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11. Chapter XI


Fic: Veela, Draco?- Dramione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O dia amanheceu e com ele a surpresa de estar mais uma vez atrasado. Naquelas últimas três semanas já havia se tornado um mal hábito, mas Draco não conseguia evitar. A falta constante de Hermione, por mais que fosse somente durante o período do sono, já o deixava exausto. Se a marcasse seria tão mais fácil, mas mal tinham três semanas de namoro. Ele prezava pela sua saúde física, mas seu emocional estava tão abalado quanto o dela: nunca tinha imaginado um dia se apegar tão fortemente a alguém, muito menos em tão pouco tempo. 



Ele podia já ser apaixonado por ela desde sempre, mas no caso ele se referia a mal começar a namorar e já ansiar pelo verdadeiro compromisso, marcá-la como sua – o equivalente ao casamento humano – em menos de um mês. Ele também teria de começar a pensar em como faria isso quando a hora chegasse. Odiava que tivesse tanta pressão sob sua imagem. Aqueles boatos realmente não eram nada interessantes quando se realmente tinha de fazer alguma coisa. E certamente não seria ele quem pediria conselhos ao pai e aos amigos. Com certeza eles não entenderiam o seu lado.  



Se corresse conseguiria pegar os últimos dez minutos do café da manhã. Sabia que ela não estaria lá, mas a última coisa que gostaria era desmaiar por fome e exaustão. Percebia-se que ele não pensava direito, já que seu dormitório era quase ao lado das cozinhas fazia com que ele não precisasse correr para o café. Após arrumado, Draco passou às pressas pelo salão, tendo sua atenção presa ao tapete central por alguns segundos. 



-Se é o meu sangue que está procurando, não se preocupe. Trocaram o tapete a alguns dias. 



Um forte arrepio subiu pela espinha do garoto. Quando olhou para a direção da voz, percebeu que o quadro que vira ontem a noite era enfeitiçado. Se aquele era, certamente os outros também. Aquele obviamente era Samuel Fitzgerald, já que falava sobre o seu sangue no carpete. 



-Como? – Draco não sabia como se portar com essa novidade. 



-Se está aqui provavelmente sabe quem nós somos e o que você é, não se faça de desentendido – seu humor era completamente ácido, provavelmente pelo ocorrido 275 anos antes – Não precisa ficar encarando o chão como se fosse algo de anormal. 



Samuel de fato tinha os fortes traços que eram encontrados em toda a linhagem Malfoy mais atual. Seus cabelos eram loiros quase brancos – mas isso certamente se dava pelo gene veela, visto que os de Draco se encontravam na mesma situação – os olhos de um azul acinzentado bem chamativo. Sua boca rosada com os lábios levemente cheios escondiam um sorriso que antes era estonteante, apenas demonstrando impaciência e escarnio atualmente. Sua pele alva também era derivada do gene, porém o queixo firme e o nariz aristocrático certamente era algo que tinha em comum com Septimus, além da cor dos cabelos. Ficou surpreso por Samuel não fazer a menor ideia do que havia ocorrido, ninguém o havia avisado quando reabriram o dormitório? 



-Sammy, não fale assim. – Uma outra voz se fez presente, na parede oposta à de Fitzgerald – Ele também é um de nós. Um sonserino, como você. Por favor, não ligue para o Sammy. Ele é assim desde, bem, desde o incidente com sua companheira.  



-Você quis dizer minha morte. – Samuel falava friamente, encarando o quadro oposto. Sua expressão corporal também não era a das melhores. 



- Eu sou Jeremiah, e este ao meu lado é o Jacques. E você, meu caro, quem é? – Todos os três pares de olhos o encaravam com expectativa de um novo membro naquela sala. 



-Meu nome é Draco. Draco Malfoy. 



-Um Malfoy? Isso não me surpreende nada. – Samuel resmungava – Certamente Septimus ficaria bem feliz em saber que alguém conseguiu purificar ainda mais o sangue de sua família. – Ele não aparentava raiva do amigo, apenas parecia nostálgico. 



Draco apenas ignorou seu parente, focando toda sua atenção em Jeremiah. 



O primeiro veela mal parecia ter 16 anos. O que era estranho devido as suas condições. Porém, uma coisa parecia recorrente nos garotos: sua estrutura óssea era bastante parecida, assim como a pele clara. Num momento de distração Draco se perguntou se existiam Veelas negras, mas isto não vinha ao caso no momento. Jeremiah, ao contrário de Samuel, tinha um sorriso bastante divertido em seu rosto. Seus cabelos por sua vez não eram lisos e quase brancos como o seu, mas sim completamente ruivos e ondulados, formando quase um capacete por sua cabeça. Seu rosto tinha ainda algumas sardas, com seus olhos verdes brilhantes. Seu corpo não era muito forte aparentemente, mas ele sabia que se houvesse necessidade, ele mudaria completamente. 



-Você parece tão novo. 



-Nunca aparentei ter a idade que tinha. – Ele realmente vivia sorrindo, um verdadeiro lufano. 



-Jacques não é muito de falar, não é mesmo? – Draco arriscou, completamente esquecido do horário. Certamente seus professores relevariam pelo menos naquela manhã, sabendo exatamente o que deveria estar sendo feito. 



Embora preferisse ficar mais na sua, Jacques ostentava similaridades nos traços do rosto. Seus olhos eram castanhos. Seu cabelo castanho-claro batia em seu pescoço. Ele era de longe o mais forte de todos ali presentes. Tivera de se adaptar para o torneio tribruxo de 1593, portanto, seus músculos eram bem mais aparentes, além de ser bem alto. 



-Ele prefere se expressar apenas nos momentos de extrema urgência. 



-Estou certo de que também vou ter um quadro pendurado na parede, não é? 



-Exato. O dormitório se encarregará disto. Percebe que já existe uma moldura pendurada? 



Aquilo era um fato. Na noite anterior a parede se encontrava completamente vazia. 



-Sei que ainda teremos muito tempo para nos conhecermos, mas não está atrasado para a sua aula? – Jacques se pronunciou com um forte sotaque francês. 



Realmente, apenas em situações de extrema urgência. 



*** 



Draco havia perdido o café e suas aulas da manhã, restando somente esperar pelo almoço. Tentou falar com a namorada neste meio tempo, mas teria que invadir uma classe que não era sua para isso. 



Durante o almoço ela também não desgrudou dos seus amigos, fazendo ele ficar bem irritado. Se não fosse Blásio para entrar em seu campo de visão e empurrá-lo até a pilastra mais próxima ele certamente teria explodido no meio do Salão Principal. 



-Calminha, amigo, amigo. 



-Sai para lá, Blás. Isso é entre eu e ela. – Seus olhos já estavam escuros. 



-Você quer realmente ir lá falar com ela nesse estado? Vai acabar assustando el... 



-Ela não tem medo de mim! – Sua voz alterou. 



-Ela não, mas os outros que estão em volta sim. Já pensou se alguém descobre sobre você? Além do Potter e Weasley acharem que vocês estão brigando e virem separar. Não quero que isso vire uma matança, Draco. Respire fundo e deixa ela ir. 



A sorte de Blásio foi Hermione ter olhado para o seu lado nessa hora, notando que poderia estar com problemas. Tratou de se afastar o mais rápido possível dos garotos, alegando que ia ao banheiro. Passou pelos sonserinos numa tentativa de checar se estava tudo bem, porém ainda haviam muitas pessoas ao redor. Draco só teve tempo de cheirar bem forte enquanto ela passava, dando uma acalmada no veela. Ela era tão tentadora... 



*** 



Hermione já estava na aula de História da Magia haviam pelo menos cinquenta e três minutos quando a porta se abriu, aparecendo Draco na porta. Ele não parecia nada bem, quase como se tivesse levado uma surra do salgueiro lutador. O que mais estranhou foi o fato do Professor Binns não ter se queixado ou mandado para a detenção. Ele apenas olhou para o aluno e disse: 



-Sente-se logo antes que desmaie. 



E ele veio se sentar bem ao seu lado que estava vago. Ela o encarou de forma esquisita, tanto para manter as aparências como realmente não entendo o motivo daquilo. Levou pelo menos dez minutos até ela cochichar de forma discreta. 



-O que foi isso, Draco? 



-Eu me atrasei. Desculpe. Não estava me sentindo muito bem. 



Ele copiava a matéria fingindo não dar a mínima para a garota. Se alguém de fora parasse para observar, não notaria nada demais. Porém, alguém com mais atenção teria percebido que a mão direita dele não estava sob a mesa, mas sim no joelho de Hermione, fazendo um carinho. Por ele ser canhoto as coisas ficavam muito mais fáceis. 



Meia hora de aula havia se passado quando Malfoy começou a revirar sua mochila em busca de algo que nunca encontrava. Por ela estar nas costas de sua cadeira proporcionava a angulação perfeita para que se virasse e cheirasse os cabelos de Hermione. Ele só queria mais um pouco do seu cheiro, nada na mochila. 



Já tinha ficado viciado nela, e esse era um caminho sem volta. 



-Eu preciso que você me encontre essa noite. 



-Tem alguma coisa em relação a conversa de ontem? 



-Tem. Você pode? – Ela nunca tinha visto o namorado tão suplicante em toda a sua vida. – Nós realmente precisamos conversar. 



-Não vai terminar comigo, não é? – Hermione tentou brincar. 



-Você não se livra assim de mim tão fácil. Pode ir para as cozinhas depois do jantar? É sexta feira, ninguém vai perceber se você chegar mais tarde na Grifinória. – Ou nem voltar, mas essa parte ele não falou. 



-Porque nas cozinhas? 



-Lá eu te explico. Por favor? 



-Mas é claro, bebê. 



-Você me chamou de bebê?! 



-Não me culpe por testar algo carinhoso! 



Eles conseguiram chamar a atenção da turma por terem elevado um pouco o tom da voz, mas conseguiram se recuperar ao simular uma falsa desavença em torno da matéria. 



-Isso ainda não acabou, docinho. – ele também tentou. 



*** 



Por incrível que pareça Hermione conseguiu manter a compostura o restante do dia até o jantar. Não havia comido desesperadamente nem dado olhares furtivos para o restante do Salão. Ela teria acabado de jantar e seguido até o ponto de encontro se Gina não tive terminado no mesmo momento é feito companhia. 



Hermione não viu outra alternativa para se desfazer da amiga, apenas seguir viagem e contar que precisava fazer uma coisa. Gina não protestou ou perguntou, mas ficou com um grande “Será?” em sua cabeça ao notar que a amiga ia em direção a Lufa – Lufa. 



*** 



Draco quase sentiu um alívio ao perceber Hermione se aproximando da coluna que ele estava apoiado. Por alguns momentos pensou que ela não viria. 



-Então... Qual o motivo de estarmos nas cozinhas? 



-Nunca vou me cansar de me surpreender em como você é direta. Preciso te mostrar uma coisa. – Ele começou a falar mais baixo – Dumbledore me transferiu do dormitório da Sonserina, disse que não tem mais condições de comportar um veela alterado. 



-Como assim alterado, Draco? O que está acontecendo? 



Ele havia se esquecido de mencionar os fatos mais recentes a ela. 



-Eu já te explico isso. – Draco observou se não vinha ninguém e disse a senha, praticamente empurrando a garota para dentro do dormitório. 



-Mas que lugar é esse? – Hermione não sabia se ficava encantada ou intrigada com todo o rumo que a situação estava tomando. 



“Meu deus, ela também é Grifinória...” 



-Você ouvir isso, Draco? – Hermione entrou em alerta. 



- Isso o que? – era óbvio que ele sabia que Samuel havia feito o comentário, mas decidiu só revelar isto mais tarde. 



-Acho que não foi nada..., mas, onde estamos? 



-No meu novo dormitório. Dumbledore me moveu para cá por ser mais seguro para o veela e para a gente. 



-A gente? - sua sobrancelha levantou. 



Aquela seria uma longa conversa. 



-Sente-se no sofá. Antes de tudo quero ressaltar que nem eu mesmo havia percebido o que estava acontecendo. Blás foi pedir ajuda ao diretor porque não aguentava mais o meu mau humor com todo mundo, nem o fato deu não conseguir me manter acordado. 



-Pensei que você estivesse conseguindo se controlar... 



-Só na sua frente. Me desculpe. Ele quer que tenhamos privacidade para fortalecer ainda mais a nossa relação, e que ninguém nos interrompa na hora que eu for te marcar. 



-Isso é totalmente contra as regras, Draco. Porque raios ele designaria uma sala só para você? E porque apoiaria isso bem debaixo do seu nariz? 



-Eu sei que as aulas que tivemos sobre o assunto são meio vagas, mas não tinha motivo explicar todo o processo para um bando de adolescentes. Essa sala existe desde 1347, e já abrigou três veelas anteriormente. Eu sou o atual, então nada mais normal do que eu ficar por aqui. Escuta, eu sei que ainda não conversamos sobre isso, mas mais cedo ou mais tarde eu vou precisar te marcar. É insuportável ter você e não poder me sentir seguro disso, mostrar aos outros. Ter a sensação que vou explodir de raiva toda vez que qualquer ser vivo sequer olha pra você é angustiante – seus olhos escureceram e a voz engrossou. O veela tentava convencer a namorada que aquilo era certo, aos poucos seduzindo-a a aceitar sua proposta – eu ficarei bem mais calmo quando te morder, não ia te cercar pela escola... 



-Você anda me cercando? 



-Como se não tivesse percebido ainda. – ele fazia carinho na bochecha dela com seu nariz, levando arrepios pelo seu corpo – seria um relacionamento bem mais saudável, para nós dois. Dumbledore sabe que se alguém interromper nosso acasalamento, eu seria capaz de matar a pessoa, rasgar seu pescoço e fazer questão que ela saiba quem eu sou. 



-O que você quer dizer exatamente com acasalar, Draco? 



Ela viu diante de seus olhos o namorado lutar um pouco para conseguir o controle de volta, suspirando ao dizer: 



-Sexo. Ele quis dizer sexo. 



Se existia antes alguma cor no rosto da garota ela havia ido embora. 



-Você está me dizendo que ele deu permissão para fazermos isto aqui na escola? 



-Hermione, se eu não fizer, eu morro. E não estou dizendo isso pra te convencer. Ele deixou bem explícito que preza pelo bem-estar e vida dos seus alunos e bem, até onde eu sei eu ainda sou um aluno de Hogwarts, assim como todos esses foram. – Ele apontou para as paredes, fazendo ela finalmente perceber os quadros. - Não pense que ele ficou feliz com esta situação. Ele deixou bem claro que isso é terminantemente proibido, tanto que citou o caso do Weasley com a Brown, mas com um veela é diferente, faz parte da sua natureza.  



Hermione percebeu a cor sumir do rosto do namorado quando ele terminou de falar. 



-Bebê...? Aconteceu alguma coisa que não quer me falar? 



-É... É da natureza do veela... É da minha natureza garantir a minha prole. - Hermione tentou não arregalar os olhos quando viu onde ia chegar – Depois da marcação surge um desejo incontrolável de sexo com a companheira, mais até do que eu já tenho, e Dumbledore quer garantir a nossa segurança. 



-Você está dizendo que eu tenho que engravidar para você sobreviver?! 



O clima pesou na mesma hora. Draco sentiu o ar começar a faltar, sabia que o veela estava à beira de um ataque de pânico. Pelo canto dos olhos conseguiu ver Samuel ficando com a postura rígida no quadro. Não sabia como ele havia sido rejeitado, mas tinha a sensação que se lembrava no momento. 



Hermione percebeu que ele não falaria tão cedo. Seu olhar perdido entregava que passavam milhares de coisas por sua mente no momento. Ela precisava acalmá-lo, não havia sido sua intenção aterrorizá-lo. Inclinou-se e roubou um longo encontrar de lábios do namorado, trazendo-o para a realidade. 



-E então? 



-Eu só preciso que você me aceite para sobreviver. O filho vem muito tempo depois, não quero ser pai agora e ainda tendo controle do meu corpo. - Ele respirou fundo - Nós temos esse desejo para evitar a nossa extinção. 



-Mas vocês não estão extintos, só são raros na natureza. 



-Hermione, em 646 anos só surgiram quatro veelas em Hogwarts, e mesmo assim um nem era aluno daqui. 



Ela não fazia a menor ideia de onde ele teria aprendido tudo aquilo. 



-Vem, deixa eu te mostrar. - Ele a puxou pelo braço indo em direção até o lado esquerdo da lareira. 



-O nome dele era Jeremah Whitmore. Foi o primeiro veela que Hogwarts conheceu. Foi usado como cobaia para o comportamento com os demais alunos. Ele não parece ter a idade que tem, e era da Lufa-Lufa. Imagina o susto que todos levaram quando esse rostinho se transformou no Salão Principal. 



-Realmente. Quando foi isso? 



-1347. 



-Uau. - Sua cara foi de choque. 



-O próximo se chamava Jacques Devereaux. Ficou aqui durante a segunda edição do torneio Tribruxo de 1594. Ele era francês e sua companheira, búlgara. Os dois eram campeões Tribruxos. 



-Mas Fleur não teve que ficar aqui. 



-Isso porque ela não precisa de um companheiro. Acho que você ainda não percebeu, mas eu sou totalmente dependente de você. 



Um sorriso convencido imediatamente surgiu em seus lábios. 



-Você pode repeti isso de novo, Malfoy? Bem alto dessa vez. 



-Não ouviu direito? 



-Oh, não. Eu ouvi perfeitamente, mas nunca pensei que logo você fosse ser dependente de mim. 



-Ora sua... 



Draco agarrou a cintura da morena atacando seus lábios violentamente. Hermione mal conseguia beijar devido a sua crise de riso. Ela conseguiu se acalmar o suficiente para empurrá-lo com um pouquinho de força, depositando um beijinho em seu queixo. 



-E o terceiro? 



-Bem... - ele os encaminhou até o ultimo quadro. Samuel continuava tenso. - Essa é uma história um pouquinho mais complicada. 



-Porquê? 



-Ele não sobreviveu. - Decidiu ser direto. 



-O... O que?  



 A garota estava bastante assustada e um pouco sentida, afinal, ela continuava sendo uma garota e o rapaz no quadro, um veela. Todos podiam ser bonitos, mas este se destacava. Ele era totalmente perfeito, não conseguia compreender em como tal criatura não havia sobrevivido. Ela se pegou encantada por ele, desejando por breves segundos que ele fosse seu companheiro e Draco não. Tão breve o pensamento veio foi embora. Certamente o encanto do terceiro era o mais forte de todos por sobreviver a uma pintura. Céus, que Draco nunca descobrisse sobre seu pequeno momento. 



-Hermione? 



-O que? 



-Estou falando com você. 



-Me desculpe. O que dizia mesmo? 



-Ele foi morto pela sua companheira. Ela o rejeitou quando ia marcá-la. Entende porque só sossegamos depois disso? Até então há essa possibilidade. 



-Mas se ela não sabia... 



-Ela sabia exatamente o que estava fazendo, Hermione. Por favor, não saia em defesa dela. Isso é mais pessoal do que parece. 



-Por que? 



-Bem, começando pelo fato que ele era da Sonserina e ela da Grifinória. Ela sabia o que ele era e o que estava acontecendo quando passou por aquela porta – ele apontou para a passagem – ela preferiu deixar o Sammy jogado no chão sangrando até a morte do que ficar com ele. 



-Sammy? 



-E o pior é que não teve nenhuma consequência para ela relacionado com a morte de uma criatura mágica. Usaram o argumento de que não era culpa ela não o amar o suficiente para concordar com o compromisso. 



-Entendo que a marcação seria um casamento, certo? 



-Sim. Eles relevaram a morte do Sammy, pensaram que nunca mais iriam ter esse problema aqui. Eles sequer trocaram o carpete com seu sangue! 



-Draco, se acalme, por favor. Você ao menos sabe o que aconteceu com ela? Isso estava escrito na sua enciclopédia? - ele relevou a implicância em sua voz. 



-Bem... No final ela se casou com um Malfoy. 



"-SEPTIMUS FEZ O QUÊ?!" 



Aquela havia sido uma indignação deveras alta, assustando o casal. Draco não percebeu, mas no momento em que iria contar o que de fato havia acontecido com Freya, Samuel prestava toda sua atenção na conversa. Queria saber afinal o que tinha acontecido com sua companheira, mesmo ela tendo matado ele. 



Hermione olhou para o lado encontrando o garoto da pintura completamente transtornado, não parando quieto, com uma feição de pura raiva. 



-Mas o que...? 



-Samuel, por favor, SE ACALME! - Draco falhou em sua tentativa. 



-Eu não acredito que Septimus teve a coragem de se casar com a minha Freya! Ele sabia que ela era minha, MINHA! 



Hermione viu que mesmo em uma pintura, os genes veelas podiam se manifestar. Os olhos antes claros ficaram pretos imediatamente. 



-Ele estava fazendo um favor a ela, Samuel! 



-Se casar com ela não teria sido um favor, teria sido uma benção. Ele sabia o que eu sentia, como teve a audácia de se... 



-Pelo amor de Deus, Samuel, me deixe terminar de falar! Ele se casou com ela justamente para não a deixar com má fama! 



-POR TER ME MATADO? 



-POR ESTAR GRÁVIDA E SOLTEIRA! 



Primeiro a confusão surgiu no rosto do mais velho, para logo depois vir a surpresa. 



-Você disse... grávida? 



-É. Ele foi seu amigo o suficiente para dar um nome ao seu filho, Sammy. 



-Eu... eu tenho um filho? 



Os olhos de Samuel ficaram marejados, um sorriso bobo brotou em seu rosto. 



-É, é. e caso não tenha percebido, eu sou um veela e um Malfoy.  



-Você é meu descendente... 



Além de feliz, estava em choque. 



-Eu... Eu preciso pensar. - E dito isso ele simplesmente saiu do quadro, deixando uma varanda vazia. 



-Onde ele foi? - Hermione estava impressionada e curiosa com tudo aquilo. 



-Se eu bem conheço o Sammy, ele deve ter ido até o escritório do atual diretor, pedir informações. - Jacques respondeu com seu sotaque. 



-Por favor, não se assuste. Essa só é a reação natural de saber que conseguiu continuar com o gene. A propósito, sou Jeremiah. - O ruivo disse sorridente. 



-Prazer, Hermione. 



-Vocês ouviram toda a nossa conversa? - Draco achou curioso eles ficarem imóveis durante todo esse tempo. 



-Nós tendemos a dormir por muito tempo, então não se assuste se nos encontrar parados ou a moldura vazia. 



-Vocês podem sair? 



-Não pensou que passamos os últimos 646 anos dormindo trancados aqui, não é? Mas agora só quisemos dar privacidade a vocês, e principalmente não assustar sua companheira. Sammy deve demorar a voltar e já está ficando tarde. Não preferem descansar? 



-Obrigado por nos expulsar da sala, Jack. Boa noite para vocês. 



-Boa noite. - Os rapazes responderam. 



Aquilo era motivo o suficiente para Hermione ter um novo lugar preferido. 



*** 



-A propósito, quem era o seu tataravô? 



-Samuel Fitzgerald, de 1718. Você entendeu o porquê é tão importante tentar a procriação? Leva em média duzentos anos para um de nós aparecer de novo. 



-A carinha dele foi tão encantadora quando descobriu que tinha um filho. Isso com certeza não é nada comum para um cara de 17 anos. 



-Isso é porque não somos como a maioria dos caras. 



-Já tá falando pelo time, é? 



-E porque não? 



Tinha sido tão natural para eles se deitarem na cama juntos que nem tinha tensão no ar. 



-Eu não sei se você toma poção anticoncepcional, e isso me apavora. Ter a ideia deu poder morrer e não deixar nenhum descendente por conta da poção, a ideia de querer desesperadamente um filho, e principalmente me amarrar assim tão rápido. 



-Acha que tem algum problema eu começar a tomar? Porque eu realmente não quero nenhum filho agora, Draco. Isso seria pedir demais para mim. 



-Eu sei que seria. Também sei que não tem. Isso é só um incentivo a continuar tentando cada vez mais. Me atiça. 



Como a visão dela grávida também, mas preferiu manter isso em segredo. 



-Você sabe que não temos nem um mês de namoro, não é? 



-Te namorar nunca foi uma desculpa para te querer, Hermione. E eu entendo perfeitamente se quiser esperar, mas só peço que não demore muito a me deixar te marcar. Cada dia que passa sinto vontade de estrangular alguém diferente. 



-E como vamos resolver o seu cansaço? 



-Ficar perto de você renova minhas energias. Seria muita cara de pau pedir para você se mudar para cá? 



-Como?! 



-Não ouviu o que eles disseram? Todos eles moravam aqui com suas companheiras. É escondido, ninguém sabe da existência ou pode entrar aqui além de nós e dos professores em casos de emergência. 



-Vão notar a minha falta no Salão comunal, Draco. 



-Hermione, você mesma disse que eles não ligam para você. Ninguém vai notar que você não dorme lá. Por favor? 



Ela havia se irritado com o que ele disse. 



-Vou pensar no seu caso. Mas agora preciso ir. Está bem tarde, como Jacques disse. 



-Hermione, tenha compaixão. Sei que te irritei, eu sinto isso, mas eu não durmo direito a três semanas. Me deixe aproveitar você aqui para não desmaiar durante o dia. 



Se Dumbledore realmente havia concordado com isso, algo não devia estar certo. Ela realmente teria que passar a noite com ele, a Mulher Gorda não a deixaria passar para o Salão. 



Antes mesmo que pudesse dar uma resposta Draco já dormia tranquilamente agarrado a sua cintura. 



Ela realmente não teria escapatória. 


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