Nick Granger Potter: bem , de qqer forma serão liquidados agora... espero q vá bem no TG2 tbém... sorte...
Hermione.Potter: sim, ele vai atrás dela, e sim ele tah fulo... no mais é só ler pra ver...
Angel Biby Simon Cullen *** Cereja; mas naum por muito tempo... tah ae...
**RE**: calma, calma... tsd se resolve...
Penúltimo capítulo...
tah ae...
Bjus...
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— O que você acha, mãe? Perto da costa ou mais para as montanhas? Onde você quer morar?
A voz de Hermione estava alegre, como estivera desde que chegara, há duas semanas, com a maravilhosa notícia de que seu avô lhe dera dinheiro suficiente para pagar as suas dívidas e permitir-lhes se mudar para a Espanha.
Mas, apesar de sua determinação em se mostrar alegre, via que sua mãe estava preocupada com ela. Ficara feliz com as notícias sobre o dinheiro, saldara suas dívidas com um único cheque, e comentara como Hermione estava linda e bronzeada e caminhava com muito mais segurança, mas mesmo assim ela podia sentir a preocupação de Jane.
Hermione não queria que sua mãe se preocupasse. Enquanto preparava o jantar, conversava animada sobre a Espanha. Queria se mudar o mais rápido possível. Talvez lá pudesse começar a esquecer Harry...
Harry...
A dor apunhalou seu peito. Não, não devia pensar, lembrar. Acabara. Estava começando nova vida agora, isso era importante. Isso e fazer Jane feliz. Ela não podia deixar que sua mãe suspeitasse de nada.
Ela não pode ver que seu coração está partido...
Sorriu determinada para Jane.
— Vai ficar tudo bem, mãe. A partir de agora, tudo será maravilhoso!
Uma batida súbita e imperativa na porta fez com que as duas estancassem.
Jane imediatamente pareceu nervosa, e Hermione disse:
— Ignore, mãe. Tentarão em outro lugar.
Crianças agressivas faziam a ronda a esta hora, vendo se conseguiam arrancar algum dinheiro dos moradores.
Graças a Deus estamos indo embora, pensou Hermione.
Estariam em Málaga em 48 horas, somente para procurar um apartamento, e Hermione mal podia esperar.
A batida soou novamente, ainda mais imperativa.
— Está bem — disse Hermione —, chega.
Ela marchou para a porta da frente para confrontá-los, mas viu uma silhueta masculina e alta. Abriu a porta para encontrar olhos verdes que a fitavam. Seu coração parou.
Harry Potter entrou, forçando-a a tropeçar nas pernas dormentes.
— Nunca mais — disse ele com uma voz que a fez tremer — fuja de mim novamente.
O choque a tomou, onda após onda. Mas, por baixo do horror e incredulidade, outra emoção a queimava como uma chama.
— Como... Como? — ela gaguejou.
— Como eu a achei? Com grande dificuldade! — ele cuspia as palavras. Olhou com desprezo o corredor estreito, sentiu o cheiro forte de mofo. — E em um buraco como este eu não me surpreendo de que tenha levado tanto tempo aos detetives para achá-la! Que lixo é este? — a boca dele se retorceu com desdém à pobreza evidente do ambiente.
— Esse lixo — disse uma voz tranqüila da porta da cozinha, — é o meu lar, senhor?
Hermione se voltou. Jane estava de pé ali, a expressão desconfiada e inquisidora.
— Potter — apresentou-se ele educadamente. — Harry Potter. Eu vim buscar Hermione.
— Eu não vou com você! — Hermione exclamou. Não podia acreditar no que estava acontecendo, que era realmente Harry ali, sua presença esbelta e cara cheirando a dinheiro, parecendo fora de lugar no corredor de um conjunto habitacional como se fosse um alienígena.
— O que está acontecendo? — perguntou Jane ansiosamente, adiantando-se.
— Nada! — retrucou Hermione. — O senhor Potter — ela disse, dentes cerrados — se enganou! Está indo embora agora! Sem mim!
— Nada disso — a voz de Harry era mortal. — Pegue suas coisas, e assegure-se de que seu passaporte esteja no meio!
— Eu não vou a lugar nenhum!
— Vai sim — ele rugiu —, de volta para Atenas! Você foi um pouco prematura em sua partida. Pode ter conseguido seu dinheiro de seu avô, seu interesse principal, não? — a voz dele aumentava de volume —, mas a sua partida precipitada fez com que ele se sentisse... ludibriado. Ele a quer de volta em Atenas para cumprir com suas... obrigações. Senão — ele lançou — não continuará com a fusão.
Era a vez dela de fechar a cara.
— Oh, bem, nós não podemos ficar no caminho da preciosa fusão, não é? Foi, afinal, o seu interesse principal, não? — deliberadamente ela repetiu as palavras dele, confrontando-o com a razão pela qual ele a olhara duas vezes!
Não adiantou.
— Havia outros interesses... Como eu me lembro... Interesses que eu pretendo plenamente reiniciar quando você voltar a Atenas para cumprir com suas... obrigações, não é?
Ele viu em seus olhos o calor das recordações e sorriu. Um sorriso maléfico que não tinha graça.
— Sabe, eu também, Hermione mou, me senti ludibriado por sua partida tão precipitada e inesperada.
Ela ouviu a raiva em sua voz — suprimida, controlada, mas selvagem sob as palavras. Havia algo além dessa raiva, algo cru, doloroso. Depois ele olhou para Jane.
— Eu preciso falar com Hermione. Em particular. Será que a senhora poderia...?
— Eu não tenho nada a lhe dizer! — Hermione lançou-lhe.
Olhos de aço, cor de esmeralda, repousaram nela.
— Mas eu — disse ele com uma suavidade que arrepiou os cabelos em sua nuca — tenho muita coisa para lhe dizer, Hermione mou.
Ela se sentiu fraca ao ouvi-lo dizer seu nome, que antes era um tratamento carinhoso, pronunciado com escárnio. Atrás dela, Jane adiantou-se e fechou a mão protetoramente em torno do braço de Hermione.
— Senhor Potter, se minha filha não quer falar com o senhor...
O resto de suas palavras foi interrompido por uma expressão de choque de Harry.
— Essa mulher é a sua mãe?
Havia descrença em cada palavra. Foi Jane quem respondeu.
— Sim, sou a mãe de Hermione, senhor Potter. E talvez... O senhor pudesse explicar o que está acontecendo?
— Senhora Coustakis — ele começou. Sua voz parecia perturbada, mas ainda assim determinada.
Jane balançou a cabeça.
— Eu sou Jane Granger, senhor Potter. Andéas e eu nunca nos casamos.
Suas palavras foram ditas suavemente e sem vergonha. Ela não tinha nada do que se envergonhar.
O choque passou pelo rosto de Harry novamente e apunhalou Hermione.
— Você vê — disse ela com dificuldade —, eu não sou a mulher que você pensava. Olhe em volta! Será que pareço uma herdeira? Morando aqui?
Suas palavras eram um desafio amargo.
— Não é possível! — a voz de Harry era fria. Sua negação era total. Ela deu um sorriso de raiva e escárnio. Sempre soubera que ele ficaria horrorizado ao descobrir sua origem humilde, que ela não viera de seu mundo rico e sofisticado. Afinal, o que um homem tão rico quanto Harry Potter iria querer com uma esposa vinda de um conjunto habitacional?
Ele se moveu de súbito, abrindo a porta da sala. Entrou. Ela estava limpa e arrumada, mas o carpete era barato e usado, as cadeiras e o sofá puídos.
— Você mora aqui?
A voz dele ainda era fria. Hermione respondeu no mesmo tom.
— Sim. Toda a minha vida.
— Por quê?!
A pergunta explodiu de dentro dele. Hermione deu uma risada alta e curta.
— Por quê? Porque é tudo o que mamãe podia pagar, por isso! Ela vivia da ajuda da cúria até que eu tivesse idade para ir para a escola, e a cúria nos colocou aqui. Ela teve sorte de conseguir um apartamento próprio, uma mãe solteira e adolescente! Quando fui para a escola, ela conseguiu um emprego de meio expediente, mas é difícil economizar para comprar um lugar quando se tem uma criança para criar sozinha.
— Sozinha? Quando seu avô é Yiorgos Coustakis? — sua voz era sarcástica.
Os olhos dela faiscavam.
— Yiorgos Coustakis — ela cuspiu o nome de seu avô com contentamento — disse à minha mãe que ela não tinha direito aos bens de meu pai. Ela me criou totalmente sozinha.
— Você está me dizendo — ele perguntou, e seu rosto estava tenso como um arco — que o seu avô não a sustenta?
— É isto mesmo — disse ela, friamente. — Eu já lhe disse: eu não sou uma Coustakis.
Jane interveio, parecendo confusa e perturbada.
— Hermione, e o dinheiro? Você me falou que Yiorgos lhe dera todo o dinheiro de boa vontade! Se você o extorquiu dele de algum modo, precisa devolver!
— Não! — ela gritou, horrorizada. — O dinheiro é seu, é todo seu, para comprar o seu apartamento na Espanha, pagar suas dívidas, para...
— Dívidas? — Harry saltou com a palavra. Seu rosto parecia cavado em pedra.
— Sim — disse Jane, voltando-se para ele. — Infelizmente, senhor Potter, eu devo bastante dinheiro. Sabe, quando ela era mais nova, sofreu um acidente muito grave. A terapia disponível era só particular, e precisei pegar dinheiro emprestado para pagar. Ainda estamos pagando, Hermione ajuda como pode. Tem dois empregos, e cada centavo que consegue guardar vai para isso!
Harry olhou estupefato, mas se recobrou.
— A senhora nunca pediu a Coustakis para ajudá-la?
Um riso duro escapou de Hermione.
— Oh, mamãe pediu, claro! Ficou de joelhos pedindo ajuda! Enviou-lhe todos os relatórios médicos, todos! Suplicou-lhe que ajudasse, por amor de seu filho, ela prometeu-lhe que devolveria o dinheiro assim que pudesse.
— E? — a voz de Harry tremia.
— Ele se negou. Disse que ela estava tentando arrancar dinheiro dele com falsos pretextos. Os advogados escreveram a mamãe que se ela tentasse contatá-lo novamente por qualquer razão seria processada por assédio — ela inspirou e continuou. — E por isso que não lhe devolverei o dinheiro! Não importa o que mamãe disser! Paguei as dívidas e vou comprar um apartamento para ela na Espanha! Sobrará dinheiro suficiente das 500 mil libras para investir e dar-lhe uma renda e uma pensão.
— Quinhentas mil libras? — a voz dele era oca. — Você está me dizendo que foi isso que Coustakis lhe deu?
Ela ergueu o queixo, desafiadora.
— Eu sei que é uma quantia enorme, mas é o que eu precisava para dar segurança a ela.
— Quinhentas mil — ele repetiu. Meio milhão de libras, seus olhos se acenderam novamente. — Você tem alguma idéia de quanto vale o seu avô? — adiantou-se, e suas mãos se fecharam nos braços dela. Estava perto demais de Hermione. — Meio milhão é uma bagatela para ele!
Ela se afastou.
— Não importa quanto ele vale! Não importa nada sobre ele! Tratou mamãe como lixo e eu o amaldiçôo por isso! Não quero mais do seu dinheiro nojento, somente o suficiente para colocar mamãe em algum lugar seguro e quente, com o suficiente para viver sem se preocupar o tempo todo! Ela tem asma, e a umidade do apartamento a faz ficar mal...
Ele não ouvia. Olhava à sua volta e anotava cada detalhe miserável.
É isto, pensou Hermione, apunhalada pela dor, enquanto ele olhava com desprezo para o local em que ela vivera. Olhe bem! Foi daqui que eu vim! Esta é a minha casa! Agora me desprezará por isto!
Então, no silêncio, Jane falou.
— Senhor Potter, eu posso ver que isto foi um choque indesejável para o senhor, e eu sinto muito. Mas... — ela hesitou, depois continuou — eu agradeceria se o senhor explicasse qual o propósito de sua visita...
Os olhos dele a golpearam.
— Meu propósito? Meu propósito, senhorita Granger... — disse o nome dela de solteira como se lhe doesse — acabou de mudar.
A garganta de Hermione se apertou. Com certeza mudou! Você vem aqui para me levar para casa com você e provavelmente agora mal pode esperar para sair tão rápido quanto puder...
Ele voltou a atenção para ela. Seus olhos eram pedras, o rosto fechado.
E ainda assim era o rosto do homem que ela amava. Desesperadamente.
Nunca pensei que o veria novamente! Pensei que viveria o resto da vida sem ele! Mas ele está aqui, agora...
Uma voz lhe esmagou o coração.
Sim, e agora ele vai embora, pois já sabe a verdade sobre você.
Sentiu-se culpada.
Eu deveria ter sido honesta, desde o início. Eu o decepcionei, por isto está zangado!
Ela inspirou profundamente.
— Olhe, Harry, eu sinto muito, de verdade. Eu não tinha consciência de que minha partida estragaria sua fusão!
Uma expressão sombria cruzou o rosto dele.
— Não há fusão. Nem haverá nunca!
Como assim? , pensou Hermione. Harry Potter pensou que se casara com a herdeira Coustakis, não a bastarda de uma mulher que Yiorgos Coustakis considerava uma vagabunda mercenária! Harry pensou que estava se casando com uma mulher que vinha de seu mundo, não uma garota nascida e criada em um conjunto habitacional decadente.
— Eu deveria ter lhe dito — disse ela pesadamente.
Seus olhos se pousaram nela como pesos insuportáveis.
— Sim, você deveria ter me dito. Deveria.
— Eu sinto muito — disse ela novamente. Parecia ser a única coisa a dizer.
— Você sente? — havia algo muito estranho em sua voz. — Eu também.
Bem, claro. Claro que ele queria ter sabido desde o início o quão maculada ela era! Como se não fosse mau o suficiente descobrir que era aleijada, também era medíocre...
Harry pensou na longa viagem que fizera, a longa viagem desde as ruas de Atenas, com um único foco, uma única meta. Fazer dinheiro. Mais e mais. Adquirir as Indústrias Coustakis seria o clímax de suas conquistas.
E ainda era jovem. Quem sabia que reinos poderia construir e vender antes que seu tempo acabasse? Quem sabia o que ele podia comprar e vender com toda a sua riqueza?
Um rosto veio à sua mente. O rosto de um velho, cujos olhos sabiam bem o preço da alma de um homem.
Quanto vale a minha?, pensou Harry. E a resposta veio clara. Clara como água.
Demais para que Yiorgos Coustakis a compre.
Ele olhou para as duas mulheres no quarto miserável. Pegou seu celular. Digitou um número. Falou pouco.
— Aqui é Harry Potter. Tenho uma mensagem para Yiorgos Coustakis. Diga-lhe que eu estou diante de Jane Granger e sua filha na casa delas, a fusão está desfeita.
E desligou.
Enquanto colocava o celular no bolso, seus olhos encontraram os de Hermione. Ela recuou. O brilho de emoção neles era como um raio.
— Eu o farei pagar — disse suavemente. — Mesmo que leve o resto de minha vida, eu o farei pagar pelo que fez com vocês.
Hermione estava boquiaberta. A boca dele se retorceu com sua expressão, e ele continuou:
— Eu sabia que o homem não tinha escrúpulos, todo mundo sabia! Mas que ele caísse tão baixo... Christos, ele agiu como um animal!
Ela não conseguia falar, somente fitá-lo, sem acreditar. Os olhos de Harry passaram pela sala novamente.
— Fazê-las viver assim — disse ele. — Virar as costas ao próprio sangue, deixá-las lutar sozinhas todos estes anos. Nem mesmo... — a voz dele endureceu — levantar um dedo quando sua própria neta enfrentava o risco de passar a vida em uma cadeira de rodas... — ele fechou os olhos. — Deus do céu, que espécie de escória ele é?
Abriu os olhos. Eles brilhavam como aço. Telefonou novamente.
— Bem, — disse sombrio — o mundo logo saberá. Falou em inglês novamente.
— Demétrius? Prepare um press release. A fusão está desfeita. Sim, você ouviu bem. E eu estarei esclarecendo explicitamente as razões para minha desistência. O mau cheiro chegará até o céu, eu lhe asseguro! Telefonarei novamente em uma hora, quando você tiver tido tempo de contatar a diretoria!
Desligou novamente.
— Senhor Potter — falou Jane, a voz perturbada. — Por favor, eu não estou entendendo nada. O que está acontecendo?
— O que está acontecendo — a voz de Harry se suavizou — é que eu decidi não assumir as Indústrias Coustakis. Eu me recuso, absolutamente — sua voz endureceu novamente — a ter qualquer ligação com o homem que agiu assim com a senhora e sua filha!
— Mas... a fusão representa tanto para você... — gaguejou Hermione.
Ele ergueu a mão no ar.
— Não. Só uma coisa tem importância para mim, Hermione — a voz dele mudou. — Somente uma coisa.
Deu um passo em sua direção. Ela queria recuar, mas não podia. Estava imobilizada.
— Você não sabe o que é, Hermione mou? — a voz dele se suavizara. — Com certeza deve saber — estendeu a mão para tocar a auréola dourada de seus cabelos.
Ela parou de respirar.
Ele a fitou, os olhos como esmeraldas brilhantes.
— Quando você me deixou, foi como se tivesse me apunhalado até o coração. Eu sangrei, Hermione mou. Sangrei.
Seus dedos roçaram as faces dela e pareceu que ela perderia os sentidos.
— Volte para mim, pethi mou, volte...
A garganta dela estava apertada, mas ela lhe cuspiu as palavras:
— Para quê? Se não vai haver fusão, você não precisa de mim!
Ele sorriu. O coração dela quase parou.
— Precisar? Oh, minha Hermione, eu preciso de você para respirar. Não posso viver sem você!
Tocou sua face.
— Eu preciso de você para iluminar meu caminho, para andar ao meu lado por toda a minha vida. Preciso de você comigo, a cada dia e a cada noite — a outra mão pegou seu rosto e ergueu-o para si.
Era estranho, pensou Hermione. Seu rosto saiu de foco. Falou:
— Mas — engoliu em seco — eu não sei por que você precisaria de mim.
Ele sorriu, enchendo o coração dela.
— Será que eu não lhe mostrei isto a cada noite, a cada dia que passamos juntos? Você não me mostrou isto?
— Mostrei o quê? — ela sussurrou. Seus olhos transbordavam. Ela não podia evitá-lo.
Ele a beijou suavemente.
— Que estávamos nos apaixonando, Hermione mou.
— Amor? — era um sussurro, um sopro.
— Oh, sim. Amor, definitivamente amor — não havia dúvidas em sua voz. Nenhuma.
— Não há outra palavra para isso. Como a ferida que você me fez quando me abandonou poderia ser tão mortal, se não fosse amor? Como então — um dedo aparou suas lágrimas — poderiam estas lágrimas estar fazendo diamantes em seus olhos?
— Mas você não me ama, não pode, não precisa! Foi só por causa da fusão que você se casou comigo!
Ninguém ouviu o gemido de Jane.
— Nosso casamento, minha doce e amada Hermione, é a única coisa boa que veio desta maldita fusão. Eu sempre quis ser um bom marido, mesmo quando pensava que o nosso casamento seria apenas de conveniência. Antes eu teria ficado satisfeito com isto. Mas em Creta, ah, ele se tornou muito, muito mais! E quando descobri que você havia me deixado, vi o quanto mais ainda! A dor de perdê-la era uma agonia, e eu soube que algo acontecera comigo, algo com que eu nunca sonhara. Eu me apaixonara por você, profundamente.
Ele a fitou possessiva e apaixonadamente.
— Você não pode me amar... — a voz dela era um sussurro. — Nós viemos de mundos tão diferentes...
Ela mostrou o apartamento miserável com um gesto de mão.
Ele então entendeu por que ela lhe dissera as mesmas palavras na noite de seu casamento. E ele pensara ser porque ela nascera na abundância que ele batalhara a vida toda para conseguir...
— Quando você voltar a Atenas comigo — disse — eu lhe mostrarei onde nasci, onde vivi até me arrastar para fora da sarjeta, quando jovem. Um homem que nunca conheceu seu pai, e cuja mãe não se importava se ele estava vivo ou morto. Um homem que jurou que se tornaria alguém! Estava determinado a alcançar o sucesso e reconhecimento a que ambicionava!
Ele tomou fôlego, e Hermione olhou para ele, sem palavras, pois subitamente via o homem que Harry era na realidade — não o belo herdeiro de um patrimônio enorme, mas alguém com a coragem e a determinação de fazer algo de si mesmo a partir do nada com que nascera.
— Mas eu aprendi... — a voz dele se suavizara — que a verdadeira riqueza está aqui, dentro de nós. Eu a invejo tanto, Hermione.
Seus olhos dirigiram-se para Jane, ali, observando, intrigada.
— Ter tido o amor da sua mãe, e ainda mais — sua voz, ela pensou, quase se partia —, seu amor por ela. E eu também peço a você, lhe suplico — e enquanto ele falava a garganta dela se fechou — que aceite meu amor por você, e me dê o seu.
Ele fez uma pausa, olhando para ela, juntando as mãos ao peito.
— Volte para mim, Hermione, e seja a mulher de meu coração, pois eu a amo mais do que posso suportar.
As lágrimas desciam pelas faces dela.
— Sim! — ela exclamou, enquanto ele lhe beijava as lágrimas, e cobria a boca dela com a sua, e o que era um toque gentil de homenagem se tornou uma saudação ao futuro que teriam juntos.
Ele a largou e voltou o rosto para Jane. Hermione podia ver as lágrimas no rosto dela.
— Eu tenho a sua benção? — perguntou Harry suavemente.
Por um momento Jane não pôde dizer nada. Depois, com um grito, respondeu:
— Oh, sim! Oh, sim!
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Continua...
snif, snif... tah acabando...
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