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9. Capitulo 8


Fic: Lobo Domado - Concluida


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Capitulo 08

Sem saber o que pensar, Gina ficou olhando para a enorme e escurecida silhueta encostada no tronco da árvore. Algum tempo antes, ao segurar na mão dele depois de ter sido salva de um terrível perigo, ela havia sentido uma felicidade tão grande que quase chorara de puro alívio.
Quando ele a abraçara, confortando-a com seus modos desajeitados, ela sentira por Harry Potter algo que não saberia explicar, um turbilhão de emoções tão forte que a deixara sem confiança nas próprias ações. Ao ser acariciada nos cabelos e ver a expressão que havia no rosto dele, sentira necessidade de prender a respiração por causa de algo que parecia ser... desejo.
Gina enrubesceu só de pensar naquilo. No entanto, e mesmo que tivesse sido só por breves instantes, fora como se só existissem no mundo eles dois. Parecia não ter a menor importância momentos antes ter acontecido ali mesmo uma terrível cena de sangue. Só importava a presença de Harry, a forma como ele a deixava com o coração acelerado e a pele sensível.
Mas logo aquilo havia passado, com Harry sendo outra vez um grosseirão que a arrastava como se ela fosse apenas um fardo a ser carregado. E agora ele a punha no galho de uma árvore e chegava até a rir daquela situação constrangedora. Ah, mas que homem irritante! Gina mexeu-se, inquieta, e sentiu a dureza do galho onde estava acomodada.
Como alguém poderia dormir num lugar como aquele?
A saia havia subido e Gina a sacudiu para abaixá-la. Embora a temperatura tivesse sido até alta naquele dia, agora fazia frio no meio da floresta. Então ela envolveu com os braços as pernas dobradas, apoiou o queixo nos joelhos e olhou para o homem que repousava ali perto.
No mesmo instante aconteceu novamente... aquela deliciosa onda de emoções. Seria aquilo apenas porque ele a havia salvado? Olharia ela para um outro salvador, fosse ele quem fosse, sentindo aquela dilatação nos seios? Gina continuou olhando para a figura escura. Não podia ter certeza, mas suspeitava de que aquelas sensações estavam reservadas apenas para Harry Potter, um homem teimoso, demoníaco e... e belo. Fechando os olhos para imaginar o semblante dele ela sorriu... porque a imagem que viu era a de um homem taciturno.
Pelo menos ele não havia ralhado com ela depois de encontrá-la. Gina não se surpreenderia se tivesse ouvido um demorado sermão de censura por causa da tolice que havia cometido. Muito a contragosto ela reconheceu que Harry estaria com a razão se tivesse feito isso, já que a advertira sobre tudo que podia acontecer: a floresta estava cheia de malfeitores. Com incrível rapidez a imagem de Harry foi substituída na mente de Gina por outras. Eram rostos enraivecidos, mas que a prendiam. E não se tratava dos homens que a haviam atacado naquela noite, mas sim de uma outra situação. No mesmo instante Harry aprumou o corpo, deixando claro que estava alerta.
- O quê?
- O meu passado.
Harry emitiu um resmungo irritado, talvez querendo dizer que já estava farto de sair em busca dela. Mas quem poderia censurá-lo por isso? O homem tinha um feudo para tomar conta, deveres a cumprir, enquanto ela não era nada.
- Estou com medo disso, Harry. - declarou Gina. - Não quero me lembrar.
- Então não se lembre ...- ele recomendou, envolvendo-a com o braço e puxando-a contra o peito. - Durma.
Gina ainda não havia se esquecido do calor daquele peito musculoso e aninhou-se ali, experimentando uma enorme satisfação. Suspirou profundamente e começou a relaxar, quase esquecida dos horrores porque havia passado naquela noite. Escorregou a perna, por cima da coxa dele e voltou a suspirar.
Meio tonta, Gina demorou para perceber a mudança que se operou no abraço de Harry. Mas reparou que os músculos do braço dele se retesavam. E as batidas do coração que ela ouvia pulsando dentro daquele peito magnífico, antes pausadas, agora estavam rápidas e descompassadas.
Gina conteve a respiração, achando que algum perigo da floresta os ameaçava, mas não demorou a perceber que não era nada disso. O motivo estava neles próprios, era algo que agora ela também sentia. O que momentos antes tinha sido uma inocente carícia agora parecia um estranho fogo queimando entre eles dois.
Embora não pudesse vê-los, Gina sabia que os olhos verdes de Harry estavam anuviados pelo desejo. Ela própria tinha os olhos arregalados de espanto. Mesmo assim manteve-se imóvel, temerosa de que algum movimento pudesse exacerbar as sensações que percorriam o corpo dela, algo que também parecia dominar Harry.
Ele a queimava em cada parte do corpo que tocava, no joelho casualmente deixado sobre a coxa dele, na face encostada no peito musculoso, nas costas que segurava com a mão enorme. Gina sentia calor até no couro cabeludo, onde a ponta do queixo dele apenas tocava. E os seios dela se tornaram absurdamente sensíveis, o tecido do vestido parecendo arranhá-los. Mas era uma sensação deliciosa.
Embora não se lembrasse de nada do passado, Gina tinha certeza de que era uma mulher inocente.
Então por que aquela forte onda de desejo? E por que apenas com Harry? Ela jamais estivera nos braços de um homem, mas em diferentes ocasiões já havia tocado em cada um dos Potter. No entanto, apenas o mais velho dos sete irmãos parecia ter o poder de queimá-la.
Gina sentiu a garganta seca e o corpo começou a doer por causa do esforço para não se mover finalmente, quando não conseguiu mais suportar, mexeu-se um pouco para cima, a perna deslizando sobre a dele. Harry produziu um som rouco e ela olhou rapidamente para ele, mas por causa do escuro não pôde ver nada das reações daquele rosto.
- Durma. - ele ordenou.
Dormir? Dormir como? Todos os sentidos dela estavam aguçados por causa do contato fisico com Dunstan. Era a mais estranha das experiências, ao mesmo tempo assustadora e maravilhosa, excitante e terrível. Por acaso ele a beijaria? Se ao menos ela pudesse vê-lo!
Estaria ele com aquela expressão séria, o semblante fechado? Ou tinha os olhos verdes brilhando, como um lobo que ameaçasse devorá-la?
Gina ficou esperando, tensa, mas Harry não fez nenhum movimento, não emitiu nenhum som. Pouco a pouco ela foi percebendo a idiotice do comportamento que estava tendo. Pelos comentários irreverente que já ouvira de Simas, sabia que não devia se deixar abraçar por Harry. Enrubescendo de vergonha ela moveu o corpo, mas não se soltou logo de Harry. No movimento que fez, sentiu que corria o perigo que cair no chão, alguns metros abaixo. Harry deve ter percebido isso, porque prontamente a envolveu por trás. Gina conteve a respiração e sentiu que ele fazia o mesmo. A posição em que estava era quase perigosa, mas o que ela podia fazer?
Podia virar-se, sentar-se no colo dele, abraçá-lo, mergulhar naquela abrasadora fonte de calor. Não, não podia. Havia nomes para mulheres que concediam seus favores com tanta facilidade, nomes nada lisonjeiros. Estaria ela querendo se entregar ao Lobo sem nenhum compromisso, como uma vagabunda qualquer? Não! Queria mais do que isso.
Mas era impossível. Não importavam os estranhos desejos que ela pudesse sentir por ele, Harry Potter era o homem que, contra a vontade dela, a levava de volta para Baddersly, onde a abandonaria. Gina fechou os olhos por causa da súbita pontada que sentiu no peito. Então procurou pensar em outra coisa, o que costumava fazer quando precisava manter a compostura.
- Fale-me de Wessex. - ela murmurou.
- Wessex?
Por um instante Harry pareceu que era ele o desmemoriado, como se nem se lembrasse do feudo do qual era senhor. Até que começou a falar, a princípio vagarosamente, depois com uma ênfase que ela não havia esperado. Gina quase podia ver o que ele descrevia: os vales verdejantes, as colinas e o alto castelo no centro de tudo.
Pouco a pouco a sensualidade entre eles dois foi perdendo intensidade. Dominada pelo cansaço, Gina sentia as pálpebras pesadas. A voz grave e musical de Harry ainda soava quando ela adormeceu.
O dia apenas clareava quando Harry a acordou. Estava de pé no chão e olhava para cima com aquela expressão séria. Gina sentiu que o homem que havia falado francamente a ela sobre as esperanças de retorno ao lar havia desaparecido com a escuridão. Quem estava ali era o Harry carrancudo de sempre. Mesmo assim ela sorriu, porque já estava se acostumando com o humor daquele homem.
- E melhor voltarmos para a caravana o mais depressa que pudermos. - ele disse. - Seria imprudência permanecermos aqui.
Gina assentiu e deixou que ele a tirasse da árvore. Por alguns instantes as mãos de Harry permaneceram na cintura dela, ao mesmo tempo que ele a fitava com um intenso brilho nos olhos verdes. Mas logo recuou, como se ela o queimasse. Estaria Gina imaginando coisas ou existia uma estranha atração entre eles dois? Era bem possível que, ingênua como era, fosse ela a única dos dois que sentia alguma coisa.
Quando se ocupou em alisar o vestido, Gina concluiu que a última hipótese era a mais provável, porque o Lobo de Wessex não podia mesmo se sentir atraído por ela. O vestido estava amarrotado, todo sujo e coberto da manchas de sangue. Quando passou a mãos pelos cabelos, percebeu o quanto eles estavam desgrenhados.
Harry observava todos os gestos dela.
- Não é lá muito agradável estar em fuga, não é mesmo, Gina? - ele perguntou, num tom cortante.
Pronto... O sermão que ela havia esperado ouvir na noite anterior finalmente seria pronunciado, e o humor do homem não parecia ser dos melhores. Era bom ela se lembrar sempre que não deveria acordar Harry Poter muito cedo... Mas de onde vinha aquele pensamento ridículo? Evidentemente, jamais caberia a ela a tarefa de acordar o Lobo!
Gina voltou-se para se afastar, pensando em satisfazer as próprias necessidades, mas a mão grande de Harry a reteve pelo braço. A primeira reação dela foi dar um safanão para se livrar, mas em vão. Mais duas tentativas inúteis e Gina constatou que não teria escapatória.
Já havia suportado o suficiente para ficar com um humor parecido com o dele. Fora atacada por dois assaltantes que quase a haviam estuprado, estava agora com as roupas sujas e manchadas de sangue, além de ter sido obrigada a dormir equilibrando-se nos galhos de uma árvore, o que a deixara com o corpo doído.. Para completar, estava com sede, com fome e ansiosa para aliviar a bexiga. O que menos queria era ouvir censuras de Harry Potter.
A raiva deve ter redobrado as forças de Gina, porque com um violento safanão ela finalmente conseguiu se soltar da mão de Harry.
- Não toque em mim, Harry Potter! - ela gritou. - Já estou farta dos seus modos grosseiros!
Por alguns instantes Harry ficou olhando para ela com a boca aberta, uma expressão quase engraçada no rosto.
- Modos grosseiros? Essa agora é muito boa! Por Deus! Eu salvei a sua vida, mulher. Você é mesmo uma mal-agradecida!
Como se fosse uma daquelas frondosas árvores, Harry olhou para ela com o corpo aprumado, as mãos na cintura e as pernas apartadas. Agora a expressão daquele rosto era da mais pura ferocidade. Gina nem se abalou.
- Agora, se me der licença...
Quando se voltou para se afastar ela outra vez foi alcançada pela mão dele.
- Não lhe dou licença, não! - vociferou Harry, com os olhos apertados e os lábios contraídos. - Não posso ter certeza de que você terá o bom senso de não tentar outra fuga! Por Deus, mulher! Será que não tem nada na cabeça? Não sabe o que aqueles homens pretendiam fazer com você ontem à noite? Eles a usariam e depois a abandonariam, provavelmente morta!
Enquanto falava Harry a sacudia, como se quisesse a todo custo ter a atenção dela. Gina achou que devia sentir medo daquele enorme e ameaçador cavaleiro. Talvez fosse melhor não demonstrar nenhuma reação, esperar que ele se cansasse daquilo antes que de fato a machucasse. A única coisa que ela poderia fazer seria cair de joelhos suplicando perdão.
Em vez disso, Gina ergueu a perna direita e abaixou-a com toda força, plantando o calcanhar no pé dele, de uma forma que chegou a sentir dor. Harry fez uma careta e soltou um palavrão.
- Por Deus, escute o que estou dizendo, Gina! Só quero protegê-la! Mesmo que você seja idiota a ponto de não dar importância ao que aconteceu ontem à noite, eu penso de outra forma! Sabe o que senti quando a vi entre aqueles dois homens?
Embora ele estivesse gritando e continuasse a sacudi-la, aquelas palavras fizeram com que Gina, tomada de surpresa, o olhasse nos olhos. Haveria alguma coisa além da raiva influenciando a atitude daquele homem? Havia uma certa confusão nos olhos verdes de Harry e Gina sentiu a própria raiva se dissipar.
- Não, eu não sei. - ela disse, falando com brandura. - O que você sentiu, Harry?
Soltando-a de uma forma tão súbita que quase a fez perder o equilíbrio, Harry girou o corpo e afastou-se alguns passos.
- Imagino que agora você saiba o perigo que representa andar sozinha num lugar como este.
Embora ele falasse numa voz baixa e contida, as palavras foram pronunciadas com facilidade, como se Harry escondesse a verdadeira resposta não só dela, mas também de si próprio. Ou talvez ela estivesse imaginando coisas. Esfregando o braço no local onde ele a agarrara, Gina olhou para o belo homem que caminhava entre as árvores, evitando olhar para ela, evitando qualquer coisa que pudesse domá-lo. Seria impossível dizer o que ele de fato estava sentindo.
- Quero que você pare com essas tolices e concorde em voltar para casa. - ele resmungou.
- Para quê? - rebateu Gina, num tom brando. - Que diferença existe se eu morrer aqui ou em Baddersly?
Desta vez Harry voltou-se para encará-la, de uma forma que deixou Gina amedrontada.
- Seja razoável, mulher! A diferença é que aqui você morrerá mesmo, e de uma forma brutal, mas não pode ter certeza de que a morte a espera em Baddersly.
- Eu tenho certeza, Harry. - respondeu Gina, com toda calma. Olhando para longe ela tentou inutilmente se lembrar de como era Baddersly. Depois, erguendo vagarosamente o braço, encostou a mão no peito. - Sei disso não com a mente ou com a lembrança, mas com o coração. Sinto isso aqui dentro.
Harry soltou mais um palavrão, desta vez bem alto, como se não pensasse na possibilidade de ferir a sensibilidade dela.
- Se não quer acreditar em mim, então não sei o que dizer para convence-lo. - declarou Gina, com calma.
Ela não gostava de bate-bocas e sabia que aquela discussão não mudaria nada, porque Harry não queria ser receptivo. Tão sujo quanto ela, sem dúvida estava com o corpo igualmente moído depois de passar a noite sem um mínimo de conforto. Então ele fez uma careta.
- Você esgota a minha paciência, Gina. Devia pelo menos acreditar no meu pai. Ele me recomendou que tomasse todos os cuidados para que nenhum mal lhe acontecesse.
- Foi mesmo? - caçoou Gina. - Mas me expulsou da segurança do castelo dele, despachando-me para um lugar que eu nem conheço, onde ficarei à mercê de um homem de quem não me lembro! - O ar de espanto de Harry fez retomar a raiva de Gina, que apontou o dedo para ele, quase tocando no peito formidável. - Você não faz idéia de como eu me sinto, Harry, porque sempre esteve cercado pelos seus irmãos. Sempre teve o carinho da sua família, a lealdade de soldados que até sacrificariam a vida por você. Em Baddersly nada disso espera por mim, nada além de ameaças e sofrimentos.
Harry olhou para o alto e outra vez abriu os braços.
- Você enlouqueceu. Ou então é mesmo uma pessoa estúpida.
- Está certo. - disse Gina resignada. - Acredite no que quiser. Aliás, acho que sempre foi assim. No entanto, no momento eu preciso acreditar nos meus instintos.
Dito isso ela começou a andar, mas não conseguiu dar mais de dois passos, porque Harry bloqueou a passagem. Gina perguntou-se como um homem tão grande podia ser tão ágil.
- Não. - disse Harry, com as mãos na. cintura, outra vez com aquela postura de guerreiro enquanto olhava fixamente para ela.
- Não o quê? - perguntou Gina confusa.
- Não. - ele repetiu, com ênfase. - Reconheço que você me enganou mais de uma vez, mulher, mas seria um tolo se deixasse isso se repetir. Você pode não dar importância a esse seu corpo tentador, mas eu dou. Meu pai me encarregou de levá-la de volta a Baddersly, viva e razoavelmente bem, e não vou permitir que fique um só instante longe dos meus olhos enquanto não for entregue nas mãos do seu tio. Assim sendo, sugiro que erga a saia e faça aqui mesmo o que tem que fazer. Já perdemos tempo demais.
Gina ficou boquiaberta. Naturalmente ele não podia estar falando sério.
- Mas... mas... - ela gaguejou, corando fortemente. - Você não pode estar querendo que...
Gina interrompeu o que ia dizendo ao ver que os lábios dele se moviam maliciosamente no que era quase um sorriso.
- Pois eu quero. - respondeu Harry simplesmente.
O rubor de Gina aumentou ao extremo.
- Como pode ter essa coragem? - ela protestou. - Eu sou uma dama!
Em vez de concordar, Harry teve a audácia de soltar uma gargalhada.
- Ainda precisa me convencer disso. - ele rebateu.
Pela primeira vez na vida Gina sentiu vontade de esbofetear alguém. Em vez de fazer isso, porém, alisou a roupa com as mãos, procurando demonstrar compostura. Obviamente não podia enfrentar o Lobo de Wessex usando os punhos. Teria que vencê-lo pela razão.
- Não seja ridículo. Eu não conseguirei ir a lugar nessa floresta e você já deu mostras de que é capaz de me encontrar. - ela disse, com certa amargura.
- Isso é verdade. - concordou Gina. - Mesmo assim não estou disposto a perder mais tempo. Agora ande logo. Faça o que precisa fazer para que possamos ir embora.
Gina abriu a boca para insistir no protesto, mas percebeu que seria em vão. Já havia constatado que era inútil discutir com Harry Potter. Mas o pior era ver que ele parecia estar se divertindo com o apuro por qual ela passava.
Não querendo prolongar ainda mais aquela situação aflitiva, Gina abaixou a cabeça.
- Vire-se de costas, pelo menos. - ela reivindicou.
- Não vou me virar, não.
Gina dirigiu a ele um olhar fulminante.
- Harry!
- Ficarei olhando para o lado. - ele concedeu. - Não tenho interesse em olhá-la, mulher, mas quero perceber seus movimentos se você correr para subir em alguma árvore ou tentar algum truque novo. E preste bem atenção, Gina: não voltará a fugir de mim.
Gina virou as costas para ele, num gesto ostensivo, mas as necessidades do corpo eram muito fortes.
Então ela se agachou para resolver aquele problema, ajeitando a saia da melhor forma possível. Sabia que na verdade ele não podia ver nada, mas mesmo assim a situação era terrivelmente constrangedora.
- Por acaso existe por aqui algum riacho onde eu possa me lavar? - ela perguntou, outra vez de pé e olhando para ele.
- Acho que não, Gina. Essa é outras das desvantagens de fugir para um lugar selvagem.
Dito isso ele fez um gesto para que ela o precedesse na caminhada. Gina acatou a ordem, apertando o manto em volta do corpo. Quando passou por ele, tinha os ombros aprumados e o queixo apontado para a frente.
- Jamais o perdoarei por isso, Harry Potter. - ela declarou.
Por mais belo, forte e cheio de vida que ele pudesse ser, aquele comportamento não merecia mesmo perdão. Por outro lado, era preciso reconhecer que parte daquilo se devia à ousadia que ela tivera para desafiá-lo. E outra parte podia se dever à declarada preocupação do Lobo com a segurança dela... o que Gina ainda achava dificil de acreditar. Mas a maior parte era fruto da grosseria pura e simples. Aquele homem realmente precisava aprender uma boa lição....
Apesar da postura de dignidade, Gina ainda estava dominada pela revolta. Enquanto caminhava, pensava na discussão que eles tinham tido e lembrava-se de coisas que poderia ter dito. A certa altura parou olhou para trás, quase provocando um esbarrão com o homem que vinha logo atrás.
Teria ele realmente dito que o corpo dela era tentador?



N/A: A história está na metade. Em breve cenas Nc entre o casal. Leiam e comentem.
Agradecimento especial a Thamis No mundo.

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