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8. CAPÍTULO 8


Fic: A Prometida - UA - HH


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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MENINAS: CALMA!!! realmente o meu esdado tah tah passando por uma situação muito difífil, mas aki onde eu moro tah td bem... eu moro longe de lá... nasci em Brusque, que é uma cidade visinha das que estão inundadas, mas moro bem ao norte do estado... naum postei antes por falta de tempo msm... tava entregando meu tcc e agora tô preparando a apresentação...

Hermione.Potter: naum é bem que ela naum vai conseguir... ela vai acabar até de certa forma gostando...

Andréa Pismel da Silva: e como correu esse tempo... mas se por um lado a falta de comunicação deles atrapalha, poir outro, naum teria graça se eles se entendessem logo de cara, neh... hehehe... faz parte...

Adriana Paiva: Bem vinda... qta raiva guria... fica fria, jah ouviu dizer q no fim td dah certo (de uma forma ou de outra)???

Yasmin De Aquino: Bem vinda! Bom saber q vc tah gostando... tah ae...

**RE**: foi mal naum responder antes... só ví os recados hj, qr dizer ontem a noite, e assim q ví jah deixei recado lah na outra fic e tô atualizando tdas... tah td tranquilo...

Angel Biby Simon Cullen *** Cereja: Bem vinda... Brigadaum... é muito bom saber q vc tah gostando...

natylindinha: Bem vinda, guria... Vlw... tah ae...

Bjus a tdas...

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Hermione tomou o champanhe que borbulhava em seu copo. Harry fez o mesmo. Estavam na sala de jantar, uma vasta extensão dominada por uma enorme mesa de ébano, cristal e ouro.
Você precisa contar a ele! Acabar com a farsa agora mesmo. Depois poderá ir para a cama — sozinha — e o iate começará voltar. Eu estou em choque, pensou, enquanto levava o garfo à boca nunca acreditei realmente que isso fosse acontecer. Eu o bloqueei me concentrando no dinheiro para Jane. Mas é real, eu me casei cor Harry Potter hoje, e ainda não lhe disse que esse será o casamento mais curto da história! Então fale com ele agora.
Em vez disso, seus pensamentos divagavam. Os criados pareciam andróides, as faces sem expressão. Pensou em outra coisa. Quem teria criado a decoração deste lugar? Deveria ser fuzilado. Gastar tanto dinheiro e obter um resultado tão terrível era um crime.
Harry a fitou. Com uma súbita decisão, ele empurrou o prato. Não tinha vontade de comer. Levantou-se.
— Venha!
Estendeu-lhe a mão. A boca dele era uma linha fina. Ela hesitou por uma fração de segundo. Também sentia a urgência de sair daquela sala opressiva. Além disso, precisava falar com ele em particular. Ela o seguiu e ele escancarou uma porta no final de corredor acarpetado.
Ela entrou.
Era o quarto deles, todo coberto de mogno, tendo no centro uma cama gigantesca, coberta por seda dourada. Lustres dourados estavam a toda volta do quarto.
Faça-o agora!
— Eu tenho algo a lhe dizer.
A voz de Hermione era aguda e entrecortada.
— Que ótimo. Minha esposa silenciosa começa a falar.
O sarcasmo dele a agrediu. Ela ergueu o queixo.
— É melhor você saber. Eu voltarei para a Inglaterra amanhã. Darei entrada no pedido de divórcio.
Harry a fitou, silencioso, os olhos frios. As pernas dela começaram a doer, sentindo a tensão do resto do corpo.
— Você está enganada.
A frase, breve e simples, foi dita claramente, mas a nuca de Hermione se arrepiou.
— Não vou ficar com você! — o tom de sua voz elevou-se.
— E será que eu poderia perguntar o que a levou a fazer este anúncio inesperado?
De algum modo ela conseguiu manter a posição.
— Eu devia ter pensado que era óbvio! Seu único propósito ao se casar comigo era assumir a companhia de meu avô. Agora que conseguiu, não precisa mais ficar casado nem um minuto!
— Análise interessante, mas fatalmente errada — ele retrucou.
— Por quê? — ela perguntou.
— Porque — disse Harry com a mesma voz suave que agora, de algum modo, começara a fazer com que arrepios descessem por seus braços — você possui charmes além do DNA de Coustakis. Charmes — ele continuou, e agora os arrepios se espalhavam para seus seios, quadris — de que eu pretendo gozar totalmente.
Deu um passo na direção dela, a expressão em seus olhos tornando totalmente claro que charmes tinha em mente. Ela recuou abruptamente.
— Fique longe de mim!
Ele parou novamente.
— Não me dê ordens, pethi mou. Descobrirá que eu não reajo bem a elas!
O tom de aço, além do veludo em sua voz, era um aviso.
— Se você quer sexo, telefone a uma de suas amantes! — ela lhe lançou.
Ele estancou.
— Minhas o quê?
— Você me ouviu. Suas amantes! Você tem duas que todo mundo conhece e só Deus sabe quantas mais além delas! Ligue para uma delas se estiver se sentindo excitado. Mas não ouse chegar perto de mim!
Os olhos dele a penetravam.
— Você me vem logo agora com essa informação?
— Oh, eu recebi um relatório completo do meu avô! Foi parte da sua aula pré-nupcial para que eu não fizesse um escarcéu por você continuar a fazer sexo com outras mulheres. Uma esposa grega obediente — deixou que o sarcasmo marcasse sua voz — não faz uma cena por causa de trivialidades tais como as amantes de seu marido!
Uma expressão de compreensão veio ao rosto de Harry, marcado pela raiva. Não de Hermione, mas de seu miserável avô. Então era por isso que ela estivera amuada o dia todo! Obrigado, Yiorgos, por outro grande favor! Arruinando meu casamento antes mesmo de eu tê-lo começado!
— Certo — ele começou — vamos esclarecer algumas coisas. Primeiro, sim, eu tive ligações com outras mulheres, eu era livre e o fiz! Mas — ergueu a mão — eu não coloquei os olhos em outra mulher desde o dia em que a conheci.
Sua segurança não impressionou Hermione.
— Então você as despediu, não? Que charmoso!
Harry fechou brevemente os olhos, depois os abriu.
— Meus relacionamentos com ambas são, eram, o que você pode chamar de "abertos". Parvati Patil tem vários outros amantes ricos que a ajudam a manter seu estilo de vida por tanto tempo quanto sua aparência durar, e Ginny Weasley...
— Ginny Weasley? A modelo famosa? — ela o interrompe incrédula. — É uma das mulheres mais bonitas do mundo!
Havia uma nota em sua voz que Harry não deixou de captar, o que fez com que uma onda de satisfação, de que ele precisava desesperadamente, passasse por ele. Algo como despeito e ciúme.
— Ela também fica — disse — bastante satisfeita em recompensar uma grande quantidade de seus admiradores com um tour em seu corpo espetacular. Eu tenho certeza de que lhe foi extremamente fácil me substituir — ele concluiu seco.
Mas Hermione não queria ouvir sobre Ginny Weasley e seu corpo espetacular. Reprimiu a punhalada de puro ciúme que passou por ela quando pensou em Ginny Weasley ou Parvati qualquer-coisa jogando-se para Harry Potter. Isso era extremamente inapropriado.
E totalmente irrelevante.
Por que estou discutindo sobre as amantes de Harry?, pensou. Não têm nada a ver com a razão pela qual vou para casa amanhã.
— Então — continuou ele suavemente — agora entendo seu mau humor o dia inteiro, Hermione mou...
— Ainda assim partirei amanhã de manhã! E isso não tem nada a ver com qualquer das suas mulheres! Eu não tenho nenhuma intenção de ficar casada com você!
O brilho voltara aos olhos de Harry.
— E qual é a objeção agora?
Os olhos dela passaram pela opulência à volta deles. Todo o apartamento de Jane caberia nesse único quarto. Conte-lhe a verdade sobre você, ele a mandará embora no momento em que a ouvir.
— Pelo amor de Deus, como eu poderia até mesmo pensar em ficar casada com você? Nós viemos de mundos completamente diferentes...
Ela se interrompeu. Havia algo no rosto dele que a fez sentir medo. Mundos diferentes? Oh, sim, um menino sem pai e uma herdeira mimada...
— Apesar disso — a suavidade voltara à sua voz, e cortava a carne dela novamente — você é minha mulher, Hermione Potter, e entenda isso: nenhum marido grego deixa que sua noiva o ridicularize indo embora logo depois do casamento! E nunca, nunca — seus olhos deslizaram por seu rosto, seu corpo — antes da noite de núpcias...
Ele veio em sua direção. Ela não conseguia se mover. Os olhos de esmeralda a fixaram onde estava. Olhos que tinham só um propósito.
O medo se dissipou. Por um breve momento, o desejo fluiu através dela, poderoso e irresistível. Ela o afastou. Não havia lugar para ele. Não podia haver. Em seu lugar veio uma decisão clara e dormente. Então era assim, não? Está bem, que fosse. Seria do modo mais amargo, e ela estaria em um avião, indo para casa na manhã seguinte.
Ficou ali, imóvel. Em sua mente procurou pela máscara impenetrável que vestira cada vez em que estivera em sua companhia. Era hora de colocá-la novamente.
Ele parou à sua frente. Ela estava muito quieta. Estendeu a mão para ela. Acariciou sua face, descendo pela coluna até seu pescoço, pela crista de seu ombro nu, exceto pelas alças estreitas de seu vestido.
— A última vez em que você vestiu isso, derreteu-se em meus braços como mel...
O polegar da outra mão veio acompanhar as linhas trêmulas dos lábios dela, que se enrijeceu, respeitando a carapaça.
Estava se negando a ele. Negando sua reação a ele. Ele sorriu. Esse era o único meio de se comunicar com a mulher que hoje se tornara sua esposa. E quando, a seu tempo, ela se deitasse sob seu corpo e pulsasse com seu abraço, então, então, que ela pensasse nos "mundos diferentes" de que vinham. Que ela pensasse na "liberação de capital" daquele dia. Que pensasse em sair do recentíssimo casamento deles. Que pensasse no que quisesse, se pudesse fazê-lo.
Tudo em que poderia pensar, ele sabia com cada fibra de seu ser, seria nele e somente nele.
Ele deixou as mãos caírem ao longo de seu corpo. Ela lhe resistia, não resistiria mais. Rapidamente ele foi ao guarda-roupa, abriu uma porta atrás da outra até encontrar o que procurava. Então, segurando as dobras delicadas, o jogou para ela.
— Vá e se troque!
Apontou com o rosto para o banheiro da suíte. Hermione olhou para o negligé que ele lhe comprara.
Ela se voltou e caminhou até o banheiro. Em poucos minutos seria a mulher indesejada de um homem rico.
A consciência disso a apunhalou. Doía, doía mais do que sonhara ser possível. Saber que o momento chegara. Saber que seria a mulher indesejada de Harry Potter.
Mas era inevitável. Fora inevitável desde o momento em que ele a fitara no terraço de seu avô e ela vira o desejo em seus olhos, sentiu que ele iluminava nela uma chama em resposta.
Hora de apagar o fogo. Para sempre.
Ela apertou a carapaça contra si mais do que nunca.
Quando a porta do banheiro se fechou atrás dela, Harry indo para o outro banheiro, se preparou. Já se havia barbeado, e foi só tirar a roupa e vestir um roupão.
Ele estava excitado. Sua abstinência das últimas semanas já era sentida, e seu corpo protestava. Pensou em quando avaliara as implicações em se casar com a neta desconhecida de Coustakis. Preocupara-se com sua feiúra, sua virgindade, o fato de que teria que se controlar em sua noite de núpcias para torná-la indolor para sua esposa cordata.
Sua boca se contraiu. Bem, essa era uma palavra que não se podia aplicar a Hermione. Cordata ela não era!
Você gostaria que fosse?, veio imediatamente a pergunta irônica, e a resposta foi instantânea. Absolutamente! O que queria que ela fosse era... Apaixonada, ardente, sensual, excitante...
A litania continuou em sua cabeça, cada palavra uma imagem que queimava com um fogo cada vez maior dentro dele. Theos, como ele a desejava! Como nunca desejara outra mulher!
Minha mulher.
Um sentimento de posse o tomou. Torná-la-ia sua, fundindo seus corpos em um só.
O desejo o atingiu novamente, mais urgente do que nunca. Sentiu seu corpo se enrijecer. Saiu do banheiro.
Ela estava lá, esperando por ele.
Ele perdeu o fôlego.
Linda!
Seu corpo saltou com a imagem dela, no centro do quarto, como uma rainha de cabelos dourados. Seus cachos estavam soltos, caindo por seus ombros. A seda branca, quase transparente, de seu negligé delineava seu corpo, os seios cheios se elevando, apertados contra o tecido.
O desejo o tomou, rígido e insistente.
— Você é tão linda... — a voz dele era rouca.
Hermione a ouviu, a nota de puro desejo nela. Susteve a respiração, e uma onda de pura adrenalina passou por ela. Depois, as palavras que ele dissera penetraram nela, e a excitação morreu.
Você é tão linda...
— Eu sou? Eu sou linda? — a voz dela era tão estranha quanto o esgar em sua boca, o brilho em seus olhos. Falou com o homem que a esperava, nu e pronto para o ato. Um homem que a fazia sentir-se totalmente fraca, por dentro e por fora, que fazia seu coração disparar e perder o fôlego somente por fitá-lo.
Mas agora era ele quem a olhava. Ela o deixou olhar. Queria que a olhasse. Era a única maneira de fazer isso agora, nada mais funcionara. Isto não podia falhar.
Ela continuou falando naquela voz baixa e estranha.
— É isso que você quer, não é, Harry? Uma mulher bonita em sua cama. Será que eu sou suficientemente bela, Harry? Será?
Suas mãos passaram pela nuca, levantando o cabelo. Ela moveu a cabeça de maneira que ele reluzisse como chamas douradas. Depois a mão deslizou para o corpete de seu negligé, os dedos passando por baixo do tecido delicado e caro. Ela o deixou cair para trás, desnudando os ombros, as mãos tocando os seios.
O tempo todo os seus olhos estavam fixos nos dele, sem deixá-los por um segundo.
— Eu sou bela, Harry? Sua linda noiva?
Ele não conseguiu responder. Estava sem fôlego, apesar do sangue rugir em suas veias.
Ela sorriu.
Um sorriso tresloucado, sarcástico.
Em sua cabeça, por baixo da máscara de seu rosto, estava desolada. Estava sendo cruel, sabia, mas era a única maneira.
Dirigiu-se para a cama e se deitou, uma das mãos segurando o tecido semi-despido de seu negligé em frente aos seios, a outra acariciando a seda ao longo de suas pernas.
— Eu sou sua linda esposa, Harry? Bonita o suficiente para sua cama?
Ele veio em sua direção. Decisão, desejo, excitação, tudo isso em seus olhos, seu rosto, e em seu corpo, pronto e faminto.
Não poderia resistir a ela! Por mais nenhum segundo! O tumulto o consumia. Quem era esta mulher? Em um momento, amuada e gélida, acusando-o de seu apetite sexual, pedindo friamente o divórcio antes que a tinta secasse em sua certidão de casamento, escarnecendo de sua origem humilde. E agora estava deitada ali, Eva eterna, exuberante e bela, tão bela, tão tentadora, excitando, convidando. Ele olhou para ela, sob um raio de luz, mostrando-se a ele, velada somente pelo tecido mais fino.
— Mostre-me seu corpo, Hermione...
Era uma ordem rouca e nervosa, uma súplica. Havia uma luz nos olhos dela, uma estranheza. Ele não a viu, mas somente a silhueta macia de seus membros, seus seios, seu ventre...
— Mostre-me...
A mão dela moveu-se sobre sua coxa, afastando a seda, deixando-a escorregar para a roupa de cama em ambos os lados. Ela o fitou. Não havia expressão alguma em seus olhos. Absolutamente nenhuma.
Havia silêncio. Um silêncio tão profundo que Harry podia ouvir as batidas de seu próprio coração.
Oh, bom Deus, bom Deus...
Ele olhou para a superfície retorcida e marcada de suas pernas. Ela feria suas retinas tão profundamente quanto as cicatrizes que marcavam os membros dela, dos quadris aos tornozelos, correndo ao longo dos músculos debilitados, envolvendo-se em suas pernas como uma rede horrível.
O horror o tomou. Ela o viu em seu rosto, seus olhos. O brilho nos olhos dela queimava como ácido. O aperto em sua garganta era como um fio apertado. Depois, deliberadamente, violentamente, ela cobriu suas pernas de novo e se levantou.
Ele afastou-se para dar-lhe espaço. Ela ergueu o negligé sobre os ombros, apertando o cinto — recolocando sua carapaça no lugar. Não podia afrouxá-la. Não naquele momento.
— A comédia acabou — anunciou ela. Sua voz era sem emoção. — Eu dormirei no outro quarto. Se você puder fazer a gentileza de se assegurar que ancoremos em Pireus amanhã, eu irei sozinha para o aeroporto.
Voltou-se para sair.
Ele pegou o seu braço.
Ela olhou para onde seus dedos lhe tocavam a pele.
— Deixe-me ir, Harry. Não precisa dizer nada. Eu sinto muito ter chegado até aqui. Eu pensei que não seria necessário. Que você aceitaria a dissolução de nosso ridículo casamento sem precisar chegar tão longe. Mas no final — a voz dela se contraiu — parecia a maneira mais rápida de convencê-lo. Agora, por favor, deixe-me ir. Eu pegarei minhas coisas e acharei outro quarto...
Ele a largou, mas somente para deslizar a mão por seu pulso e tomar a mão dela.
Era estranho, pensou Hermione, com a parte da mente onde sua atuação não parecia funcionar. A sensação de seus dedos envolvendo os dela a fazia sentir-se estranha.
Ele se sentou na beira da cama, puxando-a para seu lado. Não soltou a mão dela.
— O que aconteceu, Hermione? — perguntou.
Havia algo em sua voz que fez os olhos dela piscarem. As lágrimas os queimavam e ela não conseguia ver direito.
— O que aconteceu? — ele perguntou de novo. Sua voz era tranqüila.
Ela olhou para o carpete. Após um momento, falou:
— Foi um acidente de carro, quando eu tinha quinze anos. O irmão de um colega nos levava para casa... tínhamos ido ao cinema. Eu... Eu não me lembro de muita coisa. Derrapamos... parece que um pneu estourou... vidro na estrada, uma garrafa quebrada, ou algo assim — e bateu em um muro. Eu estava no assento do passageiro. Desmaiei. Fiquei presa. Os bombeiros tiveram que cortar o carro para me tirar. Minhas pernas estavam esmagadas. No hospital... Os médicos queriam... Queriam... — a voz dela era seca. — Queriam amputar, disseram que elas estavam tão esmagadas que não podiam salvá-las.
Ela não ouviu o suspiro sofrido do homem ao seu lado. Também não sentiu o aperto súbito de sua mão. Continuou a fitar o carpete.
— Minha mãe não quis deixá-los. Ela disse que tinham que salvá-las. Então... Eles o fizeram. Demorou muito. Fiquei meses no hospital. Colocaram tudo no lugar com pinos e, no final, me deixaram em uma cadeira de rodas. Disseram que eu nunca mais andaria. Mas mamãe disse que eu voltaria a andar. Fui enviada para um lugar onde nos ensinam a usar o corpo novamente. Demorou muito. Depois fiz mais operações, depois a cadeira de rodas novamente, mas mamãe disse que não importava, porque eu andaria de novo. E eu andei.
Ela engoliu em seco.
— O único problema é que eu não posso fazer coisas como... Dançar, e outras. Dói. E eu tenho medo de danificá-las de algum modo. E, apesar de eu saber nadar, foi parte da minha fisioterapia e ainda é, eu o faço muito cedo, quando ninguém... Ninguém pode me ver.
Ela piscou.
— Eu tenho muita sorte. Aprendi isso no hospital e na fisioterapia. Havia outros em estado muito pior. Agora a única coisa errada comigo é que eu tenho que ser muito cuidadosa e não fazer coisas demais. E nunca me casar.
Sua voz falhou, mas ela não se calou.
— Não me casar nunca não será tão mau. Eu já aceitei isso. Eu sei que nenhum homem pode me querer, não quando souber, não quando tiver visto...
A voz dela se partiu.
Silenciosamente, Harry tirou sua mão da dela. Então, ainda silenciosamente, deslizou para o chão e ficou aos seus pés. Sua cabeça escura brilhava como cetim negro. Ele colocou as mãos em suas coxas. Sob a seda perfeita do negligé ele podia sentir a superfície das pernas dela, irregular e nodosa. Vagarosamente ele puxou o tecido para o lado.
Ela tentou impedi-lo, mas as mãos de Harry pressionavam a lateral de suas coxas. Sua cabeça se inclinou.
Devagar, infinitamente devagar, Harry moveu as mãos com gentileza absoluta pelo tecido cicatricial de suas pernas, pelos músculos retorcidos de suas coxas, pelos joelhos cortados, ao longo das linhas irregulares de suas canelas, circulando seus tornozelos. Depois, devagar, infinitamente devagar, com a mesma absoluta gentileza, fez suas mãos subirem, para repousarem novamente na lateral das coxas dela.
Aí beijou suas pernas, cada coxa, cada joelho.
Ela se sentou quieta, terrivelmente quieta. Só o seu coração se movia dentro dela. Não conseguia respirar; não conseguia pensar. Não conseguia entender.
Como ele pode me tocar? Como pode não sentir repulsa? Nojo?
Uma recordação cruel apareceu em seus pensamentos. O nome dele era Draco, e era o queridinho das garotas. Ela tinha 22 anos, mas já sabia como suas pernas seriam feias o resto da vida. Draco insistira muito, era bonito, conquistador, e ela não pôde evitar se apaixonar e finalmente sair com ele. Queria tanto ser normal de novo, ter namorados, descobrir o sexo. Apaixonar-se. Namoraram um pouco, e após algumas semanas ela lhe contou sobre o acidente. Ele não pareceu se importar.
Até a noite em que finalmente decidira que 22 anos não era mais idade para ser virgem, e Draco a queria tanto...
Ela podia se lembrar da expressão em seu rosto como se fosse ontem. O som abafado em sua garganta quando ela tirou os jeans em seu apartamento, o palavrão claro que ele cuspiu. O nome pelo qual a chamou.
Monstruosidade.
Monstruosidade aleijada.
É o que eu sou. O que todo homem pensará de mim...
— Harry.
Ela pegou a cabeça dele em suas mãos. O cabelo dele era como seda negra ao seu toque.
— Harry. Não... Por favor.
Ele afastou a boca, erguendo o rosto para ela.
— Shss, ágape mou. Shss — falou baixinho.
Ele passou os braços por baixo dela, e, com um leve esforço, colocou as suas pernas na cama, deitando-se ao seu lado. Inclinou-se sobre ela.
— Harry — ela murmurou baixinho, os olhos abertos, confusa.
Ele colocou um dedo sobre a sua boca.
— Não é hora de falar — disse-lhe.
Então, vagarosamente, sensualmente, começou a fazer amor com ela.
Foi como caminhar ao longo da lâmina de uma faca. Cada movimento, cada gesto, cada toque era crucial. Controlava cada um de seus nervos.
Isso é para ela, não para você.
Com um cuidado incrível Harry a beijou. Sua boca era leve, seus lábios roçando os dela, passando nos cantos da dela até que a abrisse para ele, e então devagar, delicadamente, explorando seu interior.
Ela fechara os olhos. Ele não notara quando, mas não importava. Sabia que ela não podia evitar. Sabia que era a única maneira de aceitar o que lhe acontecia, fechar-se a tudo exceto às sensações, puras, jubilosas.
E era o mesmo para ele. Sabia também que precisava se concentrar só e absolutamente no que acontecia no momento. Não somente pelo extremo controle físico que precisava se impor, mas porque em algum lugar lá no fundo emoções inomináveis afluíam. Todas, exceto uma. Raiva. De um universo onde coisas assim aconteciam. Raiva de si mesmo por ser tão tolo. Raiva, sobretudo, dos homens que olharam para ela e a fizeram sentir que era repulsiva...
Sua boca deslizou pela coluna perfeita do pescoço dela, procurando a concavidade em sua base onde seu coração pulsava. Com habilidade experiente, ele abriu sua camisola, cobrindo delicada e sensualmente a doce riqueza de seus seios. A boca dele moveu-se em seus mamilos avermelhados e sua língua passou pelos bicos endurecidos.
Ele a ouviu gemer no fundo da garganta, sentiu sua cabeça rolar para trás, enquanto saboreava as sensações que cresciam dentro de si.
Seu corpo avolumou-se, mas ele o dominou com urgência. Ele desejava, Theos, como desejava, tomar seu mamilo inchado na boca, sugá-lo todo, mover seu corpo sobre o dela finalmente, preenchê-la com o dele e saciar a fome que sentia.
Isso é para ela, não para você.
Com extremo autocontrole ele se segurou, concentrando-se somente na resposta de Hermione, comprimindo seus seios cheios um contra o outro, fazendo com que sua língua pudesse ir de um mamilo a outro, mantendo os dois no limite da tensão enquanto pequenos gemidos pulsavam na garganta dela.
Ele sentiu seus dedos envolverem-lhe os ombros por baixo de seu roupão, puxando-o para trás, fazendo-o escorregar, procurando a amplidão de sua omoplata para pressionar a carne macia em suas costas. Ele afrouxou o roupão para deixá-la alcançá-lo, sem nunca afastar a boca dela, mas deslizando-a para baixo, para a elevação dos seios, para banhar-se na planície subitamente tensa de seu ventre.
E logo para além.
Quando seus dedos começaram a tocar, excitantes, nos pequenos cachos que se aninhavam acima do véu de suas pernas, Hermione pensou que não suportaria mais a sensação tão intensa e maravilhosa que tomava todo o seu corpo.
Mas não podia fugir dela. Era como ser sugada para um redemoinho escuro, circulando com infinita lentidão e potência. Sabia que precisava abrir os olhos, mas não podia fazê-lo. Afogara-se nas sensações, perdera a razão. Não havia nada no universo além do que estava sentindo agora, como se todo o seu corpo fosse uma doce malha de prazer líquido e macio que enchia cada célula, cada fibra de seu ser.
Um prazer que crescia cada vez mais, mudo e sem remorso, espalhando-se em uma doce onda após outra, fazendo tremer todos os seus nervos, passando por ela enquanto o redemoinho escuro a embalava.
A boca dele pousara onde seus dedos haviam estado, e agora acariciavam a carne tenra de cada lado do ninho de cachos, procurando entreabrir suas pernas.
Ela quase se retesou. Quase o afastou. A consciência de sua desfiguração quase triunfou. Mas então, com um suspiro de prazer, sentiu suas coxas se relaxarem e se abrirem.
As espirais de prazer se intensificaram. Ela levitava em um mar de gozo que a fazia esquecer de tudo exceto do pulsar da língua dele, da carícia suave de seus dedos nas dobras que se tornavam cetim com a umidade que seu toque extraía dela.
Nada fora como isso. Nada em toda a sua vida. Ela não sabia que essa sensação podia existir.
Um gemido longo e doce lhe escapou. Sua cabeça rolou para trás, os ombros quase que afastados dos lençóis. O pulsar se intensificou, o dedo afastando-lhe os lábios, expondo a carne nova e feminina ao seu toque hábil e delicioso.
Suas mãos agarraram as cobertas, enquanto ela gemia novamente. As sensações a tomavam, onda após onda. Mesmo assim, com um instinto que não sabia existir, tinha consciência de que ainda não estava saciada. Essa era somente a superfície da sensação.
Ela sentiu seus quadris se erguerem e pressionarem na direção dele, buscando mais, sempre mais.
Ele respondeu ao seu suplício. Afastou o dedo, deslizando delicadamente na umidade que fluía, circulando vagarosa e ritmicamente, como o vértice de um redemoinho, à entrada do seu corpo. Os dedos de Hermione se apertaram novamente nas dobras pesadas da coberta, e seus quadris o chamaram novamente.
A língua dele parou por um instante, e depois, quando a sensação mais poderosa a tomou toda, sua ponta tocou na parte inchada, desconhecida para ela, além do sulco estreito que a protegia.
Ela susteve a respiração, entreabrindo os lábios. O que sentia até agora fora um eco, uma sombra. Agora, agora era a verdadeira chama que acendia seu corpo. Queimava sob seu toque, como um fogo doce e intenso, fazendo-a derreter-se toda, espalhando-se por todo o seu ser como se através de uma lente naquele único ponto de calor. Crescia, crescia e crescia. Ela não sabia como, ou por que, nada podia sentir agora, nem a proximidade do corpo dele, nem os movimentos de seu dedo circulando firmemente, constantemente, enquanto seu corpo se abria para ele, nem mesmo a exatidão controlada, tão controlada, do pulsar da língua dele, exatamente ali, ali; somente o calor ali, bem ali, era tudo que existia, tudo que poderia existir.
Ela derretera, o calor partindo do único centro de seu corpo que poderia existir, até subir por cada veia, cada vez mais alto, assim como o redemoinho a sugava e sugava, e ela podia ouvir, de longe, muito longe, um grito lento e cada vez mais forte que vinha de algum lugar dentro dela que nunca soubera existir, saindo, sendo exalado através de sua boca erguida que se abria...
O calor passava por ela, uma chama enorme e avassaladora que simplesmente corria e tomava todo o seu corpo, arqueando sua coluna, seu pescoço, uma onda de prazer tão intensa, tão absoluta, que a enchia de surpresa e incredulidade de que seu corpo pudesse sentir tanto... Tanto.
Mais sensações. Vinham, onda após onda, cada uma mais deliciosa que a outra, e o grito do centro de seu ser continuava...
Ela podia sentir os músculos internos de seu corpo se contraindo o sangue se avolumando, a pulsação de cada dobra, a onda de úmida de sendo liberada.
O tempo perdeu todo o significado enquanto ela se entregava consumida pela enchente derretida fluindo e fluindo novamente através dela.
Até que, cantando o êxtase, o êxtase dela, seu corpo começou finalmente, a refluir, exausto, saciado, o vasto e avassalador redemoinho se aquietando muito vagarosamente...
Braços a sustentavam. Havia o cheiro estranho de masculinidade a dureza forte de músculos masculinos, o roçar de pêlos contra suavidade de seus seios. Estava dobrada nele. Contra ele.
Vagarosamente, a realidade lhe voltou, e ela se conscientizou que acontecera.
Hermione estava imóvel em seus braços, como uma boneca de pano. Todo o seu corpo estava mole. Ele não estava surpreso. Quando ela gozou, foi como um derramar infinito de todo o seu corpo, o fluxo de êxtase inundando a palidez de sua pele, seus olhos tremulando sob as longas pestanas, o hálito exalando um longo sussurro de júbilo.
Agora ela estava deitada no círculo protetor de seus braços.
Harry a segurava silencioso, sem se mover, sabendo que seu próprio corpo também estava em paz.
E não somente seu corpo.
Fizera a coisa certa. Seguira seu instinto inconsciente; sabendo, de algum modo, que tinha que levá-la para uma viagem que ela precisava fazer. Uma viagem que poderia ser o exorcismo de todos os seus medos, uma cura para as feridas que lhe haviam sido feitas.
Ele sentiu o comprimento inerte de suas pernas ao seu lado e o frio o tomou. Ouviu as palavras novamente — os médicos queriam amputar...
Ouviu seu grito de resposta em negação a tal destino.
— Hermione mou...
Ele não sabia se dizia as palavras em voz alta ou não. Mas elas ecoaram nele do mesmo modo.
Seus olhos estavam pesados. Ao seu lado, em seus braços, sentiu o corpo dela ceder imperceptivelmente, viu seu rosto deslizar para o repouso, sua respiração tomar o ritmo do sono. Sentiu seu chamado, as pestanas pesadas demais para se manterem separadas, e, quando sua própria respiração se tornou vagarosa, seus músculos relaxaram, como os dela, para dentro do sono.

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Continua...

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