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11. Prova dos Nove


Fic: O Mistério de Starta - por Livinha e Pamela Black - Último Capítulo no AR!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 11

Prova dos Nove


- Por Merlin, todos os deuses, semideuses e mais o que você queira dizer! O que foi isso?

A pergunta feita por Gina de maneira assombrada foi o que tirou Syndia do choque em que estava. E choque seria realmente uma palavra apropriada. Ela não tivera reação alguma ao beijo que Draco lhe dera e seus pensamentos ainda estavam turvos.

- O... Hã? - Syndia olhou para Gina.

- Por que a doninha te beijou? - perguntou a ruiva. - E por que você não fez nada?

- Eu não sei, eu...

Syndia olhou novamente para a porta que Draco passara, sorrindo-lhe da maneira mais presunçosa que vira, e começou a pensar finalmente no que acontecera. Raiva foi o primeiro sentimento que lhe atingiu. E Gina percebeu isso.

- Aquele... Ele não tinha o direito.

E sem dizer nada, saiu da loja. Olhou para ambos os lados, mas não havia sinal algum de Draco Malfoy pelas ruas do Beco Diagonal.

Quem aquele imbecil pensava que era para beijá-la daquela maneira? Ela não queria, de maneira alguma, se envolver com outra pessoa. Ela não queria sentir os lábios de um homem pelos próximos dez anos, se fosse possível. Ela não queria ter sua respiração falha, seu coração acelerado, as mãos tremendo, as penas moles...

- Syndia?

Mais uma vez, Gina tirou-a dos pensamentos que corriam em sua mente. Pensamentos totalmente desconexos e que não eram nada bem vindos. Disso, Syndia tinha absoluta certeza.

- Sim? - ela perguntou.

- Você está bem? Está tão agitada...

- Estou bem. Quero dizer... - Syndia cerrou os dentes e sentiu a raiva voltar. - Vou estar bem quando acertar a cara daquele idiota.

- O que está acontecendo?

As duas moças olharam para Hermione, que estava à porta da loja com um pequeno macacão branco nas mãos.

- Perdi alguma coisa? - insistiu Hermione.

- Nada que valha a pena, Hermione - Syndia falou, tentando se acalmar. Seus olhos então caíram para a pequena peça de roupa. - Oh, que lindo! Você vai levar essa roupinha, não vai?

Hermione olhou para Gina, que deu de ombros e fez sinal para que voltassem para dentro da loja. A ruiva ainda lançou olhares perscrutadores para Syndia, mas nada teve da moça, a não ser uma animação que estava forçada demais, Gina notou. E foi com essa fingida animação que Syndia agiu até que elas terminassem as compras.

Aliviada por finalmente conseguir chegar em sua casa, Syndia tirou de seu rosto a expressão suave.

Durante os momentos que estivera na loja, ela fingiu estar totalmente interessada em ajudar Hermione com as escolhas de roupas de bebê para simplesmente tirar Draco Malfoy de sua cabeça. Afinal, não tinha por que pensar nele, já que o que acontecera naquela loja fora totalmente insignificante. As reações que tivera ao beijo dele foram absolutamente normais, reações de alguém enraivecido por ter sido pego de surpresa. Ninguém gostaria de ser beijado de repente e por alguém que lhe é desagradável. E era exatamente essa a razão pela raiva de Syndia.

Ela não sentia nada por Draco Malfoy. Absolutamente nada. Bem, talvez raiva, agora. Ou uma vontade quase anormal de vê-lo de novo só para dizer a ele umas boas verdades que o atingissem em cheio.

Jogou de maneira agressiva, em sua cama, as poucas sacolas que trouxera do Beco. Andava de um lado para o outro, como se fosse um leão enjaulado recentemente.

- Idiota - murmurou entre os dentes. - Quem ele pensa que é? Conquistador barato. Eu duvido que não goste - falou num falsete, lembrando-se do que ele lhe dissera ao ouvido antes de beijá-la.

A passos duros, Syndia foi até seu banheiro. Jogou água fria no rosto, mas nem isso a acalmou.

- Pois saiba que eu odiei, Draco Malfoy - falou, encarando-se no espelho. - Odiei. Foi nojento, foi ridículo. Foi totalmente... Argh!

Continuou a se olhar no espelho, tentando se controlar. Sua respiração voltou ao normal gradativamente, mas a feição enraivecida só deixou seu rosto depois de um longo tempo. Syndia nem percebeu que anoitecia e restava apenas uma sombra olhando-a pelo reflexo.

Então, do nada, ela começou a rir. Um riso inicialmente frouxo que, sem seguida, transformou-se numa gargalhada.

- Syndia Vechten, como você é ridícula! - falou entre risos. - Você agindo dessa maneira como se tivesse sentido realmente alguma coisa com aquele beijo estúpido. Agora fica aí, falando sozinha como se fosse uma louca.

Voltando para seu quarto, ainda rindo, guardou as roupas novas e preparou o pijama. Por mais que não quisesse admitir, aquele dia fora estafante, e o que ela mais queria naquele momento era tomar banho e se atirar em sua cama. E foi isso que ela fez.

Assim que fechou os olhos, entretanto, sua mente não se aquietou. O corpo entregara-se, mas seu inconsciente continuava totalmente desperto. Entre olhos cinzas e imagens nada inocentes, Syndia teve um sono irrequieto. Acordou no meio da noite, ofegante e irritada.

- Merda! Como eu te odeio, Draco Malfoy. Aposto que você está se gabando...

Nem mesmo essa declaração a fez dormir mais tranqüila.

Contudo, Syndia não estava completamente certa em suas declarações. Draco não estava se gabando naquele momento, embora o tenha feito assim que chegara em casa.

Na verdade, o rapaz também estava acordado. Tivera um sonho estranho que não o permitira voltar a dormir. Mas não conseguia lembrar-se dele. Apenas flashes vinham à sua mente, e com ele conseguindo identificar apenas um: os olhos de Syndia. Porém, o que deixava tudo isso estranho, é que ele via os olhos de sua mãe antes dos de Syndia.

Com uma careta nos lábios, falou, também se irritando:

- O que você está fazendo comigo, Syndia Vechten?

Ao amanhecer, entretanto, tal pergunta já estava completamente esquecida.

xxx---xxx


Os passos apressados ecoavam pelo chão de pedra, fazendo-o pensar quem estava praticamente correndo para chegar a seu destino. Pensou em sair dali, sem se importar com quem quer que fosse, mas hesitou. Devia ser uma mulher, pois aquele “toc-toc” só poderia vir de saltos.

Imaginava qual mulher poderia ser, pois encontrara o mais velho dos Weasley sozinho naquela sala que acabara de sair. Não que fizesse questão de ver Syndia. Vê-la não tornaria seu dia melhor, com certeza. Draco recostou-se ao lado da porta, esperando.

Contudo, esperar também era estranho. No dia anterior, ele fizera questão de não pensar em Syndia Vechten, embora não tivesse tido muito sucesso, uma vez que não tivera muito que fazer.

Era-lhe estranho pensar em uma mulher e não querer ficar com ela por apenas (ou no máximo) uma semana. Com Syndia, ele desejava estar o tempo todo. Não entendia isso. Também não entendia o motivo de ela ocupar seus sonhos, o que por si só já era perturbador. Acordar e praticamente ver os olhos verde-mel à sua frente fazia com que Draco sentisse ganas de vê-la frente a frente. Encarar aqueles olhos para ter a certeza de que era apenas curiosidade.

Ele sabia que não era o homem mais bonito do mundo. Mas Draco tinha seu charme, era uma pessoa claramente aristocrática. E, embora a família Malfoy tenha tido sua queda, ele ainda era uma pessoa rica e que muitas mulheres queriam ao lado.

Então, por que Syndia Vechten fugia tanto? Fingia que não dava a mínima para seus olhares - que Draco sabia que a perturbava -, fingia que sua aproximação não a afetava, embora ele sempre notasse a raiva que chispava daqueles olhos... Draco precisava entender o porquê daquela mulher ser tão diferente. “Ela é uma Goldstein”, pensara frustrado, “por que se recusa a ficar em minha companhia, mas aceita a do pobretão Weasley?”.

Precisava entender tudo o que estava acontecendo. Mas também sabia que, caso não quisesse se envolver com aquela mulher, deveria dar-se um tempo. Nem sequer vê-la. Por outro lado... Beijá-la também poderia ser uma saída. Contudo, não como o beijo que trocaram naquela loja do Beco Diagonal. Um beijo mais intenso. Ele só necessitava ter a certeza de que, o que sentia por aquela mulher, a qual se recusava a deixar seus pensamentos, não tinha nada a ver com sentimentos. Apenas atração. Talvez, se a beijasse e percebesse que não era nada de mais, não pensaria mais nela. Nem sequer sonharia mais com ela. Tirar a prova.

Uma ruga se formou na testa de Draco com esses pensamentos. Olhou para a esquerda, de onde vinha o som de saltos contra o chão, quase impaciente, e viu que Syndia se aproximava. Sim, sabia que era ela.

Quase que automaticamente, veio-lhe à memória o dia que vira aquela mulher pela primeira vez. Ou melhor, na vez que literalmente esbarrara nela.

Embora sua raiva tivesse sido o primeiro sentimento que lhe tenha aparecido, não pôde deixar de reparar nos olhos da moça e em suas belas feições. Claro, apenas depois de tê-la repreendido pelo modo trouxa de querer pegar suas folhas espalhadas pelo chão. Então, quando descobriu quem ela era, se surpreendeu mais ainda pelo seu jeito. Não conseguia acreditar que uma Goldstein poderia se portar de tal maneira. Segundo ele sabia, as Goldstein eram verdadeiras damas. Mas, não... Syndia tinha que se ajoelhar, tentar apanhar seus papéis daquela maneira... Um riso leve escapou dos lábios de Draco.

- Humf! Idiota... - uma voz irritada chamou a atenção de Draco.

Ele olhou para o lado e viu Syndia a três passos dele.

- Bom dia, Syndia - cumprimentou animado, praticamente bloqueando a passagem pela porta.

- O dia seria bom, caso eu não tivesse que olhar para sua cara folgada.

Draco ergueu as sobrancelhas, inquirindo, ao que Syndia sentiu sua raiva do fim de semana voltar.

Assim como Draco, ela fizera questão de não pensar nele. Entretanto, seus motivos eram diferentes: ela não queria pensar em alguém que, obviamente, desejava envolver-se com ela e conquistá-la de qualquer maneira. E talvez pelo mesmo motivo de Karl Sincery. Ela não permitiria isso novamente.

- Eu preciso trabalhar. Saia da minha frente, por favor - ela falou.

- O que você e o Weasley tanto fazem nessa sala? - ele perguntou, indiferente à raiva que visivelmente Syndia tentava conter.

- Não acho que seja da sua conta, Malfoy - ela retorquiu com a voz suave e cruzou os braços. Não falaria em outro tom com ele. Não mostraria que ele a afetava, mesmo essa afetação sendo apenas raiva.

- Bom, ao menos você não está com raiva de mim. Achei que você estivesse.

- E por que eu estaria com raiva, Malfoy?

Draco deu de ombros.

- Realmente não faço idéia por que você estaria com raiva de mim. Nem sei por que perguntei - sorriu.

Ela precisou contar até dez ao ver aquele sorriso.

- Eu gostaria que você saísse da minha frente, Malfoy. Preciso trabalhar.

- O que mais você fez sábado à tarde? - Draco recostou-se no batente da porta. - Ainda fez compras com a Weasley?

O desdém na voz dele ao dizer o sobrenome da irmã de Gui pareceu ser o estopim para a raiva de Syndia. Todo o controle que ela realmente queria mostrar ruiu.

- Que coisa ridícula é essa? Quem você pensa que é para dizer o nome dos meus amigos assim?

- Ah, Syndia, desculpe, mas fazer compras com a Weasley? E também com a Granger? Uma não tem dinheiro, e nem sei por que estava lá no Beco Diagonal. A outra, sangue-ruim como é, sei que é de tremendo mau gosto.

- Mau gosto? Mau gosto, Draco Malfoy, foi a estupidez que você fez na porcaria daquela loja.

- Não acho que tenha feito algo de mais.

- Nada de mais? Nada de mais? Então não foi nada de mais você me beijar sem minha permissão? Não foi nada de mais você praticamente gritar para a atendente que nós estávamos juntos? Ou simplesmente não foi nada de mais você me seguir até aquela loja? Sim, pois você me seguiu até lá, Draco, afinal não existe essa porcaria de amiga grávida!

Draco sorriu e deu de ombros.

- Touché.

- E não tem nem vergonha em admitir! - exasperou Syndia. Ela lhe apontou o dedo, como se o acusasse, e falou: - Mas saiba que estou com raiva de você sim, seu grande arrogante. E, por favor: saia da minha frente.

- Se eu te fizer uma pergunta, você me responde sinceramente?

Syndia riu incrédula. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Já começava a cogitar em retirar sua varinha da bolsa e azará-lo ali mesmo.

Ignorando-a, Draco continuou.

- Você diz estar com raiva de mim, no entanto, nem sequer sacou sua varinha para me azarar.

- Ah, eu quero fazer isso, acredite em mim!

Draco riu. Continuou:

- Mas não o fez, portanto, devo presumir que você não está com tanta raiva quanto diz. E também deve querer que eu repita o que fiz no fim de semana, já que não está preparada para me impedir. Sem varinha, sem proteção - ele falou.

Ela colocou as mãos na cintura.

- Isso não quer dizer nada - falou entre os dentes. - E se você chama aquilo de beijo, deveria sair mais, Malfoy.

- Mas vamos à minha pergunta - ele a ignorou novamente. - O que você faria se eu te beijasse agora?

- Faria o que desejei ter feito naquela loja - retorquiu Syndia. - Daria um belo tapa em sua cara.

- Hum... - Ele respirou fundo, parecendo pensar em algo. Falou então: - Pedi para você ser sincera.

A única coisa de que Syndia teve consciência de estar acontecendo, após o que Draco dissera, foi de sentir os lábios dele pressionando os seus novamente, assim como as mãos dele em seu pescoço e cintura.

Mas Syndia também não mentira. E tão logo Draco a agarrara, a mão dela atingia o rosto dele.

- Você... Idiota, não tinha o direito!

- É... Você realmente disse a verdade - resmungou Draco passando a mão no rosto.

- Claro que eu disse! - esganiçou Syndia.

- Bem, só espero que da próxima vez você pense no que estará perdendo e não me bata.

Syndia boquiabriu-se, estupefata. Próxima vez? Ela olhou para Draco, que praticamente virava o corredor, e gritou:

- Não vai haver uma próxima vez, seu imbecil!

Ele apenas lhe sorriu, sumindo de suas vistas.

- Syn, está tudo bem? - Gui apareceu à porta que antes Draco se recostara. - Ouvi sua voz aqui de dentro. O que foi?

- Não foi nada, Gui. Ao menos nada que uma defesa pré-programada não resolva para a próxima vez - a moça praticamente rosnou. - Vamos trabalhar, por favor. Senão, é capaz de eu cometer assassinato. - E entrou na sala sob o olhar confuso do amigo.

xxx---xxx


Os olhos castanhos refletiam a ansiedade que ela sentia, assim com o nervosismo. Ela não percebia, mas, enquanto a mãe arrumava a parte de trás de sua roupa, suas mãos apertavam a mesma do lado de frente.

- Hermione, não faça isso com a saia!

A voz de Monica tirou Hermione do torpor. Olhou então para a saia de seu vestido e percebeu que o amassava com as mãos nervosas.

- Oh, desculpe, mamãe.

A moça apertou as mãos uma na outra. Monica suspirou. Pegando as mãos da filha nas suas, a olhou nos olhos ternamente e falou:

- Minha querida, por que todo esse nervosismo? Quero dizer, é um pouco normal sentir-se nervosa, mas você parece que está com vontade de fugir daqui.

- Fugir?! Não, claro que não! - Hermione apressou-se em dizer.

Ela soltou-se da mãe e foi até a janela do quarto de Gina, olhando para os jardins da Toca. Já estava tudo arrumado, tudo devidamente organizado. Havia uma grande tenda, protegendo a todos do frio daquele outono e da possível neve que ameaçava começar a cair. Os convidados certamente já deveriam estar ansiosos pela noiva, e Gina logo chegaria para apressá-la e dizer que o Sr. Granger já esperava ao fim da escada para levá-la até Rony. E eles se casariam dali alguns minutos.

Os poucos dias que faltavam para seu casamento com Rony passaram rapidamente, e a moça mal podia acreditar, naquela manhã, que em poucas horas passaria de Hermione Granger para Hermione Weasley. Tudo parecia tão maravilhoso para ser real que a assustava.

- Hermione, querida - chamou Monica novamente. - Por que você está assim? Você estava tão feliz ontem, quando foi almoçar comigo e com seu pai. Aconteceu alguma coisa?

- Não, é que... E se não der certo? - perguntou aflita, virando-se para a mãe. - E se daqui pra frente, minha vida não for como eu imagino? E se tudo der errado, se eu perder o controle disso tudo?

- Filha, você não pode controlar um casamento, uma vida a dois... Você não pode controlar sua vida, ela apenas acontece e você tem que vivê-la.

Hermione mordeu o lábio inferior, ainda demonstrando nervosismo. Monica, portanto, a fez sentar-se na cama de Gina.

- Eu me senti da mesma maneira no dia que me casei com seu pai. - Monica riu. - A diferença é que eu realmente fiz o motorista do carro dar meia volta.

Hermione boquiabriu-se, incrédula.

- Pois é... - Monica continuou. - Mas aí eu percebi que, apesar dos meus medos, se eu ficasse com Philip, nada poderia dar errado. Eu o amava e sabia que era muito amada por ele. E quando a cerimônia terminou... - Os olhos da Sra. Granger brilharam com a recordação, ao que a filha suspirou. - Hermione, o que conta é que você está fazendo sua felicidade. Esse nervosismo não importa. Pelo menos não depois que você estiver casada com Ronald.

- Eu sou uma boba, não sou? - Hermione perguntou levemente constrangida.

- Acho que são seus hormônios de grávida, apenas.

As duas riram.

- Tudo parece tão surreal... Eu realmente estou me casando com o Rony?

- Sim. Minha filhinha está se casando. - Monica abraçou a filha, não se preocupando que, minutos atrás, a censurara por ter amassado o vestido. Ela fazia a mesma coisa naquele momento. - E o que é melhor: com o homem que ama!

- Eu sinto que vou desmaiar a qualquer momento - Hermione riu, soltando-se da mãe.

- Mas, por favor, espere até terminar a cerimônia e ninguém estiver olhando - Gina, que acabara de entrar no quarto, falou divertida. - Posso saber o motivo de você estar se atrasando mais o que o normal, Mione?

- Ah, não foi nada - Monica apressou-se a dizer enquanto fazia a filha se levantar e verificava o vestido. - A Hermione apenas teve um pequeno nervosismo.

Gina arregalou os olhos e sorriu.

- Não me diga que você caiu na real e percebeu que o Rony é um bobão de carteirinha? Ou o está fazendo sofrer por ter demorado tanto para pedi-la em casamento?

As três riram, e Hermione disse:

- Não estou fazendo vingança alguma, Gina. E que seu irmão é um bobão, isso eu já sabia desde que o conheci. Mas um bobão lindo, incrível e que me ama - suspirou. Mas, colocando a mão na barriga, completou: - Que nos ama.

As outras duas moças também sorriram.

- Está tudo bem por aqui? Vocês não desceram e... - O Sr. Granger não completou o que queria dizer, pois seus olhos detiveram-se na filha. - Hermione! Você... Minha filha, como você está linda!

Hermione sorriu, embevecida.

- Obrigada, papai.

- Já estamos descendo, Philip - disse a Sra. Granger ao marido, pois este parecia concentrado demais na filha.

- Oh, claro. Vamos? - Ele estendeu o braço, ao que Hermione entrelaçou o seu com o do pai.

A partir deste momento, o que Hermione se lembrou nitidamente foi que desceu as escadas da Toca e começou a caminhar amparada pelo pai, pois sentia suas pernas tremendo. Ao ver os olhos de Rony, a encarando com vários sentimentos que ela sequer pensou que pudesse ser sentidos e também refletidos ao mesmo tempo, tudo para ela perdeu o sentido: os convidados, as flores que enfeitavam o espaço, os sussurros... Tudo.

O que importava era Rony a esperando, o coração dela que parecia querer sair pela boca a qualquer segundo, as palavras que eles trocaram jurando seu amor pelo outro e também pelo seu filho... O surreal era a realidade. A fantasia era palpável. Os aplausos dos convidados ao fim da cerimônia, juntamente com seus risos e desejos de felicidade, faziam parte da música que tocava apenas para Hermione.

- Te amo - a voz de Rony chamou sua atenção, ao que ela virou para encará-lo.

- Também te amo. Me sinto andando no ar, sabia?

Rony riu e lhe deu um beijo no rosto.

- Temos muitos convidados para nos desejar felicidade, embora já a tenhamos. Então, acho melhor você colocar os pés no chão, amor.

- Realidade, então?

Rony sorriu.

- Apenas agora. Mais tarde voltamos para a fantasia. À minha, que, com certeza, vai ser mais animada que a sua.

O casal então voltou a atenção para seus convidados, e apenas saíram novamente da realidade quando conseguiram se livrar dos inúmeros familiares - da parte do noivo, é claro - e amigos.

Sentada sozinha em uma mesa, Syndia sorriu pela felicidade do casal. Receber o convite de Hermione em cima da hora não fora ruim, como a moça receara quando o levou pessoalmente à casa de Syndia. A mais nova Sra. Weasley fizera questão de sua presença, o que a deixara incrivelmente feliz.

Há tempos que não tinha amigos tão bons quanto os que fizera por simplesmente conhecer Gui. O rapaz realmente fora uma das melhores coisas que poderia ter acontecido em sua vida. Olhou para a terceira mesa no seu lado direito, onde o ruivo estava com Fleur. Ele a pedira em casamento no último fim de semana, finalmente. E, ao que ela, Syndia, sabia, fora simplesmente por uma implicância de Gina que Gui finalmente dera esse passo com a francesa. Gina que também se casaria com Harry.

Todos pareciam tão felizes. Rony e Hermione recém-casados, Gui e Fleur, Harry e Gina... Os outros irmãos de Gui também não paravam de sorrir, ou dançando ou simplesmente sentados às mesas.

- A senhorita não quer dançar?

Syndia ergueu os olhos, deparando-se com um belo rapaz a encarando.

- Desculpe?

- Sou James Bennet, parente do noivo.

Um riso frouxo saiu sem aviso de Syndia.

- O que foi? - o rapaz perguntou.

- Desculpe, mas... É que não é todo dia que se vê um Weasley de cabelos loiros.

- Ah, isso - o rapaz retorquiu, dando-se no direito de sentar-se na cadeira ao lado de Syndia. - Genes do meu pai. Está vendo aquele homem ali, dançando com a ruiva alta? - Ele apontou para a pista de dança, onde ela reconheceu o casal que ele indicara. - Meus pais. Então? Quer dançar ou ficar nessa mesa, invejando felicidade alheia? - brincou.

Syndia sorriu. Intentou responder sim à primeira pergunta, contudo, algo naquele rapaz a mandava ficar longe dele. Não entendia o quê. Olhou-o nos olhos, mas desviou. O cabelo também não era algo bom de se ver. Com quem aquele rapaz de feições aristocráticas se parecia?

- Eu... Sinto muito, mas já estava indo embora. Desculpe.

- Tudo bem - ele retorquiu simpático, mas claramente querendo esconder o desgosto. - Não se pode ganhar tudo, não?

Rapidamente, Syndia saiu da festa, despedindo-se dos noivos e dos outros amigos.

Ela não queria ter ido embora àquela hora. Estava gostando da festa. Contudo, ao perceber quem aquele rapaz lhe lembrava, não pensou em outra coisa a não ser se livrar de tudo o que pudesse associar a Draco Malfoy.

Parecia que eles estavam num ridículo jogo de esconde-esconde, onde ela, claro, se escondia, e no melhor lugar para não ser encontrada. Sabia que estava sendo infantil, fugindo assim. Na verdade, deveria deixar que ele se aproximasse e dizer-lhe de maneira firme que a deixasse em paz, que parasse com essa mania, e que só Deus sabia de onde ele tinha tirado, de perseguí-la. Syndia já nem sabia mais como tudo aquilo havia começado. Parecia mais um filme que passava rápido demais, não permitindo que os espectadores percebessem a história.

Syndia suspirou, deitando-se em sua cama. Seria exatamente isso que ela faria na próxima vez que visse Draco Malfoy. Colocaria um ponto final em tudo aquilo. Independentemente do que “aquilo” fosse.

E esse plano parecia que seria executado naquela manhã de segunda-feira.

Ela e Gui tinham acabado de chegar ao andar de sempre, da sala de arquivo do Ministério da Magia, quando ela viu o assistente de Draco.

- Ah... Gui, eu me encontro com você depois. Preciso fazer uma coisa, antes.

- O quê?

- Nada demais - ela falou, relanceando Elliot quase virando o corredor.

- Você está bem, Syn?

- Por que pergunta? - Syndia retorquiu, olhando para o amigo.

- Você está estranha.

- Não, está tudo bem - ela sorriu. - Nos vemos daqui a pouco.

Tão logo virou o corredor, já seguia na direção da sala de Draco. Conseguiu ver Elliot Short segundos antes do rapaz entrar na sala do chefe.

- Sr. Short?

O rapaz virou-se, curioso, mas foi ver Syndia à sua frente que o receio tomou-lhe conta.

- Srta. Vechten? Aconteceu alguma coisa?

- Não, propriamente dizendo. Eu gostaria de falar com Draco Malfoy. Ele já chegou?

- Eu não sei. Acabei de chegar. Vou ver, um minuto.

Elliot realmente levou um minuto para voltar da sala de Draco.

- Ele pediu para a senhorita entrar.

- Obrigada.

Ela havia ensaiado aquele momento em sua cabeça. Não seria grosseira com Draco Malfoy. Seria educada. Diria para ele cuidar da vida dele e deixá-la em paz. Decidira que falaria tudo de uma vez, pois, se desse uma pequena oportunidade a ele, sabia que os rumos poderiam mudar. Afinal, ela admitindo para si mesma ou não, Draco tinha o condão de tirá-la do sério.

- Bom dia, Syndia. O que a traz tão cedo à minha sala?

Oh, como ela queria lançar uma azaração nele para arrancar aquele sorriso de seu rosto!

- Bom dia. Eu gostaria de dizer umas coisas a você, Malfoy. E, por favor, não me interrompa.

Draco ergueu as sobrancelhas. Indicou a cadeira para Syndia se sentar, mas ela se recusou. Ele então se levantou de sua cadeira, rodeou a mesa e se recostou.

- Já que você não quer se sentar, vou ficar de pé também. É o que a educação manda, não?

- Faça como quiser.

- Eu sempre faço.

Syndia fez uma careta com os lábios. “Foco”, pensou.

- O que você quer me dizer?

- Que me deixe em paz.

- Deixá-la em paz? - Draco estranhou. - Não mandei Short ir atrás de você faz tempos. E, pelo que eu saiba, não estou te seguindo. Acho que isso até foi bom, já que dessa vez foi você quem veio ao meu encontro sem eu fazer absolutamente nada.

- Eu pedi para você não me interromper - ela falou friamente.

- Só estou esclarecendo as coisas.

- Não, você está dizendo asneiras, coisas que não têm nada a ver.

- Você está sendo confusa.

- Eu só vim aqui - Syndia sentiu a irritação começar a querer sair - para pedir... não, ordenar, que me deixe em paz. Você diz que não, mas está me seguindo sim. Te vejo todas as vezes que chego para trabalhar aqui, você sempre está saindo da sala de arquivos, sendo que poderia muito bem mandar seu assistente para lá.

- Elliot é um tanto obtuso.

- Claro, acredito - Syndia retorquiu com sarcasmo.

- Que bom.

- Se ele fosse obtuso, como você diz, já o teria mandado embora.

- Você não faz idéia do quão difícil é achar um bom funcionário. E enquanto não acho um melhor - Draco cortou qualquer coisa que Syndia fosse dizer -, me contento com ele.

- Não desvie a conversa.

- Não estou desviando - Draco sorriu.

- Ah, você é impossível! - exasperou Syndia.

Ela virou-se para sair daquela sala. Realmente ir conversar com Draco Malfoy foi uma idiotice. Ele não lhe dera atenção alguma, apenas usara sarcasmos, respostas infantis, tudo isso para provocá-la.

- Eu sou impossível? - Draco falou, impedindo-a de sair.

- Saia da minha frente.

- Impossível é o que está acontecendo aqui - ele falou levemente irritado. - Ou melhor, eu tinha certeza que era impossível. Na verdade, ainda acho que é, mas acho que só Merlin sabe de algo.

- Do que você está falando? - estranhou Syndia, dando automaticamente um passo para trás.

- Da sua infantilidade, você fugindo de mim.

- Que conversa é essa? Ficou doido?

- Tenho certeza que sim - riu Draco, frustrado.

- Problema seu. Interne a si mesmo no Saint Mungus. E com licença...

- Só depois.

- Depois do quê, pelo amor de Deus?! Diga coisa com coisa, Draco!

- Você só sai daqui depois que eu ter certeza que é apenas uma loucura. E de que realmente é impossível.

Ele falou tudo isso rapidamente. Era quase irreal essa aflição que sentia. Que vontade era aquela, que ele nem sequer sabia de onde nascera, de onde vinha, ou por que o incomodava tanto?

- Como é? O que... Deixe-me sair daqui agora!

- Desculpe, mas você não sai enquanto eu não tiver a minha prova.

- Se quer uma prova, vá a uma escola, Malfoy!

Syndia desviou-se dele, mas nem sequer tocou a maçaneta. Sentiu a mão de Draco envolver seu pulso e virá-la rapidamente, mas não de maneira agressiva. No instante seguinte, ela sentia, mais uma vez, os lábios dele sobre os seus. Ela tentou protestar, soltar-se dele. Realmente tentou. Contudo, mal Syndia afastou-se dele, ele já a prensava na parede, calando seus protestos com sua boca.

Embora as mãos de Draco estivessem firmemente, mas não de maneira dolorosa, em seus pulsos, a boca dele agia o contrário. Ele parecia estar com raiva, Syndia percebeu. Porém, do quê ele tinha raiva? Dela? Se fosse isso, por que a estava beijando daquela maneira que a deixava sem ar? Que a deixava sem chão?

Ele intensificou o beijo, e Syndia não conseguiu repelí-lo. Draco era mais forte que ela. Mesmo com as mãos livres, ela não pode fazer nada, a não ser segurar os braços dele, tentando impedir que as mãos fixassem-se em sua cintura, em sua nuca.

Tão inesperado quanto o beijo começou, Draco o interrompeu. Contudo, não se afastou mais que alguns centímetros: Syndia continuava firmemente em seus braços.

- Teve a sua prova? - ela perguntou num murmúrio, a respiração ofegante.

- Tive - ele retorquiu, a voz também num murmúrio.

- E o resultado?

Draco desviou os olhos da boca de Syndia e fixou-os nos dela.

- Não acho que você vá gostar de saber.

- Gostou do resultado? - ela insistiu, embora não conseguisse saber por que. Sua mente não estava racional, naquele momento.

- Eu... Não sei. Talvez sim...

Ao ouvir isso, Syndia disse a primeira coisa que veio à sua mente. Engolindo a seco, falou:

- Se estiver em dúvida, pode tirar a “prova dos nove” mais uma vez.

Draco ergueu as sobrancelhas, incrédulo. Isso fez com que Syndia se arrependesse de ter sugerido aquela sandice. Entretanto, antes que ela sequer pensasse em outra coisa, Draco a beijava novamente. Para quê palavras? Ele responderia a pergunta de uma maneira melhor... Bem melhor.




N/B Sônia: AAARRUUUIAAAA!!! Capítulo cheio de beijos! E cada um.... Ai, ai! *suspiros* - Amei o casamento Ron e Mione! É sempre muito bom imaginar, não é? – Mas, decididamente, o ponto alto... pensando melhor, o ponto loiro e alto do capítulo, foi o Draco Malfoy, com certeza! Apesar dos ataques de “nazi-bruxo-semiLucius” que o acessam vez por outra, a sedução dele é muito divertida! =D - E os beijos... Ai, ai! *suspirando de novo* - E teve até o loiro em seus lençóis de seda emaranhados, ainda que com BEM POUCOS detalhes da cena... ô.O – rsrsrsrs... - AMEI MENINAS! Muito! Por hora a chibata ficará guardadinha, mas, se demorarem com o próximo, já viram! SSSSHHHTÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ – Está bom demais para demorar! =D - Beijos, amadas! Até o próximo!

N/A: Capítulo novo com algumas reviravoltas! Ou seria início da rendição? Hehe.. Até que este não demorou muito, levando-se em conta que os outros pareciam atualizações bimestrais..hihi.. E como exigência de beta é totalmente levada em conta, faremos de tudo para que o próximo não demore a vir.

Sally Owens, amiga querida, obrigada pela ajuda com o capítulo! Beijos pra você e um especial na barriga.

Fadinha Ruiva: ainda estamos aguardando os reviews, Dani! Cadê???hihi... Esperamos que esteja gostando, querida. Beijos.

Priscila Louredo: não respomdemos? Eu - Liv - estou achando que você, na verdade, só comentou o capítulo 9. Mas, sendo assim: mana, agradecemos muitissississíssimo por você sempre nos acompanhar! Não chore! Apenas aprecie este capítulo..hihi.. Te amamos, querida! Beijos.

Esperamos que todos tenham gostado do capítulo, e se gostaram, deixem um comentário, sim? Queremos saber sua opinião para que a fic renda cada vez mais!

Beijos a todos e até o próximo.

Livinha e Pamela Black

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