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2. Trabalhando juntos? Como assim


Fic: Seus sonhos não mentem-H&Hr


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- Ok. Harry! Queira se sentar. – pediu Tonks – Por favor Remo, diga a Harry e a Hermione os motivos de estarmos aqui hoje!


- É claro – começou Lupim – Bem, como vocês sabem, estive fora todo este tempo, por que graças à minha condição de lobisomem pude me infiltrar em meio a meus iguais para buscar informações a respeito de Lord Voldemort que pudessem nos ser úteis.


- E o que você conseguiu? – Perguntou Harry curioso


- Conseguir a confiança deles não foi uma tarefa fácil. Mas com o passar do tempo digamos que me tornei parte da “matilha” – ao ouvir a comparação Harry deu um pequeno sorriso – e, posso dizer que tenho notícias muito úteis.


- Um instante Remo. – interrompeu Tonks – Vocês, Harry e Mione, sabem que nestes anos que passaram, nosso trabalho girou em torno das pistas sobre o paradeiro de Voldemort que durante estes 5 anos só agiu por meio de seus comensais, sem mostrar a cara em público novamente.


- Como o bom covarde que é... – desdenhou Harry


- Não é bem assim – disse Lupim – Pelo que consegui saber, ele tem se preservado durante esses anos, pois apesar de ter retornado, seu corpo ainda era frágil para que pudesse encarar uma batalha.


 “E durante estes 5 anos, ele pode reunir um bom exercito e também recuperar suas orcruxes que ainda não haviam sido destruídas por você Harry ou por Dumbledore enquanto ele ainda estava vivo”.


- Mas pelo que sei restaram apenas duas orcruxes. - Disse Hermione.


- Sim. Justamente as que não tivemos sucesso em encontrar e que , por sinal até o próprio Voldemort teve dificuldade em encontrá-las.


“O que mais dificultou a busca dele foi exatamente o fato de não saber que a maioria de suas pecinhas de alma já haviam sido destruídas. Imaginem só como ele deve ter ficado feliz ao ir atrás de orcruxes que já nem existiam e acabar perdendo a viagem! Mas ele as recuperou as duas que sobraram e, graças a elas, tornou-se forte o suficiente para uma guerra.”


- Quer dizer que ele está mais poderoso que antes – interpôs Harry.


- Infelizmente sim. – disse Lupim – mas em compensação, quando enfrentá-lo Harry, você poderá acabar com ele de uma vez por todas.


- Mas Lupim, como sabe que ele não deixou uma dessas orcruxes escondidas? – perguntou Hermione – Será que Voldemort usaria todas de uma vez correndo o risco de morrer em definitivo?


- Ora Mione, o próprio Voldemort sabia que com elas escondidas poderia voltar caso algo acontecesse a seu corpo novamente. Mas ainda assim voltaria em parte, incompleto, e correndo o risco de que nós achassemos a orcrux que sobrou e a destruíssemos.


“Eles viu que era mais vantajoso recuperá-las porque ficaria muito mais forte e difícil de ser derrotado.” – disse Lupim.


- Tudo bem. – disse Harry estalando os dedos – Mas a sorte está do lado dele agora não é? Pois, mesmo eu tenha escapado até agora, com ou sem ajuda, ora ou outra teremos que nos enfrentar e infelizmente eu não sou tão poderoso assim.


- Sabe Harry – apressou-se Lupim – pelas conversas que ouvi, mesmo mais forte, Lord Voldemort está digamos que temeroso em relação a você.


- Em relação a ele? – interrompeu Hermione olhando Harry de esguelha.


- Não era Dumbledore o único a quem Voldemort temia?


- Exato – disse Tonks – Mas não esqueça Hermione que Harry sempre esteve no caminho de Voldemort. E, mesmo que ele não admita (a auror aponta direto para Harry), agora que é um auror e um dos melhores por sinal, tornou-se praticamente o sucessor de Dumbledore a ser temido.


“Sem contar que de acordo com a profecia, Harry possui o poder capaz de destruir Voldemort”.


Nesse instante Harry e Hermione se encararam pela primeira vez em muito tempo.


- Ora, mas que piada! – debochou Harry desviando o olhar de Hermione para encarar Tonks e Lupim – Vocês ainda acreditam nessa profecia maluca? Nem que eu vivesse mais três vidas  me igualaria a Dumbledore! E tem mais, esse poder é tão grande que até hoje não se manifestou!


- Mas você sabe qual é, não é mesmo? – perguntou Lupim – Dumbledore lhe falou sobre ele, apesar de na época não ter dito a mais ninguém.


- Você sabe qual é, Harry? – Tonks mexeu-se na cadeira curiosa – pois se sabe, isso é ótimo, assim poderá treiná-lo para usar quando chegar a hora e...


- Eu sei bem que poder é esse Tonks! – disse Harry incisivo notando o olhar de Hermione – mas nunca dei muito crédito a isso e, logo após minha saída de Hogwarts fiz questão de esquecer esta história, pois ela só me deixou cicatrizes.


“Portanto diga logo qual é minha nova missão e vamos esquecer essas historias sem sentido.” – concluiu tentando desviar daquela conversa o quanto antes.


- Treinamento Harry! – falou Lupim


- Como assim? – disse o rapaz sem entender.


- Hermione trabalha no setor de pesquisas do ministério e será sua parceira. – disse Tonks


Era impressão de Harry ou suas entranhas começaram a pesar? Mal cumprimentara Hermione, mal a vira durante os últimos anos e agora trabalharia com ela.


Tonks continuou:


- Ela será responsável por ajudá-lo em sua instrução com magias antigas, vocês utilizarão um certo livro que Dumbledore possuía e que está conosco.


- Magias antigas? – disse Hermione inquieta com a possibilidade de trabalhar com seu ex-melhor amigo - Não seria melhor ele praticar as que já conhece?


- Hermione... – disse Lupim – Harry só está aqui entre nós hoje porque no passado a mãe dele usou um tipo de magia antiga extremamente poderosa para protegê-lo.


- E por isso ela está morta – disse Harry com a voz rouca.


- Foi escolha dela, Harry. – antes que o rapaz respondesse, Lupim continuou – É por isso que chegamos à conclusão de que se você conhecer algumas dessas práticas antigas que Dumbledore possuía, você se tornará tão ou mais poderoso que ele. E uma ameaça para Voldemort ainda maior do que ele já o considera.


- E quanto a você , Hermione – disse Tonks – Graças sua grande capacidade de aprender e ensinar, será a pessoa ideal para ajudar Harry, de quebra, estará se beneficiando destes novos conhecimentos.


Lupim então se levantou, foi a um armário atrás da cadeira em que estava e dele retirou um objeto retangular embrulhado em um tecido cor de vinho e amarrado com uma fita negra. Entregou-a a Harry e prosseguiu:


- Este era um livro que Dumbledore deixou na sede da Ordem um pouco antes de morrer. Ele disse que na hora certa saberíamos tirar proveito dele.


Olhou para o objeto nas mãos de Harry e em seguida para Hermione:


 – Ajude-o Hermione e aprendam o quanto puderem.


- Certo Remo. Agora vamos deixá-los conversar. O ministro nos espera. – disse Tonks – Quanto a vocês, dediquem o dia de hoje para conhecer o conteúdo desse livro.


- Boa sorte Harry, e para você também Mione. – Disse Lupim se dirigindo à saída da sala atrás de Tonks.


 


Um silêncio incômodo pairou sobre a sala nº 12 do departamento de aurores.


“Seria um dia e tanto!” pensou Harry. Será que ele fazia idéia que Hermione sentia o mesmo?


- Harry?


- Sim Hermione. – respondeu ele enquanto fingia procurar algo em seus bolsos para não ter que encará-la.


- Você tem idéia de por onde podemos começar?


- Não. E você?


- Podemos seguir para a biblioteca daqui do ministério, o que você acha?– respondeu ela.


Nesse momento, Harry disfarçou um pequeno sorriso. Os dias de Hermione “CDF” em Hogwarts voltaram à sua mente, ela e sua mania de bibliotecas.


- Tanto faz – respondeu ele olhando um ponto qualquer sobre o ombro da mulher à sua frente.


Hermione começou a sentir uma crescente irritação com a atitude distante de Harry, porém tentou ignorar a situação.


- Que poder é esse que você possui? Se é que posso saber.


- Não possuo poder algum que seja considerado especial, se quer saber. – disse ele friamente. Ela ignorou a resposta.


- Talvez pudéssemos trabalhar nele, quem sabe esteja aí em algum lugar.


Ele a olhou, incrédulo.


- Quer saber, se esse poder estiver por aqui, com certeza está bem morto e ou dizer a você a mesma coisa que um dia disse a Dumbledore. Nunca acreditei que esse tal poder ajudasse em muita coisa, pois com ele só consegui cicatrizes.


- Ao menos você pode me dizer qual é? – Hermione perguntou alterando a voz – mesmo que esteja morto, falar sobre ele já ajudaria!


- Quem sabe um dia eu te conto. – respondeu ele se levantando. – Acredite! Se você souber, não fará diferença alguma nem para a guerra, nem para você. Podemos ir à sua biblioteca agora?


Harry então se dirigiu à porta com o livro de Dumbledore nas mãos, abriu a porta da sala e ficou esperando por Hermione que se levantou e saiu com ele a seu encalço. Ela estava curiosa. “Que poder será este que ele diz não possuir mais?”. Mesmo que ele não quisesse contar, ela decidiu que iria insistir em saber, pois com certeza o tal poder seria útil a eles.


 


 Enquanto caminhavam em direção à biblioteca do ministério, Harry resolveu quebrar o silêncio que de novo se abatera sobre eles.


- Então, como vai a sua vida com o “Weasley”?


- Com o Rony? – disse encarando-o – Vai bem, vamos nos casar no próximo mês.


- Pensei que já fossem casados depois da cena apaixonante que presenciei em Hogwarts há alguns anos – disse ele escondedo a frustração. - Ainda se lembra daquele dia?


- Você passou a nos ignorar depois daquilo lembra-se? Pensei que tudo tivesse ficado no passado!


- Digamos Hermione que, como seu melhor amigo, você me contaria o que estava havendo entre você e o Weasley. Me senti enganado, por ambos.


- Iríamos contar a você, eu e Rony havíamos combinado de conversar com você naquele mesmo dia. Mas parece que tudo deu errado.


“E falando em conversar, eu e você não conversamos como tínhamos combinado de fazer naquele mesmo dia”.


- Depois de tudo aquilo Hermione, nossa conversa não teria mais sentido algum!


 


 Dirigiram-se a uma mesa ao fundo da biblioteca do ministério. Harry ao ver o lugar que Hermione havia escolhido, se lembrou novamente dos tempos de Hogwarts. Ele teve a impressão de que ao se sentar ali, Hermione tentava fugir do constante movimento de alunos entre as mesas e estantes de livros. Como se dentro do ministério pudesse passar algum aluno. Velhas manias realmente não se perdem.


Após se acomodar, Hermione tomou o livro das mãos de Harry, e enquanto o folhava, retomou a conversa interrompida sobre o passado.


- Harry, quero que saiba que, se a tal conversa que teríamos naquela época, ia ter sentido ou não, acho que só eu posso dizer. Talvez agora seja uma boa hora para voltarmos ao passado não acha?


- Não é uma boa idéia e,...


- Ora, por favor, Harry Potter! – disse ela em tom de deboche - Está com medo de quê? Não custa nada você me dizer.


-Tudo bem Senhorita, já que insiste, afinal, é algo irrelevante para se considerar agora.


Hermione então fechou o livro e passou a fitar Harry com seriedade. Estava realmente curiosa com ele tinha a lhe dizer. Ela lembrava-se bem que no dia em que haviam marcado de se encontrar no salão comunal, Harry lhe disse que aquela conversa poderia fazer toda a diferença para ambos.


- Preparada Granger? – disse ele em meio a um suspiro


- Sou toda ouvidos Potter!


Então, sem encará-la ele começou a contar o que queria exatamente da maneira como tinha ensaiado 5 anos antes. Era incrível como apesar de tanto tempo, aquele assunto o fazia se sentir muito desconfortável diante dela.


- Eu tinha um segredo a lhe contar naquele dia.- disse sentindo suas mão suarem. – Bem... o que ia te dizer é que... eu estava apaixonado!


 - Nesse momento, sentiu que estava ficando vermelho diante dela, mais uma reação de adolescente! - E me declararia de coração aberto... diria exatamente tudo o que eu sentia... independente da reação que recebesse em resposta”. – Cuspiu rapidamente as palavras, ou elas com certeza iriam parar no meio do caminho.


Então ele a encarou, imaginando-se totalmente vermelho e suado, novamente se sentindo como um adolescente bobo.


- Hum... – respondeu Hermione sem muita emoção. Já pensando que ele realmente estava certo, era uma conversa sem nexo depois de tantos anos. – E quem era a garota?


 Harry a olhou incrédulo, ela não havia entendido nada. “Será que não fui tão claro?” pensou.


- Como assim, quem era a garota?


- Ora Harry, você acabou de dizer que ia se declarar! – disse ela com ar de riso – com certeza você ia me contar que era ela, não é?


- Por favor Hermione, apesar de ser passado, não há necessidade de rir da minha cara. – Ele já se sentia ridículo e profundamente arrependido de ter continuado aquela conversa. – Era de você que eu estava falando!


Então ele a viu arregalar os olhos de espanto e ruborizar.


- De... de mim? 


- Ok. Harry! Queira se sentar. – pediu Tonks – Por favor Remo, diga a Harry e a Hermione os motivos de estarmos aqui hoje!


- É claro – começou Lupim – Bem, como vocês sabem, estive fora todo este tempo, por que graças à minha condição de lobisomem pude me infiltrar em meio a meus iguais para buscar informações a respeito de Lord Voldemort que pudessem nos ser úteis.


- E o que você conseguiu? – Perguntou Harry curioso


- Conseguir a confiança deles não foi uma tarefa fácil. Mas com o passar do tempo digamos que me tornei parte da “matilha” – ao ouvir a comparação Harry deu um pequeno sorriso – e, posso dizer que tenho notícias muito úteis.


- Um instante Remo. – interrompeu Tonks – Vocês, Harry e Mione, sabem que nestes anos que passaram, nosso trabalho girou em torno das pistas sobre o paradeiro de Voldemort que durante estes 5 anos só agiu por meio de seus comensais, sem mostrar a cara em público novamente.


- Como o bom covarde que é... – desdenhou Harry


- Não é bem assim – disse Lupim – Pelo que consegui saber, ele tem se preservado durante esses anos, pois apesar de ter retornado, seu corpo ainda era frágil para que pudesse encarar uma batalha.


 “E durante estes 5 anos, ele pode reunir um bom exercito e também recuperar suas orcruxes que ainda não haviam sido destruídas por você Harry ou por Dumbledore enquanto ele ainda estava vivo”.


- Mas pelo que sei restaram apenas duas orcruxes. - Disse Hermione.


- Sim. Justamente as que não tivemos sucesso em encontrar e que , por sinal até o próprio Voldemort teve dificuldade em encontrá-las.


“O que mais dificultou a busca dele foi exatamente o fato de não saber que a maioria de suas pecinhas de alma já haviam sido destruídas. Imaginem só como ele deve ter ficado feliz ao ir atrás de orcruxes que já nem existiam e acabar perdendo a viagem! Mas ele as recuperou as duas que sobraram e, graças a elas, tornou-se forte o suficiente para uma guerra.”


- Quer dizer que ele está mais poderoso que antes – interpôs Harry.


- Infelizmente sim. – disse Lupim – mas em compensação, quando enfrentá-lo Harry, você poderá acabar com ele de uma vez por todas.


- Mas Lupim, como sabe que ele não deixou uma dessas orcruxes escondidas? – perguntou Hermione – Será que Voldemort usaria todas de uma vez correndo o risco de morrer em definitivo?


- Ora Mione, o próprio Voldemort sabia que com elas escondidas poderia voltar caso algo acontecesse a seu corpo novamente. Mas ainda assim voltaria em parte, incompleto, e correndo o risco de que nós achassemos a orcrux que sobrou e a destruíssemos.


“Eles viu que era mais vantajoso recuperá-las porque ficaria muito mais forte e difícil de ser derrotado.” – disse Lupim.


- Tudo bem. – disse Harry estalando os dedos – Mas a sorte está do lado dele agora não é? Pois, mesmo eu tenha escapado até agora, com ou sem ajuda, ora ou outra teremos que nos enfrentar e infelizmente eu não sou tão poderoso assim.


- Sabe Harry – apressou-se Lupim – pelas conversas que ouvi, mesmo mais forte, Lord Voldemort está digamos que temeroso em relação a você.


- Em relação a ele? – interrompeu Hermione olhando Harry de esguelha.


- Não era Dumbledore o único a quem Voldemort temia?


- Exato – disse Tonks – Mas não esqueça Hermione que Harry sempre esteve no caminho de Voldemort. E, mesmo que ele não admita (a auror aponta direto para Harry), agora que é um auror e um dos melhores por sinal, tornou-se praticamente o sucessor de Dumbledore a ser temido.


“Sem contar que de acordo com a profecia, Harry possui o poder capaz de destruir Voldemort”.


Nesse instante Harry e Hermione se encararam pela primeira vez em muito tempo.


- Ora, mas que piada! – debochou Harry desviando o olhar de Hermione para encarar Tonks e Lupim – Vocês ainda acreditam nessa profecia maluca? Nem que eu vivesse mais três vidas  me igualaria a Dumbledore! E tem mais, esse poder é tão grande que até hoje não se manifestou!


- Mas você sabe qual é, não é mesmo? – perguntou Lupim – Dumbledore lhe falou sobre ele, apesar de na época não ter dito a mais ninguém.


- Você sabe qual é, Harry? – Tonks mexeu-se na cadeira curiosa – pois se sabe, isso é ótimo, assim poderá treiná-lo para usar quando chegar a hora e...


- Eu sei bem que poder é esse Tonks! – disse Harry incisivo notando o olhar de Hermione – mas nunca dei muito crédito a isso e, logo após minha saída de Hogwarts fiz questão de esquecer esta história, pois ela só me deixou cicatrizes.


“Portanto diga logo qual é minha nova missão e vamos esquecer essas historias sem sentido.” – concluiu tentando desviar daquela conversa o quanto antes.


- Treinamento Harry! – falou Lupim


- Como assim? – disse o rapaz sem entender.


- Hermione trabalha no setor de pesquisas do ministério e será sua parceira. – disse Tonks


Era impressão de Harry ou suas entranhas começaram a pesar? Mal cumprimentara Hermione, mal a vira durante os últimos anos e agora trabalharia com ela.


Tonks continuou:


- Ela será responsável por ajudá-lo em sua instrução com magias antigas, vocês utilizarão um certo livro que Dumbledore possuía e que está conosco.


- Magias antigas? – disse Hermione inquieta com a possibilidade de trabalhar com seu ex-melhor amigo - Não seria melhor ele praticar as que já conhece?


- Hermione... – disse Lupim – Harry só está aqui entre nós hoje porque no passado a mãe dele usou um tipo de magia antiga extremamente poderosa para protegê-lo.


- E por isso ela está morta – disse Harry com a voz rouca.


- Foi escolha dela, Harry. – antes que o rapaz respondesse, Lupim continuou – É por isso que chegamos à conclusão de que se você conhecer algumas dessas práticas antigas que Dumbledore possuía, você se tornará tão ou mais poderoso que ele. E uma ameaça para Voldemort ainda maior do que ele já o considera.


- E quanto a você , Hermione – disse Tonks – Graças sua grande capacidade de aprender e ensinar, será a pessoa ideal para ajudar Harry, de quebra, estará se beneficiando destes novos conhecimentos.


Lupim então se levantou, foi a um armário atrás da cadeira em que estava e dele retirou um objeto retangular embrulhado em um tecido cor de vinho e amarrado com uma fita negra. Entregou-a a Harry e prosseguiu:


- Este era um livro que Dumbledore deixou na sede da Ordem um pouco antes de morrer. Ele disse que na hora certa saberíamos tirar proveito dele.


Olhou para o objeto nas mãos de Harry e em seguida para Hermione:


 – Ajude-o Hermione e aprendam o quanto puderem.


- Certo Remo. Agora vamos deixá-los conversar. O ministro nos espera. – disse Tonks – Quanto a vocês, dediquem o dia de hoje para conhecer o conteúdo desse livro.


- Boa sorte Harry, e para você também Mione. – Disse Lupim se dirigindo à saída da sala atrás de Tonks.


 


Um silêncio incômodo pairou sobre a sala nº 12 do departamento de aurores.


“Seria um dia e tanto!” pensou Harry. Será que ele fazia idéia que Hermione sentia o mesmo?


- Harry?


- Sim Hermione. – respondeu ele enquanto fingia procurar algo em seus bolsos para não ter que encará-la.


- Você tem idéia de por onde podemos começar?


- Não. E você?


- Podemos seguir para a biblioteca daqui do ministério, o que você acha?– respondeu ela.


Nesse momento, Harry disfarçou um pequeno sorriso. Os dias de Hermione “CDF” em Hogwarts voltaram à sua mente, ela e sua mania de bibliotecas.


- Tanto faz – respondeu ele olhando um ponto qualquer sobre o ombro da mulher à sua frente.


Hermione começou a sentir uma crescente irritação com a atitude distante de Harry, porém tentou ignorar a situação.


- Que poder é esse que você possui? Se é que posso saber.


- Não possuo poder algum que seja considerado especial, se quer saber. – disse ele friamente. Ela ignorou a resposta.


- Talvez pudéssemos trabalhar nele, quem sabe esteja aí em algum lugar.


Ele a olhou, incrédulo.


- Quer saber, se esse poder estiver por aqui, com certeza está bem morto e ou dizer a você a mesma coisa que um dia disse a Dumbledore. Nunca acreditei que esse tal poder ajudasse em muita coisa, pois com ele só consegui cicatrizes.


- Ao menos você pode me dizer qual é? – Hermione perguntou alterando a voz – mesmo que esteja morto, falar sobre ele já ajudaria!


- Quem sabe um dia eu te conto. – respondeu ele se levantando. – Acredite! Se você souber, não fará diferença alguma nem para a guerra, nem para você. Podemos ir à sua biblioteca agora?


Harry então se dirigiu à porta com o livro de Dumbledore nas mãos, abriu a porta da sala e ficou esperando por Hermione que se levantou e saiu com ele a seu encalço. Ela estava curiosa. “Que poder será este que ele diz não possuir mais?”. Mesmo que ele não quisesse contar, ela decidiu que iria insistir em saber, pois com certeza o tal poder seria útil a eles.


 


 Enquanto caminhavam em direção à biblioteca do ministério, Harry resolveu quebrar o silêncio que de novo se abatera sobre eles.


- Então, como vai a sua vida com o “Weasley”?


- Com o Rony? – disse encarando-o – Vai bem, vamos nos casar no próximo mês.


- Pensei que já fossem casados depois da cena apaixonante que presenciei em Hogwarts há alguns anos – disse ele escondedo a frustração. - Ainda se lembra daquele dia?


- Você passou a nos ignorar depois daquilo lembra-se? Pensei que tudo tivesse ficado no passado!


- Digamos Hermione que, como seu melhor amigo, você me contaria o que estava havendo entre você e o Weasley. Me senti enganado, por ambos.


- Iríamos contar a você, eu e Rony havíamos combinado de conversar com você naquele mesmo dia. Mas parece que tudo deu errado.


“E falando em conversar, eu e você não conversamos como tínhamos combinado de fazer naquele mesmo dia”.


- Depois de tudo aquilo Hermione, nossa conversa não teria mais sentido algum!


 


 Dirigiram-se a uma mesa ao fundo da biblioteca do ministério. Harry ao ver o lugar que Hermione havia escolhido, se lembrou novamente dos tempos de Hogwarts. Ele teve a impressão de que ao se sentar ali, Hermione tentava fugir do constante movimento de alunos entre as mesas e estantes de livros. Como se dentro do ministério pudesse passar algum aluno. Velhas manias realmente não se perdem.


Após se acomodar, Hermione tomou o livro das mãos de Harry, e enquanto o folhava, retomou a conversa interrompida sobre o passado.


- Harry, quero que saiba que, se a tal conversa que teríamos naquela época, ia ter sentido ou não, acho que só eu posso dizer. Talvez agora seja uma boa hora para voltarmos ao passado não acha?


- Não é uma boa idéia e,...


- Ora, por favor, Harry Potter! – disse ela em tom de deboche - Está com medo de quê? Não custa nada você me dizer.


-Tudo bem Senhorita, já que insiste, afinal, é algo irrelevante para se considerar agora.


Hermione então fechou o livro e passou a fitar Harry com seriedade. Estava realmente curiosa com ele tinha a lhe dizer. Ela lembrava-se bem que no dia em que haviam marcado de se encontrar no salão comunal, Harry lhe disse que aquela conversa poderia fazer toda a diferença para ambos.


- Preparada Granger? – disse ele em meio a um suspiro


- Sou toda ouvidos Potter!


Então, sem encará-la ele começou a contar o que queria exatamente da maneira como tinha ensaiado 5 anos antes. Era incrível como apesar de tanto tempo, aquele assunto o fazia se sentir muito desconfortável diante dela.


- Eu tinha um segredo a lhe contar naquele dia.- disse sentindo suas mão suarem. – Bem... o que ia te dizer é que... eu estava apaixonado!


 - Nesse momento, sentiu que estava ficando vermelho diante dela, mais uma reação de adolescente! - E me declararia de coração aberto... diria exatamente tudo o que eu sentia... independente da reação que recebesse em resposta”. – Cuspiu rapidamente as palavras, ou elas com certeza iriam parar no meio do caminho.


Então ele a encarou, imaginando-se totalmente vermelho e suado, novamente se sentindo como um adolescente bobo.


- Hum... – respondeu Hermione sem muita emoção. Já pensando que ele realmente estava certo, era uma conversa sem nexo depois de tantos anos. – E quem era a garota?


 Harry a olhou incrédulo, ela não havia entendido nada. “Será que não fui tão claro?” pensou.


- Como assim, quem era a garota?


- Ora Harry, você acabou de dizer que ia se declarar! – disse ela com ar de riso – com certeza você ia me contar que era ela, não é?


- Por favor Hermione, apesar de ser passado, não há necessidade de rir da minha cara. – Ele já se sentia ridículo e profundamente arrependido de ter continuado aquela conversa. – Era de você que eu estava falando!


Então ele a viu arregalar os olhos de espanto e ruborizar.


- De... de mim?

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