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13. Austrália


Fic: Sobre os 19 anos depois - FINALIZADA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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POV Harry


Desaparatamos direto na frente do Gringotes e entramos de mãos dadas. Gina olhava tudo atentamente.


_Nunca veio aqui amor? _ Perguntei ao ver sua expressão.


_Uma vez quando era criança. _ Continuou olhando. _ Papai e mamãe não vem muito ao banco.


Ela tratava de maneira bem mais natural que Rony a condição financeira da família. Merlin é testemunha de como eu amo os Weasley e me sinto bem em sua casa, mas adoraria fazer algo para que eles vivessem em condições melhores. Embora não falte o essencial, e até onde eu saiba nunca tenha faltado, eles conhecem muito bem o amor familiar, mas não o conforto. A Sra. e o Sr. Weasley sempre negaram veementemente minhas ofertas de ajuda, e eu não podia fazer nada com relação a isso.


Gina é diferente. Me incomoda saber de tudo que eu tenho condições de dar a ela e não posso, ainda. Eu tenho condições de lhe proporcionar tudo que ela quiser, seja bruxo ou trouxa, viagens, passeios, tudo que mulher gosta, conforto, e ela não deixa. Olhei para ela, que nesse momento observava atentamente o teto de vido que foi reconstruído depois que um pequeno dragão passou por ele, e ri ao ver sua expressão de surpresa. Chegamos ao balcão onde o duende encarregado de identificar os bruxos estava.


_Boa tarde. _ Anunciei nossa presença.


Em seu auge de simpatia ele levantou os olhos do papel tempo suficiente para ver quem eu era e voltou a escrever algo.


_Olá Sr. Potter. _ Limitou-se a dizer.


_Eu gostaria de visitar meu cofre, por favor. _ Continuei o mais simpático que consegui.


_Claro. Me acompanhe.


Ele se levantou lentamente da cadeira e caminhou em direção a um corredor lateral, comecei a acompanhá-lo e dois passos depois a mão de Gina soltou a minha. A olhei em dúvida.


_Te espero aqui. _ Ela explicou como se fosse óbvio.


Revirei os olhos antes de pegar sua mão novamente e arrastá-la por onde estava indo antes.


_E você acha que eu te trouxe até aqui para me esperar do lado de fora? _ Ela revirou os olhos dessa vez.


_Não vou me sentir bem, Harry. É invasão de privacidade.


Paramos diante de uma porta e enquanto o homenzinho à nossa frente procurava a chave certa eu me inclinei e sussurrei em seu ouvido.


_Daqui muito pouco tempo tudo que estiver lá dentro também será seu, não vejo como pode ser invasão de privacidade. _ Finalizei com um beijo em sua bochecha.


Ela me olhou em dúvida e depois disso entramos na porta que já estava aberta. Quando viu o pequeno vagão sobre o trilho estreito ela me olhou confusa, eu pisquei para ela e embarcamos no veículo que tampouco me agradava. Quando começaram os movimentos repentinos e nada agradáveis senti minha namorada grudar em meu braço e a abracei contra meu peito. Nunca consegui calcular o tempo exato que essa viagem demorava, mas aproximadamente uma eternidade depois desembarcamos em frente ao cofre da Família Potter, cujo único membro era eu. Olhei para o lado e Gi estava meio verde.


_Tudo bem? _ Perguntei preocupado enquanto duende andava na nossa frente quase sem perceber que ainda estávamos ali.


Ela só balançou a cabeça afirmativamente e continuamos andando de mãos dadas. Caminhamos aproximadamente cinco minutos entre as montanhas subterrâneas e paramos em frente a uma pesada porta de aço.


_Eu nunca tinha descido aqui. _ Gina sussurrou no meu ouvido.


Nosso acompanhante encostou a mão no ferro preto que guardava minhas riquezas e as engrenagens começaram a girar para possibilitar a abertura da porta. Depois de todas as trancas abertas a porta foi empurrada e aos poucos as montanhas de ouro guardadas ali foram aparecendo. Discretamente olhei para a ruiva ao meu lado e a vi abrir cada vez mais a boca à medida que o conteúdo ali guardado ia aparecendo. Depois de todo aberto a puxei para dentro, e ela foi ainda boquiaberta.


_Merlin! _ Ela sussurrou mais para ela mesma e entrou comigo.


Soltei sua mão quando entramos e me dirigi à pilha de moedas de ouro que havia no canto esquerdo da caverna. Separei a quantia necessária para fazermos uma viagem confortável quando as trocasse por dinheiro de trouxa e fiquei silenciosamente observando-a enquanto observava todos os objetos contidos ali e passava levemente a mão em alguns deles. Ela os tocava quase como se temesse quebrá-los e eu vi quando parou em frente a alguma coisa que seu corpo tampava da minha visão.


Andei até ela e a abracei pela cintura, em sua frente estava um colar de ouro muito delicado decorado com um pingente pequeno em formato de coração cravejado com pedras vermelhas. Ela não se assustou com minha presença, só havíamos nós dois ali, e depois de acomodá-la em meu abraço peguei a peça que ela tanto olhava.


_Eu nem sabia que existia esse colar. _ Falei observando-o.


_Você já observou atentamente tudo que há aqui? _ Perguntou olhando novamente em volta.


_Na verdade não. _ Continuei com o colar em minhas mãos. _ É muito bonito realmente.


_É lindo. _ Concluiu olhando enquanto eu ainda o segurava.


Virei seu pingente e um L muito delicado estava gravado atrás.


_Era da minha mãe. _ Senti o nó já conhecido na garganta. _ Agora é seu. _ Finalizei já me preparando para colocá-lo em seu pescoço.


_Nem pensar, Harry. _ Segurou minhas mãos me impedindo. _ Deixe suas coisas onde estão.


_Então eu vou ter que dar pra nossa filha quando ela nascer, ele tem que continuar pertencendo às mulheres da minha vida. _ O coloquei no lugar onde estava. _ Uma delas já o teve e a outra acabou de recusar, só me resta essa esperança.


Ela riu e continuou sua inspeção. Eu não a apressei, deixei que olhasse tudo que quisesse e aproximadamente vinte minutos depois ela se virou para mim.


_Já terminou amor? _ Perguntou com as mãos no bolso da calça bege de sarja que estava usando hoje.


_Só estou te esperando.


_Por que não me avisou?


_Não queria estragar sua inspeção.


Revirou os olhos e veio em minha direção, segurou minha mãe e saímos. Do lado de fora o duende nos esperava como se estivesse sentado em sua cadeira no saguão, sem se importar com a demora. Ele trancou a porta assim que passamos e entramos no pequeno vagão. Gina não esperou o susto dessa vez, já sentou-se quase no meu colo e agarrou minha mão. Fizemos a viagem de volta com a mesma falta de conforto que a de ida e alguns minutos depois (esqueci novamente de marcar quantos) estávamos saindo para o Beco Diagonal.


_Eu achava que nunca na minha vida veria tanto ouro junto. _ Comentou enquanto descíamos os degraus da frente do banco. _ Agora entendo por que as pessoas me chamam de interesseira.


_As pessoas não sabem o que dizem amor. _ Soltei sua mão e passei meu braço ao redor de sua cintura, trazendo-a mais para perto.


_Elas normalmente dizem o que estão vendo, e nesse caso o cara rico e a moça pobre. _ Falou como se estivesse me dizendo a previsão do tempo. _ Elas não sabem na verdade o que sentimos.


_E você me ama mais agora que sabe minha condição financeira? _ Perguntei divertido.


Ela gargalhou ao meu lado.


_É um caso a se pensar. _ Ri junto com ela. _ Eu te amo exatamente da mesma maneira. Só fiquei com algumas duvidas depois que vi tudo aquilo.


_Pergunte, Gi.


_Você pode ter a vida que quiser, conforto, tudo do bom e do melhor. O que faz até hoje na minha casa? _ Perguntou visivelmente confusa.


Estávamos entrando no Três Vassouras e nos sentamos em uma mesa do canto antes de responder a ela.


_Amor, imagine você sem seus pais e seus irmãos. _Falei segurando sua mão.


_Credo, Harry. _ Exclamou imediatamente com cara de quem estava me chamando de louco.


_Que adianta aquilo tudo, Gi? Eu nunca tive uma familia de verdade, ninguem que se importasse comigo, que falasse que eu estava me alimentando mal, que meu cabelo deveria ser cortado, que minha lista de material havia chegado e que meus livros já estavam na cozinha. _ Fomos interrompidos pela garçonete que anotava nosso pedido de cerveja amanteigada e depois continuei. _ Eu nunca tive nada disso até conhecer o Rony no primeiro ano, e foi sua família que me acolheu desse jeito.


A principio ela só me olhou e não disse nada.


_Mesmo achando que estou atrapalhando às vezes eu gosto de ficar lá, é onde me sinto em casa. _ Nossas cervejas chegaram e ela tomou um gole me olhando. _ Dinheiro não compra as principais coisas da vida, amor. _ Conclui também bebendo um pouco da minha.


_Você não atrapalha Harry. Mamãe e papai adoram você lá em casa, acho até que ela te considera mais filho dela do que eu. _ Ri do seu exagero.


_E eu nunca fui acostumado a ter muitas coisas. Até os doze anos eu morava no armário embaixo da escada, acredita? _ Ela abriu a boca em formato de "O". _ Pra falar a verdade eu nem sei quanto tenho no banco, não faço idéia do que tanto da pra comprar com tudo aquilo. Dá pra reformar nossa casa, né?


Ela riu abertamente.


_Pretende reformar a casa de toda a comunidade bruxa? _ Perguntou ainda rindo. _ Acho que só com aquele colar que você queria me dar a gente reforma a casa inteira.


_Acho que preciso ir lá um dia pra contar meus bens. _Cocei a cabeça confuso e ela riu. _ Já pensou em como vai colocar os móveis?


_Ainda não.


_E na cor das paredes? _ Tomei outro gole de cerveja esperando ela responder.


_Não amor.


_Vai querer quadros nas paredes?


_Não sei ainda, Harry.


_Você ainda não pensou em nada? _ Perguntei incrédulo.


_Falta mais de um ano ainda amor.


_Eu sei Gi, mas um ano passa rápido.


_Vou começar a pensar, prometo. _ Notei que ela estava segurando o riso.


_Tenho que perguntar no Gringotes como faço para que você possa entrar lá sem mim antes de nos casarmos. _ Disse pensativo.


_Não quero Harry. _ Falou categoricamente.


_Por quê? _ Perguntei assustado.


_Porque não há necessidade. Eu te falo o que precisa e você mesmo compra. _ Explicou com tom de quem não admitia contestação.


_Amor, eu vou ficar dois anos fora em treinamento. Você acha mesmo que quando voltar para casa vou preferir comprar móveis? _ Contestei mesmo assim.


_Então você vai, tira o dinheiro e eu compro. Não quero entrar lá sem você, nem depois que nos casarmos há necessidade.


Maldita teimosia!


_Posso saber por que não? _ Perguntei no mesmo tom petulante que ela normalmente usava.


_Porque é sua herança. _ Frisou bem o "sua". _ Sua conta, seu dinheiro.


_Minha agora, mas vai ser nossa _ Frisei o "nossa" exatamente como ela tinha feito.


_Vai continuar sendo sua.


_Você não quer casar comigo? _ Mudei o foco da conversa.


_Claro que quero Harry, não confunda as coisas. _ Falou como se explicasse a uma criança que é necessário lavar as mãos antes de comer. _ Mas eu não estou acostumada a ter muito dinheiro, não precisa disso tudo pra eu querer casar com você.


_Eu sei Gi, eu também não estou acostumado. Ótimo! Nos acostumaremos juntos! _ Finalizei o assunto e lhe dei um selinho.


Quando nos separamos ela riu.


_Você é muito teimoso! _ Acusou com o dedo apontado para mim.


_Eu sou teimoso? E a senhora é o que então? _ Peguei sua mão e a beijei.


_Estou tentando te abrir os olhos para a verdade. _ Falou em tom brincalhão. _ Eu te amo do jeito que você é, assim todo desleixado e lindo. Não precisa de nada mais do que isso pra eu querer ficar com você para sempre.


_Eu sei amor. Também amo você assim e não precisa nada mais que isso. Mas por que não aproveitar se nós dois podemos fazer isso juntos? _ Ela abriu a boca e eu continuei. _ Não precisamos viver cercados de luxo, eu não faço questão disso. Mas podemos viajar sempre, ter uma casa legal, conforto. Isso tanto no mundo bruxo como no trouxa, porque tem muita coisa legal que podemos fazer sem magia.


Ela suspirou alto.


_Só depois que casarmos Harry, antes disso não, não e não! _ Concluiu me olhando de um jeito que não abria espaço para questionamentos.


_Acho desnecessário, mas você que sabe.


_Viu? Você fica muito mais bonito quando me obedece! _ Provocou.


_Abusada! _ Nós rimos juntos.


Terminamos nossa bebida calmamente e voltamos para A Toca próximo da hora do café da tarde e entramos. Estranhamos quando não vimos ninguém na casa e subimos de mãos dadas a procura de todos, tudo estava silencioso exceto por um barulho vindo do sótão, que logo descobrimos ser Monstro.


_Boa tarde meu senhor, senhorita. _ Fez a reverência exagerada.


_Boa tarde Monstro. Onde estão todos? _ Perguntei fazendo gesto para que parasse de se abaixar.


_A Sra. e Sr. Weasley saíram, só virão para casa na hora do jantar. Ronald e a Srta. Granger saíram logo depois deles e a ultima vez que os vi estavam indo na direção do jardim dos fundos.


Eu e Gina nos entreolhamos e rimos de canto, sabíamos onde estavam.


_Obrigado, Monstro.


Ele fez outra referencia e virou-se para descer as escadas.


_Monstro, me avise assim que alguém da casa chegar. Qualquer pessoa que chegue me avise. Por favor. _ Finalizei sabendo que ele ficaria radiante de felicidade.


_Claro meu Sr. Potter, Monstro avisa assim que ver alguém chegando. _ E virou-se para sair.


Puxei Gina pela mão e entrei com ela no quarto que eu dividia com Rony. Fechei a porta e me deitei na cama, trazendo-a para se deitar ao meu lado.


_Está ansiosa? _ Perguntei alisando seu rosto.


_Um pouco. Nunca viajei sem mamãe e papai.


Eu ri da sua insegurança.


_Eu vou cuidar bem de você também, prometo! _ Ela riu pra mim.


_Eu estou com medo também. _ Comentou com as bochechas rosadinhas.


_Do que?


_De andar de avião. Você tem certeza que é seguro Harry?


_Amor, já te disse que é. Os trouxas viajam assim o tempo todo. _ A tranqüilizei.


Ela não pareceu se convencer, mas não questionou mais. Me deitei de costas e ela se acomodou sobre meu peito com os olhos fechados, eu comecei a afagar seus cabelos. Ela havia acordado cedo e saído comigo hoje à tarde, então eu sei que estaria dormindo em alguns minutos. Não a impedi, eu gostava que ela dormisse comigo, me sentia bem cuidando dela quando estava tão indefesa e queria que ela descansasse também.


Cinco minutos depois ela começou a ressonar mais tranqüila e eu soube que havia adormecido. Acariciei suas costas durante todo o tempo que ela estava deitada no meu peito (confesso que em alguns momentos minhas mãos escorregaram para o seu bumbum), mas ela se mexia bastante enquanto dormia e após um tempo virou-se de costas para mim. Aproveitei a situação para me aconchegar de conchinha atrás dela e dormir um pouco também.


_Meu senhor. _ Uma voz muito baixa me chamava.


Abri os olhos ainda sonolentos e vi Monstro parado ao meu lado. Gina ainda dormia tranquilamente em meus braços e com o corpo totalmente encostado ao meu.


_O que foi Monstro? _ Perguntei esfregando os olhos.


_Acabei de ver pela janela da cozinha o Sr. Weasley e a Srta. Granger chegando, o senhor pediu para que Monstro avisasse.


_Ah sim, obrigado Monstro. Pode ir.


Dessa vez ele esqueceu a reverência e saiu fechando a porta em seguida. Me debrucei sobre o corpo da mulher mais linda do mundo e beijei seu pescoço descoberto enquanto acariciava a parte interna das suas coxas. Quando namoramos pela primeira vez em Hogwarts seu corpo era lindo: magrinha, toda proporcional ao seu próprio tamanho, depois que voltei e a vi naquele primeiro dia só com um pijama rosa semitransparente eu reparei a mudança extremamente notável, os seios maiores, coxas mais grossas, o corpo com mais curvas, o bumbum maior e o mais perceptível: a postura de mulher que ela havia adotado.


Eu ficaria alisando aquele corpo gostoso o dia todo, e embora Ron e Mione não fossem um problema eu sei que seus pais chegariam logo também. Fiquei mais alguns minutinhos fazendo carinho e vendo-a resmungar enquanto dormia, depois a chamei carinhosamente para que não acordasse irritada.


_Amor. _ Chamei dando um beijo em sua bochecha e vendo-a se remexer um pouco. _ Acorda, bebe.


Ela abriu os olhos aos poucos e me olhou com a cara irritada que sempre fazia quando era acordada.


_Ron e Mione já voltaram, seus pais vão chegar logo também. Não acha melhor descermos?


Ela assentiu e se levantou, saindo do quarto sem me esperar e pisando firme. Eu ri e fui atrás dela, sabia que não estava brava comigo, era a situação em si. Entramos na sala no momento exato em que os dois também entravam pela porta e aproveitamos juntos o restante da tarde.


Estávamos todos sentados na sala quando ouvimos um barulho vindo da porta da cozinha e instantes depois meus sogros entrando e juntando a nós.


_Olá crianças. _ Cumprimentou a Sra. Weasley dando um beijo em cada um de nós. _ Que bom que já voltaram.


Depois disso ela nos olhou de um jeito pesaroso e saiu em direção à cozinha com a voz embargada e a desculpa de que iria ajudar Monstro a preparar o jantar.


_Ela está triste por ter que se despedir de vocês amanhã. _ Nos informou o Sr. Weasley sentando-se de frente a nós. _ Hoje passou o dia inteiro chorosa, não se animou nem quando fomos visitar Gui e Fleur.


Nenhum de nós quatro sabíamos como fazê-la ficar mais alegre, do mesmo modo como não sabíamos como conter a ansiedade de Hermione (embora eu acredite que Rony tenha encontrado uma maneira muito eficiente hoje à tarde, visto a cara de culpa que ambos estavam quando chegaram de onde quer que tenham ido), então optamos por ficar quietos e não tocar no assunto Austrália enquanto estivéssemos em casa.


Jantamos juntos e toda vez que o assunto estava se voltando para nossa viagem Ron ou Gina o desviava novamente para um tema bobo qualquer. Neste dia específico ficamos até mais tarde acordados, mesmo que o dia seguinte fosse segunda feira e o Sr. Weasley fosse entrar mais cedo no trabalho para poder nos acompanhar até o aeroporto.


Ele foi categórico nesse aspecto, e mesmo que ele tenha dito querer se despedir de nós, todos concordamos que seu interesse maior é ver a maquina de pesar bagagens, o leitor automático de código de barras e os aviões.


A noite que antecedeu nosso embarque foi tranqüila, nada diferente das anteriores. Eu e Ron dormimos no quarto dele e Gina e Hermione no quarto da minha namorada. Estávamos tão cansados que nos despedimos no corredor mesmo, o que era estranhamente incomum. Não acordei nenhuma vez durante a noite, não tive pesadelos (que estavam ficando cada vez mais raros e menos impactantes) e nem o ronco do meu melhor amigo me incomodou.


A manhã de segunda feira é que foi um tanto estranha. Todos acordaram cedo para arrumar as coisas que faltavam e exceto por mim e Rony, que além do que estava na mala levaríamos apenas uma escova de dentes, Gina e Hermione surtaram.


Na ultima hora minha namorada se lembrou que não tinha pensado no que faria com Fred enquanto estivesse fora, e convencê-la a deixá-lo em casa foi realmente trabalhoso. Artimanha que só foi possível depois de eu lhe contar que trouxas normalmente consideram corujas animais perigosos e ele corria o sério risco de ser agredido, e depois de Monstro jurar três vezes que o alimentaria e iria atrás dele caso ele não voltasse de algum passeio noturno.


Hermione caiu no choro em algum momento enquanto se decidia se deveria ir com um sapato preto de salto extremamente elegante ou uma sapatilha roxa não tão bonita assim, mas confortável. Gina demorou quase meia hora para acalmá-la e Rony nem ousou chegar perto. Depois que ela parou de chorar eu me ofereci gentilmente para ajudá-la a fechar sua mala atulhada de coisas e sugeri, sutilmente, que ela deveria escolher algo confortável porque a viagem seria longa.


Nós quatro ficamos a manhã inteira conferindo detalhes que deveriam estar acertados até a hora do almoço no máximo, e quando a Sra. Weasley veio avisar que o almoço estava servido eu evitei olhar muito seus olhos inchados. Descemos nossas malas com ajuda de magia porque elas estavam um tanto pesadas já que Gina não conseguiu acomodar todos seus pertences em sua própria bagagem e usou quase um quarto da minha.


O Sr. Weasley chegou por volta das duas da tarde já nos apressando para que fossemos logo. Deveríamos chegar lá no máximo às três e meia da tarde para conseguir embarcar com tempo suficiente às dezessete horas. O ministério gentilmente nos ofereceu um carro para irmos, então nosso trajeto foi bem confortável.


Chegamos ao aeroporto dez minutos depois do horário planejado e a fila para o check-in estava enorme, eu sinceramente não sabia que tanta gente assim viajava para a Austrália. Meus sogros resolveram conhecer o lugar enquanto despachávamos nossa bagagem e pelo menos enquanto estávamos na fila do guichê da companhia aérea Hermione estava tão ocupada rindo das caras de surpresa de Rony e Gina que se esqueceu de surtar conosco.


Quarenta e cinco minutos depois foi que a choradeira começou, e foi impossível não me juntar a ela. Apenas o Sr. Weasley manteve sua expressão séria enquanto tremia levemente o queixo para se segurar. Ainda entrando no saguão de embarque demos um ultimo aceno de tchau e vimos meus sogros saírem abraçados em direção à saída.


_Merlin, eu nunca viajei sozinha. _ Minha namorada disse encostando-se em meu ombro e fungando. _ Acho que estou começando a ficar nervosa.


Imediatamente passei meus braços ao redor do seu corpo ao ver um trouxa idiota olhar demais para a calça jeans branca que ela estava usando.


_Encare como uma viagem de férias amor. Ou você não vai querer viajar mais vezes comigo? _ Tentei brincar.


_Vou, claro. Mas a primeira vez é meio impactante. _ Ela sorriu levemente e me deu um selinho, me puxando para nos sentarmos ao lado dos nossos companheiros.


Ron e Mione estavam sentados ao nosso lado e quando anunciaram que nosso embarque estava liberado, quase uma hora depois que entramos pelo portão de embarque, o nervosismo que Hermione estava sentindo pela viagem transformou-se em gargalhada, porque Ron ameaçou vomitar quando soube que ficaria mais de dez horas voando.


Nossos assentos eram separados, mas os dois sentados bem em nossa frente de modo que poderíamos manter contato se fosse necessário. Deixei que Gina se sentasse na janela para apreciar a vista quando já estivéssemos no alto, afinal ela nunca havia andado de avião. Eu também não, claro, essa era uma das ocasiões em que eu ficava com a Sra. Figg, mas mesmo assim eu quis agradá-la.


Depois de ambos concordarmos que era como andar de vassoura, mas sem o vento na cara ela se virou para mim de novo e deitou-se em meu peito. Eu adorava a expressão carinhosa de quase adoração que ela me olhava desde que tinha onze anos, e foi com essa cara que me olhou agora.


_Você vai cuidar de mim, não vai? _ Entrelaçou nossos dedos.


_Claro, amor. Mas você vai ver, nem será necessário._ Beijei de leve seus lábios.


_Teremos tempo para passear?


_Durante o dia não sei. Se essa viagem for como a outra Hermione não nos deixará ficar parados um segundo, mas passearemos a noite se você quiser.


_Eu quero, você se importa? _ Pediu sem graça.


Ela teria que se acostumar a pedir as coisas para mim, pelo menos até chegar ao ponto de se convencer de que poderia gastar com o que quisesse.


_Claro que não, vai ser bom passearmos juntos._ Ela sorriu abertamente e eu me senti confiante para continuar. _ Podemos ir onde você quiser, fazer o que você quiser, comprar o que você quiser...


Ela fechou a cara e me olhou quase brava.


_Vamos começar com esse assunto de novo? _ Perguntou ameaçadora.


_Não! Foi só uma idéia, eu fico calado se você achar melhor.


Acho que exagerei um pouco na negação, visto a risada que ela deu depois disso. Já estávamos voando há aproximadamente duas horas e nesse intervalo Ron já tinha chamado a aeromoça três vezes porque achou o botão interessante, depois que Hermione brigou com ele foi que isso parou. Nosso jantar foi servido e depois disso as luzes da cabine apagadas.


Puxei a manta do assento e cobri a nós dois, Gina estava quase totalmente deitada em cima de mim, muito quieta. Eu também já estava quase dormindo quando sinto uma mão pequena subindo por minha coxa em direção à virilha. Fiquei instantaneamente excitado e me sentindo constrangido, tinha a impressão que todos me olhavam, quando ouço sua risadinha divertida.


_Você disfarça muito mal, melhor dormir amor. _ Falou em meu ouvido e me deu um beijo. _ Boa noite.


Retribui seu beijo e desejei boa noite também. Eu ainda não era totalmente acostumado a esse jeito dela comigo, que era tão diferente de quando nos conhecemos e do que foi a vida inteira. Depois de muito tempo acariciando sua coxa e dando-lhe um beijo em sua bochecha a cada cinco minutos, eu também dormi.


Acordei quando já estava claro e o café da manhã começaria a ser servido. Chamei minha namorada delicadamente enquanto ouvia Hermione quase derrubar Rony da poltrona ao tentar acordá-lo. Terminamos nosso café quando ainda faltavam duas horas e meia para pousarmos.


Aproveitei esse tempo para namorar um pouco e fazer um carinho nela, que estava estranhamente manhosa hoje. Talvez se deva ao fato de estar convencida de que a aeromoça estava dando em cima de mim, quando de verdade a moça só perguntou se eu queria mais refrigerante ontem na hora do jantar.


Assim que o avião pousou Hermione se levantou no banco da frente e virou-se para nós pálida.


_Chegamos. _ Anunciou com os olhos arregalados.


_Sim, chegamos. _ Confirmei sério.


_Ai Merlin, e agora? _ Perguntou começando a roer a unha.


_Agora vamos encontrar seus pais, você estará linda quando isso acontecer e voltaremos para casa os seis, muito felizes. _ Gina respondeu ao meu lado. _ Isso depois de Rony pedi-la adequadamente em namoro, claro. _ Acrescentou.


Mulheres tinham um efeito estranho umas nas outras. Depois do discurso de incentivo Hermione respirou fundo e saiu andando com toda a autoconfiança de antes em direção à porta da aeronave. Quando chegamos à esteira de bagagens Rony quase teve uma sincope para descobrir de onde elas estavam vindo, e convencê-lo de que ele não podia ir até lá dentro olhar foi cansativo.


Nossas malas demoraram um tempo para aparecerem, e foram necessários dois carrinhos para acomodar todas elas. Demoramos um tempo para sair de dentro do aeroporto, e tudo que vimos quando saímos ao ar livre foi um céu extremamente azul e muitas rodovias.


Encontramos um táxi grande o bastante para acomodar quatro pessoas e quatro malas enormes e pedimos para que nos levasse a um hotel localizado preferencialmente num ponto de fácil acesso para o centro da cidade. Demoramos aproximadamente meia hora para chegar ao nosso destino, e até descermos do carro eu estava mais concentrado em conversar com meus amigos – e a mulher mais linda do mundo – do que em prestar atenção na paisagem.


Desembarcamos em frente a um prédio alto, paguei a corrida e já estava entrando quando Gina pegou minha mão e me puxou. Quando notei, os três estavam olhando para o lado ao qual eu estava de costas e quando me virei para olhar também fiquei de boca aberta.


Não exatamente em frente ao hotel, mas bem à nossa vista estava o mar mais azul que eu já havia visto na vida, algumas pessoas andando com trajes de banho, lojas e mais lojas de todos os artigos possíveis para se usar na praia. Eu não saberia descrever com todos os detalhes que Gina certamente contaria à Sra. Weasley, mas era extremamente lindo ali.


E a viagem havia começado: estamos na Austrália!

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