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4. O namoro


Fic: O Céu é o Limite


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Sexta-feira



Sequei meu cabelo com um feitiço e me sentei à penteadeira. Alice, Laura e Olivia - que apesar de ser do sétimo ano, preferira vir se arrumar com a gente - estavam atrás de mim escolhendo roupas e sapatos.



- Cinza ou preto? - Alice perguntou, levitando duas blusas no ar.



- Preto. - Olivia respondeu.



- Cinza. - Laura retrucou.



As duas se entreolharam e por um momento, achei que fossem brigar. Porém, no segundo seguinte estavam gargalhando. Em um passado remoto, Laura fora apaixonada por Gui, que estava com Olivia agora. Tinham se afastado na época, apesar de treinarem juntas, mas conseguiram voltar a ser amigas depois que Laura começou a namorar o Phil, da Corvinal.



- Que tal azul? - propus, erguendo outra blusa no ar. - Combina com você, Li.



Laura e Olivia menearam as cabeças em concordância.



Ao terminar de passar o lápis de olho, vesti uma calça e uma blusa cinza de manga comprida. Olhando-me no espelho, decidi puxar a blusa para o lado, revelando um dos ombros.



- Irresistível. - Laura comentou. - Vai deixar o McNamara babando.



- Espero que ele não fique babando na hora de...



- Pensei a mesma coisa, Watson! - Olivia disse e caiu na gargalhada.



- Tenho amigas loucas. - comentei.



- E lindas. - Olivia acrescentou.



- E divertidas. - Laura acrescentou.



Ficamos esperando Alice dizer mais alguma coisa, mas tudo o que ela fez foi passar a mão pelo rosto:



- Tem alguma coisa errada em mim?



Rimos de novo, e abri a porta para descer, dando de cara com Phil e Victor.



- Oi.



Laura passou por mim e deu um abraço e um beijo no namorado.



- Vamos juntos. - ele disse, pendurando o violão da Laura nas costas. - Não quero que nenhum marmanjo fique olhando para você linda deste jeito.



- Tão superprotetor... - Laura brincou e olhamos para o Victor.



- Posso proteger vocês. - ele disse, se referindo a mim, Alice e Olivia.



Alice gargalhou.



- Na época dos nossos pais, libertaram um Basilisco pelo castelo, sabiam? - ele disse, enquanto andávamos para os jardins. - Foi a sua mãe, inclusive, Amy... Com o diário amaldiçoado de Tom Marvolo Riddle, que é um anagrama de Lord Voldemort.



- Quer parar com este papo macabro, Melrose? - Olivia pediu. - Está me dando calafrios.



- Vai se acostumando, Olivia... - Alice disse e deu um empurrão na cabeça dele. - Ele nasceu assim e não acredito que consiga mudar agora.



- Sim, quando está no nível genotípico, precisaria de muitas variações para mudar... Talvez o meu tataraneto tenha alguma chance de ser diferente.



Olivia e Alice reviraram os olhos e eu sorri, avistando a fogueira de longe. Havia bastante gente em volta, sextanistas e setimanistas de todas as casas, com copos nas mãos e animação de sobra. Um pessoal da Corvinal estava preparando as bebidas, umas meninas da Lufa-lufa sentadas em volta da fogueira, batendo palma ao som da música que seria logo, logo substituída pela GGGBand - Great Good Golden Band, que a Laura fazia parte. Mais ao longe, havia uma galera trocando passes na terra com uma goles e algumas garotas e garotos da Sonserina bebendo mais perto do lago.



Com a nossa aproximação, Luc veio até mim.



- Estou impressionado... - disse e me abraçou pela cintura. - Que a garota mais linda da festa está comigo.



Ele beijou meu sorriso.



- Oi. - eu disse, envolvendo meus braços em seu pescoço e devolvendo o beijo.



Depois, Luc cumprimentou meus amigos e entregou um copo para Olivia:



- O Gui está fazendo uns drinks e pediu para te dar, capitã. - então ele pegou minha mão. - Vem.



Me levou até um grupo de garotos do sétimo ano da Grifinória. Seus amigos.



- Olha lá... O casal do ano! - Mark Grey ergueu seu copo em um brinde.



- Mark, Stephen, mas não de Hawking, Keith e... - Luc abraçou o maior de todos. - Great! Caras, esta é Amy Potter, minha...



- Concorrente. - Stephen disse. - Ou melhor dizendo, sua humilhação nas quadras.



Luc empurrou a cabeça dele para baixo com mais força do que pensei ser necessário.



- Eu disse que o Stephen não era um gênio. - murmurou para mim.



- Mas você bem que podia deixar nosso amigo aqui fazer mais gols, não é, Potter?



- Por que eu deixaria... Se pode ser mais divertido de outro jeito? - respondi.



- Ah, gostei dela, McNamara! - Great disse e sua voz era tão grande quanto ele.



Luc me olhou de um jeito que me fez ter certeza que já tinha ganhado aquela noite. Ouvi o primeiro acorde da guitarra soar e comecei a ter ideias.



- Na verdade, posso deixar você fazer mais uns gols... - peguei o copo que ele bebia e o virei todo, sentindo o álcool queimar minha garganta. - Se você ganhar de mim... Na pista de dança.



Ouvi seus amigos baterem palmas e assobiarem com a minha proposta de desafio e Luc não teve como recusar. Ele segurou minha mão e me puxou até o meio da pista, onde a voz de Laura e o som da GGG Band soava alto. Começamos mexendo os pés e ombros como todos a nossa volta, mas alguns minutos depois, estava rodopiando e movimentando quadris e braços com o ritmo. Luc dançava bem, mas admito que eu arrasava. Sempre gostara de dançar, de fechar os olhos e sair do mundo com a música. A sensação era realmente parecida com a de voar, como se meu corpo virasse terra e ar, como se eu pudesse não ter fim.



No final de uma das músicas, ondulei o corpo para trás, minha cabeça quase alcançando o chão e, no momento seguinte, Luc me segurou me puxando de volta.



- Uau... - me olhou com os olhos brilhando. Yes. A sensação do desejo dele era maravilhosa. - Onde você aprendeu isso?



Ofegante, tirei o cabelo dos olhos.



- Se eu te contar, vou ter que te matar. - brinquei e ele segurou minha nuca.



- Você é realmente impressionante, sabia?



Num movimento rápido, seus lábios beijaram os meus e correspondi, feliz pela vitória e satisfeita comigo mesma.



Quando nos separamos, ele tirou um cordão do pescoço e me ofereceu:



- Amy Potter, aceita namorar comigo?



Olhei para o pingente no cordão. Era o seu broche de melhor artilheiro da Grifinória.



Como a música tinha parado e estávamos no meio da pista, todos olhavam para nós esperando pela resposta.



Fiquei um tanto paralisada na hora, já que não esperava que ele me pedisse na frente de todo mundo. Ainda estávamos começando a nos conhecer e ele seria o meu primeiro namorado.



- Aceita! - alguém gritou.



Quando olhei para o Luc, ele meneou os ombros.



Que mal havia nisso, afinal? Eu era a mais sortuda por namorar o cara mais gato e popular de Hogwarts.



- Sim. - respondi.



- O quê?! - alguém gritou e limpei a garganta.



- Sim! - disse mais alto, e Luc colocou o cordão no meu pescoço enquanto todos aplaudiam. Depois, ele me envolveu novamente e me beijou.



- Pegou o pomo de ouro, hein, McNamara?!



Senti meu rosto esquentar e achei que ele fosse explodir. Logo depois, as mãos frias de Luc estavam sobre minhas bochechas.



- Na verdade, eu ganhei. - ele me deu outro beijo.





Sábado



- Muito pretencioso! - Alice comentou no café da manhã. - Ele te ofereceu o broche de melhor artilheiro? Para quê? Você sair por aí se vangloriando de que namora "o cara"?



Alice era umas das únicas pessoas que me diria o que realmente pensava sem se importar que eu fosse ficar chateada ou deixar de ser amiga dela e era por isso, na verdade, que era a minha melhor amiga.



- Eu não sei. - respondi. - Acho que só queria me dar algo que fosse importante para ele.



- Você está apaixonada. Apenas por isso consegue acreditar nessas desculpas esfarrapadas.



Enquanto terminava de beber o chá, fiquei pensando sobre o que Alice acabara de dizer. Estaria mesmo apaixonada? Não me lembro de ter pensado em paixão antes. Tive algum tipo de atração por meninos desde que tinha doze anos. Tive um pequeno caso com Vincent Harper e cheguei a sair com o Edward Miller, o antigo capitão do time, há um ano atrás. Mas apaixonada? Nunca.



Talvez eu pudesse estar apaixonada agora. Eu gostava quando Luc me olhava impressionado ou tocava minha cintura. Talvez eu ainda pudesse me apaixonar.



Era sábado, então não tínhamos aula e o treino era só às quatro da tarde. Como de costume, peguei meus livros mais pesados e afundei neles, com uma pena e pergaminho nas mãos para resumi-los. Alice entendeu que eu passaria o dia isolada, estudando no salão comunal, e decidiu pegar seu caderno de desenhos e lápis e esquecer do mundo.



Comecei pelo livro de História da Magia e duas horas depois, encontrei as perguntas do trabalho de Poções. Precisava respondê-las para segunda, e me sentei por alguns minutos folheando o livro de Poções em busca das respostas. E nada. Me virei para a Alice e perguntei se já tinha feito o dela:



- Ficou com o Clay. - ela disse, se referindo a sua dupla. - Semana que vem é minha vez.



- Boa ideia. - murmurei, imaginando se, por um acaso, Malfoy já teria respondido.



Victor estava na biblioteca trabalhando em seu artigo científico e eu não queria atrapalhar, mas a verdade era que eu não podia deixar de fazer aquele trabalho de jeito nenhum. E também não podia arriscar tirar menos que oito.



Decidida, peguei minha mochila e o pergaminho com as perguntas e caminhei em direção à biblioteca. Quando vi, estava em frente ao salão comunal da Sonserina pela segunda vez na semana, me perguntando se o Malfoy estaria lá dentro.



Para a minha sorte, ele estava saindo e quase esbarrou em mim.



- Devo estar tendo alucinações. - Malfoy disse e dei meu melhor sorriso.



- Não. Estou mesmo aqui. De novo. - mostrei o pergaminho para ele. - Precisamos fazer o trabalho de poções.



Ele riu.



- Quer mesmo perder o seu tempo com isso, Potter?



- Este trabalho vale 1 ponto, Malfoy.



- E daí?



Franzi o cenho, sem saber bem como argumentar diante daquilo.



- Bem, se perder este ponto tanto faz para você porque é o monitor e tal, para mim não.



Desviando de mim, ele começou a andar. Inspirei fundo e fui atrás.



- Que eu saiba, a Granger era a nerdzinha da geração passada. De quem você herdou essa vontade toda de estudar?



Definitivamente, Troy Malfoy tinha um parafuso a menos.



- Falou o monitor de Poções, que escreve dicas incríveis de modo de preparo no seu livro.



Como ele nem respondeu e nem parou de andar, me perguntei se tinha falado demais. Talvez eu não devesse ter revelado que sabia sobre os comentários no seu livro, mas eu meio que estava desesperada para ter alguma chance de conseguir fazer aquele trabalho com algum sucesso. Eu precisava desta nota para conseguir a bolsa na Wizz. Estava começando a pensar em implorar por sua ajuda quando ele se virou e disse:



- Bem, faça bom proveito.



Ficamos um tempo parados, enquanto eu tentava entender o que estava acontecendo até me dar conta de que ele havia topado.



- Ah... - arrumei o pergaminho em frente aos meus olhos. - Primeira pergunta: uma mistura de 100g de pó de pepita com três gemas de ave de rapina?



- Gelatina de Varsóvia. - ele respondeu.



- Ah, ótimo... - anotei, me perguntando se ele saberia tudo de cor. - E em que poção é utilizada?



Malfoy ergueu as sobrancelhas.



- Poção Varsoviana?



- Ah, ok. - voltei a anotar.



Ele voltou a andar.



- Ei, aonde você vai?



- Próxima pergunta? - disse a passos largos e corri para alcançá-lo:



- Quais são os ingredientes da Poção Redutora?



- Cactus Azul... folhas de Gilba, folhas de Salgueiro... - ele andava rápido, e era muito difícil acompanhá-lo e escrever. Porém, eu jamais saberia aquelas respostas e, pelo jeito, não teria outra chance de arrancá-las dele. - Raiz mucosa e uma pétala de Amarílis.



Quando percebi, estávamos próximos à biblioteca. Ótimo! Teríamos a maioria das respostas em algum outro livro de Poções!



- Posso ajudá-los? - o Sr. Jones apareceu atrás do balcão.



- Eu preciso desta edição, por favor. - Malfoy entregou um pedaço de papel e o bibliotecário pediu licença.



Aproveitei o tempo parados para continuar a anotar os ingredientes, mas levei um grande susto quando o Sr. Jones depositou um livro grande e pesado sobre o balcão, fazendo até o gato gordo da biblioteca acordar.



Mas o que realmente me espantou foi o sorriso do Malfoy ao ver o livro.



- Vou levar. - ele disse e segurei o riso.



- Potter, será que você pode...?



Arregalei os olhos e estava prestes a dizer para ele que eu não era a sua serva doméstica ou algo do tipo, quando ele piscou.



Ele piscou! Como em sinal de que era uma piada, sabe?



Então, retirou do bolso da calça uma pequena bolsinha preta que, com um feitiço, cresceu o suficiente para abrigar o livro. Com o mesmo feitiço, a bolsa voltou a encolher com o livro dentro. Ele tinha uma bolsa extensora!



- Obrigado. - disse para o Sr. Jones e se virou para mim. - Vamos.



Ajeitei minha mochila pesada nos ombros e o segui, me perguntando para onde estaria indo agora.



- Por que não o olhamos na biblioteca mesmo? - perguntei.



- Por que temos um lugar muito mais interessante para ir, Potter.



- É mesmo? - murmurei, baixinho, observando a capa cinza tremular e quase cobrir os pés dele. Nenhum aluno usava capas assim no fim de semana a não ser para ir a Hogsmead. Ninguém carregava livros pesados em uma bolsa extensora para o outro lado do castelo também.



Ninguém sabia fazer o feitiço que abria a porta das estufas a não ser o tio Neville.



Mas Troy Malfoy sabia.



- Podemos entrar aqui? - perguntei e ele sorriu com o canto dos lábios.



- Tenho passe livre do prof. Longbotton.



- Hum.



Fiquei um tantinho curiosa com o motivo do Malfoy ter passe livre para entrar nas estufas, assim como para molhar as plantas pelo jeito, o que ele começou a fazer com um feitiço até chegarmos ao outro lado. Lembrando de tudo o que ouvira dos meus pais sobre Lucio e Draco Malfoy e também do ódio que Tiago parecia sentir de Scorpius, senti que havia algo de errado em pensar mal de Troy. Ele era o garoto que passava o sábado regando as plantas, enquanto eu não tinha nenhum bichinho de estimação ou um cactus para cuidar e fazer algo por alguém além de mim mesma.



- Distraída?



A voz do Malfoy me fez voltar e percebi que estava o olhando em transe.



- Ah... - mas eu não tinha mesmo o que dizer.



- Terminou com as perguntas?



- Não! - apoiei o pergaminho em meu caderno e li.



Enquanto me respondia e eu anotava, Malfoy se sentou na mesa do jardim interno e retirou seu grande livro da bolsa. A cada pergunta que eu fazia, suas respostas vinham mais ágeis e seguras; era como se eu estivesse perguntando para o próprio Snider ou para uma enciclopédia e me senti um tanto pequena perto daquela mente tão capaz de guardar informações e conhecimentos.



- Como pode saber de tudo isso? - perguntei, após a décima pergunta respondida em que ele recitou o modo de preparo detalhado e a quantidade perfeita dos ingredientes da poção Morto Vivo.



- Eu já tive esta aula. - respondeu.



Comecei a achar que ele pudesse estar inventando aquelas respostas.



- Ou está tudo escrito neste seu livro aí?



Ele deixou um riso escapar, mas nem moveu os olhos do livro.



- Este aqui não tem nada a ver com poções. - disse, passando a ponta do dedo pelas letras. - Este é sobre uma aula que eu nunca tive, nem nunca terei.



Eu já ia perguntar sobre o que era, então, quando ele pegou uma faca e começou a puxar as raízes de uma pequena árvore plantada em um vaso.



- O que está fazendo?! - corri para perto, sentando-me do outro lado da mesa. - Vai matá-la deste jeito!



Mas ele continuou a cortar as raízes, impassível.



- Está vendo isto aqui? - me mostrou uma goma roxa envolvendo as raízes mais profundas. - Esta jovem Griselda foi enfeitiçada e não conseguirá mais crescer. Não podendo cumprir a sua missão, muito em breve morrerá. - ele cortou um pedaço da raíz cheio da gosma e o guardou em uma caixinha. - Preciso descobrir as substâncias deste veneno para tentar encontrar um antídoto ou então teremos que fazer um enterro setecentos anos antes que o previsto.



- Este antídoto... Tem neste livro? - perguntei, chateada pela pobre árvore.



- Aqui tem alguma coisa sobre o trato com Griseldas. Terei que levar isto aqui para o professor Snider. - ele disse se referindo à caixinha com o pedaço da raíz, qual ele guardou no bolso. - Por enquanto, podemos dar um pouco de água e terra nova para ela.



De repente me senti animada com a possibilidade de salvar a tal Griselda.



- Posso cuidar da água. - levantei e peguei um regador. 



Parecendo concordar comigo, Malfoy foi pegar a terra enquanto eu enchia o regador. Depois, ele me entregou luvas e passamos os próximos vinte minutos arrumando um novo lar para a Griselda. Enquanto observava o Troy Malfoy arrumar a pobre planta na terra fresca, fiquei me perguntando que tipo de relação de confiança o tio Neville teria com ele. Além de monitor de Poções e de alguma intimidade com o professor Snider, pelo jeito ele também tinha a chave das estufas e autorização para entrar lá quando quisesse. Bem, admito que me passou pela cabeça que ele fosse gay como o irmão mais velho e estivesse afim dos professores, mas o tio Neville tinha uma namorada e eu duvidava que o Malfoy fosse gostar daquele velho do Snider. Pela primeira vez, me passou pela cabeça que talvez ele fosse um cara legal que passava as tardes cuidando de Griseldas indefesas. Um cara legal, como Albus já me dissera que Scorpius era.



Por fim, reguei toda a terra que envolvia a Griselda com as recomendações do Malfoy para não encostar o cano na terra contaminada. Estava concentrada em lavar as mãos após retirar as luvas quando a sua voz surgiu atrás de mim:



- McNamara, ãh?



Cheguei a olhar em volta rapidamente, verificando se o Luc teria aparecido pelas estufas, mas não. Malfoy olhava para mim à espera de uma resposta.



- O que tem?



- Ele é seu namorado, não é? - ele ergueu uma sobrancelha.



- Hum... - assenti, desligando a torneira. - Você estava na festa ontem.



- Não, mas você estava.



- Se você não estava, como pode saber?



- Você me surpreende, Potter. - ele deu a volta e começou a guardar as coisas em sua mochila. - A apanhadora namorando o artilheiro do time. Tão típico...



O seu ar arrogante me deixou com raiva:



- E o que você tem a ver com isso?



Ele não respondeu de imediato, apenas continuou guardando passivamente como se ouvisse o som dos passarinhos lá fora.



- Ele é um bom jogador. - disse de repente. - É razoavelmente bonito, talvez um pouco inteligente e definitivamente um idiota. Eu só esperava que uma garota como você fosse escolher um cara melhor.



Eu não podia acreditar no que ele estava falando e tive vontade de jogar o regador na cara dele. Porém tudo o que fiz foi pegar a minha mochila e mostrar o dedo do meio antes de sair às pressas das estufas.



Senti meu rosto quente e a respiração acelerada enquanto voltava para o castelo. Como eu podia ter sequer imaginado que aquele babaca podia ser legal? Ele era um idiota completo!





N/A: Olá! Adoraria saber o que estão achando da fic! 



Beijos com carinho,



Amanda


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