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2. 6 de novembro, apartamento


Fic: Até as últimas consequências - FIC DE AMIGO SECRETO 2008


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 mana - mariposa traicionera


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Flash Back


23:45, sexta-feira, 6 de novembro, uma semana atrás, apartamento

Um dia cansativo como qualquer outro, uma sexta-feira de puro tédio e trabalhos extras do Ministério que Hermione havia trazido para casa. Dos três, ela era a única que mantinha um trabalho respeitável no Ministério, algo como um estágio temporário como aurora. Harry e Draco haviam optado por apenas prestar serviços à Ordem, sem se envolverem em casos maiores que não fossem a caça incessante pelo Lord das Trevas. Quanto aos comensais, Hermione e os demais aurores poderiam se encarregar perfeitamente bem.
Hermione escutou passos provavelmente partindo da escadaria próxima ao sofá onde estava sentada, perdida entre pilhas de papeladas que precisava organizar. Suspirou pesadamente por alguns instantes, desejava que não fosse ele a estar descendo aquelas escadas e, certamente, dirigindo-se até ela, não suportaria mais nenhum tipo de discussão e desentendimentos com ele. Resolveu concentrar-se no trabalho e ignorá-lo caso ele resolvesse juntar-se a ela, ali. Foi quando sentiu duas mãos agarrarem cada um de seus ombros e uma respiração colidir de encontro a sua face.

- Não acha que é um pouco tarde pra estar trabalhando, Granger?

Sentiu seu coração sobressaltar-se com a rouquidão daquela voz soando sensualmente muito próximo de seu ouvido. Não deveria sentir o tipo de desconforto que estava sentindo pela presença dele, deveria apenas demonstrar uma reação de susto pelo inesperado, mas sabia que não era disso que se tratavam os seus batimentos cardíacos acelerados, algo a mais estava sobrepondo-se naquela situação. Sentimentos, talvez? Não! Atração, muito provavelmente. Era algo inconsciente, mas Hermione o admirava de uma forma que nunca julgou ser capaz.

- Pensei que estivesse dormindo, Malfoy. – respirou aliviada, afinal, não era ele que descera aquelas escadas, o seu noivo, era apenas Draco.

- Já ouviu falar em insônia? – respondeu retórico a ela, contornando o sofá e sentando-se em uma poltrona bem de frente para ela.

- Sim, eu também estou sofrendo desse mal. – sorriu cansada, fitando-o.

- Que bom... – sorriu largo, retribuindo o contato visual. - Então a gente pode ir lá pro meu quarto, conversar enquanto o sono não chega, o que acha?

Hermione esboçou um sorriso verdadeiramente divertido pela piada, desviando seus olhares dele e deixando que caíssem sobre suas papeladas novamente. Aqueles tipos de brincadeiras sempre a deixava sem muitas reações e se detestava profundamente por isso, sabia que poderia estar passando falsas idéias a ele.

- Acho que você é um grande cara de pau, Draco. – respondeu a ele, sorrindo abertamente por estar caindo no jogo dele, apenas mais um dos tão constantes jogos de indiretas e comentários atrevidos.

- É, mas eu sei que você adoraria que eu realmente propusesse isso a você, né? – ousou, sorrindo meio lábio e observando-a ainda mais atentamente, estava ansioso pelo tipo de reação que ela teria com aquela provocação.

- Se o Harry escutar você dizendo esse tipo de coisa... – Hermione comentou, deixando transparecer um pouco da irritação que sentia pelo comentário pretensioso do louro.

- O que ele faria? – perguntou ligeiro a ela, fitando-a fundo nos olhos, gostava de provocá-la dessa forma. - Apontaria a varinha e duelaria comigo?

- Não. – respondeu direta, certo sorriso faceiro brincando em seus lábios, erguendo sua visão e prosseguindo. - Ele seria mais pratico e cruel: socaria você até a morte.

Sem conseguir conter, Draco soltou um riso nada discreto, alcançando seu cigarro e levando-o até os lábios, acendendo-o por fim. Não havia sido a melhor atitude que ela poderia ter esperado dele e por isso se demonstrou tão irritada com aquele aparente deboche.

- Grande coisa, Granger. – disse a ela, contendo mais risos abafados. - Eu acabaria com ele antes mesmo que o primeiro soco me atingisse.

- Você é patético. – sorriu contrariada, sabia que Draco era bem mais forte que seu noivo e que venceria muito fácil qualquer disputa de forças físicas.

Tragou mais algumas vezes seu cigarro, dando-se por vencido e retirando-se dali, deixando-a só novamente. Draco seguiu até a cozinha entre passos sorrateiros, mesmo que estivesse com insônia ainda tinha o leve cansaço de um dia frustrante na Ordem. Era verdade que adorava irritá-la, sentia um tipo de prazer interessante atiçando-a com suas palavras muitas vezes maliciosas, mesmo sabendo que esse tipo de atitude era desprezível para ele, afinal, nunca havia demonstrado interesse algum por ela.
Hermione permaneceu em seu sofá, entre bocejos e papeladas que pareciam cada vez maiores. Era um tipo de sacrifício válido, tudo o que menos desejava era voltar para o seu quarto, onde Harry estaria. Tinha suas razões e elas eram fortes o suficiente para que quisesse permanecer ali, mesmo que isso incluísse a presença quase irritante de Draco.
Após alguns minutos que pareceram eternidades para Hermione, Draco retornou para a sala, sentando-se na mesma poltrona de antes, novamente, dessa vez com um copo de vidro nas mãos contendo um líquido que Hermione reconhecia de longe.

- Isso é vinho, Malfoy? - perguntou a ele, devorando o copo nas mãos do louro apenas com os olhos.

- Quer um pouco? – estendeu o copo na direção dela, oferecendo-lhe o seu vinho, um leve sorriso nos lábios.

- Não. – sorriu falsamente, queria arrancar-lhe o copo das mãos. - Perguntei só por curiosidade mesmo.

Draco sabia que aquela havia sido uma mentira deslavada, mas se ela havia dito “não”, ele não iria discutir a respeito. Bebeu mais um gole de seu vinho e tragou mais uma vez em seu cigarro, soltando toda a fumaça muito lentamente. Seus malditos vícios trouxas. Ainda queria lembrar quando realmente havia aderido a eles. Fitou-a por alguns instantes longos, aproveitando o momento em que ela parecia concentrada o bastante nos papéis. Deixou que seus olhares críticos caíssem sobre cada pequeno centímetro do corpo dela, analisando-a apreciativamente.
Nunca havia parado para reparar nela da forma como estava fazendo agora, e não entendia exatamente por que. Talvez seus malditos princípios e preconceitos tenham o impedido de perceber o tipo de beldade que dividia o mesmo apartamento que ele, embora os dois não fossem os únicos ali, ainda havia a presença de Harry, o noivo de Hermione. Até onde a palavra “noivo” poderia ter algum tipo de influência? Para um Malfoy, compromissos nunca significaram muito e não iria se privar de prazeres por conta de um noivado qualquer.

- Você vai deixar o Potter dormir sozinho hoje Hermione? – quebrou o silêncio que havia se formado em torno deles, ainda sem tirar os olhos de cima dela.

Hermione precisou de alguns segundos para absorver as reais intenções para aquele tipo de pergunta. Levou uma mecha dos cabelos para trás da orelha e suspirou, era algo como um misto de cansaço, indignação, irritação e incertezas. As últimas por ouvi-lo chamá-la pelo primeiro nome tão constantemente e não entender como ele era capaz disso, uma vez que fora tão repudiada por ele em épocas escolares.

- Vai se ferrar, Draco. – despejou levemente irritada com o comentário, arrumando as papeladas sobre a mesa até mesmo de qualquer jeito.

O simples ato de mexer nos cabelos não passou despercebido por ele, havia sido um momento de completa admiração na verdade. Adorava a forma como os cachos dela caiam sobre os ombros, assim como adorava os seus olhos amendoados tão excessivamente grandes. Definitivamente, ela era uma completa perdição, ainda mais estando em trajes de pijama naquela noite.

- Boa noite, Malfoy. – disse ela, bocejando e espreguiçando-se com os braços erguidos.

Ela o estava provocando, afinal? Draco sentiu todo seu corpo arder diante da visão parcial da barriga esguia da castanha, no momento em que ela levantou os braços para se espreguiçar e sua camiseta se ergueu alguns centímetros no corpo. Levou a ponta do cigarro até a boca novamente e se intoxicou o máximo que pôde para não demonstrar o quanto estava fascinado com ela.
Hermione sentiu o sono surgir impiedosamente, deitando-se ali mesmo sobre o sofá. Trouxe uma almofada para próximo e repousou a cabeça sobre a mesma, enquanto aninhava as pernas em torno de outra, era uma mania que tinha desde muito pequena. Draco observou-a atentamente naquela posição, podia ver os olhos dela cerrados e a expressão sonolenta em sua face.

- Você vai dormir ai, Granger? – indagou, surpreso pela atitude dela.

Draco se ajeitou sobre a poltrona, entreabrindo as pernas e deixando que seu corpo deslizasse sobre a mesma, deitando a cabeça no encosto da poltrona logo em seguida, enquanto equilibrava o copo de vinho em uma mão e seu cigarro com as cinzas excessivamente grandes em outra. Hermione respirou relaxada, aninhando-se ainda mais no sofá. Os suspiros que Draco estava ressoando com a visão que tinha era algo diferente, quase excitado. Hermione vestia apenas um short de pijama que ele diria ser curto demais e uma camiseta de alças finas, já que aquela era uma noite quente. Draco, por sua vez, vestia apenas uma calça de moletom cinza extremamente larga e uma camisa de mangas curtas branca, estava irresistível aos olhos dela, mesmo que ela não gostasse de admitir isso.

- Eu disse boa noite, Malfoy. – repetiu, fingindo irritação por não ter sido cumprimentada de volta.

Juntando todas as pequenas peças do quebra-cabeça que tinha bem diante de si, Draco soube de imediato o que estava acontecendo de verdade, e foi inevitável não sentir certo tipo de prazer internamente.

- Vocês discutiram, por acaso, Hermione? – indagou a ela, tentando esconder ao máximo um pequeno sorriso que teimava em seus lábios.

Hermione suspirou indignada, novamente, detestava quando ele ironizava sua relação com Harry. Abriu os olhos repentinamente e fitou-o séria.

- Você pode apenas me desejar boa noite? – Hermione bronqueou o louro.

- Não sei... – respondeu a ela, como se estivesse em dúvida, revirando os olhos e encarando o teto. - A noite não está tão boa assim...

Ele sabia irritá-la, e estava conseguindo isto muito facilmente. Observou-o lançar alguns arcos de fumaça sobre a cabeça e constatou o quanto ele parecia jovial naquela noite. Não que ele não fosse jovem, era apenas um rapaz de 20 anos de idade, mas emanava um tipo tão grande de maturidade que era como se fosse bem mais velho do que isso. Talvez a guerra tenha o ajudado a amadurecer daquela forma, o que não havia sido diferente com ela, ainda mais após a perda de Rony, melhor amigo seu e de Harry, de forma tão trágica e sofrida.

- Mas a gente pode dar um jeito nisso, não pode? – escutou-o dizer-lhe, interrompendo toda linha de raciocínio que ela estava tentando manter.

- O quê, Malfoy?

- Vem! – Draco se ergueu depressa de sua poltrona, apagando o cigarro sobre um cinzeiro próximo e parando bem de frete para ela. - Eu sei que você gosta de vinho.

Sem que ela pudesse protestar, foi rapidamente erguida de seu sofá, deixando que as almofadas caíssem sobre o chão. Foi impossível não deixar escapar um riso divertido, ainda mais sendo carregada pela mão por ele, direto para a cozinha, onde sabia que o vinho estava esperando por ela.
Assim que adentraram a cozinha Draco depositou seu copo sobre a mesa e virou-a em sua direção, segurando-a firme pela cintura e impulsionando o corpo dela para cima da mesa, onde a deixou sentada. Hermione gargalhou abafado, teria que controlar os ruídos para que Harry não despertasse, mas era incrivelmente inédita a forma como Draco estava se comportando com ela. Draco se afastou da mesa e alcançou a garrafa de vinho ainda cheia, enchendo um novo copo e estendendo-o na direção dela, que apanhou no mesmo instante.

- Talvez não seja uma boa idéia. – Hermione hesitou com o copo nas mãos, sorrindo divertida, sabia que se ele permitisse, ela iria ingerir mais vinho do que deveria naquela noite.

- Eu não sabia que você era estraga-prazeres, Granger. – fingiu irritação, esboçando uma falsa expressão de raiva, bebendo boa parte do seu vinho em um gole só.

Estavam mantendo um tipo de relação que nunca havia existido entre eles. Naquele momento, Hermione teve a certeza de que se arrependia profundamente de não ter cultivado nenhuma amizade com ele antes, mesmo que soubesse que entre grifinórios e sonserinos amizades não existiam. Hermione estava tão encantada com a forma como os cabelos louros bagunçados dele caiam sobre os olhos, naquela noite, que esqueceu completamente de sua bebida. Percebeu que ele tinha a barba muito bem feita, um detalhe notável, já que ele costumava ser desleixado em relação a isso.

- Você não está mesmo com sono, Draco? – sorriu divertida, cruzando os pés que pendiam da mesa, balançando-os de leve.

- Não. – respondeu igualmente divertido, aproximando-se perigosamente dela. - Agora eu tenho quem me distraia.

Hermione nunca o vira tão próximo dela dessa forma, mas não iria impedi-lo de aproximação alguma, ele estava sendo simpático o bastante naquela noite para que merecesse um desconto e ao menos um pouco de atenção. Sem medir muito a conseqüência de seus atos, Draco repousou seus braços sobre as pernas de Hermione, encurvando-se diante dela, suas faces muito próximas e na mesma altura.

- Você deveria prezar mais a sua vida, sabia, Malfoy? – zombou, sorrindo meio lábio e sentindo certo desconforto agradável com aquela proximidade.

- E você deveria beber o seu vinho. – apontou para o copo dela com os olhos, sorrindo vitorioso ao perceber a expressão envergonhada dela.

Hermione levou o copo a sua boca e bebeu um longo gole do vinho, era uma de suas bebidas favoritas. Draco a observou atentamente, até perceber uma gota do líquido escapar pelo canto do copo e escorrer pelo queixo dela. Hermione não se deu conta disso até o momento em que sentiu os lábios macios de Draco aparar essa mesma gota, limpando o pequeno rastro que havia se formado ali. Sentiu seu coração bater acelerado, suas mãos suarem de nervosismo, seu corpo todo arder de... Excitação. Era inadmissível, mas ele estava proporcionando sensações boas a ela. Draco pareceu perceber isto, servindo como um tipo de permissão para que ele ousasse ainda mais. Afastou seus lábios da pele dela e, com ambas as mãos, conseguiu afastar as pernas dela, encaixando seu corpo entre elas e diminuindo ainda mais a pouca distância entre eles.

- Você merece um noivo bem melhor que o Potter, sabia? – atiçou-a, divertido pela expressão irritada que ela esboçara com o comentário, revirando os olhos para ele.

- Eu não tenho que discutir esse tipo de coisa com você. – tentou parecer a mais séria possível, tudo o que queria era um momento só deles, estava gostando de tê-lo tão próximo.

- Tem razão. – concordou, sorrindo malicioso e lançando sua face para mais próximo dela. - Podemos fazer coisas mais interessantes.

Hermione sentiu seu coração sobressaltar-se em seu peito, podia sentir o hálito fresco de menta do sonserino inebriá-la completamente. Sabia que perderia a cabeça se ele ousasse mais do que já estava sendo ousado. Observou Draco deslizar as mãos sobre suas pernas desnudas, eriçando muitos dos seus pêlos, enquanto ele aproximava seu rosto do dela com intenções muito bem visíveis: ele iria beijá-la a qualquer instante.
Seus lábios estavam próximos, agora, seus olhares focados sobre suas bocas, esperando pelo momento em que se uniriam e cometeriam aquela gafe. Até que...

- Não vai beber seu vinho, Granger? – quebrou o silêncio, sua voz rouca e sussurrante, desviando seu rosto do dela e bebendo um gole a mais de seu próprio vinho.

Hermione sentiu como se o teto desmoronasse sobre sua cabeça, não era aquele tipo de atitude que esperava dele. Respirou pesadamente, visivelmente irritada pelo papel de boba que ela havia acabado de representar, mas não iria dar o braço a torcer tão fácil. Se ele queria jogar com ela, era isso que fariam.

- Não deveria me atiçar dessa forma, Malfoy. – disse a ele, certo sorriso maroto brincando em seus lábios, enquanto retomava a proximidade de suas faces.

Draco sabia que estava conseguindo alcançar seus objetivos, e resumia-se basicamente em brincar o seu tipo de joguinho malicioso o mais ousado que fosse capaz, para que, no final, não apenas ele desejasse ultrapassar os limites, mas ela também.

-Por que não, Granger? – contrariou, sussurrando muito próximo ao ouvido dela. – Pode me mostrar se quiser.

Aqueles tipos de audácias estavam sendo suficiente para que Hermione perdesse completamente sua razão. Sentir a respiração dele tão próxima de sua face, daquela forma, fazia-a querer realmente mostrar a ele o quanto o estava desejando, mesmo que isto fosse claramente errado.
Hermione sentiu alguns o roçar sensual e macio da barba recentemente feita dele contra sua face, era uma sensação inigualável, precisando revirar os olhos de excitação tendo-o tão perto daquela forma. Draco deslizou suas mãos, ainda mais ousado do que antes, sobre as pernas dela, descobertas, já que usava apenas um short curto. Deixou que seus dedos invadissem o short, acariciando-lhe as coxas internamente, enquanto seus lábios detinham-se em beijos e mordidas leves sobre o pescoço dela, afastando os cachos para que pudesse ter acesso maior àquela região. Hermione agarrou avidamente os cabelos louros de Draco, puxando-os como se pudesse extravasar todo seu desejo.
Enquanto sentia a força que ele aplicava sobre suas pernas e cintura, por vezes em seus cabelos também, enlaçou suas pernas em torno dos quadris de Draco, encurtando todo o mísero espaço que ainda havia entre eles. Foi quando percebeu o quanto ele estava excitado, sabia que ele não deveria estar usando absolutamente mais nada além daquela calça de moletom.

- O que você colocou nesse vinho, Draco? - indagou a ele, tentando ritmar sua respiração novamente, agora completamente ofegante.

- Nada. – respondeu entre risos, capturando os lábios dela no mesmo instante.

Estavam ultrapassando todos os limites e tinham plena consciência disso, mas iriam além até que satisfizessem seus desejos. Draco pressionou seus lábios contra os dela de forma firme, sugando-os por alguns instantes e provando do gosto dela, era algo inusitado, nunca havia experimentado nada igual. Poderia estar agindo como um louco possuindo-a daquela forma, principalmente tratando-se de pessoas de sangues tão diferentes, um ponto de vista que apenas ele levava em consideração, mas iria adiante. Agarrou a cintura fina de Hermione e trouxe-a para mais próximo, deslizando seus dedos pelas pernas dela e carregando consigo seu short. Hermione não estava mostrando nenhum tipo de resistência. Em um movimento ligeiro, Hermione puxou a camisa de Draco pelos braços e tornou visíveis os músculos tão bem delineados do rapaz. Não tinha idéia de que era isso que ele escondia por baixo de suas roupas, estava ainda mais curiosa pelo restante que iria conhecer. Era insano pensar dessa forma, ainda mais quando seu noivo dormia em um quarto próximo dali.
Draco moveu suas mãos por toda a barriga esguia dela, acariciando-a e sentindo a delicadeza de sua pele, conseguindo retirar a blusa que ela vestia e, assim, expondo os seus seios quase fartos. Era sua visão perfeita, e não queria deixar de admirá-la tão cedo. Decidiu, por fim, despejar beijos sobre todo o colo exposto dela, intercalando entre mordidas suaves e beijos molhados, incitando-a com sugadas nos mamilos e muito próximo ao umbigo, onde ela parecia responder com cócegas.
Era tentador tê-lo com os músculos despidos bem diante de si e não tocá-lo, era ainda mais fascinante aquele tipo de visão uma vez que Harry não tinha aquele mesmo corpo tão definido. Acariciou todo o peito nu de Draco, cravando algumas unhas de leve só para que ele gemesse rouco em seu ouvido, ao mesmo tempo em que descia uma de suas mãos para dentro do moletom dele e o incitava ainda mais ali, em seu membro rígido e ereto, sabia que ele estava pronto e não se importava se ele era seu inimigo ou não.
Draco arfou de leve sentindo o toque excitante de Hermione em si, queria tê-la mais do que tudo. Seria apenas atração e nada mais, era assim que pretendia ver aquela relação... Improvável.

- Você tem certeza de que quer mesmo fazer isso? – perguntou a ela, despejando beijos por todo o pescoço e lábios dela, suas respirações descompassadas.

- Você ainda tem dúvidas, Malfoy? – sua voz soou rouca, era quase um grito mudo de desejo, era tudo o que ela mais queria naquele momento.

Diante das palavras de Hermione, tentadoras ao extremo, Draco teve absoluta certeza de que não iria adiar aquele momento por absolutamente nada, queria tê-la e passaria por cima de seus próprios princípios para isso. Habilmente, Draco puxou-a para si de modo que ela pudesse se posicionar sobre seu colo, ajudando-a a enlaçar as pernas em torno de sua cintura e cuidando para equilibrá-la em seus braços. Capturaram seus lábios ao mesmo tempo em um beijo bem mais avassalador do que todos os anteriores. Mesmo cambaleante pelo peso dela, Draco conseguiu carregá-la de volta para a sala, deitando-a sobre o sofá o mais cuidadoso que pôde. Seus lábios ainda estavam unidos, em uma troca intensa de beijos ardentes, sentindo correntes elétricas os consumindo internamente. Hermione enlaçou suas pernas em torno dos quadris de Draco ainda mais firme, prendendo-o de forma inescapável, queria ter certeza de que iriam até o fim, mesmo que soubesse que sua carga de pecados estaria aumentando.
Deitando-a sobre o sofá, Draco se pôs por cima dela, tentando manter o mínimo de peso que foi capaz a fim de não esmagá-la. Suas mãos passeavam atrevidamente por toda a extensão de pele visível de Hermione, desde as pernas, as coxas, barriga, até os seios, onde se detinhas em massagens excitantes. Hermione não se acanharia naquele momento, sabia perfeitamente bem o que estava fazendo e era tudo o que mais desejava. Acariciava-lhe os músculos peitorais de forma possessiva, cravando suas unhas nas costas dele sem piedade alguma, sentia as pontadas em sua feminilidade bem mais fortes do que antes e sabia que ele deveria estar em um grau de excitação igual ou bem maior do que o dela. Hermione podia sentir o membro rígido do louro sobressaltando-se de seu moletom, ato nada sutil e ainda mais eletrizante.
Separaram os lábios em busca de ar, arfando de puro desejo, explorando com suas línguas cada porção de pele alva que encontravam diante de si. Draco desceu seus beijos pelos ombros dela, deixando rastros de fogo por todo o colo, incluindo seios, até a barriga e ousando bem abaixo disso, mordiscando de leve sobre a calcinha de rendas preta minúscula que ela usava. Agora, definitivamente, ele tinha certeza de que ela era irresistível.
Sem ponderar suas atitudes, agindo tão ou quase impulsivamente quanto ele, Hermione deslizou o moletom de Draco pelas pernas do mesmo habilmente, deixando-o desnudo bem diante de si. Não sabia se deveria se deter em admirá-lo ou se simplesmente buscava satisfazer suas necessidades. Havia uma urgência visível nos toques de ambos, assim como nos beijos.
Draco deslizou a peça intima de Hermione com apenas uma mão, até mesmo rudemente, não se importando em onde iria jogá-la. Acariciou toda a parte interna das coxas dela, sentindo a umidade cada vez mais intensa naquela região. Seus dedos pareciam sedentos por explorar aquela área, mas não sabia ao certo se deveria. Hermione estava desnorteada de prazer o suficiente para não dar a mínima se aquilo era certo ou errado. Com esse tipo de pensamento, Draco deslizou seus dedos para a intimidade dela, acariciando-lhe ousadamente e observando-a arquear o corpo de prazer. Aquela situação não era nada nova para nenhum deles, mas as sensações pareciam extremamente surreais, talvez porque não fizessem a menor idéia de que poderiam proporcionar prazeres um ao outro.
Hermione alcançou os lábios dele e iniciou um novo beijo de línguas, ardente , prendendo-a ainda pela cintura e sentindo-o invadi-la com os dedos ágeis. Queria, na verdade, tê-lo dentro de si, não daquela forma, mas iria seguir as regras do jogo dele.
A impaciência de Draco era visível pela intensidade com que ele a tocava, roçando seus dedos sobre toda a região sensível dela e sentindo-a aninhar-se ainda mais contra seu corpo. Algumas gotas de suor escorriam por suas testas, e sabiam que não poderiam mais adiar aquele momento. Sem aviso algum, Draco desfez o contato de suas mãos com a feminilidade dela e preparou-a para que ela pudesse recebê-lo, desfazendo o beijo que mantinham e posicionando seu corpo sobre o ângulo certo.
Hermione sabia que aquele seria o momento e se quisesse impedir aquela loucura teria de fazê-lo depressa. Repentinamente a imagem de Harry surgiu em sua cabeça, sentia-se uma estúpida por traí-lo dessa forma, mas nas condições em que se encontrava era um pouco tarde querer desistir. Antes que pudesse repensar a situação, Draco a penetrou profundo, em uma estocada vigorosa e nada carinhosa. Ela não se importou com isso, recebeu-o ainda com as pernas enlaçadas contra ele. Seu corpo todo vibrava diante das sensações de puro prazer, parecia entorpecida como nunca antes estivera. Draco moveu-se algumas vezes mais para dentro dela, queria reconhecer aquele novo ambiente. Seu corpo ardia diante do tesão que estava sentindo por ela. Inconscientemente, Hermione deixou escapar alguns gemidos baixos bem próximos do ouvido dele, agarrando-lhe os ombros com força e sentindo seu corpo movimentar junto ao dele. Draco estocou algumas vezes mais, firme e potente, conforme os gemidos dela se intensificavam e, conseqüentemente, os seus.
Queriam entender um pouco do que realmente estava acontecendo com eles. Não se lembravam exatamente do momento em que aceitaram passar dos limites daquela forma. Era tarde para arrependimentos, agora. Permaneceram naquele ritmo por longos minutos, entre estocadas fortes e suaves, gemidos roucos e abafados, outros nada discretos, apertos e puxões de cabelo, mordidas em lugares estratégicos... Até que Draco esbarrasse sua mão, sem a menor intenção, no pequeno vaso sobre a mesa de centro. Por uma infeliz razão, aquela mesinha de centro estava próxima demais do sofá e foi inevitável o estardalhaço do vidro se quebrando sobre o chão. Mas isto não foi motivo para que interrompessem o coito.
Apenas alguns segundos depois, passos foram ouvidos na escada próxima dali. O sofá ficava de costas para a escadaria, portanto, quem estivesse descendo as escadas não veria nada mais do que o encosto do sofá. Apenas uma pessoa poderia descer aquelas escadas, e era Harry quem o fazia.

- Hermione? – chamou uma vez, sua voz um pouco baixa, descendo apenas alguns degraus. - Você está ai?

- Harry! – exclamou para si mesma, um pouco baixo.

As expressões de Hermione eram de profundo susto e certo desespero, tudo o que menos precisava era ser pega no flagra mantendo relação sexual com seu inimigo, sobre o sofá daquela sala.

- Shi! – Draco calou-a com as mãos sobre a boca dela, tentando tranqüilizá-la, sussurrante ao extremo. - Vai ficar tudo bem.

Ela não tinha tanta certeza se tudo realmente terminaria bem, podia ouvir os passos firmes de Harry aproximando-se. Draco diminuiu drasticamente a intensidade dos movimentos, mantendo-se dentro dela imóvel por algum tempo, enquanto ela baixava suas pernas e as descansava ao lado do corpo, ambos aninhados para que não corressem o risco de serem pegos ali. Ouviram mais alguns passos até que eles cessassem, para que logo em seguida retornassem ainda mais fortes, mas agora estavam se afastando, provavelmente retornando para o andar superior.
Draco respirou aliviado, retirando a mão da boca dela e retornando as investidas dentro dela, agora bem mais suavemente, sentindo todo o prazer retornar ainda mais intenso, talvez fosse a adrenalina do momento, estando tão próximos de serem descobertos. Algumas estocadas fortes e atingiram o ápice juntos, gozando prazerosamente ao mesmo tempo. Sentiram espasmos por todo o corpo, a corrente elétrica correndo ainda mais frenética por suas veias. Hermione se aninhou contra ele, ainda sentindo o latejo firme em sua feminilidade, enquanto ele a deixava lentamente. Por mais impulsivos que houvessem agido, entregando-se um ao outro daquela forma, estavam satisfeitos com a relação, sentiam-se misteriosamente felizes por dentro.
Selaram um beijo demorado, sentindo o gosto de seus lábios mais uma vez antes que um sorriso malicioso escapasse pelo canto dos lábios de Draco, que afagava os cabelos castanhos dela de forma carinhosa. Já era tarde agora, o tempo havia passado depressa desde que iniciaram os diálogos e era quase inacreditável que tivessem terminado sobre um sofá, completamente unidos um ao outro.

- Essa foi por pouco, Granger. – disse a ela, sorrindo malicioso e divertido.

Hermione esboçou uma careta, ajudando-o a sair de cima de si. Não havia gostado nada da sensação de temer ser pega no flagra, assim como não gostara de ter admitido a si mesma que havia agido insana traindo seu noivo da forma como fizera. Sentaram-se sobre o sofá, ainda nus, parte de suas roupas estavam na cozinha, seus corpos ainda pareciam responder às sensações prazerosas do sexo. Hermione fitou as escadas uma vez, voltando-se para Draco logo em seguida, queria ter certeza de que Harry não estava mais ali.

- Estamos nos arriscando, Draco. – disse a ele, suas expressões estavam sérias.

- Isso é excitante, não acha? – respondeu retoricamente, enlaçando-a pela cintura e trazendo-a para perto, ao mesmo tempo em que beijava-lhe ardentemente.

Hermione retribuiu ao beijo, não havia como não gostar daquilo, era incrível como ele podia ser tão insaciável. Mesmo a contra gosto, Hermione espalmou suas mãos contra o peito nu de Draco e o afastou de si, obrigando-o a desfazer o beijo.

- Você não vai contar sobre nós a ninguém, né? – pediu, estava visivelmente preocupada.

- Não. – respondeu ligeiro. - Claro que não, Hermione. – sorriu malicioso, dando-lhe uma piscadela em seguida. - Vai ser um segredo nosso.

Era impossível não retribuir àquele sorriso, e fora exatamente isso que ela fizera, se afastando dali e indo direto para a cozinha, onde suas roupas estavam jogadas sobre o chão. Aquela noite seria lembrada para sempre, mesmo que Hermione decidisse esquecê-la ou ignorá-la completamente, afinal, era comprometida e devia lealdade à seu namorado.

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- Boa noite, Draco. – sorriu faceira, terminando de vestir suas roupas e seguindo até as escadas.

Até que fosse repentinamente puxada por ele, de encontro ao corpo másculo do rapaz que vestia apenas sua calça de moletom. Estavam sendo cuidadosos para que não provocassem maiores ruídos que pudessem chamar a atenção de Harry novamente.

- Boa... – disse ele, beijando-lhe os lábios demoradamente. - Agora sim... – e sorriu faceiro, beijando-a rapidamente por alguns instantes mais. - Boa noite, Hermione.

Fim do Flash Back



Continua

N/A: O que estão achando? hahaha... Por favor... comentem... muito mesmo!!!!!! Eu necessito!!!! hahaha
eu vou estar viajando a partir do próximo final de semana... mas a Ju vai postar o restante da fic... mas gente... vcs tem que comentar bastante... senão a Ju não posta!!!
ahahahaha

bjusss
adoro vcs!!!

Crik Snape

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