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23. Capturado


Fic: Desencontros


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 23 - Capturado

Antes mesmo de 1942 chegar, o mundo percebeu que aquele ano seria conturbado. No ínicio de dezembro de 1941, o Japão atacou os Estados Unidos de forma cruel, bombardeando a base de Pearl Harbor, destruindo uma frota inteira e ceifando, em poucos minutos, centenas de vidas. Os americanos, que até aquele momento evitavam participar da guerra instaurada no continente europeu, entraram nela de forma ofensiva, combatendo os países do Eixo ao lado dos Aliados.

Na Europa, a situação ficava cada vez mais complicada. As tropas alemãs pareciam incapazes de serem contidas, gerando ainda mais medo e desesperança nas pessoas.

Para aqueles que lutavam, as dispensas ficaram mais difíceis de serem conseguidas. E, muitas vezes, o único contato que podiam ter, durante muito tempo, com suas famílias, era através de cartas.

Em Bourghill, os Potter e os Weasley compartilharam mais esse fato ao receberem o aviso de que James e os rapazes não sabiam quando conseguiriam retornar.

Foi um Natal angustiado. Parecia que todos percebiam que aquele era um momento crítico para todo o mundo. Obviamente havia exceções, e os Malfoy faziam parte dela. Arrogantes e esnobes, deixavam claro para quem quisesse ouvir que em sua casa não faltava nada e, que, 1942 prometia ser um ano ainda melhor do que fora 1941.

Harry conseguiu outra detenção ao ser flagrado, após o feriado de fim de ano, aos socos no pátio da escola com Draco. A diretora McGonagall já nem tentava mais convencer Harry que ele não deveria dar ouvidos às provocações.

Em abril de 1942, quando Harry estava prestes a completar dois anos morando na cidade e já acreditava ter experimentado todos os percalços possíveis por conta da guerra, ele acabou descobrindo que não podia estar mais enganado. Faltando pouco mais de uma semana para a páscoa, Harry conversava animadamente na sala de sua casa com Ron, Ginny e Hermione, quando, após ouvirem o barulho de motor, batidas insistentes na porta os interromperam. Rapidamente Harry foi atender e se surpreendeu ao ver o padrinho parado ali, com o semblante bastante aflito.

- Padrinho!? O que aconteceu?

Antes mesmo que Sirius respondesse, Harry sentiu a garra gelada do medo apertar suas entranhas.

- Cadê a sua mãe? - Sirius entrou no sobrado e passou a vasculhar o local com os olhos.

- O que houve, padrinho? Me diga! - Harry agarrou o braço de Sirius fazendo com que ele o olhasse. - O meu pai, ele...

- Não! Não sei... - a agonia em sua voz era perceptível. Sirius sentou no sofá e apoiou a cabeça entre as mãos, enquanto completava. - Eu tenho que falar com a Lily.

- E-eu vou até em casa chamá-la - Hermione se prontificou, levantando.

- Não, Mione. Eu vou. Sou mais rápido que você.

Ronald correu pelas ruas, de bicicleta, até o consultório na casa dos Granger e, quinze minutos mais tarde, já estava de volta, trazendo consigo Lílian Potter. Muito assustada, ela parou na entrada e se apoiou na parede antes de falar.

- O-o James...?

- Ele foi capturado, Lily - os olhos de Sirius refletiam tristeza e dor. - Anteontem. Eu não estava com ele, fomos mandados para lugares diferentes... Quando eu voltei para Londres, o Comandante me chamou e contou o que havia acontecido...

- Capturado...

- É. Eu vim imediatamente para cá. Para te contar. Eles... eles iam mandar um telegrama, mas eu achei melhor...

- Obrigada.

Lily se esgueirou até a poltrona mais próxima, com medo de suas pernas não serem mais capazes de sustentá-la. Harry se aproximou e a abraçou.

- Isso é bom, não é? Quer dizer, é melhor capturado do que... do que... - Harry parecia incapaz de pronunciar a palavra que tanto temia.

- Eu vou preparar um chá para nós.

Ginny avisou, procurando fazer algo para ajudar. E sua mãe sempre dizia que uma boa xícara de chá era vital em situações de tensão. Tudo que ela queria, no momento, era ficar junto de Harry, mas sabia que ele agora precisava dar apoio à sua mãe.

- Eu te ajudo - Hermione falou, seguindo a amiga.

Assim que chegaram à cozinha, Ginny encheu a chaleira e colocou-a no fogo. Ron entrou e sentou-se, olhando fixamente para o tampo da mesa.

- Que merda!

- É mesmo... - Hermione concordou, fazendo com que Ron a olhasse espantado. - Ué, o que foi?

- Nada.

Os três ficaram em silêncio, imersos em seus próprios pensamentos, até que o assovio da chaleira os sobressaltou. Ginny preparou o chá e levou em seguida para a sala, onde encontrou Sirius desolado sentado no sofá, enquanto Harry continuava sentado no braço da poltrona onde Lily sentara, de mãos dadas com ela.

Harry olhou-a com gratidão, quando ela afagou seus cabelos antes de voltar novamente para a cozinha. Ron e Hermione bebiam suas xícaras de chá devagar, quando Ginny desabafou, logo após sorver o primeiro gole:

- O que a gente faz agora?

Ron e Hermione olharam para ela ao mesmo tempo. Ginny podia ver a mesma preocupação que sentia nos olhos da amiga, mas seu irmão tinha um olhar determinado que a assustou. Mal se deu conta da resposta de Hermione, ainda presa ao olhar de Ron.

- E-eu não sei... Dar todo apoio, eu suponho...

- O que foi Ron? No que você está pensando?

O tom assustado de Ginny tirou Ronald de seu silêncio. Ele olhou da irmã para Hermione, que passara a encará-lo, e depois de respirar fundo, mentiu:

- Eu não estou pensando em nada.

Na verdade, Ron sabia exatamente o que faria agora. E ele tinha a certeza absoluta de que Harry ia fazer o mesmo.


-x-x-x-

- Remus? - Nymphadora Tonks se surpreendeu, ao abrir a porta de sua casa. Não esperava ver Remus Lupin parado ali àquela hora, ainda mais parecendo tão preocupado. Receando o motivo que o levara a fazer tal visita, perguntou: - O que houve? Aconteceu alguma coisa com Jéssica?

- Não...

Saber que a doce criança estava bem a deixou mais tranqüila, mas o tom com o qual ele falara, totalmente desamparado, levou Nymphadora a abrir mais a porta e convidá-lo a entrar.

- Entre. Eu vou preparar uma bebida para você.

- Obrigado, Dora.

Rapidamente Nymphadora foi até o aparador onde seu pai mantinha as garrafas de bebida e serviu um pouco de whisky para Remus, que retirou o sobretudo e o chapéu e aceitou a bebida sem conseguir encará-la, após sentar no sofá.

- Agora me conte o que aconteceu.

- Eu acabei de saber... James...

Nymphadora sentiu um aperto em seu peito, e sua voz era um pouco mais que um sussurro, ao sentar ao lado dele e perguntar:

- Ele... Ele morreu?

- Não! - Remus olhou rapidamente para ela. - Ele foi capturado.

- Mas como... Onde?

- Durante uma missão há alguns dias. Sirius não disse, ou se disse eu não ouvi.

- Sirius está em Bourghill?

- Chegou hoje pela manhã. Foi direto falar com a Lily. Eu estava em Applebrook e quando cheguei, recebi o recado e fui até lá.

- Como a Lily está?

- Agüentando - Remus respirou fundo. - Ela é forte, ou tenta ser. Mas eu não sei até quando...

- E Harry?

- Também.

Incapaz de agir de outro modo, Nymphadora segurou a mão de Remus entre as suas antes de perguntar:

- E você?

- James é como um irmão para mim - explicou, sentindo-se um pouco mais calmo e extremamente consciente do calor que emanava de suas mãos entrelaçadas. - Ele e Sirius são meus amigos há muito tempo. Eu não sei o que fazer... Nunca vi o Sirius tão preocupado...

- Calma, vai acabar tudo bem, você vai ver.

- A maioria dos prisioneiros de guerra não sobrevive ao cativeiro. E eu conheço o James, ele não vai aceitar tudo quieto. Vai tentar escapar, e é disso que eu tenho mais medo.

- E-eu, eu não sei o que dizer...

O silêncio se prolongou por alguns minutos até que Remus recomeçou. Não havia motivo para desistir do que viera fazer. Era o momento de ser sincero consigo mesmo e com ela. Pousou a mão livre sobre as dela e procurou manter seu olhar fico no rosto de Nymphadora.

- Sabe, quando Sirius me contou o que aconteceu, eu me senti desnorteado. A única coisa que eu pensei em fazer, a que me pareceu mais certa, foi vir até aqui... ver você.

- Remus, eu...

- Eu sinto muito, Dora.

- Por quê? - ela retirou suas mãos das dele e desviou o olhar.

- Eu não deveria ter agido da forma que agi, me afastado, afastado a Jéssica. Você não merecia isso.

- E-eu...

- Eu senti sua falta. Falta das nossas conversas, do seu sorriso, de você.

- Remus, o que você quer de mim, afinal? Porque eu, sinceramente, não sei o que pensar.

- Eu quero que você me perdoe, - Nymphadora fez menção de falar, mas Remus continuou. - E que me dê outra chance.

- Chance?
- E-eu sei que você é jovem e deve ter sonhado com tudo diferente, e eu vou entender perfeitamente se você não aceitar. Mas eu prometo que vou fazer de tudo para não deixar faltar nada para você, para seu conforto... Jéssica não deve ser um problema, pois ela gosta de você e sente sua falta, e eu...
- Eu não estou entendendo – Nymphadora interrompeu num sussurro confuso.
- Eu... Eu estou apaixonado por você. Eu tentei reprimir isso, mas eu não consigo mais lutar contra o que eu sinto. Eu... quero ficar com você.
- Quer ficar comigo?
- É. Eu quero me casar com você – Remus sentiu seu rosto ficar afogueado, enquanto olhava para a moça à sua frente.

- Isso é um pedido? Um pedido de casamento?

- Eu pensei em falar diretamente com seu pai, mas achei que seria mais prudente conversar primeiro com você.

- Foi mesmo.

- Isso é uma recusa?

- Sabe, senhor Lupin, numa coisa o senhor acertou – Nymphadora ficou de pé e olhou, indignada, para ele. - Eu sonhei outra coisa. Nos meus sonhos, o homem pelo qual eu estaria apaixonada, não viria até a minha casa me pedir em casamento assim, desse jeito, como se estivesse condenado. E, ainda mais, porque se sentiu desamparado pelo destino de um amigo.

- Me desc... – ele tentou se desculpar, mas Nymphadora continuou como se não o tivesse escutado.

- O homem dos meus sonhos, iria se declarar, dizer o quanto me amava, independente do que pudessem pensar, e até poderia me pedir ajuda para superar os infortúnios pelo qual estivesse passando. Mas iria me pedir em casamento com todas as letras, olhando nos meus olhos, e não simplesmente dizer “eu quero ficar com você”.

- Eu falei que estava apaixonado.

- E em seguida disse que tentou reprimir isso! - Nymphadora exclamou.

- Eu não deveria sentir nada mais que um afeto fraternal por você. Você tem praticamente metade da minha idade... E é filha da prima do meu melhor amigo.

- Você não pensou em nada disso quando me beijou, naquela noite, em sua casa.

Um silêncio profundo se seguiu às palavras de Nymphadora, no qual relembraram a noite em que se beijaram, meses antes, olhando um para o outro.

- Eu não... Eu não deveria ter vindo. – Remus apanhou seu chapéu e completou: - E-eu sinto muito. Eu deveria saber que você não... Eu não sei onde estava com a cabeça...

-Ah, olá Remus – a senhora Tonks cumprimentou, ao entrar na sala. - Pensei mesmo ter ouvido a sua voz. Em que podemos ajudá-lo?

- Olá Andrômeda. E-eu... – Remus olhou para Nymphadora que o encarava desafiadora, e então continuou: - Eu vim até aqui, conversar com Nymphadora, mas já estava de saída.

- Você nem ao menos quer saber a minha resposta?

- Mas você...

Os olhos de Remus brilharam intensos, ao se encontrarem com os de Nymphadora. Ela tinha uma expressão confiante, enquanto fitavam-se durante longos segundos.

- Algum de vocês poderia me explicar o que está acontecendo aqui?

- O senhor Lupin tem um pedido para fazer ao papai, mamãe – Nymphadora esclareceu, voltando a se sentar no sofá.

Andrômeda Tonks olhou para ambos, levemente espantada.

- Eu vou chamá-lo. Só um minuto, por favor.

Remus aquiesceu e sentou-se no canto oposto do sofá, olhando de relance para Nymphadora. Sentia-se mais nervoso do que nunca. Não se lembrava de ter estado assim nem mesmo quando fizera o pedido de noivado aos pais de Marlene, anos antes.

Quando os Tonks entraram na sala, Remus respirou profundamente e ficou de pé. Ted Tonks cumprimentou-o rapidamente e acomodou-se em sua poltrona preferida ao lado da lareira, enquanto sua esposa ficou de pé ao seu lado.

- A que devo a honra de sua visita, Remus?

- Eu vim até aqui... essa noite... para fazer um pedido – Remus respirou fundo mais uma vez. – Eu tenho um enorme apreço por vocês. E com o convívio, o meu apreço por sua filha, Nymphadora, foi aumentando a tal ponto que hoje eu estou aqui para pedir que me concedam a mão dela em casamento.

- Você quer se casar com Nymphadora? – a pergunta de Ted soou menos surpresa do que deveria. Ele trocou um olhar com a Andrômeda, mas antes que continuasse, Remus voltou a falar.

- Eu sei que não tenho muitos recursos, mas garanto que farei de tudo para que nada falte a ela. E-e eu entenderei se... se vocês recusarem o meu pedido... Já não sou tão novo, sou viúvo...

- Não posso mentir dizendo que nunca suspeitei que algum dia teríamos essa conversa, Remus. Mas também não serei hipócrita e direi que nunca pensei num marido diferente para minha filha.

- Papai! – Nymphadora reclamou, mas foi calada pelo olhar que recebeu da mãe.

- Eu vou ser franco, Remus. Você não seria a minha primeira escolha como genro. Mas a minha opinião não conta quase nada. Eu e Andrômeda nos casamos por amor, ao contrário das irmãs dela. E não desejo nada menos que isso para minha filha. A questão é: o que Nymphadora pensa disso? Você já fez o pedido a ela, eu suponho?

- Já, mas creio que não da maneira mais adequada.

- Não compreendo.

Corajosamente, Remus sentou-se no sofá ao lado de Nymphadora, segurou as mãos delicadas nas suas, e olhando-a diretamente nos olhos, perguntou:

- Nymphadora Tonks, eu a amo como pensei que nunca mais seria capaz de amar outra mulher em minha vida. E eu gostaria de saber se, mesmo após todas as tolices que eu possa ter cometido, a senhorita aceitaria ser a minha esposa.

Com um sorriso nos lábios, enfeitando o rosto em forma de coração, Nymphadora respondeu:

- Sim, eu aceito.

- Oh, minha filha! – Andrômeda foi até o casal, e puxou-os para um abraço. – Remus eu não posso negar o quanto eu estou feliz em tê-lo na família.

- Obrigado Andrômeda.

- Nós temos que começar a pensar nos preparativos, no enxoval...

- Depois nós vemos isso, mamãe.

- Não podemos nos demorar... O noivado não será longo, eu suponho?

- Mamãe!

- Sua mãe tem razão, Nymphadora - Ted Tonks interferiu, calmamente. - O fato de Remus ser viúvo, nos leva a acelerar um pouco as coisas para evitar qualquer tipo de comentário.

- Eu não ligo para o que vierem a falar!

- Seus pais têm razão. E eu não me importaria se fosse obrigado a casar com você agora mesmo - principalmente se isso aplacasse tudo que estou sentindo, completou em pensamento.

Enquanto Andrômeda tagarelava sobre os detalhes do casamento com a filha, Ted e Remus discutiam os últimos acontecimentos da guerra no continente europeu, inclusive a captura de James. Um tempo depois, após acertarem um jantar na noite seguinte para oficializarem o noivado, Remus falou, levantando-se:

- Bem, eu vou indo. Já está na hora da senhorita Johnson ir para casa.

- Claro.

Nymphadora acompanhou Remus até o hall, onde ele apanhou o sobretudo e o chapéu, e de lá até a calçada. Sem ter certeza, agora que estavam novamente a sós, de como deveria agir. Sentiu Remus aproximando-se até ficar a menos de um passo de distância e seus olhos foram atraídos para os dele como um imã, quando ouviu a voz grave.

- Boa noite... Dora.

Delicadamente, Remus tocou a face dela, traçando seu contorno com a ponta dos dedos. Estava aliviado por ela ter aceitado e uma ansiedade inundava seu peito, como se aquela fosse a primeira vez que aspirava o perfume de Nymphadora. Sua noiva. Nymphadora era agora sua noiva e tinha todo direito de beijá-la. Ela o olhava com expectativa e pôde percebê-la ficar ofegante à medida que seus rostos ficavam ainda mais perto um do outro.

Por mais que Remus quisesse manter seus olhos abertos para não perder nenhum momento, eles se fecharam quando os lábios finalmente se encontraram, num beijo suave.

Oh Deus, era ainda melhor do que ele se lembrava e no momento que sentiu as mãos de Nymphadora apoiadas em seu corpo, Remus aprofundou o beijo.


--xx--xx--xx--

Com a desculpa de ter uma prova muito difícil em breve, Harry avisou à mãe que passaria o dia na casa de Ron e Ginny, e só voltaria à noite. Sabendo que Hermione era uma aluna brilhante, Lílian Potter não estranhou quando a garota pareceu surpresa ao saber o paradeiro de Harry, e voltou aos seus afazeres como enfermeira do doutor Granger.

Mas Hermione não ficara surpresa. Na verdade, ela ficara intrigada. Todas as provas haviam sido aplicadas antes do feriado da páscoa, na semana anterior, e não teriam outras até junho. Determinada, Hermione pedalou sua bicicleta até à casa dos Weasley, mais rápido que o costumeiro e, quando chegou, descobriu que para Molly, Ronald estava na casa de Harry desde cedo, ajudando o amigo com um projeto escolar e não voltaria até a noite.

Juntando as desculpas esfarrapadas dos rapazes, às conversas, durante a semana, que sempre interrompiam quando ela se aproximava, suas suspeitas começaram a se confirmar: Harry e Ronald estavam aprontando alguma coisa.

Hermione e Ginny, que também desconfiara da atitude dos rapazes, passaram boa parte do dia tentando fervorosamente descobrir alguma pista do paradeiro de Harry e Ronald. Deram a volta na cidade de bicicleta, perguntando aos amigos, discutindo as pistas e percorrendo os lugares onde eles poderiam estar sem sucesso. No final da tarde, Ginny e Hermione já estavam tão preocupadas quanto irritadas.

Foi com olhares desconfiados que elas observaram a aproximação de Ronald e Harry, montados em suas bicicletas, pela estrada que cortava a linha do trem. Eles estavam tão distraídos que quase atropelaram Ginny e Hermione quando elas se puseram no meio do caminho.

- Onde vocês se meteram? - Hermione perguntou exasperada.

- O que vocês duas pensam que estão fazendo? Tentando nos matar de susto?

Ronald replicou, freando a bicicleta a poucos centímetros da namorada, e iniciando uma discussão com ela sobre o sumiço dele. Alheios a isso, Harry e Ginny ficaram apenas se olhando. Ela tinha pensado em fazer o mesmo que Hermione e tomar algumas satisfações, mas ao vislumbrar a tristeza nos olhos dele - presentes desde que soubera da prisão do pai -, sentiu seu coração apertar e apenas se aproximou ainda mais, passando sua mão pelo rosto sério que ele exibia.

- Eu fiquei preocupada - não era uma acusação, ele percebeu, e ela continuou. - Está tudo bem?

- Na medida do possível.

- Você vai me dizer onde esteve hoje?

- Outro dia, ok? Eu prometo.

- Está bem. Você sabe que eu vou sempre estar aqui...

Harry olhou para ela tão intensamente que Ginny sentiu seu corpo tremer. Sem se incomodar com o fato de estarem no meio da rua, Harry a puxou para um beijo urgente que rapidamente os deixou sem fôlego.

- Eu te amo, Gin - Harry falou, colando sua testa na dela. Depois com um suspiro cansado, se afastou e revirando os olhos para Ronald e Hermione, protestou: - Por que vocês dois não acabam logo com isso?

- Não se meta, Harry! - Ron rosnou apontando-lhe o dedo.

- Ok. Eu vou deixar vocês dois aí, se bicando, e vou para casa - Harry virou-se novamente para Ginny e falou: - Você vem comigo?

- Acho que não, Harry. Já está tarde, tenho que voltar para casa.

- Desculpe... - Ele contornou o rosto de Ginny com as costas da mão, delicadamente. - Amanhã a gente de vê então.

Ronald olhou para Harry e Ginny se afastando em direções opostas e fez uma careta. Por que ele e Hermione tinham sempre que discutir? Olhou para a garota à sua frente e falou, irritado.

-Será que não dava para você confiar em mim, só dessa vez?

- Eu confio em você!

- Então, por que diabos 'tá me enchendo de perguntas?

- Eu fiquei preocupada!

- E eu já falei que não tinha motivos - Ronald bufou, tentando se controlar, e por fim, montando novamente em sua bicicleta que deixara caída ao seu lado, falou. - Me desculpe, ok.

- Você não vai me dizer o que vocês fizeram hoje?

- Olha, nós fomos até Applebrook, está bem?

- De bicicleta? Fazer o quê?

- Mione... Eu 'tô cansado, com fome e depois dessa nossa conversa, irritado. Você se importaria se a gente conversasse sobre isso outra hora?

- Me importaria sim.

- Hermione...

- Está bem. Mas eu vou querer saber exatamente o que vocês foram fazer em Applebrook.

Hermione ficou parada ainda alguns minutos no mesmo lugar, enquanto Ronald sumia pelo caminho que levava a sua própria casa. Saber que eles passaram o dia inteiro em Applebrook não a deixou menos inquieta, muito pelo contrário. Lembrava muito bem da conversa que tivera com Ronald na qual ele lhe contou que seus irmãos queriam levá-lo até lá. E, principalmente, lembrava o motivo deles quererem fazer isso. Só esperava que estivesse enganada dessa vez.

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N/B Paty - (suspira) nada como um pedido de casamento para aliviar as tensões de uma guerra rsrsrsrs... momento Tonks e Remus muito fofo, e esse Harry e Rony estão aprontando mesmo, aposto que vão querer ir pra guerra... afff... tadinha da Mione e da Gina, elas vão ter um ataque, espero que pelo menos as despedidas sejam inesqueciveis hauahuahau... Mana cap. perfeito e fico muito feliz de ter podido betar, um grande beijo. Te amo!!!

Sônia: Uia, esse está preocupante. Lindo, principalmente pelo pedido de casamento mais desastrado, e pelo “Dora” mais sexy que já ouvimos, mas... preocupante. Primeiro, a captura de James, (que, indubitavelmente, será um prisioneiro nem um pouco passivo e obediente, e nós sabemos o que os nazistas faziam com estes), e depois estes dois lindos, corajosos, cheios de caráter, de empolgação e de nenhuma cautela, garotos aprontando algo grande e assustador. Eles foram se alistar, não foram? Aaaaaaiiiiiii... Foram! - :O – Minha mana Pri! Estou com o coração na mão! Vem problemas, e muitos, por aí, não vêm? – AAAAAaaaaaaiiii de novo!...- O que eu posso dizer? Só algo muito bem escrito, com excelência, nos deixa com essa sensação de preocupação real, então... APLAUSOS!!! Estou me coçando de vontade de ler os próximos capítulos! Não nos maltrate, ok? ;D – Tedoro muito! Parabéns novamente! Até o próximo!!!!!!!!!!! P.s.: Fiquei tão balançada que nem consegui curtir a volta do Sirius...

NB Sally: Ohhh!! Tá esquentando. O pior é que eu também tenho uma intuição e é muito pior que a da Mione. Muito, muito pior. Comadre, o capítulo está show!!! Finalmente o Remus saiu do lugar. Espero que ele não invente de se arrepender como no livro, a Nynpha não merece. Parabéns amada, está demais.
N/B Pamela – Ai, foi tão fofo o pedido de casamento. Se os homens fizessem as coisas certas desde o começo, tudo seria tão mais fácil né?! rs Agora quero logo o casamento, a primeira noite deles, eles morando juntos....(suspira). Bom, sabemos que no próximo capitulo teremos briga né, porque quando as meninas souberem o que os dois estão aprontando, não vão ficar quietas! Capítulo perfeito para um final de ano! Amo muito! Beijo

N/A: AMORESSSSSSSSSSSSSSSS FELIZ 2009!!!!!

*Priscila solta fogos de artifício*

Que 2009 traga a todos muita alegria, porque pra mim com certeza vai. Vou ganhar dois sobrinhos (um afilhado :D), vou começar meu projetos e vou estar com vocês.

Obrigada a todos que me acompanharam em 2008. Um beijo com gosto de chester em cada um que comentou ou não.

Um com gosto de rabanada para: Clara, Lua Potter, Pedro Henrique Freitas, Bernardo Cardoso, Tonks Butterfly, *_Lya, Kelly**, Jhonatas T. Potter, Eeva Uchiha7, Lady Bella-chan, Patilion, Ninha, Thaty, Lanni Lu, Patty Carvalho, Danda Jabur, Livinha, Sô Prates e Claudia The.

Muitos com gosto de champanhe, acompanhados de abraços esmaga-ossos para minhas irmãs/amigas/betas Pamela e Paty Black, Sonia Sag e Sally Owens. (Gente eu sou muito sortuda. 4 betas e QUE QUATRO BETAS!!!!!) Amo muito vocês, de todo coração.

No mais, divirtam-se amanhã, se beberem não dirijam (aqueles que tiverem idade pra isso é claro) e FELIZ ANO NOVO!!!!!!!!!!!!!!!

Bjks da Pri

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