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2. Solidão


Fic: A MISSÃO --Quando ódio pode virar amor -


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Era uma manhã fria de Natal, as pessoas ainda estavam em suas casas sob o calor das lareiras e as poucas que já se aventuravam pelas alamedas frias do Beco Diagonal transpassavam alegria, de todas as  pessoas existia uma, que a alegria do Natal não tinha conseguido chegar. Para  Draco Malfoy o Natal era uma data comum, que não se aplicava a ele, natal é felicidade, família e essas duas coisas definitivamente não faziam parte da vida de Draco agora.


A pouco mais de quatro anos, a vida de Draco Malfoy havia mudado, uma mudança tão radical que nem ao menos parecia verdade. Com a queda de Voldemort houve uma verdadeira caça aos antigos Comensais, era necessário recompor a paz que foi perdida com a guerra. A maneira encontrada pelo Ministério da Magia foi a captura mais rápida possível dos Comensais e seu envio para Azkaban. A família Malfoy foi umas das primeiras a cair, era muito conhecida e influente para ser deixada para depois e além do mais, o Ministro estava sendo pressionado para tomar atitude contra as pessoas envolvidas com Voldemort.  


Como toda ação feita sem planejamento e com pressa, a caça aos Comensais foi um desastre: muitos não foram pegos e os que foram, sofreram por todos os outros que não foram capturados. Lúcio Malfoy foi julgado e condenado a trinta anos de prisão e Draco a dez. Narcisa foi deixada livre por ser não ser considerada uma comensal, porém por ser considerada vinda de fonte duvidosa, toda a fortuna dos Malfoy foi retida por ordem da justiça


O inferno havia começado para Draco, pouco depois de ser levado a Azkaban soube que seu pai havia morrido, não agüentando a humilhação de ser preso, Lúcio terminou com sua própria vida. Não poderia haver lugar pior no mundo do que Azkaban, mesmo sem os dementadores, as paredes transpiravam tristeza, dor e solidão. As poucas notícias que tinha de sua mãe eram que sua saúde estava muito debilitada devido à tristeza e que todo o pouco dinheiro que ainda havia, proveniente da herança dos Black, estava gastando para tentar libertar Draco.


A cada mês que passava, as esperanças de ser solto diminuíam e a amargura tomava conta do coração de Draco.  Era preciso muito autocontrole para não enlouquecer, não é preciso dementadores para se pensar em coisas ruins quando se está em uma cela imunda, escura e fria, sua mente se encarrega disso. Azkaban em si não era a pior coisa, o pior era saber que sua mãe estava doente e que ele ali trancafiado não poderia fazer nada para ajudá-la.


Quase um ano depois do inferno ter se instaurado na vida de Draco Malfoy, chegou a notícia que ele tanto aguardava: seria libertado. Só de saber da notícia o seu peito se encheu de esperança, finalmente poderia cuidar de sua mãe, ficar ao lado dela, tentar afinal ser feliz, havia sim cometido muitos erros, mas quem não os comete nesse mundo.


Mas a realidade não condiz com nossa imaginação. Ao sair da prisão, descobriu que dificilmente seria feliz novamente. Não existia mais mansão, morava em um casebre numa alameda do Beco Diagonal e era tão pequena, que a antiga sala era maior que toda a nova casa. As paredes eram pintadas que uma cor ocre escura, os poucos móveis, eram feitos de madeira mal entalhada e sem acabamento nenhum, mas o pior da casa não era a cor da parede, nem a qualidade dos móveis e sim as pessoas que viviam nela, só havia tristeza naquela casa. A doença de Narcisa só piorava e três meses depois de  Draco ser solto, Narcisa faleceu.


A casa, que já era triste, passou a ser mais ainda com a morte de Narcisa. Quando a tristeza é muito grande, alienar-se do mundo parece a solução perfeita, mas o mundo cobra atitudes e mais que isso, não havia mais fortuna para se sustentar, era preciso trabalhar.


Começou trabalhar na Borgin & Burkes , não era o que tinha sonhado para sua vida, mais há muito tempo já havia desistido da idéia de ter sonhos. A loja continuava a mesma de tantos anos atrás, num mostruário perto da lareira, a mão murcha, o baralho manchado de sangue, os olhos de vidro, cordas, tudo absolutamente igual. Uma ironia até, comparada a diferença da vida de Draco.


Em um avião, quando o piloto não pode dirigir, é acionado o piloto-automático e foi assim que vida de Draco passou a ser dirigida, pois não havia mais emoção, comandos automáticos dirigiam sua vida, até mesmo seu recente namoro era assim.


E assim foram passando dias, meses, anos. Quatro desde a morte de sua mãe. E lá estava ele, nessa manhã fria de Natal, olhando as pessoas passando pelas ruas do Beco Diagonal


pela janela minúscula e imunda de seu casebre. Era extremamente melancólico ficar vendo as pessoas passando felizes. A impressão que se tinha era que não poderia existir um mundo tão injusto, onde uma pessoa poderia ser tão infeliz enquanto outras curtiam o Natal assim, com sua família.    


De certo modo, observar as pessoas pela janela era como tentar viver um pouquinho através delas, sempre fazia isso quando chegava em casa, mas hoje estava sendo doloroso demais. A imagem dele e sua mãe não saiam de sua cabeça, olhar a felicidade alheia era sufocante. Quase como uma decisão involuntária, ele foi ao armário que estava em um canto na sua sala minúscula, era um armário de madeira, antiquado, com portas que não fechavam direito,desalinhadas, deixando um vão entre elas, mesmo quando fechadas, pegou uma caixinha azul desbotada de dentro do armário e foi se sentar no sofá. Lá dentro, havia as poucas fotos dele com sua mãe, momentos felizes que há muito tempo já tinham ido e que ele sabia que nunca mais voltariam a ter. Ao pensar nisso uma lágrima caiu de seus olhos, odiava se sentir assim, sozinho,sem ninguém no mundo, sempre tinha sido tão auto-suficiente, confiante, arrogante até, agora era só a sombra do homem que ele foi. Junto com as fotos tinha um pequeno pacote com uns papéis dentro, pegou um deles pra ler.


 


Bom dia meu querido...


Saudades.


Que bom que você faz parte da minha vida, você é a melhor parte dela agora.


Te adoro


 


Beijos.   


 


Mais lágrimas caíam de seus olhos agora, há muito tempo não via esses bilhetes. Eles eram mais uma das coisas boas que ele sabia que nunca mais ocorreriam novamente, que a vida tinha lhe roubado, apesar de também ter sua parcela de culpa nisso 


 


 


Era uma manhã fria de Natal, as pessoas ainda estavam em suas casas sob o calor das lareiras e as poucas que já se aventuravam pelas alamedas frias do Beco Diagonal transpassavam alegria, de todas as  pessoas existia uma, que a alegria do Natal não tinha conseguido chegar. Para  Draco Malfoy o Natal era uma data comum, que não se aplicava a ele, natal é felicidade, família e essas duas coisas definitivamente não faziam parte da vida de Draco agora.


A pouco mais de quatro anos, a vida de Draco Malfoy havia mudado, uma mudança tão radical que nem ao menos parecia verdade. Com a queda de Voldemort houve uma verdadeira caça aos antigos Comensais, era necessário recompor a paz que foi perdida com a guerra. A maneira encontrada pelo Ministério da Magia foi a captura mais rápida possível dos Comensais e seu envio para Azkaban. A família Malfoy foi umas das primeiras a cair, era muito conhecida e influente para ser deixada para depois e além do mais, o Ministro estava sendo pressionado para tomar atitude contra as pessoas envolvidas com Voldemort.  


Como toda ação feita sem planejamento e com pressa, a caça aos Comensais foi um desastre: muitos não foram pegos e os que foram, sofreram por todos os outros que não foram capturados. Lúcio Malfoy foi julgado e condenado a trinta anos de prisão e Draco a dez. Narcisa foi deixada livre por ser não ser considerada uma comensal, porém por ser considerada vinda de fonte duvidosa, toda a fortuna dos Malfoy foi retida por ordem da justiça


O inferno havia começado para Draco, pouco depois de ser levado a Azkaban soube que seu pai havia morrido, não agüentando a humilhação de ser preso, Lúcio terminou com sua própria vida. Não poderia haver lugar pior no mundo do que Azkaban, mesmo sem os dementadores, as paredes transpiravam tristeza, dor e solidão. As poucas notícias que tinha de sua mãe eram que sua saúde estava muito debilitada devido à tristeza e que todo o pouco dinheiro que ainda havia, proveniente da herança dos Black, estava gastando para tentar libertar Draco.


A cada mês que passava, as esperanças de ser solto diminuíam e a amargura tomava conta do coração de Draco.  Era preciso muito autocontrole para não enlouquecer, não é preciso dementadores para se pensar em coisas ruins quando se está em uma cela imunda, escura e fria, sua mente se encarrega disso. Azkaban em si não era a pior coisa, o pior era saber que sua mãe estava doente e que ele ali trancafiado não poderia fazer nada para ajudá-la.


Quase um ano depois do inferno ter se instaurado na vida de Draco Malfoy, chegou a notícia que ele tanto aguardava: seria libertado. Só de saber da notícia o seu peito se encheu de esperança, finalmente poderia cuidar de sua mãe, ficar ao lado dela, tentar afinal ser feliz, havia sim cometido muitos erros, mas quem não os comete nesse mundo.


Mas a realidade não condiz com nossa imaginação. Ao sair da prisão, descobriu que dificilmente seria feliz novamente. Não existia mais mansão, morava em um casebre numa alameda do Beco Diagonal e era tão pequena, que a antiga sala era maior que toda a nova casa. As paredes eram pintadas que uma cor ocre escura, os poucos móveis, eram feitos de madeira mal entalhada e sem acabamento nenhum, mas o pior da casa não era a cor da parede, nem a qualidade dos móveis e sim as pessoas que viviam nela, só havia tristeza naquela casa. A doença de Narcisa só piorava e três meses depois de  Draco ser solto, Narcisa faleceu.


A casa, que já era triste, passou a ser mais ainda com a morte de Narcisa. Quando a tristeza é muito grande, alienar-se do mundo parece a solução perfeita, mas o mundo cobra atitudes e mais que isso, não havia mais fortuna para se sustentar, era preciso trabalhar.


Começou trabalhar na Borgin & Burkes , não era o que tinha sonhado para sua vida, mais há muito tempo já havia desistido da idéia de ter sonhos. A loja continuava a mesma de tantos anos atrás, num mostruário perto da lareira, a mão murcha, o baralho manchado de sangue, os olhos de vidro, cordas, tudo absolutamente igual. Uma ironia até, comparada a diferença da vida de Draco.


Em um avião, quando o piloto não pode dirigir, é acionado o piloto-automático e foi assim que vida de Draco passou a ser dirigida, pois não havia mais emoção, comandos automáticos dirigiam sua vida, até mesmo seu recente namoro era assim.


E assim foram passando dias, meses, anos. Quatro desde a morte de sua mãe. E lá estava ele, nessa manhã fria de Natal, olhando as pessoas passando pelas ruas do Beco Diagonal


pela janela minúscula e imunda de seu casebre. Era extremamente melancólico ficar vendo as pessoas passando felizes. A impressão que se tinha era que não poderia existir um mundo tão injusto, onde uma pessoa poderia ser tão infeliz enquanto outras curtiam o Natal assim, com sua família.    


De certo modo, observar as pessoas pela janela era como tentar viver um pouquinho através delas, sempre fazia isso quando chegava em casa, mas hoje estava sendo doloroso demais. A imagem dele e sua mãe não saiam de sua cabeça, olhar a felicidade alheia era sufocante. Quase como uma decisão involuntária, ele foi ao armário que estava em um canto na sua sala minúscula, era um armário de madeira, antiquado, com portas que não fechavam direito,desalinhadas, deixando um vão entre elas, mesmo quando fechadas, pegou uma caixinha azul desbotada de dentro do armário e foi se sentar no sofá. Lá dentro, havia as poucas fotos dele com sua mãe, momentos felizes que há muito tempo já tinham ido e que ele sabia que nunca mais voltariam a ter. Ao pensar nisso uma lágrima caiu de seus olhos, odiava se sentir assim, sozinho,sem ninguém no mundo, sempre tinha sido tão auto-suficiente, confiante, arrogante até, agora era só a sombra do homem que ele foi. Junto com as fotos tinha um pequeno pacote com uns papéis dentro, pegou um deles pra ler.


 


Bom dia meu querido...


Saudades.


Que bom que você faz parte da minha vida, você é a melhor parte dela agora.


Te adoro


 


Beijos.   


 


Mais lágrimas caíam de seus olhos agora, há muito tempo não via esses bilhetes. Eles eram mais uma das coisas boas que ele sabia que nunca mais ocorreriam novamente, que a vida tinha lhe roubado, apesar de também ter sua parcela de culpa nisso

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