N/A: Hey minha galera, antes de começarem a ler a fic, eu preciso fazer umas considerações...
Eu não ia postar o cap nem agora e nem com esses poucos coments que nós temos... Mas estou me mudando amanhã, então sabe-se lá quantos dias eu ficarei sem net! Aí achei injusto deixar vcs na expectativa por tanto tempo! Haushaushauhsuas Então cá estamos nós! Eu aqui toda melecada pq acabei de descer meu guarda-roupa e minha cama praticamente sozinha... peça por peça; To morrendo! Desmontei a escrivaninha e estou com o notebook em cima de uma caixa de papelão!!! Deprimente! Uashauhsauhs4
Então:
-A fic ocorre no sétimo ano deles em Hogwarts, portanto, desconsiderem o livro 7!
-Rony namorou Lilá no sexto ano, mas terminaram e no final do ano, ele começou a namorar Hermione.
-Harry e Gina estão juntos.
-Voldemort domina o mundo bruxo.
-Draco não matou Dumbledore, mas não por covardia, e sim por outros motivos que serão mostrados ao longo da fic.
-Voldemort está mais forte do que nuca.
-As coisas estão bem difíceis para o lado da ordem da fênix.
Morte. Ela tinha certeza de que morreria. Seu corpo não tinha mais salvação. Não sentia mais nada, nem mesmo a dor... Estava tudo distante, apenas uma leve impressão... A dor às vezes parecia se esvair, assim como a vida a estava deixando, empurrando-a para a escuridão. Não sabia dizer precisamente quanto, mas há um bom tempo os gritos haviam cessado. Agora estava tudo imerso em total silêncio. Um silêncio angustiante. Será que estavam todos mortos? Seus amigos, companheiros, professores... Sua família. Ou será que a deixaram ali para morrer? Será que Harry havia ganhado a guerra? Ou será que perdera? As dúvidas rondando sua cabeça, tornavam aquele momento ainda pior. Não queria morrer ali sem saber o que tinha sido feito de seus amigos. Tentava se mover, mas nem um músculo de seu corpo saía do lugar... Sua posição não mudava sequer um centímetro. O fogo a estava consumindo...
Flashes da batalha iam e vinham em sua cabeça. Lembrava-se de ter visto Rony lutando contra um comensal, e Gina se protegendo de dois.... Harry desviava de feitiços, e corria... Corria tentando encontrar Voldemort, seu alvo principal. Os membros da ordem estavam, claramente, em desvantagem. Havia muito mais comensais do que ordem da fênix ali. E apesar de os professores de Hogwarts e mais alguns associados ajudarem, estava cada vez mais longe a chance de vitória. E então, tudo mudou... Bem à sua frente, se materializou Belatriz Lestrange, o braço direito do lorde das trevas. Num duelo injusto, devido ao fato de que Hermione já estava ferida e cansada, a comensal conseguiu desarmá-la. E então só o que pôde sentir foi dor. Uma dor aguda, vinda da altura de suas costelas. E então, muito sangue começou a jorrar dali, manchando sua roupa, e deixando-a sem forças. Olhou para baixo e pôde visualizar um punhal, de cor prata, emitindo uma forte luz vermelha, cravado bem abaixo de suas costelas. Seus joelhos cederam, e seu corpo foi de encontro ao chão, molhado pela chuva que "batizava" aquele momento da guerra. Só conseguiu ouvir a gargalhada histérica e satisfeita de Belatriz, antes de desmaiar.
Agora, provavelmente, horas depois do ocorrido, ela estava ali, no mesmo lugar onde havia sucumbido à Belatriz. Não sabia devido a qual milagre, mas estava viva. Ou parcialmente, levando em consideração seu estado. Queria que aquilo acabasse logo. Será que Deus seria capaz de lhe dar uma morte lenta e dolorosa, ainda mais do que já estava sendo? Por que ela não podia morrer rápido, como uma heroína que lutou ao lado de Harry Potter contra as forças das trevas? Ela não tinha consciência de como estava sua aparência, nem o quanto seu corpo estava comprometido, mas tinha absoluta certeza de que não poderia se salvar. Não quando havia tanta dor e, aparentemente, ninguém por perto. Não sabia distinguir se estava consciente ou se tudo aquilo já era um mero delírio. Seria apenas fruto de sua imaginação? Será que, finalmente, era chegada a hora de partir e toda dor aliviaria? Esperou por alguns minutos, ansiando pela libertação, mas esta não aconteceu. Pelo contrário, vozes vindas de algum lugar, se apossaram do pouco que sobrava de sua audição.
-Anda, vamos embora, aqui só tem cadáveres! - A voz de um homem soou.
-Podem ir. Eu não vou para o mesmo lugar que vocês...
-Vai ficar fazendo o que aqui? - O mesmo homem, perguntou.
-Apenas checar... - Uma resposta fria e sem mais explicações vinda do terceiro homem, foi o que bastou para os outros dois aparatarem dali.
Hermione ainda podia ouvir passos e um outro barulho vindos da direção que, anteriormente, escutara as vozes. Cadáveres? Então ela estava certa, havia mesmo morrido! Mas então, por que ainda escutava as vozes? Seria sua alma? Tudo estava muito estranho. Forçou seus olhos a se abrirem, e com muita dificuldade, conseguiu visualizar, parcialmente, o céu encoberto por nuvens. Tentou se mexer novamente, mas não conseguiu... Havia, ainda, muita dor. A morte não poderia ser tão dolorosa daquela maneira então, infelizmente, ela ainda estava viva. Fez um pouco mais de força, na tentativa de chamar a atenção de quem quer que estivesse ali, - se fosse da ordem, a salvaria, se fosse comensal, a mataria de uma vez e o sofrimento estaria acabado - mas a única coisa que conseguiu foi aumentar ainda mais a pontada que vinha da área próxima a seu estômago. Se ela pudesse, com certeza teria gritado. Era como seu um bicho estivesse arrancando toda sua pele com os dentes. Sua barriga queimava, queimava, queimava... Era como se seu sangue fosse gasolina e aquele punhal, um fósforo. O máximo que conseguiu foi emitir um gemido baixo, que mais lembrava ao de um gato molhado, mas parecia ter sido suficiente para chamar a atenção de seu "companheiro". Com sua audição comprometida, pôde ouvir os passos ficarem cada vez mais altos. Provavelmente, a pessoa estava cada vez mais perto dela. Mas a dor não permitiria que ela visualizasse quem era... Suas forças, recém adquiridas, estavam deixando seu corpo novamente e a visão estava ficando turva, embaçada. Apenas se lembrava de ter mergulhado num azul profundo, antes de tudo se tornar escuro.
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" Hermione! Hermione! Hermione! " ... Ela podia ouvir Rony gritar e correr até ela... Mas já era tarde demais... Seu corpo já estava indo de encontro a uma forte luz prateada vinda não se sabe de onde... Sentiu o calor inundar sua pele, queimando-a por dentro... E de repente tudo estava longe... apenas um borrão... apenas uma lembrança...
MORTE!
Abriu os olhos um pouco assustada e se deparou com uma meia claridade que, surpreendentemente, não a incomodava. Tentou se mover, mas o máximo que conseguiu foi despertar as dores em seu corpo. Podia sentir cada músculo seu dolorido e isso não a agradou nem um pouco. Ainda tinha a esperança de que estivesse morta, mas as dores provavam o contrário. Examinou o local onde estava, era um quarto amplo todo decorado em cores escuras. Até os móveis eram escuros e combinavam com a cortina negra que cobria toda a janela. Onde estaria? No St. mungus não era, pois ela se lembrava do hospital ser bem claro e arejado. Será que era algum esconderijo da ordem? Ou pior... Será que era algum esconderijo de comensais?
Hermione se desesperou ao imaginar-se em tal situação.Os móveis bem escuros apenas confirmavam suas suspeitas. Então, se estava em algum tipo de sede de encontro de comensais, por que ainda não estava morta? Estaria sendo feita prisioneira? Estava perdida em indagações quando um barulho vindo de um canto do quarto chamou sua atenção. Havia alguém mais ali, sentado em frente à uma escrivaninha, lendo algo. Parecia concentrado, fazendo anotações numa espécie de pergaminho. Os cabelos eram claros e as roupas que ele usava eram bem escuras, num contraste. Era tudo que Hermione podia identificar devido à penumbra, pois a única iluminação do local vinha de uma luminária, em cima da escrivaninha, que clareava os livros que a tal pessoa lia. Ela sentiu um frio percorrer sua espinha. Quem seria ele? Será que era melhor fingir que ainda estava dormindo? Mas sua curiosidade era maior que seu medo, então ela resolveu arriscar.
- Quem é você? - Perguntou, mas sua voz soou baixa e rouca. Há quanto tempo estava sem falar?
A outra pessoa no quarto travou de imediato. Sua posição se tornou rígida na cadeira de madeira e ela largou a pena, lentamente, em cima do pergaminho. Hermione o viu se levantar da cadeira e virar-se de frente para ela. Aqueles cabelos loiros platinados, aquela expressão arrogante no rosto e aquele andar imponente, já que ele agora se aproximava da cama, não deixavam dúvidas quanto à identidade dele.
-Malfoy? - Perguntou Hermione, num misto de espanto e curiosidade, mas sua voz continuava a soar fraca, como se ela estivesse com medo. E talvez até estivesse.
-Surpresa, Granger! - Ele disse, mas não havia sarcasmo em sua voz... Havia frieza.
-O que você está fazendo aqui? Ou melhor, o que eu estou fazendo aqui? Onde estamos? O que está acontecendo? - Disse Hermione, ficando mais nervosa a cada segundo.
-Uma pergunta de cada vez! - Ele disse, sem paciência. - Eu sou um só!
-Certo. Como eu vim parar aqui?
-Eu te trouxe.
-Por que?
-Preferia que eu a deixasse morrer? - Agora sim havia ironia na voz dele, e o famoso sorriso sarcástico se manifestou nos lábios finos.
Hermione ponderou por um instante a resposta que daria. Queria dizer que sim, que ela preferia ter morrido a estar ali, mas preferiu fazer mais perguntas. Não estava entendendo absolutamente nada daquilo.
-Onde estamos? - Ela perguntou, sentindo uma pontada em sua cabeça.
-Em minha casa. - Ele respondeu displicente.
-Na mansão Malfoy? - Ela perguntou, incrédula.
-Não. Uma outra propriedade minha. - Ele respondeu, para alívio da castanha.
-Mas o que aconteceu? O que exatamente eu estou fazendo aqui? - Perguntou com um pouco de dificuldade, já que as pontadas na cabeça estavam cada vez mais fortes.
-Eu vou lhe explicar, mas uma só vez, portanto, preste atenção.
FLASHBACK
Aquela batalha parecia um desmatamento, onde as pessoas eram as árvores tombadas. O Jardins de Hogwarts estavam mais parecendo um campo de batalha do que o jardim de uma escola. O castelo estava em ruinas e, as poucas colunas que ainda se sustentavam em pé, ameaçavam tombar a qualquer momento. Muitas mortes, muitas perdas, muito sofrimento. Não eram uma guerra apenas entre bruxos, mas entre diferentes criaturas mágicas. O Lorde das trevas havia reunido um exército diversificado onde comensais da morte lutavam com a ajuda das mais terríveis criaturas das trevas. Gigantes, orcs, e outras horripilantes criaturas que vinham dos quatro cantos da Terra. A ordem da fênix contava com a ajuda do ministério bruxo e seu exército de aurores vindos do mundo inteiro, e algumas criaturas místicas do bem, como os elfos e os centauros, que apesar de não serem tão amigáveis, aceitaram ajudar o bem nessa guerra.
Apesar de tudo isso, o bem estava em visível desvantagem. Muitos estavam mortos, de ambos os lados, mas o desfalque do lado da ordem da fênix era imensamente maior. Não apenas em termos de numerosidade, mas também porque o lado das trevas usava de artifícios ilegais como magia negra, extremamente complexa e poderosa. O desespero aumentava a cada momento que mais criaturas amaldiçoadas surgiam por entre as árvores da floresta proibida. Não havia mais jeito de ganhar aquela batalha e a ordem sabia disso. E se não quisessem perder a guerra, precisavam se retirar dali para reunir forças e pessoas para uma nova batalha, mas não naquele dia e não naquelas condições. Todos pareciam perceber a perda sofrida pelo lado do bem. Todos menos Harry Potter que corria por entre as pessoas à procura do causador daquilo tudo: Lord Voldemort.
O menino de incríveis olhos verdes, agora cegos pelo desespero e fome de justiça, parecia estar alheio a tudo e a todos. Só o que queria, só o que precisava era encontrá-lo, matá-lo e então, tudo estaria acabado. Mas não era tão simples. Pelo seu caminho ele encontrava com criaturas das trevas e com comensais, mas os derrubava em poucos minutos movido pelo ódio ao assassino de seus pais. As únicas coisas que Harry conseguia enxergar à sua frente eram Gina e o desejo por um mundo de paz. Só quando pensou em Gina, ele parou para dar uma olhada à sua volta. Muitas pessoas estavam mortas e outras estavam sucumbindo diante de seus adversários. E para o total desespero dele, a maioria dessas pessoas lutava ao seu lado. Pela primeira vez desde que aquela batalha começara, ele sentiu medo. Medo por seus amigos, medo por seus companheiros, medo por Gina. Vascullhou o local com o olhar e logo encontrou Lupin que corria, ferido, até ele.
-Harry! Precisamos nos retirar! Nossa gente está morrendo! - Disse Lupin, que logo teve que atacar um comensal que tentara acertar Harry pelas costas.
-Não posso! Eu preciso matá-lo! - Disse Harry, com profunda raiva no olhar.
-Não aqui e não agora, ouviu bem? Se você ficar, vai morrer! - Lupin disse com seriedade.
-Eu não me importo em morrer! Contanto que eu o mate primeiro! - Insistiu o rapaz.
-Mas seus amigos se importam! Nós da ordem nos importamos! EU me importo! Sem Sirius aqui, eu assumo o papel de seu padrinho, precisamos ir embora!
Harry hesitou por um instante, percorrendo todo o camplo de batalha com os olhos. Realmente, as pessoas estavam morrendo e o culpado de tudo era ele. Ele não podia continuar permitindo que isso acontecesse. E se algum de seus amigos estivesse ferido ou morto? Com um aceno resignado de cabeça, ele assentiu a Lupin que imediatamente ampliou magicamente a voz e gritou para todos.
-ORDEM DA FÊNIX E MEMBROS DO BEM, BATER EM RETIRADA! AGORA! - Seu grito ecoou pelos jardins espantando pássaros e assustando as pessoas.
Imediatamente, Harry começou a correr para a direção onde uma cabeleira ruiva estava, procurando ansiosamente por algo. Conseguiu chegar próximo de Rony e logo Gina se juntou a eles, respirando com dificuldade.
-Gina! Você está bem? - Perguntou Harry, abraçando-a para se certificar de que ela estava inteira.
-Estou, meu amor. Vamos mesmo embora? - Perguntou a ruiva, retribuindo o abraço.
-Vamos. Não temos chance contra eles nessa batalha! - Respondeu o moreno com pesar.
-Vamos Harry! - Apressou Lupin que chegava próximo a eles, puxando Tonks pela mão. Alguns membros da ordem da fênix, como Sr e Sra Weasley, também se aproximavam, reunindo-se ali
-Onde está a Hermione? - Perguntou Rony, pronunciando-se pela primeira vez. Todos olharam em volta, mas nem um sinal da castanha.
-Eu sinto muito. - Disse Quim com sua voz grave, aproximando-se do trio composto por Harry, Gina e Rony.
-Sente muito o que? - Perguntou Rony, exaltando-se.
-Eu vi quando a belatriz acertou um punhal na barriga de Hermione, e então ela caiu imóvel. - Explicou o homem. - Acho que ela morreu na hora... Ela já estava muito ferida e...
-NÃO! Não pode ser... Hermione! - Gritou Rony, afastando-se dali enquanto procurava por Hermione com o olhar. As criaturas das trevas apenas os observavam. Muitos outros da ordem já tinham aparatado para longe dali, fazendo os comensais começarem a saborear a vitória daquela batalha.
-Rony! - Gritou o Sr Weasley, correndo e puxando seu filho para perto deles outra vez. - Temos que ir!
-Não! Não! Não! - Rony gritava e se debatia nos braços de seu pai, enquanto Harry permanecia em choque e Gina e a Sra Weasley derramavam lágrimas desesperadas. - Me larga! Eu vou achá-la!
-Ela não vai mais voltar! - Disse o Sr Weasley. - Eu sinto muito!
-Não... - Disse Ron, redendo-se ao aperto do pai, e derramando seu pranto desesperado pela perda de sua amiga, sua namorada, sua amante...
O Sr Weasley aparatou, levando o filho consigo. Logo em seguida, os outros membros da ordem aparataram também, deixando ali apenas Harry, Gina e a Sra Weasley.
-Hermione... - Harry sussurrou, saindo de seu estado de transe. Gina o abraçou ainda mais forte, chorando compulsivamente no peito dele.
-Vamos queridos. - Disse a Sra Weasley, com a voz embragada.
-Eu preciso achar a Mione. - Disse Harry, com o olhar vazio.
-Eu sinto muito querido, mas ela está morta. - Disse a Sra Weasley, deixando que mais lágrimas rolassem por sua face. Ao ouvir as palavras da mãe, Gina começou a soluçar mais forte. - Nós precisamos ir! - Apressou a Sra Weasley, vendo que comensais se aproximavam deles.
E então ela os abraçou e aparatou, levando-os consigo. Um urro de felicidade escapou da boca de vários comensais. Voldemort já não se encontrava mais ali. Quando percebeu que o inimigo estava se retirando, ele aparatou, temendo que eles voltassem com reforços. Agora, muitos comensais que tinham ficado, começavam a aparatar também, e as criaturas se embrenhavam na floresta, sumindo entre as sombras, para aguardar um novo chamado do lorde das trevas.
Draco Malfoy ainda continuava ali, andando entre os corpos, procurando por conhecidos. Apesar de ter optado pelo lado negro, muitas daquelas pessoas tinham estudado com ele, ou pelo menos convivido por algum tempo. Pôde reconhecer alguns rostos em meio àquele monte de cadáveres, como um de seus professores e um garoto do sétimo ano da corvinal. Bem, ele presumia que era do sétimo ano pois no ano anterior, esse mesmo rapaz tivera aulas com ele quando ambos estavam no sexto ano. Mas Draco nem sequer colocou os pés em Hogwarts para cursar o sétimo ano devido à pressão de seu pai para que ele servisse ao Lord das trevas. E, além de tudo, existia sua missão de matar Dumbledore que fora concluída por Snape, mas que provavelmente todos já sabiam que a missão era de Draco. E agora, ele se revelara publicamente um comensal, pois lutara do lado das trevas naquela batalha. Na verdade, lutara não seria bem a palavra já que ele não levantou a varinha nenhuma vez para atacar ninguém. Apenas ficou de longe observando e desviando dos feitiços que lançavam contra ele.
--Anda, vamos embora, aqui só tem cadáveres! - Falou um dos poucos comensais que ali ainda estavam.
-Podem ir. Eu não vou para o mesmo lugar que vocês... - Disse Draco, com a voz arrastada de sempre.
-Vai ficar fazendo o que aqui? - O mesmo homem, perguntou.
-Apenas checar... - Respondeu Draco, sem paciência.
Não se importava nem um pouco com aqueles dois homens. Queria ficar sozinho ali. Os outros dois aparataram, deixando-o na companhia dos corpos sem vida. Um mau cheiro já se instaurava no local, não muito forte, mas forte o suficiente para chegar nas narinas humanas. Um gemido baixo, próximo dele, despertou-o de seus devaneios. Será que ainda havia alguém vivo ali? Draco procurou, com seus olhos ansiosos, por algo que poderia se mexer. A poucos metros, lá estava ela, os olhos castanhos abertos, mas vazios, o corpo todo ensangüentado, os cabelos grudados na testa devido à chuva, e um punhal enfiado na altura de seu estômago. O assombro tomou conta dele, Hermione Granger estava bem ali, na sua frente, morrendo. Aproximou-se dela, ajoelhou no chão de lama, e a fitou profundamente nos olhos, mas ela desfaleceu sem dizer uma palavra. Draco pensou que ela estava morta, mas uma respiração fraca bateu de encontro à sua mão quando ele checou.
O que faria? A deixaria ali para morrer? Ou tentaria salvá-la? Mas salvá-la por quê? Durante anos eles foram inimigos, sempre trocando farpas e insultos. Ela era uma sangue ruim, uma sabe tudo intragável que fazia questão de irritá-lo toda vez que cruzava seu caminho, mesmo que fosse apenas com o olhar. É, ele deveria deixá-la morrer, não havia razões para tentar salvar a vida de uma pessoa que ele odiou por toda sua vida. Se é que ela tinha salvação. Parecia muito machucada, havia cortes e escoriações por todo o corpo da castanha, agora frágil e quase sem vida. Aquele punhal também parecia conter algum tipo de magia negra, pois uma luz forte emanava dali, provavelmente, obra de sua tia Belatriz. Mesmo que a tirasse dali, seria um grande desafio mantê-la viva. Isso, um desafio... Talvez o maior desafio de sua vida e, se a salvasse, teria algo para esfregar na cara do Potter e do Weasley para o resto de seus dias. Enquanto eles a deixaram ali para morrer, ele a salvou. Era isso... Talvez até pudesse usar o fato a seu favor algum dia, se ele precisasse. Quem sabe?
Tomado por um impulso, ele a ergueu cuidadosamente nos braços. Tendo-a assim tão próximo de si, despertava nele sentimentos que ele não sabia dizer precisamente quais eram. Ela parecia tão frágil, como se pudesse quebrar ao menor dos movimentos. Se ele não fosse rápido, duvidava que ela abriria os olhos novamente. Tendo em mente o local certo para ir, ele aparatou levando-a consigo.
FIM DO FLASHBACK
-Um desafio? Foi por isso que salvou minha vida? - Perguntou Hermione, ainda sem forças.
-Não seja tão otimista, Granger... Não sei realmente se posso salvá-la. - Disse Draco, com seu ar sério.
-Eu não entendo... Você cuidou dos meus ferimentos, e pelo que vejo já estão quase cicatrizando... - Disse Hermione, olhando para curativos em seu braço, e sentindo algo repuxar em sua boca, provavelmente havia curativos por ali também. - Ainda sinto algumas dores, mas não acho que seja muito grave.
-Sente dores onde? - Perguntou ele, indiferente.
-Seria mais fácil dizer onde não sinto... - Disse Hermione, resignada.
-Eu quero dizer, onde elas são mais fortes? - Ele reformulou a pergunta.
-Aqui... - Disse a castanha, colocando a mão sobre o local onde o punhal estivera antes. - nas costas e.... AHHHHHHHHHHHH! - Hermione interrompeu seu relato devido a uma pontada aguda em sua nuca.
Draco se sobressaltou e correu até ela, segurando seus braços enquanto a castanha gritava e se contorcia dizendo coisas que não faziam o menor sentido para ele. Hermione se debatia, e colocava as mãos na cabeça tentando fazer com que a dor cessasse, inutilmente. Draco procurou por algo na mesinha de cabeceira e pegou uma seringa com uma longa e fina agulha. Subiu em cima dela, que ainda estava deitada na cama se contorcendo e gritando, e a imobilizou com as pernas,enquanto ela se debatia tentando se livrar dele, para logo em seguida aplicar uma injeção no braço direito da castanha. À medida que o líquido ia entrando no corpo de Hermione, as contorções e gritos diminuíam... Já não fazia mais tanta força contra Draco e, logo, tudo ficou em silêncio novamente.
Draco saiu de cima dela, jogando a seringa numa cesta de lixo próxima da cama, onde havia muitas outras. Observou a castanha, que tinha sua respiração voltando ao normal naquele momento e, pela primeira vez sentiu uma pontada no seu peito por vê-la naquele estado. Esse não era o primeiro ataque de Hermione, mas era o primeiro em que ela estava consciente. Em todos os outros, somente o corpo dela se debatia, mas não havia os gritos ensurdecedores e desesperadores, como dessa vez. Os olhares dela estavam fora de foco e em sua face havia uma expressão de pavor.
-O que foi isso? Quem eram aquelas pessoas? O que está acontecendo? - Perguntou Hermione, com a voz embargada e algumas lágrimas brotando em seus olhos.
-Pois então, era isso que eu estava tentando te dizer. Seu problema é muito mais grave do que imagina, Granger. - Falou Draco, pausadamente.
-Que problema? Como assim? Conte-me por favor! - Pediu Hermione, em tom de súplica.
-O que você viu? - Perguntou Draco, eom sério.
-Eu vi fogo, pessoas correndo, ouvi muitos gritos... Gente queimando... - Hermione disse as últimas palavras com certa dificuldade.
-O ataque à vila trouxa. - Draco disse, mais para si mesmo do que para ela.
-O que? O que você disse?
-Você lembra de como conseguiu esse corte? - Perguntou Draco, apontando para a barriga da castanha.
-Foi a Belatriz... Ela me feriu com um punhal. - Disse Hermione, pensativa.
-Exatamente... Aquele punhal estava enfeitiçado com Magia negra.
N/A: Olá pessoinhas da minha vida! Cá estou eu novamente com mais uma fic! Hehehe Espero que tenham gostado do primeiro capítulo dessa fic que será completamente diferente de tudo o que já escrevi! Sério... Vcs estão acostumados com meus romances, as estórias de amor, a “comédia”(Renaissance)... rsrss Dessa vez teremos um mistéerio, guerra, drama... Enfim, algo mais forte. =D Espero que gostem pois eu estou adorando escrever. Tá sendo um pouquinho mais difícil, mas eu consigo! \o/! rsrsrs ... Entãaaao, vamos comentar neh?? Eu acho que eu mereço uns coments né amorecos? Rsrs .. Agora eu vou indo pq tenho muuuuuuita coisa pra escrever aiinda e muito o que fazer aqui! Rsrs
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