Como se deve lembrar
A espada negra era girada em suas mãos com destreza, ela conhecia os movimentos, possuía precisão em cada um deles, o jogo de pés acompanhava cada um de seus movimentos como numa dança, era bonito de se ver, mas fatal, ela era, no sentido mais literal da frase, uma mulher fatal.
Girou o corpo, os pés acompanhando, as duas mãos seguravam o cabo da espada com firmeza, parou-a no ar, não tremia, estava imóvel como uma estátua, e realmente poderia ser confundida com uma devido a sua palidez incomum. Voltando a se mover lentamente, primeiro ela respirou, sentindo o ar entrar em seus pulmões, repentinamente tudo ficara muito quente, o frio suor em sua nuca, tentava amenizar a temperatura de seu corpo, mais alta que o normal, os fios castanhos caíam de seu coque frouxo. Fazia tempo que não treinava assim, precisava se exercitar mais, quando o fazia sua cabeça saía de órbita, e consequentemente de Harry.
Ela sabia que o que sentira por ele era muito mais que atração, pois este era um sentimento que sabia controlar com maestria. Olhou pela janela, como agora podia andar pela casa com maior liberdade, os rebeldes fizeram questão de fazê-la usar a pulseira de prata banhada a ouro que a impedia de realizar feitiços, tal pulseira era a responsável por seu excessivo cansaço.
Se ela estivesse certa, as intenções de Harry eram tão puras quanto as do próprio Lorde, o moreno desejava manipulá-la para poder ter todo seu poder de fogo de forma incondicional ao seu favor. Hermione sabia que ele lhe tirava o controle, que ela perdia sua racionalidade quando seu corpo entrava em contato com o dele, quando sua voz rouca lhe falava próximo aos ouvidos, e seu hálito quente tocava sua pele fria. “Por que diabos ele tem que ser tão quente ” Ela se perguntava um tanto quanto irritada. Ela nunca sentira algo parecido por Draco, talvez porque o loiro fosse quase tão frio quanto ela.
Fechou os olhos rodando a espada com a mão esquerda. O fato era: se não aprendesse a controlar seus sentimentos pelo moreno ela sabia, se meteria numa grande enrascada, ele não teria pena dela, ela sabia disso, e principalmente não o condenava, já que detinha os mesmos sentimentos em relação a ele. E ela sabia quem ganharia esse jogo, ou pelo menos como ganharia, só não imaginou que seria tão difícil, já que o vencedor seria o mais indiferente.
O chão vinha e ia, vinha e ia... Uma gota de suor escorreu por seu nariz reto até pingar no chão. Exausto o moreno se virou e deitou de costas no chão, passara a fazer exercícios todos os dias, por mais que sua massa muscular não fosse algo extraordinário, ele definitivamente não era mais o magricela dos primeiros anos de Hogwarts. A guerra o ensinara isso, e o fato de ser o maior símbolo Rebelde lhe dava certa responsabilidade, precisava passar uma imagem confiável, uma imagem promissora a quem tentava chamar para sua causa, um sujeito esguio e macilento não passaria confiança a ninguém.
Depois de certo número de flexões iniciou alguns abdominais, sem os óculos, não enxergava nada com nitidez, mas sua mente não precisava ver para trabalhar, ele sabia que Hermione não era idiota e que o mais provável era que ela soubesse que suas intenções quanto a ela não eram as melhores, mas ele sabia também que enquanto ele a mantivesse irracional ela estaria sob seu controle, desde que claro, ele não perdesse o próprio controle com isso.
O episódio do dia anterior simplesmente não podia se repetir, a não ser que pudesse agir com clareza e completa frieza, sabia que seria difícil, já que para provocar nele o que ela havia provocado, era necessário um pouco mais do que desejo, ele sabia que o sentimento que assolava os dois era algo como uma atração explosiva, eram duas correntes elétricas que quando se encontravam soltavam faíscas para todos os lados. Ele estava do lado do “bem” ela sempre deixara claro que tinha seu próprio lado, era um desafio “Mas que belo desafio!” Pensava ele sem se dar conta, riu-se ao repetir mentalmente o que havia pensado, “Controle-se Potter!” Precisaria abandonar qualquer tipo de sentimento quando se tratasse de Hermione, até mesmo o desprezo se tornaria perigoso já que seu sangue grifinório adorava quebrar regras.
Sentou-se no chão e pegou uma pequena toalha ao seu lado passando-a pelo rosto limpando, assim, o suor, levantou-se e pegou o óculos em cima do criado mudo, voltando a enxergar tudo com nitidez olhou ao redor, o quarto estava vazio, Rony fora a pouco com Tonks e Luna comprar alguns mantimentos para a casa, todos muito bem disfarçados.
Ele sabia que Hermione estava no andar de cima e treinava no pequeno quarto que ela dividia com Draco, idéia a qual não o agradou nem um pouco, mas para não desconfiarem de nada ele simplesmente deu de ombros quando a divisão de quartos foi feita.
Alguém bateu na porta, Harry disse para que entrasse, McGonagall tinha os cabelos presos num coque não muito bem preso seu rosto tinha rugas marcadas, olhos fundos e maçãs sem cor, estava definitivamente cansada, mas mesmo fundos os olhos carregavam um olhar enérgico e energético.
-Potter, trouxe alguns dados que gostará de saber.
Harry acenou positivamente, e suspirando Minerva entrou pelo quarto sentando-se de um lado da cama do moreno, Harry sentou do outro encarando alguns pergaminhos que sua antiga professora lhe entregava.
-Aqui estão as localizações de alguns dos centros de concentração de comensais, neste outro – disse ela apontando para uma outra lista – são algumas cidades que estão a favor do governo de Voldemort, a maior parte delas tem gente dele no governo – acrescentou ela – aqui algumas que ele pretende conquistar e o que há de tão interessante nelas – finalizou com o último pergaminho – estive conversando com Malfoy, ele me passou essas informações, algo que já devíamos ter feito antes, pois parte destas cidades já foram conquistadas, os dados são de quando Malfoy ainda estava ao lado de Voldemort, quanto tempo faz? Dois meses? Bem, isso não importa, ia perguntar sobre a localização do próprio Lorde, mas creio que Granger poderá lhe dar informações mais exatas e detalhadas, creio também que você mesmo gostaria de conversar com ela estou certa?
-Sim Minerva. Pretendo conversar com ela ainda hoje, temos muito o que resolver.
-Espero que saiba o que faz Harry – disse ela lhe tratando pelo primeiro nome – nunca se esqueça dos ensinamentos de Dumbledore – disse ela agora com um olhar pesaroso e preocupado sob o homem, que neste instante sentiu como se anda fosse apenas um estudante de Hogwarts, sem demora a mulher recompôs seu olhar e disse sobriamente – trouxe-lhe também os dados que reuni sobre vampiros da pesquisa que me pediu para fazer e as defesas que podem ser usadas, Granger terá trabalho.
Ela constatou por fim lhe entregando um pergaminho que tirara do bolso da veste o entregando para Harry, este era maior que os outros e possuía muitas anotações em letra miúda, àquilo era o escudo de Hermione, e Harry precisaria saber bem como entregá-lo a ela.
-Muito obrigado Minerva, não sabe o quanto me foi útil.
-Exato Potter – ela voltou a tratá-lo pelo sobrenome – preciso me fazer útil, já não tenho longevidade como vocês, meu trabalho, infelizmente, se resume a livros.
Terminou ela suspirando resignada, Harry não soube o que responder permanecendo, assim, calado, mas McGonagall não se incomodou, pois realmente não esperava resposta, apenas direcionou um aceno de cabeça ao moreno que lhe retribuiu, logo após ela saiu do quarto.
Harry analisou cada pergaminho com uma calma fria, observando e analisando detalhes, depois de um tempo deixou-os em cima da mesa de cabeceira para tomar um banho e retirar o suor do corpo.
Em meio ao banho, Harry se deixou lembrar de cada palavra de Minerva, terminando por recordar certa frase: “ nunca se esqueça dos ensinamentos de Dumbledore” Mas o que Dumbledore lhe ensinara? Os momentos que passara na companhia de seu velho diretor lhe vinham tão embaçados na mente, suas palavras lhe pareciam tão vagas... Porém Harry se lembrou de um ensinamento em especial, não se lembrava das exatas palavras que o diretor usara, mas se lembrava bem do significado que unidas elas formaram: Harry tinha um poder que Voldemort desconhecia, e que o salvara quando tinha apenas um ano de vida: Amor. Harry sentiu algo amargo descer por sua garganta, de todos os sentimentos que lhe rondavam em seus últimos três anos o que menos se fizera presente todo este tempo era o amor.
Endureceu repentinamente, a água caía em sua nuca, quente, mas Harry não sentia, a mandíbula comprimida demonstrava sua tensão, ele deixava a água escorrer pelo corpo sem se dar conta de tal, os olhos se fecharam, uma dor aguda na cabeça. A final, o que deveria fazer? O amor de sua mãe o salvara quando tinha apenas um ano, porém este mesmo amor a matara, e ao seu próprio pai. Dumbledore dissera-lhe que o amor iria salvá-lo, porém o próprio estava morto.
-Então me digam o que fazer!
Bradou o moreno batendo com o punho na parede, encostou sua testa na mesma agora sentindo a água escorrer por suas costas, a fina dor na cabeça sendo amenizada pela superfície fria do azulejo creme, respirou fundo e abriu os olhos, não sabia o que fazer, mas se deu conta também de que nunca soubera muito bem o que fazer, toda aquela guerra, e tantas batalhas ocorreram de acordo com os fatos, o tempo passava, e não sozinho, mas junto com todos que o apoiavam, Harry tomava decisões de acordo com os acontecimentos. Foi quando descobriu que teria que fazer o de sempre, analisar os acontecimentos atuais e bolar alguma estratégia de acordo com eles. Se havia alguma necessidade neste instante, essa necessidade tinha nome, e era Hermione.
Enquanto Harry se vestia, se deu conta: Dumbledore, Lílian e Tiago estavam mortos, mas não era pela morte que eram lembrados, e sim por suas vidas, vidas de luta, lealdade e coragem, Voldemort era lembrado por sua vida que causara tanto sofrimento e mortes, neste instante Harry se perguntou pelo que queria ser lembrado.
Hermione saiu de seu banho vestindo uma grande camiseta de Draco, metade de suas roupas foram destruídas na casa dos gritos, e a outra metade que fora resgatada precisava ou de pequenas restaurações ou de uma boa lavagem, como ainda não tivera tempo pra isso, vestiu um pequeno short e a grande camiseta de Draco que praticamente o tampava por completo. Atravessou o corredor secando os cabelos com uma toalha e entrou no quarto dando de cara com o loiro, sentado na cama e a olhando de soslaio.
-Sabe Hermione, no dia em que eu me casar e tiver minha família, pois sim eu pretendo ter uma família um dia – acrescentou ao vê-la rir em deboche – espero profundamente que quando se hospedar em minha casa não se prenda a estes hábitos, creio que minha esposa não gostará de encontrar seu perfume em minhas roupas.
A vampira piscou ainda sorrindo.
-Pois eu duvido até que sua esposa irá permitir que tenha uma vampira como hóspede.
Voltou a rir. Draco não pôde negar, nunca vira Hermione tão bem humorada como ela se encontrava naquela casa, ele mesmo sentiu certa mudança em seu humor depois de unir-se a eles. O fato era, depois de conviver com Comensais da Morte e Lorde Voldemort, qualquer mudança de ares provocaria também mudanças de humor.
Draco não se conteve, porém em admirá-la, Hermione tinha um corpo proporcional, nada de curvas acentuadas, nem de ossos aparecendo, suas pernas longas de pele pálida eram muito bem torneadas, os exercícios diários deixavam seu corpo bem desenhado, sem claro perder sua feminilidade, era uma mulher felina, forte, independente e sexy. E o mais importante de tudo: ela sabia disso.
O loiro sabia perfeitamente do que ela era capaz, mas começava agora a desconfiar de sua própria capacidade, por mais que a amiga lhe parecesse atraente, ele simplesmente não pôde evitar, e isso se tornava cada vez mais freqüente, compará-la a certa ruiva dois quartos a frente do outro lado do corredor. Hermione era fria, era como ele, mas era exatamente o fato de Gina ser o oposto, em todos os sentidos, que o atraía. Comparar os olhos das duas, ambos castanhos, porém os de Hermione exalavam frieza e auto-suficiência, assim como os dele, Gina era diferente, seus olhos eram desafiadores, sarcásticos, os cabelos ruivos, lhe davam a impressão de que iria se queimar se os tocasse, seus lábios eram espessos, sua pele em um tom rosado... Com ela estaria brincando com fogo, e Draco se deu conta de que nunca tivera tanta vontade de se queimar.
-No que está pensando?
Perguntou Hermione reparando no silêncio repentino do loiro.
-Você não iria querer saber.
Respondeu ele sinceramente, Hermione arqueou a sobrancelha, mas não discutiu. Ela sacudiu os cabelos longos molhados que começavam a formar ondas e pequenos cachos nas pontas.
-McGonagall conversou comigo hoje, - começou ele - um tanto quanto cansativa a conversa se quer saber, ela reuniu uma série de dados sobre os planos do Lorde e sobre as localizações dos comensais, se prepare porque a próxima com certeza será você.
-Por mim tanto faz – respondeu ela dando de ombros – eles até demoraram pra isso, pensei que fossem fazê-lo logo de início, mas parece que se preocuparam mais em recrutar novos Rebeldes do que em reunir informações sobre Tom.
-O que não deixa de ser lógico, já que sem “exército” não temos como atacar nosso inimigo, tais informações de nada nos adiantariam.
Disse uma voz vinda da porta, nenhum dos dois precisou se mover para olhar quem era.
-O que quer aqui?
Abreviou Hermione.
-Língua afiada para uma prisioneira não acha?
Perguntou o moreno se recostando a porta como fizera no dia anterior, Draco de mau humor se limitou a retirar os pés da cama e levantar-se da cadeira onde estivera sentado dizendo:
-Sei que o papo não é comigo, então se me permitem deixá-los a sós?
Disse num tom de pergunta, mas sem um real interesse na resposta, Harry deu passagem ao loiro e Hermione amaldiçoou o amigo por seu ato. O fato era: ela não desejava ver Harry tão cedo, muito menos antes de ter certeza de que tinha autocontrole o bastante para fazê-lo. Se ele estivesse descalço, com uma calça de linho larga e uma camiseta meio molhada assim como seus cabelos negros a situação era ainda pior, e óbvio que não se permitiu esquecer seus próprios trajes.
Olhou-o completamente alheia ao turbilhão de pensamentos que lhe passavam pela mente, secando calmamente os cabelos ela apontou a cadeira para ele, Harry apenas fechou a porta recostando-se a ela observando-a, Hermione desejou que ele não houvesse feito isso, o pequeno vento provocado pela porta se direcionou a vampira, mas não sem lhe trazer a fragrância do moreno, ela reparou que seu cheiro lhe lembrava um dia de chuva, não soube se era pelo fato de ele, assim como ela, ter acabado de sair do banho, a única coisa que sabia era que adorava o cheiro da chuva. Harry a observou fechar os olhos e respirar fundo, não soube o porquê da reação da morena, mas não deu real importância a isso.
-Então o que quer aqui?
Perguntou Hermione novamente, num tom um pouco mais razoável. Harry se limitou a olhar alguns pergaminhos que segurava, Hermione colocou a toalha que usava na cabeceira da cama esperando de forma paciente a reação do moreno.
-Minerva me passou os dados que colheu com o Malfoy sobre os Comensais da Morte e sobre Voldemort, primeiro gostaria que os analisasse e se por acaso lembrar-se de algo que ele tenha deixado passar acrescente na lista, depois queria mais alguns dados da localização do próprio Voldemort, creio que poderá me passá-los com maior precisão, estou certo?
-Sim – Hermione falou um tanto insegura, Harry estava demasiadamente cauteloso e racional.
Num movimento rápido, o moreno tirou a varinha do bolso da calça, Hermione escondeu uma leve apreensão até que com um leve movimento uma cadeira foi conjurada, Harry fez sinal para Hermione sentar-se, terminando o próprio por sentar na outra cadeira do cômodo.
A vampira se sentou, Harry passou alguns pergaminhos a ela, com os sentidos apurados ela começou a ler os pergaminhos...
De fato nenhum dos dois havia visto o tempo passar, uma hora fora o tempo gasto para acrescentar alguns dados nas listas feitas por Draco, Hermione definitivamente conhecia muito mais a fundo as informações do Lorde. Quando terminaram esta tarefa, o dia começava a escurecer, e o sol dava ao céu um tom de laranja róseo que podia ser observado pela janela.
Sem se dar conta de que trabalhavam como dois colegas em um projeto, Harry e Hermione conjuraram um grande pergaminho onde ela começou a desenhar.
-A fortaleza fica a cerca de duzentos quilômetros da costa inglesa, Tom praticamente construiu a ilha para poder construir o castelo – dizia ela enquanto fazia alguns rabiscos no grande pergaminho – aqui estamos nós – disse apontando para um desenho com o formato da Inglaterra, Harry se permitiu admirar a precisão dos traços da vampira – e aqui a fortaleza, a ilha em si não é muito grande, mas o castelo é cercado por uma pequena vegetação, apenas um disfarce para quem vê a ilha de primeira.
-Então o castelo está no centro da ilha?
Perguntou Harry apontando o centro da ilha que a morena havia desenhado, Hermione maneou a cabeça negativamente.
-Não exatamente, a floresta está na frente do castelo, para quem chega da costa, mas para quem chega do mar aberto o castelo está de frente, Tom fez isso para despistar quem chegasse da costa, pois quem vê do mar não pode ver o castelo, feitiços de proteção.
Ela logo acrescentou, Harry a incitou a prosseguir, Hermione continuava explicando tudo sobre a ilha.
-Nosso menor problema é chegar a ilha, o desafio será entrar no castelo, além do que, a ilha também tem feitiços protetores, Comensais são logo avisados de que há novos "visitantes" na ilha através de um feitiço, e de quantos são, assim, sempre que chegar alguém, essa pessoa tem de se identificar, caso contrário, eles verão quem é, se for apenas um bando de turistas que sonham em conhecer uma ilha deserta, eles apenas cuidam para que não vejam nada mais do que árvores, caso contrário, eles mandam Dementadores.
-Dementadores?
Perguntou Harry pela primeira vez sentindo o estômago cair, Hermione fez que sim e acrescentou:
-Ou gigantes, da mata até o castelo tem uma série de feitiços protetores, e criaturas mágicas, não é para qualquer um passar por eles, mas como disse estes são nossos menores problemas.
Ela lembrou pegando um outro pergaminho menor que o primeiro e voltando a desenhar com traços precisos. Harry reconheceu o leve esboço de um castelo, ambos estavam no chão sentados um de frente para o outro, com uma série de pergaminhos os cercando, e os dois esboços de Hermione entre eles.
-Aqui fica a entrada principal do castelo, mas antes temos que desfazer os feitiços protetores, porém só conheço alguns e é óbvio que depois de minha saída Tom reforçou e acrescentou outros, portanto para entrarmos, teremos que descobrir quais são e como desfazê-los é bom acrescentar que são fatais, o campo de proteção pode desintegrar quem tentar passar por ele.
Eles continuaram uma série de discussões, a noite caíra e ambos ainda estavam envoltos por pergaminhos, com mais uma série de encantamentos que Hermione se lembrava que Tom havia usado em torno do castelo, quando se deram conta já eram duas da manhã.
Harry olhou levemente sobressaltado seu relógio, um pouco embaraçado disse:
-É melhor dormirmos, amanhã temos muito mais o que discutir.
Disse se levantando e recolhendo alguns pergaminhos, Hermione o ajudou a recolher assim ambos se levantaram e a morena lhe entregou os que recolhera.
-Vou ficar com estes dois mapas, tentar acrescentar mais detalhes e aprimorá-los, seria bom que os mostrássemos aos outros, podem surgir estratégias.
-Concordo, quando terminarmos marcarei uma reunião com todos, - disse ele dando uma última olhada nos pergaminhos antes de guardá-los no bolso da calça – e se não se importa, gostaria que estivesse presente para explicar melhor os encantamentos, onde se localizam... Você entende melhor do que eu.
Disse Harry modestamente, Hermione acenou positivamente contendo sua surpresa. Harry caminhou até a porta e a abriu, olhou para a vampira um pouco perdido.
-Boa noite Granger.
-Boa noite Potter.
O moreno saiu, ambos haviam reparado como aquilo soara esquisito, depois de tudo o que haviam passado era no mínimo estranho se tratarem pelo sobrenome e se desejarem boa noite. Harry desceu as escadas repassando seu dia mentalmente. O moreno se dera conta de que se queria Hermione ao seu lado, primeiro teria que estar ao lado dela, ainda não sabia se podia confiar na vampira, motivos é que não lhe faltavam, mas também não podia ignorar suas provas de lealdade, e a principal delas, quando Hermione se jogara na frente do moreno o protegendo. A cada segundo Harry tinha mais certeza de que seria capaz de fazer o mesmo por ela. Agora Harry sabia pelo que queria ser lembrado.
Hermione arqueou a sobrancelha quando o moreno fechou a porta, não pôde negar que aquela havia sido a “conversa” mais esquisita que tivera desde que se unira a eles, ela não mentiu, não jogou, não usou nenhum artifício não soube exatamente o porquê de ter-se sentido tão a vontade, mas talvez a própria liberdade do moreno a tenha influenciado. Hermione voltou a sentar-se no chão fazendo mais alguns rabiscos no desenho do castelo enquanto se lembrava dos dados que Draco passara sobre os Comensais da Morte... Hermione parou de desenhar bruscamente.
-Cadê o Draco?
N/A
Cadê o Draco? oO ho* quem acertar ganha um doce! Só que vão ter que vir aqui pra pegar então... oskapsokapsok bemm... pergunta do cap, onde Draco Malfoy se meteu? Pois é eu sei vocês devem estar querendo me matar por parar aqui, mas o cap já estava com um número bom de páginas pelo que costumo escrever e não deu pra continuar! *e admito que não resisti em parar numa parte tão promissora!*
Bem espero que tenham gostado! Harry e Hermione estão em paz, e finalmente a caçada ao Tom começa! Daqui pra frente os planos vão vir a tona, e não pretendo alongar muito mais a fic! O que quer dizer que estamos entrando na reta final! Sim sim... eu sei! Isso é muito estranho!
Só espero que estejam gostando tanto quanto eu e, por favor, comentem!
Conto com vocês! Obrigado pelo apoio, pelos coments, por tudo!
bjos!
Poly_Malfoy
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