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1. Prelúdio


Fic: MYSTIC DREAM- CAPÍTULO 2


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Hermione observou a ilha à sua frente. À beira do lago, um grupo de pessoas a aguardava em silêncio, observando-a. Um misto de receio e ansiedade tomou lhe o corpo e ela puxou a túnica que a cobria mais próxima de si. O ar estava pesado e quente, longe da frescura das brisas de solstício no País do Verão.Sentindo uma característica saudosidade ã lembrança de Avalon.

Desde que havia chegado à ilha, como qualquer sacerdotisa em treinamento aprendeu a valorizar os antigos ritos sagrados. Agora aos dezessete anos tinha plena consciência do privilégio de servir como receptáculo da Deusa no Grande Casamento. Em realidade, a exigência do rito de passagem por várias vezes a fez repensar entregar-se totalmente ã vida de servidão à Deusa. Entregar-se a um estranho... Como mulher, a idéia não lhe agradava de todo...

Lembranças da última conversa que tivera com seu primo reacenderam-lhe as dúvidas tão freqüentes quando seus pensamentos associavam-se a ele.

“Eu gostaria que não fosse prometida aos Deuses, prima.” – ele dissera. E naquele momento Hermione jamais se sentira tão desejada. Ela não era o que alguém poderia definir como bela, pelo menos não nos padrões das cortes... Entretanto, isso nunca lhe afetara tanto. Como sacerdotisa, poderia apresentar-se da maneira que quisesse. Se assim desejasse, poderia fazer de si a mais bela de todas, ou a mais tenebrosa. Dobrando as diversas facetas da Deusa a seu favor. – Talvez não tão habilmente quanto a Senhora do Lago o faria, mas ainda sim...

Nunca havia imaginado que ansiaria tanto por ser desejada, até conhecer Draco. Belo, como jamais vira qualquer rapaz ser. Mais de uma vez Hermione questionara se sua atração corria mais profundamente ou se residia no fato de que seu primeiro contato com o rapaz se dera em um momento no qual qualquer garota, com sangue fresco a correr-lhe nas veias não o negaria... Fato era que naquele momento, em que ele professara aquelas palavras... A grama quente do Thor contra as suas costas e a brisa fresca balançando-lhe os cabelos enquanto ele tocava seu rosto...

Aquele foi o primeiro momento no qual questionou o rumo que sua vida tomara desde que pôs os pés em Avalon. O primeiro de muitos por vir...

Sacudindo a mente de tais devaneios, Hermione focou no grupo de anciões que a aguardavam. Era um privilégio servir de rainha a um povo antigo e respeitado como os pictos. Não que ela própria não houvesse questionado o fato deles não escolherem uma rainha de seu povo, mas uma sacerdotisa da ilha sagrada. E ao trazer este questionamento à Minerva durante sua preparação ela meramente afastou a dúvida replicando que apesar de raramente, por vezes era escolhido um rei e uma rainha de outra tribo para realizar os ritos de Beltane. Respeitosamente, Hermione não insistiu, apesar de a dúvida não a ter lhe deixado. Entretanto, desde que conhecera Minerva, aprendera que insistir em respostas diretas aos seus questionamentos seria em vão e só incitaria impaciência na mulher que desde pequena, com a morte de seus pais, aprendera a considerar uma espécie de mãe.

Fixando-se novamente no grupo que agora se encontrava mais próximo notou que as vestes negras e compridas dos anciões tremulava levemente. Não havia brisa no lugar. Ao contrário, uma névoa pesada e úmida pairava sobre o local. Claramente a ilha estava embebida em maga antiga, bruta. Ela podia sentir em cada fibra de seu corpo, pulsando, viva dentro de si e ao mesmo tempo ao seu redor. As ervas que Minerva lhe havia dado começavam a fazer efeito – ponderou. Abrindo sua mente e seu espírito, e tornando-a mais sensível ao mundo dos elementais e preparando-a para receber a Deusa.

A barca atracou suavemente. O barulho do roçar da madeira no cascalho do leito soando na clareira. Respirando fundo, Hermione preparou-se para exercer de uma vez por todas seu papel de sacerdotisa.

Toda a ilha estava decorada, ele observou. Os pictos em volta observavam-no com curiosidade, o que o deixava ainda mais desconfortável. Sendo iniciado nos Mistérios, Harry compreendia a necessidade daquele rito. Era uma passagem, seu pai lhe havia dito. Após anos na Ilha do Dragão, o rito de Beltane era uma conclusão de seu treinamento e necessário para que um dia ele se tornasse líder, reconhecido pelo povo. A manhã estava aproximando e raios de sol transpassavam pela névoa na qual a ilha estava coberta. As ervas que o Merlin lhe havia dado começavam a fazer efeito e seus sentidos pareciam mais aguçados que o normal.

Harry firmou a lança que lhe haviam entregado em uma das mãos, com a outra confirmou a presença do punhal na bainha das vestes. Sentia falta da sua varinha. Sem ela não conseguia afastar a sensação de nudez. Por mais que fosse capaz de realizar feitiços e praticar magia sem auxílio da mesma, como um iniciado nos Mistérios saberia, era confortável tê-la ao seu lado. E o fato de que ele devia fazer aquilo com nada além de uma lança e um punhal o lembrava novamente do qual barbaresco tudo aquilo demonstrava ser. Se Rony estivesse ali, ele provavelmente riria de seu destino.

Ele iria compreender. – pelo menos assim Dumbledore lhe havia garantido. - Assim que sentisse o poder do Deus Galhudo fluir dentro de si. Tudo que precisaria seria de um incentivo. Claro... - Longe de ele tentar absorver lógica dos dizerem confusos do Merlin da Bretanha.

Apoiando – no galho da arvore que o amparava, Harry saltou e observou a comoção à beira do lago. Alguém estava chegando... Do alto, ele podia ver o longo caminho que percorria a aldeia até o pé de uma colina, onde uma pequena caverna serviria de local para o resto da cerimônia. Um misto de curiosidade e excitação tomou conta dele ao notar que aquela que representaria a Deusa no ritual se aproximava do grupo de anciões.

Supostamente, ele teria que matar o animal que serviria de sacrifício à Deusa, oferecendo-lhe o sangue fresco e só então, após as festividades, posar como consorte.

Consorte era um eufemismo interessante. Um que habilmente ele tomara para si durante as discussões que tivera com Rony e Draco sobre o ritual de Beltane. Draco, como iniciado também nos Mistérios, nunca questionara muito sobre o que ele teria de fazer após sua estadia na Ilha do Dragão. Para ele assim como todos os povos do Sul no reino de Sonserina os Antigos Ritos eram práticas comuns entre aqueles que seguiam a religião da Deusa. Entretanto, Rony, do clã dos Weasleys crescera ao Norte, no reino de Grifinória, reino do qual ele se preparava para tornar-se rei futuramente. Ao Norte, e em grande parte do resto da Bretanha, os Antigos ritos se faziam necessários, especialmente para legitimação entre o povo comum. Nas cortes, todavia, entre nobres, os Antigos Ritos não eram vistos necessariamente como algo necessário, ou mesmo consideráveis. Especialmente após a desintegração do clã líder em Corvinal, onde Avalon mantinha sua maior influência, há quase vinte anos...

Quanto a ele, Harry preferia não ponderar sobre o fato de que breve deveria deitar-se com uma donzela, uma estranha que jamais havia visto e da qual nada sabia, exceto que era donzela, e sacerdotisa. Assim como seu pai, que não era iniciado nos Mistérios havia sido persuadido na necessidade de fazer parte daquilo e não relutara, pois compreendia a importância dos Ritos para o povo e para a legitimação de um rei, especialmente em tempos de guerra.

Foi aí que ele a viu.

A barca havia parado rente à beira do lago, e ela desceu auxiliada por uma anciã que a aguardava. – sendo receptáculo da Deusa, não poderia ser tocada por outro homem, até o fim do ritual, exceto por ele, o consorte. – O pensamento trouxe uma sensação de inquietude para dentro dele. De súbito uma necessidade de aproximar-se tomou lhe enquanto seus olhos recaíram sobre a jovem sacerdotisa que caminhava em direção ao povoado.

Uma túnica coberta de símbolos e runas cobria-lhe o corpo, veste às quais ela segurava-se piamente, apesar de seus ombros estarem nus e à mostra. – A sua visão turvou-se momentaneamente à visão, por mínima que fosse de sua pele. Foi disso que o Merlin lhe avisara? Talvez fossem as ervas que havia recebido, era de se esperar que uma espécie de... Necessidade lhe tomasse, mas ele certamente não esperava isso... Ele ainda tinha os olhos fixos na figura que seguia o caminho pelo pequeno vale alguns metros abaixo, quando aparentemente sentindo seu olhar ela ergueu a face, o olhar cruzando com o seu. Seus cabelos eram longos e encaracolados, balançando suavemente com a magia que pairava quase que tangível ao seu redor. Seu olhar o fez parar preso, tomado completamente por algo tão forte e primal que sabia ser incapaz de racionalizar no momento. Não se lembrava de jamais tê-la conhecido. Mas naquele momento, sabia que jamais a esqueceria, pois para ele ela tinha a face da Deusa.

Hermione forçou o olhar de volta na senhora que a acompanhava guiando-a até o altar onde esperaria pelo consorte. O consorte... Respirando rasamente ela fixou um ponto procurando acalmar o corpo. Eram as ervas, estava certa disso. Era uma sacerdotisa, e como tal tinha absoluto controle de si própria. Não devia perder completamente a racionalidade com o simples olhar de um homem.

Não só um homem, o consorte, escolhido pela Deusa... Seu consorte...

Observando a clareira à sua volta surpreendeu ao notar grandes fogueiras acesas. Era noite e os fogos de Beltane anunciavam o andamento do ritual. Normalmente possuía boa noção de passagem do tempo, mas aqui, nesta ilha, embebida em magia, sentia-se completamente desconectada do espaço e do tempo à sua volta. Estava confusa, podia sentir alguém a trazendo para uma caverna e a deitando em um leito. Retirando-a da túnica que a cobria, puxou-lhe as cobertas de algodão, com a qual Hermione cobriu o corpo. Focando a atenção na pessoa que a preparava, reconheceu a senhora que a acolheu ao chegar à ilha. Hermione estendeu a mão tomada por um súbito e inexplicável medo ao ver que a mulher se afastava, sentindo a apreensão que emanava da menina, a senhora sorriu calmamente e acolhendo seu rosto com ambas as mãos e plantou-lhe um beijo na testa, onde logo, situar-se-ia seu crescente, símbolo de Avalon e daqueles que seguiam a Deusa. Hermione foi deixada então na caverna a observar o lugar.

As paredes estavam cobertas de imagens, certamente de outros rituais como aquele no qual ela agora tomava parte. O local tinha um cheiro estranho, que ela não conseguia identificar, e esperando que os moradores do povoado houvessem se dado ao trabalho de limpar o local, pôs–se a observar mais um pouco procurando não dar vazão à certeza de que breve, o rapaz que avistara na encosta entraria e completaria o ritual. Tomando-a.

Hermione não sabia precisar exatamente o momento no qual ele entrou na caverna,o fato era que ele estava ali, parado, fitando-a, imóvel. Observando-o assim, de perto, o que primeiro notou foi o quão novo ele parecia ser, tão jovem quanto ela, talvez até mais... Não muito alto, tinha cabelos negros e desalinhados, até que seu olhar recaiu-se sobre o dele.

Verde. Era tudo que ela conseguia racionalizar, o mais puro e profundo dos verdes que ela jamais encontrara, e sua respiração tornou-se rasa e irregular. Olhos verdes, olhos que agora viajavam pelos seus ombros ã mostra e pelo seu corpo coberto pelo fino lençol de algodão.

Fitando-a novamente ele moveu-se em direção ao leito tocando o lençol ao aproximar-se. Hermione firmou-o contra os seios ao senti-lo puxar de leve o tecido. O olhar pousado por um momento nas mãos que jaziam no tecido voltou-se novamente para o rapaz que a observava atentamente. Outro leve puxão, e completamente absorta, ela afrouxou as mãos deixando o lençol escorrer-lhe pelo corpo. Hermione podia sentir o ar úmido da caverna tocar-lhe a pele enquanto ele se aproximava ainda mais, tão próximo que ela podia sentir sua respiração contra o rosto. Quente, pesada, ele também estava nervoso...

Erguendo uma das mãos, trêmula, ele tocou-lhe de leve o ombro esquerdo, uma carícia, simples seguida por um mar de sensações assaltando-lhe de repente. Completamente perdida em seus próprios sentidos, desligou-se de vez do último resquício de realidade que a prendia. Fechando os olhos involuntariamente, Hermione sentiu o corpo ceder ao seu toque, deixando-se deitar no leito atrás de si.

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