhada.

- Falou o grande Harry Potter.

- É isso aí, e o que eu falo é lei. E agora eu digo que nós vamos almoçar fora!! _ pronunciou-se com fingido tom de ordem.

- Seu desejo é uma ordem. _ brincou ela afastando-se dos braços do amigo e levantando.

- Vá se arrumar, te encontro aqui em baixo em 20 min. Mas é 20 minutos mesmo Hermione! Estou com fome!

- Ah, você fala como se eu demorasse a me arrumar. _ falou ela com falsa indignação.

- Eu suponho que isso seja um absurdo.

Absolutamente. Se há algo que prezo é a pontualidade. _ respondeu sorrindo da
expressão divertida do amigo.

- Vá logo Hermione.

- Estou indo... _ contrapôs manhosa.


35 minutos depois Hermione desceu. E Harry não pôde evitar uma expressão abobalhada diante do deslumbramento da amiga. Hermione vestia um vestido verde simples, e ele tinha que admitir que aquela cor caía perfeitamente bem na pele da garota.
Hermione sorriu para ele. Um sorriso tímido e amável.

- Demorei?

Harry olhou para o relógio em seguida para ela.

- 35 minutos. Eu pensei que o combinado era 20 e que você “prezava muito a pontualidade.” _ alfinetou ele.

- Não valeu a pena? _ perguntou ela no mesmo tom que ele.

- Cada minuto. _ respondeu ele sinceramente sorrindo-lhe de forma sedutora.

Hermione corou um pouco, e preferiu desviar o assunto da conversa.

- Vamos?

Harry a olhou com uma expressão que ela classificou como indecifrável, em seguida saíram juntos para os jardins da casa, de onde aparataram.

O restaurante que ele a levou, era um lugar exclusivamente bruxo, e todos, absolutamente todos os homens do recinto, dirigiram pelo menos uma vez, seu olhar para Hermione.
Harry não pôde evitar um sorriso de satisfação e vaidade diante do fato.
Avistou então, sentado no bar um conhecido, um auror que trabalhou com ele num dos muitos países pelo qual passara.

- Com licença Hermione, volto logo. _ explicou ele retirando-se da mesa.

- Ernest!
Ernest era um homem de 40 anos, olhos azuis e cansados, algumas rugas espalhadas pelo rosto, e o cabelo que recentemente passou a adquirir uma cor grisalha.

- Oh Harry, quanto tempo. _ falou o homem de voz firme levantando-se para melhor cumprimentá-lo.

- É, muito tempo mesmo. _ respondeu sorridente.

- Trabalhando em Paris?

- Mais ou menos. O Ministério me chamou para dar algumas palestras, e eu acabei ficando... Mas é só uma semana.

- Grande Potter. Ainda continua com aquela mentalidade nômade? _ brincou.

- Irremediavelmente. _ respondeu Harry no mesmo tom.

- E... Quem é a Princesa? _ perguntou referindo-se a Hermione.

Harry virou-se um pouco para contemplar a mulher, sentada timidamente à mesa.

- É a minha princesa. _ respondeu simplesmente.

- Hum... Vejo mudanças. E estão juntos há quanto tempo?

Harry voltou seu olhar para o amigo, dessa vez mais sério.

- Eu disse que ela era a minha princesa, não falei nada quanto a ser o príncipe.

- Então não perca seu tempo aqui comigo. Vá conquistar sua princesa! _ falou ele igualmente sério.

E foi o que ele fez. Voltou à mesa e dedicou sua atenção inteiramente à Hermione.

O almoço na opinião dela não poderia ser melhor. Harry estava esforçando-se para manter distante todos os desentendimentos, e ela fazia o mesmo. O local era agradável e a comida excepcional e ainda havia uma música suave que tornava tudo irresistível.

Harry olhava Hermione admirado. Diante dele, estava a mulher mais linda e incrível que já teve o prazer de conhecer. Harry a olhava como se olhasse a última peça de diamante do mundo. Porque para ele, ela era única, a única que ele sempre amaria.
Hermione falava algo com ele, e ele tinha consciência disso, mas sua mente estava ocupada demais a admirando para prestar atenção nas palavras dela.

- Harry? Harry? Está me ouvindo? _ falou ela tocando na mão dele.

- Eu... Estou, claro.

Hermione esboçou um sorriso divertido e o encarou desconfiada.

- Sei... O que preciso fazer para ter sua atenção Sr. Potter?

- Mais?

- Acho que a atenção que o Senhor me oferece não é suficiente.

Harry apenas a olhou, daquela forma que só ele olhava, que a fazia sentir-se completamente nua, como se os olhos dele pudesse atravessas todas as barreiras de seu corpo e alma.
Hermione levantou-se da mesa, e seguiu até ele, oferecendo sua mão.

- Dança comigo?

Harry a olhou incrédulo e um tanto assustado. Não que ele não soubesse dançar, mas isso o fazia lembrar da última vez que dançaram juntos.

- Não se faz uma dama esperar Harry.

Ele acabou aceitando a mão da amiga, e caminharam juntos até a pista de dança. A música era suave, e eles eram o único casal disposto ali.
Harry a tomou em seus braços, segurando-a delicadamente pela cintura. No começo meio desajeitado, mas logo ambos movimentavam-se no mesmo ritmo. Hermione aproximou-se mais dele, envolvendo-o pelo pescoço e encostando sua cabeça no ombro dele.
Permaneceram dessa maneira durante longos minutos. Seus corpos no mesmo ritmo, o coração batendo sincronizado. Juntos eles eram perfeitos, possuíam o encaixe ideal. Um completava o outro, e qualquer um que olhasse notaria isso.

- Harry. _sussurrou ela em seu ouvido.

Ele apenas murmurou em resposta.

- Como vai ser quando essa semana acabar?

Ele a apertou mais contra seu corpo, e Hermione pôde sentir os músculos do corpo dele tornarem-se tensos.

- Não responda... Depois! _ falou antes que ele pudesse responder.

Eles se comunicavam muito melhor no silêncio. Porque seus corpos se entendiam, seus corações se clamavam. Não eram necessárias palavras diante disso.

Quando a música que os envolvia chegou ao fim, Harry afastou-se levemente, o suficiente apenas para olhá-la nos olhos.

- Quer sair daqui? _ perguntou ele sério.

Ela o avaliou por um instante, e resolveu concordar.

Ao chegarem do lado de fora do restaurante Harry segurou sua mão, puxando-a ao seu encontro.

- Há algo que quero te mostrar. _ dizendo isso, aparataram.

**

O sol do entardecer banhava todo o lugar, e não havia nada que não estivesse iluminado e aquecido diante dele. Uma brisa suave perpassava, dando a impressão de que tudo se tratava de um sonho. “E talvez seja mesmo...” _ pensou ela.

Estavam no alto de um monte, e lá embaixo, a pequena vila bruxa onde Harry um dia se declarara.
Hermione chegou a abrir a boca algumas vezes, na tentativa de falar o quão admirada estava, o quanto o lugar era bonito... Mas não havia palavras para isso. Não havia mais nada em todo o mundo, além dela, ele, e o monte.

Harry a abraçou por trás, e ela inclinou seu corpo levemente na direção dele, apoiando sua cabeça sobre o ombro do amigo.

- Eu não sei. _ murmurou ele em seu ouvido.

- O que?

- Eu não sei como será quando essa semana chegar ao fim.

Hermione fechou os olhos por um segundo. Podia sentir o coração dele batendo, seu corpo quente e acolhedor. E estremeceu diante da possibilidade de perder tudo isso.
Virou-se para encará-lo. Harry parecia tão temeroso quanto ela.

- Promete que nunca mais vai me abandonar de novo? _ suplicou.

Harry soltou um pequeno suspiro, colando sua testa à dela, mas sem nunca quebrar o contato visual.

- Prometo nunca te esquecer. _ respondeu beijando seu rosto.

Hermione o olhou atentamente, como se tentasse guardar cada traço de seu rosto, o brilho de seus olhos. Talvez ela não tivesse isso por muito mais tempo.
E quando o silêncio se abateu novamente, eles não se sentiram desconfortáveis. Porque se entendiam mesmo sem palavras. A única coisa que fizeram, foi permanecer abraçados sob o calor acolhedor daquele entardecer. E assim ficaram até que a noite os despertasse.

Quando voltaram a Paris, entraram em casa ainda abraçados, e um sorriso sempre aparecia em seus rostos quando seus olhos se encontravam.
O sexto dia estava chegando ao fim.

- Obrigada Harry. _ agradeceu ela durante o jantar.

- Pelo o que?

- Por esse dia, inesquecível.

- Quer dizer que só hoje foi inesquecível?

- Todos os dias ao seu lado sempre são.

Trocaram um olhar mais profundo, e Harry forçou-se a não se levantar da mesa naquele instante e beijá-la ardentemente.

- Se você quiser... Bem, essa semana pode ser mais longa. _ falou ele em tom sugestivo.

- Eu... _ hesitou.

- Você não precisa responder. _ interrompeu ele tocando sua mão.

Tinha medo da resposta dela. Hermione era especialista em lhe dar respostas terríveis, pelo menos para um homem apaixonado.
Ela apenas sorriu do nervosismo dele, e entrelaçou seus dedos, unindo de uma vez suas mãos.

- Amanhã... _ começou ela novamente, mas Harry a interrompeu tocando seus lábios sutilmente.

- É doloroso demais para eu pensar no “amanhã”. Deixemos isso... Seremos eternamente felizes e amigos, pelo menos por hoje. _ falou ele docemente, ainda de mãos entrelaçadas com ela.

- Como você quiser.

**

Ao fim do jantar, eles subiram, seguindo cada um para seu quarto.
Mas Hermione sentia-se incapaz de dormir. O dia havia sido encantador demais para ela terminar a noite dessa forma... Fria e sozinha.
Passou horas lutando contra o bom senso, e as expectativas de seu coração.
Mas não pôde permanecer nessa luta silenciosa por muito tempo.
A madrugada se aproximava, e ela não queria começar seu ultimo dia assim.

Levantou-se nervosamente, mas certa de sua decisão.
Em passos leves e temerosos, dirigiu-se até o quarto de Harry.
Não bateu na porta.
Entrou em total quietude, fechando a porta atrás de si.
Harry estava deitado, um braço apoiando a cabeça e o outro displicentemente sobre o tronco.
Hermione suspirou. Suave, mas nervosa o suficiente para que ele notasse.
Harry sentou-se impetuoso na cama, observando-a parada, vestida apenas por uma camisola, na porta de seu quarto. Seu coração bateu fraco no peito, e os olhos tomaram-se de uma ardência inexplicável.

- Hermione? _ chamou ele receoso.

Mas não houve resposta. Sem coragem para encará-lo, mas ainda tomada pela determinação de sua escolha, ela caminhou lentamente até a cama dele, sentando-se a beirada.
Ousou olhá-lo por um momento. E ele parecia tão nervoso e arfante quanto ela. Sentiu vontade de sorrir daquela cena, mas não conseguiu. Seu corpo parecia lacrado, inerte diante dele.
Então o sorriso partiu dos lábios dele, e isso alimentou a pouca coragem que ela tinha no momento.

- Eu... Posso... Dormir aqui?

Harry a observou atentamente, avaliando os riscos de tamanha proximidade. Mas não poderia recusar esse pedido. Não queria.
Alargou ainda mais o sorriso em seus lábios, e afastou a coberta dando lugar a ela.
Hermione prontamente aproximou-se, deitando no lugar cedido por ele. Estava nervosa, seu coração batia forte e descompassado, e ela ficou a imaginar o que ele deveria estar pensando.
Harry a olhava, com um olhar apaixonado, sedento e saudoso. Ela parecia nervosa demais até mesmo para encará-lo. E isso despertou nele um intenso sentimento protetor.
Envolveu-a em seus braços trazendo para mais perto de si, e pôde sentir o corpo dela estremecer para logo depois relaxar.
Ela encostou a cabeça no peito do amigo, envolvendo-o num abraço indefeso e suplicante. Harry a apertou ainda mais contra si, depositando um beijo em sua testa.

- Durma bem minha menina. _ sussurrou.

O cheiro, o calor e a voz rouca dele, tiveram um efeito devastador sobre ela. Mas a energia transmitida por seus braços, era tão grande e acolhedora, que em questão de minutos Hermione sentiu o corpo anestesiado, a mente limpa e tranqüila, e o sono suave tomar-lhe o controle.
Dormiu assim tão simplesmente nos braços de Harry. E para ela, não poderia haver sensação melhor em todo o mundo.
O sexto dia tinha chegado ao fim, e da maneira mais imprevisível e inesperada por eles. Entregue aos braços um do outro, onde nada poderia alcançá-los ou afeta-los. Eram novamente, invencíveis.


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