"... porque não há nada que defina melhor este estranho sentimento senão loucuras..."
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O bilhete trazia uma fragrância marcante. Sirius o colocou na mesa próxima de sua cama ainda aberto notando a letra tremida que quase ocultava seus finos traços. Sorrindo, aparatou no quarto de um hotel trouxa na periferia de Londres. Era o local perfeito, nunca ninguém suspeitaria que Bellatriz Black pusesse seus pés ali.
Ele caminhou silencioso no espaço entre a porta de entrada e a cama de lençóis brancos e arrumados. Lembrou que Bellatriz odiava esses lençóis, ela dizia que cheiravam a flores lhe causando náuseas, mas a mesma nunca deixou que o trocassem. A janela ao lado da cama estava entreaberta deixando as cortinas ralas serem levadas pelo vento de primavera recém chegado.
Sirius sentou-se na cama deixando suas costas cair no colchão mantendo ainda seus pés de fora. Entorpecido pela calma anormal deixou-se adormecer a espera dela. Devagar Bellatriz abriu a porta do quarto. O perfume de rosa dos lençóis foi ocultado pelo cheiro do homem que repousava tranquilamente em cima deles. Fechou a porta depositando sua bolsa numa velha cadeira.
Não conseguia impedir seus olhos de encara-lo, principalmente vulnerável como estava. Uma mão de Sirius encontrava-se debaixo de sua cabeça enquanto a outra acompanhava o ritmo de sua respiração descansando em sua barriga. A mulher caminhou até ele extasiada com a visão de Sirius. Seu corpo todo tremia sentindo as conseqüências da abstinência por não te-lo há dois meses.
Levantou a saia que vestia entrelaçando suas pernas ao redor do corpo de Sirius sem encostá-lo aproximando seu rosto do rosto dele para ouvir a respiração que tanto a sufocava. Fechou os olhos em cima dos dele e aspirou o perfume exalado da pele tenra e irresistível. De repente a mão de Sirius que estava em sua barriga eleva-se para o rosto macio de Bellatriz, rapidamente entrelaçando seus cabelos e a levantando com o movimento de seu corpo a colocando sentada em seu colo na beirada da cama. Com seus olhos ainda fechados Sirius a beijou sem esperar cumprimentos, os desejos de seus corpos não esperavam por conveniências.
Se separaram, Sirius a olhou, mas não encontrou seu olhar. Bellatriz abaixou sua cabeça fixando nos primeiros botões abertos da camisa dele. Mais uma vez ela sentiu aquela mão em seu rosto, esse toque a fez desmontar. Levantou-se e rapidamente postou-se na janela observando as ruas apinhadas de gente. Sirius ouviu um suspiro de aborrecimento e também se levantou escorando na parede oposta à janela, passou a mão no cabelo e olhando para o chão.
_ Vai me contar o que houve? _ Voltou a olhá-la.
O sol emoldurava os prédios lá fora e ficar observando o caminho das sombras era tudo que Bellatriz queria, fugir da realidade...
Sem se virar para ele disse numa voz embargada, porém com a mesma frieza de sempre:
_ Vou me casar no próximo sábado!
Sirius sabia que isso mais cedo ou mais tarde iria acabar acontecendo, já namorava há meses Lestrange, alías todo mundo bruxo sabia do tão esperado enlace, eram perfeitos um para o outro, mas mesmo assim aceitou continuar com ela, ela que contava como Lestrange a tratava na intimidade, ela que mesmo não amando seu noivo não fez nada para recusar este maldito casamento.
Sirius gargalhou melancolicamente. Bellatriz mantia o rosto impassível de qualquer emoção, isso fez brotar uma fúria desconhecida no peito dele. Andou até ela, mas esta ainda se recusou a olhá-lo. Apertou sua mão no braço da mulher fazendo-a encará-lo.
_ Olhe para mim! _ Os olhares se encontram. Sirius tentou reunir forças para não sucumbir diante de sua imagem _ Vocês se merecem, é igualzinha a ele! _ Cessou rispidamente o contato com a pele e com os olhos dando as costas a ela. Escutou um sorriso agudo e arrastado atraz de si.
_ VOCÊ SABIA QUE ISSO IRIA ACONTECER! _ gritou rindo mais alto tentando abafar o desespero de seu coração, estava se sentindo fraca e odiava isso. Sirius sentiu seu corpo se distender num mar de sentimentos contraditórios, não conseguia entender como amava uma mulher que não se importava em pertencer a outro para realizar suas ambições malignas. Se sentiu um fraco, um simples verme descartável.
Não posso limpar tudo isso.
Não posso desejar que tudo isso desapareça.
Não posso esperar que tudo isso suma.
Não posso chorar tudo isso pra fora.
Sirius suspirou pesadamente quando um arrepio percorreu todo seu corpo ao ouvir a respiração rápida de Bellatriz às suas costas o sufocando ao mesmo tempo o transportando para o único lugar que ele conhecia e conseguia sobreviver. Então rapidamente, como se seu corpo atendesse à súplica de seus desejos ele se virou para ela a agarrando pela cintura, jogando-a na parede e a beijando com furor, vasculhando a boca de Bellatriz com sua língua a deixando completamente sem ar. Seus dedos rasgaram a blusinha que ela vestia expondo seus seios despidos de sutiã, mordendo-os como um animal faminto ele enlouqueceu ao ouvir os gritos dela ao sentir os dentes cravando no local sensível. Ao arrancar-lhe a saia e a calcinha, levantou uma das pernas dela e enfiou sua língua em seu sexo enquanto seus dedos massageavam o clitóris. Sentiu seu cabelo sendo puxado com ardor por Bellatriz que se contorcia de prazer, até seu corpo tremer diante do orgasmo. Ele se levantou e com uma mão segurou o rosto dela a beijando novamente, enquanto a outra mão abria o zíper de sua calça ainda em seu corpo que caiu no chão levemente. Retirou a cueca com as duas mãos, e Belaltriz percebendo o desejo dele se ajoelhou diante de seu membro rígido abocanhando-o insanamente. Sirius depois de um tempo segurou a cabeça dela fazendo os movimentos dentro da boca macia, gemendo alto, mas evitou o gozo.
Sirius levantou Bellatriz pelos braços a jogando na cama de bruços. A olhava naquela posição enquanto retirava lentamente sua camisa. Milhões de pensamentos tomaram sua cabeça e um único sentimento lhe hipnotizava, queria possuí-la. Então se lembrou dela ao lhe contar sobre quando Lestrange havia a agarrado a força num encontro na casa dos pais dela, e a penetrado por traz, uma forte onda de ciúmes o invadiu e novamente a raiva ofuscou-lhe a visão.
Bellatriz permanecia na mesma posição quando sentiu sua cintura ser levantada pelos braços de Sirius a colocando de “quatro”. Ele se ajoelhou por traz dela, enlouqueceu ao agarrar com as duas mãos as nádegas de Bellatriz, afastando-as devagar. Respiravam fortes, Sirius queria mostrar que ela pertencia a ele e mais ninguém. Forçou sua glande para o pequeno orifício, ela soltou um grito que foi abafado pelo gemido forte dado por ele, sua mão passou na vagina dela totalmente exitada, em seguida espalhou o líquido no pênis. Num movimento rápido ele o enfiou todo dentro dela que uivou de dor, mas desta vez Sirius não emitiu som algum. Intensificou os movimentos, seu prazer aumentava a cada grito de Bellatriz. Suas unhas cravaram nas nádegas e nas pernas dela arrancando sangue. Diminuiu o ritmo percebendo que os gritos se tornavam gemidos e a cintura dela se mexia no ritmo dele. Sirius começou a massagear o clitóris dela com o dedo freneticamente, no mesmo momento recomeçou a penetra-la rapidamente, isso a levou a loucura, a fazendo perder a lógica ao sentir algo explodir em seu corpo, ao mesmo tempo que Sirius gritava ao jorrar seu líquido dentro dela.
Sirius observava deitado na cama a escuridão aos poucos tomar conta do quarto. Bellatriz dormia ao seu lado de costas para ele, observou-a. “Porque ela era tão perfeita?” Virou-se para ela sem encostá-la, seus cabelos negros descansavam no branco do travesseiro absorvendo todo aquele cheiro de rosas que ela tanto odiava, suas costas finas quase se confundiam com sua cintura e abaixo dela as marcas da emoção incontrolável dele. Levou sua mão até suas nádegas acariciando os lugares sem arranhões. “Ela nunca será minha!” sorrindo, aceitou a única verdade que existia.
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N/A:
Embora não tenha deixado claro no capítulo, escrevi a Bellatriz como sendo um ano mais nova que Sirius...
Bejinhos
Aninha Black
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