Second Life
Capítulo 6
N/A: Tudo o que você reconhecer é de JKR. Eu não ganho dinheiro. Aviso para tortura neste capítulo. Obrigado a Shellsnapeluver por ser uma beta excelente e por me emprestar o chicote amaldiçoado de 'Love is a Fire'. Este é para você, Shell.
Depois da noite da detenção, a vida em Hogwarts continuou como sempre até que o incidente inteiro começou a parecer com um sonho estranho. As aulas continuaram - ela desfrutou particularmente da introdução à triangulação das letras rúnicas em Aritmancia, e até mesmo Defesa Contra as Artes das Trevas seguia tranqüilamente. Ela e Snape continuaram atacando verbalmente um ao outro durante as aulas, e ela estava ficando bastante adaptada com os feitiços não-verbais. Claro que estava evitando Ron cuidadosamente e estava bastante agradecida por sua...er, ajuda... constante devido à sua ligação ao time de Quadribol da Grifinória que o fazia ficar treinando freqüentemente com Harry.
As reuniões do professor Slughorn também se tornaram um refúgio, e, entretanto, ela cogitou várias vezes que morreria se tivesse que comer outra fatia de abacaxi cristalizado, também agradeceu pelo tempo gasto com Harry e Ginny onde não tinha que evitar o contato com Ron. Na realidade, o único pensamento que ela tinha ultimamente com relação a isso tudo era esperar que Lilá se apressasse e fizesse sua parte para que a vida dela pudesse voltar ao normal. Havia perdido a tão fácil camaradagem que havia entre ela, Harry e Ron.
Em uma noite de sexta-feira, depois da aula de Astronomia, Hermione estava voltando das cozinhas onde o Trio fizera um lanche noturno quando sentiu o anel começar a esquentar e, finalmente, queimar. Ela fechou sua mão esquerda em punho e começou a procurar por algum lugar onde pudesse desaparecer.
"Eu não sei" Harry dizia. "Ele é bom, é claro, mas eu não quis perguntar até que eu falasse com você... Você sabe, já que sou o namorado da Ginny e..."
Ron estava carrancudo e tinha enfiado as mãos nos bolsos de suas vestes. "Eu acho que não importa." Ele respondeu sombriamente. "Quero dizer, o objetivo é derrotar a Sonserina... Então, se você precisa... Entretanto eu ainda queria que você me deixasse sair do time."
De repente, ela viu a resposta surgir à sua frente." Vocês dois vão andando. Eu farei uma viagem rápida ao banheiro." Ela disse, ansiosa para retirar o anel do dedo. Ela desejou saber se uma queimadura mágica poderia deixar uma cicatriz.
"Vejo você na Torre" Harry disse e voltou a falar com Ron. "Eu sei, mas cara, nós temos que mostrar a Malfoy, até mesmo se..." A voz dele se perdeu quando a porta balançou e fechou atrás dela. Ela se apressou até um box, arrancando o anel e o segurando em direção à luz.
Escritório do Diretor. Sozinha. Rápido."
Um calafrio percorreu seu corpo. Em nenhuma vez, nas últimas quatro semanas, Snape tinha usado o anel para contatá-la. E pensando nisso, ela não o tinha visto no Salão Principal durante as refeições desde... desde segunda-feira? Pânico começou a correr por seus nervos. Onde ele tinha estado? Ela empurrou o anel novamente ao dedo e correu para o escritório do Diretor, dobrando pelo corredor de Feitiços para evitar encontrar com Harry e Ron no caminho.
Quando ela parou na frente da gárgula, Hermione percebeu que não sabia a senha.
"Fizzing Whizbees*?" ela perguntou esperançosamente. A gárgula continuou encarando-a duramente, imóvel.
"Maldição" Ela disse, puxando a varinha do bolso e encostando-a no anel. E pensou "Senha" com toda a sua concentração. Segundos depois, o anel invisível esquentou e ela olhou dentro dele. Os cantos de seus lábios levantaram apesar de seu medo.
"Ratos de gelo" Ela revelou à gárgula, que saltou para dar passagem.
Hermione subiu os degraus de dois em dois e irrompeu pela porta do escritório de Dumbledore sem bater. Ela o encontrou se erguendo de cima do Professor Snape que estava coberto, inconsciente e largado em uma poltrona. Suas vestes estavam encharcadas com sangue, entretanto ela não conseguiu ver a origem desse sangue. Dumbledore segurava o anel de Snape em uma mão e a varinha dele na outra. Hermione percebeu que ele usara o anel para chamá-la, já que Snape fora, claramente, ferido gravemente, mas ela ainda sentiu um alívio curioso ao vê-lo devolver o anel ao dedo de Snape.
"Professor Dumbledore -- O quê --?"
"Obrigado por ter vindo tão depressa, Hermione." Dumbledore disse, passando por ela para fechar a porta. “Como você pode ver, o Professor Snape está ferido.”
"Ele está --- Foi -- Voldemort?"
"Sim. O Professor Snape foi chamado bem cedo na terça-feira pela manhã. Ele só voltou agora ao castelo. Eu agradeço que ele tenha conseguido chegar aqui."
"Por que ele não está na Ala Hospitalar? Eu deveria ir buscar Madame Pomfrey?"
"Eu não creio." Dumbledore disse. "Madame Pomfrey é uma curandeira excelente, mas ela é inexperiente com relação à Magia Negra -- e a Maldição Cruciatus é bastante inconfundível em seus efeitos. Ela ficaria alarmada e faria um grande número de perguntas. Não, normalmente eu mesmo assisto o Professor Snape."
Hermione sentiu o corpo inteiro estremecer quando Dumbledore citou 'Maldição Cruciatus'. "Então o que é, senhor? Você precisa de ajuda?"
"Eu temo que precise bastante de sua ajuda. Eu preciso resolver alguns... negócios do Harry." Ele disse, olhando significativamente para ela. "Não posso esperar. Eu terei de lhe pedir que cuide do Professor Snape."
"Cuidar dele? Mas se Madame Pomfrey não consegue --"
"Eu tenho extrema confiança em você." Dumbledore disse, ignorando os protestos da garota. "Eu anotei o que você precisará fazer: alguns feitiços de cura, entretanto tenho certeza de que já é familiarizada com eles; essências de Ditamno e Murtisco, para acalmar e curar feridas; tenha, contudo, cuidado para não administrar muito, eles às vezes podem reagir mal um ao outro; e Sono Sem Sonhos. Eu já lhe dei uma dose, como você pode perceber. Você precisará ficar atenta para calafrios e febre. Calafrios indicam choque -- mantenha morna a temperatura corporal e seus membros elevados. Febre normalmente indica infecção. Você precisará parar com o Murtisco e usar o Ditamno se identificar febre. E compressas frias nunca serão inoportunas."
"Mas, senhor -- "
"Hermione, eu não pediria isto a você se a necessidade não fosse grande." Ele disse firmemente. "A Maldição Cruciatus normalmente se manifesta em pesadelos e espasmos musculares. Mantenha-se atenta e faça massagens se ocorrerem espasmos."
"Mas, senhor, e as feridas? Foram causadas pelo quê?"
"Chicotes." Dumbledore disse quietamente. "De uma variedade particularmente sórdida. Voldemort possui um chicote que permanece torturando por horas após o fim do espancamento. Ele sentirá todo o ataque novamente neste período como se eles fossem feitos por chamas. Esse é o motivo para o uso da Poção do Sono Sem Sonhos. Eu não encontrei nenhuma cura para isso ainda. Ele gritará, assim ficará segura nos aposentos dele, que são à prova de som."
"Nos aposentos dele?"
"Ele precisa descansar na cama. E mantendo-o em seus próprios aposentos, evitará que Harry os veja pelo Mapa. Eu lhe ajudarei a levá-lo pelo Floo e então terei de partir."
Hermione quase ficou paralisada de medo, mas não ousou desobedecer ao Diretor, nem deixar Snape sofrendo, assim ela passou o braço esquerdo dele por seu ombro da mesma maneira que Dumbledore fizera com o braço direito. Ela quase tropeçou por causa do peso dele, mas se segurou e agüentou, avançando lentamente para a lareira.
Ela esperou que Dumbledore ativasse o Floo, mas ele meneou a cabeça e disse "Você é a única que pode fazer isto." Ah, sim. A outra casa dela. Era por isso que ele a tinha chamado: Porque ele não poderia entrar nos aposentos de Snape sem ela? Hermione expulsou aquele pensamento estranho de sua mente. Qualquer que fosse a razão, Snape estava precisando terrivelmente de cuidados.
Depois que eles tinham-no deitado em sua própria cama, Dumbledore virou e disse "Você precisará limpar e fechar as feridas depressa antes dos espasmos começarem. Eu espero voltar antes que amanheça. Se ele despertar, Hermione, poderá estar cego. Tente não se apavorar. Sempre passa."
"Professor Dumbledore -- e sobre Harry e Ron? Eles irão me procurar!"
"Eu cuidarei disso, Senhorita Granger." Ele disse brevemente. "Agora -- O Professor Snape precisa de você." E com isso, ele entrou na lareira.
Em um instante, ele havia desaparecido e Hermione estava, uma vez mais, só com Snape no quarto dele. Não pense, ela pensou. Apenas faça. Ela usou sua varinha para colocar um Feitiço Silenciador no quarto e tirar as roupas dele, ofegando ao ver a extensão das feridas. Quase toda polegada quadrada de pele estava coberta por orlas inchadas, avermelhadas, a maioria delas liberando sangue. Ele se parece com um mapa de uma estrada trouxa. Ela pensou e fechou os olhos por um momento, incapaz de encarar a abominação esfolada que era a pele de seu professor -- de seu marido.
Hermione se apressou e conjurou uma bacia cheia com água e os panos mais macios que ela poderia conjurar. Lançou um Feitiço de Limpeza Geral pelo corpo dele e então se focou calmamente no trabalho de limpar cada ferida individualmente. Snape protestou ligeiramente quando ela o tocou, e o som, mesmo fraco, feriu as orelhas dela. Não era comum que Snape sentisse dor -- era comum que ele distribuísse. Ela olhou para as anotações de Dumbledore, que ele havia deixado na mesa ao lado da cama, e confiante no seu conhecimento dos feitiços, usou sua varinha para começar a fechar as feridas dele.
Era um trabalho diligente, e ela sabia que estava correndo contra o tempo. As feridas tinham que ser curadas antes das convulsões começarem -- não apenas porque ele estaria em movimento, e ela não confiaria em si própria a ponto de curar uma pessoa se movendo, mas também por causa do risco de agravamento se alguma ferida se abrisse. Ela tentou trabalhar depressa, manuseando o jarro aberto de Murtisco na mão esquerda enquanto usava a direita para aplicar o feitiço de cura. Ela poderia guardar o Ditamno até que fosse absolutamente necessário. Sem alguém para ajudá-la, temia causar alguma reação. Com toques sussurrantes, espalhou Murtisco nas dobras de pele recentemente curadas. Ele emitiu um leve som murmurante por entre seus dentes, mas Hermione não pôde identificar se era de dor ou alívio. Tão suavemente quanto pôde, ela o agarrou pelo ombro e quadril e rolou-o.
A isso, ele resmungou, e ela gaguejou uma desculpa precipitada. Ela achou que se conversasse com ele, se acalmaria. Assim manteve-se falando enquanto trabalhava nas costas dele, onde as feridas eram mais longas e profundas.
"Eu sinto muito, Professor Snape. Eu prometo que não estou tentando feri-lo. O Professor Dumbledore teve de sair; eu sei que é ele quem normalmente faz isso para você. Eu estou certa de que estaria muito mais confortável do que me tendo aqui!" Ela pausou e riu agudamente. "Entretanto não há nada que eu já não tenha visto antes. Seu corpo, eu digo, não essas feridas. Eu nunca vi qualquer coisa que se pareça com isso. O Professor Dumbledore disse que você foi chicoteado. Eu quase não consigo acreditar que alguém -- qualquer um -- possa ser tão cruel e fazer isso a outra pessoa. Você não merece isso, Professor. Eu só posso torcer que esteja lhe trazendo um pouco de alívio da dor."
Ela balbuciou, deixando que sua voz agisse como um bálsamo (calmante), reprimindo seus próprios pensamentos. Ela tinha tanto medo de acreditar que não seria capaz de continuar se considerasse a situação muito de perto. E se ela estivesse causando-lhe mais dor? E se ele morresse antes que Dumbledore voltasse? E se... e este pensamento a golpeou tão profundamente, que ela nem mesmo pôde pensar nisto, mas só poderia guardá-lo no fundo de sua mente. E se isto tivesse acontecido porque Voldemort tinha descoberto, de alguma maneira, algo sobre ela ?
Ela fechara o último corte quando as mãos dele começaram a se contrair convulsivamente. Rapidamente, deitou-o novamente e pôs a bochecha contra a testa dele para conferir a temperatura como sua mãe fizera quando ela era uma criança pequena. Morno e úmido, graças a Merlin. Uma febre o tornaria quente e seco. Assim ele podia tomar mais Sono Sem Sonhos e mais Murtisco. Ela mediu a dose da poção para dormir e derramou-a por entre os lábios dele, permitindo que chegasse até sua garganta. Ele tossiu ligeiramente, mas engoliu quando ela massageou seu pescoço.
"Tudo bem." Ela sussurrou. "Eu estou aqui, e não o deixarei."
A mão direita dele ainda estava se contraindo, assim ela ergueu-a até si e esfregou-a com o dedo polegar, libertando a bola de músculos. Suavemente, ela trabalhou nos dedos dele, abrindo, apertando cada um e esquentando na palma dela. Embora pudesse ver agora que dois dos dedos dele estavam quebrados, algumas das linhas duras na face dele afrouxaram. A massagem estava funcionando. Ela consertaria os ossos depois.
Ele começou a puxar as pernas dele e Hermione pôde ver a junta de músculos em nós apertados nas panturrilhas. Havia um lamento, som contrário escapando dos lábios dele, e ela usou toda a sua força de vontade para ignorar isso quando agarrou o pé esquerdo e puxou a perna dele exatamente contra seus protestos. Ela apoiou a palma de sua mão contra os dedos do pé dele, forçando o pé a se estirar. Sabia que doeria, mas era o único modo de combater os espasmos musculares -- mantê-los esticados. Lentamente, ela colocou a perna direita dele na mesma posição, suportando os pés dele contra suas costelas enquanto esfregava as mãos dela pelas pernas dele, a fim de manter os músculos quentes e flexíveis. Durante o tempo em que suas mãos atropelavam as cicatrizes que havia acabado de criar, de um lado para outro, ela pensou naquela noite... a noite de núpcias... e as cicatrizes que ela tinha sentido nas costas dele. Há quanto tempo ele suportava essa agonia? Estava envergonhada de nunca ter pensado em como seria realmente a vida de um Comensal da Morte. Oh, ela sabia que ele estava protegendo-a e a todos os outros estudantes, mas do quê, nunca tinha pensado. Com que freqüência ele chegava assim no escritório de Dumbledore? Com que freqüência ela tinha feito observações maliciosas a respeito de sua ausência nas refeições enquanto ele estava aqui, gritando de dor, torturado por um mestre invisível, que nunca lhe dá folga?
Sentando-se ao lado da cama, Hermione recomeçou o trabalho nas mãos dele, que tinham se fechado em punho, e foi lentamente pelos braços e ombros dele. A cabeça dele balançou em espasmos no travesseiro e ela percebeu que ele provavelmente estaria sofrendo uma das piores dores de cabeça do mundo. Ela pausou suas ministrações para renovar a água da bacia ao lado da cama e molhar uma das toalhas macias nela. Apertou-a e a colocou na testa dele, alisando o cabelo dele e colocando para longe de seu rosto. Oh, Deus, o nariz dele estava quebrado também. Ela consertou-o depressa, recusando-se a ouvir o ruído dos ossos sendo realinhados. Imaginou que, diferentemente dos dedos dele, havia pouca probabilidade de quebrá-lo durante seus momentos de sofrimento.
Infelizmente, ela já não conseguia acompanhar o ritmo dos espasmos. Os joelhos de Snape estavam se contraindo e ela ainda estava cuidando dos músculos do pescoço dele, os braços dele o apertavam e o abdômen dele dobrava, transformando-o numa bola apertada e contrátil. Ele grunhia com esforço e dor. Ela não sabia o que fazer. De repente, ele gritou, e o corpo inteiro dele pareceu ficar rígido, se protegendo de um golpe que ela não podia ver.
Não. Ela pensou. Não. Já bastam os tremores. Eu não sou páreo para isso.
Lágrimas desciam pelo rosto dele, entretanto ele não chorava. As mãos dela trabalharam inutilmente as pernas dele; ela já poderia ver que as mãos dele estavam arranhando as roupas de cama, reduzidas a garras inúteis. Frustrada, chutou seus sapatos e esticou-se ao lado dele, prendendo os pés dele com os seus, usando seu corpo para mantê-lo estendido. O corpo dele tremia de frio ao toque dela. Frio -- choque! Ela pensou e virou, agarrando sua varinha e lançando um feitiço de Aquecimento na cama, no corpo dele e até mesmo nela. Ela não pôde evitar que ele chegasse nesse estado, mas poderia tentar impedi-lo de congelar.
Os gritos dele estavam ensurdecendo-a, devido à proximidade íntima com a orelha dela, mas ela não ousou amortecer o som. Precisava saber o que ele estava sentindo de forma que pudesse tentar ajudar. Descendo seus braços em volta do corpo dele, começou a massagear os músculos das costas dele. Ela sentia toda chicotada do chicote junto com ele, já que ele revidava no corpo dela. Às vezes os dedos dele cravaram na pele dela; outras vezes ele chutava e batia, golpeando-a com uma força alarmante para um homem naquelas condições.
"Shhhh." Ela tentou acalmá-lo. "Terminou agora. Você está em sua cama. Estes são apenas tremores finais. Ninguém está machucando-o agora." Sentia que era mentira. Alguém o estava ferindo claramente e apesar da surra que ela estava levando acidentalmente, desejou poder se interpor entre ele e aquele chicote fantasmagórico, agüentar pelo menos um pouco da dor para ele.
Ele lutou por horas. Houve breves períodos em que o chicote ardente cessara e ela podia voltar a massagear os músculos do pescoço dele ou das coxas, quando de repente a coisa inteira começava novamente e com força renovada e ela se achava agindo mais uma vez como uma camisa de força humana. Em certo momento, ela viu novos pingos de sangue gotejando sobre a fronha e o coração dela quase parou em seu tórax até que percebeu que era dela própria. Ele tinha golpeado a sobrancelha dela com o queixo duro dele forte o suficiente para causar isso. Não ousando tentar um feitiço curativo em si, especialmente por não poder ver a ferida, limpou o sangue de seu rosto e apertou um dos panos no machucado. Teria que fazer só isso.
Ela conferiu o tempo. Quatro da manhã. Onde diabos estava Dumbledore? Hermione estava tão exausta que até seus próprios músculos também estavam se contraindo. Sentia sua pele esticada e frágil como papel, fadigada e a sobrancelha dela estava queimando onde cortara. Os gritos de Snape tinham diminuído por um momento. Ela olhou para o rosto dele e viu que os olhos estavam abertos.
"Professor" Ela sussurrou. "Você está acordado?"
Ele não respondeu, mas apertou-lhe e fechou os olhos mais uma vez. Luz! Ela pensou, se lembrando da dor de cabeça dele. Depressa, extinguiu a luz dos abajures, deixando-a jazer na escuridão, escutando a respiração dele, até seus olhos se ajustarem.
Snape parecia ter, finalmente, relaxado. Ele se moveu, ela presumiu, pressionando selvagemente uma parte do corpo e gemendo levemente. A respiração dele estava forçada, mas regular. Hermione começou a chorar então, finalmente aliviada pelo fato de ele parecer ter entrado em um sono mais natural.
Ela chorou até se sentir como um toco escavado e então caiu, insolentemente depois dele, no sono.
* * *
Quando ele acordou, não tinha nenhuma idéia de onde estava ou que horas eram. Estava escuro, mas isso não era garantia de nada, porque ele acordara muitas vezes na escuridão quando sofria a cegueira temporária causada pela Cruciatus.
Cruciatus, sim. Lentamente, relembrou. Tinha partido terça-feira pela manhã, chamado pela queimadura infernal da Marca Negra. Ele não fazia idéia, por três dias inteiros, que qualquer coisa estava errada. Voldemort chamava freqüentemente seus Comensais da Morte simplesmente para incomodá-los. Ele gostava da idéia de eles serem forçados a abrir mão de tudo para suprir aos seus caprichos. Tinha passado o tempo preparando as poções que Voldemort desejara e divertindo-o com recordações de sua tirania com o jovem Potter. Mas na sexta-feira, Voldemort tornara-se furtivo e mal-humorado, e Snape começou a suspeitar que tivesse desrespeitado o feiticeiro asqueroso de algum modo.
"Eu tenho pensado em removê-lo de Hogwarts." Ele dissera, os olhos vermelhos, reptilianos dele observando Snape cuidadosamente, aguardando por uma resposta.
"Realmente?" Snape disse em um tom entediado. "Se você já não sente a necessidade de ter um espião em Hogwarts, eu não posso dizer que derramarei alguma lágrima. Os novos estudantes deste ano são particularmente desesperadores."
"Não é que eu não sinta a necessidade de um espião em Hogwarts, Severus." Voldemort assobiou. "Mas eu estou começando a querer saber se você está espiando."
"Você está insatisfeito com meu trabalho, milorde?"
"Por que não há mais nenhuma notícia? O que eles planejam para Potter? Por que eu não ouço nada mais que a localização do lobisomem ou as ações daquele bobo velho, Moody?"
"Porque eles são tolos, milorde. Eles não fazem planos; só tentam adivinhar as coisas com suas mentes fracas e infantis. Eles só pensam em assegurar o número deles -- onde esconder pessoas como Lupin e Moody -- e não poupam nenhum pensamento para a guerra. Eles não possuem o seu talento para poder e dominação."
Voldemort olhou-o, vagamente amolecido, mas de repente, ele se lançara sobre Snape e agarrara o rosto dele com suas mãos cadavéricas. Olhos vermelhos penetram em pretos, quando ele assobiou "Legilimens!"
As paredes de sua mente tinham sido levantadas. Snape nunca apareceu perante o serpentino bastardo sem a proteção de alguma Oclumência, ao menos rudimentar. Mas Voldemort o tinha surpreendido, e quando ele protegeu sua mente contra invasões, sabia que alguma câmara secreta já havia sido invadida.
"Quem é a menina?" Voldemort disse.
Snape sabia que não havia nenhum ponto encoberto. Se Voldemort estivesse interessado, ele tinha visto mais do que apenas um rosto em uma sala de aula.
"Amiga do Potter." Ele disse imparcialmente.
"O que ela estava fazendo em seus aposentos?"
"Eu tinha a impressão de que você queria que eu espiasse." Snape disse suavemente. "Eu estava espiando."
"Crucio!" Voldemort assobiou. "Eu não tolerarei impertinência. Explique-se."
Quando Snape conseguiu falar novamente, gaguejou. "Ela é a amiga do Potter, milorde, e acredita que sou confiável. Eu lhe permiti me ver agindo como um membro da Ordem. Ela terá informações, as informações que você almeja, talvez mais já que alguns têm medo de falar na minha frente. Eu tenho me livrado de meus vermes e caí nas boas graças dela.”
"Livrando de seus vermes, você diz? Por quanto tempo, Severus?"
"Desde o começo do ano escolar, milorde."
"Então por que esta é a primeira vez que ouço falar disso?"
"Eu pensei -- Eu quis descobrir o que pudesse dela e trazer a você como um presente."
"Espiar é seu trabalho -- o que você está fazendo não é um presente, mas um dever."
"Sim, milorde."
"Eu terei que castigá-lo, Severus. Eu não posso assistir a você arruinando meus planos com sua bajulação tola."
"Sim, milorde."
"Mas você pode continuar com o trabalho com a menina, desde que não interfira com seus outros deveres. Eu espero um longo -- e imediato -- relatório sobre qualquer coisa que ela lhe contar de interessante."
O último assentimento de Snape, "Sim, milorde.", foi transformado em um grito quando Voldemort aplicou a Maldição Cruciatus mais uma vez.
Ele estivera consciente até o momento em que Voldemort removera suas roupas de seu corpo ainda em espasmos e havia começado com o chicote amaldiçoado.
Depois disso, não havia nada. Mas o fato de estar em uma cama e poder se mover ligeiramente sem gritar o informaram de que deveria estar de volta a Hogwarts. Ele podia ouvir uma respiração macia vindo de algum lugar à direita dele. Ele devia ter estado em uma boa condição se Dumbledore permanecera durante a noite.
De repente, ele foi consumido por fogo, uma terrível, cortante queimadura serpenteando pela parte de trás, em suas nádegas. Ele ofegou e tentou fugir da dor, chutando a esmo, qualquer coisa que pudesse ser a fonte. É o chicote ele pensou, Economize sua força, mas a sensação voltou, agora em seu ombro direito, e ele não conseguiu resolver realmente golpeando o ar, ainda desesperado para escapar de seu atacante. Seu punho golpeou algo macio e parado, algo que ganiu, e ele sentiu triunfo -- havia algo lá! Ele bateria nisto -- ele o mataria!
Ele sentiu a coisa macia sair, mas as queimaduras não pararam. Agora, chicotearam as pernas dele, as solas de seus pés; agora, o pescoço e o tórax. Ele rasgou sua pele, escalpelou-se, tentando arrancar para fora o fogo; bateu na cama com os punhos. Dor! De onde estava vindo? Por que ele não conseguia fazer parar? O quarto se dissolveu, em chama e agonia. Ele bateu sem ajuda e sucumbiu ao delírio.
Depois de horas?... Minutos?... ele não pôde determinar exatamente, sentiu fatias de gelo serem empurradas suavemente em sua boca e dedos úmidos em seus lábios. Água. Sim. Água. Ele sugou sofregamente e acabou se sufocando, sua garganta trabalhando convulsivamente.
"Shhh." Uma voz feminina dizia. "Lentamente. Eu quero que você tome um pouco antes que tudo recomece. Você está desidratado."
"Lily?" Ele sussurrou, mas o mundo se foi novamente, destruído pelo som de seus próprios gritos roucos. O fogo tinha voltado com força completa, entretanto ele sentiu massagens de mão suaves em sua pele, extinguindo uma fração minúscula da dor.
Da vez seguinte em que acordou, alguém estava lá. Ele não conseguiu ver bem, mas poderia enxergar uma forma escura se apoiando nele.
"Albus?" Mas não pode ser ele. Snape reconheceu cheiro de pergaminho e mel por baixo do suor e medo. Estava esquisitamente familiarizado.
"Não... sou eu. É... Hermione."
"Senhorita Granger." Ele sussurrou, e a forma escura que era Hermione agarrou a mão dele nas duas dela e afundou os joelhos ao seu lado na cama.
"Professor Snape, graças a Deus!" Ela disse, levando a mão dele ao rosto dela. "Graças a Deus, você está bem." A dor foi rápida e brilhante -- ele teria que lhe falar que dois de seus dedos estavam quebrados -- mas havia uma dor diferente, algo que o machucou mais profundamente que o chicote: as lágrimas dela. Ele podia sentir o gotejar na mão dele, e a respiração dela vinha em curtos suspiros, esfriando a pele dele. "Eu tive tanto medo; Pensei que nunca acordaria. O que posso fazer? O que você precisa?"
Ele não conseguiu falar. Parecia que o coração dele tinha sido desalojado do tórax e estava sendo sufocado. Ela parecia tão sincera, tão genuína em sua preocupação. Ela realmente temera que ele morresse? Ela não teria dado boas-vindas à morte dele, já que isso a libertaria?
"Me fale, por favor, senhor; Eu tenho tentado adivinhar por muito tempo, e eu estou com tanto medo de ter lhe causado alguma dor. O que eu devo fazer?"
De alguma forma, ele encontrou sua voz, enferrujada e rouca de gritar, e disse "Meus dedos, Senhorita Granger."
"Oh!" Ela exclamou, soltando sua mão e o fazendo desejar que não tivesse dito nada. "Eu sinto muito! Quando os tremores começaram, eu esqueci completamente." Ela levantou e pegou a mão dele novamente, com um tipo diferente de aperto. "Senhor, eu odeio feri-lo mais, mas eu vou ter que ajeitar seus dedos antes de reparar os ossos."
Ele acenou com a cabeça, sussurrando, "Por favor, tenha cuidado. Esta é a minha mão da varinha."
"Eu sei, e você precisa de sua destreza para a fabricação de poções. Eu prometo que farei rapidamente e da melhor forma que puder." Com isso, ela deu um puxão afiado, e ele estremeceu quando os ossos se organizaram corretamente.
"Bom trabalho" ele disse quando ela murmurou um encantamento para consertar fraturas.
"O que eu posso lhe dar para dor? Você gostaria de mais Sono Sem Sonhos?"
"Sim. Mas primeiro, por que você está aqui? Onde Dumbledore está?"
"Ele foi chamado," ela disse. "Ele disse algo sobre o negócio do Harry."
Claro, ele pensou amargamente. "Então, quanto tempo você esteve aqui?"
"Quase dois dias."
"Ele a deixou aqui durante dois dias?" Bom Deus, o que ela deve ter visto.
"Ele não disse quanto tempo ficar -- e eu nunca lhe deixaria assim. Embora eu não saiba o que de bom eu fiz."
"Você fez bastante. Eu ainda estou aqui." Ele disse simplesmente.
"Você está bem? Você consegue ver?"
"Eu ficarei bem, Senhorita Granger. Quando foi o último turno de... tremores, você marcou?"
"Uma hora atrás. Eu acredito que você ficou, desde então, adormecido."
"Estes podem ter sido os últimos. Eu posso ver claridade e escuridão agora. Ficará melhor depois que eu descansar."
Ele a ouviu se mover e sentiu uma colher contra seus lábios. "É a Sono Sem Sonhos, Professor."
Ele hesitou e refletiu novamente no fato de que a vida dela agora poderia se comparar nitidamente com a dele. Também, ela conduzia uma vida separada, secreta, uma vida cheia de horrores como esses que ela deve ter testemunhado durante os últimos dois dias. E em pouco tempo, ela serviria como espiã, portadora de mensagens do outro lado. Ele desejou muito confiar nela.
"Você ficará?" Ele perguntou.
"Claro."
Ele tomou um gole e deixou o esquecimento levá-lo.
* * *
"Professor?" Uma mão incerta cutucava seu ombro. Senhorita Granger "Professor?"
"Sim?" ele disse, sentindo como se estivesse nadando no fundo de um lago. Ele a ouviu suspirar com alívio.
"O Professor Dumbledore voltou. Ele está chamando pelo Floo. Eu irei atendê-lo. Estou arrependida de tê-lo acordado, mas não quis que você despertasse e se achasse só."
"Obrigado." Ele disse brevemente. Não havia aberto os olhos. Ele a ouviu cruzar o quarto antes de deslizar debaixo da água novamente.
* * *
"Ele parece bem, Hermione. Você fez um bom trabalho." Snape podia ouvir a voz de Dumbledore em algum lugar ao longe.
"Eu não sei, senhor. Tenho medo de não ter feito bastante para aliviar a dor dele."
"Tolice. Eu sei que você fez tudo o que pôde. Agora, se você juntar suas coisas, eu estou certo de que Harry e Ron estão muito ansiosos para vê-la."
"O que você lhes contou, senhor?"
"O tempo esteve do nosso lado, mais uma vez. Eu não tive que lhes explicar muito. Como você deve se lembrar, havia uma partida de Quadribol ontem. Harry e Ron ficaram bastante ocupados. Grifinória ganhou, sabe. E eu programei a lição de Harry para esta manhã, assim ele teve muito para considerar. Eu acredito que ele terá muita coisa para lhe relatar quando você voltar à Torre."
"Você voltou esta manhã?" foi tudo o que ela disse.
"Bastante tarde ontem à noite."
"Entendo."
Snape abriu os olhos para tentar entender melhor Dumbledore. Ele havia voltado ontem à noite e tinha deixado a pobre menina aqui, cuidando de um louco, funcionando graças a nervos e nada mais? A traição de Dumbledore à confiança da Senhorita Granger só serviu para lembrá-lo de como o velho feiticeiro os tinha posto nesta posição em primeiro lugar, e como ele era descuidado em acreditar em qualquer coisa.
Os olhos dele entraram em foco lentamente, encontrando Albus e fazendo contrair-se, a mão enegrecida sempre o pegava de surpresa.
"Professor Snape." Hermione disse quietamente, notando que ele acordara.
Doce Merlin, o que tinha acontecido a ela? Ele procurou furiosamente por algo em sua memória. Tinha levado-a com ele por alguma razão? Ela havia sido torturada? Quem tinha cuidado dela depois de todo esse tempo? A mente dele lhe forneceu nada mais do que branco. Ele não poderia pensar em nenhuma justificativa para o bolo de sangue acima do olho direito dela, ou as contusões viciosas que cobriam seus braços e rosto. O cabelo dela estava horrível, mas isso não era novidade (N/T:auhsuahsuuashausu). O novo era o modo engraçado que ela estava parada, embalando o braço esquerdo e parecendo favorecer o pé direito. O que, em nome de Deus, aconteceu?
"Senhorita Granger, o que, por terra, aconteceu a você?" ele sussurrou.
Ela ruborizou-se e se mexeu ligeiramente, parecendo envergonhada e determinada. "Nada, eu estou bem. Professor Dumbledore me ajeitará antes de eu voltar para casa, eu tenho certeza. Como você está, senhor?"
O que ela estava escondendo? Por que ela não lhe contava? Ela não poderia ter qualquer segredo depois... daquela noite. Então a resposta começou a rastejar pela mente dele. Ele tinha feito aquilo. De alguma maneira, ele fizera aquilo a ela. Ela tinha sido tola por confiar nele, tola de querê-lo. Ele tinha conseguido destruir todos que tiveram esse sentimento. Até mesmo inconsciente, ela a rasgaria em pedaços.
"Seus danos foram resultado dos -- ?" ele começou duramente.
"Foi culpa minha." Ela disse. "Você estava delirando; Eu sei que você não quis me fazer mal. Eu estava tentando impedir suas dores e eu -- bem, eu entrei no seu caminho."
"Você entrou no meu caminho? Não seja estúpida -- Senhorita Granger, eu pensei que você tivesse uma noção melhor--"
"Eu sinto muito." Ela disse, e esta dor foi pior, de alguma maneira, que o conhecimento que ele a tinha traído contra sua própria vontade. Ele a tinha ferido e ela pedira desculpas a ele. Quando ela aprenderia? Quando ela se protegeria contra a dor que as pessoas causariam nela novamente e novamente?
"Pegue suas coisas." Ele disse nitidamente,
"Senhor?"
"Fora."
"Severus," Dumbledore começou.
"Não. Você me deixou aos cuidados de alguém que não consegue nem mesmo cuidar de si própria. Eu a quero longe das minhas vistas."
Ela olhou claramente para ele então, e ele quase voltou atrás.
"Eu sinto muito." Ela disse novamente, e ele rolou para outro lado, para enfrentar a parede oposta, incapaz de olhar mais para aquele rosto sincero.
"Você não contará isso a ninguém!" Ele gritou, ouvindo-os se retirar.
"Não." Ela concordou. "Melhoras, Professor Snape." Ela disse como um pedido.
"FORA!"
A cabeça dele afundou no travesseiro. Ela nunca confiaria nele agora.
______________________________________________________________________
NOTA:
*Fizzing Whizbees são aquelas bolas de sorvete que fazem a pessoa levitar alguns centímetros enquanto as come. Rony Weasley as cita em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.
______________________________________________________________________
N/T:
"Tudo bem." Ela sussurrou. "Eu estou aqui, e não o deixarei."
(que lindooo!!! *-*)
Ele não conseguiu falar. Parecia que o coração dele tinha sido desalojado do tórax e estava sendo sufocado. Ela parecia tão sincera, tão genuína em sua preocupação. Ela realmente temera que ele morresse? Ela não teria dado boas-vindas à morte dele, já que isso a libertaria? (*-*)
"Albus?" Mas não pode ser ele. Snape reconheceu cheiro de pergaminho e mel por baixo do suor e medo. Estava esquisitamente familiarizado.
(É esse o cheiro q ele sente dela, esse detalhe é importante...)
...desejou poder se interpor entre ele e aquele chicote fantasmagórico, agüentar pelo menos um pouco da dor para ele.
(*-*)
______________________________________________________________________
N/B:
"Eu tinha a impressão de que você queria que eu espiasse." Snape disse suavemente. "Eu estava espiando."
(Que fora, hein? Huhu! *-*)
"Lily?" Ele sussurrou...
(Sim, o amor do Sev pela Lílian é lindo... Mas se eu fosse a Hermione ali, ficaria em prantos por causa desse sussurro... ç_ç)
...mas havia uma dor diferente, algo que o machucou mais profundamente que o chicote: as lágrimas dela.
(Eu quase chorei com isso...)
Ela não poderia ter qualquer segredo depois... daquela noite. Então a resposta começou a rastejar pela mente dele. Ele tinha feito aquilo. De alguma maneira, ele fizera aquilo a ela. Ela tinha sido tola por confiar nele, tola de querê-lo. Ele tinha conseguido destruir todos que tiveram esse sentimento. Até mesmo inconsciente, ela a rasgaria em pedaços.
(E com isso também...)
"Eu sinto muito." Ela disse, e esta dor foi pior, de alguma maneira, que o conhecimento que ele a tinha traído contra sua própria vontade. Ele a tinha ferido e ela pedira desculpas a ele. Quando ela aprenderia? Quando ela se protegeria contra a dor que as pessoas causariam nela novamente e novamente?
(Com isso, eu chorei... ç_ç)
Gente, eu queria pedir desculpas a vocês pela demora. A culpa foi minha... Me enrolei toda com os deveres do colégio e com os milhares de projetos pottermaníacos que participo. Mas agora estou de férias e as coisas se normalizaram. E como pedido de desculpas, me esforcei para que este capítulo ficasse melhor. Espero que sim... ^^” Ah, prometo que o próximo capítulo não vai demorar tanto, okey? Bjs, Thayz Phoenix.
|