Nai Potter: tah ae... seja bem vinda...
Nick Granger Potter: alguma confusão... mas ela tbém acha q ele só está casando com ela por causa da fusão...
Hermione.Potter: o casamento sai sim... por enquanto, a pesar de td, ela acha melhor q ele pense assim... mas ela naum vai conseguir deixar ele de cara... ela tbém vai ter um surpresinha neste capítulo...
**RE**: naum logo, mas naum vai se uma simples dor de cabeça... digamos q será mais uma enxaqueca das graves... hehehe... são 11 capítulos mais um pekeno epílogo...
camila de sousa; nossa!!!! matando naum, mais o velho vai sofrer onde mais dói...
Andréa Pismel da Silva: ela foi dura msm, mas naum eskeça que ela naum conhece ele, nem a histótia dele... pra ela, ele quer só a fusão e naum se importa nem um poko com ela... ela fica emburrada pq naum resiste, hahaha... e quem poderia... ashhashahsasha...
Bjus a tdas...
tah ae...
Ah! Desculpem a demora... a semana foi bem corrida....
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O almoço parecia interminável, e nem depois dele ela pôde escapar de Harry.
— Que tal irmos fazer compras? Com certeza você vai querer um enxoval espetacular!
— Tenho todas as roupas de que preciso — respondeu. Não queria mais roupas, havia demais em seu closet.
Ele deu um sorriso de descrença.
— Nenhuma mulher tem todas as roupas de que precisa — comentou seco.
— Eu não me interesso por roupas — disse ela displicentemente.
Ele riu novamente.
— Então você é a única de seu sexo! Além disso — a voz dele tomou um tom acariciador —, mesmo se você não se interessar por roupas, elas se interessam por você...
Os olhos dele passavam por seu torso, notando como o tecido de seu corpete se estendia sobre seus seios cheios, delineando sua elevação generosa.
Inconscientemente ela puxou a bainha de seu corpete, como se isso pudesse escondê-la.
— Você só se revela mais para mim — disse ele suavemente, o hálito quente em seu pescoço. Passou a mão por sua face, fazendo com que ela parasse de respirar. — Eu gostaria de escolher algumas roupas para você, Hermione. Por favor, permita-me este privilégio.
— Eu lhe disse que tenho o suficiente! — ela se afastou, desejando que seu coração não disparasse ao toque dele.
— Algo especial — continuou — para nossa noite de núpcias.
Ela se calou. Depois, com uma expressão estranha nos lábios, assentiu.
— Se você insiste.
Ele sorriu satisfeito.
— Oh, sim, pethi mou.
Levou-a para uma butique exclusiva de lingerie em Kolonaki, elegante área de compras em Atenas. Deixou que a atendente tomasse suas medidas e mostrasse uma confecção após outra, mas recusou-se a experimentá-las.
Não as vestiria de qualquer jeito. Sua noite de núpcias seria curta e longe de ser doce.
Satisfeito com suas compras, Harry estava pronto para continuar.
— Venha — disse, persuasivo —, estamos rodeados de lojas de marca, escolha?
— Não, obrigada — ela respondeu, indiferente. — Eu já disse que tenho o suficiente.
— Então me faça um favor, sim? — pegou seu braço. — Deixe-me comprar para você apenas uma saia, para você colocar. Você vestiu calças por dois dias seguidos. Eu prefiro mulheres de saia.
— Que surpresa — disse ela, com um sorriso tímido. — Infelizmente para você, eu não uso saias.
— Não usa saias?
— Isso mesmo.
— Você vestiu um vestido de festa ontem à noite!
— Ele era longo — disse ela. Queria mudar de assunto rápido.
— Eu tenho certeza de que suas pernas são bonitas — ele a tranqüilizou. — São longas, elegantes e bem formadas — eu posso ver isso agora mesmo.
Ela olhou para ele. Havia uma expressão estranha em seus lábios.
— Você pode? Deve ter visão de raios-X.
Ele sorriu, indulgente.
— Mesmo se não são a sua melhor parte, ágape mou. Eu posso fazer concessões.
A expressão estranha se acentuou, mas ela nada disse.
— Então — disse ele — vamos comprar uma saia, e eu acabarei com seus temores.
Seu rosto empalideceu.
— Chega de compras por hoje. Estou entediada.
Ele nunca conhecera uma mulher que se entediava fazendo compras, especialmente quando era seu dinheiro que estava gastando. Talvez Hermione, nascida na riqueza, visse as coisas diferentemente.
— Bem, eu odiaria entediá-la, então o que a divertiria?
— Quero conhecer a cidade — disse ela subitamente. Afinal, não voltaria a Atenas.
Sentiu um baque doloroso. Era a cidade de seu pai. Ele fora criado ali. O sangue dele estava em suas veias. Ela era tanto grega quanto inglesa, e era a primeira vez que colocava os pés em solo grego. E a última.
— Conhecer a cidade? — perguntou Harry. — Mas você deve ter visto tudo uma centena de vezes!
Ela o fitou.
— Eu nunca estive em Atenas antes. Nem na Grécia.
Harry olhou para ela com desaprovação. Já era suficientemente mau que ela não falasse grego, mas nunca ter estado ali! Pensara que ao menos Coustakis a tivesse trazido durante as férias.
— Então está na hora — disse, decisivo — de mostrá-la a você.
Passaram a tarde fazendo o que todos os turistas faziam, subindo na Acrópole para honrar a glória da primeira das civilizações ocidentais, o Parthenon.
Hermione estava encantada, recusando-se a reconhecer a onda de desolação que passou por ela quando pensou que logo nunca mais veria Harry.
Não importava o quanto seus olhos fossem atraídos por ele. Tudo isso, por mais apaixonante que fosse a sua companhia, era nada mais que um interlúdio temporário na sua vida. Harry Potter, apesar de ser capaz de fazer um arrepio de eletricidade passar por ela com um único olhar, um simples roçar de sua manga em seu braço, não era nada além de um interlúdio temporário.
Essa foi uma frase que Hermione se forçou a lembrar dia após dia durante as duas semanas seguintes, enquanto Harry tornava claro para o resto do mundo que a herdeira Coustakis seria sua esposa e que tinha firmemente em vista as Indústrias Coustakis.
Levava-a a todos os lugares — restaurantes da moda, clubes elegantes — sempre ao seu lado, atento, possessivo, mostrando a todos que os viam que ele era a escolha favorita de Yiorgos Coustakis, com o rico prêmio das indústrias Coustakis. Toda vez que ele a buscava com sua Ferrari poderosa, Hermione sentia um golpe que parecia um choque elétrico passar por ela.
Ela fazia o que podia para escondê-lo. Para manter a fachada pétrea que sabia instintivamente contrariá-lo.
Tanto quanto diverti-lo.
— Minha moça de gelo inglesa — disse-lhe suavemente um dia, quando ela virou o rosto para ele, de maneira que seus lábios só puderam tocar suas faces —, como eu gostarei de fazê-la derreter.
Não importava que ela acreditasse que estava se casando somente para extrair o capital das garras gananciosas do velho Coustakis; ele lhe provaria o contrário e teria muito prazer em fazê-lo!
— Você está me despenteando, Harry — ela retrucava ríspida.
— Logo estarão muito mais despenteados — ele respondia, os olhos brilhando com divertimento... e promessa.
Deixou que a ponta dos seus dedos passasse levemente ao longo de seus braços, divertido com o modo como ela se desvencilhava novamente. Sabia como tratá-la agora, usando sua própria reação a ele como isca. Ela não gostava disso, mas ele sabia que era uma batalha perdida.
A vitória seria dele.
Uma doce vitória — ela lhe suplicaria que fizesse amor com ele, essa mulher que deixava totalmente claro que a única razão pela qual estava se casando com ele era para obter o controle de um capital que seu avô guardava para ela. Essa seria uma vitória que ele saborearia completamente.
Hermione apertou o fone no ouvido.
— Tem certeza?
— Sim, senhorita Granger, completa. A soma de quinhentas mil libras foi creditada em sua conta.
— E não pode ser tirada sem minha permissão?
— Certamente que não!
A voz do empregado do banco em Londres parecia chocada quando ele respondeu.
O dia mais feliz da minha vida! O dia em que finalmente tocarei em minha mãe com a varinha de condão e começaremos vida nova!
Quando interrompeu a chamada, após inúmeras confirmações de que o dinheiro depositado em sua conta naquela manhã era irrevogavelmente dela para usá-lo como quisesse, sentiu um alívio profundo. Conseguira! Obtivera o que havia vindo buscar — a promessa de liberdade da pobreza, da doença, da penúria que sua mãe suportara por 25 anos.
Agora tudo que precisava fazer era sobreviver às próximas 24 horas e estaria a caminho de casa.
Eu vou conseguir! Consegui até aqui e conseguirei esta última coisa!
— Kyria, posso começar a vesti-la, por favor? — a voz de Zoe parecia ansiosa. — Kyrios Coustakis gostaria que a senhora descesse o mais rápido possível.
Hermione assentiu, e o longo processo de vestir a neta ilegítima de Coustakis para o casamento com o homem que dirigiria suas empresas e lhe daria o herdeiro que desejava começou.
Hermione sentiu a tensão substituir o alívio. Quando se sentou diante do espelho, enquanto Zoe prendia seu cabelo, olhou para seu reflexo. Parecia pálida e tinha olhos grandes demais. A realidade do que faria a golpeava repetidamente.
Apesar de ser um casamento íntimo, pareceu durar eternamente. Ela ficou ao lado do noivo, séria, a garganta tão tensa que quase não conseguia pronunciar as palavras que a ligaram à figura alta e ereta ao seu lado. Seu estômago dava voltas.
Estava se casando com ele! Sentiu-se perder as forças. Havia um anel em seu dedo. Ela podia vê-lo brilhando à luz do sol.
Não quer dizer nada! Amanhã a esta hora ele me terá mandado de volta para Londres. Terá o que queria — a companhia de meu avô. Ficará feliz em me ver pelas costas. Desde o início nunca me quis.
E nem mesmo tem a intenção de ser fiel...
Os lábios dela se comprimiram. Há três noites seu avô a chamara novamente. Harry acabara de trazê-la de volta de um concerto de Dvorak e Rachmaninov. Quando acabou, ela se voltou impulsivamente para Harry.
— Foi maravilhoso! Obrigada!
Seus olhos brilhavam, seu rosto estava radiante.
— Estou feliz por ter lhe dado prazer.
Por uma vez não havia um duplo sentido em suas palavras, nem um brilho sensual em seus olhos. Por um momento eles simplesmente olharam um para o outro. Ela não podia dizer o que era, mas algo a fez querer que o momento durasse para sempre.
Quase sentia pena por vir a ser sua mulher apenas no nome.
Uma pena que foi destruída em uma conversa de dois minutos com seu avô.
— Preciso esclarecer algumas coisas — ele começou com sua voz dura e cheia de condenação. — A partir do momento em que você se tornar a mulher de Harry Potter, deverá se comportar como uma esposa grega. Ele lhe ensinará a obediência que tanto lhe falta!
Os olhos sem alma do avô pousaram nela como os de um basilisco.
— Você precisa entender que sua relação comigo não lhe dará privilégios. Nem o fato de que é bonita o suficiente para seu marido a desejar sexualmente por enquanto.
Ele viu a expressão em seu rosto e deu uma risada curta.
— Eu disse "por enquanto" e é isso mesmo! Entenda, menina, na Grécia um marido ainda é um homem. E sua esposa precisa saber o seu lugar. Que é ficar calada! Harry Potter tem duas amantes; uma modelo americana, uma vagabunda que dorme com todos os homens que quer, e uma mulher de Atenas, uma prostituta profissional. Ele não deixará nenhuma das duas por você.
Abaixou a voz ameaçadoramente.
— Se eu ouvir qualquer lamento de sua parte, qualquer escândalo por causa disso, você se arrependerá! Compreendeu?
Ela compreendeu e sentiu a repulsa transpassá-la.
Agradeça por não estar se casando de verdade!
Mas se casaria com ele — se quisesse o dinheiro para Jane precisava passar por essa farsa da cerimônia de casamento.
Duas amantes, não uma! Sua boca se retorceu. Ocupado, este Harry! E ainda pretendia ser, pelo que parecia! Os homens gregos podiam ver o mundo assim, mas ela não engoliria isto!
Hermione sorveu o seu champanhe e olhou ao redor.
Todo esse dinheiro, opulência e luxo, pensou. Estou enfiada nisso há quase três semanas.
Quero ir para casa!
Sentia vontade de gritar isso. Queria voltar para casa, para Jane, para o apartamento apertado e úmido que Harry Potter ficaria horrorizado em ver. Ele pensava que estava se casando com a herdeira Coustakis. Que piada ridícula!
Bem, a piada seria com ele antes que a noite terminasse.
Mas ela não sentia vontade de rir.
Hermione sentou-se na cadeira Luis XV, os olhos fechados. O champanhe que bebera, os cumprimentos educados da criadagem, e agora esperar o seu novo marido sair da biblioteca onde seu avô estava finalmente permitindo que ele assinasse os contratos da fusão.
Uma comitiva de homens de terno chegara há uma hora e entrara no santuário de Yiorgos Coustakis para conduzir o verdadeiro negócio do dia.
Ela esfregou cuidadosamente as pernas que doíam através do tecido das calças. Zoe a ajudara a tirar o longo vestido de cetim marfim que usara para a cerimônia, e agora vestia as roupas com que chegara. Hermione insistira que sua pequena mala — aquela com que viera — lhe fosse dada pessoalmente. Ela a arrumara na noite anterior, com suas próprias roupas e a maleta de maquiagem com a chave do armário no aeroporto, o dinheiro e o passaporte, logo depois de ligar para Rony e lhe dizer que voltaria nas próximas quarenta e oito horas, pedindo-lhe que desse um beijo em Jane. Não falara com ela desde que chegara. Não pudera se forçar a isso. Sabia que ela compreenderia.
É só sobreviver a hoje à noite, e depois irei embora.
Uma porta se abriu no saguão de mármore e ela ouviu o som de vozes. Abriu os olhos. Podia ouvir os visitantes de terno se despedindo, o negócio terminado.
Era a hora de Harry se mover para o próximo item em sua agenda — levar sua esposa para a lua-de-mel, pensou Hermione sarcasticamente. Ficar zangada parecia uma boa idéia no momento.
Mais segura.
Ela ouviu a voz de Harry no corredor, e a resposta do avô. Este deveria ter sido um bom dia de trabalho para ele, pensou Hermione, vendendo sua companhia e sua neta bastarda ao mesmo tempo.
Do nada lhe veio uma recordação. De algo que nunca acontecera, mas de que ela freqüentemente em criança desejara ardentemente ser real. A memória de seu pai, gentil e sorridente, chamando-a de sua princesa, sua mãe de sua rainha, coroando a ambas com felicidade...
Mas isso nunca acontecera. Ele morrera antes de seu nascimento.
Não deveria ter sido assim!
O grito silencioso veio do fundo de seu ser.
Mas é assim, e não há nada mais que eu possa fazer além do que já fiz.
— Você está pronta? — a voz de Harry era dura, cortando-lhe os pensamentos sombrios. Tensa.
Ela se levantou.
— Sim — respondeu, caminhando em sua direção.
Tomaram seus lugares na limusine de seu avô, cada um num canto do carro.
Não se falavam, e Hermione estava feliz com isso. Nada tinha a lhe dizer naquele momento. Depois da manhã seguinte não o veria mais. Era um estranho que passava, nada mais.
— Você quer um drinque?
Ela piscou. Harry puxava um compartimento, revelando um conjunto de garrafas de cristal. Ela balançou a cabeça. Ele verteu o conteúdo de uma das garrafas no copo e tomou o uísque de uma vez, depois recolocou o copo no lugar e fechou o compartimento.
— Como se sente?
A súbita pergunta a surpreendeu. Ela deu de ombros.
— Bem — disse indiferente.
Ele deu um suspiro impaciente e, com um movimento rápido, afrouxou a gravata e desfez o colarinho. Hermione não pôde evitar olhar para ele.
Desejou imediatamente não tê-lo feito. Não sabia o que havia com gravatas soltas e colarinhos desabotoados, mas sentiu imediatamente um golpe no estômago. Ele passou a mão pelo cabelo.
Então, subitamente, falou.
— Theos, ainda bem que acabou!
A sensação no estômago de Hermione sumiu instantaneamente.
Ele estava feliz por ter acabado. Ela também. Muito feliz. Seus lábios se pressionaram.
Ela olhou para o outro lado, por sua própria janela, e ouviu Harry se mover em seu assento.
— Não se aborreça, Hermione — disse, rude. — Você gostou da provação tanto quanto eu. Mas já acabou. Graças a Deus! — depois, ainda mais rudemente, perguntou: — Você conseguiu seu dinheiro?
Havia condenação em sua voz. Hermione pensou nos contratos fusão, assinados há pouco. Tornando Harry Potter um dos homens mais ricos da Europa.
— Claro — respondeu.
— Você não precisará dele — disse o homem com quem se casara. — Eu lhe darei tudo o que quiser.
Ela não respondeu. Ele deu outro suspiro.
— Hermione, esse é o momento de falar claro. Estamos casados. E não há absolutamente nenhuma razão para supor que as coisas não darão certo conosco! Seu avô saiu de cena agora. Depende de nós fazermos esse casamento dar certo, e eu acho que podemos, se ambos nos esforçarmos. Eu estou pronto para isso, e peço que você o faça também. Assim que nossa lua-de-mel acabar, voaremos para a Inglaterra para encontrarmos sua mãe. Não importa o quanto ela desaprove o seu avô, eu espero que pense melhor de mim.
Ela nunca porá os olhos em você, pensou Hermione, nem mesmo saberá que você existe. Harry ainda falava.
— Vamos decidir onde viveremos por enquanto. Eu proponho meu apartamento em Atenas. Mas preferiria, admito, uma propriedade mais permanente. Poderemos ter uma casa em Londres, claro, para quando você quiser visitar seus parentes ingleses, e eu sugiro que compremos uma casa em uma das ilhas também, onde poderemos relaxar a sós.
— Está bem — disse Hermione. Qualquer coisa que dissesse estava bom.
Hoje à noite, pensou, no jantar, ou talvez melhor, na suíte do hotel, onde não haveria garçons por perto nem outras pessoas, eu poderei contar-lhe a verdade sobre mim. Isso colocará um fim nesta farsa.
Harry desistiu. Fizera tudo para ser educado, mas se sentia irritado. Trabalhara como louco desde que o velho Coustakis lhe acenara com a possibilidade da fusão. O trabalho de planejamento envolvido era imenso. Além disso, ainda tinha que manter a Potter funcionando, enquanto a preparava para ingerir a muito maior Indústrias Coustakis. Encontrara, porém, tempo de levar Hermione a vários lugares, sabendo que ser visto em público com ela fazia parte do ato de convencer a comunidade de negócios de Atenas da realidade de suas intenções em relação às Indústrias Coustakis.
Mas, apesar de todas as noites passadas levando Hermione para sair, ele ainda não estava mais perto de ver nada além da superfície fechada e controlada que ela lhe mostrava. Havia com certeza bastante sangue inglês nela. Com certeza a única maneira de conseguir uma reação de sua parte era lembrar-lhe, como ele tanto gostava, do quão frágil aquele sangue-frio inglês era na realidade! Como um único toque podia fazê-la tremer de excitação por ele. Essa era a única moeda à qual ela respondia! Não importava o quanto tentasse suprimir sua reação a ele.
Ele a fitou. Ela ainda olhava pela janela, ignorando-o. Isso lhe dava a oportunidade de observá-la. Catalogar, em sua mente, todos os seus charmes sensuais — da exuberância de sua boca à riqueza de seus seios, a longa linha de suas pernas...
Ele se sentiu relaxar pela primeira vez no dia. Estava acabado. Selara sua longa ascensão das ruas de Atenas ao pináculo de suas conquistas.
E sabia exatamente como celebrar.
Fechou os olhos e se entregou ao prazer de contemplar como seria bom ter a mulher ao seu lado sob seu corpo.
— Pelo amor de Deus, onde estamos? — a voz de Hermione era esganiçada.
— Pireus — replicou Harry. — O porto de Atenas.
— O quê!
— O porto de Atenas — repetiu Harry. — Onde embarcaremos.
— Embarcaremos!
Harry a fitou. Qual era o problema agora?
Ela olhou agitada pela janela. Não prestara atenção no trajeto da mansão de seu avô, deliberadamente afastando a mente do que fizera, pensando em tudo que precisaria para a mudança com Jane para a Espanha o mais rápido possível. Mas em vez de levá-la a um hotel cinco estrelas no meio de Atenas, de onde poderia facilmente pegar um táxi para o aeroporto na manhã seguinte, o carro parara em um cais, ancorado no qual havia um grande barco brilhante.
O motorista abriu a porta e recuou para deixá-la sair. Rapidamente, consciente de que suas pernas começavam a doer novamente com a tensão inesperada, Hermione saiu e olhou em volta.
O iate era enorme. Como um monstro brilhante da proa à popa.
— Não vou embarcar nisso. O que é isso?
A boca dele se estirou. Será que Yiorgos não se preocupara em contar à sua neta sobre sua última farra financeira?
— É o novo brinquedo de seu avô — ele lhe disse. — Ele nos emprestou para a lua-de-mel.
Hermione esbugalhou os olhos.
— Eu pensei que passaríamos a noite em um hotel.
— Para quê? Partiremos o mais rápido possível.
— Eu não vou entrar nesse negócio! — Estava decidida.
Consciente, como ela obviamente não estava, da atenção altamente interessada, mas superficialmente indiferente do motorista e dos marinheiros ao pé da prancha, Harry a impeliu para a frente. Não deixaria que sua novíssima esposa torcesse o nariz para ele.
Ela tropeçou, e com um gesto súbito ele a tomou nos braços.
Morta de raiva, Hermione não teve opção, a não ser deixar-se carregar a bordo do iate monstruoso.
Harry a depositou no deque e disse algo em grego ao homem que estava de pé ali.
— Esse é o capitão Petrachos, Hermione mou — disse suavemente. Hermione viu um homem de meia-idade bem vestido em um uniforme naval imaculadamente branco.
— Bem-vinda a bordo, Kyria Potter. Espero que tenha uma viagem agradável.
— Obrigada — murmurou com a voz abafada. Não seria uma viagem agradável, e sim muito curta!
— Se ambos estiverem prontos, vamos partir.
— Obrigado — disse Harry. E estendeu a mão para Hermione. — Venha, vamos explorar.
Seus dedos se fecharam em volta dos dela, mais firmemente que o necessário. Hermione o seguiu. Tentava organizar os pensamentos o mais rápido possível. Bem, ela supusera, apressadamente, que passariam a noite de núpcias em um hotel no meio de Atenas. Em vez disso estavam zarpando nesse cruzador particular! Bem, pensou sombria, e agora? Seu casamento ridículo poderia chegar a um fim rápido e terrível ali tanto quanto em qualquer lugar! Eles aportariam ali novamente antes da manhã seguinte.
Apesar da intenção de permanecer indiferente a suas acomodações tão temporárias, Hermione esbugalhou os olhos quando Harry a conduziu pelo barco. Era extremamente opulento! Em todos os lugares para os quais olhasse havia painéis de madeira rara, seda, veludo e couro, detalhes de prata e ouro, peles nos pisos e paredes, incrustações e douraduras por toda parte. Uma fortuna fora paga para decorar seu interior, sem falar no custo do próprio iate, pensou Hermione.
No deque superior, ela via o continente grego afastar-se enquanto o iate se dirigia para mar aberto, enquanto Harry observava o vento soprar o seu cabelo maravilhoso. Seu rosto estava fechado. Com certeza ela ainda estava de mau humor. A expressão de Harry endureceu. Como ela era mimada! Ali estava ela, em um iate que era o cúmulo da extravagância, e ainda assim não estava satisfeita! Pensou em sua infância, quando fora um menino de rua sem esperança. Não tivera mimos. Chegara ali, ao deque de um iate de luxo, líder de uma das maiores companhias da Europa, a Indústrias Coustakis, pelo seu próprio esforço.
E agora estava casado com a neta de Coustakis.
Bem, era melhor aproveitar...
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Continua...
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