Capitulo XIV – NEM TUDO SÃO FLORES.
O pai de Hermione se recuperou rápido, tendo alta logo após a sua cura milagrosa, após uma visita de Sirius e Mariana. Estavam todos agitados n'A Toca, na sexta seria aniversario de Harry, e já estavam na noite de quinta, Rony e Hermione, não perdiam a chance de ir ao bosque, onde já fizeram amor na cabana, na cachoeira e na relva, estavam de uma forma que bastavam se olhar já sentiam desejo, quando estavam longe morriam de saudade, Rony que já tinha um tratamento especial com Hermione dês de que chegaram de Paris estava ainda mais solicito, atencioso e carinhoso, ou como falavam os gêmeos um grude. Eles sem querem fizeram todos perceber que já eram um do outro. Não foi apenas pelo jeito sonhador deles e meloso, ou por estarem todo o tempo juntos, sempre se oferecerem para tarefas fora d'A Toca onde demoravam muito para voltar, eles estavam com algumas cumplicidades que só quem já se entregou tem, algumas mudanças físicas e de personalidade também foram notadas. Ninguém da família comentou ou criticou, a não ser algumas indiretas dos gêmeos, que terminavam com um Rony muito vermelho.
Harry e Gina não perdiam a chance de ir ao galpão, ao pomar ou locais assim, trocavam caricias, e beijos ardentes, já conheciam com perfeição o corpo um do outro, Harry se perguntava quanto tempo resistiria depois do aniversario da ruiva. Ele a queria, queria fazê-la sua mulher, mas esperaria o tempo que fosse para ela se sentir confortável.
Fleur estava se preparando para iniciar o curso tinha aulas de inglês com as cunhadas e já não tinha mais que um leve sotaque, estava muito realizada, Gui era só felicidade, quando ele estava em casa era raro os ver junto com a família. Preferiam a tranqüilidade do quarto.
Outra que era raro ver circulando pela casa era Sarah, que cada vez mais ficava no quarto, Carlinhos criou um ambiente onde ela tinha tudo para se distrair, e como ela estava escrevendo um novo livro trabalhava sem se cansar, ele enfeitiçou uma poltrona confortável, então se ela sentasse e falasse um feitiço simples à poltrona se movia suavemente, inclusive descia as escadas, assim ela não se sentia tão isolada. Eles eram um casal feliz e apaixonado, Carlinhos cuidava dela com muito carinho, as meninas estavam doidas, pois já estavam chegando presentes para os trigêmeos, era claro quais presentes eram dos amigos do Carlinhos, já que sempre eram num único tema, dragões, já os de Sarah mandavam em outros temas. Eles estavam no quarto e Sarah estava justamente mostrando a Carlinhos os presentes que tinham recebido naquele dia, muitas roupinhas e bichos de pelúcia, mas o presente mais interessante ela deixou para o final.
- Esse é o da mamãe – falou enquanto com um feitiço fazia uma grande caixa flutuar até ele, já que ela estava na cama e ele sentado na chez lounge. – Muito útil. – disse num tom divertido
- Realmente eles vão usar assim que nascerem. – falou no mesmo tom, afinal que neném não usa o livro “KAISERBURG UMA HISTÓRIA, EDIÇÃO REVISADA E ATUALIZADA”, enquanto ele olhava os três grossos exemplares. – ainda bem que ela mandou um para cada um, caso contrario já imaginou a briga que teríamos para os fazerem dividir o livro? – disse num tom de descrença, quem em sã consciência mandaria um presente que só seria usado dali a no mínimo nove anos?
- Nem quero imaginar. – respondeu no mesmo tom - Mas esse não é o mais interessante – falou num tom enigmático – esse aqui foi o campeão – disse fazendo o mesmo feitiço e lhe mandando outra caixa. – esse é para mim.
- Amor esse é útil. – disse ao olhar quatro livros de uma grossura razoável, dispostos numa bela caixa expositora, intitulados “POÇÕES E FEITIÇOS ÚTEIS PARA O CUIDADO DE SEUS FILHOS” estavam separados por faixa etária, da gravidez até o primeiro ano, do primeiro ano até os cinco anos, dos cinco anos aos onze anos e dos onze anos aos dezessete anos.
- Concordo com você, são muito úteis. – falou num tom magoado, vendo o olhar interrogativo dele continuou. – olhe quem é a autora.
- Não acredito. – disse incrédulo lendo o nome da autora. – como ela pode fazer isso?
- O mais legal foi à carta que ela mandou. – disse pegando o pergaminho e lendo para ele.
Sarah
Estou mandando esses presentes para os teus filhos, tenho quase certeza que eles irão para Hogwarts, mas pelo menos eles conheceram como é aqui, sei que você jamais teria a coerência de os permitir escolher onde estudar, mas é melhor que eles vão para Hogwarts, afinal serão Weasley’s.
Essa coletânea que te mando é de uma medibruxa muito respeitada, quando entrei na livraria e pedi um livro sobre esse assunto a gerente me indicou essa coletânea como a melhor e mais completa já editada, você acredita que tive de esperar quinze dias por ela? Queria te dar como presente de casamento e não deu. A autora é uma especialista em poções muito conceituada e premiada, é reconhecida internacionalmente, por isso esse livro esgota rapidamente, pelo sobrenome é da família do teu pai, provavelmente uma prima ou tia de terceiro grau tua. Não mude nada das instruções como você tem mania de fazer, ou vai acabar envenenando uma das crianças.
A Zoraideh estava falando sobre a tua gravidez, que os riscos são grandes, fiquei imaginando, se os teus nascerem muito prematuros eles podem morrer sabia? Já pensou você achando que os colocaria no berço e ter que preparar um funeral? O ruivo ira te culpar assim como todos da família caso isso aconteça o que é verdade, afinal o que acontecer com eles será tua culpa, ela falou que você pode morrer no parto também, daí o trio sobraria para Molly criar coitada, mas espero que tudo corra bem, pois eu só quero ver o amor de vocês depois do nascimento dos três, quero ver como o ruivo vai agüentar os três chorando o tempo todo, duvido que ele fique em casa quando as crianças nascerem. Será difícil para ele suportar você e mais três chorões não dou um mês para ele te abandonar.
Mande logo as poções do Klaus, pelo visto você desistiu de ajudar o meu filho, já que não fez nada de novo para ele, a poção da minha artrite também esta acabando, assim como a da sinusite mande os frascos para mim.
Ártemis.
- Amor, nada disso vai acontecer, você sabe que a tua mãe adora te deixar triste. - Falou enquanto ia até a cama se sentava ao lado dela a apertando contra o corpo, a soltou pegou rosto dela entre as mãos e a fez o encarar enquanto acariciava os lábios dela com o polegar. – pense pelo lado positivo ela elogiou a autora. – disse divertido ao ver que ela tinha lágrimas nos olhos, não a queria chorando, ela não merecia isso. – Como ela comete a gafe de mandar de presente algo que você escreveu? Ela não sabe que Drª S. Holff é você?
- Sabe, certamente deve ter esquecido. – disse num fio de voz, não ligava para isso, nem se importava se ela reconhecia ou não os seus feitos, afinal, nunca teve um elogio dela, mas ela a atingira e desta vez de uma forma dolorosa. – Karl isso que ela escreveu é o meu maior medo.
- Mas eu não vou te abandonar querida, quero muito ouvir o choro dos nossos filhos, ter que levantar de madrugada para trocar fralda suja, e coisas assim. – ele sabia que o medo dela era outro afinal ele também tinha esse medo, mas não queria que ela ficasse pensando nisso, tentou sem sucesso sair do assunto.
- Não é isso amor, eu confio em você. Mas tenho tantas duvidas e medos. – disse já com lágrimas grossas caindo de seus olhos o que cortou o coração de Carlinhos - Até quantas semanas eu vou conseguir segurar a gestação? Quando ocorrer o parto será que eles já estarão com os órgãos complemente formados? E o Logan, ele esta pequeno e frágil será que ele vai agüentar? E se algo acontecer comigo? – ela sentia um no enorme em seu peito, mas colocar os medos para fora a estava ajudando apesar da dor que sentia - Você promete que cuida dos nossos amores? E que eles saberão que eu os amei mesmo sem os conhecer? – disse entre soluços.
- Amor nada vai acontecer com os nossos amores ou com você. – falou carinhoso, mas ao ver o olhar de suplica dela a abraçou com força a deixando chorar a vontade em seu peito enquanto acariciava seus longos cabelos falou carinhoso – Se isso te tranqüiliza eu prometo amor. – pensava como a sogra podia ser tão gelada e cruel assim, todos ali estavam cientes dos riscos que eram muitos, mas todos cuidavam para não deixar transparecer qualquer preocupação afinal ela não precisava ser lembrada disso, sentia o corpo dela ser sacudido pelos soluços, sua camiseta estava molhada, ele conjurou um frasco de poção do sono, sentia os olhos queimando com as lagrimas que segurava, não choraria agora, ela era que precisava de suporte e consolo, assim que ela se acalmou a beijou nos lábios com ternura disse palavras de conforto, confiança e amor, ela já estava de camisola então a fez tomar a poção e na mesma hora ela adormeceu, a ajeitou na cama, ficou um pouco a admirando com doçura no olhar, não queria nem imaginar a possibilidade de perdê-la, ela era a sua vida, pegou a carta da sogra e saiu do quarto, ali no corredor sentou no chão apoiando as costas na parede enterrou o rosto nas mãos e chorou, deixou sair todo o medo e dor que o sufocava, estava num choro desesperado, quando Molly o encontrou.
- Filho aconteceu alguma coisa? – perguntou assustada vendo o estado do filho. Ele não respondeu apenas entregou a carta à mãe, que leu com o semblante serio. – filho isso é crueldade.
- Ela simplesmente tocou nos maiores medos que temos, de uma forma tão fria, tão grotesca. – disse com a voz embargada.
- A Sarah leu? – perguntou com medo da resposta, afinal se era terrível para ela ler algo assim imagina para a nora.
- Sim, por isso ela quis ficar sozinha e estava abatida quando cheguei, ela teve uma crise emocional, deixei ela desabafar e dei a poção do sono ela esta dormindo agora. Mãe tem como usar um feitiço e tirar essa memória dela? - disse se levantando, não queria que Sarah sofresse e a conhecia bem, ela ficaria remoendo o fato.
- Tem sim filho. – falou consternada, abraçou Carlinhos com força. – desça e tome um chá, eu vou cuidar dela. – soltou o filho que desceu para a cozinha onde os irmãos estavam conversando, Molly entrou no quarto e viu a nora deitada dormindo tranqüila, secou as lagrimas e fez o feitiço tirando a lembrança dela. Sentou na borda da cama e acariciou a barriga onde os netos cresciam. Ficou ali até o filho voltar, lhe entregou a lembrança e saiu deixando o descansar ao lado da esposa ele dormiu abraçado a ela, saiu cedo e a deixou dormindo, se desse certo ela nem lembraria da carta.
A sexta amanheceu radiante, todos estavam felizes, fazia um típico dia de verão, os dois jovens casais eram os mais animados. Por ser aniversario de Harry, eles não trabalhariam, resolveram jogar uma partida de quadribol antes do almoço, mas como eram só os quatro logo se cansaram, Rony passou Hermione para a sua vassoura nova e decolou com ela agarrada em suas costas, a levou para o topo da montanha onde tinha o lago, pousou com cuidado, a vassoura era muito veloz sabia que mesmo ele indo com calma, fora mais rápido do que ela estava acostumada, a abraçou com força.
- Esta com medo Mi? – perguntou no ouvido dela o que a fez gemer e estremecer ao sentir o hálito quente dele em seu ouvido, enquanto abria a calça dela e a fazia descer ao chão a deixando só de calcinha, que para seu deleite era preta de renda.
- Não, nenhum pouco, afinal confio muito no piloto. – falou também no ouvido dele, enquanto acariciava as costas largas do ruivo, o que arrancou alguns gemidos dele, principalmente quando ela passou a gravar as unhas nas costas dele, que não pensou duas vezes e a pegou no colo, ela sempre se surpreendia com a facilidade que ele fazia isso, mas se assustou ao ver para onda ele estava indo – Ron a água deve estar gelada. – disse assustada.
- Duvido Mi, mas se tiver eu te esquento. – falou num tom tão sedutor que ela sentiu uma onda de desejo a percorrer. – Está morninha. – disse enquanto entrava nas águas cristalinas e a largava com cuidado.
- Esta uma delicia, Rony. – falou também sedutora ele a mantinha firme contra seu corpo, se olhavam com desejo ele logo tomou os lábios dela nos seus e a beijou numa mistura de delicadeza e força, sua ereção já era visível pela bermuda e ela sentia o membro dele pulsar contra seu corpo.
- Mione você sabia que teu perfume de deixa louco de desejo - Começou a beijar seu pescoço enquanto abria os botões da blusa dela, quando viu que ela estava sem sutiã, tomou o seio dela em sua boca o sugando com força.
- Rony, te amo, o teu perfume também me deixa assim. – falou entre gemidos, eles estavam com água pela cintura, ela mergulhou a mão e a colocou dentro da bermuda dele, acariciando o membro ereto baixou um pouco a bermuda o colocando em liberdade, ela segurou com firmeza o sentia pulsar de desejo, sorriu quando ele gemeu, enquanto ela o acariciava, ele tornou a beijar seus lábios carnudos, dessa vez o beijo era faminto, eles queriam sentir o gosto que só outro tinha, as línguas dançavam no calor das bocas, Rony a guiou até chegarem numa pedra, a pegou pela cintura a colocou sentada ali, a altura era perfeita, suas intimidades ficavam no mesmo nível, mas dentro da água, ela abriu as pernas e ele encaixou contra o corpo dela, o que fez as partes intimas roçarem, esse leve contato provocou um gemido rouco de ambos que só então separaram os lábios.
- Te amo muito Mi. – falou rouco de desejo enquanto afastava a calcinha dela para o lado e a penetrou com cuidado, enquanto fazia isso a beijava no pescoço, ela gemia o prazer era intenso demais, quando estava totalmente dentro dela, passou a beijar os lábios, quando sentiu que ela se acostumou a ele iniciou os movimentos, com calma, às vezes ele tirava todo o pênis, e quando voltava colocava apenas a glande, ela protestava, o queria todo, então ele voltava a penetrá-la totalmente, outras ele a puxava com força contra si, indo o mais fundo possível, ela então gemia alto e tinha prazer, logo ele parou de brincar, regularizou os movimentos que ficavam cada vez mais rápidos e fortes até que a sentiu se contrair com muita força, apertando seu membro em seu interior indicando que ela estava tendo um orgasmo, ele sentiu uma onda de prazer, ao ver as feições extasiadas dela e a ouvir gritar seu nome, não agüentou mais ejaculou gritando o nome dela, atingindo um forte clímax, as intimidades pulsavam, o lhes dava ainda mais prazer, os corações estavam acelerados, a respiração ofegante, ela estava com o corpo todo mole, ficaram ali abraçados um bom tempo, ele saiu dela e a pegou com cuidado no colo a levou até a margem e a deitou na grama caindo exausto ao seu lado, a beijou com ternura, ela deitou a cabeça em seu peito, estavam sorrindo, ele beijou os cabelos da morena, e logo passou a acariciá-los, ficaram trocando palavras de amor e carinho, quando a sua barriga roncou de fome riram e voltaram para A Toca.
Numa outra montanha, Gina estava dando o presente de Harry, não era o que ela queria, mas estava brincando com ele, até onde podiam ir, deram prazer um ao outro, com muito carinho e ternura, tomaram um banho no riacho que tinha ali, se beijaram com desejo, apenas essas brincadeiras, não estavam mais sendo suficientes para eles, sentiam falta de algo mais.
- Te quero tanto Gi. – disse Harry num sussurro ao ouvido da ruiva, que acaricia as partes intimas dele, nem parecia que tinham acabado de sentir prazer, tamanho era o desejo dele.
- Também te quero Harry. - disse a ruiva muito sedutora, Harry beijou o pescoço dela logo indo aos seios, médios e firmes da ruiva, os sugou com força, ela gemia de prazer, enquanto o manipulava com força, logo ambos chegaram novamente ao clímax, saíram do riacho, Harry os secou com um feitiço e se vestiram, e retornaram para A Toca chegaram junto com Rony e Hermione, trocaram apenas um olhar cúmplice, nesta hora ouviram Molly os chamar, foram almoçar, rindo e brincando, o resto do dia foi em função da festa, seria num salão de festas no ministério, afinal era aniversario do “menino que salvou o mundo” Harry não estava feliz com isso, queria uma festa simples n'A Toca, ficou ainda mais chateado quando soube que Sarah não iria, ela estava estranha o dia todo, apesar de sorrir estava muito distante, Carlinhos ficaria com ela, logo depois do ruivo chegar da reserva, Mariana e Sirius entravam pela lareira, rindo e brincando, os dois estavam cada dia mais unidos. Todos estavam na sala esperando dar a hora de irem para a festa, quando duas corujas bateram na janela, Gui abriu e entregou um dos pacotes a Harry e outro a Sarah.
- Presente da professora McGonagall. – exclamou o moreno, que havia recebido vários presentes neste dia. – nossa, queria muito esse livro. – disse mostrando um exemplar de “AS MAIS OUSADAS MANOBRAS E AS MAIS ARDILOSAS FINTAS QUE TODO APANHADOR DEVE CONHECER”.
- Realmente um ótimo livro Harry. – disse Carlinhos pegando o livro. – você já leu “ AS MAIORES DICAS PARA APANHAR O POMO COM RAPIDEZ E PERSPICÁCIA”?
- Não.
- Depois eu te empresto. – disse devolvendo o livro de Harry. – que fofo amor. – falou ao ver três leões de pelúcia que Sarah tirava da caixa que recebera da avó.
- E ainda combinam com isso. - falou mostrando três macacões com o símbolo da Grifinória. – só quero ver o que a mamãe vai mandar. – disse pensativa.
- Ela já mandou ontem Sarah você não lembra? – perguntou Hermione, Rony se esquecera de avisar a morena do que aconteceu.
- Amor perdão, esqueci de te entregar. – disse Carlinhos rápido. – você já estava deitada quando chegou.
- Mas...- disse Hermione, que se calou ao ver a negativa de Carlinhos que a cortou.
- Eram três livros da escola dela, e Hermione quer um emprestado. O cartão eu guardei com os outros, mas ela falou que deseja que tudo de certo e corra tudo bem no parto, se ela puder ela vem, e que era para mandar as poções do teu irmão, e umas para ela que eu não lembro para que. – disse com carinho na voz, se martirizando por mentir para ela.
- Mione pode pegar para você querida, eu ganhei esse mesmo livro de natal e também de aniversario. – disse a loira carinhosa – será que a mamãe acha que eles saberão ler assim que nascerem? – falou divertida. – essa é a mamãe, pensei que com as crianças ela seria diferente pelo visto me enganei.
- Eu não entendo? – disse a morena, que não se conformava.
- Rony vá com a Mione no nosso quarto e pegue o livro, eu trouxe um de poções que ela falou que queria ler. – disse o ruivo, antes que a morena falasse algo que não devia.
- De poções? – perguntou Sarah interessada.
- Sim aquela tua coletânea, de cuidados com crianças, comentei com a Mione sobre eles e ela se interessou, então eu trouxe para ela. – disse o ruivo tentando ser o mais sincero possível, mas evitando olhar a esposa nos olhos.
- Mariana posso falar com você um pouco. – disse a loira assim que o jovem casal saiu da sala. Mariana se levantou e as duas foram até a cozinha, Carlinhos sabia o que iria falar com a medibruxa, quando levantou viu sangue no lençol e na camisola dela, mas como era muito pouco não se preocupou afinal depois do ocorrido naquela noite, isso já era de se esperar, ainda bem ele já havia ido cedo no St Mungus e contado a Mariana tudo que aconteceu no dia anterior.
- Está tudo bem amor? – perguntou assim que elas retornaram.
- Está sim anjo. – respondeu assim que sentou e disse no ouvido dele. – sangrei um pouco essa noite. Mas Mariana disse que como foi pouco não tem problema, só fiquei assustada. – ele secou a lagrima que caia do olho dela com o dedo e a beijou com carinho, falou palavras de conforto a ela. Lógico que quando viu sangue, pela manhã ela fez em si mesma vários exames, leu novamente alguns livros médicos, mas medicina obstetra, não era a sua especialidade, e tinha o emocional envolvido. Deitou a cabeça no ombro forte dele e estavam assim quando, Rony e Hermione retornaram. – você vai gostar desse livro Mione. – disse a loira, ao ver os grossos livros que Rony trazia, - Kaiserburg Uma História, não é tão fascinante quanto Hogwarts Uma História, mas é interessante.
- Eu vou ler sim, é bom para distrair, mas quero ler mesmo é essa coletânea. – falou muito carinhosa, estava horrorizada com o que Rony lhe contara, e ainda mais com o que lera, Rony havia pego a carta no quarto da mãe, e depois que ela leu tornou a esconder a carta.
- É bom mesmo Mione, principalmente que a Hellen é bruxa, e ai você achar algumas poções que tornaram a vida dela mais fácil.
- A Hellen é bruxa também? – perguntou a morena, ela já desconfiava, mas não tinha certeza ainda.
- É sim Mione, fiz um teste com ela, na Austrália, ela também é bruxa. – disse a loira alegre. – mas já era de se esperar, afinal você tem ascendentes bruxos dos dois lados da família, que casaram com trouxas e tiveram filhos não mágicos, - Sarah detestava a palavra aborto, evitava ao máximo a falar, até mesmo para indicar algo que não era a definição real, afinal sofrera com o ocorrido com Fleur, e ela própria poderia sofrer um. – as vezes a magia pula gerações e do nada retorna, como é o teu caso.
- Nossa, a mamãe vai pirar quando souber que ela tem magia também. – disse a morena, se recordando de tudo que a irmã já tinha feito de diferente, e se perguntando por que nunca notara nada. Ficaram mais um pouco ali, quando o relógio bateu seis horas estava na hora de irem, se despediram do casal e seguiram para o salão. Que estava decorado com exagero, tinha grandes cartazes com a foto de Harry, que acenavam e apontava a varinha de forma displicente, numa parede eram projetadas varias fotos dês da época da sua mãe grávida até os dias de hoje, tinha outros cartazes menores com fotos de todos os amigos, e de pessoas importantes a ele. Balões dourados com a foto dele flutuavam pelo salão, assim como pequenos pomos, que faziam peripécias no ar, ele não sabia de onde vinha uma canção com o nome dele. Toda a decoração era em vermelho e ouro, as mesas estavam cheias de convidados a maioria ele nem conhecia.
- Desculpe por isso Harry. – ele ouviu Shacklebolt se dirigir a ele, envergonhado. – mas os elfos do ministério tem adoração por você, e eles queriam te homenagear.
- Tudo bem Kingsley – disse o moreno, com um sorriso de lado. Ele não gostou da ostentação, mas sabia que vindo dos elfos isso era normal,
- Aproveitem a festa. – disse o Ministro voltando ao posto de anfitrião, assim que um elfo, fez uma reverencia a família, e os guiou até o local de honra, Harry logo avistou Hagrid e a namorada, acenou aos gigantes, viu quando Luna chegou de mãos dadas com Neville, sorriu satisfeito, ao ver que eles trocavam um selinho, ela estava discreta com um vestido verde esmeralda, já seu pai vestido de verde limão, era visível à distância. Logo foram até a mesa de Harry o cumprimentar.
- Harry, linda festa. – disse Luna. – só não entendi para que tantas fotos tuas, sempre achei que você não gostava disso. Espero que você não mude, sempre achei lindo você envergonhado por tudo.
- E não gosto Luna. – disse Harry desconcertado. – e não vou mudar.
- Lindo vestido Luna. – disse Hermione divertida ao ser Harry sem graça.
- Sim, obrigada, foi presente do Nev, papai sempre disse que devemos usar verde em aniversários, traz, saúde e esperança ao aniversariante. Falando nisso por que você não quis repartir a festa com o Nev? Afinal ontem foi aniversario dele, o certo seria vocês fazerem a festa juntos.
- Realmente Luna, você esta certa. – disse Harry tão vermelho quanto Neville, se levantou e foi falar com Shacklebolt, que deu um sorriso, e fez um feitiço e logo a faixa onde estava o nome do aniversariante mudou assim como alguns cartazes e balões incluíram a foto do outro rapaz. Quando a avó dele entrou no salão teve uma crise de choro ao ver o neto ser homenageado junto com Harry.
- A tua atitude foi linda Harry. – disse Gina carinhosa, o que deixou o moreno muito feliz. Logo não era mais possível ver uma cadeira vazia, Harry apertou tantas mãos, e conheceu tantos bruxos que jamais recordaria tantos nomes, Neville contara inúmeras vezes como matara Nagini, por incrível que pareça os repórteres estavam apenas fotografando e não incomodavam nenhum dos jovens famosos. O fato que mais surpreendeu Harry, foi o aparecimento dos Dursley, tio Valter estava assustado com tudo que via, olhava com um olhar reprovador a decoração, assim como os trajes bruxos, tia Petúnia estava agarrada à bolsa como se a qualquer momento fosse ser assaltada, a outra mão estava grudada do braço do marido, já Duda estava muito diferente, não era mais tão gordo e sim musculoso, sorria para todos, e quando viu Harry foi até ele o cumprimentando com carinho.
- Bela festa primo. – disse muito sincero.
- Érr... eh obrigada. – respondeu Harry, sem jeito. – que bom que vocês vieram.
- Eu não perderia essa festa por nada. – disse Duda decidido, os tios apenas olhavam Valter assustado, por estar cercado de bruxos e petúnia emocionada com o filho.
- Então moleque quer disser que você venceu o tal Lorde sei lá eu das quantas? – perguntou Valter com escárnio. – bom pelo menos essa sua gente fica em paz no lugar deles, e nos podemos voltar a nossa vida sem ter que nos misturar com esse tipo de anormalidades.
- Realmente meu afilhado trouxe paz ao nosso mundo e ao seu. – disse Sirius se levantando e encarando Valter, os gêmeos Weasley também se levantaram, afinal a ofensa não passou despercebida.
- Meninos hoje é dia de paz. – falou Molly num sério, mas calmo, os filhos sentaram ainda olhando feio para o tio de Harry. - Sentem-se conosco. – convidou a senhora ruiva. – meu filho e esposa não puderam vir temos duas cadeiras sobrando.
- Caso você não tenha notado, somos três. Quem a Srª sugere que fique em pé? – perguntou o trouxa indelicado.
- Ninguém, meu Srº. – disse e com leve e preciso movimento fez uma das cadeiras se duplicar. – Fred, querido troque de cadeira com o sr Dursley.- num tom que não permitia discussões, Fred, colocou a cadeira em que estava sentado e pegou a que fora conjurada, se segurou para não colocar um feitiço, mas três cadeiras.
- Desculpe, mas você disse afilhado? – se dirigiu tio Valter a Sirius assim que sentou, depois de examinar muito bem a cadeira. – o sujeito que era padrinho do garoto morreu, inclusive deixou uma casa a ele, deveria ter deixado para mim, que sustentei esse garoto por tantos anos.
- Realmente fui dado como morto, mas como pode ver estou muito vivo. – disse Sirius muito sério, Mariana estava com a mão no braço de Sirius, que estava se segurando para não revidar como o trouxa merecia.
- Eu não vou aceitar esse moleque de volta. – disse num tom bravo, ignorando o aperto que petúnia dava em braço, assim como os gestos dela.
- Não precisa se preocupar. – disse Sirius ainda sério, além das casas dele. – frisou bem essas palavras – tenho a minha, e ele esta morando comigo.
- Acho ótimo isso. – falou aborrecido, ficando calado, ao ver o olhar de todos a mesa, ele pareceu recordar onde estava, quando Fred e Jorge colocaram as varinhas na mesa.
- Primo! Quem é aquela? – perguntou Duda mostrando uma morena linda, que teria aproximadamente a idade deles que entrava no salão.
- Não conheço. - disse Harry prestando atenção na moça também.
- Aquela é Mary Tennegs. – respondeu Gina. – ela é prima do Dino.
- Sei. – disse Harry incomodado ao ouvir o nome do ex-namorado da ruiva. Mas antes que falasse qualquer coisa, Shacklebolt anunciou o inicio do jantar, Duda adorou o fato de pedir o que queria e isso surgia no prato, tio Valter e tia petúnia, também fizeram seus pedidos mas ficaram receosos de comer, mas o aroma era delicioso e eles não resistiram muito tempo, quando os pratos já estavam vazios um elfo o chamou junto com Neville, começaria as homenagens. Eles se dirigiram até o palco, onde além de Shacklebolt, vários bruxos fizeram alguns discursos, alguns alunos de Hogwarts cantaram uma musica que havia sido composta para homenagear todos os heróis da guerra, brindes foram feitos, Harry discursou o mínimo necessário, assim como um envergonhado e gaguejante Neville, logo um coro puxou a conhecida canção parabéns a você, o barulho era ensurdecedor, ao final surgiram dois bolos, Harry e Neville cortaram, sendo novamente aplaudidos. Quando finalmente Harry cumprimentou a todos e pode retornar a mesa, Duda estava conversando com a moça, fato que deixou os pais muito aborrecidos, as esquisitonas começavam a tocar, e vários casais já iam para o salão, assim como quase todos os casais da mesa de Harry.
- Cara teu tio esta cada dia mais simpático. – disse Rony a Harry, assim que chegaram na pista.
- Eu sei. Mas a mudança de Duda foi imensa. – falou Harry vendo o primo dançar com a jovem bruxa.
- Se ele namorar essa moça teu tio tem um ataque do coração.
- Acho que já é tarde. – disse Harry ao ver que os dois estavam se beijando, olhou para a mesa e cutucou Rony, a tia acabara de desmaiar, assim como o tio. Eles riram passaram o braço pela cintura de suas namoradas e foram dançar. Já estavam assim a muito tempo, quando Harry notou o sumiço de Rony e Hermione, ficou imaginando onde os dois teriam ido, mas evitou pensar no que estariam fazendo. Conduziu Gina até a mesa, percebeu que vários casais haviam sumido, incluindo Duda e a garota, petúnia conversava com McGonagall e Molly, imaginou a tia indo até a Toca, riu com a cena que passou em sua mente, viu os pais de Hermione entrarem no salão. – Gina sujou – disse baixinho no ouvido da ruiva e lhe indicou quem estava se dirigindo até eles.
- Parabéns rapaz. – disse o pai da amiga. – cadê a minha filha? – falou esquadrinhando o local.
- Ela foi ao toalet. – disse Gina rapidamente.
- E o Rony foi com ela?
- Não o Rony esta ali na porta, inclusive me chamando. – falou Harry, rápido aproveitando que um dos gêmeos saia, o pai de Hermione viu apenas uma cabeça ruiva, foi logo se levantando, tinha que achar os amigos logo. Bateu em quase todas as portas e não achou os amigos, resolveu procurar nos jardins, o salão de festas era disfarçado como se fosse uma antiga mansão londrina, ou eles estavam ali, ou no andar superior, olhou atrás de diversas moitas de rosas, e de vários arbustos, além de ser indiscreto e atrapalhar vários casais mais jovens, não achou nenhuma cabeça ruiva.
- Você deve estar amando essa ostentação não é cicatriz? – perguntou uma voz arrastada que Harry reconheceu na hora. Pegou a varinha mas o loiro foi mais rápido e o desarmou. – seria tão fácil acabar com você. Santo Potter não aprende mesmo não é? Sempre confiando, mas eu não quero fazer isso, não assim e não agora, a tua namoradinha será minha, quando eu conseguir isso, eu acabo com você, só um aviso, o que fizemos com aquela veela não será nada perto do que esta reservado para a sangue a ruim ou para a doutora, que pensa que colocara mais três traidores no mundo. – usou um tom de nojo na voz.
- Agora vocês só atacam mulheres? – perguntou indignado.
- Elas tem que aprender a não se juntar com traidores do sangue, outras que logo aprenderam isso, são a Bell e a Johnson, uma vergonha famílias tão nobres se misturando assim, elas terão uma surpresa muito em breve.
- Mais uma vez serão covardes? – disse não acreditando, tinha que avisar a ordem o mais rápido possível, mas teria que tomar cuidado, pois os rapazes não poderiam descobrir isso assim. Por que vocês não vem atrás de um de nos, dos homens da família?
- Vocês tem que sofrer, nada melhor para isso que atingir o ponto fraco de vocês ou seja as mulheres e as crianças. – disse como se fosse a coisa mais lógica do mundo – vocês são fracos, o defeito de vocês é amar, vivem pelos sentimentos.
- Ser assim é muito melhor do que ser uma coisa, já nem seres humanos vocês devem ser. – falou o moreno ríspido. – atacar crianças, pior nenéns que nem nasceram ainda, ou mulheres indefesas isso é coisa de monstros, o que vocês querem com isso?
- Apenas os ver sofrendo, quem muito ama muito sofre, e eu quero me vingar da visitinha que os irmãos Weasley fizeram ao meu pai, e quem você acha que pagara por isso? – falando isso aparatou.
- Covardes! - Harry falou raivoso, incrédulo com a covardia que ouvira, pegou a varinha e mandou o patrono atrás de Rony voltou rápido para o salão. Colidiu com o pai de Hermione ao entrar, ele estava com cara de poucos amigos, Harry o viu se dirigir às escadas, sentiu medo pelos amigos, mas quando olhou para o salão viu algo que o fez esquecer de tudo mais. Gina estava dançando com Dino, era uma musica lenta e o garoto estava com a mão na cintura da ruiva e falava algo em seu ouvido ela jogou a cabeça para trás e deu risada, neste exato momento, ela voltou à cabeça para onde Harry estava a expressão dela foi de choque, quando os olhos se cruzaram, ele apenas estreitou os olhos e saiu dali rápido.
- Harry! - ele ouviu a ruiva gritar cada vez mais perto, mas ele não parou de correr ou sequer diminuiu o passo. – Harry me espera. – Gina tornou a gritar, enquanto corria mais rápido.
- O que é Gina? – falou ríspido, lágrimas caiam de seus olhos, sentia o peito doer, nunca sentira uma dor tão forte, - O que você quer?
- Falar com você. – disse incrédula, não fizera nada mais, não esperava uma reação dessas dele, afinal ele não confiava nela?
- Não tem o que falar Gina eu vi o suficiente.
- Harry você esta sendo injusto....
- Injusto? – disse a olhando incrédulo. – se fosse eu dançando com a Andy? Hein Gina? O que você faria?
- Seria diferente. – disse com a voz baixa, agora tomava consciência do ato.
- Diferente por que? – perguntou elevando a voz.
- Por que sim Harry.
- Gina você no mínimo faria uma azaração – disse ainda alto - O que esse cara quer com você?
- Nada demais Harry ele só queria dançar e não seria correto recusar...
- Sei, lógico não seria correto, magoaria ou ofenderia o pobre Dino, ele não sabe que estamos juntos?
- Eu não sei Harry eu acho que sabe, mas foi apenas uma dança Harry...
- Eu o vi pegando você, como se você fosse dele. - disse elevando cada vez mais a voz. – vocês pareciam namorados Gina.
- Harry isso não é verdade. Só dancei com ele para não o ofender.
- Quer dizer para não ofender o Dino você me magoa?
- Harry eu não tive essa intenção.
- Não teve, mas foi o que você fez Gina, arrebentou o meu coração – falou entre lágrimas.- parecia que você estava me traindo. - Gritou
- Não grite comigo Harry. – disse Gina não acreditando no que ouvia, também entre lágrimas.- você não confia em mim? Ele é meu amigo, apenas amigo, você é meu namorado, meu amor, a minha vida. – disse cada vez mais baixo.
- Eu não estou gritando. – disse num tom mais baixo ao ver que ela estava chorando, criticou tanto as atitudes precipitadas dos Weasley e acabara de cometer uma - não fica assim - disse carinhoso ao ver que ela soluçava a puxando para si. – eu confio em você sim ruivinha, me desculpa.
- Harry eu te amo, jamais te trairia, ainda mais no meio de uma festa, festa essa que é do teu aniversario. – disse o olhando seria. – Nunca mais me acuse assim.
- Gi, me perdoa eu errei, mas o que você queria? Eu vi vocês dois lá juntos, você rindo de coisas que ele te falava, e eu senti meu coração ficar pequeno e uma dor que nunca imaginei sentir. – falou mais calmo.
- Eu também errei meu amor. – disse também mais calma. – devia ter imaginado que você não iria gostar, você esta certo, como posso ser tão ciumenta e não me colocar no teu lugar?
- Se fosse ao contrario duvido que você me ouviria.
- Você tem razão amor, se eu te visse dançando com outra nossa, nem sei o que faria, azarar vocês seria pouco, brigaria muito com você. – disse percebendo o quão errada estava, fora tola e infantil, detestava isso. – me perdoa meu amor?
- Esquece isso meu amor. – disse dando um beijo delicado nela e a conduzindo a um banco do jardim, ele nem tinha percebido que esta ali novamente, recordou da conversa que teve com Draco, sentiu novamente a urgência em falar com Sirius. – eu já estava muito nervoso, tive uma conversa com Malfoy.
- Com o Draco? – perguntou a ruiva chocada.
- Sim, ele fez um monte de ameaças, a todas as meninas ... – relatou toda a conversa que tivera com o sonserino. - Mas domingo teremos a reunião hoje mesmo quero falar com o Sirius e o Remo, não posso falar isso pros teus irmãos ainda mais que Gui já está nervoso com o ocorrido, Carlinhos preocupado com a segurança da esposa, eles além de enfrentarem os problemas da gravidez múltipla, tem mais isso, ainda tem a ameaça as namoradas dos gêmeos, se eu não falo nada e acontece algo a elas?
- Harry elas vão ficar n'A Toca hoje e amanhã, então estarão seguras, se você falar isso para os meninos do jeito que eles são esquentados, vão fazer uma burrada sem tamanho, eu falo com as meninas, e até domingo na reunião acharemos um jeito de dar essa noticia sem causar uma comitiva de machos Weasley raivosos caçando os comensais, sem plano ou estratégia.
- Você parece a Mione falando. – elogiou então se lembrou do pai da amiga e rezou para seu patrono ter chegado a tempo.
- Por falar neles o pai dela estava uma fera.
- Ele cruzou comigo quando estava entrando no salão e vi você de risadinhas agarrada com o Dino. – disse ríspido, pelo visto não esqueceria o fato tão cedo. – o que te falou de tão engraçado? – não segurou a curiosidade que o roia por dentro.
- Harry, só para você saber, ele falava que estava com dó do teu primo.
- Com dó do Duda? – perguntou incrédulo, quem em sã consciência teria dó daquele brutamontes. – por que?
- A prima dele, é uma espécie de Malfoy. – falou divertida ao ver o olhar incrédulo de Harry. – ela parece que só sai com garotos puro sangue.
- Mas o Duda é trouxa.
- Sim ela não sabe, quando soube que ele era teu primo se interessou por ele, ela vai fazer de tudo para ficar com o Duda.
- Não quero nem ver quando ela descobrir que ele é trouxa.
- Nem eu. – disse pensativa, mas seu coração estava preocupado. – amor vamos entrar? Eu quero saber se a Mi e o Ron estão bem?
- Vamos anjo, eu também quero saber deles. – disse a beijando com ternura. – e também quero dançar com você, minha gatinha, vou te dar um mega beijo no meio do salão para que todos saibam que você é minha e que você tem dono. – falou no ouvido dela, enquanto voltavam ia torcendo para o patrono ter encontrado o casal antes do pai da moça. O que ele não sabia era que minutos antes da cena de ciúmes a lá Weasley, um certo ruivo e uma morena estavam felizes e despreocupados na biblioteca.
- Mi, a cada segundo eu te quero mais. – disse o ruivo no ouvido da morena que estava de costas para ele, ele a acariciava, ia do abdômen aos seios e volta indo até as coxas, enquanto beijava o pescoço dela, que se contorcia e gemia de desejo, sentia o membro dele em sua nádega, mas o que ela queria? Não fora ela quem o provocara enquanto dançavam? Não só com caricias e beijos provocantes, mas com palavras de intimidade que sussurrava no ouvido dele? Sabia que brincava com fogo, agora teria e queria pagar o preço, ela moveu os quadris, Rony gemeu rouco de desejo, a fez se inclinar na mesa da biblioteca ainda de costas para ele, amava observar a forma arredondada do bumbum dela, tinha trancado a porta e feito um abaffiato, ele passou o dedo na intimidade dela, e viu que ela estava muito úmida, ouviu um gemido dela, ele conhecia bem o que ele queria disser, continuou as caricias as vezes a penetrava com o dedo, outras apenas acariciava o clitóris dela, abriu a calça e seu membro ereto encostou no calor das nádegas dela, conteve a vontade de a penetrar, queria a deixar doida de prazer antes, então apenas roçando as intimidades ele se debruçou sobre ela, e começou a tortura, beijou o pescoço dela, e foi descendo para os ombros, as costas, separou os corpos voltou a beijar a cintura dela, as nádegas, desceu até as coxas, descendo por uma perna e subindo pela outra, a visão era divina, ela quando percebeu o que ele queria entreabriu mais as pernas, e delirou ao sentir a língua dele brincando onde antes estavam os dedos, ela não conseguiu segurar o êxtase por muito tempo, quando ele a sentiu tendo prazer, voltou a trilha de beijos, colocou as mãos na mesa ao lado das dela. – te amo Mi. - falando isso a penetrou com cuidado, ela se deliciava sentindo cada centímetro dele a invadindo, ele a beijava no pescoço, a apertava contra si, iniciou os movimentos indo cada vez mais rápido, até que juntos chegaram as estrelas.
- Rony! - Disse a morena manhosa. – adoro ser amada por você, faz com que me sinta especial.
- Adoro te amar Mi, quando estou assim dentro de você – disse forçando o corpo contra o dela, invadindo ainda mais a intimidade dela com a sua, elas ainda pulsavam com o orgasmo que tiveram. – me sinto completo, mais forte e poderoso.
- Poderoso?
- Soou piegas não é? - falou rindo.
- Só um pouco pretensioso. – disse rindo também, sentiu que ele saiu dela e que a limpava com carinho, viu que ele ainda estava ereto, mas sabia que não agüentaria novamente, uma vez que estava sentindo um pouco de dor, afinal era terceira vez que eles faziam amor naquele dia. – você ainda quer?
- Mi, desculpa, mas só o teu cheiro me deixa assim, - falou indicando o membro ereto e pulsante. – fazer amor com você sempre de deixa um gostinho de quero mais. – disse indo até ela e a beijando com desejo e puxando para si e indo assim entre beijos e abraços até o sofá que tinha ali, sentou e a colocou sentada sobre ele, roçando as intimidades.
- Ron! – gemeu manhosa, fez um movimento forte contra a intimidade dele e separou as duas, o que fez o ruivo delirar, ainda mais ao sentir as mãos dela o pegando com carinho, fazendo movimentos delicados, mas precisos, ela passou a beijar o pescoço dele desceu até o peito musculoso do rapaz, fez uma trilha de beijos e logo chegou onde queria, passou a língua por todo o comprimento sorriu ao ouvir os gemidos roucos do ruivos, brincou com a glande, o fez gemer ainda mais, ele urrou quando ela o colocou na boca e o sugou, alternava caricias entre a boca e as mãos, após alguns minutos Rony sentiu uma onda violenta de prazer transpassar seu corpo, a puxou com força para cima, a fez sentar sobre ele, ela fiou de joelhos no sofá afastando as intimidades, ela provocar então abaixou só um pouco aproximando perigosamente as intimidades, ele se descontrolou, a puxou com força contra si e a penetrou com vigor, ela deu um gritinho misto de susto e prazer, - te machuquei? -Gelou por dentro, ele agira num impulso, ela fez que não com a cabeça, sorriu e moveu os quadris, então ele começou a se mover rápido, com as mãos nas nádegas dela também a movia e a apertava contra si, eles gemiam e gritavam de prazer, o que os excitava ainda mais, eles se beijavam e mordiam de leve os lábios, com poucos movimentos chegaram ao clímax, por incrível que pudesse ser foi o maior vivido até então. Eles se beijaram, estavam suados, e cansados, arfavam em busca de ar. Sentiam seus corpos pulsarem muito forte, sentiam arrepios pelo corpo, viram estrelas e fogos, as pernas e braços tremiam, sorriam, sentiam um calor se espelhar pelas veias, o coração estava acelerado, era difícil formular uma palavra, até respirar era difícil.
- Te amo para sempre. – falaram juntos assim que voltaram a calma normal, o que os fez sorrir.
- Mi eu te machuquei? – perguntou sério, sentindo que finalmente estava satisfeito.
- Não meu amor. – disse enquanto erguia o quadril e ele saia dela. Então voltou a sentar no colo dele e pousou a cabeça no ombro dele. – você é muito cuidadoso amor.
- Morro de medo de te machucar novamente.
- Novamente?
- Sim, quando fizemos pela primeira vez, eu te machuquei e você sangrou, isso acabou comigo. – falou terno ela viu lágrimas no olhar dele.
- Mas foi necessário amor. – falou carinhosa, nunca imaginou que isso mexeria tanto com ele. – se você não fizesse, não estaríamos aqui, desfrutando esse momento tão mágico. – dizendo isso o beijou com ternura. – Harry? – falou ainda com os lábios colados a ele.
- Harry? – perguntou indignado.
- O patrono do Harry. – disse indicando o cervo prateado que estava atrás do sofá, que ficava bem no meio do aposento e de costas para a porta, ela saiu do colo e se levantou.
- O que será que aconteceu?
- “Cuidado, o pai da Mione chegou e procura por vocês” – disse o animal antes de se desfazer no ar.
- Rápido Ron. – disse a morena entregando a calça ao ruivo, fez um feitiço que os limpou rapidamente, e outro que deixou um aroma de lavanda no ar, ajeito as vestes e cabelos de ambos. Assim que o ruivo fechou o cinto ouviram passos no corredor, e que alguém batia na porta do lado, assim com a voz do pai a chamando, Hermione desfez os feitiços sentou no chão puxou Rony que sentou no tapete de frente para ela sem entender nada, ela convocou o tabuleiro de xadrez que estava numa mesa, assim que esta pousou na frente deles Rony entendeu o plano.
- Não Mi esse movimento não pode. – ele falou alto e sorrindo assim que a porta abriu, ela também sorria.
- O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou o Srº Granger incrédulo, eles estavam sentados no tapete da biblioteca jogando xadrez? E ele pensando coisas erradas. – não deviam estar na festa?
- Papai, o Rony me desafiou. Disse que eu era péssima em jogar xadrez bruxo e quis provar que ele estava errado, então viemos para cá. – falou tão sincera e calma, que o pai dela não teve como duvidar.
- Tudo bem. – falou sem acreditar muito na história. – agora vamos descer, que já vamos para casa, a Hellen esta com uma babá nova, e você lembra do que ela fez com a última.
- Lembro sim. – disse divertida, a irmã colara a última babá no sofá, pois ela não parava de comer, e não deixou a irmã assistir tv. Se levantaram e voltaram ao salão, se despediram e foram embora, Rony ficou um pouco emburrado depois disso, mas a família também logo foi para casa.
O sábado amanheceu claro e ensolarado, o dia transcorreu tranqüilo se não fosse pelo fato de Hermione não aparecer teria sido perfeito para um certo ruivo, já que ele semanas atrás criara uma poção para gripe, e essa se mostrou muito mais eficiente que as usadas atualmente, a fez sozinho, Sarah ficou muito orgulhosa dele e lhe deu um bom premio, além dele ter o nome como criador da poção publicado no livro e ganhar uma porcentagem por direito autoral, iria assinar um contrato de autorização de uso pelo St Mungus, pelo que Sarah lhe falou o valor a ser ganho nisso era muito bom, Rony estava maravilhado, há apenas alguns meses não tinha nem noção de onde ou como conseguiria ganhar dinheiro para se casar com a Mione, agora ele tinha mais de uma fonte de renda, já desenvolvera alguns artigos para a loja dos irmãos, destes produtos ele ganhava uma porcentagem, esse valor era guardado integralmente em seu cofre numa área separada, logo iria comprar uma parte da loja, já participara da criação de algumas poções e também tinha uma parte dos lucros delas, sempre que um deles descobria o ingrediente certo para uma poção que a tornava especial Sarah dava um premio em galeões, desta vez ele fez a poção toda sozinho e como ficou perfeita seu premio foi maior que o recebido pelo jogo de quadribol na Austrália, já tinha o suficiente para pagar o curso de auror, e ainda uma boa sobra, guardava tudo que podia, pois queria comprar uma casa para eles, a única coisa que estava o tirando o sossego era o pai da morena, recebera uma carta dela onde ela dizia que ele não engolira muito bem a história do jogo de xadrez, a colocara de castigo ela não poderia ir ao compromisso daquela noite e Rony não poderia ir à casa da morena, domingo ela também não iria ao almoço n'A Toca, mas Rony podia ir almoçar na casa deles, e que a mãe iria com ela num medico trouxa segunda-feira, eles teriam que ser muito cuidadosos a partir de agora.
Quando a noite caiu a agitação no quarto de Fleur era incrível, a festa era muito formal, e ali estavam quatro mulheres se arrumando, Molly e Arthur não iriam na festa, assim como Rony, Carlinhos e Sarah. os gêmeos, Gui e Harry estavam junto aos que ficariam em casa na sala, estavam prontos a horas, assim como Sirius e Mariana.
- Gui, leva a turma com a minha camionete. – disse Carlinhos.
- Não precisa Carlinhos, vamos por aparatação.
- Não podemos ir assim Gui. – disse Sirius. – A área no raio de cinco quilômetros é protegida por feitiços anti aparatação e o bairro é todo trouxa, o Ministro foi muito claro que todos devem ir de carro. No meu da para levar mais dois casais.
- Vamos fazer assim, os gêmeos e as meninas vão com o Sirius e o Gui, a Fleur, o Harry e a Gina vão com o meu. – disse Sarah, entregando a chave a Gui. – amor você enfeitiçou a camionete para voar, e ainda não testou, lembra?
- É verdade. – disse Carlinhos. Mas antes que falasse algo mais as meninas desceram, a espera valeu, estavam divinas, foram ouvidos vários elogios, os meninos beijaram suas amadas, logo saíram em rumo a festa. Harry teve uma emocionante surpresa o orfanato tinha o nome da sua mãe, propriedade era muito grande, tinha um grande e belo prédio central, de três andares, onde era as instalações do orfanato, tudo muito limpo e colorido o ambiente era agradável e leve, na lateral tinha um prédio de dois andares comprido onde seria a escola, nos fundos era a área destinada a recreação, parecia uma escola trouxa comum, as responsáveis eram em sua maioria mães que perderam os filhos ou matriarcas como a Srª Weasley pessoas carinhosas e amorosas, no jantar foram apresentados algumas crianças que já estavam ali, todas tinham perdido os pais na guerra, fora uma parte comovente. Fleur e Gui trocaram um olhar emocionado ao ouvir a história de dois irmãos, quando já estava ficando tarde voltaram para A Toca com uma surpresa.
A parte da família que tinha ficado em casa estava tomando um chá na cozinha e conversando alegre, Carlinhos inconformado que a esposa teria que ficar sozinha no quarto colocou um diva na cozinha e outro na sala, assim Sarah ficava deitada, mas participava das atividades da família, não era excluída, quando precisava se locomover usava a cadeira enfeitiçada, quando os carros pararam Sarah estava ansiosa, torcia para o plano ter dado certo, os jovens entraram com um sorriso enigmático, ela teve a confirmação, que tudo correu como ela planejara, e se sentiu realizada, afinal era algo de muita alegria a todos os envolvidos, seus olhos se encheram de lágrimas de felicidade.
- Meu filho de quem são essas crianças? - Perguntou Molly ao ver o filho e a nora entrarem depois de todos Gui com um menino loiro que não devia ter mais de dois anos e Fleur com uma neném enrolada numa manta rosa, esta não teria mais de quatro meses.
- São nossos mamãe. – disse Gui com um sorriso de orelha a orelha. – Apresento os novos Weasley, Francis e Danielle. – disse largando o menino no chão e esta correu até Molly, a olhou com carinho.
- Vovó tem mama? – perguntou meigo, Molly se derreteu toda, pegou o pequeno lhe deu um beijo, um abraço e foi feliz preparar um leite.
- Não tenho mamadeira. – disse ao lembrar que a anos não tinha isso em casa.
- Isso é o que não falta lá no quarto - falou Sarah emocionada. – amor sabe a caixa de presentes repetidos?
- Sei, vou buscar. – disse Carlinhos também emocionado, ele e a esposa tinham passado o dia separando os presentes repetidos, alguns pensavam que eram duas meninas e mandavas dois presentes iguais para meninas, além das fraldas, mamadeiras e chupetas que eles já tinham muito mais que o necessário para o trio, até um carrinho de bebe e um bercinho ela separou, pois isso ela já tinha, ele agora entendeu a insistência da esposa em fazer isso hoje, ela disse que mandaria para o orfanato, lógico que agora o que servisse em Danny seria dela, pensava divertido enquanto ia para o quarto pegar as coisas, agora entendia muito das conversa que tivera com ela.
- Não sei onde vou colocar minha filha para dormir até segunda. - disse Fleur preocupada. – eles mandaram algumas roupas e poucas fraldas.
- Fleur eu separei umas coisas que seriam para o trio, mas como eu já tenho vou mandar para o orfanato, tem até um, e um bercinho ela pode ficar nele até vocês comprarem um berço grande, já o carrinho vocês não precisam comprar, pois tem carrinho berço rosa que assim como as roupinhas que servirem nela vocês podem ficar, lógico se vocês não se ofenderem.
- Sarah lógico que quero. – disse Fleur emocionada, Gui foi ajudar o irmão com as coisas, ele também estava emocionado, Molly pegou o menino e deu a mamadeira a ele. – queria tanto amamentar a Danny. Disse Fleur chateada pegando uma mamadeira que Molly lhe estendia.
- Isso é fácil. – disse Sarah divertida, pegando a varinha. – você quer mesmo Fleur?
- Se é possível eu quero sim.
- Vem aqui. – disse Sarah, Fleur foi até a sala com a cunhada. Logo Sarah voltou para a cozinha. – Gui a Fleur esta te chamando. – disse divertida enquanto o cunhado seguia para a sala.
- Olhe só Gui, ela esta mamando em mim, é leite materno mesmo. – Fleur estava encantada, Gui ficou admirando a cena, a loirinha mamava com muita vontade, e a esposa estava realizada, quando voltou, seus seios estavam fartos, ela tinha um sorriso nos lábios.
- Gostei dessa idéia de pegar os filhos prontos. – disse Rony divertido enquanto brincava com o sobrinho, não tinha nenhuma criança na casa e agora tinham duas, era notável a vida e a alegria que eles trouxeram. Tirando um pouco da tensão, da reunião que teriam no dia seguinte.
- Se mais pessoas pensassem assim Rony, não teríamos tantos órfãos. – disse Sarah enquanto pegava a neném do colo de Fleur.
- Muitos foram adotados hoje, quanto casarmos Harry, eu quero adotar algumas crianças. – disse Gina emocionada.
- Eu também meu amor, sei bem a dor de não ter pais. – disse Harry também emocionado, todos os Weasley falaram que tinham planos de adotar crianças no futuro.
- Sarah e Carlinhos vocês aceitam ser padrinhos da Danielle? – perguntou Fleur carinhosa.
- Claro que sim Fleur. – respondeu Sarah olhando a neném em seu colo.
- Rony! Será que você e a Mione aceitam ser padrinhos do Francis? – perguntou Gui.
- Eu? – perguntou Rony surpreso afinal ele nunca tivera um afilhado – claro que sim. – respondeu emocionado, Francis começou a dormir ele estava no colo de Rony, seu padrinho, Gui o pegou e subiu feliz com Fleur, os gêmeos se adiantaram para ajudar a levar as coisas, logo todos decidiram subir afinal já era tarde e eles tiveram um dia cheio de emoções, foram dormir felizes.
Molly pela manhã foi falar com Sarah, sabia que a nora estava por trás daquele ato lindo, queria agradecer, pois sabia que ela fizera muito por Fleur e Gui, a nora não poderia engravidar tão cedo pelo ocorrido, Molly tinha certeza que a convivência das duas seria benéfica, mas até ela foi pega de surpresa, já que Fleur tinha aversão ao assunto adoção nem ficava junto quando Sarah trabalhava com pesquisas para encontrar crianças bruxas, essas em especial ela achou num orfanato trouxa super lotado, o que se sabe é que as crianças foram achadas no dia anterior a batalha numa casa do interior da Inglaterra, o pai trabalhava no ministério no setor de criaturas mágicas e a mãe era uma inominável, os visinhos viram a marca negra e chamaram os aurores, infelizmente nada pode ser feito pelo casal felizmente as crianças dormiam, não sofreram nem viram nada, o pai não tinha família a mãe era francesa e também não tinha família, Sarah contou a Molly e a Carlinhos como ajudou Fleur, mesmo que indiretamente, ela conversou muito com Fleur sobre ser mãe, inclusive falando da vida dela com a mãe, que Molly era muito mais mãe dela do que Ártemis, aos poucos falava de adoção, um dia contou a história dos dois irmãos, pois ela tinha deixado a foto deles sobre a cama e Fleur viu, neste dia ela não parou de olhar as crianças e fazer perguntas, no outro pediu as fotos e mais tarde foi com Gui conversar com Sarah, pediu que ela contasse sobre as crianças, isso foi no sábado a tarde, a noite eles foram no orfanato já com as crianças no coração, mas eles ainda não as tinham visto, quando as viram se apaixonaram, as regras de adoção para famílias conhecidas seriam muito simples, então eles conseguiram as adotar com facilidade, inclusive Sarah já tinha feito a maioria dos documentos era só eles assinarem, as crianças eram fofas demais, apesar da história triste, se antes eles não tinham carinho agora eram o xodó dos Weasley.
Apesar do pouco tempo já conquistaram a todos, Molly se derretia cada vez que o menino a chamava de vovó, assim como Arthur quando era chamado de vovô, ou qualquer um dos meninos quando chamados de tio, e Gina fez questão que ele passasse a noite com ela, afinal era a tia, para ajudar Fleur a ter leite ela usou um feitiço que desenvolvera, já que na Alemanha trabalhou com adoções ou mães que nem a poção mais poderosa as fazia ter leite.
O domingo foi muito alegre, Francis era um menino incrível, carinhoso, muito educado, apesar de só ter dois anos e meio, falava muito bem para idade, o almoço foi tranqüilo, tiveram vários convidados extras, logo após o almoço já começaram a chegar mais membros da ordem a reunião seria a tarde. Quando quase todos estavam ali, Fleur pegou as crianças e subiu para seu quarto com Gina, ela fazia parte da ordem, mas Gui a convencera a não participar, lógico que não falariam o que aconteceu a ela, mas falariam do ataque e do bilhete, o assunto central da reunião seria sobre as informações colhidas na visita dele e do irmão a Azkaban ela não sabia disso.
- Já estamos todos aqui, acho que podemos iniciar a reunião. – disse Sirius sério, Harry falara com ele no dia anterior sobre a conversa com Malfoy. – o Carlinhos e o Gui foram a Azkaban, e conseguiram informações valiosas. – ele começou assim que todos sentaram e iniciaram a reunião, detalhes não eram importantes assim como o motivo que os levou até lá.
- Malfoy e os irmãos Lestrange nos deram boas indicações de onde estão escondidos os comensais fugitivos, nos indicaram cinco propriedades prováveis, investigamos e descobrimos que eles estão numa propriedade rural em Carmarthenshire, na cidade de Llandeilo, é numa antiga fazenda dos Black. – disse Carlinhos.
- Se vocês sabem onde eles estão, por que o Ministério da Magia não fez nada ainda? – perguntou Fred.
- Pelo que eu saiba, agora o Ministro esta do nosso lado. – completou Jorge.
- O ministério ainda não esta limpo. – respondeu Shacklebolt – Eles tem informantes inclusive no setor de aurores, lá plantamos varias pistas falsas, eles nem sonham o quão perto estamos de os pegar.
- Pelo que vimos, eles estão com muitos lobisomens, inferis, dementadores e até gigantes, além de uma corja de ladrões que estavam com Riddle e agora estão escondidos com eles, o líder atual, parece ser Dolohov, eles estão agindo muito na clandestinidade, o ataque a Fleur parece ter sido a única ação mais ousada depois da batalha aqui n'A Toca, já que o ataque sofrido por Rony e Hermione foi coisa do Crabbe, e alguns dissidentes. – explicou Carlinhos. – A segurança deles esta praticamente perfeita inclusive eles tem vários Clabbert e Amassos pela propriedade, um dos vigias foi atacado por Mortalhas-Vivas, ele esta bem, mas devem ter outras criaturas por lá.
- A ação contra eles tem que ser muito planejada e estudada, senão teremos mais perdas que capturas. – disse Sarah, com um tom preocupado, essas criaturas avisavam ou matavam quando alguém se aproximava, o que faria a abordagem ser denunciada na hora.
- Sim, pelo que vimos eles estão planejando algo muito grande. – continuou Carlinhos. – não conseguimos ouvir o que é já eles protegeram o lugar com vários feitiços. Mas os observadores do local relataram que a movimentação aumentou muito, esses últimos dias.
- Acho que eu sei o que é. – disse Harry. – ontem Malfoy foi falar comigo na festa e disse algo sobre um ataque as meninas, e a Sarah. – ele falou olhando para Carlinhos evitando olhar Rony e os gêmeos.
- Como assim as meninas? – perguntou Rony incrédulo. – Você esta falando da Mione?
- Pelo que ele falou, esse ataque seria destinado a Angelina e a Katie. – falou num fio de voz esperando pela reação dos gêmeos.
- O QUE? – gritaram os dois.
- Eles querem atacar as duas por que? – perguntou Fred nervoso, todos lembravam do ataque sofrido por Fleur.
- Pelo que ele falou todas que se envolverem com vocês serão punidas, assim elas aprendem a lição por se envolver com traidores do sangue e vocês sofrem.
- Vou matar aquela doninha Albina se ele ousar tocar num fio de cabelo da Katie. – disse Fred muito nervoso.
- Eu vou atrás dele agora. – falou Jorge tão nervoso quanto o irmão.
- Ninguém vai ir atrás deles. – disse Gui muito sério.
- Como você pode falar isso? – perguntou Fred
- Se você soubesse antes do ataque a Fleur garanto que você iria atrás deles. – disse Jorge ainda nervoso.
- Lógico que iria. – falou Gui muito sério, com a voz rude.
- Então nós vamos. – falaram os gêmeos decididos, as namoradas olhavam assustadas para os meninos, mas se sentiam emocionadas, afinal eles as estavam protegendo. – Não falaremos como você e o Carlinhos em proteger as nossas mulheres.
- Pelo que sei, se eu tivesse ido sozinho, numa propriedade onde tem além de comensais, tem lobisomens, gigantes e varias criaturas das trevas, eu seria morto na hora a Fleur provavelmente seria atacada e ainda sofreria por estar viúva. – disse Gui tranqüilo. – vocês dois acham que conseguem liquidar todos esse exercito sozinhos?
- Pelo menos nos vamos tentar, não vou ficar sentando quando a minha garota está em perigo. – disse Jorge muito sério.
- Não temos sangue de barata. – disse Fred olhando firme para Carlinhos. – Vou defender o que eu amo.
- Não vou deixar a minha menina ser torturada, e depois r na prisão dar meia dúzia de socos na cara do sujeito que fez isso com ela. – disse Jorge também olhando para Carlinhos.
- Assim é fácil ser herói, a mulher luta na batalha enquanto ele está deitado numa cama de hotel, daí ela prende os caras e ele vai na prisão ter uma conversa de homem, coisa que ele não foi antes. – completou Fred.
- Nós vamos e pronto. – disseram juntos já se levantado.
- Vocês já pensaram que essa ação impensada de vocês não vai dar em nada? – disse Carlinhos sério, a voz estava embargada, mas muito firme. – Que além de serem mortos, provavelmente antes de entrarem na casa, vocês acabaram todo o plano que elaboramos para pegá-los? Vocês imaginaram como a mamãe vai ficar? Ou as meninas? Ou seja, vocês estarão mortos, eles livres sabendo que descobrimos seu esconderijo, as meninas e a mamãe sofrendo e indefesas. – os gêmeos se olharam e olharam para a mãe e as namoradas, elas estavam chorando, tornaram a olhar para Carlinhos com arrependimento.
- Desculpe mano. – disseram juntos.
- Agir por impulso é fácil, pensar e pesar as conseqüências antes de agir é o que nos faz homens de bem. – disse o ruivo com a voz calma. – Vocês acham que eu ou o Gui, não pensamos em fazer exatamente isso? Vocês não sabem os planos deles para a nossa família, ou o que eles querem fazer com os meus filhos e a minha esposa. – Carlinhos olhou para Sarah, ele não havia lhe contado tudo que os Lestrange e Lucio lhe falaram. - mas não somos mais crianças, Dumbledore sempre nos ensinou a pensar e analisar, tendo um planejamento detalhado antes de agir, e é isso que estamos fazendo, a reunião é hoje, mas trabalhamos nisso, eu, Gui, Sirius e Remo há muito tempo.
- Vocês sabiam que elas seriam os alvos? – perguntou Harry incrédulo.
- Não, sabíamos que eles atacariam, que seria alguém da família, suspeitávamos da Hermione.
- A minha Mione. – disse Rony num fio de voz não deixando Remo concluir.
- Sim maninho, tanto que a segurança da casa dela esta reforçada, inclusive um dragão está de guarda voando sobre a casa dela. – disse Carlinhos tranqüilizando Rony.
- A casa das meninas também está segura. – disse Sirius.
- Está? – perguntaram os dois admirados.
- Lógico depois do que aconteceu com a Fleur, todas as nossas meninas estão protegidas. – disse Gui sério.
- Ou vocês pensam que estamos sentados esperando que eles ataquem uma por uma? – perguntou Carlinhos.
- O importante agora é aumentar a segurança delas, e vocês não devem ficar indo com elas a qualquer lugar, se eles as machucarem na frente de vocês será ainda melhor, evitem ficar zanzando a noite, pelo menos até os pegarmos, já que a loja e a casa delas são locais seguros tentem ficar nestes locais. – disse Sarah, calma. – temos que elaborar o ataque a eles muito bem, e evitar que eles tentem atacar as meninas, senão eles vão descobrir as nossas seguranças – disse pensativa. – Harry ele não falou nada que indicasse a data?
- Hum...- Harry reviu toda a conversa com Malfoy, procurando um deslize do loiro. – não, não falou nada.
- Vocês vão ter que viajar, será a única forma segura, assim tiramos vocês da ameaça iminente, e ganhamos mais tempo.
- Sarah você sabe que tempo é algo que não temos. – disse Carlinhos meigo, mas com toda a preocupação na voz.
- Sei amor, mas nada poderá ser feito por pelo menos quinze dias, só que eles podem tentar atacar antes. Eu não acho correto ariscar. – disse olhando para ele nos olhos, estavam num mundo só deles. – sei qual é o teu medo, mas amor se isso acontecer em quinze dias ou menos, você sabe as conseqüências.
- Sei, sei sim, você esta certa. – disse com os olhos brilhando. – só quero que você tenha paz, o mais rápido possível. – lágrimas caiam de seus olhos, todos na mesa só olhavam, estavam quietos.
- Amor eu sei, mas essa ameaça esta sobre as meninas e os gêmeos você sabe, da última vez mandamos o Rony e a Mione para Paris e tudo deu certo, frustramos os planos deles, a Mione esta bem e a salvo, será a mesma coisa.
- Eles vão para Paris? – perguntou enquanto se inclinava e secava com o polegar as lágrimas do rosto da esposa sentada a frente dele mantendo o rosto dela entre as suas mãos.
- Não! Eles vão para o Brasil. – disse fazendo o mesmo nele. Se olhavam com carinho.
- Brasil – falaram os gêmeos quebrando o encanto que envolvia os dois.
- Sim. Quer disser se vocês quiserem. - disse a loira com um sorriso de lado.
- Claro que queremos. – os gêmeos não se continham de alegria.
- A viagem será feita em etapas.
- Como assim? – perguntou Angelina animada, sempre quis conhecer o Brasil.
- Vocês vão para Paris, direto para o hotel da Fadinha, ficaram um dia lá, saíram junto com a Vivi e a PJ, depois vão a noite do outro dia para Veneza na casa da Antonnelle, passaram um dia ali, a noite vocês vão para o Brasil, direto para Fortaleza, vocês não ficaram mais que três dias no mesmo local, então vão conhecer pelo menos um estado de cada região.
- Isso é o máximo – disse Fred.
- Minha nossa um país tropical, cheio de coisas para serem estudadas e transformadas em genialidades – falou Jorge.
- A única coisa chata é que perderemos o aniversario da Gina. – falou Katie também animada com a viagem.
- Não necessariamente. – disse Sarah, sorrindo ao ver animação dos dois casais. – vocês vão hoje a noite e voltam na manhã do dia 11, a festa da Gina será aqui n'A Toca, só com a família e os membros da ordem, então vocês podem aproveitar e se ainda tiver perigo, vocês retornam direto daqui para o Brasil.
- Mas já vamos essa noite? – perguntou Angelina nervosa.
- Sim querida, o quanto antes vocês forem melhor será. – disse a loira firme, o resto da reunião foi tranqüilo, eles passaram o que foi descoberto na visita a Azkaban, o que deixou todos revoltados e enjoados pela crueldade e covardia dos comensais, Harry relatou na integra a conversa que tivera com Draco, cada um ficou de estudar a melhor forma de resolver cada problema que surgiu, ao final da reunião Rony, Harry, Sirius, Tonks, Remo, Gui e Carlinhos foram até a casa que as meninas dividiam e esperaram elas resolverem tudo, inclusive uma avisou que ia com o time para a Bélgica e a outra para a Alemanha, com as malas feitas era a vez de ir até o apartamento dos gêmeos, eles haviam combinado que Ron tomaria conta da loja na ausência deles, que iriam atrás de novidades na Grécia. Assim que chegaram n'A Toca encontraram uma Molly chorosa, que se despediu deles com abraços apertados. A comunicação seria feita por Wendy, a elfa estava animada com a nova missão. Quando eles se foram Molly fez um chá a todos, e eles conversaram assuntos mais leves já que Fleur e as crianças estavam ali.
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