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9. CAPÍTULO 9


Fic: A Prometida - UA - HH


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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natylindinha: fico muito feliz em saber q vc tah gtostando... tah ae...

Angel Biby Simon Cullen *** Cereja: calma, tah ae...

Hermione.Potter: Vlw... mas naum vou adiantar nd... vai ter de esperar pra ler...

Nick Granger Potter: ela tem uma mãe e tanto, né... mas as coisas vão se esclarecendo com o tempo...

Andréa Pismel da Silva: tbém amei a cena... mas vai ter q esperar pra saber se ela fica ou não...

**RE**: Vlw... respondi assim q vi...

Meninas, desculpe a demora... tava me concentrando na apresentação do meu tcc e naum tava dando pra postar... mas deu td mais q certo... \o/

Bjus a tdas...

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A luz do sol entrara no quarto, fluindo das janelas amplas. Hermione se espreguiçou, não querendo acordar do sono. Havia uma razão para não querer fazê-lo, mas também não queria pensar nela.
Mas precisava acordar. Alguém sacudia seu ombro. Não rudemente, mas com insistência.
— Hermione mou, estamos desperdiçando um dia glorioso! Venha, o café da manhã nos espera.
A voz de Harry era um misto de repreensão e estímulo, seu tom deliberadamente baixo. Seria a melhor maneira de fazê-lo, ele sabia. Por enquanto, pelo menos. Ela não queria se mover, nem reconhecer sua existência, mas precisava, não era algo de que pudesse fugir ou negar mais. Ele não a apressaria, seria tão gentil quanto ela precisasse, mas sua negação precisava acabar. Ele a desejava, e ela o desejava, e suas pernas marcadas não deveriam entrar no caminho de sua aceitação dessa verdade inalienável.
Ele deu um beijo na face exposta.
— Há um bule de chá para você, o chefe esmerou em fazer o perfeito chá inglês, não o ofenda ao recusá-lo! Ele ficará aborrecido por dias e nós morreremos de fome! Então, beba seu chá como uma boa menina, e venha me encontrar no deque em quinze minutos — ele se curvou um pouco para acariciar a face dela muito suavemente. — Vai ficar tudo bem, Hermione, confie em mim — e saiu.
Ela precisava de cada um destes 15 minutos que ele lhe dera. Enquanto tomava banho e se vestia, um único pensamento passou por seu cérebro: Não pense nisso! Simplesmente não pense nisso!
Mas no momento em que ela emergiu para o deque ensolarado, onde a mesa do café estava posta, e colocou os olhos em Harry, esqueceu-se de sua decisão. As recordações, em totais e absolutos detalhes, a fluíram.
Ele o viu em seu rosto, em seus olhos, e reagiu imediatamente. Levantou-se e veio em sua direção rapidamente, pegando suas mãos.
— Venha tomar café — disse. — O que você gostaria de comer? — mostrou um bufê com comida suficiente para alimentar um exército.
Agradecida por poder desviar os pensamentos, ela o deixou ajudá-la com ovos mexidos, torradas e um prato de abacaxi. Ela se sentia faminta.
Se eu não pensar nisto... será como se nunca tivesse acontecido, disse a si mesma, sentando-se à mesa.
Uma sensação de bem-estar a invadiu, partindo do nada. Era ilógico, impossível, mas estava lá. Ela se animou. Como poderia ser diferente em uma manhã como aquela?
Ela tomou o café rapidamente; só beliscara sua comida naquele terrível jantar da noite passada, e agora estava se recuperando. Havia algo incrivelmente reconfortante em ovos mexidos e torradas...
Harry não disse nada, apenas folheava um jornal enquanto ingeria um café da manhã surpreendentemente lauto. Enquanto comiam, ele apenas perguntava a ela se queria mais chá, torradas, manteiga, sem lhe prestar muita atenção, e aos poucos ela foi capaz de erguer os olhos da comida, em vez de focalizá-los no horizonte brilhante.
Não pense nisso! Ela lembrou-se a si mesma, e para sua surpresa a técnica pareceu funcionar.
Talvez fosse porque Harry parecesse tão totalmente relaxado. Estava sentado ali, um homem em paz com o mundo, comendo seu café da manhã em pleno mar Egeu. Talvez também, Hermione notou, fosse porque o via pela primeira vez com roupas informais. Em vez do terno habitual ele vestia uma camisa de mangas curtas e calças caqui.
Ele ainda tinha a aparência devastadora, claro, mas o ar de comando estava ausente, ou de folga.
Enquanto ele tomava o resto de seu café, dobrou seu jornal e olhou para ela.
— Onde estamos? — ela perguntou, curiosa. — Por que paramos?
— Estamos nos aproximando de Heraklioiv. Se você quiser, podemos ir a terra.
— Onde é? — ela perguntou. — É em Creta?
— Sim. Vamos ver? Knossos está somente a alguns quilômetros para o interior. Você gostaria de visitar o minotauro?
Ela ficou instigada com a expectativa. Mas então se lembrou que deveria pedir que o iate voltasse a Pireus. Precisava pegar um avião. Como se lesse seus pensamentos, Harry tocou seu braço.
— Fique um pouco mais, Hermione mou. Que mal fará, afinal? Hoje, poderemos brincar de turistas. As últimas semanas foram cansativas. Vamos relaxar um pouco, está bem?
Ela tentou responder, mas não pôde. Teria que abrir as portas que cerrara quando se levantara da cama naquela manhã. A alternativa seria continuar no mesmo caminho. Era tentador. Nunca vira Knossos e sabia que não teria outra oportunidade de fazê-lo.

Ela o viu, ficou fascinada, e entristecida, por saber que fora atingido por terremotos e maremotos.
Olhou à sua volta. Todas aquelas ruínas um dia foram paredes, quartos, escadas e câmaras, jardins e torres, cheios de pessoas vivendo seu dia-a-dia. Todos mortos agora.
Uma vez estiveram tão vivos quanto você. Sentiram o calor do mesmo sol no rosto, a mesma terra sob os pés.
Como se pudesse ler-lhe os pensamentos, Harry disse baixinho:
— Precisamos viver enquanto podemos, Hermione. Tirar o máximo possível do que nos é dado. Nossas mentes, corações, corpos e paixões.
Por um momento, o mais breve, ela encontrou seus olhos e leu o que estava nele. Depois, a mensagem entregue, ele aliviou a expressão.
— Você está com fome? Vamos comer.
Almoçaram, a pedido de Hermione, em um pequeno restaurante que, apesar de popular, a atraiu pelo terraço coberto de caramanchões de vinhedos com vista para a estrada. Era bonito e simples. Comeram uma salada de queijo e tomates em azeite com churrasco de carneiro.
Harry ficou surpreso com a escolha dela. Talvez, tendo comido a vida inteira em restaurantes luxuosos, ela se divertisse misturando-se com pessoas normais cujos avôs não eram multimilionários.
— Onde você gostaria de ir nesta tarde? — perguntou. — Vamos para o Heraklion? — acrescentou. — Ou poderíamos ir de carro par o interior. Podemos ver o monte Ida, onde dizem que Zeus nasceu em uma caverna.
— Eu gostaria — ela respondeu —, mas não sei se consigo caminhar mais. Minhas pernas estão se arrastando.
— Eu vou chamar o carro — disse Harry.
Ela precisou se segurar nele quando começaram a subir as montanhas do centro de Creta. As trilhas eram apertadas, mas a vista ficava cada vez mais estupenda.
— Isso é maravilhoso! Obrigada!
Eles haviam parado em um mirante e estavam olhando para a ilha e o mar além.
— Estou feliz de que você esteja se divertindo, ágape mou.
Ele sorriu para ela. Novamente, como depois do concerto, nada havia na resposta de Harry, exceto apreciação pela sua gratidão por ele lhe mostrar Creta.
Ela sorriu para ele, os olhos cálidos, e nesse momento viu a expressão dele mudar, como se seu sorriso lhe tivesse feito algo.
Rapidamente ela desviou o olhar, perturbada.
Ele deslizou sua mão na dela distraidamente.
— Venha, vamos voltar à estrada.
Pararam em um pequeno cafeneion ao lado de um precipício. A vista, porém, valia a pena. Sentaram-se em silêncio, absorvendo a paz e serenidade à volta dele, mas Hermione pensou que havia um silêncio muito diferente do silêncio da noite passada.
O pensamento era estranho. Quase incrível.
Ela só queria aproveitar o momento. Por enquanto era o suficiente.
Chegaram à costa quando anoitecia.
— Está na hora de darmos nossa volta — disse Harry.
— Volta?
— No início da noite, antes do jantar, passeamos em volta da cidade, para vermos e sermos vistos — explicou Harry.
Era algo agradável, passearem ao longo do porto. E, se a um certo ponto Harry passou seu braço em torno dos ombros de Hermione para protegê-la de um grupo de turistas animados na direção oposta, ela achou, quando ele não o tirou, que não importava. Na verdade, era o oposto. E quando ele tirou seu braço para se sentar em um bar no cais e tomar um drinque, ela se sentiu estranhamente só.
— Você conhece bem a ilha? — ela perguntou.
Ele balançou a cabeça.
— Minhas visitas têm sido breves. Hoje vi mais de Creta do que nunca — fez uma pausa e disse com calma deliberada: — Vamos ficar mais alguns dias?
Ela ficou quieta.
— Eu... Eu...
Ele lhe cobriu a mão com a sua.
— Não precisa decidir agora, Hermione mou. Vamos ver o que acontece, está bem?
Ela se calou.
— Vamos jantar em terra? — perguntou Harry, pedindo outra cerveja.
— Podemos?!
Ele riu novamente.
— Hermione, esta é nossa lua... — corrigiu-se a tempo — nossas férias, e podemos fazer o que quisermos.
Hermione olhou em volta. Por toda parte havia restaurantes abertos, mesas se espalhando até o cais, turistas felizes. Ela podia ouvir a batida da música bazouki emanando dos bares.
— Vamos comer aqui! — disse, entusiasmada. Sentia-se segura ali, no meio de tantas pessoas...
E Harry estava sendo tão gentil...
Ela bebeu o suco de laranja, comendo as azeitonas suculentas do prato à sua frente, observando o porto. Cuidadosa e trêmula, abriu mente e se permitiu enfrentar o que acontecera.
Harry fizera amor com ela. Tomara seu corpo nu e a levara ao êxtase. Iniciara-a no reino da experiência sexual. Transformara-a, de uma moça virgem e ignorante, em uma mulher conhecedora do poder dos sentidos. Aquele poder avassalador e irresistível que afastava toda razão, toda lógica e a varria, para deixá-la fazer coisas, vivenciar coisas que nunca pensara poder sentir.
Acontecera. Era real. Eu deixei acontecer.
Ela deveria tê-lo impedido. Deveria, mas não o fizera. Não encontrara forças para isso.
Mesmo sabendo exatamente por que o fizera.
Disse isso a si mesma, devagar. Deixando que não houvesse dúvidas em relação a isso. Recusando-se a se decepcionar.
Ele fez amor comigo. Na noite passada Harry fez amor comigo porque tinha pena de mim.
Essa era a verdade.
Ela a rasgava, partia em duas. Parte dela estava mortificada pelo fato desse homem perfeito ter se forçado a fazer amor com seu corpo desfigurado. Mas a outra estava maravilhada — pois um homem que se casara com ela somente para obter o império comercial de seu avô não deveria ter a compaixão, a gentileza, de ter pena dela...
As emoções se misturavam em seu peito, mas ela sabia que eram perigosas. Muito perigosas.
Harry Potter, que se casara com a esplêndida herdeira Coustakis, não a humilde e comum Hermione Granger, não teria uso para essas emoções, e nem ela deveria ter.
Era tarde quando voltaram ao iate. Enquanto a lancha se dirigia ao último brinquedo de seu avô, aqueles pensamentos voltaram à tona.
Harry soube, quando a ajudou a subir a escada para o deque, pela maneira como ela puxou a mão, que ela estava cheia de autocrítica.
Continue a ficar na sua, ele ordenou a si mesmo.
Despedindo o marinheiro com um sorriso, ele disse a Hermione:
— Venha, vamos ver a noite.
Ele a levou para o deque superior. Lá não seriam observados.
Feliz por não ter que ir imediatamente para a cama, e sem ter a mínima idéia do que Harry faria em relação às acomodações para a noite, Hermione o seguiu. Era, teve que admitir, uma vista gloriosa. A linha de luzes piscantes ao longo da costa de Creta ecoava o brilho das estrelas nos oceanos celestiais acima de suas cabeças.
Eles ficaram lado a lado, inclinados no parapeito, tentando identificar as constelações.
— Creta é maravilhosa — disse ela pensativamente. — Obrigada por me trazer aqui hoje.
De leve, bem de leve, ele deslizou a mão por baixo de seus cabelos e tocou-a na nuca.
— Como eu disse, pethi mou, podemos passar tanto tempo quanto quisermos aqui. Vamos fazer isto?
Os dedos dele acariciavam sua nuca. Muito levemente.
O que fazia cada nervo em seu corpo tremer.
Perigo!
Você precisa parar com isso! Agora!

— Harry...
— Umm? — os dedos dele brincavam com cachos de cabelo perdidos. Ela sentia arrepios descerem por sua coluna.
— Harry...
Ela fez nova pausa, tentando se concentrar no que precisava lhe dizer. Precisava falar. Naquele momento.
— Eu... Eu tenho que falar! — as palavras saíram com pressa.
Isso não impediu que seus dedos tocassem gentilmente a pele tenra atrás da orelha de Hermione, nem os arrepios de prazer que vibravam nela.
— Sobre o quê? — perguntou ele, preguiçosamente. Sua outra mão descansava no quadril dela. Era grande, pesada e quente. E perigosa.
Logo ele começou a acariciar os cachos soltos de cabelo, o veludo de sua pele.
Ela se forçou a se concentrar.
— Sobre... Sobre o que aconteceu.
— Quando? — perguntou Harry, no mesmo tom preguiçoso, enquanto seu polegar se movia ao longo do maxilar dela.
— Ontem... Ontem à noite...
— Ahh... — sussurrou Harry. — Aquilo.
— Sim! Aquilo! — repetiu Hermione. Era para tê-lo dito alto, mas quando o dedo dele passou pela dobra de seu queixo, ela só sussurrou.
— Isto? — perguntou Harry. Seus dedos ainda acariciavam-lhe as faces, mas agora seu polegar pressionava levemente, oh, tão levemente, seu lábio interior cheio.
— Não!
— Ah. Então isto, talvez...
A mão dele passou por sobre o quadril dela com langor, acompanhando seu contorno feminino com facilidade preguiçosa.
Ela sentiu seus músculos se contraírem espasmodicamente, incapaz de controlá-los. O corpo dele quase a envolvia por trás. Como ele chegara tão perto, de repente?
Ela não teve tempo de pensar na resposta.
— Oh — ele murmurou — então deve ser isto, não é?
Seu dedo pressionou-lhe o lábio inferior e deslizou para a umidade em seu interior, ao longo da tenra superfície.
A excitação veio com seu toque aveludado, vibrando através dela como um chamado de sereia ao qual não podia resistir — não podia.
Ela gemeu e mordeu suavemente o dedo, puxando-o para dentro de sua boca.
Não podia impedir. Simplesmente não podia.
Ela gemeu novamente, e a mão dele estava tocando seu maxilar, e o dedo dele passando pela borda de seus dentes.
Ela mordeu novamente passando a língua em seu dedo.
Ele a voltou em seus braços e a beijou.
Ela cedeu sem uma palavra, os olhos fechados, enquanto se entregava ao prazer de ser beijada por Harry.
Foi um beijo profundo e sensual. Cheio de toda a fome que ele suprimira. Um beijo tanto para ela quanto para ele mesmo.
Seus braços a envolveram, mantendo-a apertada contra si, a mão acariciando seus cabelos, mantendo sua cabeça firme, enquanto pilhava a doçura de sua boca, as línguas se misturando e retorcendo.
A fome a inundou. Seu corpo saltou, reconhecendo o que acontecia. Não era sedução. Era redescoberta. Redescoberta gloriosa e potente. As mãos dela passaram em torno de seu pescoço, segurando-se nele, incapaz de deixá-lo ir — não enquanto a fome que subitamente crescera dentro dela estivesse se saciando nele, boca a boca, tomando forma e tocando, desejando e precisando...
Precisando de mais, querendo muito mais...
Querendo tudo. Querendo a posse.
A posse dele. Harry Potter. Somente dele.
Agora... Oh, agora mesmo... Agora...
A realidade caiu sobre ela como uma ducha fria. Afastou-se bruscamente, sem fôlego, horrorizada.
— Harry! Não!
Ela se desvencilhou, recuando. Não acreditava que tivesse chegado a este ponto.
— Não? — o tom era inquisidor e irônico. Ela não notou o autocontrole dele ao manter a voz calma.
— Não — ela disse novamente, mais firme agora, engolindo, tentando acalmar as batidas frenéticas de seu coração. Tentando encontrar uma razão, lógica, sentido.
— Você não precisa fazer isto. Eu... Eu disse que precisávamos falar sobre... Sobre a noite passada, e precisamos, mas é só para dizer que eu compreendo. Eu sei por que você... Por que fez o que fez. Eu aceito. Você teve pena de mim. Mas está tudo bem — ela ergueu a mão — está tudo bem. Eu compreendo.
Ela engoliu em seco novamente.
— Não quero que sinta que precisa repetir a performance. Eu compreendo.
Enquanto ela falava, Harry se recostara no parapeito, apoiando os cotovelos.
— Eu estou satisfeito de que compreenda — disse suavemente. — Com certeza foi a pior noite da minha vida, eu posso lhe dizer!
Ele a fitou, observando seu rosto se transformar enquanto captava o que dissera. Ele ignorou a expressão ferida.
— Sim — disse novamente —, com certeza a pior noite da minha vida.
Hermione podia sentir as unhas se enterrando em suas palmas. Será que ele precisava ser tão brutal em relação a isso? Será que precisava ser tão claro sobre o quão repugnante achara o suplício de fazer amor com uma monstruosidade? A garganta dela se apertara. Ela agonizava.
Ele recomeçara a falar. Ela quase não suportava ouvir o que dizia. Mas as palavras penetravam da mesma forma.
— Eu nunca fiz o que precisei fazer ontem à noite — disse-lhe. — Foi doloroso.
A expressão no rosto dela era de devastação, mas ele continuou.
— E eu nunca, nunca mais quero passar por isso de novo. Eu digo a você — e a encarou, dizendo o que precisava dizer — ter que me controlar daquele modo foi uma absoluta agonia. Eu estava desesperado por você, totalmente desesperado — deu longo e trêmulo suspiro. — Theos, você não tem idéia de como foi, Hermione mou, ter seu corpo fantástico e maravilhoso nu e pulsando por mim e não poder possuí-la totalmente. Deus, foi um inferno, puro inferno! — ele balançou a cabeça. — Nunca mais, eu lhe prometo, nunca mais!
Ele se endireitou subitamente e pousou a mão nos ombros.
— Mas você precisava do seu espaço, e eu sei que devia isso a você. Então...
Ele olhou para ela, a luz das estrelas nos olhos.
— A noite passada foi a sua noite, Hermione mou. Mas hoje, oh, hoje — a voz dele mudou, subitamente rouca — hoje é a minha...
Ele a puxou para si, apertando-a, e pousou a boca sobre a dela. Depois, com um movimento rude e urgente, a tomou em seus braços e saiu, para fazer dela sua mulher.
Foi, ela se conscientizou muito tempo mais tarde, a crueza de sua fome, a voracidade de seu apetite que a convenceram. Quando ele a depositou em sua vasta cama, deitando-se ao seu lado e colocando as mãos dos lados de sua cabeça, enquanto pousava sua boca na dela novamente para dela se alimentar repetidas vezes, ela sentiu subir do mais profundo de seu ser uma tal alegria, tal glória, que ficou sem fôlego.
A boca dele tomou a dela, sem lhe permitir resistência ou defesa, e ele a venceu facilmente. Ela mesma desejava se trair. O corpo dele se arqueou sobre o dela e suas mãos correram pela maciez da camisa dele, brincando com os botões enquanto, vencida por uma urgência desesperada que nunca sentira antes, que não sabia existir, procurou freneticamente sentir sua pele e seus músculos sob as mãos ansiosas.
Ele a ajudou, arrancando a camisa, tirando a camiseta dela, abrindo o fecho de seu sutiã em um movimento hábil. Seus seios se liberaram e ele arfou com o prazer, antes de enterrar o rosto em sua exuberância, a boca tomando o que procurava.
Ela gemeu de júbilo enquanto ele a sugava, pressionando seus seios, quadris e ombros contra a cama. Ele se saciava vorazmente, lambendo e sugando até que seus mamilos estivessem tão duros quanto aço, irradiando pontos de prazer através de seu corpo. As mãos dela passeavam sobre o aço macio de suas costas, sentindo a potência de sua musculatura perfeita, banhando-se na sensação do corpo dele sobre o dela.
Ele continuou, a boca correndo pela lisa planície de seu ventre, a língua girando dentro do segredo de seu umbigo, enquanto desabotoava seus jeans, abrindo o zíper e com o mesmo movimento introduzindo sua mão dentro dele. Ela gemeu como se mil fogueiras se acendessem onde ele tocava.
O coração dela batia disparado. O quarto estava escuro e ela só podia sentir o cetim dos lençóis sob suas costas, nádegas e coxas nuas. Agora Harry se movia sobre ela, e ela notou de que de algum modo ele estava tão nu quanto ela.
Ela encheu-se de alegria ao senti-lo passando as mãos por todo o seu corpo. Carne contra carne, pele contra pele, boca contra boca, quadril contra quadril. Ela o sentiu pressionado contra ela, sentiu a excitação dele contra a maciez de seu ventre, e enfim a conscientização, queimando-a, enviando uma onda de exultação através dela. Ele a queria! Harry a queria! Ela sabia disso, sabia com certeza. Homens não podiam fingir isso. Seu desejo, sua vontade surgia em seus corpos, assinalando a urgência de sua paixão.
Como um manto pequeno demais, seus medos foram lançados longe, colocados de lado a esta revelação, e em seu lugar um tigre foi solto de sua jaula, ela se encheu subitamente, desesperadamente, de um desejo tão intenso, de uma fome tão ardente que sua mão escorregou do ombro dele, enquanto a boca dele consumia a dela, para tocá-lo entre seus corpos.
Ela queria senti-lo, forte e potente em suas mãos, exalando masculinidade e inflamando-a com uma fome que só ele podia saciar. Ela o abraçou ansiosamente, sentindo sua força.
Ouviu-o gemer de prazer, causando um pulsar poderoso de desejo através dela. Queria agradá-lo, dar-lhe prazer naquele momento, assim como ele a preenchia de sentimentos, sensações que se tumultuavam em seu interior, que a perturbavam e embalavam. Ela o desejava, queria que a penetrasse e preenchesse, inundasse com sua semente, seu próprio ser.
— Harry! — a voz dela era um grito, uma súplica, uma exultação.
Ele se deitou sobre ela.
Theos, eu preciso tê-la! — a voz dele era um gemido de fome, de intensidade. A mão dele acariciou seu ventre e suas coxas, depois entreabriu suas pernas para si. Ela o guiou, o coração batendo, o sangue correndo em suas veias, o corpo em fogo. Seu corpo desejava o dele os quadris se retorcendo e erguendo para ele, buscando-o, e então ela sentiu, com uma excitação que passou por todo o seu corpo, que ele estava sobre ela, pronto para penetrá-la até o seu âmago, seu próprio coração.
— Eu preciso tê-la...
As palavras saíram roucas, e ele pegou as mãos dela e as colocou ao lado de sua cabeça, prendendo-as com as dele, mantendo seu corpo quieto e aberto para ele, os quadris se elevando para recebê-lo.
Ela podia sentir a urgência de sua necessidade por ela. O poder explodiu dentro dela. O poder do sexo, florescendo em uma fonte gloriosa de sensações que fundiam seu corpo e sua mente, sua carne excitada e pulsante à incandescência que iluminava todo o seu ser.
Ela ergueu a boca para a dele e a mordeu suave e deliberadamente.
— Então me tome — respondeu. — Me tome.
Ele não esperou mais. Lentamente abaixou seu corpo em direção ao dela.
Seu controle, seu propósito era absoluto. O corpo pronto de Hermione abriu-se para ele, aceitando-o como uma presença necessária e desejada em seu interior. Ela se estirou à sua volta, e, quando a dor pairou, breve e levemente, foi varrida pela enchente de exultação que a consumia enquanto ele a fazia sua.
Ele a encheu absolutamente, e ela gemia com a consciência de que seus corpos haviam se fundido, se tornado um só, pulsando, batendo no mesmo ritmo que seu coração entre eles, sexo contra sexo, coxa contra coxa, palma contra palma, pressionando e unindo.
Sua boca se abriu em um grito silencioso, o pescoço se arqueando, os quadris se elevando mais para fundir as suas carnes.
Ele estava sobre ela, fundido com ela, e ela jubilava com isso. Em torno de sua força masculina, os músculos dela se cerravam, mantendo-o apertado, amorosamente, e a pressão do corpo dele no dela o engrossava em sua reação. Era tudo de que ela precisava. Como uma longa e lenta onda, seu corpo detonou em volta do dele, enviando um maremoto pulsante por toda a sua carne.
Ela se fechou em torno dele, cada músculo contraído, e a detonação veio novamente, como uma onda de choque.
Ela gritou, gemendo, a coluna se arqueando.
Era pressão líquida, prazer líquido, tão intenso, tão absoluto que a chocou enquanto a convulsionava. Inundou-a, alcançando cada veia, cada fibra nervosa sobrecarregada, enchendo seu corpo com sua maré.
E além dela surgiu outro maremoto, e outro, e parte de sua mente, espantada, notou que seu corpo ressoava com o dele. Harry gemia, ondulava, pulsava dentro dela, e ela o atraía para seu interior, a maré que a convulsionava o sugava para dentro dela, possuindo-a completamente.
Ela o ouviu arfar, gritar em triunfo, e o triunfo era dela também, e dele, e dos dois, e ainda seus corpos ondulavam com o maremoto que os carregava em uma entrega sem fim.
Os dedos dela se apertaram aos dele, tão fortemente que ela os sentia selados inseparavelmente, assim como seus corpos estavam unidos — inseparavelmente.
Lentamente, oh, muito lentamente, o pulsar começou a desvanecer, drenando-se de longe, de volta para o âmago, o centro de seu corpo, de onde viera. Muito lentamente ele se abaixou sobre ela, para descansar seu peso exausto e saciado nela, esmagando os seus seios agora relaxados.
Ambos arquejavam, sem fôlego, o coração trovejando em seus peitos. O corpo dele cobria o dela, suado. As mãos dela se soltaram e envolveram suas costas, prendendo-o a ela. Podia sentir, contra o seu, o coração dele batendo forte, depois mais vagarosamente, quando o torpor da inércia tomou a dianteira.
Quanto tempo ficaram assim, os corpos entrelaçados, imóveis com saciedade e exaustão, ela não sabia. O tempo nada mais significava. Ela descobrira a eternidade.
Após um momento, um longo e infinito momento, ele se espreguiçou. O suor secara em suas costas, e onde os braços dela não o cobriam, sua pele estava fria.
Levantou pesadamente a cabeça do ombro dela.
Ela sentiu o movimento de músculos em suas costas e instintivamente estreitou seu abraço.
Ele riu. Grave e brevemente.
— Não, eu também não quero me mover, Hermione mou, mas ainda assim precisamos.
Ele conseguiu se colocar sobre os cotovelos, fazendo com que ela afrouxasse seu abraço, de maneira que somente as suas mãos pudessem tocar os dois lados de sua coluna.
— Venha, preciso tratar de você.
Cuidadosamente, ele se desvencilhou dela.
Ela se sentiu perdida, vazia, desolada. Ele deslizou no escuro e ela o ouviu cruzar o chão acarpetado. Uma porta se abriu, uma luz brilhou rapidamente. Ela fechou os olhos. Seu coração estava em tumulto. Mas não podia pensar, raciocinar. Somente ficar deitada e deixar a escuridão pairar à sua volta...
Estava exausta.
Os passos dele voltando para a cama a despertaram da sonolência em que mergulhara. Ouviu o som de água corrente. Antes de descobrir o que ele pretendia, ele a pegara em seus braços.
— Eu não quero que você fique dolorida, pethi mou — ele murmurou, e a levou para o banheiro, colocando-a gentilmente na água que redemoinhava na enorme banheira circular cheia de bolhas.
Era um prazer diferente. Ela suspirou e se entregou ao calor, parando somente para torcer seu cabelo em um coque precário no alto da cabeça.
Fechou os olhos e deixou a água rodopiar ao seu redor.
Enquanto o tumulto em seu coração se acalmava, lavado pela água morna, ela sentiu pela primeira vez os efeitos físicos do que lhe acontecera.
— Você está com dor?
A voz de Harry estava preocupada. Ela abriu os olhos. Ele acendera a luz acima do espelho, e havia penumbra. Colocara um roupão e a fitava, as mãos nos bolsos.
Ela não conseguiu olhá-lo nos olhos. Não ainda.
— Não, não estou, mas eu me sinto... Exercitada — então o fitou, e subitamente havia um brilho nos olhos dele.
— Sim — respondeu suavemente. — Como eu, eu asseguro a você...
Ele sustentou o seu olhar, e por um momento o reconhecimento mútuo do que acontecera pairou entre eles.
— Harry, eu... — ela começou, porque precisava dizer algo.
Ele balançou a cabeça, silenciando-a.
— Não. Não diga nada. Nós iremos devagar, Hermione mou. Tão devagar quanto necessário. Agora vou deixá-la sozinha um momento. Relaxe e se recupere. Não se mova até que eu volte e a pegue.
Ele a deixou em paz, o silêncio quebrado apenas pelo estouro ocasional de uma bolha. Ela se sentia plena, descobriu, e um maravilhar tranqüilo a tomou.
O calor da água, o silêncio e a solidão a relaxaram. Harry voltou após um momento e a ajudou a sair da banheira, envolvendo-a em uma toalha enorme. Ela estava quase adormecida, e ele pôde ver que tudo o que ela faria no momento era dormir pelo resto da noite.
Ele sorriu para si mesmo. Podia continuar a noite inteira, mas por enquanto deveria deixá-la ditar o ritmo. Ela penetrara em um novo reino, deveria dar-lhe tempo de tomar posse dele, de saber seus caminhos e paixões.
Assim ele simplesmente a pegou no colo, carregando-a para a cama como um bebê, e a colocou entre os lençóis macios, puxando gentilmente a toalha dela. O cetim pareceu frio em sua pele, e quando ele voltou do banheiro um momento mais tarde, ela acolheu o calor do abraço dele ao seu redor.
— Harry — sussurrou, enquanto seus braços a envolviam por detrás e sua coluna se aquecia contra o peito cabeludo.
— Shss! — ele disse. — Durma.
Ele passou a mão sobre a coxa áspera dela e por um momento ela se enrijeceu em seus braços, e depois, com um pequeno suspiro, relaxou novamente.
Vagarosa e suavemente, ele acariciou a pele cicatrizada como se fosse mármore lustroso.
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Continua...

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